Setor sucroenergético

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Bônus da Cosan

A Cosan desistiu de recomprar seus bônus perpétuos porque o empréstimo sindicalizado que estava negociando para financiar a operação não atingiu o prazo desejado, informou a empresa em nota ao Valor.

Segundo a empresa, o sindicato de bancos ofereceu o valor necessário para realizar a recompra a um custo competitivo, mas o prazo era curto. (Valor Econômico 02/02/2015)

 

Colheita mecanizada reduz ATR da cana-de-açúcar, mas diminui mão-de-obra

Mais de 90% da are do Centro-Sul já aderiu ao sistema, três vezes mais do que na última década.

A colheita mecanizada aumenta a quantidade de impurezas na cana-de-açúcar e prejudica a qualidade do produto. Nos últimos cinco anos, as indústrias do Estado de São Paulo, deixaram de receber quase 862 milhões de quilos de ATR. Uma redução na receita de quase R$ 400 milhões.

Desde 2010, a colheita mecanizada é uma realidade na propriedade de José Guilherme Moro. Hoje, o produtor precisa somente de nove pessoas para a colheita dos 1.300 hectares de cana na fazenda no interior paulista. No início, a técnica foi vista com desconfiança, mas no passar dos anos essa imagem mudou.

Você vê que os benefícios da colheita superam os malefícios todos e no decorrer dos anos você aprende a lidar, a mexer com ela – relata o produtor.

Segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira, a região Centro-Sul apresenta uma evolução significativa na participação da colheita mecanizada. Hoje, a técnica já está consolidada em mais de 90% da área, três vezes mais do que na última década.

Essa palhada que fica sobre o solo consegue manter a umidade e para a nossa região isso é muito importante e necessário. Além disso, essa palhada aumenta o teor de matéria orgânica do solo e ela também pode fornecer alguns nutrientes, como por exemplo, o potássio. Ela fornece parte do potássio que a planta precisa e nós acabamos reduzindo isso das adubações de soqueira, é uma forma também de reduzir custos, diz a gestora técnica da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo, Alessandra Durigan.

Se por um lado a palha beneficia a qualidade do solo, por outro lado a colheita da cana crua estimula a proliferação de pragas.

Ela gera mais benefícios para a cigarrinha, porque ela segura a umidade no pé da cana e é onde ela se instala. Nós aqui, entramos também com inseticidas, fizemos o levantamento na época da chuva e fizemos o controle químico – relata o produtor rural Moro.

Alessandra afirma que quem faz a limpeza da cana, a despalhação, as colhedoras, tem perda de eficiência, comparada à eficiência da cana colhida queimada. O que acontece é a entrada na indústria de uma porcentagem de impurezas vegetais maior: são folhas verdes, folhas secas, pontas de cana. Essas impurezas acabam prejudicando a extração de açúcar.

Segundo dados da Cooperativa, nas últimas cinco safras foram entregues 862 milhões de quilos de ATR a menos para as unidades industriais do Estado.

A média ponderada da cana crua e da cana queimada, a cana crua apresentou, na média geral de todas as unidades industriais, uma perda de aproximadamente 3 Kg de ATR. Se nós pegarmos o parâmetro de R$ 0,45 ou R$ 0,50 por ATR vai dar em torno de R$ 1,00 e pouco por tonelada de cana a menos na última safra – calcula Almir Aparecido Torcato, gestor de Recursos e Projetos da Associação dos Produtores de Cana do Oeste de São Paulo.

Levando em conta o preço médio pago por quilo de ATR nas últimas cinco safras, as perdas da receita são de aproximadamente R$ 400 milhões.

Quem recebe pelas quantidades de ATR que estão no canavial é o produtor de cana, nesse ponto de vista o único que tem essa diminuição no valor é o produtor de cana, mesmo, esclarece Torcato. (Canal Rural 30/01/2015 às 21h: 03)

 

Roberto Rodrigues deixa presidência do Conselho da Única

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues deve anunciar sua renúncia à presidência do Conselho Deliberativo da Única – União da Indústria da Cana-de-Açúcar nas próximas horas. Há tempos, segundo fonte da entidade, ele já demonstrava descontentamento e desconforto no cargo.

Nesta 2ª feira Roberto Rodrigues estará em Brasília e participará do anúncio oficial do aumento de 25% para 27,5% do etanol anidro na gasolina. Amanhã ele tem presença confirmada na audiência que o governador Geraldo Alckmin concederá às lideranças do projeto “Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética.

Trabalhadores lamentam

A saída de Roberto Rodrigues da Única é uma perda irreparável, segundo Antonio Vitor, dirigente da Força Sindical. “Ele criou as condições de confiança que buscávamos e que não tivemos nos últimos 15 anos, desde o movimento “Grito pelo Emprego e pela Produção” em 1999, afirma.

“Muito desta crise que está instalada é resultado da arrogância, do atraso, do conservadorismo, do não cumprimento de compromissos assumidos e da teimosia de certos usineiros que se julgam acima de qualquer coisa. Na verdade são reacionários que só servem para atrapalhar”, diz o sindicalista, lembrando que ainda na última 3ª feira a São Martinho não autorizou o pouso do avião na pista da usina que trazia para Sertãozinho o deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho Pereira da Silva e dirigentes da Força Sindical. (Brasil Agro 02/02/2015)

 

ATR: janeiro tem alta de 1,18% no valor mensal e de 0,64% no acumulado

Nesta sexta-feira (30), o Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana) divulgou que o quilo de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrou alta de 0,64% no acumulado, cotado a R$ 0,4680 ante R$ 0,4650 em dezembro de 2014. O valor mensal teve valorização de 1,18%, passando de R$ 0,4894 para R$ 0,4952.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam em R$ 51,10 a tonelada, alta de 0,64% ante os R$ 50,77 a tonelada em dezembro. A cana esteira subiu 0,63%, negociada a R$ 57,08 a tonelada contra os R$ 56,72. (Udop 30/01/2015)

 

Dólar e estoque elevado devem continuar pressionando o mercado de açúcar

Para o etanol, esperanças do setor dependem do preço e aumento na mistura do anidro na gasolina.

Os preços do mercado de açúcar devem seguir em baixa no primeiro trimestre de 2015. O motivo são a valorização do dólar, o expressivo volume de estoques e a posição líquida vendida dos fundos. As perspectivas foram divulgadas nesta quinta-feira (29/1) pelo Rabobank.

O cenário deve piorar com a estiagem prevista para o Centro/Sul do país. "Quanto menor o nível de chuvas acumulado nos próximos meses, mais provável será a reação do mercado internacional de açúcar", opinou o banco holandês no relatório.

Com o câmbio apontando uma desvalorização do real frente o dólar, oportunidades devem aparecer nos próximos meses. "Apesar do baixo nível das cotações de futuros de açúcar para 2015/2016, o enfraquecimento do real frente ao dólar criou oportunidades ao longo dos últimos meses para trava preços na faixa R$ 900/tonelada – R$ 1.000/tonelada (números da FOB porto)".

Etanol

A volta do Cide deu ânimo para o setor sucroalcooleiro, disse o Rabobank. Entretanto, apenas a reaplicação do imposto na gasolina e o aumento de PIS/Cofins não são suficientes para tirar o mercado do buraco. Como medidas extras, o banco afirma que as melhorias podem vir das decisões do governo sobre a trajetória de preços domésticos da gasolina (podendo alterar ou não diante da queda de preços internacionais do petróleo) e o aumento de etanol anidro na mistura com gasolina C, de 25% atuais para 27,5%. O combustível fóssil deve ter alta de 22 centavos por litro na bomba, com o etanol hidratado custando aproximadamente R$ 1,45/litro, segundo a Esalq. (Globo Rural 30/01/2015)

 

Governador Alckmin se reúne com lideranças do setor sucroenergético

O governador Geraldo Alckmin concederá audiência para as lideranças da cadeia produtiva sucroenergética alinhadas ao projeto “Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética” as 10h30 desta terça-feira (3).

Também participam da audiência o secretário da Agricultura, Arnaldo Jardim, e o deputado estadual Welson Gasparini, coordenador da “Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético” da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Na reunião, segundo Evandro Ávila, porta-voz do projeto “Governança Corporativa”, será feito o pedido para que o governador Geraldo Alckmin crie a “Frente dos Governadores dos Estados Produtores de Cana-de-Açúcar”.

Decretos

Segundo o secretário da Agricultura Arnaldo Jardim, na mesma audiência o governador Alckmin assinará dois decretos que favorecem o setor sucroenergético:

Assinatura decreto – Medidas para facilitar o cumprimento de obrigações contribuintes envolvidas com a produção de álcool, açúcar, melaço e energia a partir da biomassa:

• O decreto amplia o deferimento do ICMS, concedido atualmente apenas à cana-de-açúcar, para outras matérias primas e subprodutos utilizados na produção de álcool. Açúcar e melaço, bem como na geração de energia elétrica a partir da biomassa.

• As matérias primas beneficiadas são: cana-de-açúcar, sorgo, sacarino, milho, eucalipto, bem como palha, cavaco e ouros produtos de sua colheita.

• Os subprodutos beneficiados são: melaço e bagaço resultantes da industrialização das matérias primas acima citadas.

2- Assinatura decreto – Reduz de 18% para 7%, o ICMS incidente na saída interna dos produtos a seguir indicados, realizada pelo fabricante ou, mediante regime especial, pelos seus centros de distribuição:

• Amido de milho

• Glicose e xarope de glicose que não contenham frutose ou que contenham, em peso, no estado seco, menos de 20% de frutose

• Glicose e xarope de glicose, que contenham, em peso, no estado seco, um teor de frutose igual ou superior a 20% e inferior a 50%

• Outros açúcares e xaropes de açúcares oriundos do milho

• Amido modificado e dextrina de milho

• Colas a base de amidos de milho, de dextrina ou de outros amidos modificados do milho. (Brasil Agro 02/02/15

 

Etanol hidratado sobe 0,45% e anidro 1,5% nas usinas de SP na semana

O preço do litro do etanol hidratado nas usinas paulistas subiu 0,45% nesta semana nas usinas de São Paulo. O preço médio do litro do combustível variou de R$ 1,3611 para R$ 1,3672, de acordo com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) divulgado no final da tarde desta sexta-feira, 30.

Já o preço do anidro registrou alta 1,5% no período, de R$ 1,4640 para R$ 1,4859 o litro, em média. Os preços não incluem impostos. (Agência Estado 30/01/2015)

 

Falta de chuvas preocupa usinas, mas tom ainda é de cautela para safra 2015/16

O volume de chuvas abaixo do esperado em janeiro preocupa as usinas do Estado de São Paulo, mas elas descartam neste momento uma repetição dos problemas ocorridos em 2014, quando a estiagem nesta época do ano afetou a produção da safra. O tom é de cautela, principalmente porque será necessário esperar as precipitações de fevereiro para, só depois, avaliar possíveis impactos aos canaviais.

Em janeiro choveu, na média, 100 milímetros a menos em todo o Estado, de acordo com a Somar Meteorologia - eram esperados 250 mm. "Mas as chuvas não foram bem distribuídas. No norte do Estado choveu até 150 mm a menos", disse Tiago Robles, meteorologista da Somar. Em fevereiro, segundo ele, o padrão pluviométrico deve ser semelhante ao deste mês.

Com 37 usinas sócias em São Paulo, a Copersucar, maior trading de açúcar e etanol do mundo, avalia que a baixa umidade em janeiro pode influenciar negativamente o próximo ciclo, disse ao Broadcast uma fonte ligada à empresa. Mas afirma que por enquanto não se trabalha com perdas. A Odebrecht Agroindustrial informou que nas regiões de cultivo o volume de chuva equivaleu a 40% do esperado. "O volume está na média das variações estimadas dentro do nosso planejamento, por isso não temos impacto negativo", informou. A Odebrecht tem duas unidades no Estado, ambas no Pontal do Paranapanema.

No início desta semana, o diretor da divisão de cana-de-açúcar da Tereos Internacional, Jacyr Costa Filho, também havia dito que os canaviais da Guarani, com sete usinas no noroeste paulista, receberam apenas metade da chuva prevista para janeiro. Ele disse aguardar fevereiro para fazer uma avaliação da próxima temporada.

O ciclo 2015/16 tem início oficial em 1º de abril, mas é de janeiro a março que os canaviais passam pelo importante período de maturação. No ano passado, a estiagem fora de época reduziu a safra 2014/15 em torno de 40 milhões de toneladas no Centro-Sul, conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

 

Irrigação

As usinas necessitam das chuvas de verão para produzir cana-de-açúcar, porque na cultura não são utilizados em larga escala sistemas de irrigação. "É um investimento muito alto comparativamente ao seu retorno. Quem faz isso faz de forma pontual ou na área experimental", explica

Haroldo Torres, pesquisador e gestor de projetos do Pecege, da Esalq/USP. Segundo ele, a questão hídrica é uma preocupação constante na agricultura, seja em anos de clima favorável seja em anos de menor oferta de água, como o atual. "A falta de chuvas afeta a agricultura como um todo, que terá de saber lidar com a escassez hídrica", concluiu. (Agência Estado 30/01/2015)

 

Reunião com Mercadante sobre mistura na gasolina será nesta 2ª feira (2)

A reunião que deve oficializar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina terá início às 10 horas desta segunda-feira (2), informou ao Broadcast o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha. Ele é um dos convidados para o encontro com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em Brasília.

De acordo Rocha, foram chamados também os ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, e da Agricultura, Kátia Abreu. Devem comparecer também os presidentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, e da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, bem como o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio Martins Almeida, e representantes da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo).

A expectativa é de que a mistura passe dos atuais 25% para 27%. Em entrevista ao Broadcast na última quarta-feira, Rocha destacou que o setor, ainda assim, lutará pela implementação do porcentual de 27,5%, inicialmente pedido há um ano pela cadeia produtiva de açúcar e álcool.

Caso o governo de fato defina na próxima segunda-feira o porcentual a ser aplicado, o setor sucroenergético pedirá que a medida entre em vigor em 15 de fevereiro. Pela lei atual, o governo pode aplicar um porcentual entre 18% e 27,5% para a mistura de anidro na gasolina. A banda consta da Medida Provisória 647, aprovada pelo Congresso em setembro e sancionada pela presidente Dilma Rousseff no mesmo mês. O aumento da mistura deve gerar uma demanda adicional de aproximadamente 1 bilhão de litros de anidro. (Agência Estado 30/01/2015

 

Gasolina sobe até 8% em postos do Rio. Alta no diesel chega a 7%

Reajuste ocorre no 1º dia de aumento de imposto.etanol também fica mais caro.

Gasolina, diesel e etanol já estão mais caros em postos de gasolina do Rio. O aumento de R$ 0,22 no preço do litro da gasolina e de R$ 0,15 no diesel que começou a valer ontem nas refinarias da Petrobras levou a reajustes que variaram de 0,32% na Tijuca a 8,11%, na Gávea. Em pesquisa em dez postos da cidade, da Zona Norte à Zona Sul, seis já mudaram o valor da gasolina. No diesel, que subiu em quatro postos, a alta variou de 5% a 7,41%.

A alta no combustível foi provocada pelo repasse do aumento de impostos decretado pelo governo federal no último dia 19 de janeiro. Foram restabelecidos PIS/Cofins e Cide para equilibrar as contas do governo este ano. Esta última é uma contribuição criada para financiar investimentos no setor de transporte e tinha sido zerada em 2012 para evitar que o aumento no preço da gasolina chegasse ao consumidor.

Na zona sul, preço maior:

A alta de até 8,11% ficou pouco acima das estimativas iniciais de repasse próximo de 7%.

Até o etanol, que não sofreu aumento de carga tributária, ficou em torno de 7% mais caro em quatro postos da cidade.

Em quatro casos, o preço foi mantido o mesmo da semana passada. Mas por pouco tempo. Segundo funcionários, isso ocorreu porque ainda havia gasolina com o preço antigo. Mas houve também quem já reajustasse os preços no sábado, antes do aumento entrar em vigor.

-Ontem (sábado) houve fila das 2h da tarde às 10h da noite, com todo mundo querendo abastecer antes do aumento. Subimos só um pouco o preço (a alta foi de 0,32%) - afirmou o frentista Paulo Sérgio de Jesus, do Posto Pop Star Tijuca, na Rua São Francisco Xavier, que cobra R$ 3,099 pelo litro da gasolina.

O maior reajuste de 8,11% foi encontrado na Gávea, no Posto Jockey, na Bartolomeu Mitre, na Gávea. A gasolina lá custa R$ 3,999, depois do aumento.

A dispersão entre bairros permanece. A diferença pode chegar a 30% entre um posto na Gávea e outro na Tijuca.

O empresário Antonio Carlos Nunez aproveitou que o preço ainda não havia subido, num posto na Tijuca, para dobrar o gasto que pretendia fazer. Ele tem uma empresa de mototáxi com custo de R$ 500 por mês em combustível. O aumento vai apertar o orçamento doméstico e o da empresa: Uso o combustível no trabalho, meu custo vai subir. (O Globo 02/02/2015)

 

Setor sucroenergético teve no ano passado pior saldo de empregos desde 2007

O setor sucroenergético brasileiro registrou em 2014 o pior saldo de empregos desde 2007, quando o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) passou a utilizar a atual metodologia de cálculo. A diferença ficou negativa em 36.807 postos de trabalho formais, em comparação com saldo também negativo de 10.475 em 2013. Pelos dados consolidados, o pior mês de 2014 foi dezembro, quando as usinas normalmente entram em período de entressafra, com demissões superando as admissões em 25.133 postos.

As informações foram organizadas e apresentadas com exclusividade ao Broadcast pela subseção da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Principal Estado produtor, São Paulo apresentou saldo negativo de 14.591 postos no ano passado, expressivo aumento ante o de 2013, quando a diferença ficou negativa em 903 postos. As demissões na região, entretanto, se concentraram no mês de novembro, pois o término da safra foi antecipado em virtude da estiagem, que reduziu o volume de cana para ser processada no Estado. Naquele mês, o saldo foi negativo em 14.511 postos.

O ano de 2014 foi particularmente ruim para o setor sucroenergético. Em dificuldades desde a crise do crédito de 2008, as usinas ainda tiveram de enfrentar a pior seca em décadas no Centro-Sul. Muitas unidades, principalmente em São Paulo, desligaram as máquinas até 30 dias antes do habitual.

Para 2015, as perspectivas também não são as melhores. Isso porque a safra de cana tende a ser semelhante à atual em termos de volume. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) prevê que, na melhor das hipóteses, o Centro-Sul vai processar as mesmas 570 milhões de toneladas esperadas para o ciclo vigente. Sem incremento de matéria-prima para ser moída, a contratação de profissionais acaba perdendo força. (Agência Estado 30/01/2015)

 

Volta da Cide vai afetar custo do frete

Preços mais altos do diesel provocam taxas mais altas de frete, elevando a competitividade do transporte ferroviário ante o rodoviário.

O aumento da tributação sobre combustíveis, que entra em vigor na próxima semana, afetará os custos das companhias de logística, que devem repassar o aumento aos clientes, segundo analistas e executivos do setor.

Com o diesel mais caro, analistas preveem que pode haver migração do segmento rodoviário para o ferroviário, que é menos dependente do combustível. As alíquotas de PIS e Cofins subiram R$ 0,22 por litro para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel neste domingo, dia 1 de fevereiro. Já a reintrodução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) passa a vigorar apenas em 1° de maio, quando a alíquota de PIS e Cofins terá um recuo na mesma proporção, de forma que o aumento total de tributação para combustíveis seja mantido nos valores acima. A Cide foi reduzida no passado para evitar que aumentos de combustíveis pela Petrobras aos distribuidores chegassem na bomba para o consumidor.

Os analistas Renato Mimica e Samuel Alves, do BTG Pactual, apontam que preços mais altos do diesel provocam taxas mais altas de frete, elevando a competitividade do transporte ferroviário ante o rodoviário. Os analistas destacam que o diesel representa 60% dos custos do frete por rodovias. Já no caso da ALL, por exemplo, o combustível representa 35% de todos os custos ferroviários. Segundo cálculos do banco, o preço do diesel para o consumidor deve subir 6,5%.

No entanto, analistas ressaltam que ainda não é possível prever a extensão dos benefícios da Cide para o frete ferroviário.

– Isso deve tornar o transporte ferroviário mais competitivo, pois ele não vai ter esse custo. Algumas companhias serão beneficiadas, como ALL e Rumo Logística. Mas é muito cedo para dizer o quanto vai haver migração do rodoviário para o ferroviário – disse o analista do BB-BI Mário Bernardes Junior.

Procuradas, as empresas de transporte ferroviários, como a ALL e a VLI, não quiseram comentar o assunto e indicaram a entidade setorial, a Associação Nacional de Transportadores Ferroviários (ANTF), que disse ainda não ter uma avaliação sobre o assunto.

A expectativa no mercado é de que haverá mesmo impacto da nova tributação no custo das empresas de logística, independente do modal, mas ainda há incerteza quanto ao repasse desse custo aos clientes.

– Muitas empresas dizem que vão repassar 100%, mas fica a questão competitiva. Quem não repassar tudo vai ter vantagem competitiva. Vai sacrificar margem, mas pode recuperar isso com ganho de eficiência – diz Bernardes.

Para o profissional do BB-BI, o cenário de transportes está cada vez mais competitivo, principalmente em relação a preço.

– A tendência é que as empresas repassem 100%, mas é muito cedo para dizer – avalia.

Ele ressalta que empresas mais consolidadas no mercado, como Tegma e JSL, devem repassar integralmente o custo aos clientes.

De fato, os novos contratos da JSL já devem ser assinados com esse repasse, segundo o diretor executivo de operações e serviços da JSL, Adriano Thiele. Os contratos vigentes da companhia já têm gatilhos automáticos para o reajuste do diesel.

– Com certeza haverá aumento de custo com a Cide e isso tem representatividade no custo da empresa. Mas não vai ter impacto no resultado, porque a maioria dos contratos admite esse repasse do aumento do custo para o cliente – afirma.

Em 2014, a empresa comprou cerca de 77 milhões de litros de diesel, representando 6% do seu total de custos.

Perspectivas

Para o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), Manoel Sousa Lima Junior, o aumento do preço do combustível "vem em péssima hora". Ele ressalta que o Brasil tem o combustível mais caro do mundo, cerca de 15% acima do cobrado no mercado internacional.

– Deveríamos acompanhar a baixa do barril do petróleo. Tudo bem colocar a Cide, mas não dá para manter o preço distorcido, mais a Cide. Isso atrapalha o transporte como um todo e já temos um problema de demanda mais fraca – afirma.

Segundo ele, a perspectiva é de que a demanda continue fraca em 2015. No ano passado, os preços do frete chegaram a cair 40%, aponta.

– Não vemos melhora este ano – diz Lima Junior, citando, além da tributação sobre o combustível, a previsão de aumento do custo de energia como complicador.

Bernardes, do BB-BI, ressalta, porém, que as empresas do setor de transportes estão acostumadas com esse tipo de volatilidade.

–Elas vão se adaptar e buscar eficiência de outras maneiras. Em cenários de ajuste, ele vem para todos. Isso vai ser benéfico lá na frente – afirma.

Segundo ele, empresas que já tenham feito o "dever de casa", como Tegma e JSL, estarão mais bem preparadas para enfrentar o novo cenário. (Canal Rural 01/02/2015 às 15h: 57m)

 

Agronegócio começa a contabilizar perdas com a falta de chuva

Com a falta de chuvas, algumas áreas agrícolas já têm indicação de quebra de safra e de produtividade. Stuação é mais séria em Goiás, onde 1,4 milhão de toneladas de soja estariam perdidas devido à secaArquivo/Agência Brasil

A falta de chuvas começa a revelar prejuízos no setor do agronegócio brasileiro. São muitos os efeitos da escassez de chuvas sobre a produção de hortaliças, e também a pecuária vem sentindo impactos da crise hídrica, disse à Agência Brasil o presidente da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Monteiro Lobato e Região, José Augusto Rosa Santos. “Em todo o estado de São Paulo, a situação está complicada”, afirmou Santos.

O diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Helio Sirimarco, disse que algumas áreas agrícolas brasileiras “já têm indicação de perdas, de quebra de safra e de produtividade”. Segundo Sirimarco, a situação é mais séria em Goiás, onde a Federação de Agricultura e Pecuária estima que pelo menos 15% da produção total do estado, o que equivale a 1,4 milhão de toneladas de soja, estariam perdidos devido à seca. Caso essa perda se confirme, Sirimarco calcula prejuízo financeiro de R$ 1,2 bilhão.

Em Mato Grosso, há indícios de problemas localizados, decorrentes mais de queda de produtividade. “No restante do país, por enquanto, nada mais sério”, informou Sirimarco. No Sudeste, as culturas mais afetadas, até o momento, são café e cana. Para ele, a soja e o milho são os plantios que mais preocupam: já foram colhidos entre 5% e 6% da safra de soja em Goiás, mas ainda é cedo para ter uma visão mais clara do que vai ocorrer em nível nacional. Sirimarco acredita que as chuvas anunciadas pelo serviço de meteorologia devem aliviar a parte de café e cana, no Sudeste, e a de grãos, no Centro-Oeste.

De acordo com Sirimarco, os produtores têm duas alternativas para enfrentar a situação: uma é rezar para que caia água e a segunda, adotar o modelo de seguro adotado nos Estados Unidos para proteger a produção. “Precisamos ter uma legislação que assegure mecanismos de seguro agrícola eficazes. O modelo norte-americano funciona muito bem e poderia ser adotado no Brasil, com adaptações."

Na opinião do diretor da SNA, a forma adotada atualmente no Brasil não protege na extensão em que deveria proteger. Ele informou que em Goiás, no ano passado, apenas 14% da área plantada, ou o equivalente a 825 mil hectares, foram segurados e estimou que, nos demais estados, não ocorreu coisa muito diferente.

Para o coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GV Agro), Roberto Rodrigues, há dois tipos de problema. O primeiro é a falta de chuva nas culturas de verão. “Algumas regiões do país foram duramente afetadas, o Sudeste, particularmente, nas áreas de milho e soja”. Isso ocorre no sul de Minas e no Triângulo Mineiro, em São Paulo e no oeste da Bahia, apontou. Ex-ministro da Agricultura, Rodrigues aponta perdas significativas em algumas áreas. "No oeste da Bahia é muito grave, porque é o quarto ano de seca”, disse o ex-ministro à Agência Brasil.

Outro problema que ainda não está contabilizado é o de culturas que dependem de irrigação – em algumas áreas, que só produzem feijão irrigado em períodos de seca, ainda não há clareza sobre a dimensão dos prejuízos – sem falar no preço da água e na própria falta d'água. Isso pode representar uma perda significativa de volume de produção, com aumento no preço dos produtos, mas ainda não está calculado, porque não se sabe qual será a dimensão da falta d'água”.

Rodrigues estimou que somente no final de março, quando se encerra o período chuvoso, o panorama ficará mais visível. Ele destacou, entretanto, que a safra de cana já está comprometida. Se chover, pode haver uma recuperação, mas os canaviais não se desenvolveram devido à seca em janeiro. “Estou muito preocupado com a oferta de cana este ano”. Outros dois produtos, como laranja e café, também dependem de água e apresentam um agravante, que é o fato de suas flores se ressentirem do calor intenso e mostrarem perda das floradas iniciais. “Vamos ter também queda de produção com os dois.”

Roberto Rodrigues teme ainda problemas sérios na oferta de pastagens na Região Sudeste, principalmente em São Paulo e em Minas Gerais, o que pode levar os pecuaristas a vender gado mais cedo. “Não é um cenário catastrófico, mas também não é simpático”, afirmou. (Agência Brasil 30/01/2015)

 

Dilma precisa explicar o que sabia sobre Petrobras, diz 'FT'

Em editorial, jornal britânico afirma que presidente está defendendo diretores da empresa e que 'tempo para esta indulgência' já passou.

Em artigo publicado neste sábado, o jornal britânico "Financial Times" afirma que a presidente Dilma Rousseff precisa explicar o que sabia sobre a corrupção na Petrobras e que já passou o tempo de ser indulgente com os diretores da empresa.

"Embora ela não tenha sido acusada diretamente de envolvimento, como conselheira durante grande parte do tempo em questão, ela [Dilma] precisa explicar o que sabia e quando soube", afirma o editorial.

"A Lava-Jato deve pedir a cabeça da presidente e dos diretores. Dilma Rousseff está defendendo eles. O tempo para esta indulgência já passou", completa.

Nesta semana, as ações da empresa despencaram após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2014 com dois meses de atraso e sem descontar as perdas causadas por desvios de corrupção. Na sexta-feira, elas atingiram seu menor valor em 11 anos.

O texto do diário britânico também diz que Dilma precisa apoiar a investigação e traça um paralelo entre o escândalo na Petrobras e o mensalão.

O mensalão "levou a condenações de políticos sêniores - algo inédito no Brasil. Com a Petrobras, no entanto, a resposta precisa ser mais rápida e mais firme".

O artigo afirma também que, apesar de o dinheiro, supostamente, não ter sido usado por políticos para enriquecimento pessoal, a escala de desvios aumentou com o PT -e atribui a corrupção ao "desejo de poder" do partido. O dinheiro desviado, segundo as investigações, teria sido usado em campanhas da sigla e de partidos aliados.

O jornal diz que as consequências da desvalorização da Petrobras vão além da empresa. "Tem importância sistêmica para a economia brasileira e ameaça derrubar o governo. A Petrobras é muito grande para fracassar. Mas também é muito corrupta para seguir desta maneira".

Impeachment

Uma das construtoras acusadas na Operação Lava Jato encomendou um parecer jurídico sobre a viabilidade de um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff com base nas descobertas sobre crimes e irregularidades na Petrobras e está divulgando o material, segundo a revista "Veja".

A edição da revista que chegou às bancas neste sábado (31) não aponta qual empresa pediu o estudo, mas diz que o trabalho foi feito pelo jurista Ives Gandra Martins.

Procurado pela Folha, o jurista confirmou a elaboração do parecer sobre o tema, mas afirmou que foi pedido por um advogado amigo dele, José de Oliveira Costa, que não revelou quem seria o destinatário do estudo.

O parecer de Martins é favorável à abertura do processo de impeachment contra a presidente da República.

"Considerando que o assalto aos recursos da Petrobras, perpetrado durante oito anos, de bilhões de reais, sem que a Presidente do Conselho e depois Presidente da República o detectasse, constitui omissão, negligência e imperícia, conformando a figura da improbidade administrativa", concluiu (BBC 31/01/2015 e Folha de São Paulo 01/02/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Reversão de perdas: As cotações do café arábica fecharam no campo positivo na bolsa de Nova York na sexta-feira, ante uma tentativa de recuperação das recentes perdas. Os papéis do grão para entrega em maio registraram elevação de 190 pontos, a US$ 1,6465 a libra-peso. A alta foi ditada por compras dos fundos, que foram na contramão dos fundamentos. Ao longo da semana, os preços foram fortemente pressionados pelas previsões de chuva nas regiões produtoras do Brasil. Os cafezais do Sudeste devem ser beneficiados nos próximos dias por precipitações que devem atingir principalmente Minas Gerais nesta semana. Ainda assim, há receios de quebra de produção nesta safra. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o arábica teve leve queda de 0,06%, a R$ 445,43 a saca.

Soja: Pressão brasileira: Os preços da soja registraram a quarta desvalorização seguida na sexta-feira na bolsa de Chicago, cada vez mais pressionados pelo avanço da colheita no Brasil. Os lotes para maio recuaram 7 centavos, a US$ 9,67 7 5 o bushel, o menor valor desde 20 de outubro de 2014. Em quatro pregões, os preços caíram 22,5 centavos. Em Mato Grosso, principal Estado produtor no país, já foi colhida 10,4% da área plantada, em linha com o ritmo da safra anterior. Desde o início da colheita, a produtividade está em 51,7 sacas por hectare, um pouco acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo o Imea. As previsões climáticas indicam mais chuvas para as áreas produtoras pelos próximos dias. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para a oleaginosa no Paraná subiu 1,41%, para R$ 57 ,58 a saca.

Milho: Quinta queda seguida: Os futuros do milho recuaram na bolsa de Chicago na sexta-feira pela quinta sessão consecutiva, refletindo a colheita no Brasil e os elevados estoques no mundo. Os papéis com vencimento em maio caíram 1,5 centavo, a US$ 3,7 85 o bushel, o menor patamar desde 19 de novembro. Na semana, as cotações do grão acumularam desvalorização de 16,7 5 centavos. No Brasil, a colheita de milho verão (primeira safra) no Paraná já está em 6%. Na Argentina, o plantio terminou há poucos dias. As estimativas mais recentes apontam para uma leve redução da colheita, mas ainda indicam uma produção elevada na América do Sul, que deve se somar à safra americana recorde desta temporada. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 0,60%, para R$ 26,7 8 a saca de 60 quilos na sexta-feira.

Trigo: Piso em quatro meses: O mercado do trigo voltou ao vermelho na sexta-feira nas bolsas dos Estados Unidos, sob influência do dólar e da baixa demanda pelo cereal do país. Em Chicago, os contratos para maio fecharam em queda de 5,7 5 centavos, a US$ 5,067 5 o bushel, o menor nível desde 9 de setembro. Em Kansas, os lotes com o mesmo prazo de entrega fecharam em baixa de 6 centavos, a US$ 5,427 5 o bushel. Apesar do recente aumento das vendas do cereal por parte dos exportadores americanos, a alta foi pontual e o fortalecimento do dólar prejudica a competitividade do trigo do país. Houve ainda pressão das previsões de chuva no sul das Grandes Planícies dos Estados Unidos. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/ Esalq subiu 0,56%, a R$ 565,82 a tonelada. (Valor Econômico 02/02/2015)