Setor sucroenergético

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Analista prevê dificuldade para cana em 2015

http://www.canalrural.com.br/noticias/mercado-e-cia/analista-preve-dificuldade-para-cana-2015-55617

Projeção não é unânime, já que se o dólar persistir alto, exportações brasileiras podem se beneficiar.

O ano de 2015 será difícil para o mercado de açúcar e álcool.

Com preços internacionais baixos e subsídios do açúcar da Índia e da Tailândia, as exportações brasileiras tendem a diminuir.

A projeção é do analista de mercado da G7 Agro João Oswaldo Baggio.

Segundo ele, a oferta firme, que foi um dos principais fatores pela queda nos preços, seguirá impactando o mercado, porém, o consumo de etanol tende a aumentar um pouco devido à maior quantidade de álcool na gasolina.

Os produtores estão desovando os estoques para a entrada da nova safra, por isso o conteúdo disponível continua elevado.

A safra atual não será muito diferente da anterior em relação à produtividade o clima está favorável, mas não há renovação de canaviais, pontua ao Canal Rural.

Já o diretor técnico do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br), Paulo Gallo, acredita que o dólar valorizado possa beneficiar as exportações brasileiras e gerar uma possível capitalização no segmento.

Do ponto de vista do aumento, você favorece as exportações, ou seja, com o mesmo montante de dólar o produtor ganha mais.

Mas ainda é muito cedo pra poder avaliar isso no longo prazo.

Temos que ver como vai caminhar o dólar, aponta Gallo.

Em reunião da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel esta terça, dia 24, em Brasília, o setor produtivo se mostrou preparado para aumentar a mistura de biodiesel no diesel a valores que ultrapassem 10% e o governo já estaria cogitando a possibilidade para casos específicos.

O aumento da mistura de biodiesel no diesel chegou a 7% em novembro do ano passado e aumentou em 40% a demanda do produto no mercado interno.

O setor sucroenergético passa por uma forte crise financeira nos últimos anos, com dívidas de R$ 82 bilhões, segundo consultorias especializadas.

Como 70% desse valor está atrelado ao dólar, o montante deve crescer com a recente valorização da moeda frente ao real.

Desde 2008, 67 usinas brasileiras estão em recuperação judicial.

O maior número está na região Sudeste, com 38 usinas.

Em seguida vem o Nordeste com 14, o Centro-Oeste com 13 e a região Sul, com duas.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), cerca de 80 usinas fecharam as portas de 2008 a 2014 e nove podem fechar ainda este ano. (Canal Rural 25/03/2015)

 

Trading internacional CWB estima queda nas safras globais de trigo, milho e soja

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/154001-trading-internacional-cwb-estima-queda-nas-safras-globais-de-trigo-milho-e-soja.html#.VRPcG_nF9qU

GENEBRA (Reuters) - A safra global de trigo este ano deverá ficar em 703,4 milhões de toneladas, 21,5 milhões de toneladas abaixo do recorde do ano passado mas ainda bem acima da média dos últimos cinco anos, de 689 milhões de toneladas, disse nesta quarta-feira o analista-chefe de mercado da trading de grãos CWB.

A safra global de milho deverá cair para 973,5 milhões de toneladas em 2015, ante um recorde de 989,7 milhões no ano passado, disse Neil Townsend, diretor de pesquisa de mercado da CWB, em uma apresentação em conferência em Genebra.

Ele estimou a safra global de soja de 2015 em 299 milhões de toneladas, ante recorde de 315,1 milhões em 2014.

Em termos de exportações, Townsend estimou em sua apresentação que a União Europeia irá embarcar um recorde de 32,35 milhões de toneladas de trigo para o mercado global na próxima temporada, ante 31,5 milhões na atual.

Já as exportações de trigo dos EUA em 2015/16 deverão se recuperar parcialmente para 27,6 milhões de toneladas, ante o baixo volume de 24,5 milhões estimado para 2014/15, embora ainda aquém dos 32 milhões de toneladas embarcadas em 2013/14. As exportações dos EUA estão sendo prejudicadas pela valorização do dólar frente outras moedas. (Notícias Agrícolas 25/03/2015 às 11h: 36m)

 

Clariant aposta em Brasil liderando mercado de etanol 2G Etanol

O gerente de Desenvolvimento de Negócios da Clariant, Martin Mitchell, afirmou nesta quarta-feira, 25, que o etanol de segunda geração (2G), feito a partir do bagaço e da palha de cana-de-açúcar, tem espaço para crescer ainda mais no Brasil, tornando o País "um dos maiores do mundo nesse mercado". As declarações foram feitas durante painel no último dia do seminário Sugar & Ethanol Brazil, realizado pela F.O. Lichts, em São Paulo.

"Qual país do mundo tem tanta biomassa quanto o Brasil? Qual país tem uma frota tão grande de carros flex? Qual tem uma mistura de etanol (anidro) de 27% (na gasolina)?", destacou o executivo da empresa de químicos, referindo-se ao Brasil.

Na terça-feira, 24, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, no mesmo evento, que o Brasil tem duas usinas em operação e uma outra em construção para a fabricação de etanol 2G. Juntas, as unidades terão capacidade de produção de 185 milhões de litros do biocombustível por safra. (Agência Estado 25/03/2015)

 

Produtores mundiais pedem maior "popularização" do açúcar

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A Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) pediu nesta terça-feira em São Paulo uma maior "popularização" do produto para enfrentar a queda do preço, os altos custos de produção e a guerra aberta de outros setores contra o derivado da cana-de-açúcar e outros vegetais. "Uma popularidade maior do açúcar será uma coisa boa para as indústrias de todo o mundo. Ninguém pode negar isso", afirmou o presidente da ISO, José Orive, durante a abertura do Sugar & Ethanol Brazil 2015, evento que durante dois dias reunirá especialistas do setor açucareiro em São Paulo.

Desde 2011 o preço internacional do açúcar apresenta uma queda acentuada e este mês chegou a seu menor valor nos últimos seis anos, com um mercado em superávit e um cenário que exige uma "revisão" na cadeia do produto, ressaltou Orive. No encontro promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Orive lembrou que no Brasil, o maior produtor mundial de açúcar, o setor se aproxima da linha que divide o lucro das perdas.

Nos últimos meses, 60 fábricas interromperam sua produção e outras dez estão em alerta pela situação delicada que atravessa o setor. Além dos fatores vinculados à situação econômica local e internacional, o açúcar é o "vilão" para outros grupos que levaram, por exemplo, a que o setor de bebidas busque outras alternativas para substituí-lo.

"Eles não encontraram nada como o açúcar e nem vão encontrar", assegurou Orive, para quem, além da defesa do produto, o importante é "incentivar seu consumo de uma forma saudável" e acompanhada de atividades físicas por parte de seus consumidores. Orive indicou que, no caso da América Latina, as previsões assinalam que, em 2020, 60% da cana-de-açúcar processada no continente será utilizada para produzir etanol e o 40% restante estará destinado ao consumo alimentício. No entanto, no caso específico do etanol no Brasil, maior exportador do álcool carburante extraído da cana-de-açúcar, o setor passa por uma crise que levou os produtores a pedir regras mais claras no preço da gasolina.

"A demanda pelo etanol vai crescer nos próximos anos impulsionada por uma demanda de combustíveis elevada, mas, para atender essa demanda, necessitamos de regras mais claras porque os investimentos são de longo prazo e alto valor", disse à Agência Efe durante o encontro o presidente da Coruripe, Jucelino Oliveira de Sousa.

No Brasil, a nova frota de automóveis sai de fábrica com a tecnologia "flex", que permite o uso de gasolina, álcool carburante ou a mistura de ambos em quantidades livres, e desde a semana passada é obrigatória a mistura de 27,5% do biocombustível à gasolina. O presidente da Biosev - uma das maiores produtoras mundiais de etanol e açúcar -, Rui Chammas, instou o governo a definir sua estratégia de uma matriz energética para o país e assim o setor poder receber as demandas traçadas por uma política oficial.

Nesse sentido, o presidente da Câmara de Açúcar e Etanol da Bolsa de São Paulo, Luis Gustavo Junqueira Figueiredo, lamentou que uma parte da classe política do país defenda que os preços internacionais não devem ser refletidos em produtos como a gasolina. Em 2014, ano de eleições, o preço da gasolina no Brasil se manteve sem ajustes apesar das pressões do setor açucareiros que viu como a demanda de etanol se estagnou ao não poder concorrer contra o combustível fóssil. (EFE 25/03/2015)

 

Petrobras volta a campo com empreiteiras da segunda divisão

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Meio que na moita, a Petrobras retomou a contratação de empreiteiras para tocar obras que só faltam gritar por socorro.

Por enquanto, a estatal vai mesmo na versão “fusquinha”: construtoras do segundo ou terceiro time chamadas para disputar as licitações. São três as pequerruchas que irão inaugurar a era pós- Lava Jato: Azevedo Travassos, Encalço Engenharia e Bueno Engenharia.

Nem todas estas moçoilas são virgens no que se refere à Lava Jato. A Bueno Engenharia foi citada pelo “empresário” Mario Goes, um dos operadores de pagamento de propina à estatal, na nona fase da investigação, chamada de “My Way”. Pipocou em algumas páginas de jornal, mas livrou-se do alistamento no grupo das 23 empreiteiras sub judice.

As três empresas foram convocadas pela Petrobras para disputar a construção do duto de 28 polegadas e 47 quilômetros que vai de Maricá, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, ao Comperj, complexo petroquímico da estatal que se encontra em estado de hibernação. Tudo indica que Aldemir Bendine quer fazer desta volta às obras um ato político.

Só isso explica a convocação às pressas de empreiteiras acostumadas a assistir ao jogo sentadas no banco de reservas. A Petrobras marcou a abertura do envelope para o dia 24 de abril. Só que a obra está prevista para 2016.

Com um pouquinho de boa vontade, a estatal poderia esperar que alguns dos titulares se redimissem nos próximos meses, de forma a contar com a participação de algumas das maiores indústrias da construção pesada. Nada contra trazer os peso penas.

Mas o certame de obras da Petrobras não é bem o espaço apropriado para a prática de justiça social ou democratização da concorrência. E qual das convidadas vai dar um preço firme? A carta convite, aliás, continua sendo a gazua para o ingresso na Petrobras, onde não se pratica a boa e velha licitação.

Desde a gestão Fernando Henrique Cardoso, a estatal está livre das amarras da Lei n° 8.666. FHC brindou-a com o expediente da escolha seleta, ou seja, ela chama quem quer para participar da concorrência pelas suas obras.

Foi justamente esse sistema que acordou o Cade – o órgão antitruste identificou no expediente um convite à formação de cartel. Realmente, não há motivo no universo que impeça a combinação de preços entre os disputantes. Mas até essa questão, no momento, é menor.

O importante é que a Petrobras e o país possam contar com os préstimos da elite empresarial do setor. Já demorou demais. (Jornal Relatório Reservado 26/03/2015)

 

Unica se diz surpresa com recomendação do MPF sobre mistura de etanol

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A presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, comentou nesta terça-feira, 24, ao Broadcast estar "surpresa" com a recomendação do Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) de suspender o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina, de 25% para 27%. "É difícil se pronunciar, porque não tivemos acesso a esse documento", afirmou minutos antes do início do seminário Sugar & Ethanol Brazil, promovido pela F.O. Lichts, em São Paulo.

A recomendação foi feita pelo procurador Fernando de Almeida Martins e é datada do último dia 16. O procurador cita declarações da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) de que mais etanol na gasolina poderia prejudicar veículos, principalmente os modelos mais antigos, e não traria grandes benefícios ambientais.

O MPF/MG sugere que a medida poderia ser interrompida até que os testes que estão sendo realizados a pedido da própria Anfavea sejam encerrados e provem, "de forma cabal", que o novo porcentual na mistura não causará danos aos automóveis movidos à gasolina. O aumento da mistura foi definido no início de março entre governo, setor sucroenergético e indústria automobilística e passou a valer no dia 16, com previsão de gerar demanda adicional de 1 bilhão de litros de anidro por safra.

Farina afirmou que a perspectiva para o setor sucroenergético a partir de agora é positiva e que o aumento de demanda potencial por etanol no Brasil é da ordem de 5 bilhões de litros. De acordo com ela, "os fundamentos são bons" para a recuperação da cadeia produtiva de açúcar e álcool. Entre os fatores favoráveis ao setor estão a demanda por novas tecnologias, por sistemas de recolhimento de palha e por uma maior participação da cogeração de energia, aquela que usa biomassa de cana para a produção de energia elétrica. (Agência Estado 24/03/2015)

 

Destilaria Alcoeste tem prejuízo líquido de R$ 7,4 milhões em 2014

http://www.valor.com.br/agro/3975464/destilaria-alcoeste-tem-prejuizo-liquido-de-r-74-milhoes-em-2014

SÂO PAULO - A destilaria Alcoeste, de Fernandópolis (SP), teve no exercício de 2014, encerrado em 31 de dezembro passado, um prejuízo líquido de R$ 7,397 milhões.

Em 2013, a empresa havia registrado um lucro líquido de R$ 7,829 milhões.

O desempenho foi fortemente impactado por um aumento de custos, que fez com que o lucro bruto caísse 37% na comparação anual, para R$ 27,1 milhões.

Teve um grande peso também o resultado financeiro líquido, que foi negativo em R$ 31,6 milhões, ante os R$ 15,8 milhões de 2013.

A destilaria teve em 2014 uma receita líquida de R$ 176,379 milhões, 40,8% acima das R$ 125,091 milhões de 2013.

Do total de 2014, R$ 136,7 milhões foram de vendas de açúcar e etanol e R$ 48,8 milhões de venda de cana-de-açúcar.

O lucro operacional antes de participações societárias e do resultado financeiro alcançou em 2014 R$ 7,4 milhões, bem abaixo dos R$ 32,9 milhões de 2013.

A dívida da empresa com empréstimos e financiamentos era em 31 de dezembro de 2014 de R$ 254 milhões, 25% acima dos R$ R$ 203 milhões de um ano antes.

Do total, R$ 92,8 milhões têm vencimento no curto prazo.

A Alcoeste produz apenas etanol e pertence ao grupo Arakaki, que em 2010 vendeu a participação que tinha em outra usina, a Ouroeste (SP), para a multinacional Bunge.

Além da usina e de uma empresa agropecuária, produtora de cana, a holding Arakaki tem sob seu guarda-chuva outras empresas do ramo comercial e de serviços, entre elas quatro concessionárias de tratores Massey Fergusson. (Valor Econômico 25/03/2015 às 16h: 13m)

 

Vendas de combustíveis no Brasil recuam 0,4% no 1º bimestre, aponta Sindicom

As vendas de combustíveis no Brasil caíram 0,4 por cento no primeiro bimestre do ano frente o mesmo período de 2014, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) obtidos pela Reuters nesta terça-feira.

Contribuíram para a queda nas vendas totais os protestos de caminhoneiros, o feriado do Carnaval, que neste ano caiu em fevereiro (em 2014 foi em março), além da incidência de impostos adicionais, disse o diretor de Abastecimento & Regulação do Sindicom, Luciano Libório.

O Sindicom representa cerca de 80 por cento do mercado de distribuição de combustíveis automotivos no Brasil. Os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de fevereiro ainda não foram publicados.

Embora os números de março ainda não estejam fechados, dados preliminares indicam que as vendas estão mais fracas, de acordo com Libório.

O temor das distribuidoras é que a desaceleração da economia brasileira seja sentida pelo mercado de combustíveis.

O Sindicom não trabalha com previsões.

Nos últimos anos, as vendas cresceram muito com a contribuição do aumento da renda, do emprego e de incentivos do governo federal para o aumento da frota de veículos leves, além do controle dos preços de gasolina e diesel em níveis baixos.

Somando-se todos os combustíveis, as vendas no país em 2014 atingiram 144,575 bilhões de litros, uma alta de 5,3 por cento ante 2013, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Mas neste ano alguns acontecimentos podem levar a um crescimento menor. Dentre alguns fatores, a Tendências Consultoria prevê uma queda na rendas das famílias, além de um novo recuo esperado nas venda de veículos em 2015.

O governo também tem mantido, desde o fim do ano passado, os combustíveis no mercado doméstico com valores superiores aos praticados no exterior, pela primeira vez em cerca de quatro anos.

Outro fator que deixou a gasolina e o diesel mais caros é a volta da cobrança da Cide pelo governo neste ano, para elevar a arrecadação.

Por decreto, o governo começou a tributar a gasolina em 0,22 real e o diesel em 0,15 real por litro a partir de 1º de fevereiro via PIS/Cofins. A partir do início de maio, esses valores por litro serão divididos entre o PIS/Cofins e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O diesel, combustível que responde pela maior parte das vendas no Brasil, apresentou queda no consumo de 3,8 por cento no primeiro bimestre, ante o mesmo período de 2014.

Outro efeito dos impostos adicionais é a migração do consumo de gasolina para o etanol hidratado, que está mais competitivo frente ao combustível fóssil em alguns Estados.

No primeiro bimestre, o consumo de hidratado cresceu 14,9 por cento ante o mesmo período do ano passado. A alta permanece em março.

As vendas de hidratado pelas usinas produtoras da região centro-sul do Brasil atingiram patamar recorde na primeira quinzena deste mês, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Esse crescimento contribuiu com o aumento do consumo de combustíveis por motores Ciclo Otto, abastecidos por gasolina e etanol. Em gasolina equivalente, o consumo de motores Ciclo Otto teve alta de 2 por cento no primeiro bimestre.

O Sindicom não divulgou dados sobre o consumo de gasolina, separadamente. (Reuters 25/03/2015)

 

ING aposta em crédito a commodities agrícolas

http://www.valor.com.br/financas/3976010/ing-aposta-em-credito-commodities-agricolas

A despeito da pior seca das últimas décadas, o ING espera repetir em 2015 o bom desempenho que teve no Brasil no ano passado.

O banco holandês atuou em US$ 3 bilhões em empréstimos para empresas do país, um recorde para a instituição.

A maior parte desse volume se refere ao financiamento à exportação de commodities.

As razões para o otimismo vêm sobretudo da Ásia.

É lá que está grande parte da demanda por grãos e proteína que impulsiona as operações com clientes do banco no Brasil, afirma Gerrit Stoelinga, que em janeiro foi nomeado chefe global de finanças estruturadas, comércio internacional e financiamento a exportações do ING.

O executivo conversou com o Valor durante visita ao Brasil. "A Ásia precisa garantir o fornecimento de comida, de grãos, proteína.

A demanda cresce tanto pelo aumento da população quanto pela mudança de hábitos", diz.

"O Brasil é muito importante no suprimento dessas commodities." A demanda asiática tem sustentado os preços das chamadas commodities "soft", como café, açúcar, cacau e algodão, em contraposição à queda histórica nos preços do petróleo e de metais.

Com exceção da cana-de-açúcar, mais concentrada no Sudeste, a seca não deve ser um problema para os produtores neste ano, afirma Eber Faria, chefe de comércio internacional e financiamento a exportações do ING no Brasil.

A estiagem atinge também a produção de café, mas os preços subiram em antecipação, diz o executivo.

A retração da economia e a turbulência política também não preocupam.

Stoelinga ressalta que as cotações das commodities são globais e estão mais relacionadas à demanda que a questões macroeconômicas.

O cenário pode até ser positivo, diz. "Os preços são definidos em dólares.

A desvalorização do real pode ser ruim para o Brasil, mas é boa para os produtores." Embora a área de petróleo e gás represente 60% do volume global de financiamento de commodities do ING, no Brasil o banco mantém distância do setor, afetado pelo escândalo de corrupção da Petrobras.

"Não temos exposição. Vamos acompanhar, mas não espero que a gente seja ativo nessa área."

No ano passado, o ING aumentou em 46,4% sua carteira de crédito no Brasil, para R$ 552,3 milhões.

Operações via adiantamento de contrato de câmbio cresceram 164,9%, chegando a R$ 2,1 bilhões.

O lucro do banco caiu 30,8% frente a 2013, para R$ 32,7 milhões.

Embora a receita de intermediação financeira tenha crescido 2,5 vezes, despesas com empréstimos pesaram no resultado. (Valor Econômico 26/03/2015)

 

Cana:Alckmin poderia ter minimizado crise do setor, diz professor da Unesp

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Segundo Sebastião Neto Ribeiro Guedes, descontentamento da indústria recai indevidamente sobre o governo federal.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta terça-feira (24), o professor da Unesp Sebastião Neto Ribeiro Guedes afirmou que a crise que afeta o setor de produção de álcool e açúcar a partir da cana poderia ser menor se o governo de São Paulo fosse mais efetivo na condução de política agrícola paulista.

O Noroeste paulista é a região com as principais indústrias sucroalcooleiras. Pelas cidades da região, trabalhadores seguem ameaçados de perder seus empregos, fornecedores estão apreensivos com a possibilidade de não receber pelos serviços prestados, e arrendatários de terras usadas para a plantação receiam ser passados para trás. Porém, o descontentamento recai sobre o governo federal.

Para Ribeiro Guedes, o problema foi provocado por uma série de fatores, e para entendê-lo, é necessário voltar ao passado. “No começo governo do Lula, foi levantada a bandeira de viabilizar uma estratégia de exportação de etanol, acenando para o setor uma perspectiva de crescimento. Foi um momento em que as indústrias responderam a essa iniciativa com muito investimento. Em seu segundo mandato, descobriu-se um volume imenso de potencial de petróleo com o pré-sal, gerando uma inversão de estratégia na questão energética. No governo Dilma, ela seguiu essa mudança estratégica, e investiu bastante no pré-sal. Esse é o fator, a mudança estrutural, que não foi provocada pelo governo Dilma.”

Segundo o professor, o governo estadual não consegue propor nenhuma iniciativa de incentivo ao setor, pois o Banespa, que seria o principal canal de estímulo à agricultura, foi privatizado. O banco foi federalizado pelos governos tucanos de Mario Covas e Geraldo Alckmin, e foi vendido ao banco espanhol Santander. José Serra era então ministro do Planejamento de FHC.

“O governo de Alckmin poderia tomar providências, mas ao privatizar o Banespa ficou sem instrumento de crédito, portanto, o maior estado da União não tem um banco estadual, e sem ele não se consegue fazer políticas de crédito especificas e complementares. Ao perder este meio, a margem para o governo do estado intervir é muito pequena”, explica o professor.

Segundo Ribeiro Guedes, a crise já foi superada, porém a recuperação terá um médio prazo para ser percebida. Houve a iniciativa do governo federal, que elevou o preço do combustível e o valor do etanol. São medidas que aumentam a rentabilidade e demanda do setor, mobilizando o BNDES para discutir o endividamento das sucroalcooleiras. A desvalorização do real auxilia as usinas que exportam açúcar, independente do preço internacional das commodities.

De acordo com o professor, é preciso acabar a ideia de que os efeitos da crise são de inteira responsabilidade do governo Dilma. “A adversidade no setor já tem cinco anos e nesse período não foi feito nada no estado de São Paulo para poder discutir a questão da indústria canavieira. Então, não há um movimento político para discutir os problemas do setor e encaminhar soluções, porque os municípios pequenos, onde não há indústria, são os mais penalizados, pois possuem apenas a cana, que tem um valor agregado baixo. Portanto, quando a crise bate na indústria, ela rebate muito forte nessas cidades, e não há nenhuma proposta do governo estadual para ajudar as cidades com dificuldades”, conclui.

Ouça a íntegra da entrevista neste endereço:

https://soundcloud.com/redebrasilatual/crise-do-setor-sucroalcooleiro-no-noroeste-paulista-poderia-ser-minimizada-por-alckmin (Rede Brasil Atual 25/03/2015)

 

Tombo nas exportações das líderes da balança

http://www.valor.com.br/agro/3976094/tombo-nas-exportacoes-das-lideres-da-balanca

As 16 empresas que lideraram as exportações do agronegócio brasileiro no primeiro bimestre deste ano foram responsáveis por 60% da queda da receita total dos embarques do setor no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) e do Ministério da Agricultura compilados pelo Valor.

Segundo a Secex, as vendas ao exterior dessas 16 companhias, que estão na lista das 40 maiores exportadoras do país (ver gráfico), somaram US$ 4 bilhões em janeiro e fevereiro, 20,3% menos que em igual intervalo de 2014 (US$ 5 bilhões).

E, conforme o ministério, os embarques setoriais como um todo caíram 13,9%, de US$ 12,3 bilhões para US$ 10,5 bilhões.

Uma vez que os embarques totais das 40 maiores empresas exportadoras do país recuaram 21,3% na comparação entre os primeiros bimestres, de US$ 15,1 bilhões para US$ 11,9 bilhões, a fatia das líderes do campo no grupo até subiu, de 33,3% para 33,7%.

Mas, como representaram a maior parte da retração setorial, sua participação nas vendas totais do agronegócio diminuiu de 41,1%, no primeiro bimestre de 2014, para 38,1% no início de 2015.

Para quem prefere ver a metade cheia do copo, não deixa de ser um sinal de que a balança setorial ainda pode ser considerada diversificada.

As exportações brasileiras de fumo e subprodutos, por exemplo, aumentaram 20,6%, para US$ 286,9 milhões, e não há nenhuma empresa do segmento na lista das 16 maiores exportadoras do setor.

O mesmo raciocínio vale para fibras e produtos têxteis, cujos embarques cresceram 46,5%, para US$ 234,5 milhões.

Mas quem gosta de ver a metade vazia pode argumentar que a participação dos produtos que puxam a pauta de exportações do setor está grande demais e que os embarques desses produtos estão cada vez mais concentrados nas mãos de gigantes.

Maior empresa de proteínas animal do mundo, a JBS consolidou, no primeiro bimestre, o primeiro lugar entre as maiores exportadoras do agronegócio brasileiro, posto conquistado em 2014.

Mas a receita de seus embarques totais caiu 19%, para US$ 779 milhões. O valor inclui as exportações da Seara, que nas estatísticas da Secex está desmembrada.

Segundo o ministério, as vendas de carnes brasileiras ao exterior atingiram US$ 2,1 bilhões no primeiro bimestre de 2015, uma queda também de 19% em relação a igual intervalo de 2014.

Além das dificuldades em mercados importantes como a Rússia, pesou nessa retração a greve dos caminhoneiros no fim de fevereiro, o que reforça que os resultados de março ­ do segmento e da companhia ­ deverão ser melhores.

No caso da BRF, segunda maior exportadora do agronegócio no primeiro bimestre, a queda dos embarques em relação ao mesmo período de 2014 foi de 22,1%, para US$ 471,2 milhões.

No da Minerva, mais abaixo na lista das maiores exportadoras do segmento e do país, a retração foi de 25,6%, para US$ 145 milhões.

Os grandes grupos que atuam no mercado de grãos registraram tombos ainda maiores nas receitas de seus embarques bimestrais.

Em grande medida, por causa da queda dos preços internacionais de commodities como soja e milho no último ano, mas também por conta de uma oferta menor devido ao atraso da colheita de soja em Mato Grosso.

No caso da Bunge, que costumava liderar as exportações do agronegócio até ser superada pela JBS, a baixa foi de 24,3%, para US$ 319,7 milhões.

Os embarques da Cargill caíram 39%, para US$ 297,1 milhões, os da Louis Dreyfus Commodities diminuíram 27,6%, para US$ 217,2 milhões e os da ADM renderam US$ 170,3 milhões, 28,4% menos.

E o destaque positivo foi a cooperativa mineira Cooxupé. Embalada pela alta dos preços do café, as vendas da empresa ao exterior subiram 157% na comparação bimestral, para US$ 174,5 milhões. (Valor Econômico 26/03/2015)

 

 

Gestão da inovação no setor sucroenergético foi tema de debate

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Um debate e o lançamento de um livro marcaram o seminário de encerramento das ações do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação para Sustentabilidade no Setor Sucroenergético (Nagise), na região Centro Oeste. No evento, realizado na sede da Embrapa Agroenergia, em Brasília/DF, o coordenador da iniciativa, Sérgio Salles, mostrou que as usinas de cana-de-açúcar ainda têm muito a avançar quando o assunto é inovação.

Durante os três ciclos de capacitação promovidos pelo Nagise – um em Limeira/SP, um em Brasília/DF e outro em Recife/PE – foram feitos diagnósticos da inovação com base nos dados do grupo de empresas participantes que, juntas, respondem por 30% da produção de etanol do Brasil. O estudo apontou que a atividade de pesquisa e desenvolvimento recebe baixa atenção. As inovações tecnológicas concentram-se na aquisição de máquinas e equipamentos, o que não é diferente da média da indústria nacional. Apesar disso, foi observada uma aproximação entre as usinas e centros de pesquisa.

Quanto aos indicadores de propriedade intelectual, Salles considera razoável o número de pedidos de proteção no Brasil, mas muito poucos são depositados no exterior. A maior parte das proteções é para marcas e chama atenção a concentração: de acordo com os levantamentos do projeto, 90% dos pedidos de registro de marca vêm de apenas uma empresa.

Os estudos mostraram também que há um esforço de inovação não tecnológica, em áreas como recursos humanos, processos, gestão ambiental e certificações. As duas últimas são as que recebem mais atenção, superando inclusive investimentos em inovação com foco na produtividade.

Globalização

Para o coordenador geral do Nagise, Sérgio Salles-Filho, o investimento em inovação é especialmente importante para o aumento da participação do setor no mercado internacional. “Qualquer setor que quer se tornar global tem que investir em tecnologia”, afirma a Salles-Filho, que é professor da Universidade de Campinas (Unicamp). Redução de custos, ganhos de produtividade, diversificação e preparação para a segunda geração de biocombustíveis são os principais pontos em que os níveis de investimento em inovação devem ser ampliados no setor sucroenergético, de acordo com o coordenador.

Um contraponto a esses dados de baixo investimento em inovação foi apresentado pelo consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única), Alfred Szwarc. “A posição de destaque que a indústria conseguiu se deve a investimentos em novas variedades, novas formas de cultivos, controle biológico, fermentação mais eficiente”, pontua o representante da organização.

Na opinião de Szwarc, embora os Estados Unidos sejam o maior produtor mundial de etanol e estejam se consolidando nessa posição, o Brasil se destaca quando o assunto é a aplicação do produto. “O etanol, no Brasil, não é apenas um combustível aditivo à gasolina. Ele é um combustível por si e um produto utilizado para a produção de bioplásticos, além de ser utilizado em dezenas de aplicações industriais, seja como solvente ou como componente de formulações, e até como combustível aeronáutico”, lembra.

O consultor entende que a gestão da inovação é uma área em que o Brasil como um todo engatinha. “Esse projeto (o Nagise) tem o mérito não só de identificar e organizar as informações do nosso setor, mas também é um grande experimento para outros setores”, comenta. Edgard Rocca, do Departamento de Fomento aos Institutos de Pesquisa da Agência Brasileira de Inovação (Finep), explicou que o Nagise é fruto de um projeto da instituição em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Confederação Nacional de Indústria (CNI). Ele suporta a implantação de núcleos de gestão da inovação, de modo que as empresas recebam apoio nesse tema, organizadas setorialmente. Da Finep, vieram os recursos financeiros para o Nagise.

A Embrapa Agroenergia participou ativamente das atividades do Nagise, nas três etapas de capacitação. A atuação foi coordenada pelo pesquisador José Manuel Cabral que, na época, era chefe de transferência de tecnologia do centro de pesquisa. No evento da semana passada, ele afirmou que o projeto foi um desafio para a equipe. “Estamos acostumados com a parte científica e este projeto trabalha com a parte de gestão da inovação, o que nos faz entrar em um novo mundo”.

Cabral observou que, ao longo dos programas de capacitação, algumas empresas despertaram para a importância da gestão da inovação. Mas ele ressalta que este foi só um primeiro passo e novas ações são necessárias. "Foi um primeiro projeto, mas precisamos de outros para trabalhar mais próximos às empresas", reforça.

Na Embrapa, demandas do setor levaram à criação de um portfólio de pesquisas do setor sucroenergético, que faz a gestão dos projetos com foco nesse segmento. Presidente do portfólio, o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville, apresentou as principais linhas de trabalho da Empresa na área: manejo da palhada, plantio mecanizado, estudos com irrigação, inoculação com bactérias, cultivos alternativos, microalgas e usinas flex. Ações de melhoramento genético também estão em desenvolvimento, em parceria, principalmente, com o Instituto Agronômico (IAC) e a Rede interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa).

Lançamento

Ao final do seminário, foi lançado o livro “Futuros do Bioetanol”, que discute tendências para o setor sucroenergético sob o ponto de vista de pesquisadores e profissionais em inovação. A publicação é produto do projeto Nagise. (Embrapa 25/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

http://www.valor.com.br/agro/3976092/commodities-agricolas

Café: Em recuperação: Depois de forte queda na terça-feira, os futuros de café arábica fecharam o pregão de ontem na bolsa de Nova York em ritmo de recuperação. Os papéis com vencimento em maio, os de maior liquidez no momento, subiram 265 pontos, ou 1,93%, para US$ 1,3995 a libra-peso. Apesar da alta decorrente do ajuste de posições, o contrato ainda não recuperou todas as perdas do pregão de terça-feira, quando caiu 455 pontos. No começo do dia, os futuros do grão chegaram a ser negociados em baixa em Nova York, mas no fim do pregão a cotação mudou de direção e subiu. No mercado interno, também houve valorização. O indicador Cepea/Esalq para a saca do arábica teve ontem alta de 1,37% a R$ 458,58, interrompendo três dias consecutivos de retração. No mês, teve aumento de 6,15%.

Laranja: Nova alta: Os futuros de suco de laranja encerraram o pregão de ontem em alta na bolsa de Nova York. Os contratos para maio, os de maior liquidez no momento, subiram 95 pontos, a US$ 1,2890 por libra-peso. Conforme analistas, foi a quarta sessão consecutiva de valorização, acumulando um ganho de 21% desde 19 de março. A escalada do suco se deve, em parte, ao baixo volume de contratos negociados, o que faz que com que qualquer movimento coordenado de investidores tenha potencial para aumentar a volatilidade. Contudo, boa parte dos analistas acredita que essa disparada das cotações não terá fôlego, tendo em vista que não há mudanças entre os fundamentos. No mercado interno, a laranja para indústria subiu 5%, para R$ 10,50 a caixa.

Soja: Área maior nos EUA: A expectativa de uma maior área plantada de soja nos Estados Unidos pressionou as cotações do grão na bolsa de Chicago ontem. Os contratos futuros com vencimento em julho encerraram a sessão a US$ 9,8250 por bushel, desvalorização de 4 centavos de dólar. A proximidade da divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) com as estimativas de plantio no país já provoca especulações no mercado. A expectativa é que a projeção sobre a área plantada com a oleaginosa seja elevada em detrimento do milho. Na contramão do mercado internacional, a soja teve um dia de alta no mercado doméstico. O indicador Cepea/Esalq para a soja se valorizou ontem 0,20%, para R$ 69,95 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador para o grão acumula alta de 6,24%.

Trigo: Mercado climático: A melhora nas condições climáticas nas regiões de produção de trigo dos EUA e as boas perspectivas para as safras de países da União Européia e da Rússia pressionaram as cotações futuras do cereal ontem nas bolsas americanas. Os contratos com vencimento em julho fecharam o dia a US$ 5,2375 na bolsa de Chicago, queda 4,50 centavos de dólar por bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento caiu 2,75 centavos de dólar, para US$ 5,6825. Depois de alguns dias de preocupação na semana passada com o clima seco região central dos EUA, as chuvas voltaram, beneficiando lavouras de trigo. No caso da Rússia, os relatos são de que a safra está melhor do que se esperava. No mercado do Paraná, maior produtor nacional do cereal, a saca foi negociada ontem em queda 0,12%, a R$ 32,75, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 26/03/2015)