Setor sucroenergético

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Grupo Ultra

O Grupo Ultra saiu às compras. Quer completar o tanque com a Larco, rede que reúne 15 postos de combustíveis na Bahia. (Jornal Relatório Reservado 05/03/2015)

 

Aumento do etanol na gasolina não terá efeito nos preços, diz setor

O aumento da mistura do etanol na gasolina, dos atuais 25% para 27% a partir de 16 de março, deve ter impacto "próximo de zero" sobre os preços finais do combustível e não vai aliviar a alta dos impostos repassada ao consumidor desde 1º de fevereiro, apontam especialistas do setor.

O aumento da mistura foi confirmado nesta quarta-feira (4) pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

O ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, diz que o aumento em dois pontos percentuais (2 p.p.) do etanol – que é mais barato que a gasolina – na mistura tem um efeito mais importante para a indústria do etanol que na composição total da gasolina e nos preços cobrados na bomba ao consumidor.

Definida em acordo entre o governo federal e as indústrias automotiva e sucroalcooleira, a maior concentração do etanol aumentará a demanda pelo biocombustível em quase 1 bilhão de litros por ano, estima a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Mesmo em período de entressafra, a atual produção do etanol é capaz de suprir a maior demanda, assegurou a entidade. "Há estoque suficiente para atender a demanda a partir de 16 de fevereiro até o início da próxima safra, com início em abril", informou a Unica em nota ao G1.

Socorro ao setor

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor fundador do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, diz que a medida visa principalmente atender, com atraso, a um antigo pedido de socorro da indústria que compensar um possível excedente na produção.

“Para incentivar o etanol, o governo deveria ter aumentado o preço dos combustíveis e os impostos quando o petróleo estava caro. Agora que a Petrobras importa a preços mais baixos, terá menos necessidade de comprar do exterior com o aumento do etanol na gasolina. A medida contraria a lógica do mercado”.

Na opinião do presidente do Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo de São Paulo (Sindipetro-SP), Jose Alberto Paiva Gouveia, o efeito do aumento na mistura do etanol deve ser próximo de zero sobre os valores cobrados na bomba, já que o preço do litro do álcool encontra-se muito próximo ao da gasolina.

“Se os postos repassarem essa diferença, o consumidor nem vai sentir no bolso”, diz. Gouveia calcula que a medida traria uma redução em torno de R$ 0,001 sobre o preço do litro, o que considera insignificante. “Acredito que alguns postos nem vão repassar”.

Tributos

A redução é muito pequena se comparada ao aumento dos impostos em R$ 0,22 por litro na gasolina e R$ 0,15 no diesel aplicados integralmente na bomba desde 1º de fevereiro, via PIS/Cofins. A partir de maio, a cobrança por litro será dividida entre o PIS/Cofins e a Cide.

A indústria do etanol já esperava que a decisão de aumentar tributos sobre a gasolina tornasse o etanol hidratado – usado no tanque dos veículos na forma 'pura' – mais atrativo para o consumidor, aumentando a demanda pelo biocombustível no mercado.

Isso abriria espaço para um reajuste nos preços do etanol hidratado, uma vez que o valor do biocombustível de até 70% do valor da gasolina, por render menos. (G1 04/03/2015)

 

Açúcar: Novo recuo em NY

Os preços futuros do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, diante de mais uma valorização da moeda americana.

Os papéis para maio, fecharam em queda de 11 pontos (2,55%), a 13,34 centavos de dólar por libra-peso.

O dólar continua a se valorizar em relação ao real, o que estimula as vendas de açúcar pelos produtores do Brasil, na medida em que eleva a rentabilidade das exportações.

O país é o maior fornecedor global de açúcar.

Com o aumento da oferta da commodity no mercado, os preços acabam caindo. Também pesou sobre as cotações a recomendação feita ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que adultos e crianças reduzam "substancialmente" o consumo diário de açúcar.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,02%, a R$ 50,55. (Valor Econômico 05/03/2015)

 

FMC apresenta resultados de manejo tecnológico eficaz para cana planta com muda pré-brotada (MPB) e cana soca seca

Vitrine Tecnológica Cana foi realizada pela primeira vez na cultura; ensaios técnicos comprovam a performance e seletividade de produtos do portfólio da FMC para cultura

Levar conhecimento e novidades ao produtor no seu ambiente de trabalho, no campo, comprovando a eficiência de produtos por meio de campos demonstrativos. Dessa maneira, a FMC Agricultural Solutions, líder no segmento de cana, realizou a Vitrine Tecnológica Cana nos últimos dias 24 e 25, na Fazenda Cascavel, em Matão (SP).

Esse encontro está em sua 1ª edição e contou com duas estações de ensaios: cana plantada por via Muda Pré-Brotada (MPB) e controle de plantas daninhas na cana soca seca. Cerca de 120 pessoas participaram do evento com a presença das equipes de gestores de tratos culturais das principais usinas do País, fornecedores de cana e cooperativas do setor canavieiro e fornecedoras de produtos agrícolas de cana.

Especialistas e engenheiros agrônomos da FMC orientaram os participantes nas diferentes estações sobre as recomendações de produtos.

“No sistema MPB comparado a outras soluções no mercado, quando aplicados em pré-plantio das mudas, os tratamentos da companhia tem altíssima seletividade com os herbicidas Boral, para o controle de cordas-de-viola e 3 M´s (Mucuna, Mamona e Merremia), folhas largas e longo residual de controle, e com o Gamit 360 CS para controle da alta infestação de gramíneas, o alto perfilhamento com os nematicidas Rugby 200 CS, que protege as raízes da cana contra o ataque dos nematoides, além da ação complementar inseticida, e Furadan com ação complementar inseticida e efeito fitotônico, que promove longevidade e produtividade para o canavial, inclusive no sistema de MPBs. O principal cuidado com MPB é a questão de umidade e também garantir bom preparo de solo sem torrões, feito isso, o manejo com os herbicidas da FMC contribuirá para um bom desempenho da muda, sanidade do canavial e produtividade no campo”, destacou o Especialista de Desenvolvimento de Mercado Cana da FMC, Leonardo Brusantin.

O Fernando César da Silva, da Zilor Energias e Alimentos, explicou sobre a importância do conhecimento durante a Vitrine.

O sistema de mudas pré-brotadas (MPB) será uma tendência e precisamos preparar o terreno antes, para depois não sofrer no campo, pois comprovamos aqui no evento que ela é sensível, mas que já temos tecnologias para isso e vamos investir nessas soluções. Essa vitrine tecnológica no campo da FMC proporciona o contato direto com a cultura e podemos tirar nossas dúvidas na hora. Sentimos realmente na prática o dia a dia no campo", comentou Silva.

Já no campo tecnológico de soca seca, Brusantin ressaltou as características dos produtos para maior sucesso no manejo desta situação.

As soluções devem ter residual, seletividade e eficácia nas plantas de difícil controle. Posicionamos o herbicida Boral para o manejo das 3 Ms em ambos sistemas com e sem palha, mostrando-se altamente seletivo para o canavial, para controle da alta infestação de gramíneas, a melhor performance foi com o herbicida Gamit 360 CS e a solução Sinerge para manejo eficiente de capim-colonião e capim-colchão”, comentou o especialista.

O representante de pesquisa e desenvolvimento da FMC Leonardo Perez e o gerente de desenvolvimento de herbicidas da FMC, Roberto Toledo destacaram sobre o portfólio da FMC com a associação de Boral e Gamit 360 CS.

“Esses produtos associados em diferentes doses se destacam quanto a excelente eficácia no controle de diferentes espécies de cordas-de-viola, tiririca, 3 M´s e gramíneas como capim-colonião e capim-colchão e, principalmente quanto a seletividade, quando comparado a outras associações de herbicidas presentes no mercado, que muitas vezes ficam deficientes quanto ao controle por restrição de doses ou ocasionam elevada fitotoxicidade à cultura da cana-de-açúcar, mesmo quando em condições de cana soca na época seca”, explicaram.

O gerente marketing Cana da FMC, Roberto Puzzo, enfatiza que o evento é um importante canal de interação das diferentes áreas Tecnologia e Inovação, Marketing e Vendas e conhecimento da companhia com o produtor.

Queremos estar ainda mais próximos garantindo o sucesso em qualquer situação e manejo no campo, e a Vitrine Tecnológica Cana tem esse objetivo.

É importante para a FMC apresentar resultados produtivos in loco e, ao mesmo tempo, fundamental para o produtor ver de perto comparativos de eficácia na lavoura.

A FMC comprova seus resultados e afirma que tem portfólio para atender essa demanda desde a seca até o MPB e outros já conhecidos”, ressalta Puzzo. (FMC 04/03/2015)

 

Moagem de cana do centro-sul mantém-se limitada ao final da safra 14/15

A moagem de cana do centro-sul do Brasil manteve-se limitada a poucas usinas na primeira metade de fevereiro, informou nesta quarta-feira a Unica, associação que representa o setor na principal região produtora de açúcar e etanol.

O processamento de cana da temporada 2014/15 (abril-março) provavelmente vai acabar com uma colheita de cana de 570,6 milhões de toneladas, uma queda de 4,3 por cento ante o recorde da safra anterior, de 597 milhões de toneladas, segundo dados da Unica.

Quase a totalidade das usinas do centro-sul está em manutenção nesta época, no período da entressafra, iniciado em dezembro.

A Unica informou o processamento de 464 mil toneladas de cana na primeira quinzena de fevereiro, mais do que as 149 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado, mas quase a metade das 821 mil toneladas nas duas últimas semanas de janeiro.

A produção de açúcar no centro-sul ao longo do período totalizou 4.734 toneladas, abaixo das 13.500 toneladas nas duas semanas anteriores, disse Unica.

Até o momento, no acumulado da safra, o centro-sul produziu 31,96 milhões de toneladas de açúcar.

Algumas usinas já começaram a retornar ao esmagamento.

O grupo Clealco começou o esmagamento de cana em unidade no interior de São Paulo após a entressafra ao final de fevereiro. A unidade Santo Ângelo, em Minas Gerais, disse recentemente que planejava começar esmagamento no início de abril.

A maioria das usinas na região provavelmente vai começar mais tarde do que nos anos anteriores, uma vez que a safra 2015/16 não deve apresentar recuperação significativa na comparação com a temporada anterior, atingida pela seca. (Cana Rural 04/03/2015 às 20h 26m)

 

Aumento do combustível está levando o País na contramão do desenvolvimento

A pergunta que todo proprietário de carro se faz, constantemente, no Brasil é a seguinte:

Por que o preço do combustível é tão alto? Por que a nossa gasolina é tão cara? Por que os nossos próprios vizinhos sul-americanos, que não produzem petróleo, têm preços de combustível mais baixos do que nós? Por que é tudo tão caro por aqui?

O custo do transporte no Brasil que já é gigantesco, neste momento está se transformando em um custo inviável. Nós não temos ainda outra alternativa de transporte se não as rodovias. Seja para mercadorias, pessoas ou o que for e não ter outra alternativa de transporte faz com que o custo Brasil, o custo de nossas mercadorias seja o mais caro do mundo. O recente aumento do combustível está levando o Brasil na contramão do progresso e do desenvolvimento, outros índices, outros itens também fazem com que o País esteja nessa contramão, porem este é o do momento e está mostrando que realmente nós temos que tomar as devidas providencias pra que o Brasil entre nos trilhos e voltem a não exagerar na cobrança, que está sacrificando a população.

O Brasil possui, atualmente, a segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras. Além do petróleo, temos um mercado automobilístico em constante expansão e a um passo de se estabilizar como o quarto país que mais produz e vende carros em todo o mundo. Também somos pioneiros em combustíveis como etanol e biodiesel. Então?

Por que esse combustível é tão caro? Por que a gasolina é cara?

Além de todos os impostos embutidos no preço do carro, que chegam a 29% do valor de tabela em um carro médio, e de outros tributos, como IPVA, ainda há aqueles que são pagos em uma série de serviços como abastecimento, troca de pneu, amortecedores, entre outros.

Mas, por que o preço da gasolina é tão alto?

Quase 60% (57,13%) do preço da gasolina é apenas imposto, segundo os especialistas. Mais da metade do preço do litro.

Quase alto suficiente em petróleo e com invejável cultura de cana de açúcar, por que um preço tão elevado? E o Brasil tem a gasolina mais cara do mundo.

E especialistas calculam que o preço do combustível esteja até 60% acima das cotações internacionais.

O que vocês acham da Petrobras exportar petróleo a um preço menor do que pagamos aqui no Brasil, enquanto nós, consumidores, temos que arcar com o valor altíssimo pela gasolina. Por que o preço não reduz? Até quando vamos comprar uma gasolina tão cara?

O Brasil é o único País do mundo onde a população não se beneficia pela riqueza de seus recursos naturais. Apenas os investidores internos, estrangeiros, o governo e poucos funcionários da estatal lucram com as riquezas minerais do País.

A Petrobras não é do governo. O governo federal tem só 37% das ações da companhia, mas tem 56% do voto, e como acionista majoritário, tem poder de decisão na empresa. Ou seja, a Petrobras é uma empresa como outra qualquer, porém controlada pelo governo.

A verdade é que parece que a cada dia que passa o custo do etanol e da gasolina ficam mais caro para o cidadão, o que me indaga muito, pois, não somos um País autos suficiente em cana-de-açúcar e petróleo? Então, logicamente, os preços não deveriam estar entre os mais altos da América Latina.

Antes de tudo, para analisarmos o preço de um produto precisamos pensar em seus custos de produção, armazenamento, deslocamento, lucro do produtor, lucro do distribuidor, impostos, safra (no caso do álcool), enfim, uma série de variáveis que resultam no valor final de um determinado bem ou serviço. Esta é a base do pensamento de um preço justo, mas, muitas vezes, empresários se utilizam da ideia de preço do “vamos cobrar o que o mercado está disposto a pagar”. Muitos produtores de cana argumentam que a safra não está lá para estas coisas, já os donos de postos argumentam que a culpa é que estão pagando mais caro pelo combustível que também é altamente tributado pelo governo, e a população.

É preciso colocar o combustível nos valores certos, o governo tem que rever as contas de governo, os programas sociais do governo estão ficando inviáveis porque o governo tem gasto demais na manutenção do esquema e investido de menos naquilo que traria condições de progresso e desenvolvimento. A Ferrovia Norte-Sul é um dos itens que vai ajudar, porém tem que acelerar para tirar caminhões das estradas, o esquema armado dos fabricantes de caminhões, o esquema armado daqueles que são transportadores e que usam caminhões, desde o fabricante até as empresas de transporte tem que entender que até pra eles. O País está ficando inviável, as nossas rodovias não aguentam mais, o custo Brasil ninguém mais aguenta e nós somos hoje um dos países mais caros do mundo em custo de vida. O Brasil está definitivamente na contramão do desenvolvimento (Magda Moffato é Deputada Federal (PR-GO). (Diário da Manhã 04/03/2015)

 

Consumo de etanol anidro deve crescer em até 9% por ano

Aumento do percentual de etanol na gasolina é um pedido antigo das usinas de cana-de-açúcar.

O aumento do percentual de etanol na gasolina é um pedido antigo das usinas de cana-de-açúcar. É um setor que passa por dificuldades há sete anos.

Desde 2008, mais de 60 usinas de álcool fecharam em todo o país. Agora, com a aprovação da nova mistura, o consumo de etanol anidro deve crescer em até 9% por ano.

"Esse aumento de 2% na mistura, de 25 para 27, significa que para a indústria uma oportunidade no curto prazo para que ela minimize as perdas que ela tem sentido nos últimos anos", explica o professor de economia da USP José Carlos de Lima Júnior.

Mas a decisão do governo gera preocupação com a possibilidade de um novo aumento no preço do combustível, no futuro. Isso porque com a nova mistura, as usinas vão ter que produzir mais álcool, bem no momento em que a expectativa para a safra da cana-de-açúcar não é boa.

A cana mostrada no vídeo, por exemplo, vai ser colhida este ano, mas já deveria estar com o dobro do tamanho. A culpa é da estiagem que atinge parte do Brasil.

"O desenvolvimento está 15%, 20% abaixo do esperado. Então, a gente espera assim uma produção igual ou até pior, dependendo da chuva, que o ano passado", diz o produtor rural Rodrigo Ortolan.

Os usineiros dizem que têm estoque suficiente para atender o aumento na demanda. E que, se a colheita da cana for mesmo prejudicada, a estratégia é diminuir a produção de açúcar.

"O mercado de açúcar está muito ruim, então automaticamente esse ano vai ser um ano em que as usinas vão produzir bastante etanol", afirma o diretor de usina Antônio Tonielo Filho. (Jornal Nacional 04/03/2015)

 

SE: Juiz bloqueia R$ 1,3 milhão de usina para pagamento de funcionários

Empresa pode recorrer da decisão. Representantes não foram localizados.

O juiz Horácio Raymundo de Senna Pires acata o pedido do Ministério Público do Trabalho e manda bloquear um R$ 1,3 milhão da Usina Agro Industrial Campo Lindo.

O dinheiro vai para o pagamento de salários atrasados dos funcionários e verbas rescisórias de trabalhadores demitidos.

O juiz também obriga a usina a realizar os pagamentos em dia, caso contrário será aplicada uma multa de R$ 1.000 por empregado prejudicado da decisão cabe recurso.

Nenhum representante da Campo Lindo foi localizado para falar sobre o assunto. (G1 04/03/2015)

 

Morre presidente da Beta Renewables, Guido Ghisolfi, em aparente suicídio

Guido Ghisolfi, 58 anos, presidente da Beta Renewables e pioneiro do E2G deixa legado de inovação.

O presidente da Beta Renewables e pioneiro do etanol celulósico, Guido Ghisolfi, foi encontrado morto em seu carro com um tiro na cabeça. Segundo informou a imprensa italiana nesta quarta-feira (4), o executivo teria disparado contra si mesmo. O corpo, sem vida, foi encontrado dentro do veículo, um Lexus preto, que estava próximo de sua residência, em Tortona, no norte da Itália.

O principal jornal do país, o Corriere della Sera, informou, com base em investigações policiais, de que não há dúvida de que o caso se trata de suicídio.

Em nota, o grupo Mossi Ghisolfi, dona das empresas M&G Chemicals, Chemtex, Biochemtex e Beta Renewables, lamentou o ocorrido e afirmou que o executivo sofria “de uma severa depressão”, a qual “resultou em sua morte”.

Acionista da Beta Renewables, juntamente com o fundo americano TPG e o grupo Mossi Ghisolfi, a Novozymes também prestou condolências à família. “Nós, da Novozymes, perdemos um querido e inspirador parceiro de negócios. A Itália perdeu um verdadeiro pioneiro”, disse, em comunicado, o vice-presidente da fabricante de enzimas, Thomas Videbæk.

Um entusiasta do etanol 2G, para quem o biocombustível pode ser lucrativo em qualquer lugar, Ghisolfi deixa um legado de inovação e pioneirismo justamente num momento em que a indústria de segunda geração vive um momento delicado.

Contrapondo o ceticismo em relação ao etanol celulósico, o executivo usou a si mesmo como exemplo de que o negócio pode, sim, ser lucrativo, investindo da própria riqueza e de recursos da família para rodar a primeira planta 2G do planeta em Crescentino, na Itália.

“A nossa família investiu centenas de milhões de dólares em pesquisa e decidimos construir uma usina para demonstrar a tecnologia. Nem todo mundo acreditou, mas agora, vocês podem ir até a Itália e visitar a fábrica, que está funcionando. Ao invés de prometer uma tecnologia, convido a vocês a irem até lá e vê-la”, disse o executivo na quarta edição do Ethanol Summit, realizado em 2013, em São Paulo.

Com capacidade para produzir 75 milhões de litros por ano, a usina de Crescentino usa a palha de arroz e de trigo para fabricar o biocombustível, além de um tipo de cana encontrado na região, conhecido como cana-do-reino. A unidade consome, em média, 270 mil toneladas de matéria-prima por ano.

E2G em crise

Apesar da inauguração de usinas importantes nos últimos meses, o momento do etanol celulósico é delicado. Conforme relatado pelo portal novaCana no final de janeiro, parece estar ocorrendo um ajuste de expectativas sobre os prazos de desenvolvimento do etanol celulósico pelo mundo e desânimo em relação as perspectivas de curto e médio prazo.

Liderança no etanol 2G

À frente da Beta Renewables, o executivo liderou quatro projetos que visam a produção do biocombustível em escala comercial, além de construir um império de U$ 350 milhões, fruto de mais de 60 anos de sucesso no desenvolvimento de processos e comercialização de plantas no mundo todo.

A empresa comandada por Ghisolfi é a licenciadora da tecnologia Proesa, que permite a quebra dos açúcares da biomassa para a fabricação do etanol 2G e de outros bioprodutos. No Brasil, esta mesma tecnologia foi licenciada pela GranBio, e parece ser a solução que mais ganha terreno nos projetos 2G ao redor do mundo.

No ano passado, a M&G Chemicals, do grupo Mossi Ghisolfi, anunciou a construção da maior planta de etanol 2G do mundo, a quarta a adotar a tecnologia Proesa.

Com investimentos de U$325 milhões, a nova usina será construída e operada pela Anhui M&G, uma joint venture criada pela M&G Chemicals e a chinesa Anhui Guozhen Co, que deterão 70 e 30% do novo negócio, respectivamente.

Uma empresa global

Juntamente com o pai Vittorino e o irmão Marco, Ghisolfi fez do grupo familiar uma empresa global.

O executivo estava a poucas semanas de concluir o financiamento de uma planta 2G na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O projeto atraiu U$ 99 milhões, na forma de garantia de empréstimo, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), além de US$ 4 milhões do Programa de Assistência a Cultura de Biomassa (BCAP).

Em novembro, a Brooke Renewables, uma joint venture entre as empresas Hock Lee Group, Brooke Asia Ltd e a Biochemtex Agro; a última, do grupo Mossi Ghisolfi, apresentou uma carta de intenções ao governo de Sarawak, na Malásia, para a construção de uma planta 2G. Com um investimento de U$1 bilhão, a planta usará a tecnologia Proesa, da Beta Renewables, e contará com as enzimas da Novozymes.

Em outubro, a Biochemtex e a Beta Renewables anunciaram um acordo com a Energochemica SE para a construção de uma planta de etanol celulósico com capacidade para produzir 62,3 milhões de litros. O projeto está previsto para entrar em operação no primeiro semestre de 2017. (Matéria aberta Nova Cana 04/03/2015)

 

30 usinas já operam com selo de energia verde lançado pela Única e CCEE

Um total de 30 usinas sucroenergéticas que produzem energia elétrica (bioeletricidade) para consumo próprio e para o Sistema Elétrico Nacional (SIN) já possui o Selo Energia Verde. Lançado em 26 de janeiro deste ano pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em cooperação com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a certificação é a primeira no Brasil focada estritamente na energia produzida a partir da cana-de-açúcar.

De acordo com as diretrizes do programa, tanto usinas produtoras de bioeletricidade para a rede como aquelas que produzem apenas para o autoconsumo podem obter o Selo Energia Verde. Para tanto, a usina produtora de bioeletricidade deve ser associada à UNICA, e participante do Protocolo Agroambiental do Estado de São Paulo (ou declarar atender aos critérios semelhantes ao Protocolo, isso se a indústria se localizar em outro estado).

Caso a unidade produtora de bioeletricidade seja exportadora de energia para a rede, adicionalmente deverá estar adimplente junto à CCEE e promover geração de bioeletricidade conforme os critérios determinados de eficiência energética.

Os consumidores no mercado livre que adquirirem a energia da usina certificada poderão também, dentro das diretrizes do programa, requerer o Selo Energia Verde relacionado à energia obtida. A certificação é fornecida pela UNICA sem custo financeiro tanto para os consumidores no mercado livre quanto para os produtores de bioeletricidade.

Energia “certificada” é equivalente a atender 2,5 milhões de consumidores residenciais

O total de energia que será fornecida em 2015 para o SIN pelas 30 usinas detentoras do Selo Energia Verde é equivalente a abastecer 2,5 milhões de residências pelo ano inteiro, ou o mesmo que evitar a emissão de 2.419.180 toneladas de CO2. Para atingir a mesma economia de CO2, por meio do plantio de árvores nativas, ao longo de 20 anos, seria preciso plantar 17 milhões de árvores nativas.

Para o gerente em bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar de Souza, outro aspecto importante é que a energia dessas usinas detentoras do Selo Energia Verde significará poupar, ao longo de 2015, o valor de 3% da água dos reservatórios do submercado elétrico Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 60% do consumo brasileiro.

“O consumidor no mercado livre, preocupado com o consumo responsável, ao adquirir bioeletricidade de uma unidade produtora participante do Programa de Certificação, ajuda a manter a nossa matriz energética sustentável e contribui para o desenvolvimento dessa importante fonte renovável que é a bioeletricidade”, conclui Souza (Unica 04/03/2015)

 

Copom eleva Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano.

A decisão foi unânime e sem viés. O resultado veio em linha com as estimativas de mercado que previam repetição do passo dado em janeiro.

O juro de 12,75% iguala patamar observado em janeiro de 2009. O BC retomou o aperto da Selic em outubro do ano passado, quando a taxa estava em 11% ao ano.

No comunicado apresentado junto com a decisão, o colegiado presidido por Alexandre Tombini, não deu aceno sobre os passos futuros de política monetária.

O BC repetiu o comunicado de janeiro, dizendo que?

“Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés”.

No mercado se discute até quando vai o ciclo de aperto. A maioria das apostas sugere nova alta, mas de 0,25 ponto, em abril, com o juro básico indo a 13% ao ano.

No entanto, conforme o dólar mantém movimento de alta e aumenta o ruído político em torno da aprovação pelo Congresso de medidas de austeridade, aumenta a possibilidade de uma extensão de ciclo.

A reunião desta quarta-feira aconteceu em dia de forte tensão nos mercado, com dólar beirando os R$ 3 e uma disparada nas taxas futuras de juros.

Desde o Copom de janeiro, a cotação do dólar subiu 14,6%. Os agentes reagiram à decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, de devolver a Medida Provisória 669, que trata de mudanças na desoneração da folha de pagamento das empresas.

A atitude do parlamentar trouxe grande preocupação com a sustentabilidade do ajuste fiscal.

O governo respondeu com o envio de um projeto de lei, mas como o trâmite é diferente, a possibilidade de se contar com a economia de R$ 5,3 bilhões prevista para o ano fica mais distante.

Ainda assim, em evento com investidores em São Paulo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, demonstrou otimismo com a adoção das medidas de ajuste e disse que seu compromisso com essa agenda é “fortíssimo”. (Valor Econômico 04/03/2015 às 20h: 03m)

 

Campo ganha relevância nos negócios da Glencore

A agricultura teve seu grande momento na Glencore na terça­feira, quando a trading anunciou que suas operações com cereais e oleaginosas cresceram mais de 300% no ano passado e ajudaram a compensar a queda dos resultados nas áreas de petróleo e metal.

"Ele está aproveitando seu momento", disse a analistas Ivan Glasenberg, presidente da Glencore, sobre Chris Mahoney, o reservado diretor da área agrícola da multinacional. Mahoney, que está na Glencore desde 1998, está conduzindo a integração da Viterra, a trading canadense de grãos adquirida pela Glencore em 2012.

O negócio de US$ 6 bilhões transformou a companhia suíça em uma das maiores tradings de trigo, cevada e canola do mundo.

Também acrescentou ao seu portfólio negócios com oleaginosas no Canadá e Austrália. Foram esses ativos de armazenagem, processamento e logística que deram ao braço agrícola da Glencore um grande empurrão em 2014.

Com grandes estoques após as safras recorde de grãos em todas as partes do mundo, de 60% a 70% de seu lucro antes dos impostos e juros, de US$ 856 milhões, veio do "manejo de grãos, e da semilogística", disse Mahoney.

Outra grande parcela dos lucros veio do processamento de oleaginosas como a soja na Argentina e na Europa.

Para os analistas que acompanham a Glencore, que se acostumaram aos jargões das áreas de metais e mineração e ainda estão menos familiarizados com o mercado agrícola, a questão é se a companhia conseguirá repetir esse desempenho.

A resposta da Glencore é que ele será "bastante sustentável", contanto que safras sejam decentes no Canadá e na Austrália, já que os ativos de manejo e armazenagem só são lucrativos quando há matéria-prima.

As colheitas da safra 2013/14 repuseram os estoques globais de grãos, mas nem sempre isso acontece.

Em 2012, as principais tradings agrícolas tiveram que lutar contra a pior seca a atingir os Estados Unidos em 50 anos, que devastou plantações. (Valor Econômico 05/03/2015)

 

Standard & Poor's mantém ratings da USJ Açúcar e Álcool

A Standard & Poor's (S&P) informou, na terça-feira, 3, à noite que os ratings e perspectivas atribuídos à USJ Açúcar e Álcool não são imediatamente afetados pelo "desempenho operacional mais fraco no terceiro trimestre (da safra 2014/15)", que corresponde ao quarto trimestre do ano passado. "Apesar das métricas de crédito mais fracas, a posição de caixa e estoques de açúcar e etanol da empresa eram superiores à sua dívida de curto prazo em dezembro de 2014. Acreditamos ainda que a administração da USJ esteja comprometida a vender terras para manter a liquidez", diz a agência.

No trimestre, a companhia registrou produtividade mais baixa e viu a dívida aumentar em razão da desvalorização cambial. "Os fluxos de caixa da empresa permanecem fracos, refletindo a seca registrada no Estado de São Paulo em 2014 (...) e os baixos preços de etanol no Brasil e do açúcar no mercado global", explica a S&P. Conforme a agência, o fluxo de caixa operacional livre foi negativo em aproximadamente R$ 80 milhões em virtude do aumento no capex e uma injeção de capital de R$ 60 milhões na SJC Bioenergia, joint-venture entre a USJ e a Cargill.

O Grupo USJ é formado pelas usinas S. João, em Araras (SP); pela S. Francisco, em Quirinópolis (GO); e pela Cachoeira Dourada, no município de mesmo nome, também em Goiás. Por safra, processa cerca de 8 milhões de toneladas de cana, com produção de 650 mil toneladas de açúcar e 280 milhões de litros de etanol. (Agência Estado 04/03/2015)

 

Câmbio ajuda exportações, mas traz custos

O dólar é um dos grandes sustentáculos dos preços das commodities para os brasileiros neste momento. Mesmo exportando volume menor e recebendo menos receitas em dólares, o volume financeiro em reais tem sido maior para alguns setores.

Mas, apesar de facilitar a vida do exportador e produtor, o agronegócio não deve focar apenas os benefícios da valorização da moeda norte-americana, segundo alguns dirigentes desse setor.

A alta do dólar, que torna os produtos brasileiros mais vantajosos no exterior e significa que um volume maior de reais será pago por eles-- pode esconder custos internos que o mesmo dólar e os desacertos da economia trazem.

"Se simplesmente olhássemos para o dólar, o setor estaria rico em um momento como este", diz Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

A verdade é que o importador também faz contas, dificulta as negociações e exige descontos, segundo Turra.

Na avaliação de Antonio Camardelli, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina), o dólar forte ajuda bastante.

Mas, para ele, "o dólar bom é o que não agrada a importador e exportador. O que todos reclamam dele". Cada mercado tem sua especificidade, e exportador e importador querem o melhor rendimento.

No caso da carne bovina, "estamos reformulando os pacotes de exportações, principalmente para os países da área cinzenta e que foram afetados pelo petróleo, como Rússia e Venezuela", diz.

Os mercados, de forma geral, exigem qualidade, o que tem elevado os custos de vários dos concorrentes do país.

Daí a busca das empresas brasileiras por mercados que paguem mais, como Japão, Coréia do Sul, Taiwan e Indonésia, afirma Camardelli.

Tanto Turra como Camardelli estão confiantes com o cenário deste ano. Turra, do setor de frango e de suínos, aponta os dados favoráveis que o dólar pode trazer.

O volume de exportações de frango de fevereiro foi 1,6% superior ao de igual mês de 2014. Já as receitas caíram 6,7% em dólares no mesmo período. Com a valorização da moeda norte-americana, no entanto, as receitas subiram 10,3% em reais. (Folha de São Paulo 05/03/2015)

 

Gasolina com mais etanol (27%) valerá a partir de 16 de março. Governo garante que motores não serão afetados

O governo anunciou nesta quarta-feira que o aumento da mistura de etanol de anidro na gasolina, de 25 por cento para 27 por cento, começará a valer em 16 de março, depois de quase um mês de testes adicionais para comprovar a viabilidade da nova composição do combustível.

Com a medida, o governo fortalece o setor de etanol do Brasil, que atravessa uma crise nos últimos anos, com o fechamento de dezenas de usinas.

Ao mesmo tempo, a mudança reduz a necessidade de importações de gasolina pela Petrobras, além de garantir um combustível comercializado no país menos poluente, disseram ministros ao anunciar a medida.

"Acabamos de assinar uma resolução... (é) uma operação em que todos ganham", afirmou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a jornalistas.

Em setembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff já havia sancionado lei que permitiu a elevação da mistura do etanol na gasolina até o limite de 27,5 por cento, desde que constatada sua viabilidade técnica, por meio de testes.

Para a gasolina premium, no entanto, ainda vale a mistura de etanol no atual patamar de 25 por cento, acrescentou o ministro.

O anúncio da mistura, altamente aguardado pelo setor sucroalcooleiro, vai garantir uma demanda adicional de etanol de 1 bilhão de litros do biocombustível em 2015, disse a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, assegurando que o país tem oferta suficiente para elevar o percentual da mistura.

A mudança ocorrerá em um momento em que começará a moagem da nova safra de cana do centro-sul do país, principal região produtora de etanol, que está na entressafra.

Em fevereiro, o governo já havia acordado a nova mistura com o setor, que passaria vigorar naquele mês, depois de diversos testes feitos durante meses para checar a viabilidade do aumento.

Mas a pedido do setor automotivo novos testes foram realizados.

"O adiamento foi fruto da segurança do governo para que não houvesse nenhum risco do ponto de vista do rendimento e da durabilidade dos motores com a elevação da participação do etanol", disse Braga, acrescentando que os estudos apontam para tranquilidade ao consumidor em relação à qualidade do produto.

Ele disse que a expectativa é que os preços na bomba dos combustíveis, com a nova mistura, não sofram impacto significativo.

A resolução sobre o aumento da mistura deve ser publicada na quinta-feira.

O anúncio, nesta quarta-feira, foi feito após reunião entre Braga e os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior), Kátia Abreu (Agricultura) e Aloizio Mercadante (Casa Cívil), além de representantes de entidades como a Anfavea, do setor automotivo, e Unica, do setor de cana-de-açúcar. (Cana Rural 04/03/2015 às 20h 26m)

 

Governo deixa gasolina premium de fora de aumento do etanol

O governo alegou nesta quarta­feira que optou pelo “entendimento” construído com o setor automotivo e sucroalcooleiro e manteve a gasolina premium fora da decisão de elevar a mistura de etanol na fórmula do combustível.

Originalmente, havia a previsão de continuidade de estudos para uma manifestação em abril a respeito da gasolina premium.

“Ela representa hoje menos de 10% do mercado, continua exatamente como está. A qualidade dela não seria prejudicada, mas, prudentemente, o governo está exatamente respondendo aos entendimentos feitos entre as entidades”, disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, acrescentando que o governo não dispõe de resultados negativos para a gasolina premium em relação à qualidade nem durabilidade.

Já a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou que o adiamento do anúncio pelo governo decorreu de um “ruidozinho no meio do caminho” das negociações.

“Nesse adiamento, na verdade, o responsável foram as entidades”, disse.

“Enquanto esse ruído não foi totalmente silenciado, o governo não se sentiu confortável para fazer o anúncio”, completou a ministra, que considerou ainda que as entidades tinham o direito de reivindicar a realização de testes.

A última promessa do governo era para uma posição no dia 16 de fevereiro.

Os testes de durabilidade para a gasolina premium seguem em estudo, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

Os estudos feitos pelas montadoras deverão ser concluídos até o fim deste mês.

“Em fevereiro essa proposta já havia sido formulada. É uma decisão do governo. Entendo que a adoção dessas medidas visa a melhoria da economia brasileira”, disse Moan.

“Estamos tentando fazer um teste acelerado para a durabilidade. Trabalhamos junto com o governo para que fosse mantida uma opção de abastecimento para veículos movidos exclusivamente a gasolina”, disse Moan, em referência à gasolina premium. (Valor Econômico 04/03/2015 às 20h: 17m)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Novo recuo em NY: Os preços futuros do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, diante de mais uma valorização da moeda americana. Os papéis para maio, fecharam em queda de 11 pontos (2,55%), a 13,34 centavos de dólar por libra­peso. O dólar continua a se valorizar em relação ao real, o que estimula as vendas de açúcar pelos produtores do Brasil, na medida em que eleva a rentabilidade das exportações. O país é o maior fornecedor global de açúcar. Com o aumento da oferta da commodity no mercado, os preços acabam caindo. Também pesou sobre as cotações a recomendação feita ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que adultos e crianças reduzam "substancialmente" o consumo diário de açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,02%, a R$ 50,55.

Café: Repique de preços: Depois de caírem na terça­feira ao menor valor desde 31 de janeiro de 2014, os futuros de café se recuperaram ontem em Nova York. Os lotes do tipo arábica para maio encerraram em alta de 780 pontos, a US$ 1,3755 por libra­peso. Apesar do repique, a commodity ainda está muito vulnerável ao dólar valorizado. A moeda americana forte tende a ampliar a oferta de café no mercado mundial, uma vez que eleva a rentabilidade das exportações brasileiras. Com mais café no mercado, os preços tendem a cair. As cotações do grão também têm sido pressionadas pelas chuvas mais frequentes no Sudeste do Brasil (onde se concentra a produção do arábica), após um longo período de seca. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 431,45, alta de 1,44%.

Soja: Estímulo às vendas: Os futuros de soja caíram ontem pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Chicago devido, em parte, à desvalorização do real diante do dólar. Os contratos com vencimento em maio fecharam com queda de 18,25 centavos, (1,8%), a US$ 9,94 por bushel. A valorização da moeda americana eleva o valor das commodities em reais, como é o caso da soja, encorajando produtores a venderem suas colheitas, no momento em que a demanda internacional migra dos Estados Unidos para a América do Sul. Analistas dizem que o real mais fraco tende a desencadear uma onda de vendas por produtores. A menor preocupação com a greve dos caminhoneiros no Brasil também pesou sobre as cotações da oleaginosa. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná subiu 1,27%, a R$ 62,42 a saca.

Trigo: Piso rompido: Os preços do trigo romperam ontem o piso "psicológico" de US$ 5 por bushel na bolsa de Chicago, diante do dólar mais valorizado e da maior concorrência do cereal americano com o produto da União Europeia, mais barato. Em Chicago, os contratos para maio fecharam em queda de 10 centavos, a US$ 4,96 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento encerraram em baixa de 8 centavos, para US$ 5,2725 por bushel. Os preços da commodity também foram pressionados pelas previsões de clima mais quente na próxima semana no Meio­Oeste americano, que tende a derreter a neve e a elevar a umidade nas lavouras. No Paraná, a cotação média da saca de 60 quilos recuou 0,10%, para R$ 31,41, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 05/03/2015)