Setor sucroenergético

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Piracicaba encerra 2014 entre as 6 maiores exportadoras do Estado

Piracicaba ficou entre as seis maiores exportadoras do Estado de São Paulo no acumulado de janeiro a dezembro de 2014, mostram dados divulgados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

A cidade comercializou mais de US$ 1,758 bilhão em mercadorias com o exterior, volume próximo ao de 2013, quando foram negociados US$ 1,765 bilhão.

Nas importações, o volume fechado em 2014 também foi um dos maiores do Estado e similar ao do ano anterior.

Entre janeiro e dezembro passados, foram adquiridos do exterior o equivalente a US$ 2,145 bilhões em produtos.

No total de 2013, as empresas haviam importado cerca de US$ 2,142 bilhões.

“Em números, os anos de 2014 e 2013 foram bastante parecidos, porém, houve mudanças significativas, com o aumento das exportações para os Estados Unidos e a diminuição nas negociações com os países da América Latina neste período”, informou Cristiano Morini, pesquisador e professor do curso de administração da Unicamp (Universidade de Campinas).

Ele explica que a recuperação da economia norte-americana beneficia diretamente Piracicaba porque as empresas da cidade são importantes fornecedoras de equipamentos e máquinas para obras, setor que é fomentado com a recuperação econômica e retomada dos investimentos de um país.

E, de acordo com o balanço do Mdic, a participação dos Estados Unidos nas exportações piracicabanas saltou de 19,75% para 28,40% no intervalo comparativo.

Por outro lado, os países da América Latina, antes fortes consumidores, reduziram suas participações na aquisição da mercadoria produzida em Piracicaba.

Conforme dados do Ministério, o Peru, por exemplo, teve participação reduzida de 11,5% para 9,45%.

A Argentina, baixou de 3,6% para 2,5%.

O Chile, por sua vez, caiu de 4,9% para 2,4%.

“A América Latina está patinando. Os países, inclusive o Brasil, estão tendo um baixo crescimento e isso se reflete nas obras de infraestrutura”, relatou.

DEZEMBRO: O mês de dezembro foi um dos melhores para as exportações piracicabanas.

Ao todo foram encaminhados ao exterior US$ 160,2 milhões em produtos, o terceiro melhor resultado mensal — perdeu apenas para abril (US$ 172 milhões) e janeiro (US$ 161,9 milhões).

O aumento nas negociações está relacionado à alta do dólar, que passou de R$ 2,70 nas últimas semanas do ano, o que estimulou os exportadores e acabou apresentando um “desempenho fora da curva”, segundo Morini.

Para ele, tanto as exportações quanto as importações piracicabanas devem ter queda ao longo de 2015, influenciadas pelo desaquecimento do mercado automobilístico, importante movimentador do comércio exterior na cidade.

O professor ressalta que a situação de dificuldades da América Latina deve fazer com que a participação dos Estados Unidos nas exportações de Piracicaba também passe a ser ainda maior nos próximos meses. (Jornal de Piracicaba 18/01/2015)

 

CUT se engaja ao movimento contra crise do setor sucroenergético

Lideranças ligadas à organização do movimento em defesa da cadeia produtiva do setor sucroenergético destacam a participação da CUT – Central Única dos Trabalhadores, que se soma à Força Sindical já tradicional defensora dos interesses dos 2,5 milhão de trabalhadores que atuam no setor. “Todo aquele que se somar a nós será muito bem vindo”, destacou Antonio Vitor, vice-presidente da Força Sindical SP e diretor de Assuntos Internacionais da Força Sindical Nacional.

Também o secretário da Indústria, Comércio, Agricultura, Abastecimento e Relações do Trabalho de Sertãozinho, Carlos Roberto Liboni, em entrevista ao TV BrasilAgro que foi ao ar ontem (18) pela STZTV e que poderá ser assistida a partir da tarde de hoje na WEB TV do www.brasilagro.com.br, elogiou a iniciativa da CUT em se aproximar dos atos que estão sendo programados em defesa do setor canavieiro.

“A se entender que a CUT é o braço sindical do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, e que esta central se engajou ao nosso movimento, tudo leva a crer que eles podem nos ajudar e facilitar a interlocução com o governo federal”, afirmou.

Já Evandro Ávila, da consultoria BrasilAgro e coordenador do projeto “Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética”, ressaltou que a CUT presta um grande serviço ao País a partir de sua participação nos atos e movimentos que objetivam pressionar a presidente Dilma Rousseff a mudar a sua postura em relação ao setor canavieiro. O que não pode é ficar do jeito como está”, destacou. (Brasil Agro 19/01/2015)

 

Sertãozinho planeja reunir 15 mil pessoas em defesa do setor de cana

Movimento tem o apoio da Prefeitura de Sertãozinho e outras entidades, como Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Entidades ligadas ao setor sucroenergético farão no próximo dia 27 manifestação em prol da cadeia produtiva de açúcar e álcool em Sertãozinho (SP), De acordo com os organizadores, deverão ser mobilizadas 15 mil pessoas, que percorrerão ruas da cidade.

Em nota, o secretário municipal de Indústria e Comércio, Carlos Roberto Liboni, diz que a proposta é que todas as empresas suspendam suas atividades em apoio à manifestação. "A ideia é de que a região 'pare' e todos se unam em torno de um bem comum, pois nossas usinas e indústrias precisam recuperar a produtividade, para que nossa cidade possa gerar emprego e renda para a população", afirmou.

O Movimento pela Retomada do Setor Sucroenergético tem o apoio da Prefeitura de Sertãozinho e outras entidades, como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Metalúrgicos e Canaoeste. (Agência Estado 16/01/2015)

 

Obras da Mercedes-Benz em Iracemápolis começam em fevereiro

A multinacional alemã Mercedes-Benz lança, no dia 5 de fevereiro, a pedra fundamental de sua fábrica em Iracemápolis.

A cerimônia é uma marca oficial do início das obras da nova planta, que terá investimentos de R$ 500 milhões e deverá gerar cerca de 4.000 empregos diretos e indiretos na região.

Os detalhes da solenidade, que deve reunir diretores do grupo e diversas autoridades, não foram divulgados pela companhia. A unidade da Mercedes-Benz na região será construída em uma área de 87 alqueires à margem da rodovia entre Iracemápolis e Santa Bárbara d’Oeste.

O anúncio dos investimentos foi feito pela multinacional em outubro de 2013 e, à época, a previsão era de que a produção fosse iniciada em 2016. A planta na região será voltada à fabricação dos veículos Classe C e GLA, que deverão ser flex (movido à etanol e à gasolina), o que é um fato inédito para a multinacional, que não produz similares em nenhuma outra unidade do mundo.

A expectativa é de produzir cerca de 20 mil veículos para o mercado interno.

O atual diretor geral de automóveis da Mercedes-Benz, Dimitris Psillakis, informou à epóca do anúncio que a unidade de Iracemápolis irá atender à maior demanda brasileira por carro sedã  representado pelo modelo Classe C — e ainda pelos SUVs — com produção do GLA.

Ele também confirmou, na ocasião, que a empresa desenvolvia uma tecnologia para os carros terem motor flex para aproveitar a estrutura sucroalcooleira da região piracicabana.

A Mercedes-Benz tem presença forte no Brasil há quase 60 anos e possui duas fábricas no Estado, com produção de caminhões, ônibus e veículos de passeio.

A escolha por Iracemápolis, segundo o grupo, foi motivada por condições logísticas, disponibilidade de mão de obra qualificada e facilidade na negociação do terreno escolhido para abrigar a unidade.

ATRATIVIDADE: Com a instalação da montadora, a região deve receber ao menos 12 novas empresas voltadas ao fornecimento de peças e outros insumos à fábrica. Algumas delas, inclusive, já começaram o processo para instalação nas adjacências da planta.

Além dos investimentos da multinacional alemã, o Investe SP, ligado ao Governo do Estado, previa investir R$ 40 milhões para obras de infraestrutura na região em que a fábrica estará instalada.

Os recursos ajudariam a viabilizar o licenciamento ambiental da área, a capacitação da mão de obra, além de estrutura para canalização do gás e fornecimento de energia elétrica e água, bem como reforço na estrutura do Corpo de Bombeiros e duplicação de um trecho de quatro quilômetros da rodovia. (Jornal de Piracicaba 17/01/2015)

 

MT: De olho no pequeno produtor

Maior produtor e exportador de grãos do país, Mato Grosso quer reduzir importações de hortifrútis desenvolvendo agricultura familiar.

Maior produtor nacional de grãos, Mato Grosso não tem mais uma secretaria específica para a agricultura. Ela está em uma pasta que engloba energia, comércio, indústria e turismo.

Mas, quando se trata de agricultura familiar, o Estado destina uma secretaria específica para o setor.

O que parece um contrassenso tem uma lógica. Carlos Fávaro, vice-governador do Estado, explica os motivos dessa decisão.

Mato Grosso, o Estado de maior importância na Federação quando se trata da produção e da exportação de grãos, importa R$ 900 milhões por ano em hortifrútis, produtos que vão de tomate, cebola a batata.

A busca desses produtos fora do Estado, principalmente na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), em São Paulo, inibe o desenvolvimento das pequenas propriedades existentes no Estado. Atualmente são pelo menos 153 mil famílias nessas condições.

Apesar dessa atenção para os pequenos produtores, o Estado não deixou de buscar profissionais experientes e ligados ao agronegócio para atuar em problemas sensíveis, como a logística.

Na avaliação de Fávaro, os grandes produtores de grãos já estão municiados de tecnologia e de gestão e têm à disposição pelo menos 10 mil engenheiros-agrônomos.

Mas a função do Estado é desenvolver a logística, para baratear custos, e dar aos produtores novas tecnologias por meio de parcerias com fundações e Embrapa.

Uma melhora da logística vai ser útil tanto para produtores grandes como pe- quenos. Além de permitir a saída de soja e milho, vai integrar municípios, facilitando o escoamento da produção de pequenos para as cidades-polo.

Fávaro, que aos 16 anos saiu de uma pequena propriedade no norte do Paraná para terras de um assentamento em Mato Grosso, acredita que a atuação do governo nas pequenas propriedades é fundamental.

Um dos pontos básicos é a regularização fundiária. Sem ela, os produtores não terão acesso a crédito e aos juros com taxas menores.

Além disso, a regularização traz um "ciclo de oportunidades, criando renda e aumento de emprego. O sistema hoje está exaurido", diz ele.

Para o vice-governador, programas de extensão rural e a colocação de mais tecnologia à disposição dos pequenos produtores permitirão a organização dessa categoria nos setores de leite, pescado, hortifrútis e mel.

"Apesar dessa opção pela agricultura familiar, não vamos nos esquecer dos produtores de grãos, como soja e milho", diz Fávaro. E nem pode porque o agronegócio representa 70% da economia do Estado de Mato Grosso.

Segundo o vice-governador, a escolha dos novos nomes para a administração do Estado é com base em "perfil técnico". E vários vieram das principais organizações de produtores do Estado.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em que estará a parte empresarial da Agricultura, terá no comando Seneri Paludo, ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

Marcelo Duarte, diretor-executivo da Aprosoja, fica com a Secretaria de Infraestrutura e de Logística, enquanto Luciano Vacari, superintendente da Acrimat (setor de pecuária), incorporou-se ao grupo da Secretaria de Desenvolvimento Regional.

Das pastas, uma das mais exigidas neste ano será a da Logística. Os preços das commodities caem e a saída para segurar a renda do produtor será diminuir os custos. (Folha de São Paulo 17/01/2015)

 

Gigante do setor sucroenergético fecha usina e demite 250 pessoas

Empresa Raízen afirma que atividades em engenho de Capivari ficarão suspensas por dois anos.Crise econômica e escassez de cana provocada por estiagem são apontados como motivos para a decisão.

A crise no setor sucroenergético e a escassez de cana para moagem devido à estiagem fizeram com que a Raízen, maior produtora de açúcar e etanol do país, suspendesse as atividades da usina Bom Retiro, em Capivari, no interior do Estado.

Foram realizadas 250 demissões e outros 506 funcionários deverão ser realocados nas 24 usinas do grupo. A medida da Raízen é válida por dois anos, segundo a assessoria de imprensa do grupo.

O setor passa por turbulências há anos.

De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), ao menos nove usinas devem deixar de operar na safra deste ano. Das 392 usinas em funcionamento no país, 70 operam em recuperação judicial. Em sete anos, 58 empresas do setor encerraram as atividades.

Com a suspensão das atividades da unidade de Capivari, a matéria-prima será redirecionada para outras usinas. A Raízen afirmou ainda que a operação dos fornecedores não será afetada.

A empresa conta com uma produção anual de 2 bilhões de litros de etanol e 4,5 milhões de toneladas de açúcar.

A forte estiagem do ano passado agravou a crise no setor sucroenergético, que registrou, em 2014, 13.681 demissões em todo o Estado, segundo dados da Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado).

Em nota, o diretor da Unica Antonio de Pádua Rodrigues disse que o impacto da estiagem não foi maior porque houve aumento de área e produtividade em regiões não atingidas pela seca.

O setor acusa o governo Dilma Rousseff de ter deixado de lado as políticas voltadas ao etanol e focado, principalmente, no pré-sal.

O governo federal, por sua vez, diz que apoia o setor.

EFEITO CASCATA EM SERTÃOZINHO

A crise afeta toda a cadeia produtiva do setor sucroenergético, além do comércio.

Sertãozinho, na região de Ribeirão, tem um dos dos piores cenários econômicos.

De acordo com o prefeito Zezinho Gimenes (PSDB), a reação da crise tem um efeito em cadeia: há queda na arrecadação, estagnação no comércio e desemprego.

Para a retomada do setor, a prefeitura, a Câmara e outras cinco entidades, como o Ceise (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), decidiram se unir para mobilizações --o mesmo movimento ocorreu na década de 1980.
De acordo com Carlos Liboni, secretário da Indústria e Comércio, no próximo dia 27 o movimento tentará suspender as atividades de todas as empresas para uma caminhada de cerca de 2 km.

São esperados trabalhadores dos setores metalúrgico, canavieiro e comercial. (Folha de São Paulo 19/01/2015)

 

Ministro do MME diz que preço da gasolina não deve cair no curto prazo

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta quinta-feira, 15, que o preço da gasolina não deve cair no curto prazo, acompanhando a queda internacional do petróleo.

Em entrevista à Globo News, ele foi questionado se o preço da gasolina vai cair no mercado interno. Braga afirmou que o Brasil viveu um período com defasagem entre o preço nacional e o preço internacional da gasolina e que "agora estamos vivendo um momento reverso". Ele argumentou ainda que a queda do preço do barril de petróleo é fruto de uma situação conjuntural.

"A qualquer momento pode haver mudança na estratégia da Opep em relação a isso", declarou. Segundo o ministro, o Brasil continua determinado a ser um grande produtor de petróleo. Para ele, o petróleo continuará, nos próximos anos, a ser importante matriz energética, no Brasil e no mundo. Além disso, ele afirmou que o "Brasil precisa estabelecer políticas garantidoras dos investimentos da Petrobras". (Agência Estado 16/01/2015)

 

Ex-diretor e destilaria negam saque em espécie

Relatório do coaf aponta transação em agência do Bradesco, em 2011.

BRASÍLIA: Os advogados de Nestor Cerveró e da Destilaria Vale do Paracatu Agroenergia negaram ontem que o ex-diretor da Petrobras tenha feito um saque de R$ 200 mil em espécie em uma conta da empresa produtora de álcool em janeiro de 2011. A informação sobre a retirada consta de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento foi enviado à força-tarefa do Ministério Público Federal que atua na Operação Lava-Jato, e foi anexado pela Polícia Federal ao processo que levou à prisão do ex-diretor, na última quarta-feira.

O advogado Edson Ribeiro, que defende Cerveró, disse que seu cliente ficou "indignado" com a informação. Cerveró lhe disse jamais ter feito qualquer saque no estado de São Paulo. A conta da destilaria mencionada no relatório é de uma agência do Bradesco na Avenida Paulista, no Centro da capital paulista.

- Ele está indignado. Ele me disse que nunca fez saque de dinheiro em São Paulo. Afirmou que alguém pode ter se passado por ele ou ter ocorrido algum erro no registro. Não há condição de ter feito esse saque - afirmou Ribeiro.

A destilaria, que faz vendas eventuais de etanol para a BR Distribuidora, também negou o saque. A empresa disse ter conferido em seus extratos bancários e não ter encontrado qualquer registro de saque deste valor em 7 de janeiro de 2011. A defesa solicitou explicações ao Bradesco e pediu audiência ao Ministério Público para entregar os documentos que desmente a informação.

No relatório do Coaf, produzido em 7 de novembro de 2014 a pedido do MPF, há o registro da retirada em espécie de R$ 200 mil por Cerveró em uma conta da destilaria no Bradesco. A Petrobras aparece como "responsável".

Na data do suposto saque, Cerveró atuava como diretor financeiro da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. As informações que chegam ao Coaf são repassadas por instituições financeiras. O Bradesco e o Coaf não quiseram responder se foi identificado erro no relatório, alegando que as informações envolvem sigilo bancário. (O Globo 17/01/2015)