Setor sucroenergético

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Soros troca etanol por energia elétrica

A Adecoagro, companhia de investimentos agrícolas controlada por George Soros, cansou de moer cana-de-açúcar e transformar seu caixa em bagaço. Com perdas em torno de US$ 100 milhões nos últimos três anos, os norte- americanos ensaiam uma drástica guinada em sua operação no Brasil.

Aos poucos, a companhia vai se afastando do setor sucroalcooleiro e se aproximando cada vez mais da área de energia elétrica. Desde o ano passado, a Adecoagro procura um comprador para as suas três usinas de álcool e açúcar no país, duas no Mato Grosso do Sul e uma em Minas Gerais.

Em contrapartida, planeja a construção de mais duas unidades de cogeração de energia no país, um contrato de longo prazo com o novo controlador das destilarias asseguraria o fornecimento do bagaço de cana utilizado como matéria-prima.

As próprias circunstâncias empurram a Adecoagro para uma reestruturação de seus negócios no Brasil. Ocorre com a companhia fenômeno semelhante ao registrado em outros setores da indústria – o caso mais emblemático é o segmento de alumínio.

Hoje, a empresa ganha muito mais dinheiro com a venda de energia do que em seu própriocore business. No ano passado, a Adecoagro comercializou o insumo ao preço médio de R$ 680 o megawatt/ hora, uma alta de quase 170% em relação ao valor médio praticado em 2013.

Enquanto a receita com etanol cresceu parcos 4%, o faturamento com a comercialização de energia avançou 90%. (Jornal Relatório Reservado 11/03/2015)

 

Medida Provisória altera REINTEGRA e sucroalcooleiras são impactadas

Reinstituído pela Medida Provisória nº 651 de 2014 - convertida na Lei nº 13.043, de 14 de novembro de 2014 - o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (REINTEGRA) tem por objetivo devolver parcial ou integralmente o resíduo tributário remanescente da cadeia de produção de bens exportados. Nesse sentido, afirma em entrevista ao jornal Valor Econômico de 2 de março deste ano; Júlio Sergio Gomes de Almeida, economista e professor da Unicamp, “o REINTEGRA não é um subsídio, mas uma compensação de impostos não passíveis de recuperação”, que acabam onerando o custo do produto a ser exportado.

Com a publicação do Decreto nº 8.304 de 2014 e, posteriormente, da Portaria MF nº 428 de 2014, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega; estabeleceu que as empresas exportadoras de bens relacionados no decreto supracitado, poderão apurar crédito do REINTEGRA mediante aplicação do percentual de 3% sobre a receita auferida com a exportação, sendo permitida a apuração a partir de outubro de 2014. O anúncio de permissão do crédito foi recebido com muito otimismo pelas empresas que, mês após mês, arcam com o prejuízo que o sistema tributário causa ao exportador brasileiro em virtude dos resíduos dos impostos indiretos.

Ocorre que a política fiscal atual não permite otimismo. Na última sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015, o ministro da Fazenda Joaquim Levy anunciou mudanças lamentáveis no REINTEGRA.

As alterações foram normatizadas pelo Decreto nº 8.415 e, dentre elas, destacamos a redução do percentual de crédito para 1% (um por cento), entre março de 2015 e dezembro de 2016, e para 2% (dois por cento) no ano de 2017. Nesse imbróglio, cabe reiterar, os créditos referentes aos meses de outubro de 2014 a fevereiro de 2015 continuam sendo apurados no percentual de 3% (três por cento).

Em resumo, podemos concluir que a partir de março os créditos serão reduzidos em quase 70%, caracterizando-se uma verdadeira afronta ao princípio da confiança do contribuinte.

O quadro consegue ser mais grave às empresas sucroalcooleiras, visto que essas ainda não solicitaram os créditos do REINTEGRA referente ao último trimestre de 2014, ademais, créditos que já poderiam ter sido utilizados na compensação de débitos tributários, medida que teria impactado positivamente no resultado das empresas, mitigando os efeitos da crise que atinge o setor sucroalcooleiro.

Destacamos que a postergação do aproveitamento do crédito pelas empresas sucroalcooleiras faz-se por equivocada orientação. Em virtude de um desconhecimento técnico, as organizações do setor não efetuaram a atualização da tabela do programa PER/DCOMP - imprescindível para solicitação do crédito - e, diante disso, acreditavam que a impossibilidade da solicitação verificava-se por falta de regulamentação legal, crasso equívoco. Salientamos, aliás, que desde outubro, com a publicação da Portaria MF nº 428 de 2014, restava cumprido todos os ditames legais necessários para solicitação dos créditos do REINTEGRA.

Nesse cenário de crise e inquietante insegurança jurídica, torna-se temerária a postergação do aproveitamento de créditos que, há tempos, já poderiam ter sido utilizados. Nesse diapasão, reiteramos às empresas sucroalcooleiras que apurem e solicitem o mais breve possível, os créditos que lhes são de direito Rodrigo Barbeti,–  sócio-diretor de Tributos da BLB Brasil Auditores e Consultores e Gabriel Tavares – Trainee de Tributos da BLB Brasil Auditores e Consultores)

 

Sertãozinho e Piracicaba preparam manifestações contra Dilma

Sindicalistas e produtores de cana-de-açúcar estão engajados na organização de manifestações contra a presidente Dilma Rousseff neste domingo, quando simultaneamente, sairão às ruas de Sertãozinho e Piracicaba, dois dos maiores polos das indústrias de base da cadeia produtiva sucroenergética.

O setor canavieiro, que atravessa a pior crise da sua história, se ressente da inação governamental e de políticas erradas adotadas a partir do início do segundo mandato do presidente Lula e que se agravaram, substancialmente, com a chegada de Dilma à presidência da República.

A coordenação das manifestações contra Dilma em Sertãozinho está sendo feita pelas mesmas lideranças que organizaram o ato de protesto do último dia 27 de janeiro, que reuniu cerca de 20 mil pessoas e parou a cidade, com o engajamento de todos os setores produtivos e sociais do município.

Em Piracicaba, um dos líderes da manifestação é José Coral, presidente da Associação dos Fornecedores de Cana que vem pregando e defendendo o boicote ao início da safra sucroenergética, como movimento extremo para sensibilizar a presidente Dilma Rousseff dos equívocos que tem imposto ao setor que já deixou um rastro de 300 mil postos de trabalho extintos só nos últimos seis anos, fechamento de 83 usinas e colocando outras 70 em processo de Recuperação Judicial.

A estimativa da Única – União da Indústria da Cana-de-Açúcar é de que pelo menos outras dez usinas deixarão de moer nesta próxima safra. Desde o surgimento das primeiras notícias envolvendo o projeto ‘Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética’, o governo federal já acenou com algumas medidas que, com efeito, não mudam o quadro dramático que envolve o setor.

Dentre estas medidas; estão o aumento da Cide na gasolina, o aumento de 25% para 27% do etanol anidro à gasolina, cujo projeto ficou engavetado inexplicavelmente por cerca de um mês pela presidente Dilma Rousseff e a realização de três leilões de bioeletricidade (cogeração a partir da biomassa).

Na última semana, em Goiânia, governadores dos maiores Estados produtores de cana-de-açúcar se reuniram para formar uma frente que passou a ser o viés político do projeto de ‘Governança Corporativa’. A exceção do governador Fernando Pimentel, de Minas Gerais e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de Dilma Rousseff, todos os outros governadores estão engajados neste projeto. (Brasil Agro 11/03/2015)

 

Setor sucroenergético deve chegar a 60 usinas fechadas no país neste ano

As dificuldades financeiras enfrentadas pelas usinas de açúcar e etanol, impulsionadas pela crise na economia global, devem resultar em pelo menos dez unidades fechadas na safra 2015/16 em Estados do centro-sul do país, como São Paulo e Minas.

Além disso, o setor, que já sofreu o fechamento de 50 usinas desde 2008, de um total de cerca de 370, está travado, sem receber investimentos.

Essa é a estimativa de entidades como Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e Udop (União dos Produtores de Bioenergia).

Isso não significa que as usinas fecharão as portas definitivamente, mas não estão moendo cana-de-açúcar por falta de recursos financeiros ou por adequações logísticas.

"Para evitar a paralisação das usinas, é preciso um 'Proer do etanol'. É o que o setor precisa", afirmou o presidente da Udop, Celso Torquato Junqueira Franco.

O Proer foi um programa implementado em 1995; no governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para sanear instituições bancárias em dificuldades financeiras.

A medida já foi defendida pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues no segundo semestre do ano passado e é tema frequente no mercado sucroenergético.

Além dos problemas financeiros, o setor ainda enfrenta reflexos da crise hídrica, que vai "engolir" parte dos benefícios obtidos pelo setor, como o aumento da mistura do etanol à gasolina e a cobrança da Cide nesse combustível. As medidas devem gerar receita estimada em R$ 4 milhões, enquanto a seca pode gerar perdas de até R$ 2,4 bilhões no ano, segundo a Udop

DÍVIDAS DO SETOR

Na safra 2014/15, 12 usinas já tinham deixado de produzir açúcar, álcool e eletricidade, e deverão permanecer paradas neste ano.

Um estudo feito em 2014 pela consultoria MBF Agribusiness, de Sertãozinho (SP), mostrou que a dívida das usinas que entraram em recuperação judicial soma R$ 13 bilhões. Das 67 que entraram nessa condição em seis anos, 40 não estão moendo cana –embora nem todas estejam oficialmente fechadas.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), disse que a paralisação das atividades é consequência da crise pela qual o setor passa.

"Em algumas, [o fechamento] já é oficial, como a antiga usina Amália. A Raízen também tomou a decisão de não processar cana em uma de suas usinas", afirmou. Ele se refere à usina Bom Retiro, uma das 24 unidades do grupo que suspendeu as atividades industriais por dois anos.

A cadeia sucroenergética perdeu 300 mil empregos nos últimos anos, segundo o setor. Em Sertãozinho (SP), onde nove em cada dez fábricas produzem componentes para usinas, 2.046 empregos desapareceram das indústrias em 2014, o que motivou um protesto que reuniu 20 mil pessoas em janeiro.

SEM INVESTIMENTO

Sócio da FG Agro, Willian Hernandes disse que o problema maior não é o que ocorreu em termos financeiros no ano passado, mas o acumulado de dívidas ao longo dos últimos anos.

"O histórico de fluxos de caixa anteriores, combinado a um cenário adverso, provocou isso. Neste ano, todas as empresas vão sofrer, da Petrobras às micro e pequenas."

De acordo com ele, no entanto, o fechamento de usinas não deverá ocorrer em massa e o principal problema é que o setor não recebe novos investimentos.

"Nos últimos anos, o setor cresceu a uma média de 6,7% ao ano. Hoje cresce 0%. Ele impulsionava a economia e não impulsiona mais, por causa da falta de investimento", afirmou. (O Estado de São Paulo 10/03/2015)

 

Açúcar: Recuo em Nova York

Pressionados por uma nova rodada de alta do dólar em relação ao real, os preços do açúcar demerara voltaram a registrar perdas na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis para julho caíram 26 pontos, a 13,21 centavos de dólar por libra-peso. Nos últimos dias, as cotações têm sido duramente impactadas pelo dólar forte, que estimula as vendas por parte dos produtores brasileiros, uma vez que aumenta a rentabilidade das exportações.

O Brasil é o maior fornecedor mundial de açúcar.

As cotações da commodity também sentem o peso do clima favorável ao desenvolvimento dos canaviais no Centro-Sul brasileiro.

As temperaturas mais amenas e a volta das chuvas têm beneficiado as lavouras, após um longo período de seca e calor.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,31%, a R$ 50,99. (Valor Econômico 11/03/2015)

 

Açúcar bruto cai à mínima de 6 anos em NY com fraqueza do real

NOVA YORK / LONDRES (Reuters) - Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE Futures, em Nova York, caíram para uma mínima de seis anos nesta terça-feira e os do café arábica recuaram para perto de uma mínima de 13 meses devido a uma desvalorização do real, que estimula vendas de produtores no Brasil e de especuladores.

O contrato maio do açúcar bruto encerrou com queda de 0,25 centavo, ou 1,9 por cento, a 13,02 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar 12,98 centavos durante a sessão, menor valor para o primeiro contrato desde abril de 2009.

"A principal razão para a fraqueza do açúcar é a fraqueza do real", disse Claudiu Covrig, analista agrícola sênior da Platts Kingsman.

"Além disso, fundos de investimento estão fugindo das commodities e indo para o mercado de ações", afirmou.

O operador sênior da Sucden Financial Sugar, Nick Penney, disse que a fraqueza do real ante o dólar motivou uma corrida das usinas brasileiras para fechar contratos futuros para garantir o preço de suas exportações.

"O tempo também tem melhorado nas áreas de cultivo do Brasil, com chuvas constantes, favorecendo a cana antes do início da safra", disse Penney.

O contrato maio do açúcar branco fechou com queda de 2,10 dólares, ou 0,6 por cento, a 365,80 dólares por tonelada.

Produtores brasileiros também buscaram travar preços em real para a produção de café, com operadores acrescentando que a fraqueza do real também atraiu vendas de especuladores.

"Eles (produtores brasileiros) estão vendendo e os especuladores estão vendendo também, e os torrefadores estão lá sentados dizendo 'podem vir'", disse Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group, em Chicago.

O maio do café arábica fechou com queda de 1,95 centavos, ou 1,4 por cento, a 1,3505 dólar por libra-peso, perto da mínima de 13 meses registrada na terça-feira passada, de 1,2888 dólar.

A maior parte das vendas foi para o contrato maio, provocando uma ampliação do desconto ante o vencimento julho para uma máxima de contrato de 3,5 centavos.

O maio do café robusta caiu 15 dólares, ou 0,8 por cento, a 1.856 dólares por tonelada, também pressionado pela força do dólar ante outras moedas. (Reuters 10/03/2015 às 16h: 31m)

 

Texana Alamo Group compra empresa de implementos agrícolas no Brasil

A americana Alamo Group anunciou hoje que concluiu a aquisição da Herder Implementos e Máquinas Agrícolas, com sede em Matão (SP).

A empresa brasileira é produtora de implementos agrícolas que são vendidos diretamente, e por meio de distribuidores, para as lavouras de cana-de-açúcar e de outras culturas, assim como para manutenção de beira de estrada.

Em 2014, as vendas da Herder foram de US$ 3 milhões. As empresas não informaram o valor da operação. Em comunicado, o CEO da Alamo, Ron Robinson, afirmou que a aquisição é irrelevante do ponto de vista financeiro, mas significa um passo importante para o estabelecimento da presença da Alamo no Brasil, o que é um objetivo para a companhia.

A Alamo, com sede no Texas, se auto denomina líder em design, manufatura, distribuição e serviço de equipamentos para infraestrutura, agricultura e outros segmentos.

A empresa opera 25 plantas ns Estados Unidos, Europa, Austrália. (Valor Econômico 10/03/2015 às 18h: 55m)

 

Pressão de alta para os preços dos fertilizantes no Brasil

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em fevereiro a tonelada da ur´ria agrícola ficou cotada, em média, em R$1.242,38 em São Paulo, sem o frete. O menor valor encontrado foi R$1.200,00.

Os preços subiram 0,2% em relação a janeiro último. Porém, na comparação com fevereiro do ano passado, o pecuarista está pagando 5,5% menos pelo adubo.

As cotações dos fertilizantes estão firmes desde novembro do ano passado, com a alta do dólar em relação ao real.

Considerando os fertilizantes nitrogenados pesquisados, os preços caíram, em média, 3,3% frente ao mesmo período de 2014.

Em curto prazo, a expectativa é de preços firmes, considerando o atual patamar do dólar, ao redor de R$3,00.

Por outro lado, com relação à demanda interna, não são esperados grandes volumes em curto e médio prazo. (Canal Rural 11/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Recuo em Nova York: Pressionados por uma nova rodada de alta do dólar em relação ao real, os preços do açúcar demerara voltaram a registrar perdas na bolsa de Nova York ontem. Os papéis para julho caíram 26 pontos, a 13,21 centavos de dólar por libra-peso. Nos últimos dias, as cotações têm sido duramente impactadas pelo dólar forte, que estimula as vendas por parte dos produtores brasileiros, uma vez que aumenta a rentabilidade das exportações. O Brasil é o maior fornecedor mundial de açúcar. As cotações da commodity também sentem o peso do clima favorável ao desenvolvimento dos canaviais no Centro-Sul brasileiro. As temperaturas mais amenas e a volta das chuvas têm beneficiado as lavouras, após um longo período de seca e calor. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,31%, a R$ 50,99.

Café: Dólar e clima no Brasil: Os contratos futuros do café arábica registraram novas quedas ontem na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega em maio caíram 195 pontos, a US$ 1,3505 por librapeso. Os preços do grão têm sido bastante influenciados pela alta do dólar em relação ao real nos últimos dias. A moeda americana forte estimula as vendas de café pelos produtores brasileiros, na medida em que aumenta a rentabilidade das exportações - feitas em dólar. O Brasil é o maior fornecedor mundial da commodity. Além disso, o clima mais favorável ao desenvolvimento da safra 2015/16 de café no Brasil - cuja colheita começa em maio - contribui para empurrar para baixo as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica caiu 1,53%, para R$ 435,25 a saca.

Laranja: Sem sustentação: Após a expressiva valorização de quase 4% na sessão anterior, o suco de laranja voltou ontem ao terreno negativo na bolsa de Nova York. Os papéis para maio encerraram o pregão com perdas de 150 pontos, a US$ 1,19 por libra-peso. O novo corte na expectativa de produção de laranja nos EUA, feito ontem pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), não deu sustentação aos preços da bebida, que continuaram a se ressentir da queda no consumo global. O USDA reduziu a previsão de colheita de laranja na Flórida de 103 milhões para 102 milhões de caixas na atual safra 2014/15. A Flórida tem o segundo maior parque citrícola do mundo, atrás apenas de São Paulo. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria foi negociada a R$ 10,60, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

Algodão: Estoques mais altos: A elevação na estimativa para os estoques de algodão na safra 2014/15 pesou sobre as cotações da fibra na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho recuaram 132 pontos, a 61,46 centavos de dólar por libra-peso. Foi a nona sessão consecutiva de desvalorização da commodity. Relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou ontem a perspectiva de aumento de 0,2% no volume de algodão armazenado no mundo ao fim da atual temporada, em relação ao projetado em fevereiro, para 23,96 milhões de toneladas. Nas últimas sessões, o algodão já vinha pressionado pela redução das apostas na alta dos preços por parte dos especuladores. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma subiu 0,82%, para R$ 1,7 922 a libra-peso. (Valor Econômico 11/03/2015)