Setor sucroenergético

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Luiz Carlos Carvalho é o novo presidente da ANA Agronegócios

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"É uma honra estar aqui com vocês, assumir essa função. Gostaria de trazer aos nossos colegas uma reflexão sobre a realidade que estamos vivendo, um momento absolutamente diferenciado em que, de qualquer forma, a necessidade de trabalhar pela sustentabilidade do agronegócio é fundamental. Cabe essa função essencialmente às entidades de classe e à nossa Comissão."

Desta forma, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Carvalho, saudou os presentes em seu pronunciamento durante a cerimônia de posse à presidência da entidade, realizada na terça-feira, 24 de março, em São Paulo. Segundo ele, as pessoas vivem um momento no qual sentem forças opostas, de regionalização e da globalização, bastante complexas, além de riscos, por estar manejando recursos interconectados e que, portanto, cada vez mais trazem complexidade.

"Claro que a nossa resiliência é fundamental e sabemos que o agronegócio tem uma resiliência formidável, veja o caso da cana-de-açúcar, que é uma cadeia produtiva que continua a sofrer muito apesar de tudo", destacou. Ele também comentou sobre a questão geopolítica.

"Tivemos uma espetacular mudança nos últimos dois anos. Começamos a ver os Estados Unidos voltando à sua carreira de gestor do mundo, na verdade através da questão energética e dos alimentos. E quando todo o mundo fala de energia e de alimentos pensa em Brasil, mas os Estados Unidos vêm na frente, em termos de produção, de presença. Soma-se a isso a virada de jogo que fez com que a Arábia Saudita esteja agora dependente do comportamento do mercado americano em relação ao petróleo. Realmente, é algo indescritível, é um negócio admirável que vimos acontecer nos últimos anos", montou o cenário.

Prosseguiu, mencionando a nova força do dólar e a estagnação da economia brasileira. "Enfim, acende a luz do risco dos acordos transatlânticos que podem acontecer e a possibilidade de o Brasil ficar fora ou distante disso", analisou ele, que acrescentou: "São realidades que se impõem, apesar da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aclamarem o Brasil, em nível global, a aumentar a sua presença na produção de alimentos para os próximos anos. Claro, tudo vem acontecendo com a continuidade ou com o continuísmo do sistema protecionista de vários países que trazem as mais variadas dificuldades para nós. Em sua opinião, a crise atual da economia brasileira afeta muito o agronegócio.

"O primeiro impacto, óbvio, tem a ver com questão de consumo, isso sinaliza a inexistência de estoques, queda de preços, além de perdas nos mercados nacional e internacional . O segundo é a dificuldade de acesso a crédito, no volume e no custo. Estas são as duas questões que nos afligem", resumiu.

Ele chamou atenção ainda para uma outra questão. "O Rodrigo Mesquita, aqui presente e que acompanha as redes sociais, projeto que vem coordenando conosco, há três anos, nos traz uma preocupação, pois vamos de novo sofrer uma onda fortíssima de ataque ao agronegócio e temos que nos preparar para isso, sermos mais proativos e menos reativos ao que virá", alertou.

"Queria, portanto, trazer um dado relevante para o trabalho da Academia, no sentido de operar e trabalhar as chamadas redes sociais e nos prepararmos para o que vem e agirmos de uma forma integrada, de forma ativa. E um trabalho que a ABAG vem fazendo é a luta pela governança institucional", aconselhou (Brasil Agro 27/03/2015)

 

Produtores sem crédito para renovação do canavial

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José Coral, presidente da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), fala sobre os recursos ao setor, prometidos pelo governo federal. Conforme Coral, nada foi liberado até o momento e a época de plantio de cana-de-açúcar já está passando. Por ano, a Cooperativa de Crédito dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (Cocrefocapi) movimento mais de R$ 150 milhões de recursos.

O presidente também reclama do aumento de taxas de juros, que dificultará ainda mais a situação. (Cana Rural 27/03/2015 às 14h: 16m)

 

A Salvação da Lavoura

http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Imprimir=1&ano_ant=2015&Opcao=Materia&veiculo=16&ID=1998394&txt=%20a%E7%FAcar

Apesar das invasões patrocinadas pelo MST e pela Funai, o agronegócio, que livrou o Brasil da recessão em 2014, deverá crescer neste ano 1,2%.

O agronegócio será a boia de salvação do PIB em 2015. Segundo uma projeção do Ministério da Agricultura e Pecuária, o setor deve expandir-se 1,2% neste ano. Trata-se de uma boa notícia em meio a um mar de números ruins — e, se não permite a ninguém nadar de braçada, é essencial para evitar naufrágios. Especialistas preveem uma retração de 0,8% no resultado geral da economia. A indústria, segundo revelou um estudo da Fiesp na semana passada, deve sofrer um encolhimento de 4,5%. Comparado a outros segmentos, o agrícola tem conseguido se manter praticamente imune à crise.

Há duas explicações para entender de onde brota a força do agronegócio, mesmo em tempos de crise interna. A primeira é que ele foi o único setor a registrar um ganho real de produtividade, adubo essencial para o crescimento do país. Enquanto em outras áreas o aumento do custo com a mão de obra corroeu a competitividade das empresas (basicamente porque os salários subiram acima da produtividade), no agronegócio os avanços obtidos com pesquisa e tecnologia mantiveram o país em condições de disputar o mercado internacional. Nos últimos 35 anos, a área plantada de soja espraiou-se 248%, enquanto a produção subiu 506%, segundo um estudo da Conab.

E ai vem a segunda explicação para a boa situação do setor: a produção brasileira é voltada para a exportação, não apenas para o mercado nacional. Por isso, é por natureza mais competitiva e sofre menos com a queda na atividade interna. Explica o secretário nacional de Política Agrícola, André Nassar: "Em vez de um país com 200 milhões de pessoas, o nosso mercado é o mundo todo, com 7 bilhões". O Brasil, atualmente, é o maior exportador de soja,açúcar, carne bovina e de frango do planeta.

A situação poderia ser ainda melhor, não fosse pela retração no preço internacional das mercadorias que o Brasil exporta. Nesse particular, a valorização do dólar ajudou. Para 2015, o cenário continua promissor. Segundo André Pessôa. coordenador do Rally da Safra, projeto que mapeia todos os anos a produção de soja e milho no país, a subida do dólar beneficiou os produtores, que conseguem preços e margens melhores do que os previstos inicialmente. Diz Marcos Rubin, sócio da consultoria Agroconsult: "As projeções atuais são melhores do que eram dois meses atrás. A potencial crise decorrente da queda no preço das commodities seguramente foi postergada por ao menos mais um ano, em virtude do câmbio favorável".

Por causa disso, a previsão de Nassar é que as exportações do agronegócio recuem dos 97 bilhões de dólares do ano passado para algo em torno de 93 bilhões neste ano. Mesmo assim, o saldo da balança comercial para a atividade econômica no campo brasileiro deve ficar positivo, em torno de 78,6 bilhões de dólares. Sem isso, o Brasil teria um abismo de 75 bilhões de dólares na diferença entre exportações e importações. Seria quase vinte vezes pior que o resultado negativo do ano passado, de cerca de 4 bilhões de dólares.

A divulgação do PIB na sexta-feira passada demonstra a resistência dos produtores, sempre ameaçados por invasões patrocinadas pelo MST ou pela Funai, que chega a incentivar a "importação" de índios do Paraguai para atazanar os produtores do Centro-Oeste. O Brasil só não entrou em recessão por causa da agropecuária, que cresceu 1,8% no quarto trimestre de 2014, seis vezes o ritmo do setor de serviços, que costuma ter desempenho estelar mesmo nas crises. Um dos responsáveis por esse resultado foi a soja, com um terço das exportações do agronegócio, um avanço de 5,8%. O ano de 2014 entrou para a história como aquele em que o Brasil passou a fazer parte dos dez maiores produtores e exportadores mundiais de grãos e carne. Apesar de todas as dificuldades, em 2015 o campo não vai entregar a rapadura. (Veja 28/03/2015)

 

Bancos e grandes empresas são alvo da investigação da Receita

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Relação das empresas investigadas na Operação Zelotes inclui alguns dos maiores grupos empresariais do País, suspeitos de terem pago propina para anular multas; maioria das companhias informou não ter conhecimento do assunto.

Os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pactual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi, além da gigante da alimentação BR Foods são investigados por suspeita de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Na relação das empresas listadas na Operação Zelotes também constam Petrobrás, Camargo Corrêa e a Light, distribuidora de energia do Rio.

“Aqui no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) só os pequenos devedores pagam. Os grandes, não”, resumiu um ex-conselheiro do Carf, com cargo até 2013, numa conversa interceptada com autorização da Justiça, segundo relato dos investigadores. Procuradas pela reportagem, a maioria das empresas informou não ter conhecimento do assunto.

A fórmula para fazer o débito desaparecer era o pagamento de suborno a integrantes do órgão, espécie de “tribunal” da Receita, para que produzissem pareceres favoráveis aos contribuintes nos julgamentos de recursos dos débitos fiscais ou tomassem providências como pedir vistas de processos.

O grupo de comunicação RBS é suspeito de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões. No total, as investigações se concentram sobre débitos da RBS que somam R$ 672 milhões, segundo investigadores.

O grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegam a R$ 1,2 bilhão. O banco Safra, que tem dívidas em discussão de R$ 767 milhões, teria sido flagrado negociando o cancelamento dos débitos. Estão sob suspeita, ainda, processos envolvendo débitos do Bradesco e da Bradesco Seguros no valor de R$ 2,7 bilhões; do Santander (R$ 3,3 bilhões) e do Bank Boston (R$ 106 milhões).

A Petrobrás também está entre as empresas investigadas. Processos envolvendo dívidas tributárias de R$ 53 milhões são alvo do pente-fino, que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e as corregedorias da Receita Federal e do Ministério da Fazenda.

Os casos apurados na Zelotes foram relatados no Carf entre 2005 e 2015. A força-tarefa ainda está na fase de investigação dos fatos. A lista das empresas pode diminuir ou aumentar. Isso não significa uma condenação antecipada.

A Camargo Corrêa é suspeita de aderir ao esquema para cancelar ou reduzir débitos fiscais de R$ 668 milhões. Também estão sendo investigados débitos do Banco Pactual e da BR Foods.

Desempate

O Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, julga em última instância recursos de grandes contribuintes multados pela Receita. Como são seis conselheiros, três deles indicados pelos contribuintes, bastava cooptar um voto entre os três conselheiros nomeados pelo Ministério da Fazenda para que o resultado da votação terminasse, não raro, no placar de quatro votos a um. As propinas variavam de 1% a 10% do débito tributário.

Os investigadores suspeitam de tráfico de influência e fraudes para anular, principalmente, multas aplicadas pela Receita em processos envolvendo a amortização de ágio em fusões e aquisições. São casos em que as empresas podem abater do pagamento de impostos a diferença entre o valor pago e o valor patrimonial da empresa, descontando prejuízos.

Alguns processos sob investigação envolvem amortização do ágio interno, caso em que a compra é de empresa de um mesmo conglomerado. Os investigadores estimam que a fraude pode chegar a R$ 19 bilhões, valor dos débitos fiscais de 70 processos analisados. Até o momento, foram comprovados que em nove deles houve desvio no valor de R$ 6 bilhões.

Empresas dizem não saber de investigação

Empresas citadas como envolvidas no esquema de desvios da Receita Federal foram procuradas pela reportagem, mas a maioria informou não ter conhecimento do assunto.

O Grupo RBS informou que "desconhece a investigação e nega qualquer irregularidade em suas relações com a Receita Federal". O Bradesco e a seguradora especializada em saúde do grupo Bradesco Seguros informaram, por meio de nota, que não comentam assuntos sob investigação das autoridades judiciais.

O banco BTG Pactual, sucessor do antigo banco Pactual, também afirmou, via assessoria, que não comentaria. Entre as instituições financeiras, Santander e Banco Safra foram procurados, mas não se manifestaram. O BankBoston não foi encontrado. A Gerdau afirmou que não foi contatada por nenhuma autoridade pública a respeito da Operação Zelotes. "A empresa reitera que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos", informou, por meio de nota.

A Embraer afirmou que não tem nenhuma informação a respeito do assunto. A Camargo Corrêa também informou desconhecer "informações suscitadas pela reportagem". A Petrobras não quis se pronunciar, da mesma forma que a concessionária Light, do Rio de Janeiro.

 A Copersucar disse que desconhece o teor das informações e reitera que cumpre rigorosamente com todas as normas e legislação vigente BR Foods, Mitsubishi MMC, Ford Indústria, Cervejaria Petrópolis, Évora, Marcopolo, Nardini Agroindustrial foram procurados mas não responderam até o fechamento desta edição. A reportagem não conseguiu localizar Ometto, Viação Vale do Ribeira, Via Concessões, Dascan, Holdenn, Kanebo Silk e Cimento Penha e CF Prestadora de Serviços. A reportagem não conseguiu identificar com segurança quem são Carlos Alberto Mansur e Newton Cardoso; (O Estado de São Paulo 28/03/2015)

 

Hedge atrasado faz açúcar perder 5% na semana, em reais

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O mercado de açúcar encerrou a semana novamente em queda. O vencimento maio de 2015, que normalmente reflete a entrada da safra de cana do Centro-Sul, despediu-se da semana cotado a 12.13 centavos de dólar por libra-peso, uma retração de 55 pontos equivalente a 12 dólares por tonelada. Em reais por tonelada também houve queda acentuada de 5% em relação à semana passada. E durma-se com um barulho desses: os fundos estão vendidos a descoberto nada menos que 115.000 contratos.

O ritmo das exportações brasileiras está mais lento. Nos primeiros dois meses de 2015 as exportações de açúcar somaram 3.4 milhões de toneladas, queda de 13.5% comparando com o mesmo período do ano passado. No acumulado de doze meses, as exportações alcançam 23.6 milhões de toneladas, retraindo 12.7% em relação ao mesmo período anterior. Esse volume acumulado é o menor desde outubro de 2012. O valor total das exportações de açúcar somam no acumulado de doze meses US$ 9.12 bilhões com queda de mais de 20% e o menor valor arrecadado na exportação desde maio de 2010. Uma ótima informação para os baixistas. Mesmo que a exportação de março chegue a 1.475.000 toneladas, segundo estimativa de um trader, o acumulado de doze meses permanece inalterado já que as exportações de março do ano passado chegaram a 1.56 milhão de toneladas.

As exportações de etanol nos dois primeiros meses foram pouco acima dos 220 milhões de litros, retraindo 13% em relação a janeiro e fevereiro do ano passado. No acumulado de doze meses o total exportado é de 1.36 bilhão de litros com derretimento de 48% em relação ao período anterior.

No nosso primeiro comentário de 2015, quando o mercado negociava ao redor de 15 centavos de dólar por libra-peso dissemos o seguinte: “Imagine que você tenha US$ 1 milhão que deve ser obrigatoriamente apostado numa opção digital, ou seja, você tem que apostar que o mercado ou chega a 12 centavos de dólar por libra-peso ou que chega a 18 centavos de dólar por libra-peso. Onde você apostaria? Mande sua opinião”. Dois terços das respostas recebidas apontavam 12 centavos, que estão a apenas 10 pontos de colocar a mão no prêmio fictício de US$ 1 milhão. Não é fácil ser trader de açúcar nesses dias.

Tenho sido indagado com alguma frequência por leitores sobre algumas operações de balcão mais usadas no mercado de açúcar, em especial os chamados acumuladores. Os acumuladores são contratos nos quais uma das partes é obrigada a comprar da outra parte um determinado número de contratos futuros de açúcar em NY num preço pré-determinado em uma série de datas pré-determinadas ao longo de um período de tempo especificado. Se o preço de fechamento do açúcar em determinada data ficar acima ou abaixo do nível de “desaparecimento” estabelecido entre as partes, todas as acumulações restantes no período especificado são canceladas.

O valor nocional do contrato pode aumentar periodicamente, aumentando assim a alavancagem (e o risco) caso uma condição pré-definida seja acionada, por exemplo, se o preço do açúcar ficar acima ou abaixo de determinado nível concordado entre as partes. Um acumulador é diferente de um contrato de opção negociado em bolsa. Como são opções que dependem da trajetória de preços, tanto seu apreçamento quanto o cálculo das gregas (fatores de sensibilidade) são muito mais difíceis de gerenciar.

Sempre utilizei os mercados de balcão quando era trader, até mesmo em função da necessidade de hedge da empresa que ia além do que o mercado futuro podia oferecer em termos de liquidez naqueles tempos. Não posso, portanto, ser contra os acumuladores e entendo que as operações de balcão em algumas situações são bem melhores do que as opções negociadas em bolsa (em especial para empresas consumidoras industriais) dependendo dos perfis de risco e comercial da empresa e das suas características de negociação.

O que tenho visto, no entanto, é a conjunção de alguns fatores de risco que podem trazer problemas para quem compra ou vende esses instrumentos: primeiramente, para negociar opções de balcão o trader, o gestor de risco, o controller, para mencionar alguns, precisam obrigatoriamente entender a extensão dos riscos assumidos (vide os casos que ocorreram no passado recente com empresas do mercado de soja e mesmo do açúcar); segundo, não é prudente utilizar a totalidade das fixações de preço usando acumuladores. Vi recentemente o caso de uma empresa que, numa simulação de cenários de preço, estaria ora com apenas 50% do seu volume fixado (se o mercado caísse), ora com 200% (se o mercado subisse). Não há como não dizer que faltou um pouco de bom senso por parte dos gestores de permitir que a totalidade de suas fixações de preço fosse feita se utilizando desse instrumento. Apenas a titulo de curiosidade, os acumuladores também são conhecidos no mercado acionário pelo sugestivo nome de “I-Will-Kill-You-Later”. Por razões óbvias ninguém mencionou esse nome para o mercado de commodities.

Hoje há uma variedade de produtos de balcão que combinam segurança com apetite ao risco. Vale sempre a máxima de não se colocar todos os ovos na mesma cesta. Como diria Peter Bernstein, autor do delicioso livro “Against the Gods” (em português, Desafio aos Deuses) um derivativo é como uma lâmina de barbear, serve para fazer a barba, mas também pode matar (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)

 

Distribuidora planeja mais 300 postos de combustíveis

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Mesmo com uma redução de quase 25% no volume de investimentos previstos para este ano, na comparação com 2014, a distribuidora de combustíveis Ale pretende agregar à sua rede 300 novos postos em 2015.

A empresa planeja investir cerca de R$ 125 milhões na ampliação -no ano passado foram R$ 165 milhões.

O aporte será destinado principalmente à infraestrutura dos revendedores, como a compra de equipamentos e reformas de lojas. O valor não inclui possíveis desembolsos que terão de ser feitos pelos donos de postos.

A expansão deverá priorizar as regiões Sudeste e Nordeste. São regiões onde a companhia, cuja sede fica em Belo Horizonte, já possui uma penetração maior.

O projeto de investimentos foi mantido mesmo com o quadro atual da economia porque nos dois primeiros meses deste ano houve indícios de que o segmento deverá crescer em 2015, segundo a empresa.

No ano passado, a Ale ampliou o volume de combustíveis vendidos em 6%, um pouco acima do percentual registrado pelo mercado, o que resultou em um ganho de "market share" (participação de mercado) de 4,08% em 2013 para 4,14%, em 2014.

A companhia ocupa a quarta posição na área de distribuição, atrás de BR, Ipiranga e Raízen, de acordo com dados do Sindicom (sindicato das distribuidoras de combustíveis e de lubrificantes).

R$ 12 bilhões foi o faturamento da empresa no ano passado

R$ 13,5 bilhões é o faturamento projetado para 2015

12,5% é a evolução estimada para o faturamento

2.044 era o número de postos com a bandeira da empresa no final de 2014 (Folha de São Paulo 30/03/2015)

 

Alta do dólar segura renda no campo, mas encarece insumos

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Crédito também é fator preocupante para a próxima safra.

De agosto de 2014 a março deste ano, o câmbio rendeu mais de R$ 25 no preço da saca de soja em Sorriso (MT), ficando responsável por quase metade de sua composição. Preço do grão se manteve estável desde então, afirma analista.

Se a queda das cotações de soja na Bolsa de Chicago, pressionadas pelo alto patamar dos estoques mundiais, afligiu produtores e ameaçou a rentabilidade desta e da próxima safra, a disparada do dólar no mês passado acalmou os ânimos e segurou a rentabilidade para o produtor - pelo menos por enquanto.

O preço em Chicago, o prêmio e a margem diminuíram, mas o dólar subiu bem e compensou essa queda – diz o analista da Agroconsult, Marcos Rubin.

Em outubro, essa estabilidade não era nem sequer cogitada pelo produtor, que estava apreensivo com o cenário de preços. Com o dólar a R$ 2,50 e a cotação de soja por volta de US$ 9 o bushel na Bolsa de Chicago, a rentabilidade esperada no norte de Mato Grosso, por exemplo, para a safra 2014/15 era de R$ 128 por hectare, 80% a menos do que na safra anterior.

Para o ano que vem, a conta ficava no vermelho, com prejuízo de R$ 125 por hectare.

O dólar deu uma reviravolta nesse cenário. Em março, tomando como base uma cotação a R$ 3,10, a rentabilidade da soja foi para R$ 798por hectare, superando a do ano passado. Para a nova safra, a conta sai do negativo e vai a R$ 337.

No norte do Paraná, a rentabilidade passou de R$341 para R$ 1.077 por hectare com a valorização da moeda americana.

Ganhamos um ano com o câmbio, com uma margem melhor do que se estivéssemos olhando apenas para os mercados internacionais, destaca o analista da Agroconsult, André Pessôa. Insumos.

O mesmo dólar que tem segurado a renda do produtor, porém, também traz preocupações para a próxima safra, uma vez que o Brasil importa por volta de US$ 30 bilhões em insumos, por ano.

A Agroconsult estima uma alta de 13% no custo de produção no norte de Mato Grosso para a safra 2015/16, e boa parte dessa conta sai em dólar.

A consultoria projeta alta de 29% no preço de fertilizantes e 22% para os defensivos.

A perspectiva se agrava com incertezas quanto à oferta de crédito para a próxima, tanto de fontes públicas como privadas.

A consultoria espera queda de 20% na disponibilidade de crédito aos agricultores.

Na contrapartida, estima que serão necessários R$ 11 bilhões a mais de recursos para o plantio de soja, milho e algodão do que nesta safra, totalizando 94,8 bilhões de reais.

Neste ciclo, notamos um retardamento tanto na comercialização da soja como na compra de insumos.

O grande desafio deste ano é o crédito, que estará mais caro e mais escasso, traça Pessôa.

Das dívidas em relação ao câmbio, o preço da soja em dólar deve continuar pressionado.

Tivemos uma safra boa nos Estados Unidos, na Argentina e no Brasil.

As probabilidades de alta de preços são baixas analisa Marcos Rubin. (Canal Rural 29/03/2015 às 17h: 00m)

 

Etanol é competitivo em Minas, além de GO, MT, MS, PR e SP

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O etanol passou a ser competitivo também em Minas Gerais, além de Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, mostram dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos demais Estados e no Distrito Federal a gasolina permaneceu mais competitiva.

Segundo o levantamento, o etanol equivale a 68,15% do preço da gasolina em Goiás. Em Mato Grosso, a relação está em 63,76%; em Mato Grosso do Sul, 69,89%; em São Paulo, 65,50%; em Minas Gerais, 69,79%; e no Paraná em 68,57%. A gasolina está mais vantajosa principalmente no Amapá, onde o etanol custa o equivalente a 90,04% do preço da gasolina - a relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%.

O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 3,1683 o litro, ante R$ 3,173 na semana passada. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 2,075 o litro.

Preços

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 18 Estados e subiram em sete e no Distrito Federal nesta semana. No Estado do Rio de Janeiro ficaram inalterados. Os dados são da ANP. Na semana anterior, os preços haviam subido em 12 Estados e no Distrito Federal, caído em outros 12 e ficado estáveis em Sergipe. NO Amapá não houve cotação na semana passada. No período de um mês, o produto caiu em 12 Estados e no Distrito Federal e subiu em 14 outros.

Em São Paulo, principal Estado consumidor, a cotação caiu 0,81% na semana, para R$ 2,075 o litro. No período de um mês, acumula queda de 1,80%. Na semana, o maior avanço das cotações foi registrado no Amazonas (0,94%), enquanto o maior recuo ocorreu no Amapá (3,23%). No mês, a maior alta foi registrada no Amapá (3,45%) e a maior queda, em São Paulo (1,80%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,669 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,61/litro, no Amazonas. Na média, o menor preço foi de R$ 2,075 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 3,052 o litro. (Agência Estado 27/03/2015)

 

Alerta sobre Roundup e queda dos grãos tormentam Monsanto

http://www.valor.com.br/impresso/wall-street-journal-americas/alerta-sobre-roundup-e-queda-dos-graos-tormentam-monsanto

A Monsanto está enfrentando alguns de seus maiores desafios nos últimos anos, desde as críticas de consumidores a seus alimentos transgênicos até cortes de custos feitos por agricultores.

Mas a mais recente e importante ameaça à gigante americana do agronegócio veio de uma agência da Organização Mundial de Saúde que, no início deste mês, classificou o glifosato, um herbicida que a Monsanto vende com a marca Roundup, como um produto com potencial para causar câncer em seres humanos.

A conclusão é a alegação mais proeminente já feita sobre o Roundup, há muito considerado pelo setor agrícola como uma forma segura de proteger plantações de milho e gramados.

A Monsanto refutou veementemente a alegação.

Numa mostra da seriedade com que está lidando com o assunto, ela vem conduzindo uma ampla campanha de defesa e congregando acadêmicos e líderes de associações de produtores numa tentativa de lançar dúvidas sobre as conclusões que a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, ligada à OMS, divulgou em 20 de março.

O problema do Roundup é só mais um de uma série que aflige a empresa.

A cotação das ações da Monsanto ficou praticamente estagnada nos últimos 12 meses ante a alta de 11% do índice S&P 500 e bem longe de seu próprio desempenho entre 2009 e 2014, quando subiu 65%.

As imensas safras em 2013 e 2014 nos Estados Unidos prejudicaram a Monsanto porque derrubaram os preços do milho e da soja para seus menores níveis em muitos anos, levando alguns agricultores a optar por sementes mais baratas e cortar gastos com produtos agrícolas.

A oscilação cambial também elevou os preços de sementes e produtos químicos para produtores em outros países, inclusive no Brasil, dizem analistas.

A Monsanto e outras empresas que empregam biotecnologia em suas sementes vêm gastando somas consideráveis para combater as propostas de tornar obrigatória a rotulação de alimentos feitos com ingredientes modificados geneticamente, parte de uma tendência que vem sustentando o forte crescimento nas vendas de produtos sem transgênicos.

Ao mesmo tempo, agricultores lutam contra ervas daninhas e pragas que se tornaram resistentes à aplicação de glifosato e às proteínas para eliminar insetos produzidas por algumas lavouras transgênicas.

"Eles não conseguem ter sossego", diz Mark Connelly, analista da corretora CLSA Ltd, referindo-se à Monsanto. A classificação [do Roundup] como produto cancerígeno, diz ele, "é muito significativa porque é a primeira vez que uma agência relativamente confiável se volta contra o glifosato".

As ações da Monsanto recuaram 2,9% na semana passada.

A forte queda nos preços dos produtos agrícolas pode ser o principal desafio da Monsanto, dizem analistas.

Os contratos futuros de milho recuaram 47% nos últimos dois anos e os de soja, 33%, reduzindo os investimentos dos produtores de quem a Monsanto depende para comprar suas sementes biotecnológicas e serviços agrícolas.

Em fevereiro, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) estimou que a renda agrícola americana cairá cerca de 33% este ano para seu menor nível desde 2009, decorrência do terceiro ano consecutivo de preços baixos das principais commodities agrícolas.

A Monsanto, cuja sede é em Saint Louis, no Estado do Missouri, acabou dominando o setor de sementes agrícolas após aderir à corrente da biotecnologia no início da década de 80.

Ela descobriu um método de inserir genes em sementes de plantas que as tornam resistentes ao glifosato, que a Monsanto havia patenteado e lançado no início dos anos 70. Desde que as primeiras sementes "Roundup Ready" (à prova de Roundup) chegaram ao mercado, em 1996, os produtos transgênicos se disseminaram no cinturão agrícola americano.

No ano passado, grãos geneticamente modificados foram empregados em 93% da área plantada com milho e 94% da plantada com soja, segundo o USDA.

Os produtores abraçaram essas culturas em parte porque o glifosato facilita a erradicação das pragas que danificam a lavoura e reduzem a produtividade, mas também por causa da segurança do produto em relação a químicos mais antigos e agressivos, dizem acadêmicos.

O segmento de produtividade agrícola da Monsanto, que inclui as vendas do Roundup, gerou US$ 5,1 bilhões em receita no ano fiscal de 2014, ou cerca de 33% das vendas totais. A concorrência acirrada de outros fabricantes de glifosato, porém, faz com que a divisão tenha só 63% da lucratividade do segmento de sementes, o principal negócio da Monsanto, e alguns analistas acreditam que a empresa possa eventualmente desmembrar a divisão.

A Monsanto não quis comentar. "Esperamos que nossos clientes produtores continuem a usar [o glifosato] e não esperamos um impacto em nossas vendas", disse Brett Begemann, diretor-superintendente da Monsanto, numa teleconferência com jornalistas na terça-feira passada.

Chris Novak, diretor-presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho, confirmou a segurança do glifosato na teleconferência e disse que a conclusão da agência da OMS "cria um medo e uma confusão desnecessários".

A Monsanto, que vai divulgar o resultado do segundo trimestre na quarta­feira, tem buscado se reunir com autoridades da OMS para tratar do assunto e quer que a classificação seja retirada.

A Monsanto se tornou um grande alvo de grupos de consumidores e ativistas contrários ao uso de organismos geneticamente modificados e à agricultura de larga escala.

Mas como a agência da OMS, ao dar seu parecer sobre o glifosato, analisou pesquisas já existentes em vez de conduzir novos estudos, os reguladores de pesticidas e do meio-ambiente não devem agir em resposta às conclusões, diz Thomas Redick, advogado que dá consultoria a associações agrícolas. Brett Wong, analista da gestora de recursos.

Piper Jaffray, considerou as preocupações com a classificação "exageradas" em nota a clientes e diz que a agência da OMS já considerou o consumo de álcool e o trabalho noturno como potenciais cancerígenos. (Valor Econômico 30/03/2015)

 

MT: Miniusinas como opção para produção de etanol

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/mt-miniusinas-como-opcao-para-producao-de-etanol.html#.VRkpMPnF9qU

Modelo pode ser uma alternativa mais viável e econômica para consolidar a produção no Estado.

Ampliar o consumo interno de milho sempre foi meta dos produtores mato-grossenses para evitar a dependência da demanda internacional, bem como as oscilações das cotações e assim, tornar a cultura atrativa como opção de segunda safra, independente do apetite externo. Mas, direcionar o grão apenas como matéria-prima para produção de ração animal deixou de ser suficiente para o potencial anual da oferta de milho local e por isso, há alguns anos, alguns produtores destinaram tempo e investimento para produzir etanol a partir do cereal, como ocorre nos Estados Unidos. E essa agregação de valor pode ser tornar fácil e econômica a partir do modelo de mini-usinas.

Ontem, produtores rurais se reuniram para discutir a viabilidade da implantação das minis. A empresa Usinas Sociais Inteligentes Destilarias Sustentáveis S.A. (USI Biorrefinarias) apresentou um modelo de negócio que envolve parcerias entre fornecedores e produtores rurais. “É um modelo onde o produtor é agregado à cadeia do etanol de milho. É uma proposta de garantia de sustentabilidade de renda”, explica Francisco Mallmann, presidente da USI Biorefinarias.

O ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) e conselheiro da entidade, Glauber Silveira, explica que a reunião teve o objetivo de apresentar alternativas para os produtores de milho do Estado. “Em algumas regiões, são poucos produtores e não conseguem ‘bancar’ uma usina de R$ 400 milhões. Essa opção de usina de menor porte permite criar um negócio de âmbito regional”, diz Silveira.

Além da assistência no gerenciamento e na parte técnica, o modelo apresentado também trabalha a comercialização e logística do produto final com a parceria da CHS, maior cooperativa agrícola norte-americana. “A CHS se compromete a comprar a produção e comercializar, e isso é importante, pois somos agricultores e precisamos desse know-how para os outros elos da cadeia”, afirma Silveira.

“Esse tipo de negócio é sucesso nos Estados Unidos há 15 anos. Nós nos comprometemos a comprar 100% da produção por dez anos e revender com o que chamamos de ‘livro aberto’, ou seja, o nosso cliente (usina) decide junto conosco pra quem vender, quando vender e por quanto vender”, explica o representante da CHS, Clayton Anselmo de Mello.

Silveira ressalta, entretanto, que os produtores rurais precisam avaliar a viabilidade dos investimentos. “Acreditamos no potencial do etanol do milho e trouxemos alternativas que podem abrir os horizontes. Não se trata de aval a esta ou outra empresa, mas sim de um intercâmbio de informações que pode ajudar o produtor a tomar decisões no seu negócio”, finaliza.

Desde o ano passado, a produção do biocombustível, a partir do milho, passou a ser realidade de fato, e agora, ainda durante a entressafra da cana-de-açúcar, parte do etanol utilizado provém do cereal. Duas usinas flex – que moem cana-de-açúcar e milho – estão em plena atividade no Estado, uma em São José do Rio Claro e a outra em Campos de Júlio. O processamento do milho para esta finalidade, conforme estudos prévios realizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) é viável localmente enquanto a saca do cereal estiver cotada até R$ 20. Atualmente, o valor varia entre pouco mais de R$ 15 e R$ 18.

Conforme o Imea, nesse ano, o Estado deve colher 15,29 milhões de toneladas.

RAIO-X

A Aprosoja/MT vai para a estrada verificar o andamento das lavouras de milho do Estado. É o Circuito Tecnológico – Etapa Milho, que ocorre de 6 a 10 de abril e visita propriedades nas regiões sul, norte, leste e oeste.

“O objetivo é fazer um levantamento in loco da situação das lavouras de milho, como foi a semeadura, como está o desenvolvimento das plantas, etc. Ainda vamos ouvir os produtores rurais e suas demandas”, diz Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja.

Serão mais de 10 mil quilômetros percorridos por quatro equipes. A meta é visitar mais de 150 propriedades em todo o Estado, aplicando questionários sobre diversos temas referentes à agricultura.

As equipes serão formadas por técnicos da Aprosoja/MT, da Embrapa, que também é realizadora do evento, do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). (Com Aprosoja/MT). (Diário de Cuiabá 27/03/2015)

 

 

Commodities Agrícolas

Café: Efeito do dólar: Depois de avançar nas últimas duas sessões, o café arábica registrou perdas na bolsa de Nova York. Os papéis para julho caíram na sexta-feira 200 pontos, a US$ 1,4150 por libra-peso. Mais uma vez, a moeda americana em alta empurrou as cotações do grão para o campo negativo. O dólar valorizado impacta os preços do café porque encoraja as vendas da commodity pelos produtores do Brasil, uma vez que essa situação cambial aumenta a rentabilidade das exportações, feitas na moeda americana. O Brasil é o maior produtor e fornecedor mundial do grão. As condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento dos cafezais no Brasil, depois de um longo período de seca, contribuíram para o recuo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica teve um leve recuo de 0,07%, para R$ 458,58 a saca.

Algodão: Plantio menor: A expectativa de queda no plantio da nova safra 2015/16 de algodão nos EUA deu certo suporte aos preços da fibra na bolsa de Nova York. Os contratos para julho subiram 37 pontos, a 63,87 centavos de dólar por libra-peso. Pesquisa realizada junto a bancos e consultorias pelo The Wall Street Journal indica que a expectativa média é de uma semeadura de 3,820 milhões de hectares nos EUA, aquém dos 4,49 milhões do ano passado. O Departamento de Agricultura americano (USDA) divulgará seus números oficiais na próxima terça-feira. Ainda assim, dados recentes sobre o enfraquecimento da demanda pela pluma americana mantêm os preços sob pressão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma subiu 0,33%, a R$ 2,0727 a libra-peso.

Soja: Clima e câmbio: As cotações da soja recuaram na sexta-feira pelo quarto pregão seguido na bolsa de Chicago, diante do dólar em alta e do clima favorável ao avanço da colheita na América do Sul. Os papéis com vencimento em julho caíram 6,50 centavos, a US$ 9,7225 o bushel. Os trabalhos de retirada da oleaginosa do campo têm avançado sem maiores entraves nos últimos dias, tanto no Brasil quanto na Argentina. O dólar valorizado também enfraquece a demanda, na medida em que torna mais cara a soja americana para compradores estrangeiros. Também pesaram as especulações de que os produtores americanos ampliarão a área plantada com a oleaginosa na temporada 2015/16. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão no Paraná subiu 0,34%, a R$ 65,61 saca.

Trigo: Ajustes de posições: Os preços futuros do trigo avançaram na sexta­feira nas bolsas americanas embalados pelos temores com o clima e um movimento de cobertura de posições vendidas pelos investidores. Em Chicago, os contratos para julho subiram 7,25 centavos, a US$ 5,12 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento se valorizou 9 centavos, a US$ 5,5775 o bushel. Há preocupações com a seca em importantes regiões produtoras de trigo nos EUA, especialmente nos Estados de Kansas e Nebraska. Previsões que indicavam chuvas nos últimos dias não se concretizaram, o que ajudou a impulsionar as cotações do cereal. No mercado do Paraná, a saca do trigo foi negociada em valorização de 0,94%, a R$ 33,18, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 30/03/2015)