Setor sucroenergético

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ATR: fevereiro tem alta de 0,79% no valor mensal e de 4,07% no acumulado

O Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana) divulgou na tarde desta sexta-feira (27) que o quilo de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrou alta de 0,79% no acumulado, cotado a R$ 0,4717 ante R$ 0,4680 em janeiro. O valor mensal teve valorização de 4,07%, passando de R$ 0,4952 para R$ 0,5154.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam em R$ 51,50 a tonelada, alta de 0,78% ante os R$ 51,10 a tonelada no mês passado. A cana esteira também subiu 0,78%, negociada a R$ 57,53 a tonelada contra os R$ 57,08. (UDOP 27/02/2015

 

Luís Pogetti (Copersucar) é o novo presidente do conselho deliberativo da Unica

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA) e suas empresas associadas elegeram Luís Roberto Pogetti como novo presidente do Conselho Deliberativo da entidade. Presidente do Conselho de Administração da Copersucar, maior trading de etanol e açúcar do mundo, Pogetti substitui o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que ocupou o cargo até o início deste mês. Já Elizabeth Farina permanece na Presidência Executiva da associação, cargo que ocupa desde novembro de 2012.

Pogetti também é presidente do Conselho de Administração da Alvean Sugar e da Eco-Energy Biofuels, além de integrar o Conselho de Administração da Logum Logística. Em janeiro de 2011, assumiu a presidência do Conselho de Administração do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). (Agência Estado 27/02/2015)

 

Anidro pode gerar receita R$ 350 milhões menor

Usinas de etanol e distribuidoras de combustíveis travam neste momento uma queda de braço para definir em contrato o preço do anidro que será misturado à gasolina nos próximos 12 meses, contados a partir de abril. Com os tanques cheios de produto e, em alguns casos, dificuldade de caixa, as usinas entram na negociação com desvantagem. Se a proposta das distribuidoras prevalecer, a perda de receita pode atingir R$ 350 milhões.

Pelas regras da Agência Nacional de Petróleo (ANP), até 30 de março as distribuidoras precisam apresentar ao órgão regulador contratos de aquisição de 70% do anidro que vão misturar nos 12 meses - com base no consumo dos 12 meses anteriores. Em isso feito, essas empresas adquirem o direito de comprovar a aquisição de outros 20% até 1º de junho, cumprindo, portanto, a determinação de deixar "em aberto" apenas 10% da demanda projetada.

No ciclo 2014/15, usinas e distribuidoras acordaram que o valor de realização dos contratos de anidro seria o preço do hidratado adicionado de um prêmio de 13% - fórmula aplicada semanalmente, na medida em que a entrega do produto ia sendo feita. A existência de um prêmio entre os dois produtos tem como princípio o valor agregado de um sobre o outro. O anidro é um etanol puro, que passa por desidratação para eliminar o máximo de água. Por isso, também tem um custo maior que o do hidratado.

No entanto, de abril de 2014 até janeiro deste ano, esse prêmio se realizou em 11% - considerando a média ponderada de preços do anidro e do hidratado, conforme cálculos da trading Bioagência, com base em dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

Por isso, agora, as distribuidoras pressionam por um prêmio menor. A percepção do diretor da Bioagência, Tarcilo Rodrigues, é a de que esse adicional vai recuar, mas para patamares entre 11,5% e 12,5%. Nas contas de Rodrigues, o valor absoluto do prêmio vai se manter estável se o martelo for batido a 12%. Isso porque, o menor prêmio em percentual será compensado por uma base de cálculo maior, uma vez que a alta da gasolina puxou os preços do etanol. Entre abril de 2014 até janeiro de 2015, o preço médio mensal do hidratado foi de R$ 1,28 por litro, o que significou, a um prêmio de 13%, um adicional de R$ 0,17 para o anidro.

A projeção da Bioagência para o preço médio do hidratado para 2015/16 é de R$ 1,41 por litro, o que, adicionado de um prêmio de 12%, significará um anidro a R$ 1,58, ou R$ 0,17 de ganho por litro.

Mas a condição financeira das usinas, agravada pelo alto risco de crédito desse setor, tende a dar mais conforto às distribuidoras na negociação que se intensifica agora, em março, explica o analista da FCStone, Bruno Lima. "Muitos grupos usam esses contratos de venda de etanol como garantia para empréstimos".

Ele esclarece que poucos contratos foram fechados até agora. Mas já foram observados negócios ao prêmio de 11%. "Se esse percentual, de fato, cair de 13% para 11%, a perda de receita para as usinas será de R$ 350 milhões", calcula Lima, considerando que o mercado brasileiro de anidro é estimado em R$ 20 bilhões. Ele observa ainda que, em março, a necessidade de levantar recursos é ainda maior para as usinas, pois é o limite da entressafra.

A disputa no mercado de contratos, reflete o clima de negociações no físico, compara o especialista da FCStone. Na terceira semana de fevereiro, o litro do etanol anidro foi negociado a R$ 1,58. Nos sete dias seguintes, esse patamar recuou R$ 0,10 por litro, diante da dificuldade das usinas de sustentar preços.

Pesa ainda, segundo ele, o fato de que os tanques das usinas estão mais cheios. Nos cálculos da consultoria, ao fim de março, os estoques de etanol no Centro-Sul serão de 2,8 bilhões de litros, contra os 1,6 bilhão de litros de um ano atrás. As estimativas consideram uma mistura de 25% de anidro na gasolina e não inclui as eventuais transferências do produto para o Norte e Nordeste.

Apesar das indefinições frente à proposta de aumento da mistura para 27%, o mercado já negocia considerando a mudança. No entanto, explica Lima, essa instabilidade também aprofunda a fragilidade das usinas para negociar.

Em 2014, com o percentual de 25% na gasolina, o consumo de etanol anidro no país foi de 11,096 bilhões de litros, segundo a ANP, 14,5% mais que em 2013.

O crescimento do consumo do chamado "Ciclo Otto" - que considera a gasolina, o etanol anidro e o hidratado - foi de 7,5% ano passado. Esse avanço deve arrefecer em 2015, diante do aumento dos preços dos combustíveis e à desaceleração da economia brasileira. "Ainda assim, acredito que o aumento em 2015 será, de pelo menos, 4,5%", avalia o diretor da Bioagência. (Agência Estado 02/03/2015)

 

Açúcar: Vencimento de contrato

O foco das negociações do mercado de açúcar na sexta-feira na bolsa de Nova York foi a expiração do contrato de vencimento em março, que pressionou todos os papéis.

Os lotes para maio fecharam em baixa de 22 pontos, a 13,77 centavos de dólar a libra-peso.

A pressão veio do volume recorde entregue. Houve a entrega de 1,015 milhão de toneladas da commodity, das quais 730 mil do Brasil.

Foi o maior volume desde 2011. As cotações do açúcar também foram pressionadas mais uma vez pelas chuvas no Centro-Sul do Brasil e pela valorização do dólar perante o real, que favorece as exportações do país (maior exportador global).

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 0,16%, para R$ 49,94 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 02/03/2015)

 

Juiz determina perícia nos balanços da Ruette

SÃO PAULO - O juiz Ayman Ramadan, da Vara Cível de Monte Azul Paulista (SP), determinou que seja realizada uma perícia prévia na documentação apresentada à Justiça no pedido de recuperação protocolado na última terça-feira pelo grupo sucroalcooleiro Antônio Ruette Agroindustrial, com sede em Paraíso (SP).

O magistrado deu um prazo de cinco dias, a contar da retirada dos autos em cartório, para que a perícia seja apresentada.

O juiz argumenta que o objetivo não é fazer uma análise aprofundada, mas apenas verificar da “correspondência mínima” existente entre os dados apresentados pela Ruette e a sua “realidade fática”.

A decisão judicial, tomada ontem a noite e publicada hoje no site do Tribunal de Justiça de São Paulo, visa a atender o questionamento de alguns credores que protocolaram ontem na Vara de Monte Azul uma petição contestando a necessidade de o grupo Ruette pedir recuperação judicial.

Conforme o advogado de alguns dos credores, Domício Santos Neto, do Santos Neto Advogados, as informações prestadas pelo grupo à Justiça não indicam falta de liquidez. “O grupo informava R$ 50 milhões em caixa, R$ 198 milhões em estoques e um índice de liquidez acima de 1”, afirma. Na sua avaliação, a empresa tem a intenção de usar o Judiciário para forçar os bancos a reverem seus créditos em uma posição mais enfraquecida.

 

Entrega de açúcar na bolsa de NY bate recorde em março

SÃO PAULO  -  A expiração do contrato de março de açúcar demerara na bolsa de Nova York gerou uma entrega recorde da commodity aos compradores do contrato na bolsa, surpreendendo o mercado. Conforme a analista Ana Carolina Ferraz, da trading Czarnikow, o volume entregue foi o maior desde 2011.

Ao todo, foram 1,015 milhão de toneladas, dos quais 730 mil toneladas do Brasil. O restante, foi entregue por países da América Central. “O mercado ainda vai digerir essa entrega tão forte e seu impacto para o próximo vencimento. Teremos notícias nos próximos dias”, explicou Ana Carolina.

As entregas foram feitas pelas tradings Noble, Olam, Czarnikow, CSC, Alvean, Bunge, Louis Dreyfus e Toyota. Duas tradings receberam: EDF&Man e Sucden.

Para o diretor da consultoria Archer Consulting, Arnaldo Correa, esse grande volume de entrega ,mostra uma certa “fragilidade” do mercado da commodity.

Normalmente, conforme ele, entregas volumosas de qualquer commodity em um contrato futuro, refletem a desolação do mercado físico quando vendedores não encontram outro porto seguro que não a própria entrega em bolsa. (Valor Econômico 01/03*/2015 às 17h: 05m)

 

Sucden e ED&F Man devem receber de 1 mi t de açúcar no vencimento de contrato

A Sucres & Denrees (Sucden) e a ED&F Man deverão receber cerca de 20 mil lotes, ou pouco mais de 1 milhão de toneladas de açúcar bruto, entregues contra o contrato de março na ICE Futures de Nova York, que expirou nesta sexta-feira, disseram operadores.

As origens devem incluir a América Central e Brasil.

A entrega, avaliada em cerca de 312 milhões de dólares, com base no fechamento de sexta-feira, seria a maior desde outubro de 2013, quando a Louis Dreyfus Commodities comprou o maior volume contra o contrato em pelo menos 24 anos.

Os comerciantes não puderam comentar imediatamente o assunto. A bolsa vai divulgar dados oficiais na segunda-feira. (Reuters 27/02/2015)

 

Moagem de cana deve chegar a 571,02 milhões de toneladas, aponta FCStone

A safra brasileira 2015/16 de cana-de-açúcar no Centro-Sul começa tentando se afastar do fantasma da temporada anterior, quando as usinas sofreram devido à falta de chuva e à remuneração relativamente baixa oferecida pelos principais produtos da cana.

Segundo estimativa divulgada pela consultoria FCStone a moagem de cana-de-açúcar deve atingir 571,02 milhões de toneladas no próximo ciclo, número muito semelhante à safra anterior, de 570, 1 milhões de toneladas. ‘Além da capacidade industrial, outra variável importante para definir a capacidade efetiva de moagem de cada região é o número de dias de chuva, que normalmente limita a operação das usinas’, afirmou a consultoria, em relatório.

Quanto ao Açúcar Total Recuperável (ATR), foram estimados 77,1 milhões de toneladas, 1% a menos do que no acumulado da safra 2014/15. O rendimento industrial médio de 135 kg de açúcares recuperáveis por tonelada de cana foi calculado de acordo com as perspectivas de um ciclo de chuvas mais próximo das médias históricas, já que a variável é muito sensível à quantidade de chuva ao longo da safra.

Apesar do momento precoce do ciclo, em que a maior parte das usinas não tomou decisões definitivas quanto ao mix de produção, a FCStone estima elevação do mix alcooleiro para 57,7%, deixando apenas 42,3% da matéria-prima para a produção de açúcar. Essa seria a menor participação do adoçante desde 2008, mas ainda dentro do que consideramos ser o limite técnico para o mix.

O maior temor das usinas para safra que se inicia neste ano era a repetição das condições climáticas que prevaleceram na temporada anterior e uma segunda quebra consecutiva. Nesse sentido, a maioria das usinas têm registrado melhoria nas condições do canavial em relação à temporada anterior, apesar dos danos ao desenvolvimento causados pela baixa pluviosidade ao longo de 2014. (FC STONE 27/02/2015)

 

Distribuidoras ‘de aluguel’ avançam com etanol em SP

Participação de quatro empresas cresce seis vezes em cinco anos para quase 30% do maior mercado do país.

Quatro distribuidoras de etanol que atuam no estado de São Paulo alcançaram quase 30% de participação no mercado paulista em 2014, apesar de não terem vínculos com nenhuma rede de combustíveis. Segundo estatísticas do mercado de combustíveis, de 2010 para cá Petromais, Gran Petro, Monte Cabral e Petrozara saíram de uma participação de menos de 5% do mercado para 29,5% no ano passado. Fontes do setor alegam que a explicação para esse crescimento seria a concorrência desleal, com a venda de produtos a preços abaixo do custo. "Causa estranheza que distribuidoras sem tradição e sem postos de combustíveis tenham alcançado uma participação tão expressiva no mercado paulista em tão pouco tempo.
Isso só seria possível se o combustível fosse roubado — o que não é o caso — ou se elas deixarem de recolher integral ou parcialmente os impostos que cabem à distribuidora", diz uma fonte que pediu para não se identificar. Hoje, a maior parte da evasão sobre o etanol hidratado se dá sobre o ICMS que, no estado, equivale a R$ 0,08 por litro sobre as companhias que recolhem seus impostos. A prática é adotada por distribuidoras que fazem todo trajeto de compra do combustível, da usina até o posto, sem pagar tributos, uma ação conhecida como "barriga de aluguel": em geral empresas criadas em nome de laranjas, que não têm estrutura comercial e atuam por meio de corretores autônomos.

Calcula-se que o país deixa de arrecadar, a cada ano, mais de R$ 1 bilhão em impostos apenas com a venda de etanol. "Além de ser nociva ao país, que deixa de receber tributos, a concorrência se torna desleal, já que essas distribuidoras vendem abaixo do preço de custo e conseguem, com isso, abocanhar uma parte significativa do mercado de etanol", aponta a fonte. Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), em novembro do ano passado, por exemplo, a diferença de preço praticado pela Petromais e o custo para margem bruta zero era de R$ 0,02. No caso da Gran Petro, a diferença era de R$ 0,05.

"No mercado de combustíveis, um ou dois centavos trazem uma vantagem competitiva bastante grande", diz o diretor de planejamento estratégico do Sindicom, Helvio Rebeschini. Coincidência ou não, a Petromais saiu de uma participação de 1,7% do mercado nacional em 2010 para 6,3% no ano passado. Só no estado de São Paulo essa participação foi de 10,7% em 2014, atrás apenas da BR Distribuidora, que concentra 19% do mercado paulista. Gran Petro, Monte Cabral e Petrozara abocanharam respectivamente 7,7%, 5,6% e 5,5%. Procuradas, Gran Petro e Petromais não retornaram os contatos da reportagem. A Petrozara informou que não iria se pronunciar e nenhum representante da Monte Cabral foi encontrado.

Prática vem desde abertura do mercado

Segundo a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) desde que o mercado de distribuição de combustíveis foi aberto à concorrência, na década de 1990, o estado vem enfrentando fraudes no mercado de etanol, mas age para inibir a prática. Em nota, a Sefaz afirma que avalia os pedidos de abertura de novas distribuidoras ou de alteração do quadro societário, principalmente pela análise criteriosa da capacidade financeira do sócio entrante. Essa medida é para impedir que interpostas pessoas (laranjas) entrem no quadro societário dessas empresas para blindar os reais proprietários de consequências tributárias, patrimoniais e penais de seus atos. "Além disso, acompanha rigorosamente as alterações cadastrais não informadas ao fisco, de forma a impedir o "alaranjamento" disfarçado das empresas", diz a nota.

Quando são constatadas tais práticas, são instaurados processos de cassação das inscrições estaduais, o que resulta no encerramento das atividades das empresas flagradas. A Sefaz-SP explica que, no caso específico do comércio de etanol hidratado, foi criado em 2009 o credenciamento das distribuidoras em situação regular perante o fisco, medida que obriga as distribuidoras não credenciadas (com dívidas tributárias já inscritas ou com autos de infração lavrados) a pagarem o imposto pela operação própria e pelas subsequentes a cada operação. O posto revendedor que adquire esse etanol hidratado deve exigir da distribuidora não credenciada o comprovante do pagamento do imposto destacado na nota fiscal emitida pela distribuidora, sob pena de ser considerado solidário pelo imposto não pago. (Brasil Econômico 02/03/2015)

 

Commodities agrícolas seguem sob pressão

Depois de mais um mês de saldo negativo para os preços praticados em Nova York, o açúcar estacionou no menor patamar de negociações desde abril de 2009 e reforçou sua condição de commodity agrícola com peso importante na balança comercial brasileira que mais perdeu valor nas principais bolsas americanas nos últimos cinco anos.

Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) mostram que a queda em relação a janeiro, a quarta seguida, foi de 5,44%. Em relação a fevereiro de 2014, o valor é 12,87% menor, e na comparação com fevereiro de 2010, chega a 43,9%.

A pressão, ampliada pela valorização do dólar, deverá perdurar nos próximos meses, já que é confortável a relação entre oferta e demanda no mercado global. Ainda que as estimativas disponíveis apontem para uma produção global menor que o consumo na safra 2015/16, que terá início em abril, há gordos estoques acumulados após quatro temporadas consecutivas de superávits.

Como os fundamentos sinalizam que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que o açúcar se recuperar de forma expressiva em Nova York, os movimentos dos fundos especulativos que atuam nesse mercado têm ajudado a reforçar a tendência descendente.

Conforme relatório divulgado na sexta-feira pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos ("managed money") encerraram a semana de 24 de fevereiro com uma posição líquida vendida - que indica a aposta na queda das cotações - de 37.095 contratos (entre futuros e opções) de açúcar demerara na bolsa de Nova York, bem acima do saldo de 6.220 contratos vendidos da semana anterior.

Também no caso do café, a percepção dos especuladores é que o cenário climático desta safra nas regiões produtoras do Brasil (maior fornecedor mundial do grão) está menos rigoroso que o da anterior. Com isso, as apostas na valorização do arábica perderam ímpeto em Nova York e o saldo líquido de compra caiu 49% na semana até o dia 24, para 8.167 contratos.

Nesse contexto, e também sob influência da valorização do dólar - essa pressão paira sobre todas as commodities negociadas nas bolsas americanas -, a cotação média dos papéis de segunda posição encerraram fevereiro em queda de 7,99% sobre janeiro, e em relação a fevereiro do ano passado a valorização foi reduzida para 1,59%.

O suco de laranja também registrou forte queda sobre janeiro em Nova York (7,19%), ainda sob o peso da demanda em queda nos EUA. E, sem muitas novidades do lado dos fundamentos, os investidores reforçaram a expectativa de retração.

De acordo com a CFTC, a posição líquida de venda da commodity passou a 2.921 contratos, bem acima do saldo de 790 contratos vendidos na semana até o dia 17. Também vale observar que, de modo geral, as regiões produtoras da fruta em São Paulo e na Flórida, que abrigam os dois maiores parques citrícolas do mundo, apresentam condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento dos pomares.

Já com o cacau, que subiu 1,01% em fevereiro na comparação com o mês anterior no mercado nova-iorquino, a frustração com a expressiva queda do processamento no último trimestre de 2014 deu lugar às preocupações com a colheita no oeste da África, que lidera a produção global da amêndoa.

Segundo o CFTC, o saldo líquido comprado na bolsa avançou 13,6%, para 47.005 contratos. Produtores africanos já preveem que o clima adverso na região, marcado pelo tempo seco e os ventos vindos do deserto do Saara, reduzirá a produtividade da safra intermediária, colhida no primeiro semestre.

O algodão, que encerrou janeiro na mira das apostas pessimistas, protagonizou uma reviravolta, subiu 5,59% em fevereiro em Nova York e fechou a semana do dia 24 com um saldo líquido de compra de 46.887 contratos, 40,6% mais que na semana anterior. Os baixos preços turbinaram a demanda pelo produto dos Estados Unidos, que são os maiores exportadores mundiais.

No mercado de grãos de Chicago, o Brasil, que já estava no foco por estar no pico da colheita de soja, atraiu ainda mais atenções com a paralisação dos caminhoneiros. Não foi o suficiente para evitar uma queda de 0,91% do preço médio mensal, mas mudou sobremaneira o humor dos especuladores.

Os investidores, que encerraram a semana até o dia 17 de fevereiro com um saldo líquido de 15.659 contratos vendidos na bolsa de Chicago, passaram a acreditar em um repique de preços, o que levou a uma posição líquida de compra de 284 contratos na semana encerrada no dia 24, conforme a CFTC.

De acordo com a CFTC, a posição líquida de venda da commodity passou a 2.921 contratos, bem acima do saldo de 790 contratos vendidos na semana até o dia 17. Também vale observar que, de modo geral, as regiões produtoras da fruta em São Paulo e na Flórida, que abrigam os dois maiores parques citrícolas do mundo, apresentam condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento dos pomares.

No caso do milho, a volta dos produtores americanos ao mercado, após um período de reclusão, contribuiu para reduzir a esperança dos fundos com a alta da commodity, cuja cotação média caiu 1,12% em fevereiro em relação a janeiro.

O saldo líquido de compra recuou 22% na semana até o dia 24, para 80.191 contratos comprados em Chicago. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou sua projeção para a área plantada com o grão no ciclo 2015/16 naquele país, mas estimou que os estoques ao fim da próxima safra serão menores que os da atual. Mas os volumes ainda são bastante elevados historicamente.

Quanto ao trigo, a baixa competitividade do cereal americano no mercado internacional, reflexo da disparada do dólar, tem pesado sobre os preços em Chicago. A média de fevereiro foi 5,69% menor que a de janeiro, conforme o Valor Data.

Muitos compradores têm optado pela aquisição de trigo de países do centro e do leste da Europa. Conforme a CFTC, a posição líquida de venda do trigo brando cresceu 22,8%, para 32.238 contratos vendidos na semana encerrada no dia 24. Com o trigo duro, houve queda de 43% no saldo líquido comprado, para 5.912 contratos. (Valor Econômico 02/03/2015)

 

Incertezas no campo

A última projeção do Ministério da Agricultura (MA) a respeito do valor bruto da produção agropecuária para 2015 indica um cenário incerto. O valor total projetado (R$ 477,5 bilhões) representa aumento de apenas 1,1% em relação ao resultado de 2014 (R$ 472,5 bilhões, em valores corrigidos pela inflação) e sinaliza tendências diferentes para a pecuária e a agricultura. Segundo o MA, o valor das lavouras deverá ter uma queda de 1,4% em relação a 2014, enquanto a pecuária deve apresentar um crescimento de 5,3%.

O valor bruto da produção agropecuária, apresentado mensalmente pelo MA, tem a finalidade de mostrar a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano. Ele é calculado com base no valor da produção dos 26 produtos agropecuários mais importantes do Brasil a partir dos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do País. No momento, o valor bruto da produção agropecuária de 2015 é uma estimativa preliminar, tendo em vista que tanto a produção quanto boa parte dos preços são apenas uma projeção do que pode vir a ocorrer.

Ainda que estimados, os números do MA indicam, no entanto, que os resultados do agronegócio - setor que, nos últimos anos, vem desempenhando um importante papel na economia brasileira, diante dos resultados pífios de outras áreas - deverão ser muito próximos aos dos anos anteriores. Ou seja, é um setor que mantém o crescimento, mas cada vez menor, também por força dos preços internacionais. Recentemente, o MA divulgou o fechamento do valor bruto da produção de 2014, que atingiu o montante de R$ 463,9 bilhões. O resultado representou um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior.

Em 2014, o valor bruto da produção apenas da agricultura, que vinha crescendo desde 2010, caiu 0,7% em relação ao ano anterior. Agora, projeta-se uma nova queda para 2015, de 1,4%. Em relação à soja (em grãos) - item de maior peso na composição do valor da produção das lavouras, com um porcentual de 32% -, o MA projeta aumento de 4,9% (para R$ 93,6 bilhões). Quanto à cana-de-açúcar, segundo item que mais agrega valor (14%), espera-se queda de 5,6 % (para R$ 42,4 bilhões). Mantém-se a tendência positiva em relação ao café (em grãos), com crescimento de 7,3% (para R$ 18,3 bilhões).

De acordo com o Ministério da Agricultura, atualmente não há sinais de queda nos preços previstos para os principais grãos. Com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de grãos em 2015 está estimada em cerca de 202 milhões de toneladas, com previsão de um crescimento de 4,2% na produção e aumento de área de 1,5%.

Já na pecuária, com exceção do leite, para o qual se projeta uma queda de 1,2%, há expectativa de crescimento para todos os outros itens (bovinos, suínos, frango e ovos). O destaque é o aumento de 10,4% estimado para o valor da produção de bovinos (para R$ 70,4 bilhões). No entanto, essa estimativa pode sofrer significativa alteração, tendo em vista as incertezas quanto ao preço da carne nos mercados nacional e internacional. No ano passado, todos os itens apresentaram resultados positivos, com um crescimento de 10,8% - carne bovina (12,9%), carne de frango (12,0%), ovos (10,4%), leite (8,0%) e carne suína (2,3%).

O que se vislumbra é um cenário ainda incerto. Por exemplo, as exportações do agronegócio de janeiro de 2015 haviam apresentado uma queda de 3,9% em relação ao ano anterior (de US$ 5,87 bilhões para US$ 5,64 bilhões). O saldo positivo do agronegócio manteve-se praticamente inalterado, tendo em vista que as importações tiveram uma queda ainda mais acentuada, de 15,1% (de US$ 1,46 bilhão para US$ 1,24 bilhão).

Ao apontarem um crescimento do valor bruto da produção de apenas 1,1%, as estimativas do MA indicam que a ajuda do campo à economia nacional em 2015 deverá ser limitada, tanto em relação à sua participação direta no Produto Interno Bruto quanto ao poder de compra do interior, bastante vinculado ao resultado econômico da agropecuária. (O Estado de São Paulo 28/02/2015 às 02h: 04m)

 

Preocupação no agronegócio vai além da greve de caminhoneiros

Mesmo que a paralisação dos caminhoneiros termine em breve, o setor de transporte e o agronegócio ainda terão muitos problemas à frente.

A situação atual é tão preocupante que as partes envolvidas no setor agropecuário silenciam para melhor avaliar os próximos passos.

Essa preocupação não é só interna. Chegou à China, e as comunicações entre produtores, exportadores e importadores aumentaram nos últimos dias.

Um dos participantes desse mercado disse que os chineses estão apavorados com a possibilidade de a soja não chegar a tempo dentro do período contratado com os brasileiros.

A preocupação é ainda maior por parte dos produtores, que, sem o transporte, não têm como escoar a produção. Principal produto brasileiro, a soja deverá atingir 94 milhões de toneladas. Pelo menos 48 milhões de toneladas desse volume sairão do país.

Do lado dos caminhoneiros, o aumento do diesel foi a gota d'água nos custos. A queda de margem deles fica evidente na participação dos fretes no transporte de soja neste ano.

Em fevereiro de 2014, o transporte de soja de Sorriso (MT) a Santos (SP) era feito por R$ 18,30 por saca. Neste ano, o valor recuou para R$ 14,70, conforme dados do site do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

É difícil definir o que mais pesou nesse recuo, mas o fato de o país começar a vencer alguns gargalos da logística --embora ainda esteja distante do ideal-- tem relevância.

Saída de parte da produção de Mato Grosso --o maior produtor do país-- pelo Norte, utilização de hidrovia e de ferrovia em partes do percurso, melhorias em algumas estradas e melhores adequações dos portos de Santos e de Paranaguá (PR) permitiram essa redução.

O país depende basicamente das rodas de caminhões para o transporte, mas o próprio setor passa por mudanças. Com veículos com capacidade cada vez maior, o setor passa a aceitar margens menores e inviabiliza parte da frota mais velha, cujos proprietários viviam do transporte dos produtos do campo.

A saída, no entanto, não é engessar o mercado, com adoção de preços mínimos de referência, como o próprio governo admite avaliar.

A agricultura é importante para o setor de transporte, mas vive de altos e baixos. Segue as regras de mercado e tem a formação de preços ditada principalmente pelos mercados internacionais.

O transporte, com maior ênfase no que se refere ao setor agrícola, tem de se adequar a essas condições de mercado livre.

CÂMBIO

O setor agrícola, apesar da queda dos preços externos das commodities, ainda vive um bom momento interno. E isso se deve ao dólar.

Será difícil, mas, se a equipe econômica atual conseguir colocar a economia nos trilhos no próximo ano, os gritos estarão vindo do campo.

O setor estará vivendo o pior do mundos porque vai plantar com custos elevados, devido à perspectiva de o dólar continuar caro; o plantio de soja começa em setembro--, mas estará colhendo e vendendo com câmbio menor. E é exatamente a moeda americana que dá base aos preços internos das commodities. (Folha de São Paulo 28/02/2015)

 

Grupos envolvidos na Lava Jato pedem R$ 31 bi ao BNDES

Banco vem apertando exigências para concessão de financiamentos às empresas, que incluem até uma ‘declaração anticorrupção’.

Os projetos de infraestrutura e óleo e gás de empresas ligadas de alguma forma à Operação Lava Jato - principalmente como sócias de concessionárias - que estão sob análise de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) envolvem financiamentos de até R$ 31,1 bilhões. Levantamento feito pelo Estado mapeou nove projetos, incluindo o empréstimo de R$ 8,8 bilhões para a Sete Brasil, fornecedora criada para afretar sondas para a Petrobrás, cuja situação financeira é considerada crítica.

Com a evolução das investigações, o BNDES começou a passar um pente-fino nos projetos e ampliou as exigências, após uma consulta à Controladoria Geral da União (CGU). Novembro marcou um ponto de virada no caso, com a prisão de executivos de alto escalão de diversas construtoras.

O rigor máximo é dedicado ao caso da Sete Brasil, cujo crédito foi aprovado em janeiro do ano passado, mas teve a contratação congelada. Segundo um profissional que assessora concessionárias de infraestrutura, o BNDES não mudou exigências de garantia - já consideradas rígidas pelo mercado -, mas passou a exigir das empresas cartas com “declaração anticorrupção”.

Nessas declarações de idoneidade, a empresa atesta ao banco que desconhece envolvimento de seus negócios com ilícitos. Do ponto de vista do financiador, esse atestado seria suficiente para comprovar que não possuía informações sobre eventuais casos de corrupção quando aprovou o crédito.

O Estado apurou que o BNDES passou a demandar ainda certidões e auditorias nos contratos de concessão, mas não foi definida uma cláusula padrão para os contratos dos empréstimos. Segundo o profissional, as pendências para a aprovação da maioria dos projetos estariam resolvidas com os documentos adicionais exigidos. O fato de não haver uma cláusula padrão para os contratos, por outro lado, significa que o banco analisará caso a caso, em função do envolvimento das empresas com as investigações e o tamanho de sua participação nos projetos.

Risco

O caso da Sete Brasil é extremo. A empresa, criada em 2011 para mandar construir e afretar para a Petrobrás 28 sondas para exploração do pré-sal, já vinha enfrentando problemas pelo caixa da Petrobrás. O quadro piorou desde que o ex-diretor da companhia e ex-gerente executivo da Petrobrás, Pedro Barusco, aceitou uma delação premiada. A liberação do crédito é questão de sobrevivência.

Outro caso emblemático é o da concessão da BR-153, entre Goiás e Tocantins, vencida em leilão pelo Grupo Galvão em maio passado. O pedido de financiamento, de R$ 2,66 bilhões, está no BNDES, mas ainda não saiu o empréstimo-ponte, crédito de curto prazo que, como é praxe nesse tipo de operação, é liberado na frente, enquanto o empréstimo total é analisado.

A Galvão Engenharia, construtora do grupo, tem um diretor entre os presos na Lava Jato. Em carta enviada no início de fevereiro para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a concessionária Galvão BR-153, controlada do grupo, alerta que, caso o empréstimo-ponte não seja liberado até a próxima semana, será obrigada a interromper as obras e demitir operários. A carta alega que toda a documentação exigida foi entregue e que a concessionária não tem envolvimento com a Lava Jato - mas, ainda assim, o empréstimo não sai.

O Grupo Galvão informou que “aguarda liberação de linhas de crédito previstas em edital para dar sequência aos serviços”. O BNDES não comentou o caso da Galvão nem dos demais projetos.

Apesar dos casos extremos, há no mercado a percepção de que algumas empreiteiras estão em situação mais difícil que outras. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou em dezembro que o banco seguiria a lei e que a situação das companhias envolvidas não era “simples, homogênea”.

Além da Sete Brasil e da concessionária Galvão BR-153, o levantamento feito pelo Estado mapeou sete projetos em análise, de rodovias, aeroportos e metrôs. O valor total de R$ 31,1 bilhões pode ser menor caso o banco de fomento resolva financiar parcela menor dos investimentos. No valor estão incluídos R$ 3,4 bilhões em empréstimos-ponte já aprovados - os documentos são exigidos no processo de análise, que leva de 12 a 18 meses. Como eles têm fianças de garantia, são considerados de baixo risco para o BNDES  (O Estado de São Paulo 02/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Vencimento de contrato: O foco das negociações do mercado de açúcar na sexta-feira na bolsa de Nova York foi a expiração do contrato de vencimento em março, que pressionou todos os papéis. Os lotes para maio fecharam em baixa de 22 pontos, a 13,77 centavos de dólar a libra-peso. A pressão veio do volume recorde entregue. Houve a entrega de 1,015 milhão de toneladas da commodity, das quais 730 mil do Brasil. Foi o maior volume desde 2011. As cotações do açúcar também foram pressionadas mais uma vez pelas chuvas no Centro-Sul do Brasil e pela valorização do dólar perante o real, que favorece as exportações do país (maior exportador global). No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 0,16%, para R$ 49,94 a saca de 50 quilos.

Laranja: Oitava queda: O mercado do suco de laranja registrou a oitava sessão consecutiva de queda na bolsa de Nova York na sexta-feira, diante do clima menos frio na Flórida, segundo maior parque citrícola do mundo. Os lotes do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para maio fecharam com queda de 85 pontos, a US$ 1,2115 a libra-peso. Em oito pregões, os papéis para maio caíram 1.655 pontos, ou 12%. Os investidores estão mais otimistas com a produção na Flórida, que não foi afetada pelo frio que atinge boa parte dos Estados Unidos. Em São Paulo, as recentes chuvas provocaram floradas tardias, que devem ser aproveitadas pelos produtores. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq manteve-se em R$ 10 a caixa de 40,8 quilos.

Algodão: Peso de gigante: A redução das importações chinesas de algodão pesou sobre os contratos futuros da pluma na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em maio fecharam a 64,93 centavos de dólar a libra-peso, desvalorização de 28 pontos. A China importou em janeiro 45% menos pluma ante o mesmo mês do ano passado, somando agora 161,208 mil toneladas. O país vem reduzindo as compras internacionais do produto, já que seus estoques estão elevados e o governo tem promovido o consumo do produto doméstico em substituição às importações. Os preços já haviam perdido fôlego no dia anterior após uma queda nas vendas americanas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,68%, para R$ 1,7225 a libra-peso.

Soja: Incerteza na logística: A paralisação dos caminhoneiros no Brasil continuou oferecendo suporte aos preços da soja na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os papéis para maio fecharam com elevação de 5,25 centavos, a US$ 10,3175 o bushel. A incerteza sobre a duração do protesto aumenta os temores dos compradores, que podem considerar nesta semana o cancelamento de compras da soja brasileira se o movimento se prolongar. Houve uma luz no fim do túnel, porém, depois que as indústrias que atuam no país se comprometeram a aumentar o valor do frete pago aos caminhoneiros, que não se sentiram satisfeitos com as medidas prometidas pelo governo ao setor. No mercado doméstico, o preço médio da soja no Paraná teve alta de 0,63%, para R$ 58,81 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 02/03/2015).