Setor sucroenergético

Notícias

Seminário sobre o mercado sucroenergético no lançamento da Organize Cana

Andy Duff, estrategista da equipe de análise e pesquisa do setor de açúcar e etanol do Rabobank; Fabiana Balducci, diretora do Credit Suisse; Ismael Perina, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura; Waldemar Deccache, da Deccache Associados e o economista, José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados estarão presentes no Seminário “O Setor Bioenergético – uma resposta à realidade”, realizado pela empresa Organize – Soluções Integradas para a Gestão Agroindustrial, no dia 9 de abril, em Ribeirão Preto (SP).

Este encontro, que marca o lançamento da Organize, direcionado somente para convidados de grandes empresas do agronegócio sucroenergético, tem por objetivo discutir a importância do setor bioenergético para o mercado mundial, debater sobre a crise atual, alternativas, visão atual e futura, além de proporcionar um ambiente de contatos estratégicos entre os convidados, com um network diferenciado.

A Organize é um consórcio empresarial que une a capacidade técnica e intelectual de quatro destacadas empresas do agronegócio, atendendo a uma demanda por uma nova forma de administrar o setor sucroenergético e o agronegócio, com a proposta “do campo ao banco”.

Serviço

“O Setor Bioenergético – uma resposta à realidade”

09 de abril de 2015

Stream Palace Hotel, em Ribeirão Preto (SP)

Mais informações para imprensa: eventos@allezcomunicacao.com.br ou 16 3877-9171

 

Setor sucroenergético reduz em 95% a captação de água

Além das grandes cidades, a escassez de água atingiu de forma generalizada todos os setores produtivos, principalmente na região Sudeste. No ano passado, por exemplo, a longa estiagem foi responsável pela perda de produtividade na safra 2014/15.

Os danos causados pela falta de chuva só não foram maiores porque o setor vem paulatinamente diminuindo a captação de água para o processamento industrial. Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Água, cabe ressaltar que o setor sucroenergético vem contribuindo decisivamente para a redução da taxa média de captação de água da faixa de 15 a 20 m3/t de cana para a faixa de 1 a 2 m3/t de cana. Ou seja: uma redução próxima de 95 % na captação de água.

"Essa queda no consumo hídrico foi proporcionada por investimentos em reuso de água através de tratamento e recirculação, otimização do balanço hídrico industrial e adoção de novas tecnologias como, por exemplo, a limpeza a seco da cana", diz André Elia, Consultor ambiental e de recursos hídricos da Unica - União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

Além disso, na última década, houve uma redução na demanda do setor por água industrial de 13% para 7% da água destinada para todos os setores do Estado de São Paulo. Em relação à oferta mínima de água no Estado, o setor demanda apenas 2,5% de água para seu uso industrial, o que derruba o mito de que o setor sucroenergético consome uma grande quantidade de água.

"Ao contrário do que se imagina a produção de cana no Brasil não é irrigada, principalmente na região canavieira do Centro-Sul, não havendo, portanto, conflito de água no setor rural, o que representa um forte indicador de sustentabilidade para a produção canavieira brasileira", diz Elia.

Aliado ao uso racional da água industrial e a não dependência de irrigação, soma-se a produção de bioeletricidade a partir do bagaço de cana-de-açúcar. A estimativa é de que em 2014, a energia de biomassa tenha gerado uma economia de 14% dos reservatórios hidrelétricos das regiões Sudeste e Centro-Oeste (responsável por 60% do consumo brasileiro).

"A bioeletricidade a partir da biomassa pode, mediante politicas adequadas para a matriz elétrica brasileira, contribuir mais nos períodos de estiagem", afirma o especialista.

Em 2014, foram produzidos 20.815 mil Gigawatts/hora (GWh), de energia elétrica proveniente da fonte biomassa, 20% acima do realizado em 2013. Essa quantidade seria capaz de abastecer 11 milhões de residências ou equivalente a 52% da energia que será produzida por Belo Monte, a partir de 2019. Além disso, sem o uso da biomassa na matriz elétrica brasileira, o nível de emissões de CO2 na atmosfera seria 24% maior.

Ainda assim, a bioeletricidade pode ir além. "Com o pleno uso energético da biomassa dacana, o potencial técnico dessa fonte poderia chegar a 20 mil MW médios até 2023, o que corresponde à energia produzida por duas usinas Itaipu", avalia Elizabeth Farina, presidente da Unica.

Proteções de nascentes

Outro aspecto muito importante é a ação que o setor tem tido na proteção de nascentes e recuperação de matas ciliares. No estado de São Paulo, 94% da produção canavieira são de usinas participantes do Protocolo Agroambiental, convênio voluntário entre o setor, capitaneado pela Unica, a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria da Agricultura, que antecipou a eliminação do emprego do fogo para colheita de cana. São 11 diretivas ambientais que são monitoradas para se obter o certificado "Etanol Verde", e a maioria delas tem reflexos diretos nos recursos hídricos, quer seja pela diminuição da demanda de água com a racionalização dos processos agrícola e industrial, quer seja pelo aumento de oferta na proteção de nascentes, recuperação de matas ciliares e proteção e conservação do solo com o término da queima da palha da cana e parte do seu uso como cobertura protetora do solo.

Os resultados são animadores, desde o inicio do programa em julho de 2007 até 2013, as usinas e fornecedores de cana tem cerca de 300 mil hectares de áreas ciliares recuperados, contanto com a proteção de 9.300 nascentes. Por outro lado o programa tem registrado a diminuição gradativa do consumo de água industrial chegando a valores em 2013 de 1,18 m3/t cana na média.

As usinas também vêm aumentando a sua reserva de água segura por meio do armazenamento superficial de água através de represamentos (inclusive de água de chuva), como de novas captações de água subterrânea como reserva estratégica. Ao mesmo tempo vem intensificando os programas de racionalização do uso de água e evitar desperdícios como a revisão criteriosa do balanço hídrico industria. (Unica 23/03/2015)

 

Plano Safra virá em maio e com juro maior

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou ontem desconhecer queixas do mercado de que estariam faltando recursos para o chamado pré-custeio da safra 2015/16 e afirmou que a presidente Dilma Rousseff lançará o novo Plano Agrícola e Pecuário em maio.

"Está estabelecido e garantido que recursos de custeio não irão faltar para produtores", disse a ministra em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após reunião de coordenação política com a presidente.

"Ajuste em termo de juros é normal devido a um aumento geral dos juros no país", completou a ministra.

Ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a Kátia Abreu afirmou que os produtores já foram informados da necessidade de uma "adequação" ao Plano Safra, mas que o governo não vai apressá-lo.

Segundo ela, os planos ficariam sobrepostos caso o governo antecipasse o anúncio, provocando inclusive uma corrida aos bancos em busca de financiamentos.

"Vai ser mais cedo que no ano passado. Estamos trabalhando detalhadamente todas as questões, de juros, custeios e investimentos".

Com recursos de R$ 156,1 bilhões, o Plano Safra 2014/15 teve uma taxa de juros média 1 ponto percentual acima da ofertada no ciclo anterior, ficando em 6,5% ao ano considerando todas as linhas contempladas pelo plano.

"Os juros com certeza serão mais altos [para 2015/16]. Os produtores já estão esperando e sabem que essa adequação é necessária por conta da subida da taxa básica de juros da economia.

Estamos confiantes de que mesmo modificações e ajustes não inviabilizarão a agricultura brasileira", disse.

"Todos nós conhecemos a força do agronegócio nacional e a equipe econômica jamais permitiria que fosse prejudicado. A agricultura é um setor que responde rápido às questões da economia", completou.

A queda das cotações da commodities agrícolas e o menor volume exportado de açúcar no ano passado já se refletiram no crescimento desse setor no país em 2014.

Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 1,6% em 2014, na comparação com o ano anterior, para R$ 1,178 trilhão.

"Esse resultado, embora modesto se comparado ao crescimento registrado em 2013 (5,22%), é expressivo diante da prévia do PIB nacional apontada pelo Banco Central, retração de 0,15%", afirmou a CNA, em nota.

O desempenho foi puxado pela pecuária, que avançou 6,92%, enquanto a agricultura recuou 0,74%.

Do total das riquezas geradas pelo agronegócio em 2014, R$ 800,57 bilhões (68%) vieram da agricultura e os R$ 378,3 bilhões restantes (32%), da pecuária.

O levantamento analisa o desempenho de ramos como o de insumos, primário, indústria e distribuição de agricultura e pecuária.

Desses, apenas o industrial recuou (0,32%) ante 2013.

A indústria do açúcar registrou o pior resultado dentre as atividades acompanhadas (queda de 7,22%), devido ao avanço nas exportações tailandesas e à maior competição do volume de cana destinado à produção de etanol.

Depois, veio a indústria de óleos vegetais, com baixa de 6,98% em relação a 2013. (Valor Econômico 24/03/2015)

 

Usina de etanol à base de batata-doce começa a funcionar no Tocantins

A capacidade total da usina é de três mil litros de etanol por dia. Projeto beneficiará principalmente os pequenos e médios produtores.

Após 12 anos de pesquisa e de vários testes, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) construiu uma usina de álcool feita a partir do processamento da batata-doce. A inauguração foi na manhã desta segunda-feira (23), em Palmas, e é resultado de um convênio da universidade com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
O projeto para a implantação da usina nasceu em 1996, através de um projeto de pesquisa elaborado pelo professor Márcio Antônio da Silveira, com um investimento inicial de R$ 20 mil, feito pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Hoje, o projeto conta com um aporte financeiro de R$ 1,2 milhão e envolve em média 44 profissionais, sendo 25 doutores, nove alunos de mestrado e dez acadêmicos de graduação.
A capacidade total da usina é de três mil litros de etanol por dia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O coordenador do projeto, o doutor em biologia Fabiano Souza, explicou que a usina vai funcionar como um laboratório para vários cursos da UFT e como uma vitrine tecnológica para os pequenos e médios produtores rurais. "O projeto foi montado com a intenção de atender justamente os pequenos e médios produtores, visto que os grandes produtores é que são responsáveis por esta rota etílica no país, porém ela é produzida pela cana-de-açúcar e hoje a gente tenta incorporar a batata-doce como matéria-prima para os pequenos e médios produtores".

A capacidade total da usina é de três mil litros de etanol por dia, mas esta não será a única produção. Além do etanol, vão ser produzidos a glucose, álcool em gel e ração animal. "É um programa que não só produz álcool, pode produzir açúcar, farinha, amido, CO2. Para se ter uma ideia dentro da Amazônia não temos uma fábrica de CO2. O CO2 utilizado nas fábricas de refrigerantes, vem de São Paulo", destacou o reitor da UFT Márcio da Silveira. (G1 23/03/2015)

 

China quer maior produção própria de sementes para conter a Monsanto

Uma disputa ocorrida no ano passado por uma pequena fabricante de sementes agrícolas na China revela como o governo planeja garantir suas fontes de alimentos: criando uma rival para a Monsanto Co.

A segunda maior economia do mundo precisa de uma empresa que possa sobreviver sozinha no mercado de sementes da China que movimenta US$ 17 bilhões por ano — contra as gigantes do agronegócio mundial, que também incluem a DuPont Co. e a Syngenta AG .

No ano passado, a empresa estatal Hunan Xindaxin Co. fez uma oferta hostil de U$$ 60 bilhões pela Origin Agritech Ltd. , uma fabricante de sementes listada na Nasdaq que controla os direitos do primeiro milho modificado geneticamente na China.

A Agritech acabou recusando a oferta em novembro. Mas os principais executivos da empresa sediada em Pequim acreditam que a Xindaxin está preparando uma outra investida, já que a China está tentando encontrar uma potência nacional que consiga conter as gigantes estrangeiras, ao mesmo tempo em que o país eleva significativamente os investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

“A Xindaxin tem seus pontos fortes — a questão é se ela é capaz de gerar algum ganho para a Origin”, disse o presidente da Origin, Han Gengchen, em entrevista ao The Wall Street Journal. A Xindaxin não respondeu a pedidos de comentário.

Por 20 anos, as grandes produtoras de sementes estrangeiras vêm se voltando para a China, atraídas por um mercado tão grande que deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior consumidor de alimentos do mundo em 2018, segundo a Associação das Indústrias de Alimentos.

Sendo o maior mercado mundial de sementes depois dos EUA, a China limita a participação de produtores estrangeiros a fatias minoritárias em joint ventures.

Sementes de empresas estrangeiras abastecem cerca de 20% do mercado, mas é provável que esse percentual cresça à medida que as diferenças na qualidade entre os produtos nacionais e estrangeiros aumentem, dizem agricultores e analistas.

“Há um receio de que as empresas chinesas de sementes não sejam capazes de concorrer com a Monsanto, DuPont, Syngenta porque não têm força e tecnologia”, diz Loren Puette, diretor da consultoria agrícola ChinaAg.

O esgotamento das terras próprias para o plantio e o avanço mais lento da produtividade das sementes locais levantaram questões entre as autoridades sobre a viabilidade de atender a demanda da China por alimentos só com recursos domésticos. Mas o governo quer que suas fabricantes sejam capazes de produzir sementes que possam competir com produtos estrangeiros antes da abertura do mercado, dizem autoridades.

Apesar do tamanho do consumo do país, as fabricantes de sementes da China são muito pequenas e dispersas, o que torna difícil para o governo controlar a biotecnologia que sustenta a força competitiva das produtoras mundiais de sementes.

“A China irá se abrir — a questão é quando”, diz Pierre Cohadon, diretor regional da Syngenta no país. “Provavelmente será quando a China estiver suficientemente segura de que possui a tecnologia e a capacidade.”

O plano de desenvolvimento de Pequim prevê que as 50 maiores fabricantes de sementes da China dobrem sua participação no mercado interno para 60% até o fim desta década. “Até 2020, um novo sistema será formado para a criação de novas variedades de sementes com alta produtividade, boa qualidade e resistentes a doenças”, afirmou no ano passado o Conselho de Estado, o gabinete chinês.

As mudanças estão em andamento. O governo chinês reduziu o número de empresas domésticas de sementes de 8.700 em 2011 para 5.200 no ano passado. Pequim está pressionando as empresas para que tripliquem o número de patentes de tecnologia agrícola até 2020 em comparação aos números de 2013. As estatais, diz o governo, vão liderar esse processo.

O número de aquisições no setor de sementes da China realizadas no ano passado triplicou em relação a 2012, segundo a firma de pesquisa CCM. A Yuan Longping High-Tech Agriculture Co., cujas ações são negociadas na bolsa de Shenzhen, foi uma das mais agressivas, tendo comprado pelo menos três fabricantes de sementes de menor porte desde 2013. Ainda assim, é irrealista esperar o nascimento de uma Monsanto chinesa dentro de cinco anos, afirma a ChinaAg.

Mas o tamanho da China é uma vantagem. Sua maior produtora de sementes, a Longping, tem um valor de mercado de 20,2 bilhões de yuans (US$ 3,26 bilhões), o que a torna a quarta maior fabricante de sementes do mundo nesse critério. O problema é que a Longping — cuja holding é a Hunan Xindaxin — atua mais como uma colcha de retalhos de produtores vinculados do que uma única corporação de grande porte, diz Cohadon, da Syngenta. A Longping não respondeu a solicitações de comentários.

O principal déficit da China está em pesquisa e desenvolvimento, dizem analistas.

As fabricantes de sementes locais não deram muita atenção à pesquisa até cerca de 2011, quando uma diretriz estatal forçou as empresas de sementes a divulgar investimentos em pesquisa e desenvolvimento em seus relatórios anuais. A Longping informou que seus investimentos em P&D em 2013 somaram US$ 15 milhões — menos de 1% do que a Monsanto investe.
Se as produtoras chinesas não ampliarem seus investimentos em P&D, os analistas acreditam que elas ficarão reduzidas à condição de intermediárias quando a China abrir seu mercado de sementes.

“Quando o [milho geneticamente modificado] for introduzido, ficaremos mais que felizes de ser parte do jogo”, diz Thierry Boyer, líder da Monsanto na China, que estima em 3% sua fatia do mercado de milho no país. “Por enquanto, atuamos dentro das regras existentes.”

As empresas de sementes da China veem a si mesmas como reservas de valor. A China atualmente permite a importação de ração animal geneticamente modificada e proíbe organismos transgênicos para consumo humano, com exceção de mamão.

Os executivos estimam que a produção comercial de alimentos geneticamente modificados para uso humano deve ser permitida na China até 2020; os produtores locais estão preparados para se beneficiar do acesso a variedades geneticamente modificadas internamente.

“Eu digo para as pessoas que o valor desta empresa é o da Monsanto multiplicado pelo Baidu e dividido pelo Google ”, diz James Chen, diretor financeiro da Agritech. Ele ri, mas a comparação é séria: a Agritech acha que está para a Monsanto como o Baidu Inc., gigante chinês das buscas na internet, está para o Google Inc. (The Wall Street Journal 24/03/2015)

 

S&P corta perfil de crédito individual e perspectiva da Petrobras

A agência de classificação de risco Standard & Poor's cortou nesta segunda-feira o perfil de crédito individual da Petrobras (SACP, na sigla em inglês) para "b+", de "bb", e colocou em perspectiva negativa o rating corporativo da estatal, que foi mantido em "BBB-" -- último degrau considerado grau de investimento.

A agência disse que a revisão do crédito individual da estatal, que não leva em consideração o apoio do governo brasileiro, se deve à perspectiva de menor geração de fluxo de caixa e maior alavancagem da empresa neste e no próximo ano por conta do escândalo de corrupção.

"As investigações de corrupção em curso não só dificultaram o financiamento do plano de investimento da Petrobras, mas também enfraqueceram o crédito de seus fornecedores e retardaram a construção das plataformas de petróleo para o aumento da produção", disse a S&P.

A agência acredita que a geração de fluxo de caixa poderá se deteriorar ainda mais caso a empresa seja condenada nas ações abertas por acionistas minoritários dos Estados Unidos. (Reuters 23/03/2015)

 

Arábia Saudita diz que será difícil barril do petróleo retornar a US$100

O representante da Arábia Saudita na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) Mohammed al-Madi disse neste domingo que acredita ser difícil que o petróleo retorne ao patamar entre 100 e 120 dólares por barril.

"Eu acredito que é difícil alcançar 120 dólares novamente... Nós entendemos que todos os países precisam de renda maior... Nós queremos renda maior, mas nós queremos renda maior para nós e para as gerações futuras", disse Madi em uma conferência sobre energia em Riad.

O petróleo Brent LCOc1 é negociado atualmente em cerca de 55 dólares por barril.

Ele também repetiu que a Arábia Saudita não tem motivações políticas para suas diretrizes de petróleo.

Alguns produtores, como o Irã, um rival diplomático da Arábia Saudita, têm criticado fortemente o governo de Riad por sua decisão de deixar os preços caírem nos últimos meses, ao invés de tentar sustentá-los por meio de um corte na produção da Opep.

Madi disse neste domingo, no entanto, que a queda nos preços é uma decorrência de fundamentos de oferta e demanda, e não de políticas não econômicas. (Reuters 22/03/2015)

 

Para CTBE e Unicamp, chuva acima da média em fevereiro favoreceu canaviais

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol - CTBE - e a Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, divulgaram nesta segunda-feira (23) o Boletim de Monitoramento da Cultura da Cana-de-Açúcar no Estado de São Paulo.

O levantamento, referente ao mês de fevereiro, traz a conclusão que a safra 2015/16 sofrerá por conta da falta de renovação dos canaviais. Mas as chuvas acima da média para o mês fizeram a cultura ter um desenvolvimento satisfatório.

Desempenho da safra

De acordo com o Boletim, os índices de vegetação no mês de fevereiro estão acima da média histórica, e indicam um bom desenvolvimento da safra 2015/16. Parte desse desempenho se deve ao alto índice de precipitação no mês. Fevereiro apresentou chuvas acima da média dos últimos 12 anos o que impactou de forma positiva no desenvolvimento dos canaviais, porém, a cana já não produzirá tão bem devido à seca da safra anterior.

Análise

O relatório traz uma análise do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e também sócio diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio). Para ele, a safra atual (2015/16) está em condições piores do que a safra anterior na região Centro-Sul, com exceção da região de Assis/SP.

Ainda segundo o especialista, isso se deve a uma somatória das condições climáticas e da baixa taxa de renovação dos canaviais. "Três anos atrás a taxa de reforma era de 20% e o ano passado foi de aproximadamente 12%. A produção da safra depende da cana de primeiro corte, para isso é preciso uma renovação de 20%. A safra atual é de uma cana velha", explicou Caio. (UDOP 23/03/2015)

 

Importação de açúcar pela China fica abaixo do esperado em fevereiro

A China importou cerca de 124 mil toneladas de açúcar em fevereiro, queda de 24 por cento ante um ano atrás e cerca de metade do volume esperado pela indústria, com analistas dizendo que provavelmente os carregamentos foram atrasados pelo feriado do Ano Novo Lunar, que caiu na metade do mês.

Alguns carregamentos também podem ter sido recusados por "razões de política", disse um analista, depois que Pequim implementou um novo processo de aprovação para importações fora de cota.

O governo chinês está sob pressão para reduzir as importações de açúcar para ajudar as refinarias domésticas em dificuldade financeira que foram forçadas a pagar altos preços pela cana cultivada localmente, tornando-as menos competitivas em relação à produção de países como Brasil e Tailândia.

As importações atingiram cerca de 3,5 milhões de toneladas em 2014, levando o governo a estabelecer um novo sistema de licenciamento para todas as importações de açúcar fora de uma cota de tarifa baixa. Ainda assim, as usinas estão pedindo medidas mais duras para frear as importações.

Três carregamentos com entrada recusada em dezembro e com previsão de chegada no mês passado ainda não haviam sido entregues, impactando os números de fevereiro, disse Zhan Xiao, analista da Xinhu Futures.

"Nossa estimativa original (para fevereiro) era de 250 mil toneladas", disse ele, destacando que não está claro se os três carregamentos chegarão em março. (Reuters 23/03/2015)

 

Alta do dólar enfraquece concorrentes da Petrobras na importação de gasolina

A concorrência de empresas privadas com a Petrobras na importação de gasolina para fornecimento no Brasil observada no início deste ano deverá ter vida curta e arrefecer em março devido à desvalorização do real e a uma leve recuperação do preço do petróleo no mercado externo, disseram especialistas à Reuters.

As importações tornaram-se atrativas a partir do fim de 2014, quando pela primeira vez em cerca de quatro anos os preços internos do diesel e da gasolina ficaram mais altos do que no exterior.

Os preços domésticos praticados pela Petrobras são controlados pelo governo e balizam o mercado, enquanto no exterior seguem as cotações do petróleo.

O preço da gasolina no Brasil, na sexta-feira, ficou igual ao praticado no exterior, segundo a Tendências Consultoria, enquanto o diesel permaneceu 15,3 por cento mais caro no mercado interno.

"A Petrobras é obrigada a importar para atender o mercado, mas para outras empresas já não compensa mais importar combustível, não faz sentido", afirmou o analista da Tendências Consultoria, Walter de Vitto. "Foi bem restrito àquele momento."

Na média de março até o dia 20, a gasolina ficou 4 por cento mais cara no Brasil do que no exterior, enquanto o diesel ficou 14,5 por cento mais caro, segundo dados da Tendências.

Os valores já são bem diferentes dos observados no fim do ano passado e início deste ano. Em janeiro, a gasolina e o diesel chegaram a ficar 37,8 por cento e 35,5 por cento mais caros no mercado doméstico do que no exterior, respectivamente.

Desde a virada do ano, o dólar acumula cerca de 20 por cento de valorização ante o real. Já o petróleo Brent é negociado no mesmo patamar do início do ano, mas chegou a ter alta de quase 10 por cento em meados de fevereiro na mesma comparação.

PREDOMINÂNCIA DA PETROBRAS

Vitto explicou que, para importar combustíveis, as empresas precisam olhar outras variáveis além dos preços. Os custos de internação o produto, como frete, seguros e taxas aduaneiras, e as limitações logísticas no Brasil são pontos a considerar.

Na janela de oportunidades dos últimos meses, um total de oito empresas fizeram importações de diesel e gasolina A (pura), segundo o diretor de Abastecimento do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Luciano Libório.

Apesar do surgimento dos concorrentes, a realidade brasileira impediu que a Petrobras perdesse sua habitual dominância de mercado, destacou o diretor do Sindicom.

Além da logística de distribuição ser dominada pela estatal, concorrentes temem se expor demais a um cenário que depende muito de decisões repentinas do governo.

A gasolina importada por concorrentes da Petrobras respondeu, em janeiro, por 1,6 por cento do total vendido no Brasil e, em fevereiro, a estimativa é de que tenha atingido 3,2 por cento, segundo Libório.

Já o diesel importado não teve participação em janeiro e estima-se que tenha representado 9 por cento das vendas em fevereiro.

Apesar do surgimento tímido de concorrentes, o cenário favoreceu a Petrobras, que por muitos anos amargou fortes prejuízos com as importações. (Reuters 23/03/2015)

 

CNA mostra que PIB do agronegócio brasileiro cresceu 1,60% em 2014

Brasília (23/03)– O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 1,60% no ano passado, em comparação com o desempenho de 2013, segundo indica levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/Universidade de São Paulo (USP). Esse resultado, embora inferior ao apresentado pelo setor em 2013, é expressivo tendo em vista a prévia do PIB nacional, estimada pelo Banco Central, indicando retração de 0,15% para a economia brasileira em 2014.

O desempenho só não foi ainda melhor porque houve retração na agroindústria, principalmente no decorrer do segundo semestre do ano passado. No indicador global do agronegócio, a agricultura fechou 2014 com ligeira queda, de 0,74%, enquanto a pecuária apresentou desempenho expressivo, crescimento de 6,92%.

A renda do agronegócio brasileiro, segundo o levantamento, está calculada em R$ 1,178 bilhão. Sendo R$ 800,57 bilhões (68%) referentes ao setor agrícola e R$ 378,30 bilhões (32%) da agropecuária, levando-se em conta os preços praticados em 2014.

Na agricultura o único segmento que apresentou desempenho positivo, embora modesto, foi o primário (0,15%). Já a pecuária teve crescimento em todos os setores, sendo destaque o segmento primário que acumulou expansão de 8,32%, em 2014.

Agroindústria destoa - A agroindústria, que apresentou desempenho modesto, acumulou ao longo do ano passado queda de 0,32%. Dos setores acompanhados pelo CNA/Cepea, na agroindústria, apenas três apresentaram índices positivos em 2014: celulose, etanol, café e papel e gráfica. Na pecuária, as cotações em alta foram responsáveis pela expansão do segmento. Os preços dos suínos e bovinos mantiveram ritmo acelerado, ao contrário do frango vivo e do leite cru, que apresentaram desvalorização.

Apesar de ter perdido ritmo em dezembro, o segmento primário do agronegócio terminou 2014 com um crescimento de 3,72%. Na agricultura, por exemplo, a queda nos preços teve influência decisiva sobre o desempenho do setor. É que houve recuo na cotação média das atividades de 2,23%, entre janeiro e dezembro de 2014, na comparação com igual período de 2013. (CNA 23/03/2015)

 

Para sair da Logum, Camargo Correa terá que integralizar mais capital

SÃO PAULO - A saída da construtora Camargo Corrêa da Logum Logística, empresa responsável pela construção e operação do etanolduto, deve significar um desembolso de recursos pela construtora, apurou o Valor.

A Camargo Corrêa detém 10% do negócio que está operando no trecho entre as cidades paulistas de Ribeirão Preto e Paulínia.

No entanto, até o momento, a empresa logística opera com elevada ociosidade e possui dívidas contraídas com a construção do trecho que está em operação e o que está para ser inaugurado (Ribeirão Preto - Uberaba).

Até o momento, a empresa investiu R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1,6 bilhão de um empréstimo ponte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cerca de R$ 300 milhões de capital dos sócios, proporcionalmente às suas respectivas participações acionárias, Copersucar (20%), Raízen (20%), Petrobras (20%), Odebrecht (20%), Uniduto Logística (10%) e a Camargo Correa (10%).

O valor que a construtora terá que pagar para sair do capital da Logum ainda não foi definido “mas certamente ela terá que desembolsar (e não receber), pois a empresa tem dívidas e não gera resultados ainda”, afirmou uma fonte.

Essa condição afasta por ora os rumores de que a Petrobras também poderia se desfazer de sua participação na Logum, para levantar recursos dentro do seu plano de desinvestimento anunciado há algumas semanas.

Procurada, a estatal não retornou.

Em nota, a Camargo Correa afirmou que “contratou consultoria especializada para avaliação do ativo pois optou pelo desinvestimento, sem prejuízo da conclusão das obras do trecho 2 em fase finalização.”

Segundo fontes ouvidas pelo Valor, a saída da Camargo Correa teria sido sugerida pelo BNDES, que se sente desconfortável em liberar recursos para um projeto do qual participa a Camargo Correa, investigada na operação Lava Jato, que apura desvios na Petrobras.

Procuradas, BNDES e Logum não comentam.

O segundo trecho do etanolduto, entre Ribeirão Preto e Uberaba, já foi concluído e o início de sua operação depende de autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Segundo apurou a reportagem, desde o ano passado, os sócios da Logum acordaram que, enquanto o cenário de baixa rentabilidade para o etanol não mudar de forma a estimular novos investimentos em usinas, a Logum, cujo projeto prevê aportes totais de cerca de R$ 6 bilhões, não deve avançar com a construção de outros trechos.

O sistema logístico da Logum prevê, originalmente, atravessar 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul ao principal ponto de armazenamento e distribuição em Paulínia (SP).

Parte deste sistema integrado será composto por um duto de longa distância, cerca de 1.300 km, que interligará as regiões de Jataí (GO) e Paulínia. (Valor Econômico 23/03/2015 às 19h: 27m)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Pressão africana: A expressiva alta de sexta-feira deu lugar a um movimento de baixa nos preços do cacau na bolsa de Nova York ontem. Os lotes para julho fecharam em queda de US$ 31, cotados a US$ 2.752 por tonelada. O recente aumento das chuvas no oeste da África deve melhorar a umidade do solo para o próximo período de florescimento. Além disso, o governo de Camarões, que é um dos principais produtores de cacau do mundo, informou que pretende investir US$ 5,8 milhões para dobrar o processamento local da amêndoa. A meta é chegar à moagem de 70 mil toneladas por ano no país, ante as atuais 32 mil toneladas, que representam 15% da safra total. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba ficou em R$ 118, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Laranja: Movimento técnico: As cotações do suco de laranja voltaram a disparar ontem em Nova York, embaladas pela baixa do dólar. Os papéis para julho encerraram com alta de 910 pontos, a US$ 1,2385 por libra-peso. Na sexta-feira, os preços subiram 745 pontos, após terem despencado na sessão anterior. O fato é que essas oscilações expressivas do suco estão mais relacionadas a questões técnicas, uma vez que não há novidades do lado dos fundamentos. De modo geral, a bebida segue pressionada pelo ritmo decrescente de consumo ao redor do mundo, bem como pelo clima benéfico aos pomares de São Paulo e da Flórida, as duas principais regiões produtoras de laranja do mundo. No mercado spot de São Paulo, a laranja destinada à indústria permaneceu estável, em R$ 10,00, conforme o Cepea/Esalq.

Milho: Impulso do câmbio: Os preços do milho foram sustentados na bolsa de Chicago ontem pela desvalorização do dólar, que aumenta a demanda pelo grão americano por torná­lo mais barato para os compradores externos. Os contratos com vencimento em julho fecharam com alta de 5,25 centavos, a US$ 3,98 por bushel. Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que o país embarcou 994,67 mil toneladas de milho na semana encerrada em 19 de março, avanço de 35,3% sobre a semana anterior. O nível elevado dos rios Ohio e Mississippi, que tem dificultado a circulação de barcaças com milho, dá suporte adicional às cotações. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 29,44 a saca, queda de 0,78%.

Milho: Dólar e clima: O dólar mais baixo em relação a outras moedas e as preocupações com a seca em importantes regiões produtoras fizeram o trigo registrar ganhos nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os lotes para julho fecharam em elevação de 4,25 centavos, a US$ 5,38 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 5 centavos, a US$ 5,80 por bushel. O enfraquecimento do dólar torna o trigo americano mais competitivo no mercado internacional. Temores com as chuvas limitadas nas Grandes Planícies dos EUA e na Rússia também contribuíram para manter as cotações da commodity sustentadas. No Paraná, a saca de 60 quilos de trigo foi negociada a R$ 32,34 ontem, alta de 0,56%, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 24/03/2015)