Setor sucroenergético

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Terra japonesa

O Mato Grosso do Sul é o novo paraíso da Itochu no Brasil.
A companhia japonesa, que comprou recentemente a produtora de grãos Naturalle  já reservou cerca de R$ 150 milhões para a aquisição de propriedades agrícolas no estado.
No momento, há negociações em curso com cinco grandes fazendas onde são produzidos grãos especiais. (Jornal Relatório Reservado 30/01/2015)
 

Conselheira do Cade pede vista de processo contra Raízen

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade ) adiou, nesta quinta-feira, 29, a decisão final do processo envolvendo a Raízen Combustíveis S.A (antiga Shell Brasil Ltda) por conduta anticoncorrencial no mercado de combustíveis de São Carlos, no interior de São Paulo, identificada em 2003.
A conselheira Ana Frazão pediu mais tempo para analisar o processo, após o relator Márcio de Oliveira Júnior definir uma multa de R$ 31,7 milhões à empresa por coagir franqueados da marca Shell a praticarem preços pré-definidos pela Raízen.
Segunda Ana, embora o contrato de franquia da Raízen prevê o tabelamento, o teor dos contratos precisam ser avaliado em detalhe. "O que me impressionou é o contrato de franquia prevê essa compulsoriedade", disse a conselheira, justificando que "o que temos de ver é até que ponto o contrato prevê essa compulsoriedade".
De acordo com Oliveira Júnior, a Raízen "impôs preço, revenda, margem e capital de giro aos seus franqueados". "A distribuidora influenciou a conduta uniforme nas condições de revenda", disse.
Ele destacou uma norma da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que proíbe esse tipo de conduta. "Os postos de combustíveis possuem a liberdade de definir seu preço de revenda independente da estratégia das distribuidoras", observou o relator.
Em São Carlos, na época da conduta punida hoje pelo Cade, a marca Shell detinha uma fatia de 20,69% no mercado local em 2003, conforme dados da ANP.
A marca ocupava o segundo lugar na cidade, apenas um posto de diferença da líder Petrobras. Em terceiro estava a marca Ipiranga.
O tabelamento visava prejudicar os concorrentes, obrigando os donos de postos a participar do esquema. "A Shell conhecia os preço de seus concorrentes e utilizou esses dados para influenciar seus franqueados e preservar suas margens de lucro", ressaltou.
O relator também multou em R$ 31,9 mil o representante Odon de Oliveira Mendes, que foi preso em flagrante em novembro de 2003, enquanto coagia um posto de gasolina.
"O senhor Odon teria feito ameaças a um gerente de posto de gasolina", disse o relator. "Após ameaçar, o representante fixou o preço que deveria ser praticado", afirmou.
Em novembro do ano passado, o Cade multou a Raízen em R$ 26,5 milhões por abuso de poder de mercado das cidades de Marília e Bauru, também no interior paulista, entre 1999 e 2003. (Agência Estado 29/01/2015)
 

83 usinas de cana encerraram atividades nos últimos 6 anos, afirma Datagro

A quantidade de usinas fechadas no Brasil por causa de dificuldades financeiras é de 83 unidades, entre 2008 e o fim de 2014. Juntas elas representam perda de capacidade de processamento de 75,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 29, pelo presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari, em São Paulo.
Desse total, 64 usinas fecharam as portas no Centro-Sul, com perda de capacidade de moagem de 61,68 milhões de toneladas. As outras 19 unidades que encerraram as operações no período ficam na região Norte-Nordeste, reduzindo a capacidade de processamento em 13,71 milhões de toneladas. Conforme Nastari, o Brasil tem hoje capacidade instalada para processar entre 690 milhões e 700 milhões de toneladas de cana por safra. (Agência Estado 29/01/2015)
 

Biosev estende prazo para aumento de capital

A Biosev, segunda maior companhia sucroalcooleira do país, informou que estendeu o prazo para exercício do direito de preferência para subscrição das ações emitidas na operação de aumento do capital social da empresa anunciado em 26 de dezembro de 2014.
Inicialmente, o prazo se encerraria em 2 de fevereiro deste ano, mas foi postergado para 13 de fevereiro. Com isso, a data de integralização das novas ações será prorrogada do dia 6 para 24 de fevereiro deste ano.
No dia 26 de dezembro, a Biosev, que é controlada pela francesa Louis Dreyfus Commodities, anunciou um aumento de capital de R$ 128,17 7 milhões. À época, a companhia divulgava que o preço de emissão por ação era de R$ 10, média ponderada da cotação das ações nos 30 dias anteriores à data de 23 de dezembro de 2014 mais um prêmio de 31,25%. (Valor Econômico 29/01/2015)
 

Eficiência de etanol varia de 63% a 79%

Depois de pesquisar em diversas fontes a respeito da eficiência dos motores dos veículos flex-fuel vendidos no Brasil, a consultoria Datagro chegou à conclusão de que o rendimento médio do etanol hidratado nos carros-flex vendidos no Brasil equivale a 68,6% da eficiência da gasolina no perímetro urbano. Na estrada, esse percentual sobe a 69,5%.
O desempenho está aquém do parâmetro mais aceito pelo mercado, que é de 7 0% e serve de referência para o preço máximo que o etanol hidratado pode custar ao motorista em relação ao da gasolina para ser mais atrativo.
No entanto, o presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari, observa que o estudo também identificou desempenhos bem acima da referência de 7 0%. Os motores mais "amigáveis"ao etanol hidratado alcançaram no perímetro urbano um rendimento por quilômetro rodado equivalente a 7 9,3% do desempenho da gasolina.
Para a estrada, o percentual ficou em 7 5,8%. A eficiência mínima encontrada foi de 63% na cidade e 63,3% na estrada. "Os resultados mostram que há espaço para ampliar a eficiência desses motores com uso de etanol", avalia Nastari.
O estudo foi feito com base em dados do Inmetro - que tem um programa de eficiência energética que reúne 80% das marcas de carros flex vendidos no país - e de outras fontes, tais como revistas e institutos especializados. Ao todo, conforme a consultoria, a amostra alcançou 94,1% das marcas de veículos vendidos no país.
Há um ano, a empresa de gestão de frotas corporativas, a Ecofrotas, divulgou que, com base no desempenho dos 410 mil veículos que administrava na época, o etanol apresentou uma eficiência energética equivalente a 7 9,52% do desempenho da gasolina.
O setor sucroalcooleiro tenta incluir nos programas governamentais de incentivos à indústria automotiva metas de melhora do desempenho dos motores flex fuel com etanol. "O potencial de crescimento no consumo do biocombustível é grande", diz Nastari.
Em 31 de dezembro do ano passado, 67 % da frota de veículos do país (Ciclo Otto, ou seja, movidos à gasolina, etanol ou gás natural) era de motores flex-fuel. Um ano atrás, esse percentual era de 63,12%. Em encontro com jornalistas ontem, a Datagro também fez previsões para a safra 2015/16 no Centro-Sul. Foram projetados moagem de 584 milhões de toneladas de cana, produção de 32 milhões de toneladas de açúcar e de 26,85 bilhões de litros de etanol. (Valor Econômico 30/01/2015)
 

Cosan adia plano de segregar negócio de distribuição de gás

A Cosan anunciou nesta quinta-feira que optou por adiar a segregação do negócio de distribuição de gás, anunciada em novembro do ano passado.
A empresa afirmou em comunicado que, apesar de ter obtido alternativas competitivas que suportariam a substituição do bônus perpétuo por outros instrumentos de dívida, em virtude das condições desfavoráveis do mercado optou pela manutenção do bônus perpétuo e por adiar a separação do negócio.
De acordo com os planos da Cosan, os ativos que serão segregados ficarão sob controle da Distribuidora de Gás Participações, que será listada no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa, com atuação focada na distribuição de gás natural.
A reorganização societária da companhia segue o processo de segmentação dos negócios investidos pela Cosan Limited, dando mais foco operacional e maior flexibilidade de investimento aos acionistas das empresas listadas no Brasil, segundo o comunicado.
A Cosan esclareceu que a partir de 1° de abril de 2015 passarão a vigorar as novas estruturas executivas da Cosan Limited e dos negócios de Energia, Gás e Logística. Todas as alterações deverão ser aprovadas nas respectivas reuniões dos conselhos de administração.
Rubens Ometto Silveira Mello será o presidente do conselho de administração da Cosan Limited, Marcos Marinho Lutz será o presidente-executivo dessa empresa, Marcelo Eduardo Martins assumirá o cargo de diretor vice-presidente de finanças e relações com investidores e Marcelo de Souza Scarcela Portela, o de diretor vice-presidente jurídico. Guilherme Machado será responsável pelas atividades de relações com investidores da Cosan Limited. Nelson Roseira Gomes Neto passará a ocupar a posição de diretor-presidente e diretor de relações com investidores da Cosan Indústria e Comércio, liderando o negócio de Energia que inclui Raízen, Cosan Lubrificantes e Radar. Julio Fontana Neto continuará a ocupar o cargo de diretor-presidente, liderando o negócio de logística, e Márcio Yassuhiro Iha permanecerá como diretor de relações com investidores da Cosan Logística.
Já Luís Henrique Guimarães, atual diretor presidente da Comgás, continuará liderando o negócio de gás. (Valor Econômico 29/01/2015)
 

Alta de tributo na gasolina chega antes ao preço do álcool em SP

 Os postos já anteciparam, no álcool, o efeito da alta que a gasolina terá com a elevação de tributos.
A tributação começa a partir de domingo (1º), e a alta da gasolina permite também um reajuste para cima nos preços do etanol.
Os reajustes começaram mais cedo e, nesta semana, o álcool ficou 3,5% mais caro nos postos de abastecimento da cidade de São Paulo.
Pesquisa da Folha em 50 postos do município aponta que o preço médio do etanol subiu para R$ 1,989. Já a gasolina esteve em R$ 2,914 por litro, com evolução de 0,5% no período. A paridade, que era de 66% na semana passada, subiu para 68% nesta.
O que permite afirmar que a razão para o aumento do etanol na bomba são os impostos da gasolina é que, mesmo sendo período de entressafra, a oferta de álcool é boa.
O reflexo da alta da mistura de anidro à gasolina para 27% também não tem muito efeito. As compras do etanol anidro são feitas antecipadamente, via contrato.
O aumento de impostos sobre a gasolina já se reflete também nos preços do etanol nas usinas. O indicador diário do Cepea e da BM&FBovespa registra alta de 11% nos preços do hidratado na segunda quinzena deste mês.
A produção brasileira de álcool deverá atingir o recorde de 28,2 bilhões de litros nesta safra 2014/15. A estimativa para a safra 2015/16 também indica recorde: 29,1 bilhões de litros, segundo a consultoria Datagro.
Ao atingir esses volumes, a produção de etanol começa a chegar ao limite da capacidade, diz Plinio Nastari, presidente da consultoria.
A demanda continua, mas a oferta desse combustível não terá uma resposta rápida devido à falta de investimentos provocadas pelas dificuldades financeiras vividas pelo setor.
De dezembro de 2002 ao mesmo mês deste ano, o preço do litro de etanol anidro caiu 11,7% em termos reais, utilizando a inflação do período medida pelo IGP-DI. A queda real do hidratado foi de 10%.
Nesse mesmo período, o consumidor pagou 20% pelo combustível, sempre em termos reais, enquanto o preço da gasolina caiu 26,8%.
No ano passado, foram fechadas 12 usinas e, neste ano, outras 9 deixarão de funcionar. Nos últimos anos, 83 pararam de moer cana -64 delas na região centro-sul.
A moagem total dessas usinas que interromperam a atividade nas regiões centro-sul e Norte e Nordeste somava 75,4 milhões de toneladas.
SAFRA REGULAR
Diferentemente do que se imaginava em meados do ano passado, a safra 2014/15 de cana-de-açúcar tem um desempenho regular, após as chuvas de novembro e dezembro.
Em janeiro, as chuvas estão abaixo da média histórica para o período, mas ainda são superiores às de igual mês de 2014, segundo Nastari.
A moagem de cana deverá ser de 570 milhões de toneladas na região centro-sul na safra que está prestes a se encerrar, na qual a produção de açúcar fica em 32 milhões de toneladas, e a de etanol, em 26,6 bilhões de litros, segundo a Datagro.
Em 2015, a demanda por etanol sobe devido ao aumento da mistura de álcool anidro à gasolina para 27%. Esse novo percentual deverá elevar o consumo em 860 milhões de litros por ano.
Já a taxa menor de ICMS sobre o combustível em Minas Gerais torna-o mais competitivo, permitindo uma elevação de 700 milhões de litros por ano. Bahia, Paraná e Distrito Federal também alterarão a alíquota de ICMS.
Nastari fez também a primeira estimativa da safra 2015/16. O país deverá moer 642 milhões de toneladas de cana, 584 milhões na região centro-sul. A produção nacional de açúcar será de 35,5 milhões de toneladas, enquanto a de etanol sobe para 29,1 bilhões de litros. (Folha de São Paulo 30/01/2015)
 

Galão de etanol deve dar lucro de US$ 1,08 nos EUA

Previsão é de diretor de entidade não-governamental que avalia o comportamento de produtos agrícolas.
A rentabilidade do galão (3,7 litros) de etanol para o produtor dos Estados Unidos ficou em 78 centavos de dólar em dezembro, assinala Don Hofstrand, co-diretor da entidade não-governamental Agricultural Marketing Resource Center (AgMRC).
Segundo Hofstrand, a rentabilidade pode chegar a US 1,08 por galão em abril próximo, mas o valor deverá declinar para 45 centavos de dólar por galão em dezembro próximo. (Jornal Cana 29/01/2015)
 

Cide elevará preço do etanol em até R$ 0,12 por litro ao produtor

A reinstituição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina deve trazer impacto de aumento de R$ 0,07 a R$ 0,12 no preço do litro de etanol hidratado, de acordo com cálculos da Datagro. "Essa diferença será capturada em parte pelo consumidor, em parte pela distribuidora", comentou o presidente da consultoria, Plínio Nastari, em São Paulo.
A Cide foi zerada em 2012, mas voltará a partir de 1º de fevereiro em R$ 0,10 por litro de gasolina. Após 90 dias, incidirá em R$ 0,22 por litro do combustível fóssil. Até lá, a alíquota PIS/Cofins, que subiu para R$ 0,12 por litro, preencherá o R$ 0,22. "No caso do etanol anidro, o espaço de competitividade aumenta em R$ 0,22 por litro, com o produtor pegando esse aumento", destacou Nastari, lembrando que o anidro é o etanol misturado à gasolina. Atualmente, essa proporção de mistura é de 25%.
Gasolina
O preço da gasolina no mercado interno caminha para fechar janeiro com valor 56% maior na comparação com a referência internacional, segundo Nastari. Conforme ele, essa valorização está atrelada à queda das cotações do petróleo. Ele informou ainda que a gasolina comercializada internamente apresenta preço real 26% menor ante aquele em 2002, levando em conta a inflação acumulada no período. Pelos cálculos da consultoria, o preço real da gasolina deveria ser hoje de R$ 3,97 por litro, mas está, na média, em R$ 2,90 por litro. Em 2002, a cotação era de R$ 1,59 por litro. (Agência Estado 29/01/2015)
 

Datagro faz suas estimativas para a safra 2015/16

A produção de etanol pelo Brasil deve bater recorde na safra 2014/15, que se encerra oficialmente em 31 de março. De acordo com a Datagro, deverão ser produzidos 29,11 bilhões de litros, 3,3% acima da safra 2014/15. Desse total, 13,11 bilhões de litros serão de anidro (+6,9%) e 16 bilhões de litros, de hidratado (+0,4%).
Considerando-se o Brasil, o mix de produção penderá novamente para o etanol, com 57,2% de cana destinada para o biocombustível. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, 29, pela consultoria, em São Paulo.
Moagem
A Datagro prevê que a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul do Brasil deve aumentar em torno de 2,5% na safra 2015/16, que se inicia em 1º de abril, para 584 milhões de toneladas. A variação é sobre o ciclo 2014/15, fortemente prejudicado pela estiagem. No Brasil a expectativa é que alcance 642 milhões na safra 2015/16, 1,9% mais na comparação com 2014/15.
"Do ponto de vista da cana, neste momento a safra está se desenvolvendo de forma regular", afirmou o presidente da Datagro, Plínio Nastari. "Em novembro tivemos chuvas acima da média em São Paulo. Em dezembro, ficou na média, enquanto em janeiro, abaixo, o que nos leva a crer que a safra se desenvolva de forma regular." Ainda segundo Nastari, nove usinas devem deixar de operar em 2015/16.
Corte na estimativa de déficit de açúcar na safra global 2014/15
A Datagro cortou sua estimativa para o déficit de açúcar na safra global 2014/15, que se encerra em 30 de setembro, de 3,24 milhões de toneladas para 2,05 milhões de toneladas. Caso se confirme, seria o primeiro ciclo com demanda superando a produção desde 2009/10, quando o déficit ficou em 3,61 milhões de toneladas.
Mesmo assim, os estoques globais permanecem amplos e poderão suprir a demanda. De acordo com Nastari, as reservas globais podem abastecer até 43% do consumo em 2014/15. Na temporada 2013/14, que terminou em 30 de setembro do ano passado, houve superávit de 2,35 milhões de toneladas.
Produção de açúcar
Com relação à fabricação de açúcar, espera-se um recuo de 37,6 milhões de toneladas em 2013/14 para 35,5 milhões de toneladas na atual temporada. A moagem de cana no ciclo atual também caiu, para 627,6 milhões de toneladas (-3,8%).
Segundo o presidente da Datagro, Plínio Nastari, a oferta de Açúcares Totais Recuperáveis (ATRs) na safra 2014/15 foi 1% maior na comparação com o ciclo imediatamente anterior, com 85,4 kg por tonelada. Entretanto, os níveis de impurezas no momento da moagem chegaram a 7,8% por tonelada de cana.
Possibilidades de preço
Ao analisar o impacto da Cide, que dentro de 90 dias entra em vigor com a taxação de R$ 0,22 sobre a gasolina, Nastari diz que o valor não deve ser capturado totalmente pelas usinas, que devem ficar com ganho das entre R$ 0,7 a R$ 0,12 por litro, pois as margens serão distribuídas também com refinarias, distribuidores e consumidores. O calculo vale para o etanol hidratado, cujo no preço tem relação o da gasolina, por ser produto de uso alternativo nos veículos flex. “No caso do álcool anidro, misturado à gasolina, a possibilidade é de captura dos R$ 0,22/litro”, diz ele.
Nastari diz que o aumento na Cide ajuda, mas não resolve o problema do endividamento das usinas. Ele afirmou que na próxima safra mais nove usinas devem suspender a moagem da cana, totalizando 92 unidades paralisadas desde 2008. Na opinião do especialista, a retomada dos investimentos somente ocorrerá a partir de uma política de longo prazo, que leve o setor confiar de novo governo.
"Proer"
O presidente da Datagro concorda com a proposta do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, presidente do conselho da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), que defende um “Proer” (renegociação) para as dívidas das empresas, que segundo cálculos do setor privado chegam a R$ 77 bilhões. Plínio argumenta que o endividamento é resultado de um conjunto de fatores, como exigência de mecanização na colheita da cana; quebras provocadas pelas adversidades climáticas, impacto da crise financeira internacional de 2008; e a defasagem dos preços da gasolina pratica pelo governo.
Segundo os cálculos da Datagro, nos período de 2002 a 2014 os preços a da gasolina apresentam uma defasagem de 26,8% considerando o IGPDI. O preço passou de R$ 1,999/litro para R$ 2,904/litro, quando se corrigido pela inflação deveria custar R$ 3,968/litro. No caso do álcool anidro a defasagem no período foi de 11,07% e no hidratado de 10%. Corrigidos pela inflação, o anidro custaria hoje na usina R$ 1,593/litro e o hidratado R$ 1,407. (Agência Estado 29/01/2015)
 

Green Pool projeta déficit global de 5 mi t de açúcar em 2015/16

O mercado global de açúcar caminha para seu primeiro déficit em seis anos, disse a consultoria Green Pool nesta quinta-feira, prevendo uma defasagem de 5 milhões de toneladas em 2015/16, depois de um excedente de 1,7 milhão de toneladas na temporada anterior.
O principal fator gerador do déficit continua a ser o crescimento do consumo, combinado a uma pequena redução da produção global, disse a consultoria em nota.
A Green Pool estima consumo crescendo para 181,64 milhões de toneladas em 2015/16 ante 178,58 milhões em 2014/15.
A Green Pool disse que os baixos preços decorrentes de consecutivos anos de excedente têm tido impacto suficiente nos produtores de açúcar, reduzindo capacidade de produção e as perspectivas para várias safras.
"Nós estamos começando a ter sérias preocupações com o estado da cana no Brasil, de forma que nossa estimativa inicial para a safra (de 570 milhões de toneladas de cana processada no centro-sul) possivelmente é alto", disse a consultoria.
"Não é necessariamente a seca que nos preocupa, mas mais o fato de os canaviais serem em média mais velhos e de a manutenção das plantações --por uma indústria que vem de alguns trimestres de condições financeiras ruins-- ter sido prejudicada", disse a Green Pool. (Reuters 29/01/2015)
 

Produção de etanol em 2014/15 no Brasil caminha para ser recorde, diz Datagro

A produção de etanol pelo Brasil deve bater recorde na safra 2014/15, que se encerra oficialmente em 31 de março. De acordo com a Datagro, deverão ser produzidos 28,2 bilhões de litros no Centro-Sul e na região Norte/Nordeste do País, acima dos 27,5 bilhões de litros observados em 2013/14. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, 29, pela consultoria,em São Paulo.
Com relação à fabricação de açúcar, espera-se um recuo de 37,6 milhões de toneladas em 2013/14 para 35,5 milhões de toneladas na atual temporada. A moagem de cana no ciclo atual também caiu, para 627,6 milhões de toneladas (-3,8%).
Segundo o presidente da Datagro, Plínio Nastari, a oferta de Açúcares Totais Recuperáveis (ATRs) na safra 2014/15 foi 1% maior na comparação com o ciclo imediatamente anterior, com 85,4 kg por tonelada. Entretanto, os níveis de impurezas no momento da moagem chegaram a 7,8% por tonelada de cana. (Agência Estado 29/01/2015)
 

PR fecha moagem de cana com ligeira alta de 2,3%

O Paraná praticamente encerrou a safra 2014/15 de cana-de-açúcar com a moagem estabilizada em comparativo ao período 2013/14. Apesar dos números do Estado não terem apresentado elevação significativa, justificado pela crise que o setor enfrenta atualmente - eles fecharam superiores às médias da região Centro-Sul, que sentiram a quebra de produção mais significativa no estado de São Paulo. 
De acordo com os números da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), a última safra fechou com moagem de 42,9 milhões de toneladas, ligeira alta de 2,3% frente ao período anterior. No que diz respeito à produção de açúcar no Estado, a retração foi significativa: de 3,36 milhões de toneladas para 2,92 milhões, queda exata de 13%. Já o etanol anidro apresentou incremento de 12% (470,7 milhões de litros para 527,3 milhões de litros) e o hidratado de 75%, de 1 bilhão de litros para 1,75 bilhão de litros. 9Canel Rural 29/01/2015)
 

Crise hídrica na safra será debatida em Brasília

Secretários estaduais da Agricultura e do Meio Ambiente também devem participar de encontro no dia 5.
Qual o impacto e as saídas possíveis para enfrentar a crise hídrica na safra de cana-de-açúcar, e de outros ativos agrícolas? Discutir, debates e oferecer soluções para enfrentar esse problema estão na pauta de reunião agendada para o próximo dia 5 de fevereiro em Brasília.
O encontro será coordenado pelas ministras Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Kátia Abreu (Agricultura), com a esperada participação de secretários estaduais de meio ambiente e de agricultura.
A proposta das ministras é ouvir os secretários e verificar medidas que podem ser adotadas para o ano agrícola que está em vigor. (Jornal Cana 29/01/2015)
 

Fila de navios para embarque de açúcar diminui, diz Williams Brasil

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 31 para 24 na semana encerrada em 28 de janeiro, de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil.
O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 7 de fevereiro.
Foi agendado o carregamento de 762 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 523,69 mil t, ou 69% do total. Paranaguá responderá por 15% (111,49 mil t); Maceió, por 13% (100 mil t); Recife, por 2% (15 mil t); e Suape, por 1% (12,25 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 129,49 mil t. No da Rumo, estão agendadas 394,20 mil t no período analisado.
A maior quantidade a ser exportada é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 672,69 mil toneladas. Os embarques do cristal A-45 somam 72,75 mil toneladas e os do B-150, 17 mil t. O A-45 e o B-150 são embarcados ensacados. (Agência Estado 29/01/2015)
 

Governo do DF anuncia redução do ICMS para o etanol

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou nesta terça-feira (27) um pacote de medidas para tentar reduzir despesas e minimizar a crise financeira do Distrito Federal. As ações incluem aumento de impostos e o fim de isenções. A proposta, se aprovada, reduzirá o ICMS sobre etanol de 25% para 19%. Já a alíquota da gasolina deve ter aumento, de 25% para 28%, assim como o diesel, que passa de 12% para 15%.
Na última semana a gasolina no Distrito Federal foi vendida por R$ 3,173, já o etanol alcançou uma média de R$ 2,48, paridade de 78,2%. A região utiliza 2,19% de todo o etanol e gasolina consumida no Brasil. Outras propostas - Outra proposta do governador é o fim da isenção do IPVA para carros zero-quilômetro no momento da compra e aumento no número de parcelas para pagar o imposto –de três para quatro. A mudança passa a valer já neste ano.
Dentre 21 medidas anunciadas, 13 devem entrar em vigor ainda neste ano, segundo o governo. As demais ainda dependem de aprovação da Câmara Legislativa – neste caso, passam a valer em 2016. As propostas incluem mudanças na cobrança da taxa de limpeza urbana, que passa a ser proporcional à área, aumento do IPTU de até 20% e reajuste no ICMS de combustíveis e telefonia. Também estão previstas a redução do ICMS de medicamentos genéricos e alimentos.
Segundo o governo, a expectativa é que as primeiras medidas tragam um impacto de R$ 400 milhões nas contas públicas ainda neste ano. A administração também estima um aumento de R$ 800 milhões na receita em 2016. (Agência Estado 29/01/2015)
 

Governo muda tributação sobre a gasolina e diesel a partir de fevereiro

Decreto presidencial com decisão foi publicado no 'Diário Oficial da União'.
Se confirmada alta, medida deve arrecadar de R$ 12,18 bilhões em 2015.
A partir deste domingo (1º), a tributação incidente sobre a gasolina e o diesel será alterada, conforme o decreto presidencial 8.395, publicado no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (29).
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda e da Receita Federal para confirmar se a alteração publicada no "Diário Oficial da União" é o aumento de tributos anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mas não obteve resposta.
Segundo o governo, o assunto será comentado somente às 12h, apesar de já estar publicada desde o início desta manhã. O secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, também foi questionado pela reportagem, mas também não quis confirmar que a medida se trata do aumento de tributos sobre os combustíveis.
O aumento da tributação sobre os combustíveis nas refinarias, se confirmado oficialmente pelo governo, faz parte do pacote do governo de elevação de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas neste ano – após forte deterioração em 2014 por conta da fraca arrecadação, resultado do baixo nível de atividade e das desonerações, e do aumento de gastos em ano eleitoral.
De acordo com o Ministério da Fazenda anunciou na semana passada, estão sendo elevados o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis. De imediato, sobem o PIS e a Cofins, uma vez que a alta da Cide precisa de noventena (90 dias) para ser implementada.
Segundo informou o ministro Joaquim Levy na última semana, o impacto do aumento da tributação será de R$ 0,22 para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel. A expectativa do governo é arrecadar R$ 12,18 bilhões com esta medida em 2015.
"Daqui a três meses [quando começar a valer o aumento da Cide], temos intenção de reduzir o PIS e a Cofins", declarou Levy na última semana. Questionado, na ocasião, sobre qual seria o impacto no preço dos produtos para o consumidor, o ministro informou que "isso vai depender da evolução do mercado e da politica de preços da Petrobras".
A Petrobras confirmou na semana passada quevai repassar o valor desses dois impostos nas vendas de refinarias para as distribuidoras. Mas o aumento do preço nas bombas para o consumidor dependerá da decisão dos postos. O aumento do preço nas bombas para o consumidor depende de determinação dos postos (g1, 29/1/15)
 

Estiagem afeta produção agrícola paulista

As previsões de área e produção de culturas referentes à safra agrícola 2014/15 e as estimativas de 2013/14 foram obtidas em levantamento realizado entre os dias 03 a 24 de novembro de 2014 pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
“O acompanhamento inicial da safra paulista de grãos 2014/15 indica queda de 2,8% na área cultivada, porém é esperado aumento na produção de 19,1% quando comparados com o final da safra 2013/14 que registrou baixa produtividade devido aos problemas climáticos (seca e calor). A área total prevista de plantio da atual safra alcança 1,33 milhão de hectares contra 1,37 milhão de hectares na safra 2013/14”, afirmam José Alberto Angelo, Carlos Bueno, Celma Baptistella, Denise Caser, Felipe Camargo, Mário Olivette e Vagner Azarias Martins, pesquisadores do IEA
O próximo levantamento, a ser realizado em fevereiro de 2015, deverá trazer informações mais precisas sobre produções e produtividades para o ano agrícola 2014/15.

Resultados Finais da Safra Agrícola 2013/14

Para a cultura da cana-de-açúcar, os resultados apontam diminuição na área plantada (1,5%), sendo que a maior parcela cabe à área nova (12,8%), visto que a área em produção pouco se alterou (-0,13%) e na produção (9,7%), com volume de 401,2 milhões de toneladas, principalmente pela queda da produtividade que foi de 9,6%, em relação à safra passada. Ressalte-se, que os EDRs localizados no leste do estado (Registro, Bragança, Pindamonhangaba e São Paulo) que apresentam percentuais elevados na queda da produtividade em relação à safra passada são regiões pouco representativas no total da área plantada no estado, a produção nesses EDRs tem como finalidade obtenção de produtos como a cachaça e outros derivados.
A estimativa final da safra paulista de laranja para 2013/14 aponta para um volume total produzido de 290,69 milhões de caixas de 40,8 kg (11.860 mil toneladas), ou seja, 1,5% acima do obtido na safra passada que foi de 286,3 milhões de caixas de 40,8kg (equivalente a 11.683 mil toneladas), em vista da boa florada no final de 2013. Esses números incluem tanto as frutas comerciais como os frutos provenientes de pomares não expressivos economicamente e as perdas relativas ao processo produtivo e às de colheita. Estima-se uma produtividade agrícola de 26.350 kg/ha, superior àquela obtida na estimativa final da safra em 4,7% (equivalente a 1,76 cx./pé ou 645 cx./ha).
Estima-se também que do volume total de caixas produzidas nesta safra, 81,5% terão como destino o processamento industrial, ou seja, 236,96 milhões de caixas de 40,8kg e 18,5% (53,73 milhões de caixas de 40,8kg) dos frutos serão consumidos in natura.
A seca ocorrida em 2014, atrelada a chuvas mesmo que descontínuas nas regiões produtoras de citrus favoreceu a florada para a próxima safra citrícola, por conta do stress da planta. Entretanto poderá vir a prejudicar a colheita da próxima safra por demandar maior quantidade de mão-de-obra, por se tratar de uma florada desuniforme e maturação desigual dos pomares.
Para a elaboração dos números índices (Laspeyres) que refletem a evolução da agricultura paulista no ano agrícola 2013/14 em comparação ao período anterior, foram selecionadas as lavouras mais importantes em valor da produção. Os resultados agregados indicam queda de 8,61% do volume produzido, em consequência da retração de 8,94% na produtividade da terra, uma vez que a área cultivada teve leve redução de 0,76%. De um modo geral, os problemas climáticos ocorrido no período da safra 2013/14, contribuíram para esses números negativos na agricultura paulista. (Brasil Agro 30/01/2015)
 

Commodities Agrícolas

Café:Por Previsão de chuva: Os preços do café arábica despencaram hoje na bolsa de Nova York, refletindo novas previsões de chuva para a região Sudeste. Os lotes do grão para maio fecharam com queda de 7 65 pontos, a US$ 1,627 5 a libra-peso. A Somar Meteorologia indicou que uma frente fria estava chegando a São Paulo, o que provocaria "chuvas intensas"até o fim de semana. Já a Climatempo indicou que as precipitações serão mais amenas em Minas Gerais e Espírito Santo, as principais regiões produtoras de café. A americana DTN previu chuvas em Minas apenas na próxima semana, mas indicou que o volume abaixo do normal "provavelmente vai afetar a produção de café". No mercado doméstico, o preço do café de boa qualidade oscilou entre R$ 47 0 e R$ 480 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.
Cacau: Equilíbrio no mercado: O mercado do cacau tombou ontem na bolsa de Nova York, na nona sessão de queda das últimas dez. Os papéis para maio caíram US$ 23, para US$ 2.696 a tonelada, o menor valor desde 21 de janeiro. Nos últimos dez pregões, os preços do cacau já recuaram 9,46%, ou US$ 282. Desde o pico registrado em setembro, as cotações caíram mais de 20%. As quedas foram desencadeadas pela redução da moagem de cacau em escala global no quarto trimestre. Além disso, as entregas nos portos africanos estão crescendo, revertendo o movimento menor nos primeiros meses da safra. Os dados reforçam as apostas em equilíbrio entre oferta e demanda neste ciclo. Nos mercados de Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba ficou em R$ 101, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Soja: Pressão climática: A soja rendeu-se a um movimento de realização de lucros na bolsa de Chicago e fechou com perdas ontem. Os lotes para maio encerraram em baixa de 2,5 centavos, a US$ 9,7 47 5 por bushel. A queda foi influenciada também por previsões climáticas para a América do Sul, que indicam chuvas para o Sul e o Centro-Oeste do Brasil nas próximas semanas, o que deve beneficiar lavouras em fase final de desenvolvimento, após semanas de escassez de precipitações. Do lado da demanda, contudo, houve notícias favoráveis à alta de preços: os EUA acertaram a exportação de 888,2 mil toneladas de soja entre 16 e 22 de janeiro, volume 60 vezes maior que o da semana anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná registrou ligeira alta de 0,07 %, para R$ 56,7 8.
 
Milho: Demanda mais fraca: Os preços do milho cederam ontem na bolsa de Chicago, pressionados pela queda das vendas do grão dos EUA ao exterior. Os papéis com entrega em maio fecharam em baixa de 1,50 centavo, a US$ 3,80 por bushel. Na semana encerrada no dia 22, os exportadores americanos venderam 51% menos milho que no período imediatamente anterior. A alta do dólar e o elevado volume de etanol nos estoques do país, divulgado na quarta-feira, adicionaram pressão às cotações. Para o holandês Rabobank, os preços do milho devem permanecer em baixa, variando entre US$ 3,50 e US$ 4,25 por bushel no primeiro trimestre de 2015. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos foi negociada ontem a R$ 26,50, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). (Valor Econômico 30/01/2015)