Setor sucroenergético

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Liquidez melhora e firma preço interno do açúcar

Movimento foi registrado mesmo diante da queda na cotação internacional da commodity em Nova York.

O mercado interno de açúcar recuperou liquidez nos últimos dias, movimento que ajudou a sustentar as cotações. Foi o que divulgou nesta terça-feira (24/2) o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nesta segunda-feira (23/2), o indicador para o açúcar cristal, com base no mercado de São Paulo, fechou a R$ 50,26 a saca de 50 quilos. O valor representa uma alta de 0,54% em relação ao dia 18, Quarta-feira de Cinzas, quando houve a retomada dos negócios depois do período de Carnaval.

A valorização interna do produto ocorreu em um momento de queda dos preços da commodity no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, o contrato para março de 2015 caiu de US$ 0,1514 para US$ 0,1433 por libra-peso entre os dias 17 e 23 de fevereiro.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, os negócios na bolsa americana foram pressionados por chuvas em regiões canavieiras do Brasil e pelo anúncio de subsídios às exportações do produto por parte da Índia. (Globo Rural 25/02/2015)

 

Agronegócio prepara estudo sobre logística brasileira

O Comitê de Logística da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) prepara levantamento, que deverá ser debatido em junho próximo, sobre a situação atual da logística nacional, identificando os gargalos e propondo soluções para os problemas. A informação é do presidente do comitê, Renato Casali Pavan, acrescentando que a proposta e discutir essa análise com outros setores da economia, como a parte industrial ligada ao agronegócio. “A ideia é levar esse documento como uma posição de todo o setor e buscar a parceria com os governos estaduais e federal.”

Segundo ele, a união dos ministérios da Agricultura, Portos e dos Transportes é bem-vinda, mas não resolve o problema da competitividade, “que só é alcançada com o uso dos modais de menor custo e poluentes”. Por isso, critica a falta de decisão política de investir em hidrovia e ferrovia. “O Brasil investe em logística apenas 0,5% do PIB, enquanto a China, Índia, Rússia e outros de 3 a 5%”, constata.

Pavan informa que a perda do agronegócio com a logística pouco eficiente e eficaz chega a 10% da safra, sendo 5% na colheita por não ter o armazém na propriedade, colhe mais seco ocasionando essa perda, 2% pela perda da qualidade porque fica na fila das cooperativas, indústrias e armazéns gerais fermentando e outros 3% pelo pagamento a maior pelo transporte pela alta demanda por caminhão no período da colheita. “No período da bonança ninguém se preocupava com isso, mais agora 10% faz falta”, observa. Ele explica que o Banco do Brasil está financiando armazém com valores altamente subsidiado. “Com o preço médio da soja e do milho da ordem de R$ 700,00 por tonelada, para uma safra de 200 milhões grosso modo a perda é da ordem de R$ 14 bilhões por ano”. (Portogente 25/02/2015)

 

A hora da verdade para a cadeia produtiva sucroenergética

A criação do projeto ‘Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética’, que reúne os trabalhadores, fornecedores de cana, indústria de base e usineiros, pode alavancar um setor que outrora vigoroso, caminha a passos largos para a sua extinção. Se nada mudar, teremos com a cana-de-açúcar o que já ocorreu com as seringueiras no ciclo da borracha.

Buscar o entendimento e o convencimento num setor tão importante e vital para a sociedade e economia brasileiras não é tarefa fácil. Há muita miopia e interesses de determinados e conhecidos atores que buscam apenas resguardar seus interesses próprios.

O último exemplo foi a divisão de opiniões que surgiram quando o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, na condição de então presidente do Conselho Deliberativo da Única – União da Indústria da Cana-de-Açúcar, veio à mídia para defender um ‘Proer’ para as usinas.

Junto a seus pares, houve resistência quanto à proposta o que indignou, e com razão, Roberto Rodrigues a deixar a entidade. A sucessão de erros e estratégias falhas adotadas nos últimos anos pelos usineiros ajudou a levar a cadeia produtiva ao colapso. É claro que para tanto também contribuiu, e muito, a inação da presidente Dilma Rousseff para contribuir para que o caos tomasse conta de tudo.

A postura anunciada pelo governador Geraldo Alckmin na reunião de líderes sindicais trabalhistas da Força Sindical, na audiência da última terça-feira no Palácio dos Bandeirantes, engajando-se na formação da “Frente dos Governadores dos Estados Produtores de Cana-de-Açúcar”, traz novo vigor ao projeto e tira do cenário aqueles que, por interesses próprios, se opunham à iniciativa.

O impacto do movimento promovido no último dia 27 de janeiro em Sertãozinho, quando a cidade parou e cerca de 20 mil pessoas foram às ruas para protestar, mais a organização da “Marcha à Brasília”, ainda não mudaram o estilo de gestão da presidente Dilma Rousseff.

Prova disto é a sua postura apática e impatriótica em relação ao anúncio oficial do aumento da mistura do anidro à gasolina de 25% para 27%. Todas as partes desta discussão muito bem conduzida pelo ministro Chefe da Casa Civil, Aloysio Mercadante, chegaram ao entendimento. Infelizmente Dilma mantém engavetado este pleito que representa um aumento de 1 bilhão de litros anuais no mercado de etanol do País.

Nossa expectativa é que outras medidas não tenham que esperar o recrudescimento das ações já propostas pelo projeto de ‘Governança Corporativa’, dentre eles o boicote ao início da safra canavieira 2015/2016. O caos que se assiste lamentavelmente com a greve dos caminhoneiros será pequeno perto do que pode ocorrer com o risco de desabastecimento total dos combustíveis nos postos brasileiros.

O projeto de ‘Governança Corporativa’ traz consigo também um ‘Road Show’ que será promovido nas principais regiões canavieiras do País e que servirá para levar aos produtores, trabalhadores, empresários e investidores, novas tecnologias de gestão agrícola, industrial, administrativa, financeira e de TI.

Pela primeira vez na história do País, esta tecnologia será oferecida gratuitamente e todos poderão ter acesso ao que há de inovação e novidades para o aumento da produtividade e redução de custos. Vale ressaltar que só sobreviverão neste mercado da agroenergia, dos biocombutíveis, da bioeletricidade e da química verde quem for realmente competente e capaz de compreender os riscos que o setor tem com os preços do petróleo abaixo do US$ 60 o barril (Evandro Ávila é empresário e coordenador do projeto ‘Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética)

 

Leilão de gasoduto atrai mais de dez empresas

Em meio aos desdobramentos da Operação Lava-Jato sobre a Petrobras e seus fornecedores, o governo federal se prepara para realizar nos próximos meses o primeiro leilão de um gasoduto sob regime de concessão do país.

Apesar do clima de incerteza, o Valor apurou que mais de dez empresas procuraram a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ao longo dos últimos meses, interessadas em participar da licitação. Companhias como as espanholas Abengoa e Gas Natural Fenosa, as brasileiras Cosan e JMalucelli e empreiteiras de menor porte como as paranaenses Pattac e Construtora Elevação são algumas das empresas que têm monitorado de perto as primeiras fases da licitação do projeto Itaboraí-Guapimirim, gasoduto de 11 km, no Rio.

Algumas empreiteiras envolvidas nas investigações da Polícia Federal, como a Galvão Engenharia e GDK, também chegaram a participar da fase de consulta pública do pré-edital do leilão.

A percepção no setor é que devido ao pequeno porte do gasoduto ofertado, a licitação consiga atrair substitutos para as empreiteiras citadas nas investigações da Polícia Federal.

"A Operação Lava-Jato pode criar uma inibição natural em determinadas empresas, mas afeta apenas uma pequena parcela de potenciais participantes", diz a superintendente de promoção de licitações da ANP, Claudia Rabello. "Certamente mais de dez empresas nos procuraram ao longo desse processo."

O diretor-técnico da consultoria Gas Energy, Ricardo Pinto, afirma que o gasoduto, por ser um projeto de pequena complexidade e baixo volume de capital, abre espaço para empresas menores.

Quem arrematar a concessão do gasoduto Itaboraí-Guapimirim terá de investir R$ 112,32 milhões, segundo o investimento estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A receita anual máxima do empreendimento, por sua vez, foi fixada pela ANP em R$ 20,57 9 milhões. O consultor, contudo, não acredita que o interesse na concorrência se limite a pequenas construtoras.

"Para uma grande empreiteira não é um projeto grande, mas essas empresas podem entender que participar da primeira licitação de gasodutos do país é um aprendizado. É um projeto de baixo risco e pode servir de laboratório para futuras licitações", diz Pinto.

Outra empresa que também tem interesse na licitação é a Transpetro, que opera os dutos da Petrobras.

A subsidiária da estatal espera se valer de sua expertise e fechar com a vencedora da licitação um contrato para operação remota do gasoduto Itaboraí-Guapimirim, a partir de seu Centro Nacional de Controle Operacional, no Rio.

A empresa já possui contratos para operação de dutos de terceiros. O projeto Itaboraí-Guapimirim visa escoar o gás das futuras unidades de processamento de gás natural (UPGNs) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) até o gasoduto Gasduc 3, que conecta o polo de produção de Cabiúnas, em Macaé, até a refinaria Reduc, em Duque de Caxias.

A redução dos investimentos e a revisão do plano de negócios da Petrobras, contudo, geram incertezas sobre o aproveitamento do gasoduto.

O temor é que o projeto, previsto para entrar em operação 13 meses após a assinatura do contrato de concessão, ainda em 2016, fique pronto antes das unidades de processamento do Comperj.

O risco desse descasamento dos cronogramas, contudo, é da Petrobras, que contratou o serviço de transporte e, se não concluir a tempo as obras das UPGNs, terá de arcar com o pagamento do serviço sem poder comercializar o gás.

Há, ainda, dúvidas de quando o gasoduto passará a transportar sua capacidade máxima, de 17 milhões de metros cúbicos por dia, diante da expectativa de que a Petrobras reveja sua curva de produção.

Segundo uma fonte do mercado de distribuição, a expectativa é que a Petrobras utilize o gás transportado pelo Itaboraí-Guapimirim para deslocar o consumo de GNL importado nas termelétricas.

Apesar do cenário pouco otimista para o setor de óleo e gás, a licitação do gasoduto Itaboraí-Guapimirim marca não só a estreia do regime de concessão no transporte de gás, como também inicia o processo de desverticalização da indústria brasileira de gás natural.

Dona de praticamente todos os gasodutos do país, a Petrobras decidiu participar do projeto como carregadora (que contrata a capacidade de um duto).

A estatal contratou, sozinha, toda a capacidade do Itaboraí-Guapimirim, o que a impede de participar na construção e operação do gasoduto, segundo a regulamentação vigente. (Valor Econômico 26/02/2015)

 

OIA prevê superávit de 620 mil toneladas de açúcar na temporada 2014/15

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) elevou nesta quarta-feira, 25, sua estimativa de superávit do produto na temporada 2014/15, para 620 mil toneladas, ante 473 mil toneladas da última estimativa, de novembro. Já para 2015/16, a projeção ainda é de déficit.

A OIA espera que a produção na temporada 2014/15, iniciada em 1º de outubro, alcance o recorde de 172,1 milhões de toneladas, incremento de 0,6% na comparação com o ciclo anterior. "Projetamos uma produção recorde apesar da estimativa de queda em vários produtores importantes, como Brasil, China e Tailândia", afirmou a OIA em sua terceira avaliação de mercado divulgada na temporada 2014/15.

Por outro lado, a produção na Índia e na União Europeia deve ser maior do que era previsto anteriormente. Enquanto isso, o consumo mundial deve atingir 171,5 milhões de toneladas na temporada atual, volume 1,8% maior que o observado no ano-safra anterior.

A OIA confirmou sua projeção de que a próxima temporada será de déficit de açúcar no mercado global, após seis anos de excedentes. Em novembro, a estimativa era de que a demanda iria cair de 2 milhões a 2,5 milhões de toneladas. Essa projeção será revisada apenas no próximo relatório, que será divulgado em maio.

No entanto, a OIA apontou que o impacto do déficit não deve ser sentido no mercado até que os estoques do produto diminuam. Os estoques globais de açúcar devem alcançar 79,885 milhões de toneladas ao final da temporada 2014/15."Apesar de a OIA ainda esperar um déficit global em 2015/16, uma recuperação significativa nos preços não deve acontecer antes de uma redução substancial nos níveis dos estoques", diz a Organização. (Down Jones 25/02/2015)

 

'Efeito greve' sobre preço da soja perde força

O desbloqueio de algumas estradas que estavam fechadas por caminhoneiros no Brasil reduziu ontem as preocupações dos investidores com eventuais atrasos nas exportações de produtos agrícolas do país, o que levou os preços de algumas commodities a registrarem queda nas bolsas americanas.

As cotações da soja, que na terça-feira apresentaram forte valorização no pregão de Chicago, registraram queda, enquanto os preços do açúcar perderam sustentação e tombaram na bolsa de Nova York.

Os contratos da oleaginosa com vencimento em maio, que ocupam a segunda posição de entrega - normalmente os de maior liquidez -, fecharam em baixa de 0,7 8%, ou 8 centavos, cotados a US$ 10,107 5 o bushel, e devolveram boa parte da alta de terça-feira.

Já os papéis do açúcar demerara de segunda posição, também com vencimento em maio, tiveram desvalorização de 2,54%, ou 36 pontos, e fecharam a 13,7 9 centavos de dólar a libra-peso - patamar que não era registrado desde setembro de 2014.

Ontem pela manhã, a Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo retirou os manifestantes que bloqueavam a rodovia Anchieta no acesso ao porto de Santos.

Na terça-feira, vários caminhões com soja não conseguiram chegar ao porto por causa do protesto.

Os investidores temiam que os compradores da soja brasileira no exterior cancelassem contratos se houvesse atraso no carregamento dos navios.

A situação também preocupava os investidores do mercado de açúcar, uma vez que o produto já costuma competir nesta época do ano com o transporte de soja e milho, que estão neste momento no auge da colheita.

Porém, analistas consultados pela agência estatal chinesa Xinhua afirmaram que é pouco provável que as processadoras de soja na China cancelem contratos da oleaginosa brasileira, já que o país tem amplos estoques do grão e conseguiu garantir um bom abastecimento antes do feriado local do Ano Novo Lunar, que se estendeu até terça-feira.

Analistas também reportaram, finalmente, um forte volume de vendas por parte dos produtores de soja brasileiros e americanos nas negociações de ontem.

Dessa forma, os investidores e fundos que atuam no mercado futuro da soja tentaram embolsar os lucros registrados no dia anterior, forçando uma desvalorização da commodity.

No caso do açúcar, a queda dos preços também foi influenciada pela divulgação da estimativa da Organização Internacional do Açúcar de superávit de oferta de 620 mil toneladas na safra atual e pela elevação do dólar, que favorece as exportações brasileiras. (Valor Econômico 26/02/2015)

 

Basf investe em soluções de eficiência energética e lança plataforma para discutir desafios globais

Como parte das comemorações de 150 anos da Basf, a companhia alemã lançou recentemente o Space Creator, uma plataforma online interativa para discutir temas que envolvem grandes desafios globais, em busca de soluções inovadoras, com destaque para novas ideias que tragam mais eficiência energética para o mundo.

Além disso, a plataforma também trata de temas como vida urbana (assuntos ligados a crescimento populacional, infraestrutura e habitação) e alimentação (produção sustentável de alimentos).

A gerente de comunicação da Basf no Brasil, Rosa Bafile, destacou o esforço da companhia para atrair mais pessoas para a iniciativa, e listou outros projetos da empresa voltados a solucionar desafios globais, como o Basf Smart Forvision, carro desenvolvido em parceria com a Smart, que tem autonomia garantida através de painéis fotovoltaicos, e pequenas ideias que reduzam o consumo energético no dia a dia. (Agrolink 26/02/2015)

 

Governo pode refinanciar dívida do setor

Preocupado com o impacto econômico e político do bloqueio de estradas, o governo está disposto a sancionar a lei que atende interesses de caminhoneiros e a refinanciar dívidas de motoristas.

Segundo a Folha apurou, a ordem de Dilma é resolver o impasse o mais rápido possível.

O governo, porém, teve dificuldades nos últimos dias para resolver o problema porque não conseguia identificar líderes que respondessem por todo o conjunto de manifestantes.

Nos bastidores, integrantes do Executivo afirmavam nesta terça (24) que empresas ligadas ao setor estavam por trás de algumas das barricadas em diferentes Estados, mas não identificaram quais.

Para tentar dar um fim ao bloqueio de estradas, o ministro da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto, responsável pelo diálogo com movimentos sociais, coordenará uma reunião entre representantes de caminhoneiros e do setor empresarial nesta quarta (25).

O governo apresentará propostas sobre a prorrogação de linhas do programa de crédito do BNDES chamado ProCaminhoneiro --que já está sob análise-- e a regulamentação da Lei dos Caminhoneiros, aprovada pelo Congresso.

A diminuição do preço do diesel, uma das reivindicações centrais dos motoristas, contudo, não está em discussão.

"Estamos confiantes de que, com a agenda que estamos propondo, [vamos criar] uma relação muito positiva, de diálogo", disse Rossetto. (Folha de São Paulo 25/02/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Piso em mais de um ano: Uma "tempestade perfeita"atuou ontem sobre o mercado futuro do café, que voltou aos menores valores em mais de um ano na bolsa de Nova York. Os lotes do grão arábica para maio fecharam a US$ 1,4345 a libra-peso, queda de 545 pontos, ou 3,66%. A alta do dólar frente o real exerceu forte influência, já que favorece as vendas do Brasil, o maior exportador mundial do grão. O clima brasileiro também voltou a pesar sobre os preços, já que as chuvas estão mais constantes no cinturão produtor e "espera-se ocorrência de chuvas significativas em todas as regiões mineiras, assim como o declínio das temperaturas no Estado"nos próximos seis dias, segundo o Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o arábica caiu 2,95%, a R$ 432,93 a saca.

Algodão: Alta isolada: Na contramão das demais commodities agrícolas, os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York pelo segundo dia seguido. Os lotes para maio fecharam com alta de 64 pontos, a 65,55 centavos de dólar a libra-peso, o maior valor desde 17 de setembro de 2014. O avanço ocorre por causa dos apertados estoques certificados na ICE Futures, embora a oferta global siga confortável. Há também otimismo com a economia dos Estados Unidos após o discurso de terça-feira da presidente do Fed, Janet Yellen. Indicações macroeconômicas positivas costumam impulsionar a pluma porque apontam para um aumento da demanda por produtos feitos com algodão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias teve leve queda de 0,01%, a R$ 1,7 07 3 a libra-peso.

Milho: Efeito trigo e etanol: As cotações futuras do milho cederam ontem na bolsa de Chicago, diante da pressão exercida pelo mercado de trigo e por uma menor produção de etanol nos Estados Unidos. Os papéis do cereal para maio fecharam com desvalorização de 0,45%, ou 1,7 5 centavo, a US$ 3,837 5 o bushel. O recuo das cotações do trigo afetou os contratos do grão, já que ambos concorrem enquanto matéria-primas para o setor de rações. Também pesaram informações da agência americana de energia de que a produção do biocombustível recuou 1,8% na semana encerrada dia 20, enquanto que, no mesmo intervalo, os estoques cresceram 2%, para 21,6 milhões de barris — o maior patamar desde abril de 2012. No mercado do Paraná, o preço médio da saca do milho ficou estável em R$ 21,61, conforme o Deral/Seab.

Trigo: Umidade à vista: Os futuros do trigo registraram queda ontem nas bolsas americanas, influenciados pelo clima favorável às lavouras nos Estados Unidos, pela valorização do dólar e diante do pessimismo com as exportações americanas. Os lotes do cereal para entrega em maio fecharam em Chicago em retração de 6,5 centavos, a US$ 4,97 25 o bushel, o menor valor desde 2 de fevereiro. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 7,25 centavos, para US$ 5,307 5 o bushel. A massa de ar frio que continua sobre o Meio-Oeste americano deverá provocar precipitações de neve de intensidade leve a moderada, o que pode adicionar umidade às lavouras do cereal de inverno. No Paraná, a saca do trigo foi negociada ontem em queda de 0,10%, a R$ 31,17 , segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 26/02/2015)