Setor sucroenergético

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Clealco amplia cogeração e planeja crescimento

O tradicional grupo sucroalcooleiro paulista Clealco pretende ampliar sua capacidade de cogeração de energia a partir da biomassa da cana na próxima temporada (2015/16).

A unidade do grupo localizada no município paulista de Queiroz já deverá produzir no ciclo que começa no próximo mês de abril 150 mil megawatts-hora, 25% mais que em 2014/15 (120 mil).

No médio prazo, o plano é estender a cogeração para as outras duas unidades do grupo - localizadas nos municípios de Clementina e Penápolis - e elevar a capacidade para 480 mil MWh, conforme o diretorsuperintendente da Clealco, José Bassetto Júnior.

A empreitada demanda recursos da ordem de R$ 340 milhões, e para bater o martelo os acionistas querem mais segurança sobre o comportamento do mercado de energia no longo prazo.

Da produção prevista para 2015/16, 120 mil MWh já foram negociados nos leilões governamentais.

De acordo com Bassetto Júnior, o objetivo é ofertar os 30 mil MWh que restam nos demais leilões marcados para este ano. Em 2014, o grupo Clealco foi um dos poucos no país que concretizaram a aquisição de uma usina de cana no Centro-Sul.

O alvo foi a Campestre, localizada em Penápolis e que estava em recuperação judicial desde 2009.

No atual ciclo (2014/15), a Penápolis processou 1,6 milhão de toneladas de cana. No total, a meta era elevar a moagem do grupo para 10,5 milhões de toneladas em 2014/15.

No entanto, a seca que afetou os canaviais paulistas no ano passado obrigou a empresa a reduzir a meta para 9,5 milhões de toneladas.

Até novembro passado, as três usinas da Clealco, juntas, haviam colhido 8,4 milhões de toneladas da matéria-prima.

Para alcançar a nova meta, a empresa decidiu recomeçar a moagem de cana mais cedo este ano.

No mês de março, último mês da safra 2014/15, o grupo pretende processar 1 milhão de toneladas.

Assim, a produção de 2014/15, que até novembro foi de 585 mil de toneladas de açúcar e 27 4 milhões de litros de etanol, deverá ganhar, até o fim de março, mais 60 mil toneladas de açúcar e 35 milhões de litros de etanol.

"Com isso, o mix final do ciclo vai ficar em 60% para a commodity e 40% para o biocombustível".

Apesar da quebra de safra, o faturamento do grupo na temporada 2014/15 deverá confirmar as expectativas e chegar a R$ 1 bilhão, ante os R$ 800 milhões de 2013/14, segundo o executivo.

Isso porque a concentração de açúcar (açúcar total recuperável ou ATR) na cana colhida subiu para 133 quilos por tonelada, ante os 126 quilos do ciclo anterior.

Além disso, os preços de venda de açúcar e etanol ficaram dentro do esperado, afirma o executivo.

A empresa ainda tem em estoque 55 milhões de litros de etanol hidratado e 20 milhões de litros de anidro para serem comercializados.

De açúcar, o grupo conta com 43 mil toneladas para entrega em março.A expectativa é que os preços médios de venda do açúcar na safra 2014/15 fiquem entre R$ 920 e 935 a tonelada e os do etanol, na faixa de R$ 1,4 mil por metro cúbico (média entre anidro e hidratado).

Para 2015/16, o grupo retomou o objetivo de moer 10,5 milhões de toneladas.

Uma área de 30 mil hectares de cana (equivalente a 20% da área total) foi renovada em 2014, o que se refletirá na oferta da matéria-prima em 2015.

A previsão é produzir 7 68 mil toneladas de açúcar e 313 milhões de litros de etanol. (Valor Econômico 23/02/2015)

 

Índia aprova incentivos para exportação de açúcar

Anúncio do subsídio fez preços caírem em Nova Iorque.

A Índia aprovou um plano para oferecer 4.000 rúpias (US$ 64) por tonelada de subsídio para a produção e exportação de até 1,4 milhão de toneladas de açúcar bruto, disse uma autoridade do governo a repórteres nesta semana.

A Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, atrás do Brasil, ajudou suas usinas com incentivos de 3.300 rúpias por toneladas na última temporada comercial, que encerrou em setembro de 2014.

O preço referencial do açúcar em Nova Iorque caiu cerca de 3% depois que a Índia aprovou subsídios à exportação de açúcar.

Usinas da Índia, maior consumidor de açúcar do mundo, pressionaram o governo a garantir os incentivos à exportação, visando reduzir grandes estoques após baixos preços mundiais frustrarem seus esforços de venda no mercado mundial.

A associação do setor na Índia estima a produção de açúcar do país em 26 milhões de toneladas no ano que começou em outubro, contra 24,4 milhões de toneladas no ano anterior.

Até meados de fevereiro, a produção já superava metade do total previsto para a temporada.

As exportações de açúcar bruto da Índia, no entanto, poderiam cair pela metade este ano por causa do atraso na decisão sobre a concessão de incentivos, segundo fontes do setor.

O país exportou mais de um milhão de toneladas de açúcar bruto em 2014 e tinha a esperança de exportar até 2 milhões de toneladas este ano.

Segundo o setor privado, o excedente total de açúcar do país é de cerca de 2,5 milhões de toneladas. (Canal Rural 21/02/2015 às 16h: 34m)

 

Rússia avalia cortar impostos de importação de açúcar bruto, diz agência

Executivo não descarta impor tarifas de exportação para centeio, cevada e milho.

A Rússia avalia cortar impostos de importação de açúcar bruto, hortaliças e frutas, disse a agência de notícias Tass nesta sexta-feira, citando o diretor do Serviço Federal Antimonopólio, Igor Artemyev.

O executivo disse que não descarta impor tarifas de exportação para centeio, cevada e milho, acrescentou a agência. (Jornal Cana 20/02/2015)

 

Mercado de açucar: UMA TUNGADA DE BILHÕES

O mercado de açúcar em NY fechou a semana em baixa de 0.43 centavos de dólar por libra-peso no vencimento março de 2015, ou seja, quase 10 dólares por tonelada, em linha com o anúncio do governo indiano de extensão do programa de subsidio de 64 dólares por tonelada para 1.4 milhão de toneladas a serem exportadas pelo país até setembro de 2015. Muito açúcar sendo oferecido para embarque imediato, sem compra.

Não se constitui em nenhuma novidade que grande parte dos problemas hoje vividos pelo setor sucroalcooleiro reside na ausência de política energética. Por muito tempo o setor sofreu calado com o congelamento imposto ao preço da gasolina que reduziu de maneira dramática a participação dos combustíveis renováveis na matriz energética brasileira. É só olharmos as estatísticas e percebermos que o auge do consumo de etanol no país foi alcançado em dezembro de 2009 quando 54.5% dos veículos usavam esse combustível contra apenas 42% nos dias de hoje.

Naquele ano, o preço médio da gasolina importada estava R$ 0,15 por litro mais barato do que o preço congelado pelo governo, o que favoreceu a competitividade do etanol. Estou defendendo o subsídio, então? Nada disso. O que pretendo demonstrar é que toda vez que ocorre um preço artificial no mercado existe grande chance de se distorcer a realidade e dar sinais equivocados aos agentes. O preço da gasolina internamente estava mais caro do que o mercado internacional aumentando artificialmente a competitividade do etanol. Evidente que ninguém no setor iria reclamar dessa situação.

Ocorre que a mesma situação virou-se contra o setor nos anos seguintes. Os preços da gasolina continuavam congelados (aliás, diga-se, desde setembro de 2005) e com o petróleo se recuperando no mercado internacional não houve repasse para o mercado interno. Ou seja, nos quatro anos que se seguiram, de 2011 até 2014, o governo via Petrobrás importava gasolina a um preço bem mais alto do que ela chegava ao consumidor. Isso custou, grosso modo, nesse período, R$ 32.6 bilhões. Dinheiro que sangrou a Petrobrás e cuja conta indiretamente é paga pelo contribuinte.

Nesses quatro anos (2011-2014) o consumo total de etanol no Brasil foi de 82.62 bilhões de litros, divididos em 45.50 bilhões de litros de hidratado e 37.12 bilhões de litros de anidro. Se o preço interno da gasolina seguisse o mercado internacional, o etanol certamente manteria sua competitividade, sem necessidade de artificialismos e poderia manter a participação na matriz energética que alcançara no final de 2009.

Quanto custou ao setor o alijamento forçado pela política governamental? Se a tivéssemos mantido nesse período, o Brasil teria consumido 35.62 bilhões de litros adicionais de hidratado, com uma redução de 5.74 bilhões de litros de anidro e 30 bilhões de litros de gasolina A que deixariam de ser importadas. Para o setor somente, pela perda na receita estimada do etanol usando o preço médio dos quatro anos foram R$ 34.5 bilhões. Isso, sem contar que para atender a essa demanda constante, hoje teríamos que ter pelo menos mais 15 usinas moendo 5 milhões de toneladas cada uma, que teriam provocado um investimento de US$ 15 bilhões, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

A Petrobrás perdeu R$ 32.6 bilhões vendendo gasolina mais barata. O setor perdeu receita estimada de R$ 34.5 bilhões por ter perdido mercado em função dos preços artificialmente baixos da gasolina e o país perdeu investimentos de pelo menos US$ 15 bilhões na construção de novas usinas. A soma dos dois primeiros, mais tangíveis, é de R$ 67.1 bilhões, valor muito próximo da dívida do setor (que hoje é de R$ 76.96 bilhões).

Hoje, a situação é inversa. Para fazer caixa frente ao rombo fiscal, o governo reintroduz velhos impostos e o Brasil tem a gasolina mais cara do mundo. O setor sucroalcooleiro caminha sobre fino gelo pois a competitividade do etanol de novo baseia-se em preços artificialmente altos. Assim caminha o governo: sem planejamento algum, apenas com remendos aqui e acolá sem objetivo de médio e longo prazo.

Não se conhece na história do Brasil um governo que tenha destruído tanta riqueza e primado pela mediocridade e soberba como a atual administração. Levaremos décadas para consertar os estragos causados por Dilma e sua trupe de incompetentes.

Já estão abertas as inscrições para o XXIII Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos Commodities Agrícolas. O curso será em São Paulo nos dias 14, 15 e 16 de abril. (Canal Rural 22/02/2015 às 07h: 00m)

 

Braskem e Petrobras não chegam a novo acordo

A Braskem, maior produtora de resinas das Américas, e a Petrobras, uma das duas acionistas majoritárias da petroquímica, ainda não chegaram a consenso sobre o contrato de suprimento de nafta que acaba no dia 28, apurou o Valor.

Representantes das duas empresas voltaram a negociar novo aditivo, depois de as conversas terem sido interrompidas pela mudança da diretoria da estatal, mas ainda não há decisão sobre a prorrogação dos termos atuais ou a assinatura de novo contrato de longo prazo.

A Petrobras confirmou que "as companhias ainda não convergiram na negociação da renovação do contrato e permanecem os esforços na busca de um acordo, considerando alternativas de curto ou longo prazo".

"Petrobras e Braskem vêm discutindo há cerca de um ano e meio a renovação do contrato de fornecimento de nafta. Permanecem as conversações envolvendo os representantes das duas empresas na busca de uma solução que seja satisfatória para ambas as partes"; informou.

O acordo original venceu há um ano e, desde então, foram celebrados dois aditivos de seis meses cada, diante do impasse relativo aos preços da nafta, principal matéria-prima da Braskem.

A Petrobras, que fornece 7 0% das 10 milhões de toneladas consumidas anualmente pela petroquímica, tenta repassar os custos com a importação do insumo, o que poderia elevar em 5% a 7 % os valores do contrato, de aproximadamente R$ 10 bilhões por ano.

A Braskem, por sua vez, luta pela redução dos preços, na esteira do barateamento de matérias-primas petroquímicas no mercado internacional.

A indefinição sobre o contrato, cujo vencimento em 28 de fevereiro coloca em risco o abastecimento de nafta à petroquímica, se arrasta há quase dois anos.

As negociações em torno de um novo acordo de longo prazo tiveram início em 2013 e foram prejudicadas inicialmente pelas investigações da Operação Lava Jato e recentemente com a saída da direção da estatal.

Há dez dias, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, disse que a tendência, devido ao prazo apertado para retomada das negociações com a nova diretoria de Abastecimento da estatal, seria a adoção do terceiro aditivo ao contrato, com os mesmos termos firmados no fim de agosto, quando houve a segunda prorrogação.

Porém, ainda não há consenso sobre o acordo, que manteria em aberto os preços da nafta adquirida da estatal - o valor efetivo do insumo somente será conhecido quando as empresas definirem a fórmula de preços do novo contrato de longo prazo.

Na quinta-feira, a tonelada da nafta CIF ARA (Amsterdã-Roterdã-Antuérpia) era negociada a US$ 500,7 5, com alta de 20,7 % desde o início do ano, impulsionada pela recuperação dos preços do petróleo.

Em janeiro, porém, a matéria-prima atingiu o piso dos últimos 12 meses, com valores bem próximos a US$ 350 por tonelada.

Até o fim de agosto do ano passado, os preços pagos pela Braskem à Petrobras consideravam, entre outras variáveis, a média móvel da cotação nos três meses anteriores.

Segundo a Braskem, é impossível trabalhar com 100% de matéria-prima importada - hoje, só 30% vêm do exterior - e o repasse dos custos de importação pela Petrobras não é justo.

Pois, argumenta, eles decorrem da decisão da estatal de usar mais nafta de produção própria na mistura de gasolina tipo A, etanol e nafta, (usada como combustível) e lhe atender com insumo de terceiros. (Valor Econômico 23/02/2015)

 

Fundo do FGTS tem na Lava Jato mais de R$ 11 bi

O fundo FI-FGTS, que utiliza uma fatia de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) do conjunto de trabalhadores, tem mais de R$ 11 bilhões aplicados em empresas citadas na operação Lava Jato.

É mais de um terço do total de R$ 32 bilhões de recursos do fundo, que foi criado para investir em projetos de infraestrutura.

"A maioria das empresas desse setor [infraestrutura] estão na operação Lava Jato; é natural que seus projetos façam parte de um fundo com foco em infraestrutura", disse Marcos Vasconcellos, vice-presidente da Caixa. O banco é responsável pela gestão do FGTS e do FI-FGTS.

O maior investimento é em R$ 2,378 bilhões em debêntures (títulos de dívida de longo prazo) da Sete Brasil, fornecedora de navios plataformas e sondas para exploração da Petrobras no pré-sal.

O fundo também têm R$ 2,379 bilhões em ações da Odebrecht TransPort, e outro R$ 1,079 bilhão na Odebrecht Ambiental, ambas empresas de capital fechado do grupo Odebrecht.

O investimento mais arriscado até o momento é na OAS Óleo e Gás, em que o FI-FGTS tem R$ 800 milhões. O grupo atrasou pagamentos e deve pedir recuperação judicial nas próximas semanas.

Segundo Vasconcellos, o escândalo ainda não trouxe perdas ao fundo, que rendeu 7,71% em 2014.

O executivo afirmou que o FI-FGTS têm mais de R$ 10 bilhões em caixa para investir em projetos de infraestrutura. No entanto, teve de reduzir o apetite devido ao risco crescente das empreiteiras.

"Estamos esperando que novos players [empresas] voltem a participar da infraestrutura", disse.
O governo e a CVM estudam abrir o FI-FGTS para que os trabalhadores apliquem seu dinheiro como fizeram com ações da Vale e da Petrobras. (Folha de São Paulo 23/02/2015)

 

Crise da água em SP pode estar só no começo, diz NYT

Apesar de paradoxal para um país cuja "abundância de água é um orgulho nacional", a crise da falta de água em São Paulo pode estar apenas no começo. É o que sugere reportagem do jornal americano The New York Times publicada nesta semana.

A publicação compara a situação vivida pelos paulistanos com o cenário de cidades da Índia e do Paquistão, onde a população precisa literalmente "caçar" por água ou comprar o recurso no mercado negro. Por conta disso, São Paulo ainda não estaria vivendo o pior da crise, segundo análise de Steven Solomon, autor do livro "Water: The Epic Struggle for Wealth".

Para o jornal americano, as obras anunciadas pelo governo para aliviar o problema são ambiciosas e deveriam ser a última solução. O correto, segundo a publicação, seria ter adotado, há meses, medidas mais agressivas para reduzir o consumo e os vazamentos.

Em vez disso, o governo decidiu diminuir a pressão do abastecimento "semeando confusão e raiva entre os que não estão aptos a conseguir água", afirma a reportagem.

Segundo o New York Times, as razões para a crise vão desde o crescimento populacional desordenado na região, os vazamentos no sistema que fazem com que 30% da água seja perdida antes de chegar até as casas, a poluição dos rios Tietê e Pinheiros (cujo "aroma pode induzir a náusea nos pedestres") e até a destruição das florestas.

"Esse é um sistema de água que, claramente, não foi bem gerenciado", afirmou ao jornal o diretor de políticas urbanas de água do Stanford Woods Institute for the Environment, Newsha Ajami.

As chuvas acima da média dos últimos dias fizeram com que o Sistema Cantareira recuperasse o mesmo percentual do final de novembro passado. No entanto, ao que tudo indica, a crise ainda está longe do seu fim.

Nesta tarde, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que o aumento recente do nível de todas as represas são notícias positivas, mas que não é possível dizer ainda se o rodízio do fornecimento será evitado. (Exame.com 20/02/2015)

 

Commodities Agrícolas

Algodão: Vendas canceladas: O desempenho ruim do comércio de algodão americano para o exterior na semana retrasada ditou a queda das cotações da pluma na bolsa de Nova York na sextafeira, ainda que o movimento tenha sido atenuado no fim do pregão. Os lotes para maio fecharam com baixa de 3 pontos, a 64,66 centavos de dólar a libra-peso. Entre os dias 6 e 12, os Estados Unidos mantiveram o mesmo nível de volume de algodão negociado para o exterior, mas registraram mais cancelamentos - 15,17 mil toneladas - devido principalmente a uma disputa com a Turquia. O dado pressionou as cotações ao longo do dia, mas a queda foi reduzida no fim da sessão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,09%, para R$ 1,6962 a libra-peso.

Soja: Mais estoques: A soja devolveu na sexta-feira os ganhos que obteve na bolsa de Chicago na sessão anterior. Os papéis para maio fecharam a US$ 10,0225 por bushel, recuo de 9 centavos. O Departamento de Agricultura do país (USDA) projetou que os estoques finais da oleaginosa em 2015/16 chegarão a 11,7 milhões de toneladas, ante as 10,48 milhões esperadas ao fim do ciclo atual. A estimativa indica um cenário de oferta mais folgada, aliviando a pressão que poderá vir de uma ligeira redução de área plantada, também prevista pelo USDA. A redução de 32% nos embarques semanais americanos de soja, a alta do dólar e o recuo nos preços do petróleo também influenciaram as cotações em Chicago. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca no Paraná ficou em R$ 61,57 , alta de 0,24%.

Milho: Lucros no bolso: A projeção de redução dos estoques de milho nos Estados Unidos não foi suficiente para sustentar os preços do grão em Chicago, que sucumbiu a um movimento de realização de lucros na sexta-feira. Os contratos da commodity com vencimento em maio fecharam em queda de 4,7 5 centavos, a US$ 3,93 por bushel. Depois de elevar sua estimativa para a área plantada com milho em 2015/16 nos EUA, o Departamento de Agricultura americano (USDA) projetou uma diminuição dos estoques finais do país na próxima temporada - para 42,85 milhões de toneladas, ante as 46,41 milhões de toneladas previstas para o fim de 2014/15. No mercado doméstico, o indicador de preços Esalq/BM&FBovespa para o milho registrou elevação de 0,60% na sexta-feira, a R$ 28,35 a saca de 60 quilos.

Trigo: Piso em três semanas: Os preços do trigo registraram um forte tombo na sexta-feira nas bolsas dos Estados Unidos refletindo notícias baixistas no mercado. Em Chicago, os lotes para maio fecharam a US$ 5,07 o bushel, o menor valor desde o dia 2, recuo de 12,5 centavos. Em Kansas, que concentra a negociação do trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento cederam 7 ,25 centavos, para US$ 5,3825 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou aumento dos estoques finais de trigo no país em 2015/16, para 20,7 7 milhões de toneladas. Além disso, as vendas externas de cereal dos EUA caíram 35% entre os dias 6 e 12, reflexo do preço elevado. No mercado doméstico, a cotação média do trigo no Paraná subiu 0,22%, para R$ 31,24 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 23/02/2015)