Setor sucroenergético

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Decisão judicial suspende venda de usinas do Grupo João Lyra, em AL

Documento atende demanda judicial feita pela defesa do empresário; bens seriam negociados para sanar dívidas com credores.

O juiz Mauro Baldini, da Comarca de Coruripe, publicou uma decisão judicial que suspende a venda das indústrias do Grupo Laginha Agro Industrial S/A, pertencente ao industrial e ex-deputado federal João Lyra.

O documento, com data de 05 de março, expõe que a decisão foi tomada diante do pedido feito pela defesa do empresário, que através de recurso jurídico justifica que o magistrado responsável pelo caso foi parcial no processo, objetivando prejudicar o grupo empresarial.

Diante do impasse o Tribunal de Justiça de Alagoas resolveu suspender temporariamente a venda dos ativos da Laginha Agro Industrial S/A, que tinha como objetivo levantar dinheiro para pagar a credores do grupo empresarial.

Venda dos bens

O juiz Mauro Baldini havia determinado a venda dos bens da massa falida do grupo Laginha Agroindustrial S/A, que teve falência decretada em 2008, no dia 20 de fevereiro. Decisão que foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL).

Segundo o magistrado, as cinco usinas, em Alagoas e Minas Gerais, além do escritório central da companhia, em Maceió, e um jatinho seriam leiloados para sanar as dívidas existentes da empresa.

Falência

A falência do grupo João Lyra foi decretada pela Justiça em 2008. Nove anos depois, foi decretada novamente, pelo juiz Sóstenes Alex Costa de Andrade. Durante o processo, o empresário ficou impedido de entrar na usina Laginha. A alegação era que a presença dele seira prejudicial ao andamento da ação, por conta de ameaças recebidas pelos funcionários.(Já é Notícias 12/03/2015)

 

Taxa de juros do Plano Safra 15/16 vai subir, diz fonte do governo

BRASÍLIA (Reuters) - A taxa de juros do Plano Safra 2015/2016 do governo federal vai subir por determinação da equipe econômica para um nível a ser negociado entre os ministérios da Fazenda e da Agricultura, afirmou à Reuters uma fonte do governo que acompanha o tema.

"A ministra (da Agricultura, Kátia Abreu) já foi avisada que não há como manter a taxa atual", disse a fonte.

A taxa média de juros do Plano Safra 2014/2015 em vigor é de 6,5 por cento, 1 ponto percentual acima do praticado nas linhas de crédito da temporada anterior.

De acordo com a fonte, que falou em condição de anonimato, o Ministério da Agricultura já está informado de que não há como manter os encargos no nível em que estão e que haverá um encarecimento dos custos financeiros.

O aumento dos juros para o setor agrícola ocorrerá em linha com a orientação da nova equipe econômica de reduzir o crédito subsidiado na economia. Ocorrerá na sequência do aumento feito em dezembro das taxas de juros das linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operacionalizado pelo BNDES.

Além disso, desde outubro a taxa básica de juros (Selic) está subindo.

A ministra Kátia Abreu quer acelerar a negociação com a área econômica sobre os encargos financeiros e definir o montante do crédito da próxima temporada a fim de anunciar o Plano Safra 2015/2016 antes do período tradicional, entre maio e junho, disse a fonte.

Representantes do setor rural sempre reivindicam antecedência no anúncio para melhor planejamento da próxima safra.

O Plano Safra em vigor previu financiamentos de 156,7 bilhões de reais, 14,7 por cento acima do volume do ano safra anterior.

A negociação sobre o aumento da taxa média de juros do Plano Safra ocorre em meio a um duro ajuste fiscal adotado pelo governo para reequilibrar as contas públicas e fazer o setor público registrar superávit primário (economia de gasto para o pagamento dos juros da dívida pública).

O ajuste é baseado em aumento de tributos, revisão de desonerações, corte de gasto, mudanças de regras de benefícios previdenciários e trabalhistas, fim dos repasses do Tesouro Nacional para bancos públicos e redução de crédito subsidiado.

Nesta quinta-feira, estava marcada reunião entre os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Agricultura, Kátia Abreu, que acabou não se realizando. (Cana Rural 12/03/2015 às 19h: 00m)

 

Produção de açúcar da China deve cair em 2014/15, dizem analistas

Analistas preveem que a produção de açúcar da China poderá cair quase um quinto em 2014/15, diante de dados recentes desfavoráveis de uma importante região produtora.

A produção na província de Guangxi, que responde por cerca de dois terços da produção de açúcar do país, tinha atingido cerca de 4,9 milhões de toneladas até o final de fevereiro no ano safra que começou em outubro, segundo relatório da Guangxi Sugar Network deste mês.

Isso representa uma queda de aproximadamente 20 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, com os analistas culpando o tempo adverso e uma redução no plantio, após o governo local cortar o montante que usinas pagam aos agricultores.

Uma produção menor poderia sustentar os preços domésticos, que subiram cerca de 15 por cento desde o início do ano, embora tenham caído na última semana, na esteira dos preços internacionais, que atingiram uma mínima de seis anos na terça-feira.

Analistas reduziram suas perspectivas de produção de todo o país para cerca de 11 milhões de toneladas. A produção no ano anterior foi de 13,3 milhões de toneladas. (Reuters 12/03/2015)

 

Câmbio atual não é suficiente para exportação competitiva, diz Fitch

SÃO PAULO - A depreciação do real ante o dólar americano desde o início de 2014, passando de R$ 2,36 para R$ 3,12, não vai melhorar a competitividade global das exportações para o nível que beneficiou as empresas no início do milênio, de acordo com a agência de classificação de risco Fitch.

Muitas empresas focadas no mercado doméstico vão ainda continuar ameaçadas pelas importações e contam com medidas de proteção, afirma a agência.

“A estrutura de custos das companhias brasileiras foi devastada pela inflação durante a última década”, afirma Joe Bormann, diretor da instituição.

“A taxa de câmbio teria de desvalorizar a cerca de R$ 3,7 5 para trazer as empresas de volta às posições competitivas que aproveitavam em 2004”, diz. Apesar da pressão de custos da última década, algumas indústrias continuam a prosperar, diz a instituição.

As produtoras de celulose como a Fibria e a Suzano têm estrutura de custos inigualável devido a elevada taxa de crescimento das plantações de eucalipto. Companhias que atuam no segmento de proteínas têm forte posição global devido aos abundantes recursos naturais, tais como terra e água.

No minério de ferro a situação é mista, diz a Fitch. A Vale é dominante nessa indústria por causa do seu tamanho e da alta qualidade do seu minério de ferro, mas as minas da CSN, Usiminas e Gerdau não são competitivas em um cenário de preços baixos.

Em contraste, o Brasil perdeu sua posição competitiva como exportador de aço para países como a Rússia, Turquia e China.

Os setores de açúcar e álcool também estão lutando para se manter dado o cenário atual. Não há expectativa de melhora no curto praz. (Valor Econômico 13/03/2015)

 

Mais de 30 navios estão na fila para embarcar açúcar em portos do país

SÃO PAULO - A agência marítima Williams Brazil informou que 34 navios estão na fila para embarcar açúcar nos portos brasileiros (entre embarcações já atracadas, aguardanto na barra ou chegando ao país) neste final de safra 2014/15.

Eles deverão carregar 1,12 milhão de toneladas da commodity.

Deste total, 7 3%, ou 816 mil toneladas, sairão do porto de Santos.

Em seguida aparecem Maceió (19%, ou 218 mil toneladas), Paranaguá (6%, ou 68,5 mil toneladas), Recife (1%, ou 12 mil toneladas) e Suape (1%).

A maior parte do açúcar a ser embarcado é do tipo VHP (1,08 milhão de toneladas a granel). Outras 22 mil toneladas são de refinado A-45 e 22 mil toneladas de cristal B-150. (Valor Econômico 12/03/2015 às 12h: 33m)

 

Desvalorização cambial tende a ser permanente

A piora das condições de financiamento globais e a queda dos preços das commodities fazem da recente desvalorização do câmbio algo permanente, na avaliação do economista do Itaú BBA Caio Megale.

"A taxa de câmbio está indo para um patamar que é mais consistente com a dinâmica saudável das contas externas brasileiras", diz. O economista trabalha com a idéia de um câmbio próximo a R$ 2,90 no fim do ano, mas admite que a cotação pode ir um pouco além desse ponto. Esse movimento também pode levar a Selic a subir um pouco mais do que sua previsão, que é de 13% no fim de 2015.

Como os movimentos de correção do câmbio normalmente envolvem um "overshooting" - processo em que a cotação passa do ponto para, então, voltar a um nível de equilíbrio -, é fundamental que o BC se mantenha vigilante na política monetária, evitando que a disparada da inflação corroa o ganho real da desvalorização do câmbio.

"Pode ser que a taxa de câmbio passe do ponto e, à medida que o juro se estabilize em patamares mais elevados, perto de 13%, 13,5%, passe a atrair fluxo de capitais e o câmbio volte". (Valor Econômico 13/03/2015)

 

Real fraco atrapalha planos da Índia de impulsionar exportação de açúcar

A queda acentuada do real frente ao dólar tem afetado os esforços da Índia de intensificar as exportações de açúcar bruto apesar da decisão de Nova Délhi de dar um incentivo para aumentar os embarques, disseram autoridades do setor.

As exportações da Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo atrás do Brasil, poderiam ajudar a reviver uma mínima no contrato de referência de Nova York, que tocou o menor valor em seis anos nesta semana.

O real tem pressionado os preços mundiais do açúcar, mas a rupia indiana não caiu na mesma proporção para impulsionar as exportações do país, disse Yatin Wadhwana, diretor da Sucden India, à Reuters, durante uma conferência.

Na segunda-feira o dólar ante o real fechou no maior patamar desde junho de 2004.

O real mais fraco eleva retornos para os exportadores brasileiros, porque o açúcar é cotado em dólares. Mas a fraqueza da moeda e mais baixos preços mundiais do adoçante têm prejudicado os planos das exportações indianas.

"Quando o subsídio foi anunciado (pela Índia), houve muito otimismo, mas a subsequente queda do real tornou as exportações difíceis", disse um operador baseado em Mumbai. (Reuters 12/03/2015)

 

Produção de açúcar da Índia em 2014/15 é revisada para 26,5 mi t

A produção de açúcar da Índia pode ser quase 2 por cento maior em 2014/15 na comparação com uma previsão anterior, com a fabricação do adoçante no Estado de Maharashtra atingindo um recorde, afirmaram autoridades comerciais e do governo nesta quinta-feira.

A produção de açúcar da Índia deve chegar a 26,5 milhões de toneladas no ano encerrado em setembro de 2015, meio milhão de toneladas acima da previsão anterior, previu o diretor da Sucden India, Yatin Wadhwana, em uma conferência.

"A produção em Maharashtra e Karnataka será maior do que as estimativas anteriores. Ela vai empurrar a produção total acima de 26,5 milhões de toneladas", disse Wadhwana, referindo-se a dois importantes Estados produtores de açúcar.

A Associação das Usinas de Açúcar da Índia tem previsão de produção para este ano de 26 milhões de toneladas, contra 24,4 milhões na temporada anterior.

A produção em Maharashtra deve compensar qualquer queda na produção de Uttar Pradesh, o segundo Estado produtor.

"A disponibilidade de cana no Estado (Maharashtra) é maior do que tínhamos pensado. Vamos produzir mais de 10 milhões de toneladas de açúcar este ano", disse Bipin Sharma, comissário de açúcar de Maharashtra, à Reuters.

Anteriormente, Maharashtra previa produzir 9,3 milhões de toneladas. (Reuters 12/03/2015)

 

Preço favorável faz soja ganhar espaço do milho nos EUA

O plantio de grãos deste ano nos EUA poderá repetir o mesmo cenário de 2014. Ou seja, contrariar as estimativas iniciais do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

No mês passado, o órgão norte-americano estimou uma área de 33,8 milhões de hectares para a soja. Já o milho deverá atingir 36 milhões de hectares.

Fernando Muraro, da AgRural, acredita que a relação mais favorável de preços para a soja, em relação ao milho, deverá fazer o agricultor dos EUA plantar pelo menos mais 1 milhão de hectares da oleaginosa neste ano.

A soja avançaria sobre a área do milho, que já é estimada menor do que a semeada em 2014, quando os produtores plantaram 36,7 milhões de hectares.

Muraro diz que o preço médio da soja de US$ 9,73 por bushel no mês passado, para o contrato de novembro deste ano na Bolsa de Chicago, indica ganho em relação aos custos de produção.

O mesmo não ocorre com o milho, cujo preço médio de negociação em fevereiro -para o contrato de dezembro- foi de US$ 4,15 por bushel. Esse valor aponta para ligeira perda em relação aos custos.

Os produtores tomam como base de plantio a relação desses dois preços futuros, que, neste ano, está em 2,34 (US$ 9,73 divididos por US$ 4,15). No ano passado, a relação estava em 2,46.

Toda vez que o preço da soja tem uma relação superior a 2, os produtores optam pela oleaginosa.

Além da questão financeira, Muraro destaca o fator climático neste ano. Se o clima permanecer frio em abril, como está nos Estados Unidos, o produtor vai ter dificuldade para semear o milho e pode perder o tempo hábil.

Esse seria mais um motivo para os produtores norte-americanos elevarem a área de soja. Foi o que ocorreu no ano passado. O Usda estimou um área de 32,2 milhões de hectares para a soja. A área efetiva foi, no entanto, de 33,9 milhões.

A relação de preço de 2,46 para soja, em relação ao milho, e problemas climáticos puxaram os agricultores para a oleaginosa no ano passado.

A maior área de soja nos Estados Unidos é uma preocupação para o produtor brasileiro, que termina o plantio quando os norte-americanos já estão em fase de colheita.

Uma oferta ainda maior da oleaginosa vai manter os preços deprimidos na Bolsa de Chicago, base referencial dos preços internacionais.

Se os Estados Unidos voltarem a produzir acima de 100 milhões de toneladas, como na safra 2014/15, os estoques mundiais serão ainda maiores.

Os estoques de soja de 2014/15 são suficientes para 113 dias de consumo, diz a AgRural. No ano passado, eram suficientes para 89 dias, de acordo com a consultoria.

Barreiras: A indústria de suco de laranja mostrou ao Ministério da Agricultura dificuldades na exportação.

Exagerado: O Japão exige um teor de sucrose tão baixo que é impossível obtê-lo. "É como exigir uma cana sem ATR (teor de açúcar)", diz Ibiapaba Netto, da CitrusBr.

Custos 1: Já a China, quando quer impedir a entrada do produto, exige níveis de bolores e leveduras fora do padrão, o que gera uma taxação de 30% no produto.

Custos 2: Além disso, quer o suco em tambores, com temperatura de -18ºC, o que impõe custo adicional de US$ 40 por tonelada ao setor. (Folha de São Paulo 12/03/2015)

 

Plenário do Senado anula norma que exigia emplacamento de tratores

O Plenário do Senado anulou nesta terça-feira (10) a Resolução 429/2012, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma estabelece critérios para o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção ou pavimentação.

A manifestação dos senadores foi comemorada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que sempre lutou contra a medida. Estudos da CNA mostram que a medida, caso fosse mantida, elevaria os custos dos produtores rurais.

A decisão tomada pelo plenário do Senado foi baseada no Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 124/2013, apresentado pelo senador Blairo Maggi (PR-MT). Blairo lembrou que o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) é bastante claro quanto a seu escopo: “o trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código” (artigo 1º).

Argumento: Diante disso, argumentou o senador, o interior de fazendas e outras áreas privadas destinadas à produção agropecuária não estão abrangidos no conceito de “vias terrestres abertas à circulação”, logo não são regidas pelo Código de Trânsito.

Na opinião do senador Blairo Maggi, o Contran não pode regulamentar a circulação de máquinas agrícolas utilizadas fora das vias públicas, exigindo-lhes Certificado de Registro Veicular, como propunha a resolução.

Para Blairo Maggi, o Contran exorbitou do poder regulamentador do Poder Executivo. O projeto seguiu para exame na Câmara dos Deputados. (Cana Rural 12/03/2015 às 11h: 33m)

 

O Brasil se insurge contra a incompetência e a corrupção

Brasileiros de todos os matizes prometem ir às ruas nas próximas horas para mostrarem sua indignação com as denúncias de corrupção, desvios, incompetência e, principalmente, falta de ética e de respeito notadamente aos bens tidos como ‘públicos’.

De um lado, logo mais, representantes da CUT – Central Única dos Trabalhadores e os apaniguados e ‘patrocinado$’ membros do ‘exército do Stédile’. atendendo ordens do comandante supremo da crise que aí está instalada, o famigerado e notório escroque (“Não sei de nada...”) e ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Do outro, neste próximo domingo, os que não aceitam mais fazer o papel de tolos enquanto os ‘ingênuos’ instalados no poder se lambem e lambuzam com o assalto aos recursos públicos. No centro, Dilma Rousseff, uma presidente irresponsável, mentirosa contumaz e incompetente que não consegue mais governar e colocou o Brasil numa situação insustentável.

Os jornais de hoje destacam o risco, iminente, de choques entre os grupos que prometem deixar no esquecimento os movimentos das ruas em 2013, que foi o primeiro sinal de quem as coisas não andavam de acordo com o ‘céu de brigadeiro’ apregoado e defendido pelo PT e partidos aliados no poder.

Com efeito, ninguém aguenta mais tanta desfaçatez que não se aplica aos desmandos e assaltos dos políticos. Na verdade, as instituições precisam ser recicladas, haja vista o escândalo recente envolvendo o juiz bandido Flávio Roberto de Souza, que julgava uma ação contra o empresário, também bandido, Eike Batista, colocando o próprio sistema judiciário em cheque.

Policiais matando e sendo mortos em enfrentamentos com bandidos. Filhos matando e sendo mortos e abandonados pelos próprios pais. Professores agredindo e sendo agredidos pelos alunos. Casais assassinando e sendo assassinados pelos próprios companheiros.

Ao mesmo tempo, o sucessivo anúncio de fechamento de usinas sucroenergéticas, algumas das quais, sim atingidas pela crise e a maioria das outras tão mal geridas pelos seus proprietários e executivos , que deixam um rastro de demissões, encargos sociais e trabalhistas não pagos e provocando o recrudescimento de uma situação que têm as digitais de Lula e Dilma.

É contra situações como estas que os brasileiros irão às ruas para deixar claro que não acreditam mais que o Brasil possa ser o País do futuro quando, no passado e agora no resente, tem sido tão maltratado, destratado, vilipendiado, assaltado e roubado.

E aqueles que, por omissão ou medo, não protestarem, carregarão para sempre a vergonha de terem se acovardado em oferecer condições mínimas para seus familiares e descendentes passarem a viver num País mais decente, justo e melhor.

Que cada um faça aquilo que melhor lhe aprouver! (Ronaldo Knack é Jornalista e graduado em Administração de Empresas e Direito e também fundador e editor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Dólar alto corrói ganhos da Petrobras com venda de gasolina

Preço da gasolina no país está 0,6% acima do internacional, aponta CBIE.

Em janeiro, essa diferença chegou a quase 70%, favorecendo a empresa.

A recente desvalorização do real frente ao dólar está próxima de anular praticamente toda a vantagem que a Petrobras vinha obtendo com a venda de gasolina no país. Levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) mostra que a diferença entre o preço do combustível nas refinarias brasileiras e no mercado externo caiu para menos de 1%.

No dia 12 de janeiro, a diferença no preço da gasolina chegou a 68,9%, o que gerou cobranças por uma redução nos preços cobrados pela estatal, ainda mais depois da decisão do governo deelevar a tributação sobre combustíveis.

Nesta semana, de acordo com a atualização mais recente do monitoramento do CBIE, feito na segunda-feira (9), preço de refinaria nacional da gasolina estava 0,6% acima do preço internacional.

Já o preço do óleo diesel nas refinarias nacionais estava 11% acima do preço no Golfo do México. Em meados de janeiro, a diferença era de 53,2%.

O dólar fechou nesta quarta-feira a R$ 3,1278. No acumulado do ano, a moeda já subiu 17,64%.

Já os preços do barril do petróleo, que no começou do ano rondaram o patamar de US$ 45, tiveram uma recuperação, e têm se sustentado acima dos US$ 55, o que também contribui para reduzir a diferença dos preços da gasolina no Brasil e lá fora.

Nesta quarta, o petróleo tipo Brent fechou a US$ 57,54. Já o petróleo nos Estados Unidos fechou a US$ 48,17 o barril.

Ganhos da Petrobras no ano

O CBIE estima que, por conta da diferença entre os preços do mercado doméstico e internacional, a Petrobras tenha obtido um ganho de R$ 5,3 bilhões entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 com a venda de gasolina e diesel.

A consultoria destaca, entretanto, que a companhia teve prejuízo na maior parte do ano com a importação de combustíveis, tendo deixado de ganhar (custo de oportunidade) R$ 7,9 bilhões por vender gasolina e diesel a preços menores que os externos.

Procurada pelo G1, a Petrobras não comentou o assunto até a última atualização desta reportagem.

Risco da Petrobras ter prejuízo

Segundo Adriano Pires, sócio-diretor do CBIE, apesar da diferença ainda favorável para a Petrobras neste ano, a estatal é fortemente pressionada pela alta do dólar e corre risco de voltar a ter prejuízo com a importação de combustível.

"O alívio que a Petrobras tinha foi embora", diz o analista. "O câmbio penaliza a Petrobras tanto por tirar fluxo de caixa da empresa com a venda de gasolina e diesel como em função do aumento da dívida, que é 70% em dolar", explica. Pires lembra ainda que 51% das compras da companhia são feitas em dólar.

O analista defende uma política de preços para combustíveis que permita a Petrobras gerenciar o seu fluxo de caixa sem interferências do governo.

"O preço do combustível continua sendo usado como instrumento de política econômica. No passado, para controlar a inflação e agora para arrecadação fiscal", critica. "Estamos sempre desconectados com o que está acontecendo no mercado internacional. Quando o petróleo estava a US$ 100, vendiamos gasolina barata aqui, dando um rejuízo enorme para a Petrobras. Quando o petróleo caiu para US$ 50, continuamos vendendo gasolina pelo mesmo preço. Agora, com o efeito câmbio, a Petrobras pode tomar prejuízo outra vez", avalia. (G1 12/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

Laranja: Sequência de baixas: O suco de laranja registrou perdas pelo terceiro pregão seguido ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho encerraram em expressiva baixa de 37 5 pontos, a US$ 1,157 0 por libra-peso. O corte na expectativa de produção de laranja nos EUA, feito no início da semana pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), não deu sustentação aos preços da bebida, que continuaram a se ressentir da queda no consumo global. O USDA reduziu a previsão de colheita de laranja na Flórida de 103 milhões para 102 milhões de caixas na atual safra 2014/15. O Estado americano abriga o segundo maior parque citrícola do mundo, atrás de São Paulo. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada à indústria permaneceu em R$ 10.

Algodão: Demanda aquecida: Sinais de aquecimento da demanda pela fibra americana impulsionaram os preços do algodão na bolsa de Nova York, colocando fim a uma sequência de dez sessões de desvalorização. Os papéis com vencimento em julho encerraram ontem em alta de 90 pontos, a 61,90 centavos de dólar por librapeso. Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que o país vendeu ao exterior 28,21 mil toneladas de algodão na semana encerrada em 5 de março. O dado é mais otimista que o da semana anterior, quando cancelamentos de contratos de exportação levaram a um saldo líquido negativo de 13,6 mil toneladas da pluma. No oeste da Bahia, a arroba foi negociada a R$ 59,52, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Milho: Embarques dos EUA: As preocupações com a demanda pressionaram ontem as cotações do milho na bolsa de Chicago. Os lotes para maio encerraram em queda de 2,50 centavos, a US$ 3,8850 por bushel. Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos negociaram com o exterior 514,4 mil toneladas do grão na semana encerrada em 5 de março, mas analistas previam de 600 mil a 1,2 milhão de toneladas. Da atual safra, foram negociadas 418 mil toneladas, volume 50% inferior ao da semana anterior e 52% menor que a média das últimas quatro semanas. O dólar valorizado tem tornado o produto americano mais caro que o cereal de outras origens, como da Ucrânia. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão subiu 0,10%, a R$ 29,7 0.

Trigo: De olho no clima: Os contratos futuros do trigo voltaram a subir ontem nas bolsas americanas, sustentados, em boa medida, pelos relatos de continuidade da seca nas Grandes Planícies dos EUA, onde se concentra a produção do cereal no país. Os papéis para maio fecharam em alta de 8,25 centavos, a US$ 5,07 25 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 5,7 5 centavos, a US$ 5,4650 o bushel. As adversidades climáticas nas Grandes Planícies aumentam o temor de que a colheita de trigo seja prejudicada. A demanda para exportação do cereal americano também mantém os analistas atentos. No mercado interno, o dólar valorizado segue impulsionando os preços internos. A saca de 60 quilos se valorizou ontem 0,99%, a R$ 31,7 7 , segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 13/03/2015)