Setor sucroenergético

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Semente da discórdia germina na Embrapa

Mais uma da série "Com uma coalizão como essa, quem precisa de oposição?" No momento em que a relação entre os dois grandes partidos da base aliada vive seu período de maior tensão, a peemedebista Katia Abreu decidiu cutucar uma colmeia de abelhas africanas.

A ministra da Agricultura articula um troca-troca na diretoria da Embrapa que poderá reduzir consideravelmente o poder de influência do PT sobre a estatal. Os dois principais alvos são a diretora de Administração e Finanças, Vania Beatriz Castiglioni, e o diretor de Transferência e Tecnologia, Waldyr Stumpf Junior.

Procurada, a Embrapa disse "desconhecer as informações" e garantiu que os dois executivos "estão trabalhando normalmente". O fato é que Katia Abreu mira exatamente nos dois dirigentes da estatal com raízes fincadas no PT.

Stumpf foi indicado por parlamentares do partido no Sul do país, notadamente o deputado federal gaúcho Ronaldo Zulke. Já Vania Beatriz chegou àdiretoria da Embrapa graças a um sopro do PT do Paraná, mais precisamente de Londrina, cujo maior expoente é o ex-deputado federal André Vargas, cassado no fim de 2014. (Jornal Relatório Reservado 08/04/2015)

 

Uso da cana como matéria-prima na indústria pode ser ampliado

A química renovável tem potencial para se transformar em um grande negócio no longo prazo.

As vantagens competitivas do Brasil são enormes, principalmente no que diz respeito ao acesso às matérias-primas.

Estima-se que, em 2020, a produção de químicos a partir de fontes renováveis represente 10% do volume fabricado no país.

Para que isso ocorra, aponta o estudo do potencial de diversificação da indústria química brasileira, serão necessários investimentos na ordem de US$ 20 bilhões.

"Para que o país consiga alcançar seu potencial pleno, são necessários investimentos em desenvolvimento de tecnologias, principalmente aquelas voltadas para o tratamento da biomassa e sua conversão em produtos químicos", destaca a análise, realizada pela Bain & Company e Gas Energy.

A produção local de carboidratos é um dos grandes destaques do Brasil, responsável por 30% da produção mundial de cana-de-açúcar e milho e por 40% da produção de bagaço e palha de cana.

Alexandre Elias, diretor de químicos renováveis na Braskem, lembra que, por aqui, são moídas 653 milhões de toneladas de cana e produzidos mais de 25 bilhões de litros de etanol por safra. "O potencial da cana-de-açúcar como matéria-prima para a indústria química pode ser ampliado com o desenvolvimento de tecnologias de segunda geração, que utilizam o bagaço e a palha para a produção açúcar", diz.

Segundo o executivo, a competitividade atual dos insumos está limitada a poucos produtos e, na maioria dos casos, exige um valor adicional no preço para se tornar viável.

Para Elias, o Brasil comemora conquistas importantes na química renovável.

A produção industrial de polietileno verde é, na visão dele, um dos exemplos mais bem-sucedidos da indústria química brasileira. (Valor Econômico 08/04/2015)

 

Açúcar: Compras técnicas

Na contramão das maior parte das commodities, o açúcar subiu ontem na bolsa de Nova York ante movimentos de fundos de índices.

Os lotes para entrega em julho fecharam com alta de 15 pontos, a 12,78 centavos de dólar a libra-peso, reduzindo a diferença entre o contrato para maio para apenas um ponto.

Hoje começa o período de rolagem de posição dos fundos de índices, que ontem compraram papéis antes das operações técnicas.

Também houve impulso do mercado físico, cuja disponibilidade imediata está limitada.

A alta do dólar tem tido efeito limitado sobre as vendas, já que muitas usinas preferem aguardar preços maiores em dólar para saldar suas dívidas na moeda americana.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq teve alta de 0,42%, para R$ 52,02 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 08/04/2015)

 

Compra da BG pela Shell pode ser uma das maiores do ano

A gigante petrolífera Royal Dutch Shell está em negociações avançadas para comprar a britânica BG Group, num negócio que pode ser avaliado em US$ 50 bilhões e representar o sinal mais recente de como os preços em queda da commodity estão afetando a indústria global de petróleo e gás.

A BG anunciou ontem as negociações por meio de um comunicado, confirmando uma matéria publicada antes pelo The Wall Street Journal. A empresa não fez comentários adicionais. O negócio pode ser fechado ainda hoje, de acordo com pessoas a par do assunto.

A BG, que antes era conhecida como British Gas, tinha um valor de mercado de cerca 31 bilhões de libras esterlinas (US$ 46 bilhões), com base no preço de fechamento de sua ação na Bolsa de Londres ontem, antes da matéria do WSJ. Com o prêmio tipicamente pago nesse tipo de aquisição, o negócio poderia avaliar a BG em bem mais de US$ 50 bilhões.

Se concluída, a fusão representaria o casamento de duas empresas que, como outras do setor, vêm sendo pressionadas por uma drástica queda nos preços do petróleo e do gás desde meados do ano passado. Avanços tecnológicos e outros fatores contribuíram para um salto na oferta mundial de energia.

O negócio permitiria que as duas gigantes europeias eliminassem custos redundantes para ajudar a compensar o impacto causado pelos preços baixos.

As duas companhias não são as únicas do setor que buscam fusões e aquisições para se fortalecer. Em novembro, a empresa americana de serviços de petróleo Halliburton Co.HAL concordou em comprar a concorrente menor Baker Hughes Inc. por cerca de US$ 35 bilhões. Mas, num sinal de como esse tipo de negócio pode ser difícil de ser fechado num momento de preços voláteis, a Whiting Petroleum Corp. , empresa americana de petróleo e gás, abortou recentemente um esforço para encontrar um comprador.

A Shell é uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, com um valor de mercado de US$ 192 bilhões. Além de ser uma importante produtora de petróleo, a empresa anglo-holandesa está entre as maiores produtoras do mundo de gás natural, com uma produção de mais de três trilhões de pés cúbicos em 2014, mesmo que o número tenha representado uma queda de 4% em relação ao ano anterior.

Além do potencial corte de custos que a fusão provavelmente gerará, o acordo com a BG daria à Shell reservas de gás promissoras e ajudaria a reforçá-la na concorrência que enfrenta de rivais como a Exxon Mobil Corp. e Chevron Corp.

As negociações para uma fusão acontecem depois que a Shell recuou em suas ambições de se tornar uma importante produtora de gás de xisto. O processo de faturamento hidráulico, ou fracking, que usa areia e fluídos para extrair xisto e gás de formações rochosas, criou um boom de petróleo e gás nos Estados Unidos. Mas a Shell e outras grandes rivais fracassaram em se beneficiar desse boom depois de adquirir ativos que não eram tão rentáveis quanto o esperado.

A Shell vem vendendo alguns desses campos e deixando de explorar xisto na Europa e China. A compra da BG voltaria o foco da Shell na exploração de gás em grandes projetos em alto-mar que têm um histórico de lucratividade.

A compra de BG também daria à Shell acesso a ativos brasileiros de petróleo que hoje são parte de uma parceria da BG com a Petrobras S.A., além recursos de gás pouco desenvolvidos na África Oriental e um enorme projeto de gás natural liquefeito na Austrália. A Shell hoje não tem uma grande posição no Brasil.

A compra seria um raro meganegócio no setor de petróleo, que vem sofrendo com o forte declínio nos preços desde meados do ano passado. No primeiro trimestre do ano, o setor registrou negócios no valor de US$ 19,1 bilhões, segundo a empresa de pesquisas Dealogic.

Uma compra desse porte solidificaria o que já vem se mostrando como um ano importante para as fusões e aquisições. No primeiro trimestre, o volume dos negócios no mercado global cresceu 24%, para US$ 874,1 bilhões em relação ao ano anterior.

Em fevereiro, a BG informou que faria uma baixa contábil de cerca de US$ 9 bilhões para cobrir o valor de seus ativos de petróleo e gás. A Shell também já tomou medidas para se ajustar à nova realidade. O diretor-presidente Ben van Beurden vem tentando cortar custos recentemente. Em janeiro, a empresa anunciou que iria reduzir seus gastos em US$ 15 bilhões nos próximos três anos e limitar investimentos em reservas de xisto ou vender ativos. Ela tem propriedades com reservas de xisto em lugares como Argentina, Turquia e China.

A compra da BG provavelmente seria a maior aquisição até o momento no ano, que já estava se encaminhando para ser marcado por grandes negócios. Há apenas duas semanas, a brasileira 3G Capital Partners LP e a firma Berkshire Hathaway Inc., do megainvestidor americano Warren Buffett, aceitaram comprar a Kraft Foods Group Inc. em um negócio avaliado também em torno de US$ 50 bilhões (The Wall Street Journal 08/04/2015)

 

Usinas menores podem viabilizar etanol de milho em Mato Grosso

Usinas de porte menor, que demandam menos investimentos, podem ser uma alternativa para impulsionar a produção de etanol de milho em Mato Grosso. É o que avaliam especialistas no assunto que, nesta semana, apresentaram a ideia para agricultores ligados à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

"Em algumas regiões, são poucos produtores e não conseguem `bancar´ uma usina de R$ 400 milhões. Essa opção de usina de menor porte permite criar um negócio de âmbito regional", diz Glauber Silveira, conselheiro da entidade, de acordo com o divulgado em nota oficial.

De acordo com a Aprosoja-MT, o modelo envolve parcerias entre fornecedores e produtores rurais. Inclui também a comercialização do produto, por meio de associação com uma cooperativa norte-americana.

"Esse tipo de negócio é sucesso nos Estados Unidos há 15 anos. Nós nos comprometemos a comprar 100% da produção por dez anos e revender com o que chamamos de `livro aberto´, ou seja, o nosso cliente (usina) decide junto conosco pra quem vender, quando vender e por quanto vender", explica o representante da cooperativa, Clayton Anselmo de Mello, ainda de acordo com o divulgado pela Aprosoja-MT.

Para a cadeia produtiva mato-grossense, a produção de etanol de milho é uma alternativa para enxugar o excedente do cereal no estado. Até o fim de 2014, duas usinas estavam em atividade e a expectativa é de que pelo menos outras três entrem em atividade durante este ano. Representantes do setor produtivo defendem o incentivo à produção, destacando, no entanto, que é preciso também apoio do governo para garantir a competitividade do combustível. (A Crítica 07/04/2015)

 

Fitch rebaixa nota de crédito da sucroalcooleira Tonon Bioenergia

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito da Tonon Bioenergia em moeda local e estrangeira para “B­“, de “B”. Também rebaixou para “B­/RR4”, de “B/RR4”, os ratings dos notes de US$ 300 milhões sem garantias, emitidos pela subsidiária Tonon Luxembourg.

Conforme a agência, os ratings estão atualmente em observação negativa. O rebaixamento está baseado no perfil financeiro fraco da empresa, diante do volátil negócio de açúcar e etanol no Brasil.

O cenário é potencializado por uma alta concentração de débitos de curto prazo, geração negativa de caixa e aumento dos níveis de alavancagem.

O risco sistemático do setor de açúcar e etanol no Brasil aumentou após o calote da Aralco e da Virgolino de Oliveira, fazendo com que a obtenção de capital de giro pelas companhias desse setor ficasse muito difícil, conforme a Ficth.

A observação negativa reflete a preocupação sobre a escalada de riscos de refinanciamento da Tonon.

A empresa tem rolado seus débitos com dívidas de curto prazo, dada a escassez de crédito de médio e longo prazos para a maior parte das companhias desse setor.

Segundo a Fitch, a Tonon não possui propriedades de terra para serem usadas em garantias de novos financiamentos, o que torna o acesso a crédito mais desafiador. Tonon ainda enfrenta um cenário de estresse para os preços de açúcar e etanol, o que aumenta os desafios para a empresa reforçar a sua geração de fluxo de caixa operacional, mesmo com as melhorias no setor de etanol em 2015, em comparação a 2014 e os benefícios do real mais fraco para a competitividade da o açúcar brasileiro no exterior.

Além disso, segundo a agência, aumento do volume esmagados e geração de fluxo de caixa operacional mais robusto na nova temporada que termina em março 2016 dependem em grande parte da manutenção de condições meteorológicas favoráveis.

Em 31 de dezembro de 2014, a posição de caixa da Tonon era de R$ 159 milhões, ante um débito de curto prazo de R$ 257 milhões.

No trimestre anterior, a companhia havia informado um caixa e um débito de curto prazo de R$ 148 milhões e R$ 154 milhões, respectivamente. (Valor Econômico 07/04/2015 às 19h: 51m)

 

BRF vai tomar empréstimo de quase R$600 mi com BNDES

A empresa de produtos alimentícios BRF informou nesta terça-feira que seu Conselho de Administração aprovou contratar dois empréstimos com o BNDES que, juntos, somam quase 600 milhões de reais.

O primeiro de 268,3 milhões de reais, prevê uso dos recursos em até 18 meses e prazo de amortização de 30 meses. O outro, de 330,3 milhões, deve ser usado em 24 meses e pago em 36 meses.

O Conselho da companhia também aprovou constituir uma empresa em Angola, na condição de subsidiária da BRF GmbH. (Reuters 07/04/2015)

 

Setor de máquinas agrícolas apresenta concentração

Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, aponta que o segmento de tratores agrícolas brasileiro caracteriza-se por uma estrutura de poucas e grandes empresas que, em grande parte, atuam em nível global. De acordo com o trabalho do economista Rodrigo Peixoto da Silva, a presença de economias de escala, nível elevado de investimentos, extensas redes de distribuição e assistência técnica, além de delização dos clientes às marcas são pré-requisitos para a atuação no mercado e funcionam como barreiras à entrada de novos concorrentes, assim como as tarifas de importação.

“Trata-se de um oligopólio concentrado, com elevado poder de mercado, seja no segmento de tratores de pequeno porte, seja nas faixas de maior potência”, aponta o pesquisador, que defende políticas que adequem as condições de oferta aos diferentes pers de demanda existentes no País. “Tais medidas incluem a elaboração ou aperfeiçoamento de programas de crédito como o Moderfrota e Pró-Trator e o estímulo ao desenvolvimento tecnológico voltado às necessidades da agricultura brasileira, por meio de maior interação entre fabricantes, universidades e centros de pesquisa”.

Os países emergentes exercem papel cada vez mais importante como produtores e demandantes de tratores e colheitadeiras, embora os Estados Unidos e a Europa sejam ainda os principais mercados para esta indústria. “Essa característica do setor de máquinas agrícolas foi iniciada com o advento da Revolução Industrial, a partir da formação de um grande oligopólio, primeiramente em nível nacional e, posteriormente, internacional”, arma Silva, que estudou a evolução das estruturas de mercado da indústria de máquinas agrícolas em âmbito mundial, com ênfase para o caso brasileiro.

Por mim, o último capítulo tem seu foco no caso brasileiro e analisa os impactos da concentração de mercado sobre o desempenho da indústria em termos de poder de mercado. “Para tanto, estimamos os parâmetros de uma função demandada por tratores agrícolas (elasticidade preço da demanda) e de um indicador de poder de mercado (índice de Lerner)”, diz Silva. (Agência USP 06/04/2015)

 

Açúcar: Centro-Sul inicia safra 15/16; preço do cristal segue firme

A safra 2015/16 de cana-de-açúcar da região Centro-Sul começa oficialmente neste mês. Segundo pesquisadores do Cepea, as poucas usinas que já moem a cana da nova temporada ainda não produzem o cristal do tipo Icumsa 130 a 180 (Indicador).

Com isso, a comercialização no mercado spot está lenta e envolve volumes pequenos, da safra anterior, mas os preços estão firmes. Na segunda-feira, 6, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (mercado paulista) fechou a R$ 51,80/saca de 50 kg, aumento de 1,2% em relação à segunda anterior. Ao longo de março, encerramento da entressafra, o Indicador avançou 2,8%. (Notícias Agrícolas 07/04/2015 às 10h: 08m)

 

Etanol: Entrada da nova safra volta a pressionar valor do hidratado

Apesar do volume um pouco maior negociado, a necessidade de venda das usinas para “fazer caixa” e a entrada de etanol da nova safra pressionaram ligeiramente os valores do hidratado na última semana. Entre 30 de março e 2 de abril, a média do Indicador CEPEA/ESALQ desse combustível foi de R$ 1,2589/litro, pequena baixa de 0,7% sobre o período anterior. Segundo agentes consultados pelo Cepea, o feriado de Sexta-Feira Santa não aqueceu os negócios como o esperado.

Já para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ passou para R$ 1,3534/litro, elevação de 1% sobre a semana anterior. Pesquisadores do Cepea indicam que esse aumento, por sua vez, reflete principalmente a valorização do hidratado na semana anterior, tendo em vista que os preços desses combustíveis estão atrelados – os valores do hidratado são referência para os contratos de anidro. (Notícias Agrícolas 07/04/2015 às 15h: 11m)

 

Ainda há risco de explosões nos reservatórios

Os bombeiros conseguiram reduzir, nesta terça (7), de dois para um o número de reservatórios atingidos por incêndio no depósito de gasolina e etanol na região portuária de Santos (litoral sul paulista).

O fogo começou na quinta (2) e, no sábado (4), quatro tanques do depósito de combustíveis da Ultracargo estavam em chamas.

Apesar de considerar a situação controlada, o comandante do Corpo de Bombeiros, Marco Aurélio Alves Pinto, disse que ainda há risco de explosões e de aumento da força das chamas. Isso porque o combustível continua vazando dos tanques.

"A gente consegue apagar o incêndio. O problema é o vazamento", disse. Quando há vazamento, sai muito vapor e há risco de ocorrerem explosões, que realimentam as chamas.

Segundo o comandante, a estratégia é continuar o processo de resfriamento dos tanques. Para isso, a corporação vai usar espuma "cold fire" (fogo frio). O produto (5.000 litros) foi comprado pela dona do depósito atingido.

"[O "cold fire"] resfria num primeiro momento, e depois ele vai perdendo esse resfriamento, por isso é que nós temos que entrar com [outra] espuma", afirmou o comandante, após reunião no gabinete de crise instalado para acompanhar o caso. (Folha de São Paulo 08/04/2015)

 

Mais um conselheiro da Petrobras pretende sair

José Monforte, que representa minoritários, não concorrerá a novo mandato.

Uma semana depois de Mauro Cunha - conselheiro da Petrobras representante dos acionistas minoritários donos de ações ordinárias, anunciar que não se candidataria à reeleição na Assembléia Geral Ordinária do próximo dia 29, mais um conselheiro indicou que não permanecerá no cargo. José Monforte, representante dos minoritários donos de ações preferenciais não se candidatará à reeleição.

Os três conselheiros independentes, Mauro Cunha, Monforte e Sílvio Sinedino, que representa os funcionários da estatal, estão deixando os cargos. Nas últimas reuniões os três conselheiros tem votado contra a maioria das deliberações apresentadas pelos outros sete conselheiros, representantes da União. Entre as medidas que não tiveram o apoio deles está a indicação do presidente da Vale, Murilo Ferreira, para a presidência do conselho. Procurado, Monforte não quis se manifestar. O novo representante dos funcionários da Petrobras, será Deyvid Bacelar, coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP) na Bahia.

A Petrobras recebeu ontem da TI Administração de Recursos, a indicação do empresário Guilherme Afonso Ferreira, para representar os acionistas preferencialistas no lugar de Monforte.

O executivo é conhecido por ser acionista minoritário das empresas em que atua. Foi membro do conselho de Pão de-Açúcar, Unibanco, Tavex (Espanha) e da Santista. Atualmente, é membro do conselho de Sul América, Gafisa e Arezzo. (O Globo 08/04/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Compras técnicas: Na contramão das maior parte das commodities, o açúcar subiu ontem na bolsa de Nova York ante movimentos de fundos de índices. Os lotes para entrega em julho fecharam com alta de 15 pontos, a 12,78 centavos de dólar a libra-peso, reduzindo a diferença entre o contrato para maio para apenas um ponto. Hoje começa o período de rolagem de posição dos fundos de índices, que ontem compraram papéis antes das operações técnicas. Também houve impulso do mercado físico, cuja disponibilidade imediata está limitada. A alta do dólar tem tido efeito limitado sobre as vendas, já que muitas usinas preferem aguardar preços maiores em dólar para saldar suas dívidas na moeda americana. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq teve alta de 0,42%, para R$ 52,02 a saca de 50 quilos.

Café: Dólar em alta: Os preços do café arábica recuaram na bolsa de Nova York ontem reflexo do movimento dos investidores para embolsar os lucros do dia anterior e da nova valorização do dólar. Os lotes do grão para entrega em julho fecharam cotados a US$ 1,4485 a libra-peso, uma baixa de 400 pontos. O mercado ainda permanece sensível às variações do cenário macroeconômico, como apontou o Conselho Nacional do Café (CNC) em seu último boletim. A alta do dólar ocorrida ontem pressionou as cotações, uma vez que reacendeu a disposição dos produtores brasileiros (principais exportadores do mundo) de acertar a comercialização de sua safra. No mercado interno, o preço da saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 490 e R$ 500, segundo o Escritório Carvalhaes.

Algodão: Busca por qualidade: As cotações do algodão tiveram forte alta na bolsa de Nova York ontem em decorrência da demanda de compradores industriais. Os papéis para entrega em julho subiram 119 pontos, para 66,06 centavos de dólar a libra-peso. As indústrias aumentaram sua busca por algodão de alta qualidade nos últimos dias temendo que a qualidade da fibra na próxima safra nos Estados Unidos seja pior. Na safra 2014/15, a oferta desse tipo de fibra foi limitada por causa das condições climáticas adversas durante o cultivo. Os investidores também já fazem suas apostas para o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de amanhã. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,92%, a R$ 2,1327 a libra-peso.

Milho: Expectativa com USDA: A expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve suas projeções para os estoques finais de milho pesou sobre as cotações do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do grão para entrega em julho fecharam a US$ 3,91 o bushel, um recuo de 2 centavos. Analistas consultados pelo jornal The Wall Street Journal calculam, em média, que o USDA aumentará sua projeção para os estoques finais americanos e mundiais para 47,01 milhões e 187,1 milhões de toneladas, respectivamente. O órgão americano divulgará amanhã suas estimativas. A ocorrência de chuvas em partes ainda que isoladas do Meio-Oeste americano também influenciou a queda dos preços. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa caiu 0,29%, para R$ 28,69 a saca. (Valor Econômico 08/04/2015)