Setor sucroenergético

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Raízen e Ceres fazem parceria na área de sorgo sacarino

SÃO PAULO ­ A Ceres, uma companhia de biotecnologia agrícola, e a sucroalcooleira Raízen, anunciaram hoje ter assinado uma acordo de colaboração para desenvolver e produzir sorgo sacarino em escala industrial.

O sorgo sacarino pode ser cultivado para complementar as fontes de abastecimento existentes e estender a temporada de operações das usinas de cana brasileiras. As empresas vão contribuir uma com a outra em serviços e recursos e dividir a receita proveniente do etanol produzido a partir do sorgo sacarino da Ceres.

Nesta temporada, a Raízen tem avaliado o sorgo da Ceres em uma única usina, mas pretende expandir para várias unidades nas próximas safras.

O presidente e CEO da Ceres, Richard Hamilton, disse que a empresa tem o prazer de trabalhar mais de perto com Raízen, que assumiu um papel de liderança na adoção de novas tecnologias agrícolas e industriais.

"A indústria de etanol no Brasil tem uma história de competição de sucesso contra o petróleo e acreditamos que o sorgo sacarino, que tem menores custos de produção do que a cana, pode servir como parte integrante do fornecimento de matéria-prima à indústria", disse, em comunicado.

A Raízen, joint-venture entre a Shell e a Cosan, tem ampliado seu interesse em sorgo sacarino como forma de aumentar suas margens e permitir que as usinas trabalhem por mais tempo, no período de entressafra de cana.

A empresa tem avaliados híbridos de sorgo da Ceres desde 2011.

"Durante as últimas temporadas tivemos melhorias significativas de desempenho e estamos otimistas de que o sorgo sacarino pode ser usado para intensificar o fornecimento de matéria-prima na sequência da crise atual no setor", disse Antonio Stuchi, diretor industrial da Agro Raízen.

"Ao trabalhar com a Ceres, temos acesso antecipado às mais recentes inovações em sementes e os principais especialistas em gestão de cultura do sorgo." (Valor Econômico 17/03/2015)

 

Usinas do Centro-Sul iniciam safra 2015/16 com dívidas de R$ 85 bi

O setor sucroenergético se prepara para iniciar a safra 2015/16 no Centro-Sul do Brasil, em abril, com endividamento de R$ 85,4 bilhões. O cálculo é da Archer Consulting, especializada no segmento, e leva em consideração um estudo feito pelo Itaú BBA em 2012, que apontou dívida de R$ 48 bilhões naquele ano. Dessa forma, houve crescimento de 77% na dívida da cadeia produtiva de açúcar e álcool em apenas três anos.

Em relatório, o diretor da Archer, Arnaldo Luiz Corrêa, diz que a disparada do endividamento deveu-se, em grande parte, à perda de competitividade do etanol ante à gasolina nos últimos anos. Isso porque, segundo ele, o combustível fóssil foi subsidiado, dada a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que voltou a ser cobrada apenas neste ano. Outro fator que afeta a situação financeira das usinas é a expressiva valorização do dólar ante o real, já que parte da dívida das empresas é em moeda estrangeira.

"O cálculo não inclui os milhares de empregos diretos e indiretos que deixaram de ser criados pela falta de planejamento e ausência de transparência na formação de preços dos combustíveis", acrescenta Corrêa. "Há cinco anos, por exemplo, estimando que o etanol se manteria como principal combustível a alimentar a crescente frota de veículos, prevíamos que o Centro-Sul iria moer em 2015/16 mais de 700 milhões de toneladas de cana, assumindo que os investimentos ocorreriam e que novas usinas seriam construídas", concluiu.

A expectativa de processamento para a temporada, que se inicia oficialmente em duas semanas, é bem diferente, no entanto. Conforme a própria Archer, as unidades produtoras da região devem moer 573,69 milhões de toneladas de cana, praticamente estável ante 2014/15. Com o mix de produção pendendo em 57% para etanol, a consultoria estima fabricação 1% maior do biocombustível, com 26,26 bilhões de litros. A de açúcar deve variar pouco, permanecendo em torno de 32 milhões de tonelada. (Agência Estado 16/03/2015)

 

Açúcar: Influência cambial

A ligeira reação do real frente ao dólar contribuiu ontem para a alta do açúcar demerara na bolsa de Nova York, depois de a cotação ter atingido os menores patamares em quase seis anos na sexta-feira.

Os lotes para julho fecharam em elevação de 17 pontos, a 12,97 centavos de dólar por libra-peso.

A baixa do dólar reduz o estímulo às vendas externas de açúcar, uma vez que diminui a rentabilidade das exportações.

No quadro de oferta e demanda, há poucas novidades.

Na semana passada, a União da Indústria de Canade-Açúcar (Unica) divulgou uma queda de 6,73% da produção no Centro-Sul do país no acumulado da safra até a segunda quinzena de fevereiro, para 31,96 milhões de toneladas.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 51,44, alta de 0,41%. (Valor Econômico 17/03/2015)

 

Mapa sinaliza aumento dos juros do crédito

Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, defendeu que um eventual aumento não inviabilizará a agricultura do país.

A elevação dos juros do crédito rural passou a ser dada como certa a partir das declarações da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. Antes de uma confirmação – que deve vir na divulgação do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), até junho –, ela defendeu que um eventual aumento não inviabilizará a agricultura do país.

“Nós não devemos nos preocupar porque nada será feito, se houver aumento, que inviabilize a agricultura”, apontou, em nota distribuída pelo Ministério da Agricultura. Sua confiança vem do fato de que o Brasil precisa se apoiar em um setor com capacidade de positivar a balança comercial e evitar recessão. “Sabemos da rapidez com que a agricultura responde à economia, ao emprego, às exportações.”

Sua avaliação é que o pior dos cenários não será o do agronegócio. “Estou totalmente tranquila no que diz respeito aos volumes e aos juros que praticaremos na próxima safra”, disse. Ainda não há prazo para a divulgação do PAP. No último ano, o governo ampliou o volume de recursos disponíveis, mas elevou o juro padrão de 5,5% para 6,5%. A agricultura empresarial teve crédito ampliado de R$ 136 bilhões para R$ 156 bilhões.

R$ 180 bilhões

foram anunciados para o crédito rural em 2014/15, para a agricultura empresarial (R$ 156 bi) e para a familiar (R$ 24 bi). Setor produtivo espera reajuste, mas pode ter de pagar mais juros, o que repete fórmula de 2014. (gazeta do Povo 16/03/2015)

 

Brasília receberá os maiores especialistas mundiais em agricultura sustentável

De 12 a 17 de julho, a capital federal sediará o Congresso Mundial sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. São esperados centenas de pesquisadores de diversos países.

O aumento da produção agropecuária de maneira sustentável estará no centro das discussões do Congresso Mundial sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, evento científico que trará ao Brasil os maiores especialistas dos cinco continentes.

Até 2050, as necessidades alimentares da população do planeta exigirão um aumento de 60% da produção de alimentos. Ao mesmo tempo, o esforço mundial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa impõe outros desafios ao setor agropecuário. Para unir as duas vertentes são necessários novos conhecimentos e interações entre diferentes áreas do conhecimento.

Durante o I Congresso Mundial de Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (WCCLF2015), promovido pela Embrapa e parceiros, serão abordados aspectos e dimensões da intensificação sustentável da agricultura por meio da integração dos sistemas de produção de grãos, animal e florestal. A integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF) é considerada uma das novas revoluções agrícolas e o Brasil tornou-se protagonista global, com resultados de pesquisas de impacto sobre intensificação sustentável.

Além dos debates a apresentações dos maiores cientistas mundiais da área, o Congresso terá sessões especiais voltadas a produtores rurais, estudantes e jornalistas. (Embrapa 17/03/2015)

 

Banco ABC financia biocombustível

O Banco ABC Brasil pretende desembolsar, ao longo deste ano, US$ 100 milhões captados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiar investimentos em programas de biocombustíveis e de agricultura sustentáveis no país.

A captação foi concluída no dia 30 de janeiro e alguns desembolsos já foram realizados, de acordo com informações fornecidas pelo diretor de instituições financeiras do ABC Brasil, Luis Antonio Assumpção Neto.

Segundo o executivo, 75% dos recursos são do BID e os outros 25% do China Co-financing Fund for Latin America and the Caribbean, que é uma parceria do People's Bank of China (PBC) e do BID - este último responsável pela administração do fundo.

A captação tem prazo de quatro anos e um de carência

Aos tomadores do recurso, explica Assumpção Neto, os prazos e taxas serão definidos caso a caso, em linha com os mesmos critérios de análise de crédito já adotados pelo banco.

"O funding estimula a concessão de crédito de longo prazo, mas não temos obrigatoriedade de aplicar com esse mesmo prazo", afirma ele.

Atualmente, o prazo médio dos financiamentos da instituição é de um ano.

O banco tem uma carteira de crédito (expandido) da ordem R$ 21 bilhões, dos quais entre 10% e 12% estão aplicados no setor de agronegócios.

Além de linhas de capital de giro e de comércio exterior, Banco ABC Brasil também opera com linhas de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No agronegócio, afirma o diretor de Relações com Investidores do banco, Alexandre Sinzato, os clientes estão nos segmentos de biocombustíveis, açúcar e soja.

"É um programa amplo, que abrange energia renovável, floresta sustentável, transporte e sistemas de produção sustentáveis", detalha Sinzato.

Considerando o atual "ticket" [valor] médio das operações do banco ABC Brasil, os US$ 100 milhões captados no BID vão ser suficientes para financiar um grupo de, no mínimo, 20 companhias, explica Sinzato.

O banco tem até janeiro do ano que vem para desembolsar os recursos. (Valor Econômico 17/03/2015)

 

Liminar proíbe usina de terceirizar colheita de cana

Ministério Público do Trabalho (Campinas)

A juíza Elen Zoraide Modolo Juca, da Vara do Trabalho de Lins, concedeu liminar a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho em Bauru (MPT), proibindo a Usina Cafealcool, de Cafelândia, de terceirizar a atividade de colheita de cana de açúcar, inclusive na forma mecanizada, por se tratar de atividade-fim da empresa, sob pena de multa de R$ 1 mil por trabalhador contratado de forma irregular. A decisão deve ser cumprida a partir da intimação da usina.

As investigações do MPT tiveram início com o recebimento de denúncia relatando o excesso de horas extras a que eram submetidos trabalhadores rurais. Após diligência, foi constatado que o corte de cana mecanizado é terceirizado de forma ilícita, por meio de três empresas: Jandira (de Ibitinga), Cladi Serviços Agrícolas Ltda. e Leandro Manolo (ambas de Novo Horizonte); elas foram contratadas para prestar serviços por toda a safra (de abril/maio a novembro/dezembro).

Além da ilegalidade em si, a terceirização na Cafealcool trouxe condições precárias de trabalho aos funcionários, uma vez que as empresas prestadoras de serviço não demonstraram capacidade financeira para honrar compromissos trabalhistas. “Muitos trabalhadores sequer têm as suas carteiras de trabalho assinadas e o controle da jornada de trabalho é precário. Isso reflete no cálculo da cota para a contratação de pessoas com deficiência, no recolhimento da contribuição previdenciária e do FGTS, dentre outras irregularidades”, afirma o procurador Marcus Vinícius Gonçalves, responsável pela ação civil pública. O MPT chegou a propor assinatura de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), para que a usina adequasse sua conduta voluntariamente, mas houve negativa da empresa.

A Súmula 331, do Tribunal Superior do Trabalho, proíbe que qualquer ente público ou privado delegue a terceiros atividades essenciais ligadas à sua finalidade. “Perante a lei, a mera intermediação de mão de obra é ilegal e fonte da precarização das condições de trabalho, e deve ser amplamente combatida, para a manutenção dos princípios fundamentais da Constituição Federal, da dignidade do homem e dos valores sociais do trabalho”, explica Gonçalves.

No mérito da ação, o MPT pede a condenação da Usina Cafealcool ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão.

Processo nº ACP-0010319-71.2015.5.15.0062

Fonte: Ministério Público do Trabalho Campinas 16/03/2015)

 

Por que não uma chamada pública também para geradores a biomassa?

No dia 10 de março, o Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria nº 44 que pretende estimular a geração própria de unidades consumidoras por meio de Chamadas Públicas pelos agentes de distribuição. A edição da Portaria aparenta ter um foco que é estimular consumidores a gerarem sua própria energia, mesmo que seja com fontes não renováveis e poluentes, como por exemplo, a geração com base em óleo diesel.

Interessante estimular a geração distribuída e garantir o suprimento energético do sistema com uma geração local, num momento crítico em termos de reservatórios e que deve permanecer preocupante também em 2016. Mas é importante também mencionar que há espaço para estimular uma geração de curto prazo de energia renovável e sustentável – que é a fonte biomassa.

Em 2014, a energia elétrica ofertada para o Sistema Interligado pela fonte biomassa foi de 20.801 GWh (CCEE, 2015), representando pouco mais de 4% do consumo de energia elétrica no Brasil ao longo do ano, mas quase dobrando essa participação justamente nos meses do chamado período seco e crítico do setor elétrico, coincidente com a colheita da cana na região Centro-Sul (que é responsável por aproximadamente 90% da cana processada no país).

Esse crescimento de 21% da geração entre 2014 e 2015 em parte foi devido aos preços no mercado de curto prazo, reflexos dos Preços de Liquidação de Diferença (PLDs) elevados ao longo do ano, que possibilitaram a contratação de biomassa de terceiros, a otimização de seus processos e melhor aproveitamento da biomassa própria durante aquele ano, inclusive no período da entressafra.

Com a redução em mais da metade do PLD máximo, com reflexo imediato no mercado de curto prazo, várias operações de aproveitamento de biomassa, sobretudo de terceiros, se tornaram inviáveis, arrefecendo o ritmo de crescimento dessa geração extra pela biomassa, sobretudo na entressafra, que era esperado ser bem superior caso tivéssemos mantido o critério anterior de definição do PLD máximo. Contudo, a biomassa mostrou que tecnicamente e operacionalmente é possível estimular uma geração extra pelas unidades geradoras à biomassa, mesmo na entressafra, mas há ainda barreiras de ordem econômica para seu pleno desenvolvimento.

Estimativas da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) mostram que, se estabelecermos diretrizes que estimulem a geração de bioeletricidade ainda para a safra 2015/16, a fonte biomassa da cana poderá apresentar um oferta extra ao Sistema Interligado em 3 mil GWh, equivalente a mais de 5% de toda a geração de eletricidade do Estado de São Paulo em 2014. Todavia, teriam que ser medidas de cunho econômico capazes de viabilizar as operações de aproveitamento de biomassa própria e de terceiros, como vimos ao longo de 2014.

Nesta linha, uma Chamada Pública formatada para a geração à biomassa, semelhante à proposta pela Portaria MME nº 44 para estimular a geração própria em unidades consumidoras, seria muito bem vinda. Neste caso, o papel da ANEEL e a definição do valor dessa energia (que deve ser capaz de remunerar o gerador e cobrir os custos, principalmente da biomassa) seriam cruciais para o sucesso dessa iniciativa. Para que essa geração extra se concretize, a contratação deveria ocorrer, no máximo, até o inicio da safra– que é abril para a maioria das usinas na Região Centro Sul –, podendo ser estendida para 2016.

Nem quero entrar no mérito de um questionamento do tipo “é melhor queimar bagaço do que óleo diesel”, porque o País parece precisar dessas duas fontes neste momento, mas, prescindir de incentivar essa geração extra da biomassa - na conjuntura atual - é um luxo que não podemos ter. Por isto, que cabe indagar por que não uma Chamada Pública também para geradores a biomassa? Com preços e condições institucionais/regulatórias adequadas, a biomassa pode ir além e contribuir mais do que tem contribuído para a garantia do suprimento ainda em 2015 (e 2016 que também será um ano de atenção). Tudo isto com uma energia renovável e sustentável, pura geração distribuída, com a maior parte de seu potencial no coração do setor elétrico que é o submercado Sudeste/Centro-Oeste. (Portal da Energia 16/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Influência cambial: A ligeira reação do real frente ao dólar contribuiu ontem para a alta do açúcar demerara na bolsa de Nova York, depois de a cotação ter atingido os menores patamares em quase seis anos na sexta-feira. Os lotes para julho fecharam em elevação de 17 pontos, a 12,97 centavos de dólar por libra-peso. A baixa do dólar reduz o estímulo às vendas externas de açúcar, uma vez que diminui a rentabilidade das exportações. No quadro de oferta e demanda, há poucas novidades. Na semana passada, a União da Indústria de Canade-Açúcar (Unica) divulgou uma queda de 6,73% da produção no Centro-Sul do país no acumulado da safra até a segunda quinzena de fevereiro, para 31,96 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 51,44, alta de 0,41%.

Cacau: Nona queda seguida: As cotações do cacau registraram ontem a nona queda consecutiva na bolsa de Nova York, a maior sequência de perdas desde dezembro de 2012. Os contratos da amêndoa com vencimento em maio fecharam a sessão em baixa de US$ 27, a US$ 2.791 por tonelada. Um recente aumento das chuvas em importantes áreas produtoras no oeste da África, região que concentra o plantio de cacau no mundo, deve melhorar a umidade do solo no próximo período de florescimento das lavouras. No entanto, isso também tende a atrasar a colheita e a aumentar o risco da proliferação de doenças. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba continua sendo negociada por pouco menor de R$ 120, de acordo com levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Tensão com demanda: Uma nova onda de preocupação com a demanda pela soja americana pesou sobre os preços da commodity na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega para julho fecharam em baixa de 4,25 centavos, a US$ 9,7375 por bushel. A Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês) reportou ontem que o esmagamento de soja nos EUA caiu 9,5% em fevereiro, ante janeiro, para cerca de 4,0 milhões de toneladas. Além disso, o país embarcou 583,94 mil toneladas de soja na semana encerrada em 12 de março, 6,67% menos que na semana anterior, informou também ontem o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná registrou queda de 0,89%, para R$ 64,89.

Trigo: Trégua do dólar: A trégua na escalada do dólar ontem permitiu a alta das cotações do trigo nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para julho fecharam em alta de 13,25 centavos, a US$ 5,1650 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os lotes subiram 16 centavos, a US$ 5,5975 por bushel. A valorização da moeda americana nas últimas semanas afetou bastante os preços do trigo, tornando o produto dos EUA menos atrativo a compradores estrangeiros. Mas analistas avaliam que o cereal também pode ter atingido um piso. Do lado da demanda, já há sinais melhores: os americanos embarcaram 519,59 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 12 de março, 38% mais que na semana anterior. No Paraná, a saca foi negociada a R$ 31,54, queda de 0,66%, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 17/03/2015)