Setor sucroenergético

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Só um PROER salva as usinas de açúcar e álcool? Por José Luiz Tejon Megido

Proer, significa um Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, implantado pelo governo Fernando Henrique para ajudar os bancos, mas agora seria adaptado ao setor sucroalcooleiro.

O setor de cana-de-açúcar, hoje, está na pior condição dentre todas as cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. O setor deve, simplesmente, 110% da própria safra. Ou seja, deve mais do que arrecada em um ano.

Roberto Rodrigues, ex-ministro, hoje presidente do Conselho da Unica - União da Indústria de Cana-de-Açúcar, quando perguntado sobre o que houve? O Lula adorava o setor e foi um dos seus grandes vendedores internacionais, e a atual Presidenta Dilma nem o recebe para dialogar? Roberto Rodrigues coloca: "ninguém consegue entender o que aconteceu com a presidente da República, que sequer conversa com esse segmento. Ela conversa com pessoas, líderes, empresários, não com o segmento de forma articulada."

A curto prazo o setor está recebendo um apoio para o Prorenova (Financiamento de Renovação dos Canaviais), crédito para o setor, análise do aumento da mistura do etanolna gasolina (saindo de 25% para 27,5%). Ainda se espera o retorno da Cide - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, que alimentaria o setor, ou parcela dele, contando com R$ 0,28 por litro de gasolina. Porém, o drama do segmento está no aspecto econômico, com a dimensão da dívida, e com a margem do etanol, em função dos preços da gasolina. Adicionando a isso uma oferta maior mundial de açúcar, onde o Brasil é o maior produtor, ocorre uma crise, um desequilíbrio.

Tudo isso agravado por erros na gestão da política interna brasileira no ramo. Importante também questionar a competência da própria liderança de um setor que movimenta mais de R$ 70 bilhões, e de importância estratégica no país e no mundo, permitir que sua situação chegasse ao ponto que chegou, como categoria, como um todo. E, lógico, nesse processo rústico e crítico de seleção forçada, alguns players sairão muito mais fortalecidos do que a maioria, na eterna e angustiante velha Lei de Pareto, 20% dos mais fortes contam por 80% do montante do todo. Uma nova liderança com o ex-ministro Roberto Rodrigues, com certeza, será de extrema valia na reorganização do setor.

Numa estratégia mais duradoura, o setor precisa aprender a se comunicar melhor entre si, com as instituições e com a sociedade. Pesquisas realizadas pela Abag/ESPM, em 2014 com eleitores brasileiros, constataram ser o etanol uma fonte de orgulho nacional, ser muito desejado principalmente por contribuir decisivamente na menor poluição das grandes cidades.

Porém, esse mesmo eleitor, apaixonado pelo sucesso do etanol brasileiro desconhece totalmente o enrosco em que o setor foi metido, também, e em grande parte, por um malfeito de política energética, associada a interesses de controle de inflação, onde o calo apertaria mais, ou seja, no preço dos combustíveis. Além disso, precisamos colocar definitivamente as usinas para fazer bioeletricidade, e estabelecer um plano estratégico e de marketing para todo esse complexo bioenergético brasileiro, onde o trópico Brasil pode e deve falar mais alto no mundo.

Sobre o Proer, tema que Roberto Rodrigues encaminha, mas que também ressalta: "não há unanimidade nisso, não seria para todo mundo, pois têm empresas que cometeram seus próprios erros%6 meu papel será principalmente o de desenhar uma estratégia de longo prazo para o papel da agroenergia na matriz energética do país" (O Estado de São Paulo 04/01/2015).

Provavelmente o que pode salvar e dar um destino mais seguro ao setor no país, esteja muito mais na orquestração de uma competente liderança, o resto, significam apenas meios, ferramentas e instrumentos, os quais, como sempre, irão depender do talento e integridade dos seus gestores.

Boa sorte Presidente Roberto Rodrigues! (Exame.com 19/01/2015)

 

Multinacionais dominam 90% do mercado de açúcar e etanol

Endividadas e com baixa capacidade de investimentos, empresas familiares nacionais caminham para a extinção.

O setor sucroalcooleiro está cada vez mais concentrado nas mãos de multinacionais, que devem controlar 90% do mercado até a safra 2015/2016. Por outro lado, as empresas familiares que até 2012 representavam 25% do market share — perdem cada vez mais espaço, caminhando progressivamente para a extinção. "Cerca de 98% dos pequenos grupos familiares estão estrangulados pelo alto nível de endividamento e pela reduzida capacidade de contrair crédito, que prejudicam suas possibilidades de investimento", afirma Maurício Muruci, analista da consultoria Safras & Mercados. De acordo com o especialista, as empresas do setor vivem esse dilema de boas perspectivas no longo prazo, mas um retrato contraditório no curto prazo, já que aporta de saída da crise depende da diversificação nos negócios e dos investimentos em novas tecnologias e inovação que demandam capital intensivo.

"Quem detém condições de investir na geração de energia por biomassa, etanol de segunda geração e em tecnologias agrícolas que permitem produzir mais gastando menos, são os grupos de maior porte como a Bunge, Cargill e Louis Dreyfuss, que são altamente capitalizados e têm poder de fogo para destinar recursos para novo negócios que vão dar retorno no longo prazo", diz. Para Muruci, a crise financeira mundial atuou como uma espécie de seleção natural entre as usinas e destilarias brasileiras. "Até 2007, a atividade era altamente rentável o que permitia que os grupos familiares conseguissem manter os seus lucros, a despeito da falta de profissionalização na gestão. Contudo, na safra 2007/2008 veio a crise do subprime, que provocou a queda geral dos preços das commodities, secando o fluxo de caixa dessas empresas.

A partir daí, os investimentos em produtividade despencaram, porque o crédito ficou mais caro. Se essas empresas tivessem partido para a profissionalização da gestão, teriam sentido o impacto da crise, mas não nessa proporção catastrófica —mais de 60 usinas fecharam as portas de 2007 para cá", diz. De fato, os grandes investimentos que vêm sendo realizados na diversificação de negócios no setor sucroalcooleiro foram empreendidos pelos grupos mais capitalizados. A produção de etanol de segunda geração, a partir do bagaço e palha da cana-de-açúcar, vem sendo desenvolvido por empresas como a Raízen (fruto de uma parceria entrea Shell e a Cosan) e pela GranBio (que conta com participação societária de 85% da família Gradin e mais 15% do BNDESPar).

"Gigantes como Louis Dreyfuss,Cargill e Bunge também estão investindo nessa área, com tecnologias desenvolvidas nos EUA e Europa", frisa Muruci. Mas a geração de energia por biomassa se tornou um excelente filão desde o ano passado. Por causa da seca e da consequente queda de capacidade de geração de energia das hidrelétricas, a cogeração de energia por biomassa de cana-de-açúcar ganhou força graças aos preços atrativos para as empresas do setor. O preço da energia no mercado livre atingiu R$ 822,83 por megawatt-hora (MWh), teto estabelecido pela Aneel.

No mercado regulado as perspectivas também são positivas porque o governo federal realizou mudanças nos leilões de energia, adotando preços diferentes de acordo com as fontes de geração. As termoelétricas (gás, biomassa e carvão) tiveram preços de referência de R$ 209 por MWh, enquanto as fontes solar e eólica tiveram R$ 137 por MWh, estimulando a contratação de seis projetos pelo setor sucroalcooleiro. "Das 389 usinas do setor, 170fornecem energia para o sistema elétrico brasileiro, algo em torno de 40% do total. As outras empresas que estão fora precisariam fazer um retrofit em seus parques industriais — o que exige um grande investimento", afirma Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da Unica. Segundo ele, a geração de energia é uma realidade entre todas as grandes empresas do setor, com capacidade de moagem acima das 3 milhões de toneladas de cana. (Brasil Econômico 20/01/2015)

 

Açúcar: Estoques altos

As cotações do açúcar refinado cederam ontem na bolsa de Londres, seguindo o comportamento dos preços do açúcar demerara de sexta-feira na bolsa de Nova York.

Os contratos do refinado para maio fecharam com recuo de US$ 1,10, a US$ 405,70 a tonelada.

A bolsa americana não funcionou devido ao feriado do dia de Martin Luther King.

De acordo com a corretora Marex Spectron, ainda pesam sobre os preços os altos estoques globais, apesar das projeções apontarem para queda na produção em vários países.

Para Bruno Zaneti, analista da FCStone, as previsões de chuvas para o Centro-Sul do Brasil divulgadas por institutos de meteorologia deverão ter reflexo sobre as negociações apenas hoje. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal recuou 0,53%, para R$ 50,49 a saca de 50 quilos.

 

Etanol hidratado: Em elevação:

Os preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiram para o consumidor final de 15 Estados entre 11 e 17 de janeiro ante a semana anterior, informou a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A maior alta, de 1,75%, ocorreu no Amapá.

Em São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, o hidratado ficou 0,31% mais caro. Entre os 11 Estados em que o preço caiu, a maior queda foi em Mato Grosso, de 0,84%.

No Distrito Federal, o valor ficou estável. A gasolina C, que tem 25% de etanol anidro, subiu para o motorista de 16 Estados, caiu em 10 e ficou estável também no Distrito Federal. Na usina, em São Paulo, o etanol hidratado teve uma leve queda na última semana. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado recuou 0,085%, para R$ 1,2814 o litro. (Valor Econômico 20/01/2015)

 

Etanol sobe para o motorista de 15 Estados entre 11 e 17 de janeiro

SÃO PAULO - Os preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiram ao consumidor final de 15 Estados entre 11 e 17 de janeiro na comparação com a semana anterior, conforme levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A maior valorização foi verificada no Amapá, onde o biocombustível ficou 1,75% mais caro.

Em São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, o litro do hidratado ficou 0,31% mais elevado na mesma comparação. Em quatro semanas, o biocombustível se valorizou, em média, 0,47% no Estado. Como a gasolina subiu menos na última semana ao motorista, o etanol perdeu um pouco de competitividade em relação ao concorrente fóssil, segundo o parâmetro mais aceito pelo mercado que é o de que o hidratado tem que custar até 70% do preço da gasolina para se manter mais vantajoso economicamente. Conforme cálculos feitos com base em dados da ANP, em São Paulo, o preço médio do etanol passou a equivaler 66% do preço da gasolina, ante 65% da semana anterior.

Em onze Estados, o preço médio do etanol recuou nos postos. Em Mato Grosso foi registrada a maior retração (0,84%). No Distrito Federal, o preço do biocombustível ficou estável.

Já a gasolina C, que detém 25% de etanol anidro, subiu ao motorista de 16 Estados, recuou em 10 e se manteve estável apenas no Distrito Federal.

Na usina, em São Paulo, o litro do etanol hidratado teve uma leve queda na última semana. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado recuou 0,085%, para R$ 1,2814 o litro. (Valor Econômico 19/01/2015 às 16h: 02m)

 

Governo quer manter preço da gasolina para compensar Cide

Sonho meu

O Palácio do Planalto trabalha com um cenário em que a volta da cobrança da Cide sobre a gasolina não seja repassada ao consumidor. Setores do governo estão convencidos de que a queda do preço do petróleo no mercado internacional abriu espaço para a manutenção da tarifa do combustível na bomba. Como a Petrobras continua vendendo gasolina ao mesmo preço, apesar do petróleo mais barato, auxiliares de Dilma defendem uma redução do lucro da companhia.

Segura

A medida serviria para acomodar a Cide e evitar pressões inflacionárias.

Contabilidade

O mercado já discute essa possibilidade como um cenário “provável” para 2015.

Criativa

O ministro Joaquim Levy (Fazenda), no entanto, disse na semana passada que “a Petrobras fará a decisão de preços como empresa”, indicando que a estatal não deve ser usada para o controle da inflação. (Folha de São Paulo 19/01/2015)

 

Tarifaço da energia elétrica aumentará pressão por redução no preço da gasolina

Com o tarifaço da energia elétrica – projeta-se um reajuste de 30% no ano sem considerar a inflação – vai crescer a pressão para a redução do preço da gasolina.

Hoje, a gasolina está 60% mais cara nas refinarias da Petrobras em comparação ao mercado internacional.

Até porque o peso da gasolina no IPCA é de 3,4% e o da energia elétrica é de 2,9%.

Ou seja, do ponto de vista do controle da inflação uma queda no preço da gasolina compensaria o aumento da energia elétrica.

Neste caso, os perdedores seriam a Petrobras e o etanol.

Joaquim Levy, nesta hipótese, se preocuparia mais com a Petrobras ou com a inflação? (Veja.com 19/01/2015)

 

Moagem de cana no Centro-Sul deve variar de 560 mi a 590 mi de toneladas

A moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul deve variar de 560 milhões a 590 milhões de toneladas na safra 2015/16, que começa oficialmente em 1º de abril.

A estimativa, preliminar, é da Datagro, que ainda não tem projeções para a produção de açúcar e etanol. "O tamanho da safra vai depender do resultado das chuvas neste verão", afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente da consultoria, Plínio Nastari. Dessa forma, a Datagro prevê que a próxima temporada registre processamento 1,2% menor a 4% maior ante as 567 milhões de toneladas registradas no atual ciclo.

Conforme Nastari, o mix de produção em 2015/16 deve pender novamente para o etanol, como ocorreu em 2014/15. Isso porque ocorreu a redução do ICMS incidente sobre o etanol hidratado em Minas Gerais, no mês de dezembro, de 19% para 14%, que deve acarretar em demanda adicional de 700 milhões de litros para o hidratado.

Fora isso, há a expectativa de aumento da mistura de anidro na gasolina, dos atuais 25% para 27%, que geraria consumo extra de 960 milhões de litros, conforme Nastari. "Esses dois fatores indicam que teremos maior direcionamento de cana para o etanol", afirmou. (Agência Estado 19/01/2015)

 

Chuvas retornam a Centro-Oeste e Sudeste nos próximos dias

Uma frente fria deverá finalmente romper o bloqueio atmosférico e avançar sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil até a quinta-feira, levando alívio a importantes regiões agrícolas do país em meio a uma mês de janeiro com chuvas abaixo da média, disseram meteorologistas nesta segunda-feira.

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Somar, disse em nota que um "bom volume" de chuvas deverá cair sobre boa parte do Brasil na última semana de janeiro e na primeira meta de fevereiro.

Janeiro, normalmente o mês mais chuvoso do ano, tem sido mais quente e seco que o normal. No Sudeste, as chuvas deverão fechar o mês a apenas 53 por cento da média histórica.

A situação tem aumentado as preocupações de que possa se repetir a seca histórica registrada no início de 2014, que afetou principalmente lavouras de café e cana-de-açúcar.

"Com a volta das chuvas mais regulares as condições deverão melhorar substancialmente ao desenvolvimento de todas as lavouras e mesmo assim, as perdas que hoje são contabilizadas em todas as regiões e em todas as culturas deverá cessar, mas lembrando que tais perdas são irreversíveis", disse Santos. (Reuters 19/01/2015)

 

FMI reduz drasticamente projeção de crescimento do Brasil para 2015

Relatório baixou estimativa em 1,1 ponto percentual, para 0,3%. Economia global também foi revisada para baixo, com avanço de 3,5%,

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu drasticamente a projeção de crescimento do Brasil para 2015. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 0,3%, de acordo com o World Economic Outlook (WEO), divulgado nesta terça-feira (19). Esta é a quarta revisão negativa para o país publicada no relatório.

A estimativa é 1,1 ponto percentual menor que a divulgada no último relatório do fundo, em outubro do ano passado, quando a previsão de crescimento havia sido rebaixada de 2,0% para 1,4%. Em abril de 2014, o Fundo havia estimado alta de 2,7% para 2015 e, em janeiro do ano passado, de 2,8%.

O FMI também reduziu a projeção de crescimento para a economia mundial em 0,3 ponto percentual. Segundo o órgão, o PIB global deve avançar 3,5% em 2015. Os Estados Unidos foram a única economia em que as projeções subiram ante outubro, com avanço de 0,5 ponto percentual.

Para o órgão, o desempenho das economias emergentes, por sua vez, deve ser melhor que o das avançadas, com aumento de 4,3% contra 2,4% nos países ricos. As duas previsões também foram revisadas para baixo.

Petróleo e dólar pesaram na análise

O órgão enumerou quatro fatores que moldaram a nova perspectiva para o mundo. Um deles é abaixa cotação do petróleo, que acumula perdas recordes desde 2009. O crescimento desigual entre os países, com Estados Unidos em modesta recuperação, ao passo que economias como o Japão ainda têm desempenho abaixo da expectativa, pesaram na análise.

Projeções para o PIB em 2015

Outro fator foi a valorização do dólar, frente à queda de moedas importantes como euro e iene. Por fim, pesaram a elevação das taxas de juros em países emergentes, – especialmente os exportadores de matérias-primas –, e a elevação do risco em títulos e produtos atrelados aos preços da energia.

De acordo com o relatório, essas revisões refletem uma reavaliação das estimativas na China, Rússia, zona do euro e Japão, assim como a atividade econômica mais fraca em alguns países exportadores, devido à acentuada queda nos preços do petróleo.

“O principal risco [ao crescimento] é uma reviravolta nos baixos preços do petróleo, embora haja incertezas sobre a persistência do choque de oferta dessa matéria-prima”, concluiu o FMI.

"A queda [nos preços do petróleo] pode tornar-se um 'tiro no pé' ainda maior do que está implícito nas nossas previsões. Em outras palavras, quando nos encontrarmos novamente na primavera, nossas projeções podem ter se tornado um pouco mais pessimistas", afirmou o conselheiro econômico e diretor do departamento de pesquisa do FMI, Olivier Blanchard.

Ainda segundo o documento, há risco de deterioração causados por mudanças de humor e volatilidade nos mercados financeiros globais, especialmente em economias emergentes, onde os baixos preços do petróleo levaram vulnerabilidades aos exportadores de petróleo.

O órgão acredita, ainda, que a queda nos preços do mineral ocasionada por problemas de demanda que segundo o órgão “devem ser revertidos apenas gradualmente ou parcialmente”, vai impulsionar o crescimento global nos próximos dois anos, aumentando o poder de compra e a demanda privada de importadores de petróleo. (G1 20/01/2015)

 

Governo de São Paulo deverá restringir uso de água para irrigação

Plano com medida de restrição poderá ser anunciado nas próximas semanas

O Secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, alertou que nas próximas semanas deverá ser anunciado um plano de medidas para restringir o uso de água para irrigação no Estado.

Estamos cadastrando produtores nas bacias do alto Tietê e de Campinas. Temos que nos preparar para uma restrição. A limitação no uso da água virá e temos que estar preparados para isso, disse o secretário ao Canal Rural.

Até o momento está sendo feito um levantamento com produtores que usam a irrigação em algumas regiões de São Paulo.

Acredito que uma limitação do uso da água virá e temos que estar preparados pra isso – disse o secretário.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem, a área total irrigada na região Sudeste em 2012 foi de 2,201 milhões de hectares, que corresponde a 30,5 % da área total cultivada na região.

Apagão

Na tarde desta segunda, dia 19, houve corte no fornecimento de energia nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Segundo as empresas, o corte foi orientado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão federal responsável pela gestão de energia no país. Em nota, o ONS afirmou que a redução de energia não teve interferência no meio rural, pois o corte durou pouco tempo, não chegando a atingir no campo. (Canal Rural 19/01/2015 às 16h: 51m)

 

Preços agropecuários registraram alta de 12,34% em 2014 em SP

SÃO PAULO - O IqPR, Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista, registrou alta de 0,47% em dezembro de 2014 na comparação com o mês anterior e de 12,34% no acumulado dos últimos 12 meses, conforme o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Os produtos que apresentaram aumento nas cotações foram: feijão (54,60%), batata (14,76%), amendoim (9,15%), milho (8,52%) e laranja para indústria (3,56%).

Já os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços no mês passado foram: tomate para mesa (-29,11%), carne suína (-11,5%), carne de frango (-11,22%) e leite cru resfriado (-5,67%), de acordo com o IEA.

Na comparação de dezembro do ano passado ante o mesmo mês de 2013, 11 produtos apresentaram variações positivas, enquanto 8 tiveram variações negativas. Os produtos que tiveram valorizações de preços em patamares mais elevados que a inflação, foram café (87,11%), feijão (60,07%), carne bovina (29,95%), carne suína (13,29%), laranja para indústria (12,32%), milho (9,54%), amendoim (9,07%) e arroz (8,81%). Já os valores da batata (4,24%), do ATR da cana-de-açúcar (3,77%) e dos ovos (1,33%) tiveram variações positivas abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses.

Os produtos que apresentaram reduções de preços nos últimos 12 meses foram trigo (-29,37%), tomate para mesa (-26,64%), algodão (-21,12%), banana nanica (-14,27%), soja (-10,37%), leite cru resfriado (-7,61%), laranja para mesa (-9,23%) e carne de frango (-4,59%). (Valor Econômico 19/01/2015 às 18h: 57m)

 

ONU: Energias renováveis já podem competir com petróleo

Chama a atenção o número de chineses, europeus e japoneses no elegante hotel St. Regis, em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos. Eles celebram a boa notícia, por mais estranho que pareça para uma das mais famosas cidades do Golfo Pérsico, enriquecida à base de petróleo: as energias renováveis deixaram de ser uma opção marginal na matriz energética global.

Está tudo no novo estudo lançado na reunião com mais de mil participantes de 151 países mais a União Europeia: o custo de geração de eletricidade a partir de biomassa, hidroeletricidade, geotérmica e eólica produzida em terra já é competitivo, mesmo com a forte queda do preço do petróleo.

O desempenho do custo de produção da energia solar é o mais impressionante: caiu pela metade entre 2010 e 2014, aumentando sua competitividade em larga escala, diz o "Renewable Power Generation Costs in 2014", nome do novo estudo. 2014, o ano mais quente já registrado, também deve ser o ano em que, estima-se, será batido outro recorde, mais animador - o número de novos empreendimentos de energias renováveis no mundo.

Nos últimos três anos, os investimentos na capacidade de geração chegaram a US$ 250 bilhões ao ano, volume é cinco vezes superior ao de uma década atrás. "Em poucos anos de incrível crescimento, as energias renováveis passaram a ser uma contribuição importante no mix energético mundial e prometem ser o motor da economia do futuro", disse o queniano Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).

"Inovação e investimentos fizeram com que os custos caíssem dramaticamente, enquanto novos mecanismos de financiamento para energias limpas tiveram crescimento meteórico", afirmou, no discurso de abertura da 5ª Assembleia da Irena, sábado, em Abu Dhabi. No entendimento dos especialistas da Irena, o maior fórum mundial de estudos e promoção de energias renováveis, a vertiginosa queda dos preços do petróleo não tem impacto significativo neste segmento do mercado.

"A queda de preço afeta apenas cerca de 5% da geração de energia elétrica", estima Amin. "O uso de petróleo na produção de energia elétrica caiu substancialmente nas últimas décadas. Era algo próximo a 25% no início dos anos 70", estima. (Brasil Agro 19/01/2015)

 

Governo retoma Cide e anuncia outras medidas tributárias

O governo anunciou nesta segunda-feira um pacote de quatro medidas fiscais, entre elas a retomada da Cide sobre combustíveis, com a expectativa de elevar a arrecadação em 20,63 bilhões de reais em 2015, em mais uma ação para buscar colocar as contas públicas em ordem e reconquistar a confiança dos agentes econômicos.

Levando em conta outras medidas já anunciadas, até agora o governo estaria melhorando o quadro fiscal do país em pelo menos quase 70 bilhões de reais entre medidas para aumentar as receitas e cortar gastos.

"É uma sequência de ações que estão sendo tomadas... com objetivo de aumentar a confiança, o sentimento dos agentes econômicos, de tal forma que, no devido momento, a gente possa ter uma retomada da economia em novas condições", disse Levy em entrevista coletiva para anunciar as medidas.

Por decreto, o governo tributará a gasolina em 0,22 real e o diesel em 0,15 real por litro a partir de 1º de fevereiro via PIS/Cofins. A partir do início de maio, esses valores por litro serão divididos entre o PIS/Cofins e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O cronograma, no caso da tributação sobre os combustíveis, decorre do fato de a Cide ser regida pelo princípio da noventena, ou seja, tem que ser publicada 90 dias antes de entrar em vigor.

Segundo Levy, a Cide e o PIS/Cofins somados sobre a gasolina de 0,22 real por litro será menos da metade do que foi no passado, quando considerado o tributo no passado corrigido pela inflação.

Questionado sobre o impacto dessa medida sobre a inflação, o ministro disse: "Eu não tenho envolvimento no preço da gasolina, quem tem é a Petrobras... Não é decisão do Ministério da Fazenda, é da empresa".

Também por decreto, o governo vai equiparar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre o atacadista ao industrial do setor de cosméticos, sem nenhum aumento de alíquota.

Além disso, o PIS/Cofins sobre produtos importados será elevado de 9,25 para 11,75 por cento. "Hoje, o PIS/Cofins no produto doméstico acaba sendo maior do que na importação, então a gente ajusta a alíquota de modo que não prejudique a produção doméstica", justificou Levy.

Finalmente, a equipe econômica decidiu restabelecer a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de crédito para pessoas físicas com prazo de até 365 dias, elevando-a de 1,5 para 3 por cento.

O ministro, ao ser questionado se outros aumentos de impostos estavam sendo preparados, disse que outras medidas estavam sendo "desenhadas" para estimular a economia, e não "só aumento de impostos".

OUTRAS AÇÕES

Levy esteve reunido com a presidente Dilma na manhã desta segunda-feira para acertar os detalhes das novas medidas, encontro que contou com a presença dos ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil).

O governo já havia anunciado outras ações para buscar melhorar as contas públicas no segundo mandato da presidente, entre elas mudanças em benefícios trabalhistas e previdenciários para economizar 18 bilhões de reais por ano e o cancelamento de subsídios ao setor elétrico de 9 bilhões de reais previstos no Orçamento de 2015.

O governo se comprometeu em fazer um superávit primário equivalente a 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e elevá-lo a 2 por cento nos próximos dois anos, após intensas críticas nos últimos anos na condução da política fiscal, que incluiu fortes desonerações e manobras contábeis para fechar as contas.

Em 2014, o Brasil deve ter fechado pela primeira vez em dez anos com saldo negativo na economia feita para pagamento de juros da dívida. Até novembro, o país tinha déficit primário acumulado no ano de 19,642 bilhões de reais.

Mesmo diante do iminente resultado negativo, o governo não sofrerá penalidades, porque conseguiu aprovar no Congresso Nacional, após muito esforço político e sob pesadas críticas, uma mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 que, na prática, acabou com a meta de primário do último ano.

Todo o esforço fiscal que o governo está fazendo agora terá efeitos positivos na economia mais à frente, pois vai gerar mais inflação e afetar a atividade no curto prazo. Mas especialistas são unânimes em concordar que essa é a saída.

Economistas de instituições financeiras ouvidos pelo Banco Central pela pesquisa Focus calculam que o PIB crescerá apenas 0,38 em 2015 e 1,80 por cento em 2016. (Reuters 19/01/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Estabilidade: Os preços do café robusta fecharam praticamente estáveis ontem em Londres, em meio a poucos negócios, já que a bolsa de Nova York não funcionou por conta do feriado do dia de Martin Luther King nos EUA. Os contratos do robusta para março encerraram a US$ 1.971 por tonelada, alta de US$ 1 ante sexta-feira. No Vietnã, maior exportador mundial de café robusta, os embarques cresceram 30% em 2014, indicando alta demanda. No Brasil, maior exportador do arábica, ainda há incertezas com o clima seco e quente, mas a Somar Meteorologia indicou que algumas áreas receberão chuvas mais intensas nesta semana. Porém, há dúvidas se as previsões vão se confirmar, segundo analistas. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o arábica caiu 0,75%, para R$ 472,64 a saca.

Cacau: Temor com clima: Com a bolsa de Nova York fechada ontem, o mercado do cacau voltou-se para a bolsa de Londres, onde os lotes para maio fecharam a 2.005 libras por tonelada, alta de 3 libras. Os traders tentam determinar que impacto os ventos Harmattan (quentes e secos, carregados de areia, originados no deserto do Saara) terão sobre a produção de cacau no oeste da África. Os ventos estão mais fortes este ano, mas chegam à região do leste, o que deve afetar mais Gana do que Costa do Marfim. Porém, o consumo da amêndoa também vem caindo. Os investidores esperam nos próximos dias os dados de moagem da Ásia no quarto trimestre de 2014. No mercado interno, o preço médio em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou em R$ 109 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Açúcar: Estoques altos: As cotações do açúcar refinado cederam ontem na bolsa de Londres, seguindo o comportamento dos preços do açúcar demerara de sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos do refinado para maio fecharam com recuo de US$ 1,10, a US$ 405,70 a tonelada. A bolsa americana não funcionou devido ao feriado do dia de Martin Luther King. De acordo com a corretora Marex Spectron, ainda pesam sobre os preços os altos estoques globais, apesar das projeções apontarem para queda na produção em vários países. Para Bruno Zaneti, analista da FCStone, as previsões de chuvas para o Centro-Sul do Brasil divulgadas por institutos de meteorologia deverão ter reflexo sobre as negociações apenas hoje. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal recuou 0,53%, para R$ 50,49 a saca de 50 quilos.

Etanol hidratado: Em elevação: Os preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiram para o consumidor final de 15 Estados entre 11 e 17 de janeiro ante a semana anterior, informou a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A maior alta, de 1,75%, ocorreu no Amapá. Em São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, o hidratado ficou 0,31% mais caro. Entre os 11 Estados em que o preço caiu, a maior queda foi em Mato Grosso, de 0,84%. No Distrito Federal, o valor ficou estável. A gasolina C, que tem 25% de etanol anidro, subiu para o motorista de 16 Estados, caiu em 10 e ficou estável também no Distrito Federal. Na usina, em São Paulo, o etanol hidratado teve uma leve queda na última semana. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado recuou 0,085%, para R$ 1,2814 o litro. (Valor Econômico 20/01/2015)