Setor sucroenergético

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PIB em Brasília

Pesos pesados do Iedi voam amanhã para Brasília.

 Vão conversar com Joaquim Levy

Entre eles, Pedro Passos (Natura), Pedro Wongtschowski (Grupo Ultra), Josué Gomes (Coteminas), Victorio De Marchi (Ambev), Raul Calfat (Votorantim), Rubens Ometto (Cosan) e Frederico Curado (Embraer).

Levy quer fazer outros encontros com o setor produtivo. (Por Sonia Racy – Estadão 04/02/2015)

 

Açúcar: Petróleo e dólar

O açúcar demerara foi uma das várias commodities que dispararam ontem no mercado futuro diante do maior apetite por risco nos mercados financeiros.

Na bolsa de Nova York, os lotes do produto para maio fecharam em 14,7 4 centavos de dólar a libra-peso, alta de 25 pontos.

Os contratos foram alvo de fortes compras especulativas dos fundos de investimento, que aproveitaram o impulso oferecido pela elevação expressiva do petróleo nas bolsas internacionais e pela queda do dólar em relação a diversas moedas estrangeiras.

A desvalorização da divisa americana reduz o custo das commodities para os compradores, favorecendo a ação da demanda. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo teve alta de 0,2%, para R$ 50,66 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 04/02/2015)

 

Cesp investirá em bioeletricidade de cana, determina Alckmin

A Companhia Energética de São Paulo (CESP) fará investimentos no ramo da bioeletricidade, especialmente a partir do bagaço de cana-de-açúcar. Foi o que disse, nesta terça-feira (3/2) o governador do Estado, Geraldo Alckmin, durante evento no Palácio dos Bandeirantes em que foram anunciadas medidas de apoio ao setor de açúcar e etanol.

“A CESP pode entrar fazendo associações, joint ventures. Ampliar seu escopo de trabalho”, disse. Alckmin informou que os secretários de Agricultura, Arnaldo Jardim, e de Energia, João Carlos Meirelles, já estão tratando do assunto.

O investimento em bioeletricidade, segundo o governador, é necessário, já que a CESP só produz energia a partir da hidreletricidade. “O caminho é a bioeletricidade. Se São Paulo é o maior produtor de cana do mundo, por que não aproveitar esse potencial?” Perguntado sobre a capacidade de investimentos da companhia, limitou-se a dizer que “isso precisa ser melhor detalhado”.

O CAMINHO É A BIOELETRICIDADE. SE SÃO PAULO É O MAIOR PRODUTOR DE CANA DO MUNDO, POR QUE NÃO APROVEITAR ESSE POTENCIAL?

Alckmin informou ainda que o estado de São Paulo planeja fazer leilões de compra de eletricidade, com foco em energias renováveis. Ele não informou quando a iniciativa deve ser colocada em prática. Segundo o governador, o Brasil produz cerca de 3,3 mil megawatts de eletricidade por meio da cogeração. Desse total 2,3 mil são produzidos em São Paulo. A ideia é fazer com que o estado seja comprador dessa energia. “A produção é dentro do mercado consumidor, o que elimina custos de transmissão e reduz a possibilidade de perdas”, argumentou Alckmin.

A realização de leilões direcionados é uma reivindicação do setor sucroenergético. A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), por exemplo, argumenta que a presença de várias fontes de energia em um mesmo pregão torna a competição desequilibrada.

O secretário estadual da Agricultura, Arnaldo Jardim, disse que é possível fazer com que o estado seja comprador da energia a ser ofertada com os leilões. No entanto, destacou que ainda é preciso avaliar qual é a demanda do estado para que se definam as condições, o que deve ser feito em até dois meses. A partir daí, poderiam ser estruturados os leilões. “E a determinação é que seja priorizada a biomassa”, garantiu.

Com relação ao preço do megawatt/hora a ser usado como referência, Jardim evitou cravar um valor. Mencionou apenas que os valores definidos na próxima rodada de leilões da Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel), em torno de R$ 180 para a eólica e R$ 220 para a biomassa. “Deve ser feito em um patamar semelhante”, disse. (Globo Rural 03/02/2015)

 

Menos custos

Outro decreto reduz os custos de insumos de produtores de açúcar, álcool e energia e restaura método de cálculo do valor adicionado dos municípios que possuem usinas credenciadas na Fazenda. (Folha de São Paulo 04/02/2015)

 

São Paulo vai financiar equipamentos para palha da cana

Governo de São Paulo prepara uma linha de crédito para financiar a aquisição de equipamentos para recolha da palha da cana que resta depois da colheita. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3/2) pelas autoridades estaduais durante evento em que foram anunciadas medidas tributárias para o setor de açúcar e etanol.

A palha da cana é considerada um dos principais insumos para a geração de energia nas usinas de açúcar e etanol. De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Arnaldo Jardim, a ideia é que o crédito seja mais um incentivo à produção de bioeletricidade no estado.

“É possível fazer por causa do grande volume de mecanização no estado de São Paulo. É preciso recolher a palha e há equipamentos para isso”, disse Jardim.

De acordo com o secretário de Agricultura, os financiamentos seriam viabilizados pelo Investe São Paulo, a agência de fomento do estado. No entanto, ainda não estão definidas as condições nem o montante a ser reservado para a linha de crédito.

Jardim disse que essas definições serão feitas a partir da expectativa de demanda, que levará em conta a atual situação econômico-financeira do setor de açúcar e etanol. De acordo com o secretário, 60 usinas fecharam e outras 78 estão em recuperação judicial. Em nível nacional, o setor já perdeu cerca de 300 mil empregos.

“O problema da demanda é que as usinas estão passando por dificuldades para adquirir novos equipamentos e isso deve ser avaliado”, destacou o secretário, para quem o estímulo a cogeração de energia abre a possibilidade pelo menos de recuperação de parte dos empregos pedidos no setor. (Globo Rural 04/02/2015)

 

Seis governadores discutem criação de frente em apoio setor da cana

Governadores dos seis principais Estados produtores de etanol se reunirão amanhã em Goiânia para discutir a criação da Frente dos Governadores dos Estados Produtores de Cana-de-Açúcar.

O encontro, liderado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deve contar também com os representantes de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Paraná.

A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo, denominado "Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética", que envolve as principais entidades representativas do setor.

O objetivo das lideranças do setor é chamar a atenção das autoridades estaduais e do governo federal para as dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva de açúcar e álcool. Desde 2008, 83 usinas fecharam no País.

Nesta terça-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou decretos racionalizando e reduzindo a carga tributária incidente sobre o setor sucroenergético. A medida inclui o diferimento do ICMS, antes previsto apenas para a cana, a todas as demais matérias primas, como sorgo sacarino, milho, palha e outros resíduos da colheita para a produção de açúcar, etanol e geração de energia. (Agência Estado 03/02/2015)

 

Fator mostra visão positiva para ALL e Cosan Logística

Com uma visão favorável para as duas empresas, a Fator Corretora reassumiu e iniciou, respectivamente, a cobertura dos papéis ordinários do grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) e da Cosan Logística com recomendação "overweight" (correspondente à acima da média do mercado, ou compra). O preço-alvo estabelecido para as ações da ALL, de R$ 6,20, implica valorização potencial de 67 ,1%, enquanto o preço para Cosan, de R$ 4,50, representa possível alta de 110,3% em relação ao valor de fechamento de segundafeira, dia 2.

Desde sua estreia, em 6 de outubro de 2014, os papéis da Cosan Logística acumulam queda de nada menos que 49%. No mesmo período, as ações da ALL recuaram 41,4%. A avaliação favorável sobre a consolidação da fusão entre ALL e Rumo Logística, controlada pela Cosan, é o ponto de partida da análise da equipe da Fator, em relatório escrito por Artur Losnak e Yannick Bergamo.

Os analistas esperam que a nova companhia seja mais rentável que cada empresa de forma isolada. Conforme a análise da Fator, tanto a ALL quanto a Rumo se beneficiam de uma perspectiva de exportações agrícolas fortes, em meio ao aumento do consumo de grãos pela China e aos gargalos logísticos brasileiros para transportar os produtos aos principais portos.

Apesar desse cenário, a ALL enfrenta problemas nas condições da malha, o que prejudica seu crescimento, enquanto a Rumo tem como desafio um potencial limitado, diante de condições não tão promissoras para o açúcar.

Os analistas dizem acreditar que, com o preço atual das ações e considerando a manutenção das condições anunciadas da fusão, este seria o melhor ponto de entrada para os papéis da Cosan Logística, devido ao maior desconto.

Para a Fator, o principal aspecto a ser resolvido na fusão será o encerramento do litígio bilionário entre as duas empresas em torno de um contrato de transporte de açúcar firmado em 2009.

Atenta aos resultados do acordo, a corretora assinala que a Rumo poderá se expor a outras commodities agrícolas além do açúcar e se expandir para outras regiões nas quais a ALL atua.

O grupo ferroviário, por sua vez, poderá ter melhores chances para renovar concessões.

Questões judiciais envolvendo a ALL respondem pelo principal risco à tese de investimentos da Fator, o que inclui pendências da antiga Brasil Ferrovias (comprada pela ALL), a reprovação ou a imposição de determinadas condições à fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a desverticalização do setor ferroviário pelo governo, o que poderia pressionar as tarifas para baixo.Em dezembro, a Superintendência-Geral do Cade negou a operação de fusão entre ALL e Rumo como foi apresentada e defendeu a imposição de medidas para o negócio receber a aprovação final. De toda forma, a última palavra será do Tribunal do órgão antitruste. (Valor Econômico 04/02/2015)

 

Rodrigues pode ser conselheiro de Kátia

O ex-ministro Roberto Rodrigues, que anunciou ontem sua saída da presidência do conselho da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), pode vir a compor um conselho de "renomados"do agronegócio do Ministério da Agricultura.

Conforme apurou o Valor, ele teria sido consultado pela titular da Pasta, Kátia Abreu, para compor esse colegiado a ser formado por um grupo de notáveis, tais como Delfim Neto e o exministro Alysson Paulinelli.

Ao Valor, Rodrigues confirmou que conversou com a ministra há 15 dias e que ela o consultou sobre se aceitaria a proposta. "Eu disse 'sim'". Mas Rodrigues observou que a conversa foi informal e, que deve ser retomada quando a ministra vier a São Paulo, ainda neste mês. (Valor Econômico 04/02/2015)

 

Venda de máquinas agrícolas retorna a patamar de 2009

As vendas de máquinas agrícolas de janeiro tiveram intensa queda e mostram o cuidado dos produtores com o cenário que está por vir neste ano no setor agrícola.

As vendas de colheitadeiras recuaram para 387 unidades, 38% menos do que em igual período de 2014 e o menor patamar para meses de janeiro desde 2009.

Com perdas menores, as vendas de tratores caíram para 2.569 em janeiro, 4% menos do que as de igual mês de 2014. Ao recuar para esse patamar, as vendas de tratores foram as menores para meses de janeiro desde 2010.

O interesse menor dos produtores nas compras de máquinas -ao contrário do que vinha ocorrendo nos dois últimos anos, quando as vendas foram recordes- tem vários motivos.

O básico é o cenário adverso que se coloca para este ano. Os preços caem acentuadamente nos mercados externos, trazendo esse recuo também para o mercado interno.

A renda dos produtores está sustentada pelo câmbio, que está valorizado. Um retorno da moeda norte-americana para os padrões dos dois últimos anos fará com que os produtores não cubram os custos de produção.

Mesmo com esse cenário cinza, o produtor ainda tem cacife para atravessar 2015. O problema será em 2016, se não houver uma melhora dos preços das commodities.

Do lado das indústrias, é bem provável que farão acertos nos custos. Os últimos anos, no entanto, foram de boas vendas e boas receitas.

Janeiro deste ano apresenta queda, mas as vendas acumuladas de tratores de 2010 a 2015, sempre tomando como base apenas o primeiro mês do ano, somaram 19,1 mil unidades, 96% mais do que as de igual período anterior.

Já a comercialização de colheitadeiras atingiu 3.503 unidades nos meses de janeiro de 2010 a 2015, com alta de 67% ante os seis anos imediatamente anteriores.

Essa desaceleração, portanto, já estava por vir, uma vez que os produtores já vinham fazendo uma reposição da frota havia alguns anos.

A aceleração na compra de máquinas dará ao produtor fôlego maior até para atravessar uma eventual crise de preços das commodities.

Com maior tecnologia e ganhos de produtividade, as máquinas vão ajudar na redução de custos, inclusive com a utilização de menos mão de obra, um dos gargalos do setor atualmente.

Essa redução de custos vem também da melhora da eficiência das máquinas atuais na avaliação de solo e no controle do plantios.

Softwares modernos acoplados às máquinas permitem determinar a porção exata de adubo exigido pelo solo e a quantidade e profundidade das sementes.

Daí a razão de todas as grandes empresas do setor aumentarem a participação nas indústrias de máquinas e equipamentos que visam a agricultura de precisão.

Menos ICMS O governador Geraldo Alckmin assinou decreto nesta terça (3) diminuindo de 18% para 7% o ICMS sobre as saídas de amido de milho e derivados realizadas pelos fabricantes ou seus centros de distribuição. (Folha de São Paulo 04/02/2015)

 

Lucro líquido da ADM sobe para US$ 2,253 bilhões em 2014

A americana ADM, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, encerrou 2014 com lucro líquido de US$ 2,253 bilhões, praticamente o dobro do resultado de 2013. No quarto trimestre, encerrado em 31 de dezembro, o lucro líquido da ADM foi de US$ 7 01 milhões, ou US$ 1,08 por ação.

Na América do Norte e Europa, a maior utilização da capacidade e um cenário favorável para margens mais altas compensou a queda significativa nos resultados referentes ao esmagamento na América do Sul.

Segundo a companhia, os resultados ruins na região se devem à redução das margens, à venda devagar pelos agricultores e também por resultados mais fracos em fertilizantes. No comunicado, a ADM informou que as condições de mercado para óleos vegetais na América do Sul devem melhorar diante da safra robusta que se prevê na região. “E estamos trabalhando para obter retornos mais altos em 2015 nesta que é uma região chave para a companhia”, afirmou o CEO, Juan Luciano.

No setor de etanol, a ADM acredita que as margens deverão continuar “desafiadoras” até que a demanda se alinhe com os estoques, hoje mais altos. A ADM prevê para este ano despesas de capital (para aquisição de máquinas e equipamentos) entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,3 bilhão. Além disso, a companhia fixou um patamar de recompra de ações para 2015 da ordem de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões. (Valor Econômico 03/02/2015 às 15h: 06m)

 

Seca' em janeiro deixa produtores rurais receosos com 2ª safra em Mato Grosso

A estiagem de mais de 20 dias durante o mês de janeiro, na região Médio-Norte de Mato Grosso, deixou produtores rurais receosos com o plantio da 2ª safra na região. Muitos, que já estão colhendo a soja, ainda não colocaram as plantadeiras no campo para semear milho ou algodão – as duas principais culturas para o segundo plantio.

O agricultor Décio Zampieri, por exemplo, já está com as ceifas ‘a todo o vapor’ retirando a safra de soja, mas os tratores com as plantadeiras ainda estão guardados nos barracões. Em anos anteriores, ele programava o plantio ao mesmo tempo em que colhia a soja. (Notícias Agrícolas 03/02/2015 às 15h: 03m)

 

Alckmin anuncia simplificação de ICMS para produtos sucroalcooleiros

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anuncia em instantes uma série de medidas para simplificar a incidência de ICMS no setor sucroalcooleiro e também para outras matérias-primas agrícolas.

Entre as medidas está o diferimento do ICMS, que antes era somente para cana-de-açúcar, e será estendido para sorgo sacarino, milho, eucalipto, palha, cavaco e outros resíduos de colheitas agrícolas, além de subprodutos resultantes do processo de fabricação de açúcar, etanol e de energia elétrica a partir de biomassa.

O governo de São Paulo também diferiu o ICMS de operações de transferência de combustível, lubrificantes e insumos agrícolas, de forma a concentrar o crédito do imposto unicamente nos estabelecimentos que exerçam a compra desses produtos.

A medida firmada pelo governador também promove simplificação dos procedimentos tributários das empresas do setor, dispensando de emissão de documento fiscal em cada operação de fornecimento de combustível, lubrificante ou insumo agrícola para fornecedores, transportadores de matéria-prima ou consumo próprio.

As operações poderão ser reunidas em um único documento fiscal. Essas medidas foram elaboradas pela Secretaria de Fazenda de São Paulo, com a participação de entidades do setor, como a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), e empresas, como Copersucar, São Martinho e Bunge. (Valor Econômico 03/02/2015 às 11h: 00m)

 

Alckmin amplia benefício e simplifica operações do setor sucroenergético

O governador Geraldo Alckmin alterou o regulamento do ICMS para simplificar, racionalizar e atualizar as normas tributárias do setor sucroenergético, desburocratizando as obrigações tributárias sem perder arrecadação nem o controle sobre as atividades desenvolvidas. O ato do governador beneficia 154 municípios que detém usinas e atividades que integram a cadeia produtiva do setor.

O tucano destacou ainda, sem dar mais detalhes, que pretende inserir a Cesp no segmento de cogeração de energia e ampliar financiamentos para equipamentos que recolham palha de cana, necessária à cogeração.

ICMS estendido

O decreto assinado pelo governador nesta terça-feira (3/2), simplifica o lançamento do imposto nas operações com o objetivo de reduzir custos e facilitar o cumprimento das obrigações acessórias dos contribuintes paulistas que atuam em todo o Estado de São Paulo.

A medida estende o diferimento do ICMS, antes previsto apenas para a cana-de-açúcar, a todas as demais matérias primas como sorgo sacarino, milho, eucalipto, palha, cavaco e outros resíduos da colheita, além dos subprodutos resultantes do processo de industrialização para produção de açúcar, álcool e geração de energia limpa a partir de biomassa, como o melaço e o bagaço de cana.

O imposto das operações de transferência de combustível, lubrificante e insumos agrícolas, realizadas pelos estabelecimentos que centralizem a compra desses produtos, desde que exerçam exclusivamente atividade agropecuária, ficou também diferido de modo a concentrar o crédito do imposto unicamente nestes estabelecimentos centralizadores.

Simplificação tributária

A medida firmada pelo governador Alckmin promove também a simplificação dos procedimentos tributários das empresas do setor, dispensando de emissão de documento fiscal em cada operação de fornecimento de combustível, lubrificante ou insumo agrícola para fornecedores, transportadores de matéria prima ou consumo próprio. As operações poderão ser reunidas em um único documento fiscal, lançado no último dia de cada mês.

Este benefício é extensivo também ao estabelecimento centralizador de compras de insumos das empresas agrícolas do setor e às empresas transportadoras, nas operações de transporte com destino a estabelecimento do fabricante.

A mudança no regulamento do ICMS viabiliza o registro do valor adicionado da produção de açúcar e álcool em cada município que integra a cadeia do setor sucroalcooleiro, com impactos positivos no indicador que determina a distribuição dos repasses do ICMS para as prefeituras.

A definição do aprimoramento da legislação elaborada pela Secretaria da Fazenda contou com a participação ativa de representantes das prefeituras de diversas cidades e envolveram a Unica e as usinas Copersucar, São Martinho, Raízen, Bunge, Biosev, Noble, Odebrecht, Guarani e Zilor.

Diferimento – lançamento do imposto

- Imposto incidente nas saídas internas das matérias-primas de produção paulista e subprodutos: fica diferido para o momento em que ocorrer a entrada no estabelecimento que os receber;

- ICMS incidente na saída interna dos produtos resultantes da industrialização das matérias-primas e subprodutos, com destino à cooperativa: fica diferido para o momento em que a cooperativa promover sua saída;

- ICMS que incide na saída de bagaço e torta de filtro, palha, cavaco e outros resíduos da colheita das matérias-primas indicadas, com destino a empresa geradora de energia termoelétrica: fica diferido para o momento em que ocorrer a saída da energia elétrica para o Sistema Interligado Nacional;

- Na saída de energias elétrica e térmica, promovidas por empresa geradora de energia termoelétrica, com destino a estabelecimento fabricante de açúcar, álcool ou melaço, o lançamento fica diferido para o momento em que esta promover a saída de seus produtos;

- Imposto incidente na saída de insumos agropecuários*, realizada por estabelecimento centralizador de aquisição de insumos, com destino a estabelecimento do mesmo titular: fica diferido para o momento em que e ocorrer a saída dos produtos resultantes da utilização destas mercadorias.

*exceto beneficiados com a isenção no artigo 41 do Anexo I do Regulamento do ICMS.

Histórico do governo de SP

Trata-se de mais uma ação do Governo do Estado para promover o desenvolvimento do setor, que está entre os 5 mais importantes do agronegócio paulista. São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar, açúcar e etanol do mundo.

Atento às externalidades positivas do biocombustível, e à importância sócio econômica e ambiental do setor sucroenergético para São Paulo, o governador Geraldo Alckmin, em 2003, reduziu para 12% o ICMS do combustível na bomba, diretamente para o consumidor. Esta medida foi, e continua sendo, um grande incentivo, que tem emprestado competitividade ao etanol. São inegáveis os ganhos ambientais com o uso do etanol. A tecnologia flexfuel trouxe tranquilidade para os consumidores Importantes ganhos poderiam ser contabilizados para o setor se a medida fosse adotada por outros estados da federação.

O estado possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 55% de participação de energias limpas. O governo paulista assumiu voluntariamente, em 2012, o compromisso de elevar esta porcentagem para 69% até 2020. O etanol e a bioeletricidade terão papel fundamental no alcance desta meta. A cogeração de energia elétrica se configura como um potencial negócio para as usinas de açúcar e etanol, além de ser uma importante fonte de energia limpa e renovável para a matriz energética paulista e brasileira.

A Secretaria de Agricultura de Abastecimento do Estado de São Paulo tem trabalhado em sintonia fina com o setor privado. O Governo de São Paulo é referência em pesquisa e tecnologia, com o Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), que fica em Ribeirão Preto. Em 20 anos, o Programa Cana, do IAC, desenvolveu 22 variedades de cana-de-açúcar.

Cerca de 23% das variedades lançadas em todo o país são do Governo do Estado de São Paulo. No ano passado o Governador Geraldo Alckmin inaugurou a Biofábrica de mudas em abril, com capacidade de produzir 4 milhões de mudas ao ano, e lançou o sistema inédito de MPB – Mudas Pré-Brotadas de Cana. Melhoramento genético, sanidade, produção de mudas, enfim, tecnologia de ponta a serviço da retomada do crescimento.

O presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, afirmou nesta terça-feira, 03, que o Estado de São Paulo "lidera o movimento na questão tributária para que o setor sucroenergético se reerga". (Governo de São Paulo 03/02/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Petróleo e dólar: O açúcar demerara foi uma das várias commodities que dispararam ontem no mercado futuro diante do maior apetite por risco nos mercados financeiros. Na bolsa de Nova York, os lotes do produto para maio fecharam em 14,7 4 centavos de dólar a libra-peso, alta de 25 pontos. Os contratos foram alvo de fortes compras especulativas dos fundos de investimento, que aproveitaram o impulso oferecido pela elevação expressiva do petróleo nas bolsas internacionais e pela queda do dólar em relação a diversas moedas estrangeiras. A desvalorização da divisa americana reduz o custo das commodities para os compradores, favorecendo a ação da demanda. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo teve alta de 0,2%, para R$ 50,66 a saca de 50 quilos.

Algodão: Teto em um mês: Embalados pelo cenário externo, os futuros do algodão fecharam em uma nova alta expressiva ontem na bolsa de Nova York. Os lotes da pluma para entrega em maio registraram variação positiva de 156 pontos, a 61,83 centavos de dólar a libra-peso, o maior valor desde 30 de dezembro. Em dois dias, os papéis já subiram 181 pontos. A alta foi promovida pelas compras especulativas dos fundos de investimento em um dia de enfraquecimento do dólar em escala global e disparada do petróleo. No mercado da pluma, a oscilação do hidrocarboneto tem especial influência por causa de seu reflexo sobre os preços da fibra sintética, que concorre com o algodão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,16%, para R$ 1,67 56 a libra-peso.

Soja: Ataque especulativo: A onda de compra de ativos nos mercados financeiros não poupou os contratos futuros da soja, que dispararam ontem na bolsa de Chicago sobretudo por causa das ações dos fundos de investimento. Os lotes da oleaginosa para entrega em maio fecharam com alta de 26,7 5 centavos, a US$ 9,93 o bushel, o maior valor desde 16 de janeiro. Segundo Pedro Dejneka, sócio-diretor da consultoria AGR Brasil, sediada em Chicago, a alta dos preços da soja foi meramente técnica, sem nenhum fundamento de suporte ao movimento. A perspectiva do analista é de que as compras dos fundos possam se prolongar por mais alguns dias. No mercado interno, a saca da soja no mercado da Bahia foi negociada a R$ 51, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Milho: Ação de fundos: O mercado futuro do milho, que vinha sendo pressionado pela oferta abundante do cereal no mundo, foi pego ontem no contrapé pelas compras dos fundos, que motivaram a forte alta dos preços do grão na bolsa de Chicago. Os papéis da commodity com vencimento em maio fecharam com avanço de 16 centavos, a US$ 3,937 5 o bushel, o maior patamar desde 23 de janeiro. O volume de contratos futuros do milho que foi negociado foi bastante elevado ao longo da sessão, o que denuncia a forte ação dos fundos de investimento. Para analistas, o "rally"pode durar ainda mais alguns dias, mas os fundamentos continuam "baixistas"para o cenário do cereal. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa registrou avanço de 0,34%, a R$ 26,94 a saca. (Valor Econômico 04/02/2015)