Setor sucroenergético

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Lucro da Rumo cai

A Rumo Logística, controlada pela Cosan Logística, obteve lucro líquido de R$ 21,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 55% na comparação anual.

A receita operacional líquida da companhia cresceu 24% no trimestre, para R$ 255,7 milhões.

Do total da receita, R$ 188,2 milhões foram obtidos com atividade de transportes, alta de 21,9%.

A receita com elevação portuária cresceu 32,3%, para R$ 62,1 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 20,5%, para R$ 70,7 milhões. (Valor Econômico 04/03/2015)

 

Cepea registra nova queda nos preços do etanol

Os preços do etanol nas usinas tiveram novas quedas na última semana no mercado paulista. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão vem, principalmente, da proximidade da nova safra, que começa oficialmente em abril.

Para o etanol hidratado, foi a terceira semana seguida de baixa acumulada. Entre 23 e 27 de fevereiro, o indicador do Cepea para o combustível teve valor médio de R$ 1,3174 por litro, 5% a menos que na semana anterior. O valor não considera a incidência de impostos. Para o anidro, o indicador apontou valor médio de R$ 1,4296 por litro, recuo de 4,3% na mesma comparação. O valor também desconsidera a incidência de impostos.

"O principal motivo é a proximidade da nova safra, o que motiva tanto o aumento da oferta quanto a retração da demanda, à medida que são esperados preços menores. Muitas usinas também têm elevado o volume disponível a fim de liberar espaço nos tanques e poucas unidades já começaram a moagem na região Centro-Sul", informa a instituição em boletim divulgado nesta terça-feira (3/3). (Globo Rural 03/03/2015)

 

Açúcar: Por Efeito do dólar

A valorização do dólar em relação ao real continuou a pesar sobre os futuros do açúcar na bolsa de Nova York.

Os lotes para junho fecharam ontem a 13,69 centavos de dólar por libra-peso, queda de 22 centavos e a menor cotação desde abril de 2009.

A fraqueza da moeda brasileira estimula as exportações a partir do Brasil, o maior exportador global, na medida em que eleva a rentabilidade nas operações de venda ao exterior.

O ritmo de queda do açúcar se acelerou nos últimos dias, e análises técnicas indicam que o mercado está começando a ficar sobre-vendido.

Analistas acreditam que a extensão das perdas pode abrir caminho para uma pausa nas vendas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal se valorizou 0,28%, a R$ 50,54 a saca. (Valor Econômico 04/03/2015)

 

Pine já teve nota cortada por aumento do risco

Pequenos e médios bancos, como o Pine, que teve sua nota cortada em 26 de janeiro pela Moody"s, também estão indiretamente expostos aos riscos de um efeito cascata da operação Lava Jato, por meio de empréstimos a cadeia de fornecedores da Petrobras. Uma significativa exposição a qualquer um dos setores os tornaria vulneráveis a uma decisão da Petrobras de cancelar projetos ou atrasar pagamentos a fornecedores.

A conclusão está no mesmo relatório divulgado ontem pela Moody"s, sobre os bancos e a Lava Jato. "A concentração das carteiras dos bancos de médioporte brasileiros não é só em empresas de óleo & gás e construção, e explica as várias ações de rating negativas tomadas ao longo dos últimos dois anos", diz a agência.

A Moody"s rebaixou os ratings do Pine devido à elevada exposição de crédito do banco a setores que enfrentam condições operacionais desafiadoras, incluindo açúcar e álcool, energia renovável e construção civil. Em setembro, os empréstimos do Pine à empresas do segmento de açúcar e álcool responderam por aproximadamente 66% do seu capital de nível 1, enquanto a exposição ao setor de construção civil representou78% do capital de nível 1, ambos níveis elevados comparados aos seus pares, disse a Moody"s.

"Um aumento no nível de inadimplência de clientes desses segmentos poderia consumir rapidamente o colchão de reservas do Pine, que representam 2,1% da carteira de empréstimos, e impor perdas ao seu capital".

Logo após o rebaixamento, o Pine revelou que apenas 3% da sua carteira estava diretamente exposta a empresas envolvidas na investigação. No mercado internacional, os preços dos bônus do banco despencaram ao nível de "distressed". Léa DeLuca, com agências. (Valor Econômico 04/03/2015)

 

Cosan, ALL e Rumo reestruturam diretorias

Depois de receber sinal verde do Cade para prosseguir com a fusãodas operações da ALL e Rumo Logística, controlada pela Cosan Logísticas, as três companhias envolvidas no processo anunciaram reestruturações em suas diretorias.

Entre as mudanças divulgadas ao mercado na última segunda-feira, Julio Fontana Neto, atual diretor superintendente da Cosan Logística, deve assumir a presidência da ALL no lugar de Alexandre de Jesus Santoro. A sucessão vai acontecer até o fim do mês.

Segundo comunicado, outra mudança na ALL deve ocorrer na diretoria financeira e de relação com investidores, Rodrigo Barros de Moura Campos deixará o cargo para dar lugar a Jose Cezário Sobrinho.

Já José Alberto Martins ingressará como diretor jurídico na ALL no lugar de Pedro Roberto Oliveira Almeida, responsável até então pela diretoria de relações institucionais.

Na nova companhia, formada pela união das ações da ALL e Rumo, Fontana Neto ficará responsável pelo comando da empresa e Cezário Sobrinho será nomeado diretor financeiro e de relações com investidores.

Ainda de acordo com comunicado, a nova companhia terá duas frentes de negócios comerciais: uma que abrangerá a malha norte e malha paulista e será comanda por Daniel Rockenbach, atual diretor presidente da Rumo, e outra, a malha sul e malha oeste, que será supervisionada por Darlan Fabio De David, atual diretor da ALL. Ambos os executivos serão nomeados vice-presidentes de operação. (Agência Estado 03/02/2015)

 

Terras brasileiras e gestão de estrangeiros, qual o tamanho da coisa?

Terras agricultáveis viraram ouro no mercado global do agronegócio. Seus preços subiram mais do que qualquer ativo nos últimos 10 anos. Entre 2009 e 2013, a evolução média do preço das terras no Brasil foi de 94%, e muito mais no Centro Oeste, com 131% nesse período de apenas quatro anos. E temos produtores estrangeiros e empresas investindo no Brasil.

Para variar, a lentidão das governanças e decisões no Brasil faz parte da nossa cultura histórica. Uma lei de 2012, que oferece um projeto, ainda aguarda a criação de uma comissão especial para análise do texto. Coisas como a proibição de vendas de áreas superiores a 25% do território do município fazem parte do texto. Mas o tema segue, em parcerias e movimentações de grupos.

Grandes empresas japonesas já têm no Brasil cerca de 1% do total das áreas agricultáveis do país. O Japão estuda ainda investimentos logísticos no país. Argentinos, escapando das Kirchinices, diversificando, formam outro grupo de estrangeiros no Brasil, e muitos deles em parceria com empreendedores brasileiros. Dentre as 20 maiores empresas do agro, 1/3 são controladas por estrangeiros, aproximadamente 1 milhão de hectares. Aspectos tributários, jurídicos e de governança são desafios.

Não vejo temor, nem fantasmas, na questão de companhias e produtores estrangeiros produzirem no Brasil. Estarão sujeitos as leis do país, e investindo aqui. Há muita ficção a respeito. Algo que será cada vez mais inexorável, a globalização do lado de dentro das porteiras das fazendas pelo mundo inteiro (José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão.

 

Preço médio das terras agrícolas subiu 308% no país de 2002 a 2013

O preço médio das terras agrícolas subiu 308,1% entre 2002 e 2013 no Brasil e alcançou R$ 10.619,77 o hectare, conforme estudo realizado pela assessoria de gestão estratégica do Ministério da Agricultura em parceria com o pesquisador Flavio Botelho, da Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com informações divulgadas ontem pelo ministério, no mesmo período o IGP­DI da Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu 121,9%.

Em larga medida, esse aumento superior à inflação pode ser creditado à mudança de patamar das cotações internacionais de algumas commodities fundamentais para o agronegócio brasileiro, como soja, milho, café, açúcar e suco de laranja.

Ainda que atualmente estejam sob pressão, em parte por conta da valorização do dólar, os preços desses produtos, cuja demanda por parte de países emergentes como a China cresceu significativamente, seguem bastante acima das médias históricas que davam o tom nos mercados até meados da década passada.

Segundo o levantamento, no Centro-Oeste a valorização média das terras no período foi de 444,6%, a maior entre as cinco regiões do país. No Norte, chegou a 383,5%.

Mas as terras com preços mais elevados ainda estão localizadas no Sul. Na região, o hectare alcançou, em média, R$ 21.738,39 em 2013, com destaque para o Paraná (R$ 30.137,42), como realçou José Garcia Gasques, responsável pelo departamento de gestão estratégia do ministério. Entre os Estados, o que registrou maior a valorização média das terras entre 2002 e 2013 foi Tocantins (698,5%), seguido por Mato Grosso do Sul (586%), Sergipe (578,3%), Mato Grosso (514,1%), Pará (452,2%) e Piauí (415,8%). Também houve altas acima da média nacional em Pernambuco (385,1%), no Rio Grande do Sul (362,4%), no Espírito Santo (362,4%), em Minas Gerais (361,0%), no Amazonas (349,8%), em Roraima (344,7%) e em Goiás (323,6%).

Segundo o ministério, a terra, cujo preço é terminado sobretudo pela expectativa de ganhos que oferece, representa, em média, 70,5% do valor dos bens de um estabelecimento agropecuário no Brasil.

O restante é dividido entre prédios, instalações e benfeitorias, lavouras permanentes e temporárias e matas, entre outros ativos como veículos e animais. Segundo os dados compilados pelo ministério a partir de diversas fontes, cerca de 60% do valor das terras do país está em estabelecimentos com mais de 200 hectares.

No mais recente Censo Agropecuário do IBGE, de 2006, foram identificadas 252,4 mil propriedades desse porte. (Valor Econômico 03/03/2015)

 

Em plena safra, produtor faz compra de máquinas

Em período de colheita, as vendas de tratores tiveram uma pequena recuperação no mês passado, em relação às de janeiro. Apesar dos feriados do mês passado, as indústrias repassaram 3.074 unidades para as distribuidoras, ante 2.570 em janeiro.

Os dados acumulados do primeiro bimestre do ano mostram, no entanto, que as indústrias do setor começam a sentir os efeitos da desaceleração de preços das commodities e da menor renda por parte do produtores.

As vendas acumuladas de tratores de janeiro a fevereiro deste ano somaram 5.644 unidades, o menor patamar desde igual período de 2009.

O volume de vendas deste início de ano indica uma retração de 26% em relação à média do mesmo período dos últimos cinco anos.

A comercialização de colheitadeiras do mês passado também se manteve praticamente estável, em relação a janeiro. Em plena safra, e vendo que as condições de financiamento devem piorar, os produtores se anteciparam e compraram 387 unidades, menos, no entanto, do que as vendas de igual mês de 2014.

Se considerada a soma do primeiro bimestre, a comercialização de colheitadeiras recua para 762 unidades, o menor patamar para o período nos últimos seis anos. (Folha de São Paulo 04/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Por Efeito do dólar: A valorização do dólar em relação ao real continuou a pesar sobre os futuros do açúcar na bolsa de Nova York. Os lotes para junho fecharam ontem a 13,69 centavos de dólar por libra-peso, queda de 22 centavos e a menor cotação desde abril de 2009. A fraqueza da moeda brasileira estimula as exportações a partir do Brasil, o maior exportador global, na medida em que eleva a rentabilidade nas operações de venda ao exterior. O ritmo de queda do açúcar se acelerou nos últimos dias, e análises técnicas indicam que o mercado está começando a ficar sobrevendido. Analistas acreditam que a extensão das perdas pode abrir caminho para uma pausa nas vendas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal se valorizou 0,28%, a R$ 50,54 a saca.

Café: Estímulo à exportação: O café arábica despencou ontem na bolsa de Nova York, novamente pressionado pelo dólar em alta. Os lotes para maio fecharam em forte baixa de 860 pontos, a US$ 1,2975 por libra-peso. A moeda americana mais forte tende a ampliar a oferta de café no mercado internacional, uma vez que aumenta a rentabilidade das exportações brasileiras. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial do grão. Conforme especialistas, não há novos motivos para a contínua queda das cotações do café arábica, além do cenário técnico. "Porém há poucos participantes dispostos a comprar e interromper o movimento de queda", afirmou a consultoria Pharos, em boletim. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café caiu 1,63%, para R$ 425,34 a tonelada.

Suco de laranja: Consumo em queda: O suco de laranja devolveu ontem os ganhos expressivos que havia conquistado no pregão passado na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam em queda de 955 pontos (7,53%), a US$ 1,1720 por libra­peso. Na segunda­feira, a commodity havia encerrado a sessão com ganhos de 4,62%. A queda no consumo global da bebida continua a exercer pressão baixista sobre os preços. Ontem, um levantamento feito pela consultoria Nielsen e divulgado pelo Departamento de Citros da Flórida indicou uma redução de 10% nas vendas de suco de laranja no varejo dos EUA nas quatro semanasencerradas em 14 de fevereiro, de 169,87 milhões para 152,83 milhões de litros. No mercado paulista, o preço da laranja para a indústria permaneceu estável em R$ 10 a caixa, segundo o Cepea/Esalq.

Milho: Na esteira do petróleo: As cotações do milho subiram ontem na bolsa de Chicago, impulsionadas pelo aquecimento da demanda e pela valorização do petróleo. Os lotes do grão para maio fecharam em elevação de 3 centavos, a US$ 3,91 por bushel. Os preços do petróleo retomaram a trajetória de alta hoje, movimento que estimula a mistura de etanol (feito à base de milho nos EUA) à gasolina. Dados de exportação divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também sustentaram as cotações. De acordo com o órgão, o país embarcou 1,28 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 26 de fevereiro, volume 40,7% acima da semana anterior. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada em queda de 0,28%, a R$ 21,55, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 04/03/2015)