Setor sucroenergético

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Política de acesso ao Consecana será cobrada

Cada usina associada receberá três acessos e quem for se associar, o custo será de R$ 12.000,00 por ano.

O CONSECANA-SP (Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo) é uma associação sem finalidade lucrativa, constituída em 1999 pela ORPLANA (Organização de Plantadores de Cana do Centro-Sul do Brasil) e pela UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), tendo como objetivo principal zelar pelo relacionamento entre os produtores de cana-de-açúcar e as indústrias que compram e processam essa matéria-prima.

Desde sua criação, o CONSECANA-SP tem envidado os melhores esforços para se adequar às necessidades de seus associados, buscando sempre desenvolver e aprimorar a qualidade das informações e dos serviços por ele oferecidos.

Nesse sentido, informamos que a Diretoria do CONSECANA-SP, em reunião realizada no dia 02 de março de 2015, aprovou por unanimidade a implementação da nova política de acesso às informações e serviços desenvolvidos pelo CONSECANA-SP.

De acordo com as novas diretrizes do CONSECANA-SP, apenas as pessoas físicas ou jurídicas que estiverem regularmente qualificadas como "ASSINANTE" do CONSECANA-SP terão acesso às informações e serviços disponibilizados pela entidade.

Esclarecemos que os fornecedores de cana-de-açúcar filiados às associações de fornecedores que integram a ORPLANA, assim como as indústrias associadas à UNICA, já aderiram a nossa proposta e estão regularmente qualificados como "ASSINANTES" do CONSECANA-SP, de tal sorte que receberão senha e usuário para acesso a todos os informativos e circulares do CONSECANA-SP normalmente, não havendo necessidade de qualquer ação adicional.

Demais pessoas físicas ou jurídicas que tiverem interesse em ter acesso às informações e serviços disponibilizados pelo CONSECANA-SP deverão solicitar a assinatura desses serviços a partir do site www.consecana.com.br<http://www.consecana.com.br> a partir de abril de 2015. A regularidade da qualidade de assinante está condicionada à concordância com o "Termo de Condições e de Uso", bem como ao pagamento do valor referente à manutenção de sua assinatura.

Portanto, a partir do início da safra 2015/2016, todas as informações elaboradas pelo CONSECANA-SP serão divulgadas exclusivamente pela página de internet dedicada aos seus assinantes, sendo o acesso aos referidos documentos e dados restrito aos mesmos.

Importante ressaltar que, nos termos da nova política de acesso às informações e serviços desenvolvidos pelo CONSECANA-SP, todo o conteúdo elaborado e divulgado está protegido pela lei de direitos autorais (Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998), sendo vedada a sua reprodução, total ou parcial, independentemente de sua finalidade, por qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico, bem como qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido, sem a prévia autorização por escrito do CONSECANA-SP.

Esperamos que a nova estrutura do CONSECANA-SP viabilize ainda mais a melhoria da qualidade das informações e dos serviços oferecidos pela entidade.

Sendo o que nos cumpria para o momento, permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

Para mais detalhes, entrar em contato com a UNICA, por meio do telefone (11) 3093 4988, ou com a ORPLANA, por meio do telefone (19) 3423 3690.

 

Poucos metros separam o Safra do HSBC

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/poucos-metros-separam-o-safra-do-hsbc.html#.VRp8Q_nF9qU

Só a título de ilustração: a sede do Banco Safra em Mônaco fica ao lado do suntuoso Hotel Café de Paris de Monte Carlo, bem em frente ao badalado cassino. Um bocadinho que seja daquelas fortunas depositadas no Safra devem sair de lá direto para girar nas roletas ou evaporar nas mesas de bacará.

A sua direita, descendo uns 200 metros de ladeira fica o HSBC de Mônaco. Segundo informações obtidas por um correntista internacional, o Safra está sugando os clientes do HSBC, principalmente brasileiros.

A instituição lavadora de dinheiro tupiniquim que alugou as páginas da mídia elevou às alturas as taxas de administração de “pequenas fortunas”,  leia-se US$ 2 milhões a US$ 3 milhões. Por esta razão, muitas contas mais “modestas” foram fechadas. Mas o HSBC que nos perdoe! Respira-se Safra no Principado. Não é preciso dizer o perfil do seu cliente.

Ele é fiel e atravessa em média três vezes por ano o corredor bucólico, coberto de plantas que leva à fortaleza dos Safra. Se você quiser esquecê-los, cuidado para o lado que vira. Se for à direita, a uns setecentos metros do HSBC, de frente para Marina, está incrustrado o prédio em cujo apartamento foi vitimado Edmond, o Safra manda-chuva Joseph e Moses eram “Safrinhas”.

A debandada para o banco de Joseph enseja um possível risco de "SafraLeaks". Que seja, pois depois de tanto rolo nos últimos anos o banco deve estar cuidadosíssimo. Do jeito que anda, o êxodo do ervanário caminha em sua direção, apesar da concorrência de uns bancos badalados, tais como o Jules Bere e o Union Bancaire Privé.

Nessas circunstâncias, não parece haver outro conselho: “Ei, você aí, que tem US$ 5 milhões e quer esse dinheiro bem distante e na moita, não tenha dúvida: vem para o Safra você também!” (Jornal Relatório Reservado 31/03/2015)

 

Green Pool reduz previsão de déficit global de açúcar 15/16 para 2,96 mi t

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/green-pool-reduz-previsao-de-deficit-global-de-acucar1516-para296-mi-t.html#.VRqAivnF9qU

A consultoria Green Pool cortou sua previsão de déficit global de açúcar na temporada 2015/16 para 2,96 milhões de toneladas, ante previsão anterior de déficit de 5,02 milhões de toneladas.

A principal causa da redução do déficit foi um aumento de 2,1 milhões de toneladas na previsão para a produção de açúcar do centro-sul do Brasil, para 32,5 milhões de toneladas, ante 30,4 milhões de toneladas, disse a Green Pool. (Reuters 30/03/2015)

 

Entressafra de cana termina com etanol em baixa

http://www.valor.com.br/agro/3984772/entressafra-de-cana-termina-com-etanol-em-baixa

Termina hoje, oficialmente, a safra 2014/15 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil.

E com estoques maiores de etanol do que há um ano.

O mês de março não atendeu às expectativas das usinas e traders que estavam com produto armazenado à espera de remunerações mais elevadas, como é de praxe nesta época, conhecida por ser o pico da entressafra.

Os preços médios do etanol neste mês são os mesmos registrados em dezembro do ano passado, quando começou a entressafra.

Até o dia 26, os preços médios na usina em São Paulo do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, atingiram, em média, R$ 1,26 por litro, conforme o indicador semanal Cepea/Esalq.

Em dezembro passado, a média do mesmo indicador foi de R$ 1,27. Nos meses seguintes, houve alguma reação e os preços médios alcançaram R$ 1,31 em janeiro e R$ 1,37 em fevereiro, mas ainda bem abaixo da expectativa do segmento, que, somente com a volta da Cide e com o reajuste da gasolina na refinaria de 3% em novembro passado, esperava um acréscimo do preço pago na usina de cerca de R$ 0,30 por litro.

"Usinas e tradings podiam vender o litro a R$ 1,26 em dezembro.

Mas a idéia era carregar estoques e arcar com mais custos financeiros para vender por um valor maior, e não pelos mesmos R$ 1,26", disse um trader que preferiu não se identificar.

O fato é que esses R$ 0,30 por litro que tinha potencial de ir para o caixa das usinas acabou se deslocando para os elos seguintes da cadeia, tais como distribuidoras e postos, avaliou uma fonte do mercado.

A fragilidade das usinas se tornou maior porque estavam com um grande volume de etanol nas mãos. A estimativa de traders é que hoje, fim oficial da safra, os estoques de hidratado no Centro-Sul estejam 700 milhões de litros mais altos que há um ano.

Alguns agentes do setor delegam a oferta grande a dois fatores.

O primeiro, ao atraso em dois meses do governo em autorizar o aumento da mistura de etanol na gasolina, de 25% para 27%, que só entrou em vigor em 16 de fevereiro.

Com isso, nas contas do setor, 500 milhões de litros de etanol ficaram sem demanda.

Outra surpresa foi a moagem da safra, que ficou em níveis acima de 570 milhões de toneladas, ante as estimativas de 550 milhões.

Isso significou uma produção adicional de 1 bilhão de litros.

A boa notícia para as usinas é a reação do consumidor, que tem elevado sua preferência pelo etanol em detrimento da gasolina.

Para março, o mercado espera vendas de 1,4 bilhão, 30% maiores que há um ano. (Valor Econômico 31/03/2015)

 

CMN reajusta taxa de juros do Moderfrota

Juros da linha de financiamento do Moderfrota terão suas taxas reajustadas a partir de 1º de abril.

Os juros da linha de financiamento do Moderfrota terão suas taxas reajustadas a partir de 1º de abril. Os agricultores com renda bruta anual de até R$ 90 milhões, que pagavam taxa de 4,5%, passarão a pagar 7,5% ao ano. Para rendas superiores, os juros aumentaram de 6% para 9% ao ano. A medida foi aprovada em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião realizada nessa quinta-feira (26).

“Ajuste em termos de juros é normal devido ao aumento dos juros gerais no país, mas não faltarão recursos para implementar a safra agrícola”, comentou a ministra Kátia Abreu.

O Moderfrota, que financia máquinas e implemento agrícolas, segue agora em consonância com as taxas de juros definidas no Programa de Sustentação de Investimento (PSI – Bens de Capital), de apoio ao setor industrial.

Aos produtores rurais com operações protocoladas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até 27 de março e processo de contratação não concluído, foi concedido prazo até 10 de abril para a formalização das operações com as taxas de juros anteriores.

Pulverizadores autopropelidos

O CMN também decidiu incluir pulverizadores autopropelidos, montados ou de arrasto, com tanques acima de 2 mil litros e barras de 18 metros ou mais, entre os novos itens financiáveis pelo Moderfrota. Até então, o financiamento desses itens eram permitidos somente para equipamentos usados. (Jornal Cana 30/03/2015)

 

Etanol sobe 4% no mercado spot

http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Imprimir=1&ano_ant=2015&Opcao=Materia&veiculo=50&ID=1998647&txt=%20etanol

Após recuar por seis semanas seguidas nas usinas de São Paulo, os preços do etanol hidratado subiram 4% no mercado spot.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, além das chuvas, que atrapalharam a colheita de unidades que iniciaram nova safra, a redução das vendas de etanol de outros estados para São Paulo levaram ao aumento. (Reuters 31/03/2015)

 

Chuvas devem melhorar produtividade da cana no 2º semestre, prevê Somar

"Episódios de chuvas" durante o inverno no Centro-Sul do Brasil tendem a elevar a produtividade da cana-de-açúcar colhida na região durante o segundo semestre, avaliou o meteorologista Paulo Etchichury, sócio-diretor da Somar Meteorologia.

Ele participa nesta segunda-feira, 30, da 3ª Conferência do Agronegócio do Besi Brasil, em São Paulo. "Tivemos um verão melhor do que o do ano passado, não o ideal, mas melhor, com chuvas em dezembro, fevereiro e março, que ajudaram na fase vegetativa da cana", destacou ele.

Conforme Etchichury, as precipitações esperadas para o meio do ano serão decorrentes de um "El Niño fraco".

"Não será um El Niño clássico, intenso, será fraco", afirmou ele em referência ao fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico e pela maior ocorrência de chuvas no País durante o inverno. (Agência Estado 30/03/2015)

 

Fatia do etanol no consumo de combustíveis cresce de 17% para 22%

http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Imprimir=1&ano_ant=2015&Opcao=Materia&veiculo=57&ID=1998708&txt=%20etanol

A utilização do etanol, que havia sido parcialmente esquecida por parte dos consumidores, está voltando com força neste início de ano.

Em 2013, a participação do etanol hidratado no consumo de combustíveis do ciclo Otto (gasolina e etanol hidratado) no país era de 16,5%. No primeiro bimestre deste ano, a participação do álcool hidratado subiu para 20,4%.

Fevereiro mostrou uma evolução ainda maior, com a participação do hidratado aumentando para 22,2%, conforme dados da ANP.

Cinco Estados são responsáveis pela aceleração: São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Esses Estados consumiram 85% do total de etanol hidratado comercializado no país.

A esperança dos produtores é que, com o peso maior da tributação da gasolina e a redução da do etanol, o consumo de álcool suba ainda mais nos próximos meses.

A mudança tributária de Minas Gerais, por exemplo, vai começar a dar resultados a partir do próximo mês. A participação do etanol hidratado no total de combustíveis consumidos no Estado, que está em 14% pode atingir 20%. Se isso ocorrer, o consumo de álcool subiria para 150 milhões de litros por mês --83 milhões a mais. O Estado passaria a consumir 1 bilhão a mais de litros por ano.

O aumento do consumo de etanol se deve não só às políticas estaduais de alteração de alíquotas mas também à alta do preço da gasolina.

A recomposição dos preços da gasolina, que teve aumento de R$ 0,22 por litro com a volta da Cide (tributo sobre combustíveis)-- deu mais fôlego para o produtor de etanol e levou os consumidores para o álcool.

A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que desenvolveu uma ação publicitária em 2014 para elevar o consumo, acredita que essa participação do etanol no consumo dos combustíveis possa aumentar ainda mais com novas políticas tributárias em outros Estados.

Os que adotam essa diferenciação de tributação a favor do etanol, como São Paulo, tiveram intensa elevação da participação do etanol no consumo de combustíveis.

No mercado paulista, a participação subiu de 33%, no segundo trimestre de 2014, para 41% em fevereiro.(Folha de São Paulo 31/03/2015)

 

Paraná faz planos para agronegócio nos próximos quatro anos

http://agro.gazetadopovo.com.br/noticias/parana-faz-planos-para-agronegocio-nos-proximos-quatro-anos/

O Paraná pretende desenvolver um plano estratégico para a agricultura para os próximos quatro anos. A meta é elevar a produtividade, aumentar a renda no campo e a segurança alimentar. Também está previsto o desenvolvimento sustentável nas propriedades agrícolas.

Conforme o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o plano estabelece avanços importantes, como o aumento real do Valor Bruto da Produção (VBP) do Estado em cerca de 20% no período definido, cuja expectativa para 2014 está estimado em R$ 70 bilhões.

Outras metas estabelecidas pelo plano estratégico preveem, de acordo com o secretário, o aumento da produção agropecuária em 30%, elevar a participação da produção de verduras, legumes e pequenos animais para cerca de 11% do VBP total. Foi definida, ainda, a inclusão de cerca de 20% das propriedades rurais do Estado para que tenham receita bruta anual acima de dois salários mínimos.

A Secretaria da Agricultura também fixou como meta a realização de ações ambientais em 25% das microbacias do Estado para que resgatem agrossistemas equilibrados e cursos d’água potáveis. Ortigara disse que para alcançar as metas estabelecidas, todos os núcleos regionais da secretaria e das empresas vinculadas irão se envolver na execução de seis grandes programas.

As propostas ainda serão detalhadas para que os projetos em execução possam ser inseridos em cada região, de acordo com as características e vocação de cada uma delas. Segundo Ortigara, os programas serão executados em seis áreas do Paraná, caracterizadas como basalto, sedimento, arenito, Região Metropolitana de Curitiba, Vale do Ribeira e litoral. (Gazeta do Povo 30/03/2015)

 

Tereos assina protocolo para fortalecer cultivo de mandioca em SP

http://www.valor.com.br/agro/3983740/tereos-assina-protocolo-para-fortalecer-cultivo-de-mandioca-em-sp

A Tereos, cooperativa agroindustrial que atua na produção de açúcar, etanol e amido, assinou com a Secretaria de Estado da Agricultura um protocolo de intenções que visa fortalecer o cultivo de mandioca no Estado de São Paulo.

O documento prevê uma parceria para o desenvolvimento varietal da mandioca, assim como o aprimoramento de tecnologias existentes, tais como a de controle de pragas e doenças e o manejo do solo e adubação.

A Tereos oferecerá estrutura local e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), ambos ligados à Secretaria, fornecerão técnicos e engenheiros para análise de resultados de adaptação das novas variedades.

Desde 2011, o Grupo Tereos possui uma unidade de processamento de mandioca, localizada na cidade de Palmital (SP).

A fábrica tem capacidade para processar 150 mil toneladas por ano e produz amido de mandioca, aplicado na indústria alimentícia, de colas e papéis. (Valor Econômico 30/03/2015 às 14h: 12m)

 

Cofco, gigante agrícola chinesa, quer agora estender tentáculos nos EUA

http://www.valor.com.br/impresso/wall-street-journal-americas/cofco-gigante-agricola-chinesa-quer-agora-estender-tentaculos-

A chinesa Cofco Corp. está numa onda desenfreada de aquisições.

Em poucos anos, discretamente comprou canaviais na Austrália, vinhedos na França e plantações de soja no Brasil, negócios que ajudaram a torná-la uma das maiores empresas alimentícias do mundo.

Agora, está em busca de negócios no maior exportador global de commodities agrícolas: os Estados Unidos.

Ainda pouco conhecida, a Cofco está crescendo para se tornar a resposta chinesa à gigante americana Cargill Inc. Tendo sido o braço do governo para importação de alimentos quando a China era pobre e isolada, a estatal aproveitou a ascensão chinesa a um país com consumidores de classe média.

A Cofco, abreviação oficial de China National Cereals, Oils and Foodstuffs Corp., hoje é dona de processadoras de alimentos em cinco continentes. Em 2014, desembolsou US$ 2,7 bilhões para adquirir a negociadora de grãos holandesa Nidera BV e 51% da unidade agrícola do Noble Group, ganhando presença em regiões como Europa e América do Sul, incluindo no Brasil.

"Queremos estar mais envolvidos em outras partes do mundo, especialmente nas Américas, onde muitos grãos são cultivados, produzidos e exportados para outros mercados como a China", diz Paul Liu, líder da Cofco na América do Norte.

Os negócios com a Nidera e a Noble Agri Ltd. deram à Cofco um punhado de elevadores de grãos nos EUA, e Liu diz que a empresa começou a sondar firmas americanas para potenciais negócios que possam expandir sua presença nos EUA.

As transações podem incluir aquisições ou parcerias com concorrentes para garantir acesso a terminais de grãos e portos no país, diz Liu.

Os negócios recentes da Cofco a alçaram à posição de concorrente de líderes americanas como Cargill e Archer Daniels Midland Co. e da francesa Louis Dreyfus Group.

Sob a liderança de um presidente carismático e afeito a fazer negócios, Ning Gaoning, que fala inglês fluentemente, a Cofco se transformou numa estatal que busca ser globalmente competitiva.

A empresa tem acesso aos cofres estatais chineses, que disponibilizaram US$ 10 bilhões para aquisições, segundo executivos da empresa. Seus produtos permeiam a cadeia alimentar da China, do campo às mesas dos consumidores.

"É muito importante para o mercado chinês que eles tenham recursos", diz Matthé Vermeulen, presidente da Associação Comercial de Grãos e Alimentos da Holanda, da qual a Nidera faz parte.

A receita da Cofco, estimada em US$ 63,3 bilhões em 2014, após as aquisições da Noble e da Nidera, ainda fica atrás das três maiores gigantes mundiais do agronegócio. As pressões no mercado doméstico também estão crescendo.

A Cofco é a segunda no mercado de óleo de cozinha, com uma fatia de 15%, atrás da Wilmar International Ltd., de Cingapura, que detém 55%, segundo a consultoria Shanghai JC Intelligence Co.

A Cofco tem evitado aquisições caras e buscado adquirir conhecimento com as empresas que compra.

A Nidera, por exemplo, possui laboratórios que desenvolvem tecnologias para ampliar a produtividade agrícola.

"Essas aquisições representam um distanciamento das políticas anteriores de garantir alimentos", diz Nelson Low, diretor de commodities para a Ásia da operadora de bolsas CME Group Inc., referindo-se à política anterior da China de tentar produzir internamente a maior parte dos grãos que consome.

Durante a maior parte da sua existência, a Cofco encarnou a preferência da China por um forte controle do Estado sobre a economia. Fundada em 1952, ela se tornou a maior importadora e exportadora de grãos e outros produtos agrícolas numa época em que o país vivia uma escassez crônica de alimentos.

Depois que as reformas econômicas começaram, no fim dos anos 70, a Cofco se aventurou em um novo território, levando a Coca-Cola para a China e fechando um acordo com a Seagram Company Ltd. para importar álcool.

A Cofco permaneceu amplamente focada na negociação de grãos até a chegada de Ning, em 2004, como presidente. Esse foi um período de explosiva prosperidade na China e de mudanças na dieta alimentar da nova e subitamente enriquecida classe média chinesa.

Ning rapidamente definiu um ambicioso plano para reinventar a Cofco, segundo documentos da firma.

Ele reformulou a avaliação de desempenho anual e instituiu um sistema que classifica os 100 gestores mais seniores e substitui os cinco últimos, técnica copiada do exlíder da General Electric, Jack Welch.

"Ela cria muita pressão e, sim, tem sido um pouco estressante", diz um executivo sênior da Cofco.

Segundo Ning, a Cofco precisava ser mais que uma negociadora de grãos com margens competitivas e ganhar escala na produção de alimentos para alcançar influência global.

A Cofco não quis disponibilizar Ning para uma entrevista.

A aquisição transformadora ocorreu em 2011, quando produtores de cana de açúcar na Austrália colocaram à venda a Tully Sugar, que é a jóia da coroa do setor no país e responde por 10% do processamento anual de cana na Austrália.

A China estava vivendo uma onda de consumo crescente de açúcar e importando cada vez mais o produto.

A gigante americana Bunge também sondava a Tully Sugar. Discretamente, a Cofco despachou quatro profissionais da consultoria Deloitte Touche and Tohmatsu Ltd. para ir de fazenda em fazenda e tentar vencer a desconfiança dos produtores para com uma pouco conhecida empresa chinesa.

A oferta de US$ 145 milhões da Cofco acabou vitoriosa e o negócio ajudou a preparar a empresa chinesa para dar um passo maior: a aquisição da Noble e da Nidera.

Ainda assim, a Cofco pode enfrentar fortes obstáculos nos EUA. Comprar ativos de grandes participantes do mercado pode sair caro, enquanto consolidar pequenas propriedades espalhadas talvez seja um processo complicado, dizem analistas.

Além disso, a presença de uma grande empresa chinesa no setor de alimentos dos EUA pode gerar resistência política. (Valor Econômico 31/03/2015)

 

Chuvas devem adiar início da safra da cana na região de Ribeirão Preto

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/chuvas-devem-adiar-inicio-da-safra-da-cana-na-regiao-de-ribeirao-preto.html#.VRp_6fnF9qU

Plantadores esperam recuperar canaviais prejudicados pela estiagem. Unica estima que produtividade média será semelhante ao ano anterior.

Plantadores de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto (SP) preveem adiar o início da colheita 2015/2016, com a expectativa de que a chuva dos últimos meses se estenda e recupere parte dos canaviais prejudicados pela seca do ano passado. De acordo com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo (Canoeste), aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de cana devem ser colhidos pelos 2,1 mil associados – aumento de 9% em relação a 2014.

“A safra deve ser firmar em meados de abril para frente”, afirma Manoel Ortolan, presidente da Canoeste, destacando que o baixo volume de chuvas no ano passado prejudicou o desenvolvimento da planta e provocou o aparecimento de pragas. “A cana que foi cortada no começo de 2014 e que poderia chegar a setembro e outubro com desenvolvimento normal, acabou não desenvolvendo”, diz.

Ortolan explica ainda que a crise no setor prejudicou o investimento nas lavouras nos últimos cinco anos, ocasionando menor renovação dos canaviais. Em uma plantação com cinco anos de corte, por exemplo, já é possível perceber os reflexos da seca e do baixo investimento: plantas mais velhas e falhas nas soqueiras, que são as raízes que sobram dentro e fora da terra, após a colheita.

“A cana vai ser mais curta do que deveria ser, ou seja, menos aproveitável. Mesmo que o ano seja melhor de chuva, a expectativa, em função da forma como o canavial está, é de que tenhamos uma safra de números parecidos com o último ano. Estamos esperando, no geral, uma safra não muito maior”, afirma.

A opinião é compartilhada pelo diretor técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues. Ele afirma que a chuva foi positiva para as lavouras, mas o baixo desenvolvimento da planta deve diminuir o percentual de área de colheita – aquela em que a cana está cultivada há pelo menos 18 meses e também a que não foi processada na safra anterior, onde está a chamada "cana bisada."

“A produtividade esse ano vai ser melhor, mas estamos falando de produtividade por estágio de colheita. Isso não significa dizer que a produtividade vai crescer. O envelhecimento do canavial vai fazer com que esse aumento seja neutralizado e, no final, a média da safra será a mesma”, afirma Rodrigues.

Safra antecipada

Mesmo prevendo queda de 5% na produção em relação ao ano passado, a Usina Batatais, na região de Ribeirão Preto, já iniciou a moagem da safra 2015/2016. A antecipação faz parte de uma estratégia da empresa, que espera processar 3,9 milhões de toneladas de cana esse ano. “A gente deixa um pouco de estoque de um ano para o outro, porque é muito difícil em março, encontrar cana, sem ser bisada, madura”, afirma o diretor da usina, Bernardo Biagi.

O caso de Biagi, no entanto, é exceção. Dados da Única apontam que, além das seis usinas que não interromperam o processamento de cana na entressafra, 14 unidades produtoras da região Centro-Sul anteciparam o início da safra. Juntas, elas produziram até o final da primeira quinzena de março, 23,19 mil toneladas de açúcar e 57,57 milhões de litros de etanol, o que representa apenas 0,07% e 0,02% do total esperado, respectivamente.

“Sempre tem um ou outro que ficou com mais cana, e então começa a safra mais cedo. Mas, o normal, em vez de antecipar, é postergar. E mesmo que o ano seja melhor de chuva, a expectativa, em função de como o canavial está, é de que tenhamos uma safra de números parecidos”, afirmou o presidente da Canoeste, Manoel Ortolan. (G1 30/03/2015)

 

12 empresas negociaram propina no Carf, diz PF

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/12-empresas-negociaram-propina-no-carf-diz-pf.html#.VRp76PnF9qU

Investigação aponta suborno para reduzir ou zerar débitos com Receita. Empresas negam irregularidades; operação desmantelou esquema de compra de sentenças em conselho.

A Polícia Federal vê fortes indícios de que ao menos 12 empresas negociaram ou pagaram propina para reduzir e, em alguns casos, zerar débitos com a Receita Federal.

A Folha teve acesso à relação dos 74 processos que estão na mira da PF. Cada uma das empresas tem diferentes níveis de envolvimento no esquema de compra de sentenças desvendado pela Operação Zelotes, deflagrada na semana passada.

Segundo investigadores, muitas subornaram integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), colegiado responsável por julgar, em segunda instância, recursos de contribuintes autuados pela Receita. Outras, porém, foram procuradas por facilitadores que intermediavam o suborno a conselheiros do órgão, mas ainda não há contra elas elementos que comprovem o pagamento da propina.

Os casos que os investigadores consideram ter indícios mais consistentes atingem processos dos grupos Gerdau e RBS; das companhias Cimento Penha, Boston Negócios (parte do antigo BankBoston), J.G. Rodrigues, Café Irmãos Julio, Mundial-Eberle; das empresas do setor automotivo Ford e Mitsubishi, além de instituições financeiras, como Santander e Safra.

As companhias negam irregularidades (leia abaixo).

Embora o nome do Bradesco também esteja nessa lista, até agora os policiais conseguiram detectar apenas que funcionários do banco foram procurados por consultorias que intermediavam o acesso aos conselheiros do Carf.

A Folha apurou que, para o Ministério Público, até o momento os casos em que há indícios mais fortes de eventuais irregularidades envolvem a RBS e o grupo Gerdau.

O esquema de sonegação, de acordo com as investigações, é um dos maiores já identificados no país. O Carf julga hoje processos que correspondem aproximadamente a R$ 580 bilhões.

Além das empresas, a apuração chegou a nomes de lobistas que faziam a ponte entre os contribuintes e os conselheiros suspeitos de integrar o esquema. Um é Alexandre Paes do Santos. Ele foi sócio do ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, até 2012. Os nomes deles aparecem no quadro societário da Davos Energia Ltda., sediada em São Paulo. Silva deixou a empresa em agosto de 2012, e o lobista, em março de 2013.

A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa e no escritório de Alexandre Santos. O empresário ainda não foi localizado.

Procurada, a assessoria de imprensa da PF informou que não comenta investigações que correm sob sigilo.

CADEIRA NO CONSELHO

Um aspecto do funcionamento do Carf chamou a atenção do Ministério Público. "Havia uma série de advogados pleiteando uma cadeira no conselho, embora a função não seja remunerada", diz o procurador federal Frederico Paiva, responsável pelo caso.

Os 74 processos da Zelotes somam R$ 19 bilhões. A PF diz que "já foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões".

Mais de R$ 2 milhões foram apreendidos em Brasília e em São Paulo pela PF. Segundo balanço divulgado na sexta-feira (27), além de dinheiro (R$ 1,8 milhão, US$ 9.000 e € 1.500), foram apreendidos em Brasília 16 carros nacionais e importados, além de jóias.

Em São Paulo, foram apreendidos dez veículos e R$ 240 mil (em moeda nacional e estrangeira), e, no Ceará, dois veículos. (Folha de São Paulo 31/03/2015)

 

Commodities Agrícolas

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Café: Câmbio e clima: As condições climáticas favoráveis às lavouras no Brasil e o enfraquecimento do real em relação ao dólar novamente empurraram para baixo as cotações do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 1,3565 por librapeso, em queda de 585 pontos. Se os radares meteorológicos ainda indicam que importantes polos brasileiros de café receberão chuvas esparsas favoráveis às lavouras nos próximos dias, o câmbio continua a incentivar as exportações do país, uma vez que aumenta a rentabilidade dos cafeicultores brasileiros com os embarques, que são feitos na moeda americana. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica posto na cidade de São Paulo caiu 3,78%, para R$ 441,23.

Cacau: Fundamentos pesam: As cotações do cacau voltaram a recuar ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pelos fundamentos. Julho fechou a US$ 2.696 por tonelada, baixa de US$ 47. Analistas notaram que o recente aumento das chuvas em regiões produtoras do oeste da África tende a melhorar a umidade do solo para o próximo período de florescimento da cultura. Não estão descartados atrasos na colheita ou maior incidência de doenças, mas o cenário deu peso a um documento divulgado também ontem pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) no qual a entidade pede aos maiores produtores que evitem sobre oferta e preços deprimidos. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa segue pouco abaixo de R$ 120, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Peso do dólar: O algodão devolveu ganhos ontem em Nova York, em mais um dia de alta do dólar ante outras moedas. Os lotes para julho encerraram em baixa de 87 pontos, a 63 centavos de dólar por libra-peso. A valorização do dólar diminui a demanda pelo algodão americano, na medida em que encarece a fibra para os compradores estrangeiros. Com menos interessados, os preços do produto tendem a cair. Por outro lado, há uma previsão de queda no plantio de algodão nos EUA na nova safra 2015/16, o que pode voltar a sustentar as cotações. O Departamento de Agricultura americano (USDA) divulgará hoje seus números sobre a área. Em Mato Grosso, a pluma tem oscilado entre R$ 62 e R$ 64 a arroba, conforme o Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Trigo: Risco climático: O aumento das preocupações com a seca nos EUA fez o trigo disparar nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis para julho fecharam em elevação de 21,25 centavos, a US$ 5,3325 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes de mesmo vencimento subiram 23 centavos, a US$ 5,8075 por bushel. Investidores decidiram cobrir posições vendidas na expectativa de que os problemas com o clima valorizem o trigo, diante da possibilidade de que haja alguma quebra da safra americana. As lavouras do cereal estão vulneráveis ao clima adverso porque estão emergindo da fase de dormência e necessitam de umidade para se desenvolver. No Paraná, o preço médio da saca ficou em R$ 33,77, avanço de 1,78%, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 31/03/2015)