Setor sucroenergético

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BR Distribuidora na mira de dois fundos de private equity

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Foi dada a largada: dois fundos de private equity estrangeiros já demonstraram interesse em se associar à BR Distribuidora. (Jornal Relatório Reservado 01/04/2015)

 

Real fraco reduz ponto de equilíbrio de usinas de açúcar e álcool no Brasil

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/sucroenergetico/154246-a-nova-norma-para-o-acucar-real-fraco-reduz-ponto-de-equilibrio-de-usinas-do-brasil.html#.VRvFM_nF9qU

Más notícias para aqueles que apostam em um alta nos preços do açúcar: o mergulho do real reduziu em até 6 centavos por libra-peso o custo de produção para usineiros no Brasil, aumentando a pressão sobre os produtores rivais e potencialmente atrasando uma recuperação dos preços globais.

Nos últimos meses, o chamado "break-even" caiu para 11 centavos a 13 centavos de dólar por libra, em comparação com as estimativas anteriores de 17 centavos a 18 centavos de dólar, segundo operadores e analistas.

Essa queda rápida também tem amenizado problemas de margens diante dos preços baixos do produto.

Ela também representa uma nova realidade no mercado de açúcar, com a moeda do Brasil pairando perto de seu nível mais fraco em relação ao dólar desde 2003.

O açúcar bruto na ICE Futures rompeu o nível de 12 centavos por libra-peso, pela primeira vez em seis anos, na segunda-feira, e registrou uma nova mínima do período de 11,91 centavos de dólar nesta terça-feira.

A commodity já caiu mais de 14 por cento em março, e o mercado está no caminho de fechar seu pior mês em quase três anos.

Ainda assim os preços tendem a ficar baixos por mais algum tempo até que os agricultores mudem para outras culturas e usineiros limitem a moagem no Brasil.

Tem havido uma crescente "estreita correlação" com o real, disse Michael McDougall, diretor sênior da mesa do Brasil na Societe Generale, em Nova York.

Ele fixou o novo nível de equilíbrio em 12,5 centavos de dólar por libra para retirada na usina, com mais 2 centavos necessários para levar o açúcar das usinas do interior aos portos.

Os usineiros no Brasil podem processar cana para produzir etanol para o mercado interno de combustíveis, com preço em reais, ou açúcar para exportação, cotado em dólares.

As usinas provavelmente vão vender mais açúcar do que o esperado anteriormente este ano para colher retornos denominados em dólar.

Isso coloca mais pressão sobre os produtores de açúcar em outros lugares, especialmente em países como Índia e Tailândia, onde as moedas nacionais estão menos desvalorizadas frente o dólar.

Os custos médios variam de forma significativa de usina para usina, e as despesas são maiores para aqueles com dívida em dólar.

"(O real) pode ir mais para baixo? Não há nenhuma razão agora que indique que ele não possa", disse um operador dos EUA. (Notícias Agrícolas 31/03/2015 às 14h: 35m)

 

Consecana SP: ajuste final de safra fecha em alta

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O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana SP), divulgou hoje (31) os dados referentes ao final da safra 2014/15. No período, o quilo de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), registrou alta de 4,18% no acumulado, cotado a R$ 0,4763 ante R$ 0,4572 do mês de março de 2014.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam em R$ 52,01 a tonelada, alta de 1% ante os R$ 51,50 a tonelada do mês de fevereiro. A cana esteira registrou alta de 0,97%, negociada a R$ 58,09 a tonelada contra os R$ 57,53 do mês anterior.

Os valores do ATR São Paulo estão disponíveis na página inicial do portal UDOP.

UDOP não divulgará mais o Consecana SP

De acordo com a circular 016/2014 de 30 de março de 2015, a UDOP não poderá mais divulgar, a partir do próximo mês, os preços sugeridos de ATR pelo Consecana SP.

Segundo a diretoria do Consecana SP, que tem por finalidade "zelar pelo relacionamento entre os produtores de cana-de-açúcar e as indústrias que compram e processam essa matéria-prima (cana)", foi decidido, por unanimidade, a implementação de uma nova política de acesso às informações e serviços desenvolvidos pelo órgão.

"De acordo com as novas diretrizes do Consecana SP, apenas as pessoas físicas ou jurídicas que estiverem regularmente qualificadas como "ASSINANTE" do Consecana SP terão acesso às informações e serviços disponibilizados pela entidade", traz a nota.

A circular informa ainda que os fornecedores de cana-de-açúcar filiados às associações de fornecedores que integram a Orplana, assim como as indústrias associadas à Unica - União da Indústria de Cana-de-Açúcar, já aderiram a proposta e estão regularmente qualificados como "ASSINANTES" do Consecana SP, de tal sorte que receberão senha e usuário para acesso a todos os informativos e circulares do Consecana SP normalmente, não havendo necessidade de qualquer ação adicional.

Para os demais interessados em ter acesso às informações e serviços disponibilizados pelo Consecana SP "deverão solicitar a assinatura desses serviços a partir do site www.consecana.com.br a partir de abril de 2015. A regularidade da qualidade de assinante está condicionada à concordância com o "Termo de Condições e de Uso", bem como ao pagamento do valor referente à manutenção de sua assinatura".

Seguindo sua política de total cumprimento às leis de direito autoral, a UDOP não fornecerá mais, já a partir do próximo mês, os valores referentes aos preços sugeridos para a cana campo e cana esteira, referentes ao estado de São Paulo, calculados com base nos índices do Consecana SP.

ATR Paraná: ajuste final

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado do Paraná (Consecana PR), divulgou no último dia 26 os dados de seu fechamento da safra 2014/15. De acordo com os números, os preços do ATR no acumulado fecharam em baixa de 0,13%, cotados em R$ 0,4703 o quilo, contra R$ 0,4709 do fechamento anterior, em março de 2014.

A UDOP continuará divulgando, mensalmente, no último dia útil de cada mês, os preços do ATR sugeridos pelo Consecana Paraná. (UDOP 31/03/2015)

 

Açúcar: Mínima em seis anos

http://www.valor.com.br/agro/3987078/commodities-agricolas

Os contratos futuros de açúcar para maio fecharam ontem no valor mais baixo em seis anos na bolsa de Nova York.

O contrato recuou 6 pontos, para 11,93 centavos de dólar por libra-peso, rompendo o piso psicológico de 12 centavos.

Os papéis para julho caíram 10 pontos, para 12,06 centavos de dólar por libra-peso.

Conforme a trading inglesa Czarnikow, o dólar em alta mantém a remuneração às usinas brasileiras acima dos custos operacionais e estimula a produção e a exportação da commodity. Além disso, há a percepção de que a safra 2015/16 no Centro-Sul será grande.

A Czarnikow deve divulgar na semana que vem uma revisão de moagem de cana para 600 milhões de toneladas, ante as 580 milhões estimadas até então.

Ontem, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar subiu 0,25%, para R$ 51,32 a saca. Valor Econômico 01/04/2015)

 

Agência ambiental dos EUA vai exigir maiores restrições sobre herbicida glifosato

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/154266-agencia-ambiental-dos-eua-vai-exigir-maiores-restricoes-sobre-herbicida-glifosato.html#.VRvEqfnF9qU

Reguladores dos EUA vão impor novas restrições a um herbicida amplamente utilizado no mundo, para ajudar no combate à rápida proliferação de ervas daninhas resistentes ao agrotóxico, apurou a Reuters.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) confirmou que vai exigir a implantação de um plano de manejo para o glifosato, o principal ingrediente no popular herbicida Roundup, da Monsanto.

A agência norte-americana agendou uma teleconferência para a próxima semana com uma comissão da Weed Science Society of America, uma das principais entidades norte-americanas dedicadas ao estudo de ervas, para discutir quais exigências devem constar em um plano final para o glifosato, disse Larry Steckel, cientista norte-americano que preside a comissão.

Um porta-voz da EPA não quis dar mais detalhes sobre o plano, mas disse à Reuters que as exigências da agência seriam similares àquelas impostas a um novo herbicida produzido pela Dow AgroSciences, uma unidade da Dow Chemical.

As exigências em relação ao herbicida da Dow incluem o monitoramento de ervas daninhas, a educação de fazendeiros e planos de reparação.

É exigido que a companhia forneça um relatório completo à EPA sobre o estado de resistência das ervas, assim como deve informar aos interessados sobre dificuldades no controle das plantas por meio de uma página mantida pela empresa na Internet.

A porta-voz da Monsanto Charla Lord não quis discutir se a companhia estava negociando um plano com os reguladores, mas disse que a Monsanto “vai continuar a trabalhar com a EPA para garantir o manuseio apropriado do produto à medida que avançamos no processo regulatório”.

Ao menos 14 espécies de ervas daninhas e biótipos desenvolveram resistência ao glifosato nos EUA, o que afeta mais de 60 milhões de acres de terras férteis, de acordo com dados compilados pelo Departamento de Agricultura dos EUA e por cientistas especializados em ervas norte-americanas.

As ervas resistentes ao herbicida prejudicam a produtividade das safras e tornam as plantações mais difíceis e caras.

A atitude da EPA vem à tona após a divisão de pesquisa sobre câncer da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter divulgado este mês a descoberta de que o glifosato é “provavelmente cancerígeno para os homens”, uma conclusão que, de acordo com o grupo de trabalho responsável pelo estudo, foi feita a partir de uma revisão de anos de pesquisas científicas.

Exames encontraram vestígios do herbicida na água, comida, urina e no leite materno.

O plano de gestão de ervas da EPA não vai lidar com as preocupações em relação à saúde humana, mas a agência também analisa os dados médicos como parte de uma reavaliação sobre o herbicida.

A avaliação preliminar da EPA sobre os riscos do glifosato deve ser divulgada para comentários públicos ainda este ano, no mesmo momento em que a agência vai publicar sua proposta de plano de gestão de ervas, também para escrutínio público.

Reguladores dos EUA e de diversos países há muito consideram o glifosato como um dos herbicidas mais seguros disponíveis. Uma reavaliação sobre o herbicida feita pelo governo da Alemanha para a União Europeia no ano passado concluiu não haver ligação entre o agrotóxico e o câncer.

A Monsanto, que detinha a patente do glifosato até 2000 e no ano passado vendeu mais de 5 bilhões de dólares de seu herbicida Roundup, afirmou ter ficado comprovada repetidas vezes a segurança da substância.

Mas os críticos aos agrotóxicos, incluindo ambientalistas, cientistas e pessoas contrárias aos alimentos geneticamente modificados, esperam que a descoberta da OMS ajude a convencer a EPA sobre a necessidade de um controle mais intenso do herbicida, não somente para prevenir a proliferação de ervas daninhas resistentes ao glifosato, mas também para proteger a saúde humana.

O modo como a EPA vai lidar com a questão sobre o glifosato é acompanhada de perto pela agroindústria.

O herbicida é usado globalmente como principal ingrediente em mais de 700 produtos, sendo utilizado no controle de ervas desde jardins e beiras de estrada até milhões de hectares de terras produtivas. (Notícias Agrícolas 31/03/2015 às 18h: 58m)

 

Usina Bioflex, de etanol celulósico, teve prejuízo de R$ 29,6 milhões

http://www.valor.com.br/agro/3986608/usina-bioflex-de-etanol-celulosico-teve-prejuizo-de-r-296-milhoes

A Bioflex Agroindustrial, usina de etanol de segunda geração com sede em São Miguel dos Campos e controlada pela Granbio Investimentos, holding da família Gradin, informou que teve no exercício encerrado em 31 de dezembro um resultado líquido negativo em R$ 29,655 milhões, ante a perda de R$ 1,839 milhão de 2013.

A usina começou a operar no segundo semestre do ano passado com produção de etanol a partir de açúcares extraídos da celulose presente na palha da cana.

A operação começou em setembro de 2014 com uma capacidade reduzida.

Neste momento, segundo a empresa, a produção está crescendo de forma escalonada de forma que a meta é atingir a capacidade máxima, de 82 milhões de litros por ano, ao fim de 2015.

É a primeira unidade de um projeto gigantesco da Granbio de construir mais 11 plantas de segunda geração nos próximos 10 anos e atingir uma produção de 1 bilhão de litros até 2022.

Em 2014, ano em que a Bioflex operou por dois a três meses, a receita líquida foi de R$ 244 mil, para um custo dos produtos vendidos de R$ 166 mil.

Com isso, a unidade teve um lucro bruto de R$ 78 mil.

O resultado antes das despesas financeiras líquidas foi uma perda de R$ 29,6 milhões, ante a perda de R$ 1,7 milhão de 2013.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 3,785 milhões, contra a perda financeira de R$ 84 mil de 2013. (Valor Econômico 31/03/2015 às 17hs: 29m)

 

Unidade Bonfim da Raízen recebe Selo Energia Verde

Selo Energia Verde atesta que a unidade produz bioenergia de cana-de-açúcar de maneira eficiente e sustentável.

A unidade Bonfim da Raízen recebeu o Selo Energia Verde, certificação de eficiência e sustentabilidade lançado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em um acordo de cooperação com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A unidade comprovou a produção de bioenergia de cana-de-açúcar com eficiência de ao menos 42 kWh por tonelada de cana além de atender aos critérios de sustentabilidade previstos no Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro Paulista, conjunto de medidas em prol da sustentabilidade do setor sucroenergético assinado em 2007 com o governo do estado de São Paulo.

“O Selo Energia Verde comprova a nossa capacidade de oferecer aos nossos clientes uma fonte de energia segura e sustentável. Garantir a segurança de fornecimento e a qualidade da energia é vital em um momento onde o país busca diversificar sua matriz energética”, afirma Juliano Prado, diretor executivo da Raízen.

Assim como a unidade Bonfim, outras nove plantas da Raízen receberam a certificação: Barra Bonita, Caarapó, Ipaussu, Gasa, Jataí, Univalem, Costa Pinto, Rafard e Maracaí. (Brasil Agro 30/03/2015)

 

Abengoa teve prejuízo de R$ 140 milhões com etanol no Brasil

http://www.valor.com.br/agro/3986580/abengoa-teve-prejuizo-de-r-140-milhoes-com-etanol-no-brasil

A Abengoa Bioenergia Brasil, braço de etanol e açúcar da espanhola Abengoa, informou hoje que teve no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014 um prejuízo líquido de R$ 140,9 milhões, ante a perda líquida de R$ 151,7 milhões de 2013.

Em 2014, a operação brasileira de bioenergia registrou uma receita líquida 32,8% maior do que em 2013, a R$ 837,680 milhões.

O custo dos produtos vendidos, no entanto, subiu mais, 35,4%, a R$ 857,2 milhões.

No exercício, a companhia teve um ganho de R$ 53,5 milhões vindo da variação do valor justo dos ativos biológicos (canaviais), ante um ganho de R$ 30,6 milhões de 2013.

No Brasil, a empresa tem duas usinas de cana-de-açúcar no Brasil, ambas no Estado de São Paulo, Pirassununga e São João da Boa Vista.

O resultado operacional antes do resultado financeiro foi negativo em R$ 88,6 milhões, ante as perda de R$ 112,2 milhões de 2013.

A dívida líquida da subsidiária brasileira de bioenergia foi em 31 de dezembro de 2014 de R$ 714,8 milhões, 71% acima do registrado um ano antes (R$ 416,1 milhões). (Valor Econômico 31/03/2015 às 17hs: 19m)

 

Brasil questiona Tailândia na OMC

http://www.canalrural.com.br/noticias/rural-noticias/brasil-questiona-tailandia-omc-55725

Se perguntas não forem respondidos até junho, país poderá entrar com um painel contra a Tailândia e buscar punições.

O coordenador-geral de Assuntos Multilaterais do Ministério da Agricultura, Luiz Claudio Carmona, confirmou nesta terça, dia 31, ao Canal Rural, que o Brasil questiona a Tailândia na Organização Mundial do Comércio (OMC) devido aos subsídios concedidos aos produtores de cana e açúcar daquele país.

O governo tailandês ainda não respondeu às indagações brasileiras.

Caso não o faça até junho, quando ocorre a próxima reunião da OMC, ou se as respostas forem evasivas e não convencerem o governo brasileiro de que suas medidas são legais, o Brasil poderá entrar com um painel contra a Tailândia e buscar punições.

Entre os oito questionamentos há uma pergunta baseada no relatório trimestral do Conselho Nacional para a Paz e a Ordem (NCPO), que em setembro de 2014 elevou o valor pago pela tonelada de cana para 160 Bahts (US$ 4,91).

O incentivo é válido para cerca de 300 mil produtores e para um total de 103,67 milhões de toneladas, o que gera um gasto de 16,59 bilhões de Bahts (US$ 509,67 milhões) pelo Fundo de Cana e Açúcar do país (CSF).

No entanto, este fundo recebe 13 milhões de Bahts (US$ 399,14 mil) das usinas, quantia relacionada à venda interna de açúcar. O governo brasileiro questiona se a legislação que permite tais pagamentos está disponível e ainda pergunta como explicar a diferença entre os valores.

O Brasil também cobra uma atualização da Tailândia quanto às medidas de suporte doméstico, alegando que a última notificação ocorreu em abril de 2014, mas referente ao calendário de 2008.

"O governo tailandês pretende providenciar mais notificações atualizadas? Os subsídios serão incluídos nas notificações?", indaga o governo brasileiro. Citando o USDA, o& governo também solicita estatísticas oficiais da Tailândia quanto à área plantada e à produção de 2011/2012 à safra corrente, diante da queda nos preços da commodity.

A entidade norte-americana indica que a área de cana cresceu 1,28 milhões de hectares para 1,51 milhões para 2014/2015.

O governo também pede informações sobre os custos de produção e de transportes, como são estabelecidas as cotações domésticas do açúcar, que ficam acima dos preços de exportação, se a Tailândia pretende incentivar a troca de cana por arroz em algumas regiões e que instrumentos políticos utilizará para apoiar essa opção.

Estamos preocupados com os acontecimentos na Tailândia em um momento que6 o preço internacional do açúcar está no nível mais baixo dos últimos quatro anos.

Nesse período, vemos o Brasil perder mercado e Tailândia ganhar cerca de 16%; ganhar parte do mercado brasileiro e fazendo isso a custo e a medidas contra regras da OMC, defende o diretor executivo da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa, acrescentando que o maior impacto dos subsídios é a queda de preço, na medida em que a Tailândia é segundo maior exportador de açúcar do mundo. (Canal Rural 31/03/2015 às 18h: 42m)

 

Retomar produtividade da cana é o desafio, diz presidente da Orplana

O presidente da Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), Manoel Ortolan, considera a retomada da produtividade das lavouras de cana-de-açúcar aos níveis da safra 2010/2011 como o maior desafio para o agricultor.

Após atingir 85 toneladas por hectare naquela safra, os impactos da crise do setor de açúcar e etanol e uma série de intempéries climáticas reduziram a produtividade das lavouras para entre 68 toneladas/ha e 78 tonelada/ha nas cinco safras seguintes. "Precisamos baixar custo e isso significa investir em tecnologia. Há espaço não só para reconquistarmos os níveis de 2010/2011, mas para superarmos 100 toneladas por hectare", disse Ortolan.

Segundo ele, o crescimento vertiginoso da produção na segunda metade da década passada fez com que o produtor deixasse de lado os investimentos em tecnologia e, consequentemente, na melhora da produtividade. "Com o crescimento vertiginoso, foi deixada de lado a tecnologia disponível para a cana, como a produção em viveiros próprios de mudas e ainda o uso das variedades mais adaptadas às regiões específicas", concluiu. (Agência Estado 31/03/2015)

 

Fenasucro prevê gerar R$ 2,8 bi em negócios na edição de 2015

Sem projetos de novas usinas produtoras de açúcar e etanol desde a década passada, a Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro), principal evento do setor sucroenergético, apostará na crise de energia e na alta do dólar para gerar R$ 2,8 bilhões em negócios na edição de 2015. Se confirmado, o volume representará alta de 27,3% ante os R$ 2,2 bilhões de 2014.

Os organizadores acreditam que os três leilões programados de bioenergia cogerada a partir da biomassa e a disparada do preço no insumo no mercado livre, bem como o reaquecimento das exportações de usinas, devem alavancar as vendas na feira, entre 25 e 28 de agosto, em Sertãozinho (SP). "O crescimento da cogeração será grande por conta da crise energética do País e anima o setor", disse Paulo Montabone, gerente geral da Fenasucro.

"São 75 projetos cadastrados nos leilões de biomassa e os resultados sairão antes da feira, o que é bastante animador", emendou Antonio Tonielo Filho, presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocobustíveis (Ceise Br).

Em 2015, um dos setores da Fenasucro será exclusivamente para a área de energia, com cerca de 20 dos 550 expositores esperados, ante apenas cinco na edição passada da feira. Já as exportações são retomadas com a alta do dólar e vários projetos são previstos no exterior, principalmente em países africanos, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e pelo Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla).

Além de proporcionar as reuniões, as agências de fomento fizeram road shows pelo exterior para captar investimentos, entre eles seis projetos de novas usinas na África, de acordo com Montabone. "Esses projetos serão disputados com a Índia, mas o fato de o Brasil ser o único país no mundo a ter indústrias capazes de produzir uma usina 'turn key', ou seja, completa, nos favorece. Além disso, se houver cogeração nesses projetos o País é muito mais competitivo", explicou Montabone durante o evento de lançamento da Fenasucro, nesta terça-feira, 31, em Ribeirão Preto (SP).

Os organizadores já comercializaram 93% dos espaços aos expositores, em uma área da 75 mil metros quadrados no Centro de Eventos Zanini. Além da exposição e dos negócios, a Fenasucro terá nove eventos paralelos, entre eles a 3ª Conferência Datagro e ainda uma conferência específica sobre bioenergia. São esperados 33 mil visitantes de 50 países. (Agência Estado 31/03/2015)

 

Café e etanol registraram forte queda na BM&F

http://www.valor.com.br/agro/3987082/cafe-e-etanol-registraram-forte-queda-na-bmf

A melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do país levou a uma forte queda das cotações do café em março na BM&FBovespa.

Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega mostram que a retração em relação a fevereiro foi de 13,31%.

Em relação à média de dezembro, o valor é 19,4% menor, e na comparação com março de 2014 a queda chega a 23,45%, o que sinaliza que o efeito "altista" provocado pela seca do ano passado se esvaiu.

Estoques elevados nas mãos de algumas usinas sucroalcooleiras, mesmo em plena entressafra, também fizeram o etanol registrar forte queda e perder a pouca gordura que tinha acumulado sobretudo depois da alta da gasolina no mercado doméstico.

A cotação média do biocombustível recuou 8,21% em março na comparação com fevereiro, 3,3% em relação a dezembro e 4,32% sobre março de 2014, de acordo com o Valor Data.

Em linha com o comportamento observado na bolsa de Chicago, os futuros de segunda posição de entrega da soja encerraram o mês com variações negativas em todas as comparações, 1,83%, 5,67% e 28,57%, respectivamente, ao passo que o milho se descolou da curva observada na bolsa americana e subiu 1,31%.] Das commodities agropecuárias negociadas na BM&FBovespa, a outra que subiu foi o boi, que atingiu um novo patamar recorde. (Valor Econômico 01/04/2015)

 

Ceres e Raízen desenvolverão sorgo sacarino para produção de etanol

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A Ceres Sementes do Brasil empresa de biotecnologia agrícola, produtora da linha de sorgo Blade, com sorgo sacarino, sorgo alta biomassa e sorgo silagem e a Raízen, anunciaram recentemente a assinatura de um acordo de colaboração plurianual. As empresas atuarão em conjunto para desenvolver e produzir sorgo sacarino em escala industrial.

O sorgo sacarino é uma cultura alternativa à cana-de-açúcar, que permite às usinas complementar o suprimento de matéria-prima para produção de etanol em conjunto com a cana-de-açúcar e expandindo o período de fabricação de etanol.

Segundo o acordo firmado entre as empresas, ambas contribuirão com serviços e recursos no desenvolvimento do sorgo sacarino Blade, além de compartilhar a rentabilidade proveniente do etanol obtido a partir dessa cultura. Na safra de sorgo em andamento (2014/15), a Raízen plantou híbridos da Ceres para avaliação. A empresa de energia revela que planeja estender a cultura a várias de suas unidades de produção nos próximos ciclos.

O presidente e CEO da Ceres Inc., Richard Hamilton, disse que a companhia está satisfeita por trabalhar mais próxima da Raízen, empresa reconhecidamente inovadora na adoção de novas tecnologias agrícolas e industriais.

“A indústria do etanol no Brasil tem uma história de sucesso na competição com o petróleo e os combustíveis fósseis. Acreditamos que o sorgo sacarino, cujo custo de produção é inferior ao da cana-de-açúcar, constitui uma tecnologia que reúne plenas condições de crescer em escala no suprimento de matéria-prima para a indústria sucroenergética”, afirmou Hamilton.

A Raízen vem demonstrando interesse crescente no desenvolvimento e na ampliação do cultivo do sorgo sacarino. Segundo a companhia, a cultura se apresenta como uma alternativa capaz de aumentar a produção de etanol e elevar as margens do grupo com a comercialização do biocombustível. Desde 2011, são realizadas avaliações de campo e do processo industrial, envolvendo híbridos de sorgo sacarino Blade da Ceres Sementes.

André Franco, gerente-geral da Ceres Sementes do Brasil, ressaltou que a colaboração entre Ceres e Raízen pode facilitar a adoção dos híbridos da marca Blade® pelo mercado, bem como garantir que as melhores práticas sejam aplicadas na condução da cultura.

“Ao trabalhar em conjunto com a Raízen aumentaremos as perspectivas de consolidação da cultura no Brasil. Atuaremos focados no aumento da produtividade do sorgo sacarino e no atendimento das necessidades da indústria por matéria-prima adicional”, complementou Franco.

Além do sorgo sacarino, a Raízen também vem testando outro produto comercializado pela Ceres, o sorgo alta biomassa Blade com o objetivo de aumentar a disponibilidade de matéria-prima para produção de energia bem como na produção de etanol segunda geração (E2G). Outras usinas e indústrias também estão aderindo ao produto na geração de eletricidade, calor e vapor. Além do sorgo alta biomassa e sacarino a Ceres oferece ao mercado o sorgo silagem GrandSilo Blade, produto utilizado na alimentação de bovinos.

SOBRE A RAÍZEN

A Raízen se destaca como uma das empresas de energia mais competitivas do mundo e uma das cinco maiores em faturamento no Brasil, atuando em todas as etapas do processo: cultivo da cana, produção de açúcar, etanol e energia, comercialização, logística interna e de exportação, distribuição e varejo de combustíveis. A companhia conta com cerca de 40 mil funcionários, que trabalham todos os dias para gerar soluções sustentáveis que contribuam para o desenvolvimento do país, como a produção de bioeletricidade e etanol de segunda geração a partir dos coprodutos da cana-de-açúcar. Com 24 unidades produtoras, a Raízen produz cerca de 2 bilhões de litros de etanol por ano, 4,5 milhões de toneladas de açúcar e gera mais de 900 MW de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A empresa também está presente em 58 aeroportos, possui 60 terminais de distribuição e comercializa aproximadamente 23 bilhões de litros de combustíveis para os segmentos de transporte, indústria e varejo. Conta com uma rede formada por 5.245 postos de serviço com a marca Shell, responsáveis pela comercialização de combustíveis e mais de 900 lojas de conveniência Shell Select.

SOBRE A CERES

A Ceres Sementes é uma empresa de biotecnologia que desenvolve e comercializa sementes de culturas agrícolas. A empresa une o melhoramento genético avançado e a biotecnologia para prover soluções tecnológicas de ponta ante a limitação do estoque de matérias-primas para energia renovável, no setor sucroenergético e na área industrial. Atua também no segmento de alimentação animal. As sementes e os híbridos da Ceres são comercializados com a marca BLADE®.

No Brasil, a Ceres está focada na ampliação do alcance da linha de sorgo a diferentes segmentos da agroindústria e também no desenvolvimento de traits biotecnológicos para cana-de-açúcar. www.ceressementes.com.br. (Brasil Agro 31/03/2015)

 

Canal Rural denuncia mercado clandestino dos agrotóxicos no Brasil

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Série de reportagens “Agrotóxicos Sob Suspeita” vai ao ar na próxima semana, no Rural Notícias, a partir das 19 horas.

O comércio ilegal de agrotóxicos no País cresce silenciosamente, gerando um prejuízo aproximado de R$ 3 bilhões por ano ao setor. Para denunciar o mercado clandestino de produtos, a equipe de reportagens especiais do Canal Rural preparou a série Agrotóxicos Sob Suspeita. Na próxima semana, as reportagens trarão à tona o problema. Os repórteres mostram a facilidade de comprar agroquímicos e atravessar a fronteira entre Paraguai e Brasil sem nenhum controle. A série está dividida em cinco reportagens, que vão ao ar de segunda (23) a sexta-feira (27), às 19h, no Rural Notícias.

Além do aumento do tráfico de produtos, o telespectador ficará sabendo como o comércio ilegal se sofisticou. Vendas online e entregas em domicílio burlam a fiscalização e trazem riscos ao produtor que participa dessas transações comerciais. As matérias também denunciam a existência de quadrilhas, no interior de São Paulo, que falsificam agroquímicos em fábricas improvisadas e distribuem o produto pirata para todo o brasil.

Os repórteres João Bosco, André Dórea e o repórter cinematográfico José Márcio foram atrás de vítimas das quadrilhas e encontraram histórias de produtores que usaram defensivos falsificados e perderam lavouras inteiras. A ousadia do mercado ilegal é tamanha que agroquímicos fraudados são vendidos até mesmo em licitações públicas. Isso aconteceu com principal centro de pesquisa de soja do país.

A série é o resultado de mais de dois meses de trabalho investigativo da equipe de jornalismo do Canal Rural e joga luz em um comércio ilegal que invadiu cerca de 10% do mercado de agroquímicos brasileiro e tem deixado prejuízos irreparáveis para a agropecuária brasileira.

Sobre o Canal Rural

O Canal Rural, empresa do Grupo J&F, é a principal plataforma de comunicação especializada em agronegócio no Brasil. Além da TV segmentada mais assistida pelos tomadores de decisão do setor, segundo pesquisa Ipsos Marplan (2013), a marca engloba portal de notícias, leilões, eventos, aplicativos e educação para o agronegócio. Lançado em 1996, o Canal Rural leva informação e entretenimento aos milhões de produtores espalhados pelo País e aos "produtores de milhões", que garantem ao setor participação de aproximadamente 25% no PIB brasileiro.

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Na TV: são 18 horas diárias de jornalismo, entretenimento e shopping rural. O conteúdo pode ser assistido pelos canais 135 e 185 da NET, 159 da SKY, 112 da Claro TV, pelas operadoras NEO TV, pela parabólica (banda C) ou em tempo real pela Internet, no site www.canalrural.com.br

Na web: canalrural.com.br - noticiário completo sobre agronegócio e vida no campo e c2rural.com.br – transmissão de leilões e eventos como congressos, seminários e premiações.

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Commodities Agrícolas

http://www.valor.com.br/agro/3987078/commodities-agricolas

Açúcar: Mínima em seis anos: Os contratos futuros de açúcar para maio fecharam ontem no valor mais baixo em seis anos na bolsa de Nova York. O contrato recuou 6 pontos, para 11,93 centavos de dólar por libra-peso, rompendo o piso psicológico de 12 centavos. Os papéis para julho caíram 10 pontos, para 12,06 centavos de dólar por libra-peso. Conforme a trading inglesa Czarnikow, o dólar em alta mantém a remuneração às usinas brasileiras acima dos custos operacionais e estimula a produção e a exportação da commodity. Além disso, há a percepção de que a safra 2015/16 no Centro-Sul será grande. A Czarnikow deve divulgar na semana que vem uma revisão de moagem de cana para 600 milhões de toneladas, ante as 580 milhões estimadas até então. Ontem, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar subiu 0,25%, para R$ 51,32 a saca.

Café: Refém do dólar: Refém das oscilações do dólar na maior parte de março, os contratos futuros de café arábica fecharam o último pregão do mês em alta, impulsionados pela baixa da moeda americana. Os lotes com entrega para julho encerraram a sessão de ontem a US$ 1,3610 a libra-peso, valorização de 45 pontos. Ainda que momentânea, a depreciação da moeda americana desestimula os produtores Brasil, maior produtor e exportador global da commodity, a venderem café, uma vez que reduz a rentabilidade das exportações, feitas em dólar. Com menos oferta no mercado, as cotações tendem a subir. No acumulado de mês passado, porém, o movimento foi na direção contrária, reflexo da alta do dólar. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o café ficou ontem em R$ 445,53, alta de 0,97%.

Laranja: Declínio do consumo: A divulgação de números que indicam a persistência do movimento de retração do consumo global de suco de laranja provocou forte baixa nas cotações da bebida ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros de suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em julho fecharam a sessão cotados a US$ 1,2495 por libra-peso, queda de 380 pontos. De acordo com levantamento feito pela consultoria Nielsen e divulgado ontem pelo Departamento de Citros da Flórida, as vendas de suco de laranja recuaram 6,4% nas quatro semanas encerradas em 14 de março, para 153,7 milhões de litros. Em São Paulo, o preço médio da laranja pera ao citricultor calculado pelo Cepea ficou ontem em R$ 18,98 a caixa de 40,8 quilos, queda de 0,12%. No acumulado do mês, houve alta de 1,56%.

Algodão: Menor plantio nos EUA: As cotações futuras do algodão registraram alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho subiram 46 pontos, para 63,46 centavos de dólar por libra-peso. Conforme especialistas, a alta foi reflexo da expectativa de menor plantio da fibra nos Estados Unidos. Relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) sinalizou a perspectiva de que o plantio americano da pluma seja reduzido em 13% na nova temporada 2015/16, em relação ao ciclo anterior, para 3,86 milhões de hectares. O movimento de ontem na bolsa americana, no entanto, não anulou a forte queda de 87 pontos registrada no pregão de segunda-feira. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma subiu 0,27%, para R$ 2,0857 a libra-peso. (Valor Econômico 01/04/2015)