Setor sucroenergético

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Usina da Sabarálcool no Paraná está em negociação, diz empresa

Usina estaria em negociação, segundo a Sabárcool, para assumir a unidade de Perobal e com isso as dividas com os produtores seriam sanadas

Há dois anos sem receber o arrendamento das terras por parte da usina de cana-de-açúcar Sabaralcool de Perobal, produtores rurais da região voltaram a se reunir no Sindicato Rural de Umuarama. Muitos estão em situação degradante, pois o dinheiro era a única fonte de renda. Segundo a direção do Sindicato, a empresa entrou em contato e ofereceu mais uma possível solução para o caso.

O presidente do Sindicato Rural de Umuarama, Renato Antonio Fontana, ressaltou que mais de 20 produtores e representantes de sindicato da região participaram da reunião, sendo a quarta para discutir o assunto. Ainda segundo o presidente, no momento da reunião a empresa entrou em contato com os presentes apresentando uma possivel solução para o problema.

Usina está sendo negociada?

No telefonema o representante da Sabaralcool disse que uma segunda empresa estava em negociação para assumir a usina de Perobal e com isso as dividas com os produtores seriam sanadas. Por se tratar de um aviso verbal, sem apresentação de documentação os sindicatos se comprometeram em redigir um documento para averiguar a veracidade da informação.

“Como é uma afirmação por telefone, resolvemos que os Sindicatos de Umuarama, Alto Piquiri e Perobal vão redigir um documento para as empresas e apurar a veracidade da informação, para posteriormente tomarmos uma decisão”, explicou Fontana.

O entrevistado argumentou que tal situação prejudica vários aspectos, como social, econômico e ambiental. “Primeiro é aspecto econômico, pois os pequenos proprietários não contam com outra fonte de renda e que influência no aspecto social, uma vez que eles dependem deste dinheiro para sobreviver. Outra situação é o ambiental, muito das propriedades estão descuidadas o que ocasiona erosão. Nossas terras estão no arenito e a erosão prejudica os mananciais da região”, esclareceu o presidente.

Grupo

O grupo Sabarálcool possui duas usinas no Brasil. (Umuarama Ilustrado 13/02/2015)

 

Em crise, usina São Fernando (MS) perde fornecedores de cana

O setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul vive seu momento mais crítico, com parte das usinas não conseguindo honrar compromissos contratuais com parceiros, fornecedores e até com trabalhadores. A situação vivida na década passada no interior de São Paulo, quando dezenas de usinas de açúcar e álcool encerraram as atividades e deixaram milhares de produtores rurais, fornecedores e metalúrgicas em situação de insolvência, começa a se repetir em Mato Grosso do Sul.

Levantamento realizado pela União das Usinas de Cana-de-Açúcar (Única) revela que diversas empresas podem interromper a produção nos próximos meses, algumas delas localizadas em Mato Grosso do Sul. De 2008 a 2013, mais de 70 usinas foram desativadas no país e outras 67 entraram em recuperação judicial.

Dourados, um dos mais importantes polos regionais sucroenergéticos do Estado, que atraiu dezenas de empresas do interior de São Paulo para produzir peças e implementos para usinas de açúcar e álcool, está no olho do furacão com a Usina São Fernando. Em recuperação judicial desde 13 de abril de 2013, quando o juiz Jonas Hass da Silva Júnior, da 5ª Vara Cível de Dourados, considerou a capacidade da empresa em honrar, de forma escalonada e com prazos diferentes, os compromissos que têm com bancos, fornecedores, fiscos estadual, federal e municipal, Previdência Social e trabalhadores, a empresa não tem conseguido honrar os compromissos.

Na época, a São Fernando devia R$ 1.246.755.441,39. Desse total, exatos R$ 1.070.342.400,21 eram devidos para os bancos. O juiz nomeou a empresa Vinícios Coutinho Consultoria e Perícias, de Campo Grande, como administradora do processo de recuperação. Passados quase dois anos, a saúde financeira da Usina São Fernando ainda está na UTI e as principais quebras de contrato na região de Dourados envolvem a empresa, tanto nos arrendamentos de terra para cultivo de cana, quanto no fornecimento de insumos, peças e implementos.

“QUEM TEM CONTRATO COM A NOVA AMÉRICA, QUE FORNECE CANA-DE-AÇÚCAR PARA A RAÍZEN, ESTÁ RECEBENDO EM DIA, MAS OS PRODUTORES QUE ARRENDARAM PARA A SÃO FERNANDO ESTÃO HÁ MESES SEM RECEBER”

O presidente do Sindicato Rural de Dourados, Lúcio Damalia, afirma que tem sido procurado por produtores rurais preocupados com o calote nos contratos de arrendamento. “O sindicato está acompanhando de perto esse problema e já pensa em mobilizar a classe política para discutir a situação não apenas da São Fernando, mas, também, das demais usinas da região que não atravessam um bom momento e acabam penalizando o produtor rural”, ressalta Damalia. “Num primeiro momento estamos disponibilizando orientação jurídica aos nossos associados, mas a informação que temos é que muitos só conseguem receber através da Justiça”, finaliza.

O produtor Luiseu Bortoloci, presidente do Sindicato Rural de Laguna Carapã, município que sofre grande impacto com a São Fernando, relata que dezenas de proprietários que arrendaram suas fazendas para a Usina São Fernando estão sem receber. “Alguns contratos estão atrasados há mais de seis meses, mas a maior parte está há mais de ano sem ver a cor do dinheiro”, relata Bortoloci. “A situação é muito grave, tanto que produtores estão tentando anular os contratos e, nesse ritmo, chegará a hora em que a usina não terá área para cultivar sua matéria-prima”, alerta.

"ESTAMOS DISPONIBILIZANDO ORIENTAÇÃO JURÍDICA AOS NOSSOS ASSOCIADOS, MAS A INFORMAÇÃO QUE TEMOS É QUE MUITOS SÓ CONSEGUEM RECEBER ATRAVÉS DA JUSTIÇA”

Antônio Maran, presidente do Sindicato Rural de Caarapó, explica que na área de atuação da entidade que ele preside os únicos problemas em contrato de arrendamento ocorrem com a Usina São Fernando. “Quem tem contrato com a Nova América, que fornece cana-de-açúcar para a Raízen, está recebendo em dia, mas os produtores que arrendaram para a São Fernando estão há meses sem receber”, enfatiza Maran. “Sou capaz de afirmar que na nossa base sindical não existe um único proprietário interessado em arrendar terra para a São Fernando”, ressalta.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a direção da Usina São Fernando reconheceu ontem problemas com os contratos, mas garantiu que são questões pontuais e que todos estão sendo colocados em dia pela empresa. A diretoria enfatizou que a receita ainda não atingiu um superávit para fazer frente às despesas e que a prioridade, desde que a recuperação judicial foi iniciada, tem sido o pagamento dos salários dos mais de 3 mil funcionários da São Fernando.

Ainda assim, garante a direção da empresa, os contratos de parceria estão sendo acompanhados com atenção e a maioria está sendo colocado em dia. A empresa iniciou o pagamento dos atrasados em dezembro, deu continuidade em janeiro e estará quitando mais parcelas em fevereiro. Por fim, a direção da São Fernando garante que enxerga os parceiros como indispensáveis porque são eles que ajudam a produzir a matéria-prima que é razão de existir da usina. (O Progresso 13/02/2015)

 

Tereos aumenta em 6% a receita total

Cogeração teve importante papel para fechamento da receita total em R$ 2,1 bilhões.

Divulgado nesta quinta-feira, dia 12, o relatório de resultados do terceiro trimestre de 2014/15 do Grupo Tereos apresentou crescimento de 6% receita total aos investidores, com fechamento em R$ 2,1 bilhões.

Conforme informou o grupo, a cogeração teve importante participação neste crescimento, favorecida pelos melhores preços praticados no mercado para a energia fornecida à rede.

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve aumento de 4%, atingindo os R$ 290 milhões. Reflexo da maior lucratividade da empresa em todos os segmentos. Conforme informou o grupo, a Guarani teve destaque neste resultado, o maior volume comercializado de produtos da cadeia sucroenergética -açúcar, etanol e energia- favoreceu a lucratividade do grupo.

As atividade canavieiras da Tereos na África apresentaram recuperação de 32% neste período, no Oceano Índico , a empresa informou ‘leve’ aumento da moagem. (Jornal Cana 12/02/2015)

 

Archer Consulting projeta moagem de 573,69 milhões de toneladas na safra 2015/2016

A Archer Consulting prevê que as usinas do Centro-Sul do Brasil irão processar 573,69 milhões de toneladas de cana na safra 2015/2016. O volume é 0,62% maior na comparação com o de 570,10 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo. Esta é a primeira projeção da consultoria para a temporada que tem início oficial em 1º de abril.

Com relação aos produtos, a Archer prevê fabricação de 32,21 milhões de toneladas de açúcar, praticamente estável ante as 32 milhões de toneladas de 2014/2015. A produção de etanol, por sua vez, deve aumentar quase 1%, para 26,26 bilhões de litros, sendo 10,88 bilhões de litros de anidro (estável) e 15,38 bilhões de litros de hidratado (+1,5%). (Agência Estado 12/02/2015)

 

Calote das usinas de cana revela crise sucroenergética no MS

Parte dos proprietários que arrendaram para plantio de cana não está recebendo Calote das usinas de cana revela crise sucroenergética no MS

O setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul vive seu momento mais crítico, com parte das usinas não conseguindo honrar compromissos contratuais com parceiros, fornecedores e até com trabalhadores. A situação vivida na década passada no interior de São Paulo, quando dezenas de usinas de açúcar e álcool encerraram as atividades e deixaram milhares de produtores rurais, fornecedores e metalúrgicas em situação de insolvência, começa a se repetir em Mato Grosso do Sul.

Segundo matéria no jornal O Progresso, um levantamento realizado pela União das Usinas de Cana-de-Açúcar (Única) revela que diversas de empresas podem interromper a produção nos próximos meses, algumas delas localizadas em Mato Grosso do Sul. De cerca de 330 usinas de açúcar e etanol da região centro-sul, 60% correm o risco de fechar as portas ou mudar de dono em dois ou três anos. De 2008 a 2013, mais de 70 usinas foram desativadas no país e outras 67 entraram em recuperação judicial.

Dourados, um dos mais importantes polos regionais sucroenergéticos do Estado, que atraiu dezenas de empresas do interior de São Paulo para produzir peças e implementos para usinas de açúcar e álcool, está no olho do furacão com a Usina São Fernando. Em recuperação judicial desde 13 de abril de 2013, quando o juiz Jonas Hass da Silva Júnior, da 5ª Vara Cível de Dourados, considerou a capacidade da empresa em honrar, de forma escalonada e com prazos diferentes, os compromissos que têm com bancos, fornecedores, fiscos estadual, federal e municipal, Previdência Social e trabalhadores, a empresa não tem conseguido honrar os compromissos.

Na época, a São Fernando devia R$ 1.246.755.441,39. Desse total, exatos R$ 1.070.342.400,21 eram devidos para os bancos. O juiz nomeou a empresa Vinícios Coutinho Consultoria e Perícias, de Campo Grande, como administradora do processo de recuperação. Passados quase dois anos, a saúde financeira da Usina São Fernando ainda está na UTI e as principais quebras de contrato na região de Dourados envolvem a empresa, tanto nos arrendamentos de terra para cultivo de cana, quanto no fornecimento de insumos, peças e implementos.

O presidente do Sindicato Rural de Dourados, Lúcio Damalia, afirma que tem sido procurado por produtores rurais preocupados com o calote nos contratos de arrendamento. “O sindicato está acompanhando de perto esse problema e já pensa em mobilizar a classe política para discutir a situação não apenas da São Fernando, mas, também, das demais usinas da região que não atravessam um bom momento e acabam penalizando o produtor rural”, ressalta Damalia. “Num primeiro momento estamos disponibilizando orientação jurídica aos nossos associados, mas a informação que temos é que muitos só conseguem receber através da Justiça”, finaliza.

O produtor Luiseu Bortoloci, presidente do Sindicato Rural de Laguna Carapã, município que sofre grande impacto com a São Fernando, relata que dezenas de proprietários que arrendaram suas fazendas para a Usina São Fernando estão sem receber. “Alguns contratos estão atrasados há mais de seis meses, mas a maior parte está há mais de ano sem ver a cor do dinheiro”, relata Bortoloci. “A situação é muito grave, tanto que produtores estão tentando anular os contratos e, nesse ritmo, chegará a hora em que a usina não terá área para cultivar sua matéria prima”, alerta.

Antônio Maran, presidente do Sindicato Rural de Caarapó, explica que na área de atuação da entidade que ele preside os únicos problemas em contrato de arrendamento ocorrem com a Usina São Fernando. “Quem tem contrato com a Nova América, que fornece cana-de-açúcar para a Raízen, está recebendo em dia, mas os produtores que arrendaram para a São Fernando estão há meses sem receber”, enfatiza Maran. “Sou capaz de afirmar que na nossa base sindical não existe um único proprietário interessado em arrendar terra para a São Fernando”, ressalta.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a direção da Usina São Fernando reconheceu ontem problemas com os contratos, mas garantiu que são questões pontuais e que todos estão sendo colocados em dia pela empresa. A diretoria enfatizou que a receita ainda não atingiu um superávit para fazer frente às despesas e que a prioridade, desde que a recuperação judicial foi iniciada, tem sido o pagamento dos salários dos mais de 3 mil funcionários da São Fernando.

Ainda assim, garante a direção da empresa, os contratos de parceria estão sendo acompanhados com atenção e a maioria está sendo colocado em dia. A empresa iniciou o pagamento dos atrasados em dezembro, deu continuidade em janeiro e estará quitando mais parcelas em fevereiro. Por fim, a direção da São Fernando garante que enxerga os parceiros como indispensáveis porque são eles que ajudam a produzir a matéria prima que é razão de existir da usina (Agora MS 12/02/2015)

 

Williams Brasil: 18 navios aguardam para embarcar açúcar nos portos

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros caiu de 19 para 18 na semana encerrada em 11 de fevereiro, de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 28 de fevereiro.

Foi agendado o carregamento de 677,40 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 572,80 mil t, ou 85% do total. Maceió responderá pelos 15% restantes (104,60 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 71,40 mil t. No da Rumo, estão agendadas 501,40 mil t no período analisado.

A maior quantidade a ser exportada é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 655,50 mil toneladas. Os embarques do B-150 somam 20,90 mil t. Não há agendamentos para o cristal A-45. O A-45 e o B-150 são embarcados ensacados. (Agência Estado 12/02/2015)