Setor sucroenergético

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Caramuru negocia conversão de dívida com Rabobank

Uma das maiores tradings agrícolas do país, a Caramuru encetou uma complexa negociação com o Rabobank.

Em pauta, a conversão da dívida de quase US$ 500 milhões com o banco holandês em participação acionária. (Jornal Relatório Reservado 06/03/2015)

 

Lei contra queima da palha de cana é inconstitucional

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional lei do município de Paulínia (SP) que proíbe a queima da palha da cana-de-açúcar e o uso do fogo em atividades agrícolas. A maioria dos ministros entendeu que deve prevalecer norma do Estado de São Paulo sobre o assunto, que estabelece um cronograma para o fim da prática.

No julgamento, porém, os ministros fizeram questão de destacar que a decisão não desautoriza os municípios de legislar. "O município é competente para legislar sobre o meio ambiente com a União e Estados no limite de seu interesse local, desde que o regramento seja harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados", afirmou o relator, ministro Luiz Fux, depois de todos proferirem seus votos.

Os ministros analisaram recurso do Estado de São Paulo e do Sindicato da Indústria da Fabricação do Álcool do Estado de São Paulo (Sifaesp) contra decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça paulista (TJ­SP). Como foi julgado em repercussão geral, o caso servirá de orientação para outras instâncias da Justiça.

No TJ­SP, os desembargadores julgaram improcedente ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei nº 1.952, de 1995, que proibiu totalmente a queima de palha de cana de açúcar no seu território.

Em sua defesa oral no STF, o procurador paulista Pedro Ubiratan de Azevedo destacou que "a lei que proíbe totalmente as queimadas contraria a legislação estadual". Segundo ele, desde 2002 há uma lei estadual paulista sobre o tema (nº 11.241), que prevê a eliminação gradativa da queima da palha da cana-de-açúcar.

Em seu voto, porém, Fux acatou a argumentação. Considerou que o município estaria atuando na competência do governo paulista, afrontando a Constituição Estadual. E que há normas federais que tratam do assunto expressamente e apontam para a necessidade de se traçar um planejamento para a extinção gradativa do uso do fogo.

O ministro também destacou o impacto para os trabalhadores de uma decisão em sentido contrário. "Mesmo que seja mais benéfico optar pela mecanização da colheita de cana por conta da saúde do trabalhador e da população, não se pode deixar de lado o meio pelo qual se considere mais razoável a obtenção disso. Proibição imediata ou eliminação gradual. É mais harmônico com a Constituição a eliminação gradual", disse.

Fux foi acompanhado pela maioria dos ministros. Luís Roberto Barroso entendeu que há, no caso, incompatibilidade entre a lei estadual e a municipal. "Reconheço, em tese, legitimidade para o município dispor sobre essas questões, mas o que verifiquei do voto do Fux é que há incompatibilidade entre lei estadual e lei municipal. E, havendo essa incompatibilidade, a discussão se desloca da competência abstrata para o plano concreto de saber, neste caso, qual âmbito de interesse deve ter prioridade", afirmou.

Barroso disse que o tratamento dado pela lei estadual atende melhor os fundamentos constitucionais envolvidos na matéria como interesse dos trabalhadores. "A solução preconizada em âmbito estadual já reduziu em 80% as queimadas indesejáveis", afirmou.

Para o ministro Marco Aurélio, não é possível enquadrar a matéria como de interesse local, específico de um único município. "O interesse é abrangente, atraindo para a disciplina do tema a competência do Estado. Ante esse contexto e a existência de providências estaduais para eliminar a queima, não há espaço para tratamento diferenciado da matéria", disse.

"Não há dúvida de que os municípios dispõem de competência para tratar da questão do meio ambiente", acrescentou o ministro Celso de Mello. No entanto, ele ponderou que é necessário saber a extensão desse poder, que é concorrente.

O ministro Ricardo Lewandowski também acompanhou o relator. Para ele, "o município tem competência para legislar sobre matéria ambiental, mas, evidentemente, isso deve restringir-se ao interesse local".

A ministra Rosa Weber foi a única a negar provimento ao recurso do Estado de São Paulo. De acordo com a ministra, a Constituição, no artigo 23, inciso 6º, afirma que há competência para o município legislar pela proteção do meio ambiente e combate à poluição. A ministra levou em conta que já havia a previsão legal de prazos e interpretou que o município apenas os restringiu. (Valor Econômico 06/03/2015)

 

Unica: nova mistura e volta da Cide sinalizam importância do etanol

Presidente da entidade que reúne usinas do Centro-sul do Brasil ressalta, no entanto, que medida poderia ter sido adotada há mais tempo.

A diretora-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, avaliou nesta quarta-feira (4/4) que o aumento da mistura do álcool anidro à gasolina de 25% para 27%, assinado hoje, é positivo e sinaliza, junto com a retomada da cobrança da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), "que o governo enxerga que etanol é importante dentro da matriz energética", afirmou. "Esperamos que daqui para frente haja previsibilidade e regularidade nessas medidas", acrescentou.

No entanto, segundo ela, a alta na mistura poderia ter sido feita em janeiro deste ano, já que as usinas "certamente" garantiram o abastecimento do etanol demandado. Para Farina, a medida vai ser efetivada um mês após a data negociada na última reunião entre o governo e o setor. Previsto inicialmente para 16 de fevereiro, o aumento na mistura, anunciado após a reunião do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), valerá a partir de 16 de março.

O anúncio ocorre após um ano de negociações entre governo e os setores produtivos de etanol e de veículos automotores. Farina disse que a demanda anual de etanol anidro com o aumento de 2 pontos porcentuais na mistura será de 1 bilhão de litros e que pelo álcool ser mais barato que a gasolina é possível uma queda nos preços do combustível de petróleo comercializado nas bombas. No entanto, essa redução dependeria do mercado e seria muito pequena se ocorresse. "Não dá para dizer se o preço vai cair, porque depende da interação do mercado. De fato etanol custa menos que gasolina e uma variação seria muito pequena."

A diretora-presidente da Unica evitou polêmica com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, que orientou os consumidores de veículos movidos só a gasolina a utilizarem gasolina premium nos motores, combustível que continuará com a mistura em 25% de anidro. "Não sei explicar o motivo de o Moan ter levantado isso. Foram feitos vários meses de testes de emissões, consumo e durabilidade de peças pela Anfavea e, no último deles, os veículos tinham rodado mais de 70% da quilometragem prevista sem problema algum", concluiu. (Agência Estado 04/03/2015)

 

Açúcar: Leve recuperação

Os futuros de açúcar reagiram ontem na bolsa de Nova York, depois de quatro sessões consecutivas de queda.

Os papéis para maio fecharam em alta de 10 pontos, ou 0,75%, a 13,44 centavos de dólar por libra-peso.

A desvalorização dos últimos dias esteve muito atrelada à alta do dólar em relação ao real.

A moeda americana forte estimula as vendas de açúcar pelos produtores do Brasil, na medida em que eleva a rentabilidade das exportações.

O país é o maior fornecedor global de açúcar. Com o aumento da oferta da commodity, os preços acabam caindo.

No pregão de ontem, traders realizaram lucros sobre as apostas na baixa do açúcar, depois que as cotações permaneceram no menor valor em seis anos na sessão passada.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,47%, a R$ 50,31 a saca. (Valor Econômico

 

Agroconsult estima safra recorde de cana do centro-sul: 620 mi t

A Agroconsult revisou para cima a projeção de moagem de cana-de-açúcar para a safra 2015/16 que se inicia em abril no Centro-Sul. O novo cálculo aponta para um volume de 620 milhões de toneladas, ante 600 milhões de toneladas da estimativa anterior, mantida desde novembro do ano passado.

Mesmo abaixo da média nas regiões canavieiras do Centro-Sul do Brasil, as chuvas foram bem distribuídas na primavera e início do verão e, em fevereiro, finalmente os volumes ficaram acima da média histórica, principalmente no Estado de São Paulo.

“A questão atual é se a indústria terá capacidade para moer esse volume. Na safra 2013/14, foram moídas quase 600 milhões de toneladas. Hoje, essa diferença de 20 milhões de toneladas corresponderia a uma semana a mais de moagem, com a mesma capacidade instalada”, explica Fábio Meneghin, analista da Agroconsult.

A safra 14/15 de cana no Centro-Sul produziu 570 milhões de toneladas, uma quebra de 4,5% no volume total. Em algumas regiões tradicionais produtoras de cana, a quebra chegou a 10%.

Atualmente a cana apresenta níveis de biomassa bem melhores que na mesma época do ano passado e isso indica que, se realmente se confirmarem as previsões de bons volumes de chuvas para março, os canaviais do Centro-Sul deverão apresentar produtividade média acima do registrado na safra 2014/15.

O índice de vegetação médio dos canaviais para o Centro-Sul já está ligeiramente acima do observado na última safra, conforme apurado pela Agrosatélite, empresa do Grupo Agroconsult, dentro do Sistema de Monitoramento de Canaviais CanaPro. “São Paulo é o estado que apresenta a maior recuperação do índice de vegetação, o que deverá refletir nas produtividades” explica Bernardo Rudorff, diretor da Agrosatélite.

A Agroconsult projeta um ganho de 3,4 toneladas por hectare na safra 15/16, elevando a produtividade média do Centro-Sul para 74,2 toneladas por hectare sobre uma área a ser colhida estimada em 8,35 milhões de hectares (expansão de aproximadamente 300 mil hectares sobre a safra 14/15), resultando num potencial de 620 milhões de toneladas de cana (crescimento de 8,8% sobre a safra anterior).

A produção de açúcar estimada será de 33,5 milhões de toneladas (aumento de 2,5% sobre 14/15) e a de etanol total deverá chegar a 28,7 bilhões de litros (expansão de 9,5%). (Agroconsult 05/03/2015)

 

MS amplia volume, mas receita com exportação de açúcar cai

Mato Grosso do Sul ampliou em 16,42% o volume de açúcar exportado no primeiro bimestre de 2015 frente ao mesmo período de 2014, passando de 162,740 mil toneladas para 189,474 mil toneladas. Em contrapartida, a receita com a venda do produto, refletindo a queda nos preços no mercado internacional provocada pelo aumento de oferta, sofreu uma retração 1,39% no mesmo intervalo de tempo, caindo de US$ 66,235 milhões para US$ 65,319 milhões.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior (Aliceweb) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As informações apontam que mesmo com essa ligeira queda no faturamento, o açúcar ainda continua a ter um papel de destaque nas exportações do estado.

No bimestre o produto sucroenergético ocupou a terceira colocação no ranking de receita, sendo superado apenas pela celulose que registrou um faturamento de US$ 154,214 milhões e pelo milho em grão, com US$ 66,142 milhões. Ficou a frente de duas das principais commodities de Mato Grosso do Sul, a carne desossada e congelada de bovinos, que apareceu em quarto na listagem, com uma movimentação financeira de US$ 62,525 milhões e da soja em grãos, com US$ 58,204 milhões.

Já no ranking nacional de receita dos principais exportadores de açúcar do País, Mato Grosso do Sul fechou esses dois meses na quinta colocação. As quatro primeiras posições foram ocupadas por São Paulo, com US$ 469,954 milhões; Paraná, com US$ 122,649 milhões; Alagoas, com US$ 103,028 milhões e Minas Gerais, com US$ 65,319 milhões.

Neste bimestre, o açúcar "made in MS" foi exportado para 13 países, sendo os principais compradores a Argélia, com 43,312 mil toneladas, o que resultou em um faturamento de US$ 12,852 milhões; Bangladesh, com 40,548 mil toneladas, e receita de US$ 14,198 milhões e a Rússia, com 29,272 mil toneladas e movimentação financeira de US$ 11,061 milhões. (Cana News 05/03/2015)

 

Empresários e sindicalistas preparam manifesto

SÃO PAULO - Centrais sindicais e entidades patronais estão finalizando um documento intitulado

"Manifesto da coalizão capital-trabalho para competitividade e o desenvolvimento", que cobra medidas de incentivo à indústria e pressiona o governo para que os ajustes fiscais não atinjam os trabalhadores.

O texto será entregue à presidente Dilma Rousseff e ao Congresso na próxima semana, segundo contou Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT). CUT e Força Sindical encabeçam a elaboração do documento, ao lado da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq).

Outras associações como a Abit, do setor têxtil; Unica, da cana de açúcar; Onip, do segmento petrolífero; e Cbic, da construção, também assinam o documento. (O Globo 06/03/2015)

 

Fila de navios em portos cai para 24 na semana até dia 4 de março

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 27 para 24 na semana encerrada em 4 de março, de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 30 de março.

Foi agendado o carregamento de 846,46 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 521,56 mil toneladas, ou 62% do total. Maceió responderá por 26% (218 mil toneladas); Paranaguá, por 10% (84,90 mil toneladas); Recife, por 1% (12 mil toneladas); e Suape, também por 1% (10 mil toneladas). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 7,88 mil toneladas. No da Rumo, estão agendadas 513,67 mil toneladas no período analisado.

A maior quantidade a ser exportada é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 824,46 mil toneladas. Os embarques do cristal A-45 somam 22 mil toneladas. Não há previsão de exportação do B-150. O A-45 e o B-150 são embarcados ensacados. (Agência Estado 05/03/2015)

 

André Nassar assumirá secretaria de Política Agrícola do MAPA

André Nassar será o próximo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Nessa quarta-feira, 4, ele esteve reunido com a secretária-executiva da pasta, Maria Emília Jaber, para tratar dos detalhes finais da sua ida para o ministério. O nome dele já foi encaminhado para análise e aprovação da Casa Civil. Agrônomo, Nassar tem doutorado em Negócios e Comércio Internacional.

Nassar é fundador do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) com o ex-diretor presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e atual executivo da BRF, Marcos Jank. O Icone se transformou, em 2013, em Agroicone, do qual Nassar é diretor-geral.

Entre os trabalhos do executivo e acadêmico citados no Agroicone estão o que reconheceu o etanol de cana-de-açúcar como biocombustível avançado pela Agência de Proteção Ambiental do Governo dos Estados Unidos (EPA-EUA). (Agência Estado 05/03/2015)

 

Empresa gaúcha deverá quebrar o quase monopólio da Petrobras em gás

A holding gaúcha Bolognesi está próxima de fechar negócios de longo prazo para importar gás natural liquefeito (GNL), quebrando o quase monopólio no mercado de importação de gás natural detido pela Petrobras há mais de uma década.

A Bolognesi, que atua em construção e no setor de geração de energia, recebeu licenças no ano passado para construir e operar duas termelétricas movidas a gás. E optou por importações de GNL em vez do suprimento pela Petrobras, que fornece para quase a totalidade das termelétricas.

"Estamos negociando com dois supridores. Poderemos fechar com os dois ou com somente um, dependendo do final das negociações. Eles estão entre os cinco maiores fornecedores de GNL no mundo", afirmou Paulo Cezar Rutzen, vice-presidente da companhia gaúcha.

Procurada, a Petrobras não quis comentar sobre os movimentos da Bolognesi.

Os contratos em negociação serão para 25 anos de suprimento de GNL, acompanhando o período da licença para geração de energia das duas unidades, previstas para serem construídas em Rio Grande (RS) e em Pecém (CE).

Rutzen não quis revelar os nomes dos fornecedores com os quais negocia. Mas disse que os preços serão indexados aos valores de referência de Henry Hub, ponto de entrega de futuros de gás natural localizado em Louisiana.

Se a estratégia da Bolognesi for bem-sucedida, é provável que outros grupos privados que atuam com geração de energia no Brasil sigam esse rumo, o que poderia reduzir a dependência do fornecimento de gás da Petrobras, em um momento em que o país busca elevar a produção de energia.

"Acho que a partir do momento em que quebramos esse ciclo de não ter geração no Brasil baseada em GNL, creio que outros projetos similares virão", afirmou Rutzen.

Os dois complexos que a holding gaúcha pretende construir incluem as térmicas, de 1.200 megawatts cada, ligadas a terminais de regaseificação do GNL.

No total, os projetos, estimados em 6 bilhões de reais, terão capacidade de regaseificar 28 milhões de metros cúbicos de gás por dia (Mmc/d).

Para efeito de comparação, os três terminais que a Petrobras opera no Brasil possuem capacidade de regaseificar 41 Mmc/d.

Como as duas térmicas devem consumir 12 milhões de Mmc/d, os investidores possuem planos de comercializar ou utilizar o excedente de gás regaseificado em outros projetos.

Para isso, Rutzen diz que o fundo norte-americano do setor de energia EIG, que já é parceiro nos dois complexos, tem interesse em avaliar futuros empreendimentos.

Os primeiros dois complexos devem iniciar operações em dois anos. (Reuters 05/03/2015)

 

Bovespa cai 0,2% com tensão política e juros

Queda do índice foi amenizada por otimismo das bolsas estrangeiras, após fala de Mário Draghi.

O Ibovespa fechou em queda ontem diante de um quadro político incerto, que foi parcialmente atenuado pelo otimismo nas bolsas internacionais.

Tanto índices europeus como norte-americanos subiram em meio ao anúncio do início do programa de estímulos na Europa. A decisão do Banco Central de elevar os juros para 12,75% ao ano também permaneceu no radar.

Na sessão, o principal índice da Bovespa fechou em baixa de 0,20%, a 50.365 pontos, como volume negociado atingindo R$5,109 bilhões. A pressão do cenário político incerto, que aumenta a tensão sobre os ajustes fiscais; acabou anulando qualquer benefício sobre a alta de juros.

Ao mesmo tempo, as bolsas internacionais subiram após a falado presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, de que o programa de compra de ativos de países da zona do euro avaliado em €60 bilhões por mês começará na semana que vem. Draghi também elevou a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) da região, para 1,5% em 2015; 1,9% em 2016 e 2,1% em 2017.

Nos destaques do noticiário corporativo, a Petrobras segue no holofote do mercado.

A estatal deve ter aval da União para captação de até US$ 19 bilhões, o que equivale a R$ 60 bilhões que o mercado calcula que precise para preservar seu caixa. Outro grande destaque desta sessão ficou com a Embraer, que viu seus papéis afundarem na Bolsa em meio à decepção do mercado com os resultados da companhia.

Já as ações da Cosan acabaram fechando em queda, mesmo se beneficiando da notícia de que o governo aumentou a quantidade de etanol que pode ser misturada à gasolina de 25% para 27%. Segundo o BTG Pactual, conjugado o aumento com as medidas do governo que encareceram a gasolina como a elevação dos preços em novembro e a volta do imposto Cide,o setor sai beneficiado.

As ações da Vale caíram mais de 4% depois da previsão de crescimento da China para 2015 ficar em7%, a menor em 11 anos.

Em fevereiro, o segmento Bovespa movimentou R$ 128,39 bilhões, ante R$133,30 bilhões, registrados em janeiro, segundo balanço da BM&FBovespa.

No período, os investidores estrangeiros lideraram a movimentação, com participação de 52%, ante 52,17% em janeiro.

Na segunda posição, ficaram os investidores institucionais, com participação de 26,45%, ante 27,18%. As pessoas físicas movimentaram 13,82%, ante 14,57%.

As instituições financeiras 5,77%; ante 5,05%; e as empresas 1,95% ante 0,9% registrados no mês anterior. O número de contas de investidores pessoas físicas caiu de 567.902 para 566.615. (Brasil Econômico 06/03/2015)

 

Governador cumpre compromisso assumido com sindicalistas

 “Diz um estudo da Universidade de Viena que uma pessoa normal mente 200 vezes por dia. Parece improvável, mas, no Brasil, é bem possível” – Juca Kfouri, jornalista.

“Pelas bobagens que tem falado nas suas raras aparições públicas, completamente sem noção do que se passa no País, melhor faria a presidente Dilma Rousseff se continuasse em silêncio, já que não tem mais nada para dizer” – Ricardo Kotscho, secretário de Imprensa no primeiro mandato do presidente Lula.

“Segundo o mais recente Datafolha, Dilma é mentirosa para 46% dos entrevistados, desonesta para 47%, falsa para 54% e indecisa para 50%” – Idem.

Ao participar ontem da reunião em Goiânia dos governadores dos principais Estados produtores de cana-de-açúcar do País, Geraldo Alckmin cumpriu o compromisso assumido durante audiência, na semana passada, com lideranças dos trabalhadores da cadeia produtiva sucroenergética ligadas ao projeto ‘Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética’.

Um dos líderes do projeto, Antonio Vitor, da Força Sindical, ao sair da audiência de mais de duas horas no Palácio dos Bandeirantes na semana passada, anunciou que o governador Geraldo Alckmin assumira o compromisso de se engajar na formação da “Frente dos Governadores dos Estados Produtores de Cana-de-Açúcar” que passa a ser o viés político do movimento que une trabalhadores, fornecedores de cana, indústria de base e usineiros e que conta com os apoios das cooperativas Coplacana (Piracicaba), Copercana (Sertãozinho) e Coopercitrus (Bebedouro).

Desde o último mês de novembro, quando o projeto começou a ser esboçado, lideranças do setor defendiam a formação da “Frente dos Governadores”. Dentre eles, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que presidia o Conselho Deliberativo da Única – União da Indústria da Cana-de-Açúcar, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG – Associação Brasileira de Agribusiness e também conselheiro da Única e André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético.

O movimento pressionou a presidente Dilma Rousseff a desengavetar o projeto de aumento de 25% para 27% da mistura do etanol anidro à gasolina que acabou sendo anunciado nesta última quarta-feira com mais de um mês de atraso. Desde que foi anunciado o projeto de “Governança Corporativa”, o governo federal anunciou a volta da Cide para a gasolina e também três leilões para a compra de energia a partir da biomassa (bioeletricidade).

A realização de um protesto público, que parou Sertãozinho no último dia 27 de janeiro, também integra as ações do projeto que busca sensibilizar o governo federal para outras medidas necessárias para evitar o colapso total no setor que além de extinguir 300 mil postos de trabalho nos últimos 6 anos, levou ao fechamento de 83 usinas – outras 10 não devem moer a safra 2015/16 e ao pedido de recuperação judicial de outras 70 unidades industriais.

Com efeito, vale a pena assistir ao próximo TV BrasilAgro, que vai ao ar neste domingo pela STZTV (www.stztv.org.br) e que a partir da tarde desta próxima 2ª feira estará na WEB TV: www.brasilagro.com.br.

Os entrevistados são os experientes consultores que acabam de anunciar a criação da empresa ‘Organize’: Marcos Antonio Françóia, Lourival Carmo Monaco Junior, Rodolfo Norivaldo Geraldi e Weber Geraldo Valério.

Com experiência reconhecida em grandes grupos de usinas (Cosan - Raízen e São Martinho), estes consultores dão verdadeira aula para mostrar que há espaço para se produzir mais, melhor e a custos inferiores.

Eles comentam também os grandes desafios que terão que ser vencidos tendo em vista as mudanças em curso nos cenários nacional e internacional.

O vídeo institucional do projeto ‘Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética’, até esta madrugada, já teve 677.376 pessoas alcançadas, 195.744 visualizações, 11.520 compartilhamentos e 9.059 curtidas (Ronaldo Knack é Jornalista e graduado em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e editor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Leve recuperação: Os futuros de açúcar reagiram ontem na bolsa de Nova York, depois de quatro sessões consecutivas de queda. Os papéis para maio fecharam em alta de 10 pontos, ou 0,75%, a 13,44 centavos de dólar por libra-peso. A desvalorização dos últimos dias esteve muito atrelada à alta do dólar em relação ao real. A moeda americana forte estimula as vendas de açúcar pelos produtores do Brasil, na medida em que eleva a rentabilidade das exportações. O país é o maior fornecedor global de açúcar. Com o aumento da oferta da commodity, os preços acabam caindo. No pregão de ontem, traders realizaram lucros sobre as apostas na baixa do açúcar, depois que as cotações permaneceram no menor valor em seis anos na sessão passada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,47%, a R$ 50,31 a saca.

Café: Realização de lucros: O café arábica devolveu parte dos ganhos expressivos de quarta­feira e fechou em baixa ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão a US$ 1,3505 por libra­peso, em queda de 250 pontos. O mercado continua a ser bastante influenciado pelo Brasil, maior produtor e exportador mundial do grão. A valorização do dólar em relação ao real incentiva as vendas por parte dos cafeicultores brasileiros, uma vez que eleva a rentabilidade das exportações do país ­ feitas na moeda americana. E as cotações têm sido pressionadas pelas chuvas mais frequentes no Sudeste do país. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 440 e R$ 460, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Soja: Efeito China: A redução na meta de crescimento econômico chinês para 7% em 2015 pesou sobre as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para maio fecharam a US$ 9,8550 por bushel, em queda de 8,50 centavos. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa. A China é o maior importador global de soja e a perspectiva de desaceleração na economia do país amplia o temor de que as compras da commodity possam ser afetadas, ainda que muitos especialistas acreditem que isso não vai acontecer, já que o crescimento do país asiático, ainda que menor, tende a ser calcado no consumo doméstico. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu para 58,15, em média, conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

Trigo: Dólar pressiona: O dólar firme e a melhora das perspectivas para a safra americana de trigo derrubaram ontem os futuros do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para maio fecharam com baixa de 15,50 centavos, a US$ 4,8050 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 10,25 centavos, a US$ 5,17 o bushel. A alta da moeda americana encarece o trigo dos EUA. Assim, os compradores estão se voltando a ofertas mais baratas do cereal, vindas, por exemplo, da União Europeia. O crescimento do otimismo com as lavouras de trigo no Meio Oeste dos EUA, depois de uma forte onda de frio, também colabora para manter o cereal no vermelho. No Paraná, a saca foi negociada em queda de 0,13%, a R$ 31,37, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 06/03/2015)