Setor sucroenergético

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Grupo norte-americano líder em ‘títulos podres’ mira usinas brasileiras

O céu está bom para os abutres. O norte-americano Aurelius Capital Management, especialista em títulos podres, está montando uma operação no Brasil

Chega de olho, principalmente, no setor sucroalcooleiro. O que não falta é carniça. (Jornal Relatório Reservado 12/03/20150

 

Progarama "+ Cana" deve mudar o modelo de produção

Iniciativa quer resgatar papel do agricultor para mantê-lo na atividade.

A Coplana, a Socicana e o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, por meio do Programa Cana IAC, realizam neste dia 13 de março, no Auditório da Socican, em Guariba-SP, o lançamento da iniciativa + cana, mais produtividade no canavial

O evento se apresenta como uma força tarefa para manter o produtor competitivo e na atividade. E, devido à sua relevância, contará com a presença do Secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, que tem defendido, em todo o estado de São Paulo, alternativas que visam à sustentabilidade da produção.

O presidente da Coplana, José Antonio de Rossato Junior, avalia que a iniciativa prioriza capacitação e tecnologia. “Por meio da capacitação de recurso humano e fomento à produção de mudas de qualidade, incluindo critérios para a escolha da variedade e o sistema MPB, acreditamos na instalação de canaviais com alto padrão de sanidade e produtividade. Esta iniciativa conjunta entre Coplana, Socicana e IAC cumpre a missão mútua de auxiliar o crescimento sustentável e promover o aprimoramento tecnológico do produtor.” 

O +cana quer assegurar também o resgate do papel do agricultor, já que a séria crise do setor tem ameaçado a sua permanência no campo. 

“Nós, da cadeia produtiva sucroenergética, já não temos muito tempo. Estamos pressionados, desde 2008, passando por uma crise, e nosso tempo é muito pequeno para conseguirmos reagir. Esta aproximação da Coplana e Socicana com o IAC, com certeza, vai dar uma velocidade grande na adoção de novas tecnologias”, afirma Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do IAC, sediado em Ribeirão Preto.

Polos Regionais de MPB são o primeiro passo

Entre as ações para o aumento da produtividade, está o incentivo à produção de mudas, uma prática que era comum na região e se perdeu ao longo dos anos. O primeiro passo, portanto, será a implantação dos Polos Regionais de MPB. O sistema de Mudas Pré-Brotadas  (MPB) foi desenvolvido pelo IAC com o objetivo de multiplicar mudas, com alto padrão de fitossanidade, vigor e uniformidade de plantio. O MPB é direcionado ao aumento da eficiência e dos ganhos econômicos na implantação de viveiros, renovação e expansão de áreas de cana.  Outro grande benefício dessa tecnologia está na redução da quantidade de mudas que vai a campo. Para o plantio de um hectare de cana, o consumo de mudas cai de 18 a 20 toneladas, no plantio convencional, para 2 toneladas no MPB. “Isso significa que 18 toneladas que seriam enterradas como ‘mudas’ irão para a indústria produzir etanol e açúcar, gerando ganhos”, explica o pesquisador do IAC, Mauro Alexandre Xavier.

A equipe técnica irá fornecer a assistência ao produtor, que poderá implantar viveiros para uso próprio e também adotar a produção de mudas como uma atividade comercial. Isso garante maior autonomia na condução da própria lavoura. Os polos regionais de MPB são uma das iniciativas do +cana, que engloba também projetos de manejo do Sphenophorus Levis e broca, espaçamento do canavial; uso de maturador, ensaios de nutrição e adubação, agricultura de precisão, entre outros. E tudo com foco no aumento da produtividade e longevidade do canavial.

Data: 13/3/2015 (sexta-feira) às 8 hortas 

Auditório da Socicana

Rua José Mazzi, 1450, Guariba-SP. (Canal Rural 11/03/2015 às 16h: 07m)

 

Barreiras dificultam exportações de suco de laranja

A indústria de suco de laranja mostrou ao Ministério da Agricultura dificuldades na exportação. O Japão exige um teor de sucrose tão baixo que é impossível obtê-lo. "É como exigir uma cana sem ATR (teor de açúcar)", diz Ibiapaba Netto, da CitrusBr.

Já a China, quando quer impedir a entrada do produto, exige níveis de bolores e leveduras fora do padrão, o que gera uma taxação de 30% no produto.

Além disso, quer o suco em tambores, com temperatura de -18ºC, o que impõe custo adicional de US$ 40 por tonelada ao setor. (Folha de São Paulo 12/03/2015)

 

Clima deve beneficiar próxima safra de cana

Altamente dependente do clima, a retomada da moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul já começou, para algumas usinas, em fevereiro.

Mas a expectativa é que à maior parte das companhias do segmento esperem até a segunda quinzena de abril para religar as máquinas.

No que depender do clima, as perspectivas são favoráveis à colheita no mês de abril.

No Centro-Sul, os radares meteorológicos não indicam até agora excesso de chuvas, apenas pancadas em períodos curtos.

O menor volume disponível de "cana bisada", aquela que fica no campo de uma safra para outra, ajuda a explicar a tendência de um começo ligeiramente mais tardio da nova safra, segundo especialistas.

Mas a principal razão é que o clima seco de janeiro atrasou o desenvolvimento da cana de 2015/16, que só deverá estar pronta para ser colhida na segunda quinzena do mês que vem.

Conforme dados divulgados ontem pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), 293,3 mil toneladas da matéria-prima do ciclo 2015/16 foram processadas na segunda quinzena de fevereiro.

Com isso, um volume de 2,5 mil toneladas de açúcar e 14,5 milhões de litros de etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) foram produzidos.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica, afirma que seis usinas já recomeçaram a moagem, pois tinham cana bisada para processar.

"Mas nesta safra, o volume da 'sobra' de cana foi menor, de no máximo 10 milhões de toneladas, ante as 20 milhões de 2013/14", compara.

Segundo ele, as chuvas de março é que definirão a velocidade de desenvolvimento das plantas.

"A visão que se tem neste momento é a que a cana não estará em ponto colheita no início de abril", diz Padua.

Após a estiagem de janeiro, os canaviais do Centro-Sul receberam volumes expressivos de chuvas em fevereiro.

Em algumas regiões, as precipitações superaram em 15% a média histórica, conforme Marco Antônio dos Santos, agrometeorologista da Somar Meteorologia.

De forma geral, segundo ele, os modelos meteorológicos indicam chuvas dentro da média em março e em abril nos polos canavieiros do Centro-Sul.

Mas há exceções. Em Araçatuba, no noroeste paulista, a previsão para março é de 350 milímetros (mm), bem acima da média histórica (131 mm), mas a normalidade tende a voltar a dar o tom em abril.

No mês, deve chover na região 61 mm, ante a média de 62 mm.

Em Ribeirão Preto, mais importante região canavieira de São Paulo e do país, as chuvas em março também serão acima da média de 155 mm.

A previsão é que o nível chegue a 27 5 mm.

Em abril, em contrapartida, o clima tende a secar, com precipitações de 20 mm para todo mês, ante uma média histórica de 60 mm.

Em Quirinópolis, Goiás, deve chover 210 mm em março e 100 mm em abril, em linha com as respectivas médias.

"Nessa região, dá para colher melhor após o dia 15 de abril", afirma Santos.

A maior parte das estimativas para a safra 2015/16 no Centro-Sul divulgadas até agora preveem um processamento acima das 57 0 milhões de toneladas de 2014/15.

A JOB Economia e Planejamento, por exemplo, projeta um crescimento de 2,5%, para 585 milhões de toneladas.

A Datagro também prevê incremento na moagem, em função da ocorrência de chuvas mais regulares.

Na sua última estimativa que divulgou à imprensa, no fim de janeiro, a consultoria projetou para 2015/16 um processamento de 584 milhões de toneladas no Centro-Sul.

Já a americana FCStone aposta em um volume muito parecido com o de 2014/15 - a empresa prevê 57 1 milhões de toneladas em 2015/16. (Valor Econômico 12/03/2015)

 

Vendas de etanol hidratado pelas usinas crescem 7% em fevereiro

SÃO PAULO - As vendas de etanol (anidro e hidratado) feitas pelas usinas de cana-de-açúcar do Centro Sul do país atingiram 1,922 bilhão de litros no mês de fevereiro, praticamente estável ante 1,924 bilhão de fevereiro de 2014, segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Conforme especialistas, o volume vendido só não cresceu em fevereiro porque o mês contou com menos dias úteis por causa do feriado de carnaval, que, em 2014, ocorreu no mês de março.

Do total de 1,922 bilhão de litros comercializados em fevereiro, 1,223 bilhão de litros foram de etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, 7 ,3% acima do registrado em igual mês de 2014, segundo a Unica.

O restante, 699,569 milhões de litros, foi de venda de etanol anidro, que é misturado à gasolina.

A comercialização de anidro em fevereiro é 10,8% inferior à obtida em fevereiro de 2014.

No acumulado desde o início da safra 2014/15 até 1º de março, as usinas do Centro-Sul acumularam a venda de 22,6 bilhões de litros de etanol, entre anidro e hidratado, uma queda de 4,4% em relação ao mesmo intervalo do ciclo 2013/15.

Na mesma comparação, as vendas de hidratado acumularam 13,133 bilhões de litros, um recuo de 3,6%.

A comercialização acumulada de anidro caiu 5,65%, a 9,469 bilhões de litros. (Valor Econômico 11/03/215 às 13h: 33m)

 

Lucro da usina Da Mata mais que dobra em 2014, para R$ 4,4 milhões

SÃO PAULO - A Da Mata Açúcar e Álcool, usina com sede em Valparaíso (SP), informou hoje que teve no exercício encerrado em dezembro de 2014 um lucro líquido de R$ 4,47 9 milhões, mais que o dobro do resultado líquido positivo de R$ 1,497 milhões de 2013.

A receita líquida da empresa no ano passado cresceu 1,1%, para R$ 281,3 milhões.

Em 31 de dezembro de 2014 a companhia registrava ainda estoques de produtos (açúcar e etanol) 48% mais altos que em 31 de dezembro de 2013, avaliados em R$ 53,7 milhões.

O resultado antes das despesas financeiras e de impostos subiu 61% em 2014, para R$ 49,857 milhões.

A dívida com empréstimos e financiamentos da empresa em 31 de dezembro do ano passado era de R$ 458,8 milhões, sendo R$ 212,5 milhões com vencimento no curto prazo.

O endividamento líquido ficou em R$ 452,4 milhões no fim de 2014, um aumento de 31,64% em relação ao registrado um ano antes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 83,2 milhões em 2014, 30,4% maior que os R$ 63,882 milhões de Ebitda registrado em 2013.

A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) foi de 5,5 vezes em 2014, ante 5,4 de 2013.

O resultado operacional do exercício foi positivamente impactado pela moagem recorde da usina em 2014/15, 2,3 milhões de toneladas, e também por redução dos custos de venda e operacionais.

Por outro lado, a variação cambial em 2014 trouxe perdas de R$ 10,5 milhões à empresa, ante a perda de R$ 3,7 milhões registradas pelo câmbio em 2013.

Em nota divulgada em seu site no ano passado, a Da Mata informou que vem tomando medidas para aumentar a produtividade agrícola de seus canaviais, tais como uso de GPS para aplicação de corretivos de solo, além de aumento da área de plantio de viveiro de mudas.

A empresa informou que pretende atingir nos próximos anos uma moagem de 4 milhões de toneladas. (Valor Econômico 11/03/2015 às 13h: 10m)

 

Cade mantém decisão sobre ALL e Rumo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve as restrições impostas à fusão entre ALL e Rumo.

Entre as exigências definidas no mês passado pela corte estava o estabelecimento de uma cota máxima fixa para utilização da ferrovia por parte da Cosan, principal acionista individual da Rumo.

O mecanismo de cota máxima deverá ser respeitado até que os investimentos prometidos pela empresa sejam realizados.

No caso do transporte de açúcar, esse teto foi fixado com bases nos volumes transportados no período em que a fusão foi aprovada.

Com a incorporação aprovada, a ALL se tornou subsidiária integral da Rumo.

Outra restrição feita pelo Cade envolveu a garantia de participação mínima de 45% para os concorrentes nos terminais da companhia no porto de Santos.

Além disso, quando houver capacidade ociosa nas ferrovias da nova empresa, ela deverá dar publicidade a situação, oferecendo essa capacidade aos concorrentes.

Caso nenhum deles se interesse pela oferta, aí sim a empresa poderá utilizar tal capacidade para o próprio grupo.

Se o Cade identificar a ocorrência de práticas discriminatórias, apesar de impor exigências para evitá-las, será considerada a possibilidade de aplicar multas superiores a R$ 5 milhões.

Confirmada falta grave às diretrizes feitas pelo órgão antitruste, a punição poderá levar à proibição de transporte de carga da Cosan.

O caso voltou a ser tratado na sessão de julgamento do Cade de ontem durante a análise dos embargos declaratórios. (Valor Econômico 12/03/2015)

 

Forte demanda da China por açúcar refinado pode ter curta duração, dizem operadores

PEQUIM (Reuters) - As importações chinesas de açúcar branco, ou refinado, deverão continuar fortes nos próximos meses mas um controle mais forte do governo sobre as importações pode restringir os carregamentos no segundo semestre, disseram operadores e analistas.

Os futuros do açúcar no mercado chinês e no internacional moveram-se em direções opostas desde o começo do ano, criando uma grande margem de lucro de até 70 dólares por tonelada para importadores na China.

O movimento provocou uma forte demanda por açúcar refinado, com 100 mil toneladas de importação contratadas no mês passado, segundo uma fonte do mercado. Outras disseram que as entregas poderiam alcançar 200 mil toneladas em maio.

No entanto, um controle mais forte do governo chinês sobre as importações de açúcar pode restringir as importações no segundo semestre, disseram as fontes, limitando os benefícios para fornecedores internacionais como Tailândia e Guatemala.

"Ainda não podemos ver se a demanda vai subir. As atuais medidas já estão bastante apertadas", disse o analista Zhan Xiao, da Xinhu Futures.

O prêmio do açúcar refinado sobre o açúcar bruto na ICE Futures subiu 6,8 por cento para uma máxima de 83,69 dólares por tonelada na terça-feira, impulsionado em parte pela recente demanda chinesa e também por uma desvalorização do real.

Refinarias da China, segundo maior consumidor de açúcar do mundo, ficaram pressionadas por restrições às importações de açúcar bruto depois que a indústria doméstica reclamou que os carregamentos do exterior estavam pressionando os preços e a demanda doméstica.

As indústrias alcançaram um acordo extra-oficial no ano passado para manter importações fora da cota de até 1,9 milhão de toneladas em 2015.

No entanto, com os preços domésticos disparando 16 por cento desde o começo do ano até o início de março, ao mesmo tempo que os preços internacionais caíam, as refinarias correram atrás de importações baratas de açúcar refinado que não estavam incluídas no acordo.

"Geralmente há cerca de 150 mil toneladas de importações de açúcar branco todo ano da Coreia, mas a Tailândia e outras origens têm um potencial de alta este ano", disse um operador de Cingapura. (cana Rural 11/03/2015 às 16h: 08m)

 

Deputado quer zerar imposto sobre o diesel

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) apresentou nesta quarta, dia 11, uma emenda à Medida Provisória (MP) 670/2015 que altera as alíquotas da tabela do imposto de renda para zerar a cobrança de PIS/Cofins e de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel.

Segundo o parlamentar, a medida atende as reivindicações dos caminhoneiros, que protestaram nas últimas semanas por todo o país contra o aumento do preço do combustível. Ele afirma também que a emenda beneficiará produtores rurais, que tem o óleo diesel como um dos principais insumos, e os consumidores.

A aprovação da emenda é importante para o campo e para a cidade; visto que a diminuição do preço trará reflexos não só para caminhoneiros e produtores rurais, mas também para aqueles que usam transporte coletivo e para a população em geral; sendo que esse insumo reflete diretamente no valor dos produtos que chegam às gôndolas dos mercados – diz o deputado na proposição da emenda.

Pela manhã, representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para tratar das reivindicações dos caminhoneiros. Eles também sugeriram a retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

Para tanto, nossa intenção é apresentar uma emenda à MP 669 [projeto que altera as alíquotas de desonerações das folhas de pagamento] propondo essa desoneração, o que traria um alívio a eles de R$ 2,2 mil por mês, custo que esses profissionais têm, uma vez que esse tributo representa R$ 0,22 por litro do combustível. Infelizmente, nos parece que o governo está insensível com a nossa proposta, pois teima em manter o imposto – disse o coordenador da Comissão e Direito de Propriedade da FPA, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), após a reunão. (Canal Rural 11/03/2015 às 20h: 28m)

 

Moagem no acumulado de 2014/15 cai 4%, para 571,07 milhões de t

As usinas do Centro-Sul processaram 570,78 mil toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de fevereiro, volume 4,26% menor na comparação com as 596,18 mil toneladas observadas em igual período do ano passado. No acumulado do ciclo 2014/15, iniciado em abril de 2014, o processamento é 4% menor, com 571,07 milhões de toneladas, ante 596,18 milhões em 2013/14.

Os dados foram divulgados hoje pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Na segunda metade de fevereiro, o mix de produção pendeu para o etanol, com 56,97% da oferta de cana destinada ao biocombustível. Foram fabricados 26,095 milhões de litros do produto (+2,22%), dos quais 15,27 milhões de litros de hidratado (+5,34%) e 10,82 milhões de litros de anidro (-1,88%). A produção de açúcar, por sua vez, diminuiu 6,73%, para 31,96 mil toneladas.

Desde o início da safra, foram produzidas 31,96 milhões de toneladas de açúcar (-7%) e 26,11 bilhões de litros de etanol (+2%), dos quais 10,823 bilhões de litros de anidro (-2%) e 15,29 bilhões de litros de hidratado (+5%).

ATR

Com relação à qualidade da matéria-prima, a UNICA informou que o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana ficou em 136,58 kg (+2,42%) na segunda quinzena de fevereiro.

As vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul diminuíram 0,06% em fevereiro ante igual mês de 2014.

Segundo a UNICA, foram comercializados 1,923 bilhão de litros no mês passado, em comparação com 1,924 bilhão de litros há um ano. Desse total, 57,12 milhões de litros foram para o mercado externo e 1,866 bilhão de litros ficaram no mercado interno.

No acumulado da safra 2014/15, as vendas atingiram 22,603 bilhões de litros, dos quais 1,250 bilhão de litros para exportação e 21,353 bilhões de litros para uso interno.

Safra 2015/16

A UNICA apresentou, ainda, primeiros números da safra nova 2015/16, cuja colheita começa oficialmente em 1º de abril. Foram moídas até a segunda quinzena de fevereiro 293,3 mil t de cana, as quais proporcionaram fabricação de 2,5 mil t de açúcar e 14,5 milhões de litros de etanol, apenas hidratado. O mix de produção foi de 90,20% para o biocombustível e 9,80% para a produção de açúcar. O nível de ATR por tonelada de cana ficou em 92,00 kg. (Unica 11/03/2015)

 

Safra cresce, mas fica abaixo de 200 mi de t

Não é ainda desta vez que a safra brasileira vai superar os 200 milhões de toneladas. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) refez os cálculos e prevê, agora, 198,5 milhões de toneladas para o período 2014/15.

Projetada em 202,2 milhões de toneladas em janeiro, a safra fica menor devido a um recuo de produção exatamente nos dois carros-chefes do país: soja e milho.

Os novos números da soja da Conab indicam 93 milhões de toneladas, 3% menos do que as estimativas de janeiro. Apesar da queda, se a nova estimativa for confirmada, a produção ainda superará em 8% a do ano anterior.

Já a produção do milho, prevista no início do ano em 79 milhões de toneladas, fica em 78 milhões, abaixo dos 80 milhões de 2013/14.

A safra de arroz, outro cereal importante na lista de produção, será de 12 milhões de toneladas, igual à do ano passado.

Mesmo com safra recorde, os estoques de alguns produtos caem. O arroz é um dos mais preocupantes. A produção estável e a exportação em 1,25 milhão de toneladas farão o estoque recuar para 555 mil toneladas em 2014/15, o suficiente para apenas meio mês de consumo.

OFERTA MUNDIAL

O Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também divulgou nesta terça-feira (10) o cenário de oferta e demanda de produtos agrícolas nos mercados norte-americano e mundial.

Soja e milho não tiveram mudanças nos números de 2014/15, quando se refere ao mercado dos Estados Unidos. A produção de soja se mantém em 108 milhões de toneladas, e a de milho fica em 361 milhões.

Com relação à produção mundial, a de soja será de 315 milhões de toneladas (284 milhões em 2014) e a de milho fica estável em 990 milhões.

Liderança

O Centro-Oeste lidera a produção de grãos, com 82,1 milhões de toneladas, mas não terá crescimento nesta safra. A seguir vêm as regiões Sul (73,1 milhões) e Sudeste (18,5 milhões). O Nordeste vem na sequência, com 18,2 milhões de toneladas, segundo dados da Conab (Folha de São Paulo 11/03/2015)

 

Goiás: Usina é condenada por esconder trabalhadoras durante fiscalização

As 29 mulheres ficaram por aproximadamente cinco horas dentro do canavial, sem água potável, refeição e sanitário.

A 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Usina São Paulo Energia e Etanol S.A. a pagar indenização por dano moral a uma empregada que foi mantida dentro da mata para fugir da fiscalização do Ministério Trabalho e Emprego.

Ela e 28 outras trabalhadoras ficaram escondidas por aproximadamente cinco horas dentro do canavial, sem água potável, refeição e sanitário.

A trabalhadora prestou serviço na usina, no Município de Porteirão, de maio a outubro de 2012. No processo, a empresa reconheceu que, quando ocorreu a fiscalização do Ministério em junho de 2102, os empregados eram transportados em veículo impróprio e não tinham instalações sanitárias adequadas. No entanto, alegou que, ao tomar conhecimento das irregularidades, paralisou suas atividades até a situação ser normalizada.

O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) havia absolvido a empresa da indenização por dano moral.

O TRT, embora registrando que os trabalhadores “foram deixados no campo, próximos à mata, meio escondidos para fugirem da fiscalização”, entendeu que não houve dor moral indenizável, e considerou que a prova testemunhal “não foi suficiente para demonstrar que essa situação tenha trazido um sofrimento insuportável ou uma dor moral contundente capaz de ensejar uma indenização”.

No entanto, para a Oitava Turma do TST, a culpa da empresa se caracteriza pela própria situação gerada e dispensa comprovação, razão pela qual não se poderia atribuir à empregada o ônus de comprovar o dano.

Para o ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, relator do processo no TST, “é inegável o ato ilícito”. “Esconder os empregados no mato para burlar a fiscalização, seja de que natureza for, é um ato, por si mesmo e pela intenção nele manifestada, que não deixa dúvida quanto à lesão sofrida”, concluiu.

Seguindo o voto do relator, a Turma acolheu recurso da trabalhadora rural e reestabeleceu sentença que condenou a Usina a pagar uma indenização de R$ 6,8 mil. (Jornal Opção 11/03/2015)

 

MPT move ação contra usina por desrespeito às leis trabalhistas na Bahia

A União Industrial Açucareira (Unial) Unial tem atualmente 1.493 empregados e já foi inspecionada mais de 34 vezes desde 1999.

Uma usina de cana de açúcar e álcool com sede no município de Amélia Rodrigues, município distante 89 quilômetros de Salvador, foi acionada judicialmente pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por manter práticas ilícitas em relação a remuneração dos trabalhadores contratados para o corte da cana-de-açúcar, além de descumprir uma série de normas de saúde e segurança do meio ambiente de trabalho. A medida foi tomada após inspeção conjunta do MPT e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na empresa, realizada nesta segunda-feira (9).

Como a União Industrial Açucareira (Unial) já havia firmado dois termos de ajuste de conduta com o MPT, resultado de inspeções conjuntas realizadas em anos anteriores, a empresa deve responder pelo descumprimento dos mesmos.

Com uma demanda de mão de obra do norte da Bahia e até de outros estados, a exemplo de Minas Gerais, a Unial tem atualmente 1.493 empregados distribuídos nos municípios de Amélia Rodrigues e Lajedão (sul da Bahia). Desde 1999, 34 inspeções foram realizadas pelo MPT e pelo MPE.

Nesse período, a empresa foi flagrada diversas vezes mantendo empregados sem registro na carteira de trabalho, totalizando 1.112 casos, recebeu 80 autos de infração (esse número não inclui os autos que serão lavrados em razão da inspeção da segunda-feira), por desrespeitos à lei trabalhista que vão de jornada excessiva, falta de descanso, más condições do meio ambiente de trabalho, etc; com a ocorrência de uma morte por acidente de trabalho em 2009. “A conduta da empresa beira à delinquência trabalhista, uma vez que ano após ano as irregularidades não são corrigidas”, afirmou o procurador Ilan Fonseca, que participou da inspeção e assina a petição inicial da ação civil pública.

Ao fim da inspeção, a empresa recebeu notificações referentes às interdições de dois ônibus usados para o transporte de trabalhadores, que estejam sem os cintos de segurança, um trator utilizado para transporte de água que estava enferrujado e com o assento do condutor em péssimas condições e de um posto de observação que não tinha cobertura , obrigando o trabalhador a manter-se sem abrigo de sol ou chuva. Os auditores também constataram que os alguns empregados efetivos da empresa não recebiam refeições e que tinham que ingerir os alimentos que levavam no meio do mato.

Para os cortadores, a refeição era servida junto aos ônibus usados para o transporte. Elas estavam sendo transportadas em vasilhas plásticas reutilizáveis. As condições dos alojamentos também foram inspecionadas pelas equipes. Em um deles, localizado no município de Santo Amaro, faltavam armários para guarda dos pertences dos trabalhadores. Em outro, no município de Amélia Rodrigues, próximo à usina, havia muita água pelo chão dos banheiros. Outra irregularidade constatada foi a assinatura de carteira de trabalho dos cortadores que vieram de outros municípios e até de outros estados apenas quando eles chegavam à empresa. Também houve relatos de pessoas que pagaram parte do transporte até a fazenda da Unial.

Além do procurador Ilan Fonseca, três auditores do trabalho participaram da operação, que foi realizada com o apoio de duas equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), sob comando do inspetor George Silva Paim. (Brasil Agro 12/03/2015)

 

Funcionários de usina em Parapuã protestam por conta de atrasos

Cerca de 180 funcionários reivindicaram o pagamento de parte do 13º.

Segundo Sindetanol, empresa se comprometeu a regularizar na quinta (12).

 Cerca de 180 trabalhadores da usina Califórnia, em Parapuã, paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (10), às 7h, para realizar um manifesto em frente a portaria da empresa. De acordo com as informações do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Química, Farmacêutica e Fabricação de Álcool Etanol (Sindetanol), a ação foi interrompida por volta das 11h, após promessa de pagamento para quinta-feira (12).

Os funcionários decidiram reivindicar em razão do não cumprimento do acordo por parte da empresa, que teria se comprometido a pagar a terceira e última parcela que regulariza as férias e o 13º salários dos funcionários, segundo informou o presidente do Sindetanol, Milton Ribeiro Sobral.

"Um representante da usina chegou e nos chamou para conversar com a intenção de fazer um novo acordo. A proposta é que acertem tudo na quinta-feira, por isso, vamos aceitar e pedir que os funcionários voltem ao trabalho", pontua Sobral.

Ainda conforme o presidente, em dezembro de 2014 um contrato foi assinado firmando um acordo entre as partes para acertar o pagamentos das férias e 13º salário dos trabalhadores. "Foi dividido em três parcelas e as duas primeiras foram pagas em janeiro e fevereiro. Só viemos ter problemas agora", detalha Sobral.

Ele frisa que caso o novo acordo não seja cumprido na quinta, os funcionários voltam a porta da empresa para protestar. "A gente entende a situação da empresa, mas eles precisam entender a do trabalhador", argumenta o presidente do Sindetanol.

O G1 tentou contato com a Usina Califórnia pelo telefone, afim de esclarecer e dar a oportunidade para o posicionamento da empresa, mas não foi atendido. (G1 11/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Dólar pressiona: A escalada do dólar voltou a exercer pressão sobre as cotações do café arábica ontem na bolsa de Nova York, e os contratos com vencimento em maio fecharam em queda de 330 pontos, a US$ 1,317 5 por libra-peso. Os preços do grão têm sido bastante influenciados pela valorização da moeda americana em relação ao real nos últimos dias, uma vez que esse movimento estimula as vendas por parte dos produtores do Brasil, que lidera a oferta global da commodity. Além disso, o clima mais favorável ao desenvolvimento da safra 2015/16 no país (cuja colheita terá início em maio) também tem ajudado a empurrar para baixo as cotações. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade permaneceu entre R$ 440 e R$ 460, conforme o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Sexta queda seguida: Os preços do cacau voltaram a recuar ontem na bolsa de Nova York, pelo sexto pregão consecutivo. Ainda sob influência de condições favoráveis à produção no oeste da África, os papéis para maio fecharam a US$ 2.855 por tonelada, em baixa de US$ 58. Um padrão de clima mais quente e seco no oeste da África (onde se concentram os maiores produtores globais de cacau) tende a favorecer a maturação e a colheita da amêndoa e também tende a limitar a proliferação de doenças. Mas chuvas ainda são necessárias para o próximo período de florescimento de cacau, durante a primavera no Hemisfério Norte. Nas praças de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa saiu, em média, a R$ 118, conforme informações divulgadas pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: De olho no Brasil: As cotações da soja voltaram a subir na bolsa de Chicago ontem. Os lotes para maio fecharam em elevação de 8,25 centavos, a US$ 9,927 5 por bushel. Segundo analistas, especulações sobre um possível reinício das paralisações de caminhoneiros no Brasil - que trazem preocupações quanto ao escoamento da produção de grãos - contribuíram para a alta. Mas a percepção é que essa valorização não se sustentará, diante da ampla oferta global da oleaginosa. Ocorre que, neste momento, essa maior sustentação pode encorajar produtores americanos a plantar uma área maior que inicialmente prevista na safra 2015/16, cuja semeadura ganhará ritmo em poucas semanas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná ficou em R$ 64,07 , alta de 1,20%.

Trigo: Escalada em Chicago: As cotações do trigo subiram pela quarta sessão consecutiva ontem na bolsa de Chicago, novamente impulsionadas pela estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para os estoques finais americanos na safra 2014/15 (18,8 milhões de toneladas), que ficou um pouco abaixo das expectativas dos analistas. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão a US$ 4,99 por bushel, em alta de 5,7 5 centavos. O USDA também reduziu sua projeção para os estoques finais globais na atual temporada, de 197 ,85 milhões para 197 ,7 1 milhões de toneladas. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal saiu, em média, por R$ 31,46, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. (Valor Econômico 12/03/2015)