Setor sucroenergético

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Raízen e Biosev devem desativar 4 usinas nesta safra

Fontes ligadas aos sindicatos dos trabalhadores da cadeia produtiva sucroenergética revelaram ontem, durante evento do Projeto da Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética, em Sertãozinho, que a Raízen e a Biosev, os dois maiores grupos de usinas do setor canavieiro do País, devem iniciar a safra 2015/16 desativando duas usinas cada.

A Raízen não deve moer na sua unidade de Igarapava enquanto a Biosev deve desativar a MB, localizada em Morro Agudo.

A se confirmar a informação, o número total de usinas desativadas, desde o início da crise em 2007, no início do segundo mandato do então presidente Lula, deve chegar a 87.

As lideranças que integram o Projeto de Governança Corporativa se reuniram na manhã de ontem no auditório da Cana Oeste, em Sertãozinho, e discutiram sua estratégia para os próximos meses. O empresário e conselheiro da Única, União da Indústria da Cana-de-Açúcar Antonio Eduardo Tonielo representou a entidade no evento. Ele também é conselheiro da Copersucar.

Também participaram da mesa dos trabalhos, Manoel Ortolan, presidente da Orplana, Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul e Adézio Marques, diretor do CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e vice-presidente do CEISE Br, Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis.

O secretário do Desenvolvimento Econômico e Social, também fundador e diretor do Simespi de Piracicaba, Tarcisio Ângelo Mascarim, também representou a indústria de base, enquanto que os trabalhadores foram representados por Antonio Vitor, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação, vice-presidente da Força Sindical SP e diretor de Assuntos Internacionais da Força Sindical Nacional. (Brasil Agro 09/04/2015)

 

Megafusão entre Shell e BG pode ser prenúncio de corrida por petróleo

A oferta de quase US$ 70 bilhões que a Royal Dutch Shell PLC fez pela britânica BG Group pode ser o tiro de largada para uma onda de acordos no setor de petróleo que analistas e executivos de bancos vinham prevendo desde que os preços do petróleo começaram a cair em junho.

“Isso pode marcar o início de uma período vertiginoso de fusões e aquisições, muito parecido com o que vimos no fim dos anos 90”, escreveu Augustin Eden, analista de pesquisa da Accendo Markets, em uma nota.

A BG, com um valor de mercado de cerca de US$ 46 bilhões, é provavelmente a maior das presas potenciais: pequenas e médias empresas de petróleo e gás que vêm sendo castigadas pelos preços reduzidos do petróleo, dizem analistas. A commodity perdeu mais da metade do valor ao longo dos últimos nove meses.

O próximo predador nessa caçada provavelmente será a maior rival da Shell, a Exxon Mobil Corp., mas não está claro quando ela deve atacar ou qual empresa estaria na sua mira. A Wood Mackenzie, consultoria da indústria petrolífera, estima que entre os alvos prováveis da Exxon estejam produtores de petróleo e gás de xisto nos Estados Unidos, empresas de gás natural liquefeito da África Oriental ou exploradores em mercados de fronteira.

“A maioria dos grandes participantes do setor [...] está ponderando aquisições oportunistas, mas poucos têm os meios ou o apetite para acordos que sequer se aproximem à escala deste” [da Shell], afirmou a Wood Mackenzie, em uma nota. “Não espere uma onda de consolidação ao estilo dos anos 90.”

A aquisição da BG pela Shell, que deve ser concluída em 2016, seria a maior já fechada no setor desde a megafusão de US$ 82 bilhões que criou a Exxon Mobil, em 1998, um dos vários acordos de porte que mudaram a face da indústria do petróleo após o colapso dos preços no fim dos anos 90. Entre outras fusões feitas na época estão a da BP com a Amoco Corp. e a ARCO e a da Chevron Corp. com a Texaco.

Agora, petrolíferas europeias estariam prontas para aquisições, afirmou em nota o Tudor, Pickering, Holt & Co., banco de investimento do setor de energia.

No início de 2015, várias empresas americanas de petróleo pareciam vulneráveis em meio à queda dos preços da commodity, dívidas muito altas, e os custos elevados de perfuração e produção. Mas o banco de investimento Simmons & Co. International estima que é improvável que uma grande onda de aquisições esteja prestes a ocorrer na América do Norte, onde os produtores de petróleo de xisto têm um conjunto de pontos fortes e fracos que diverge de outros produtores em todo o mundo.

A diferença entre a soma que os compradores estariam dispostos a pagar e a que os alvos de aquisição aceitariam nos EUA ainda é muito grande, especialmente porque algumas empresas americanas de exploração e produção baseiam seus negócios no petróleo a um preço de pelo menos US$ 70 por barril, apesar de ele ter sido negociado por menos de US $ 55 o barril nas últimas semanas.

O diretor-presidente da Exxon Mobil, Rex Tillerson, já indicou que sua empresa também está estudando potenciais negócios. “Não há dúvida que temos algumas boas oportunidades agora”, disse ele a analistas em março.

A última grande aquisição da ExxonMobil foi a compra da XTO Energy Inc. por US$ 25 bilhões em 2010. As maiores petrolíferas de capital aberto do mundo, lideradas pela Exxon Mobil, Total SA, Chevron e BP, emitiram uma quantidade recorde de dívida no primeiro trimestre deste ano, de olho em potenciais aquisições, de acordo com o Morgan Stanley.

Essas empresas têm lidado um pouco melhor com os preços baixos do que as rivais europeias de menor porte graças aos balanços sólidos e seus portfólios diversificados. Mas elas também estão enfrentando questões de longo prazo, à medida que sofrem para encontrar alternativas ao petróleo que produzem em regiões cada vez mais caras e tecnicamente desafiadoras.

A Shell tem se saído particularmente mal nesse aspecto, substituindo apenas 26% do petróleo bombeado no ano passado. A expectativa é que a aquisição da BG impulsione sua produção de petróleo e gás em 20% e suas reservas comprovadas em 25%.

“A compra da BG Group pela Shell é um prenúncio de uma disputa entre as grandes empresas”, diz Pascal Menges, gerente do fundo de energia Lombard Odier Global. Depois de gastar enormes somas com produção petrolífera de alto custo, como em areias betuminosas e campos no Ártico, as empresas estão mal equipadas para lidar com preços baixos e precisam melhorar a qualidade de seus portfólios, diz.

Analistas dizem que a próxima onda de fusões pode parecer com as que foram feitas pouco antes da aquisição da BG pela Shell. A espanhola Repsol SA, por exemplo, anunciou a compra da Talisman Energy Inc. em dezembro e a fusão planejada de US$ 34,6 bilhões entre as prestadoras de serviços no setorHalliburton Co. e Baker Hughes Inc. aguarda aprovação dos reguladores.

A volatilidade dos preços do petróleo tem tornado difícil a aproximação entre potenciais compradores e vendedores, e a cautela e incerteza resultante podem tornar mais lento qualquer acordo. A compra da BG pela Shell, que dá à cotação da ação da empresa britânica um prêmio de 50% sobre o preço de fechamento na terça-feira, baseia-se numa previsão de que o barril se recupere para US$ 90 até 2018.

Outras razões que podem impedir que negócios se concretizem são os “efeitos fiscais enormemente negativos [...] e cortes de custos e sinergias limitados”, estimou o Jefferies em uma nota.

“Há uma grande chance de que a Shell olhe para trás daqui dois ou três anos, se o preço do petróleo subir, e possa parecer um golpe de mestre estratégico”, diz Matthew Beesley, diretor da divisão de ações globais da Henderson Global Investors. “Mas isso depende de o preço do petróleo se recuperar”, acrescenta. (The Wall Street Journal 09/04/2015

 

Açúcar: Aperto ligeiro

As cotações do açúcar registraram mais um dia de alta ontem na bolsa de Nova York em meio a um aperto momentâneo de oferta.

Os contratos do açúcar demerara para julho fecharam com avanço de 11 pontos, a 12,89 centavos de dólar a libra-peso. A colheita da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, que está no início, costuma ser mais voltada para a produção de etanol, o que tem criado um leve aperto na oferta nacional.

O dólar em queda ante o real colaborou para reduzir o interesse das usinas em fechar negócio. Também há uma oferta menor por parte de Índia e Tailândia "em função do desincentivo à venda", segundo Bruno Lima, analista da FCStone.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,88%, para R$ 51,56 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 09/04/2015)

 

Biosev processa 28,3 milhões de toneladas de cana em 2014/15

A sucroalcooleira Biosev, controlada pela francesa Louis Dreyfus e a segunda maior processadora de cana-de-açúcar do país, informou que na safra 2014/15, encerrada em 31 de março, processou 28,3 milhões de toneladas da matéria-prima, abaixo do limite mínimo do guidance, que era de 29 milhões de toneladas.

A projeção feita pela empresa considerava a possibilidade de a moagem atingir, no máximo, 31,5 milhões de toneladas.

Em comunicado, a companhia afirmou que, apesar da seca histórica ocorrida nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, onde a Biosev possui 64% da sua capacidade instalada, a empresa atingiu um volume de produção medido em Açúcar Total Recuperável (ATR) igual a 3,644 milhões de toneladas, 1,8% inferior ao estimado no guidance.

A taxa de utilização da capacidade instalada atingiu 78%. (Valor Econômico 08/04/2015 às 19h: 40m)

 

Etanol hidratado tem queda nas usinas de São Paulo

Os preços do etanol hidratado nas usinas do estado de São Paulo registraram leve baixa na última semana, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A entrada da safra nova (2015/2016) e a necessidade de caixa das usinas levaram a movimento vendedor, pressionando as cotações.

Entre 30 de março e 2 de abril, o indicador do Cepea registrou média de R$ 1,2589 por litro, sem contar os impostos. O valor é 0,7% menor que o registrado na semana anterior. "O feriado de Sexta-Feira Santa não aqueceu os negócios como o esperado", diz a instituição, em nota.

Já para o etanol anidro, o indicador passou para R$ 1,3534 o litro, alta de 1% sobre a semana anterior. "Esse aumento reflete a valorização do hidratado na semana anterior, tendo em vista que os preços desses combustíveis estão atrelados", diz a instituição.

Açúcar

Os preços do açúcar nas usinas paulistas tiveram alta de acordo com o Cepea. Segundo os pesquisadores, as usinas que começaram a moer cana ainda não produziram a commodity. Sendo assim, apesar da comercialização mais lenta, os preços se mantiveram firmes.

Na segunda-feira (6/4), o indicador do Cepea para o açúcar cristal fechou a R$ 51,80 a saca de 50 quilos, aumento de 1,2% em relação à segunda anterior. Ao longo de março, houve valorização acumulada de 2,8%. (Globo Rural 08/04/2015)

 

Chuvas deixam produtores de cana otimistas

Expectativa é de que os preços sejam cerca de 3% maiores que na safra anterior.

Apesar da seca que atingiu a cana-de-açúcar no ano passado e prejudicou as lavouras, produtores e analistas de mercado estão otimistas em relação à safra 2015/2016.

Segundo os meteorologistas, as chuvas que voltaram no fim de janeiro e permaneceram constantes em fevereiro e março ajudaram a cultura.

Na propriedade de Matheus Torezzan, em Piracicaba (SP), a cana-de-açúcar está quase pronta pra colher. Ele tem 30 hectares e conta que só não plantou mais por causa da falta de recursos, já que no ano passado ele teve quebra da safra em 25%. Mas esse ano a perspectiva é um pouco diferente.

O produtor quer investir mais, já que há promessa de uma safra melhor, com a normalização das chuvas.

Além da produtividade ser melhor, a expectativa dos produtores de cana do interior de São Paulo é de que os preços praticados no mercado nessa safra sejam até 5% que no ano passado.

O analista Tarcilo Rodrigues aponta que a tendência é de estabilidade e aumento médio deve ficar em 3%.

O presidente da Associação de Fornecedores de Cana, José Coral, diz que este é um ano mais esperançoso, por conta da incorporação da Cide.

É uma safra mais alcooleira que açucareira.

Tomara que abra os olhos do governo, já que o álcool é um combustível nosso e é melhor do que importar combustível fóssil, aponta Coral.

O analista de mercado Plínio Nastari afirma que a tendência é de uma recuperação parcial a curto e médio prazo se o clima ajudar.

De certa forma, o que caracteriza essa safra é o fato de que esse ano nós tivemos um verão mais úmido, com chuvas a partir de novembro acima da media histórica e dezembro.

Também em janeiro tivemos uma estiagem e em fevereiro e março chuvas acima da média histórica de 30 anos.

A gente vê que a safra está ficando cada vez mais heterogênea.

De modo geral, temos um volume de cana ligeiramente superior ao do ano passado, com uma ATR menor.

A soma desses dois efeitos leva a um aumento da oferta de ATR de 1,9, segundo a nossa estimativa. (Cana Rural 08/04/2015 às 19h: 33m)

 

Ano difícil no segmento de máquinas agrícolas

Mesmo após a forte queda observada no primeiro trimestre, as vendas de máquinas agrícolas têm pouco espaço para ensaiar uma reação contundente no mercado doméstico nos próximos meses, apesar da definição das novas condições de financiamento do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), que dispõe de recursos do BNDES.

Conforme cenário traçado ontem (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em encontro com jornalistas em São Paulo, é de se esperar uma recuperação sazonal normal, levando-se em conta que o segundo semestre é historicamente mais forte que o primeiro, mas nada capaz de evitar mais um tombo em 2015, pelo segundo ano consecutivo.

Conforme a Anfavea, em março as vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias atingiram 4.834 unidades, 30,9% mais que em fevereiro, quando houve quatro dias úteis a menos, mas ainda ficaram 12,5% abaixo de março de 2014. No primeiro trimestre, as vendas somaram 11.872 unidades, em queda de 20,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Como as exportações continuam a decepcionar, a produção também recuou para se ajustar à demanda.

Projeção atualizada ontem (7) pela associação indicou que as vendas poderão chegar a 55,3 mil unidades no mercado brasileiro em 2015, 19,4% menos que em 2014 - ou seja, um percentual muito próximo ao da queda observada no primeiro trimestre. As vendas domésticas alcançaram 68,6 mil unidades no ano passado, uma retração de 17,4% em relação ao ano anterior, quando a comercialização bateu recorde.

Diante das incertezas macroeconômicas, especialmente no que se refere ao câmbio, a Anfavea ainda projeta um aumento de 1% das exportações neste ano, para 13,9 mil unidades. No front externo, afirmou Moan, os principais países com potencial para ampliar as compras de máquinas agrícolas produzidas no Brasil continuam na América Latina e na África.

Mesmo que o horizonte desenhado pela Anfavea para o segmento seja plúmbeo, o presidente da entidade louvou o fato de o governo ter sido rápido na publicação das novas condições do Moderfrota, que voltou a ser a principal fonte de financiamento para a aquisição de máquinas agrícolas no país apesar de ter tido suas taxas de juros elevadas, em linha com as medidas de ajuste fiscal em curso no país - aprovadas pela entidade, diga-se de passagem. (Brasil Agro 09/04/2015)

 

Empresas brasileiras enfrentarão 'intensa tempestade', afirma Fitch

A agência de risco Fitch Ratings avalia que as empresas brasileiras enfrentarão uma "intensa tempestade" este ano diante da combinação de preço das commodities e demanda por produtos em baixa e inflação e taxas de juros em alta.

Com isso, os rebaixamentos das notas de crédito das companhias do país devem aumentar ao longo do ano, segundo relatório divulgado pela agência nesta quarta-feira (8). Nos três primeiros meses deste ano, houve 11 cortes em notas de crédito de empresas brasileiras e nenhuma elevação.

"Os setores mais arriscados permanecem sendo açúcar e etanol, construção pesada e construção residencial", afirma o relatório, assinado por Debora Jalles e Ricardo Carvalho, diretores da agência no país.

As notas de crédito conferidas pelas agências funcionam como uma espécie de selo de bom ou mau pagador. Elas sinalizam aos investidores o grau de segurança que terão ao aplicar recursos nas empresas avaliadas.

De acordo com a Fitch, os resultados financeiros das companhias brasileiras devem ser prejudicados num momento em que as opções de financiamento estão mais restritas para as empresas do país.

"As linhas de crédito são limitadas e bastante seletivas, especialmente para os perfis de crédito mais fracos, o que aumenta os riscos. O escândalo de corrupção na Petrobras fechou o mercado de emissões internacional para as companhias brasileiras no primeiro semestre", diz o documento.

Segundo os diretores da agência, as implicações da operação Lava Jato preocupam. Sem acesso a financiamento externo, resta às empresas brasileiras o mercado local de dívida que "é caro e bastante seletivo", afirma o relatório.

Na segunda-feira (6), a agência já havia elencado a Lava Jato como um dos fatores que podem levar à redução dos resultados financeiros dos bancos brasileiros.

RISCO BAIXO

A boa notícia para a agência está na redução do risco de racionamento de energia. O temor de uma restrição no fornecimento foi "significativamente aliviado" por conta do aumento dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e do menor uso de eletricidade pela indústria e pelos consumidores residenciais, de acordo com a Fitch. Além do menor ritmo de produção das companhias, que reduz o consumo, o aumento do custo da energia tem feito o uso residencial também cair.

A desvalorização cambial é um fator a "observar", mas segundo o documento é um risco distante. A Fitch afirma, contudo, que ele pode acelerar a quantidade de rebaixamentos e elevar a inadimplência de companhias nacionais com financiamentos em dólar.

Quando a moeda americana fica mais cara, a dívida dessas empresas em real cresce, sem que as receitas estejam subindo na mesma velocidade. De acordo com o documento, quase 60% das empresas avaliadas pela agência possuem exposição líquida à desvalorização do real.

A agência estima contração de 0,4% na economia brasileira em 2015. O cálculo é mais otimista do que de outras instituições do mercado. (Folha de São Paulo 08/04/2015 às 17h: 50m)

 

Dólar elevado pode limitar ganho do setor de defensivos

Andef indica que redução de preço das commodities também pode contribuir para faturamento menor.

A alta do dólar ante o real pode interromper o crescimento do faturamento do setor de defensivos agrícolas no país.

Segundo o diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, no ano passado, o setor teve uma receita bruta de US$ 12,2 bilhões, aumento de 4,3% ante a cifra de US$ 11,7 bilhões de 2013

Daher explica que, apesar de os exportadores ganharem receita com a valorização da moeda norte-americana ante a brasileira, os custos de produção, principalmente fertilizantes e inseticidas, ficaram mais caros para os produtores, já que a maioria é importada.

Acredito que o único produto cuja cotação pode subir menos é o fertilizante nitrogenado. Esse movimento é explicado pela queda do valor do barril do petróleo no mercado internacional, ressaltou.

Outro fator citado por Daher é o clima.

Num tempo mais seco, há menos ocorrência de fungos e menos procura por defensivos para combate – disse. Entretanto, o diretor-executivo informou que os estoques de fertilizantes e defensivos no país estão baixos, o que pode fazer com que os produtores não diminuam suas compras dos produto. (Canal Rural 08/04/2015 às 17h: 45m)

 

Vencimento de dívidas piora cenário para 2016

Se o ano de 2015 promete uma "tempestade perfeita" para as empresas brasileiras, com demanda fraca, inflação alta, preços das commodities em baixa, elevação das taxas de juros e instabilidade cambial, 2016 pode ser ainda pior, alerta a agência de classificação de risco Fitch.

No próximo ano, vence um grande volume de títulos de dívidas ("bonds") de companhias nacionais, que precisarão ser roladas, pois as dificuldades de geração de caixa das empresas não permitirão pagamento antecipado.

"O Brasil precisa fazer o dever de casa em 2015, aprovando reformas para que o investidor entenda que há uma agenda positiva para gerar benefícios em 2016", acredita o diretor sênior da Fitch, Ricardo Carvalho.

Segundo ele, é necessária uma mudança nas expectativas do mercado em relação ao Brasil, principalmente no segundo semestre, para que a oferta de crédito externo retorne em 2016, ainda que com custos mais elevados, do contrário, mantido cenário igual e um mercado retraído, o próximo ano apresenta um risco maior para as empresas locais.

No primeiro semestre deste ano, em meio às investigações de corrupção na Petrobras, com consequente aumento na aversão ao risco, o mercado internacional de emissões fechou-se para empresas brasileiras.

No mercado interno, o crédito tornou-se mais caro e seletivo, com bancos exigindo maiores garantias para a rolagem de empréstimos.

Neste cenário, diante da perspectiva ruim para a geração de caixa das companhias e das pressões na ponta financeira com juros e dólar em alta, a tendência é de um aumento generalizado dos indicadores de alavancagem.

Os rebaixamentos de ratings tendem a ter seu pior ano ao menos desde 2004, prevê Carvalho.

Daquele ano até 2013, as elevações sempre superaram os rebaixamentos para companhias brasileiras, refletindo dez anos de bom momento econômico para o país.

Em 2014, porém, a relação se inverteu e as baixas superaram as altas em três vezes. Neste ano, apenas no primeiro trimestre, foram 11 rebaixamentos e nenhuma elevação, no que deve ser uma tendência para os próximos meses, diz o analista.

O cenário é mais alarmante para o setor de construção pesada, envolvido diretamente na Operação Lava-Jato e com companhias entrando em recuperação judicial, como a OAS e a Galvão Engenharia. Para além do crédito restrito e do setor de infra-estrutura paralisado, há pouca visibilidade com relação a penalidades para as companhias e à habilidade de continuarem operando junto a entes públicos.

Também o setor de construção residencial está na berlinda, por ser muito dependente de variáveis macroeconômicas.

"Esperamos para este ano um aumento relevante dos estoques e um avanço no número de distratos", diz Carvalho. Sofrendo há ao menos dois anos com custos adicionais, pressão na geração de caixa e menor oferta de crédito, o setor deverá reduzir lançamentos.

O setor de açúcar e etanol também deve ser alvo fácil para rebaixamentos de ratings. Formado por empresas familiares, com estrutura de capital alavancada, o segmento enfrenta baixas cotações do açúcar e o controle da Petrobras sobre o preço do combustível na bomba.

"Com problemas de geração de caixa e de liquidez, num contexto de crédito mais seletivo, caro e de curto prazo, cria-se a combinação perfeita para eventos de default", antecipa o analista da Fitch, citando os casos recentes da Aralco e do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), que podem puxar a fila de novos calotes entre as empresas.

A Fitch prevê uma contração de 0,4% do produto interno bruto (PIB) brasileiro em 2015. Antes de uma possível melhora em 2016, a agência de risco avalia que o cenário macroeconômico brasileiro deve se tornar ainda pior ao longo deste ano, com a deterioração de indicadores como o nível de desemprego.

"A curva ainda não captura, por exemplo, os problemas das construtoras", acredita o analista.

Em relação a um possível racionamento de energia elétrica, a agência avalia que o risco foi significativamente aliviado pela tendência de recuperação dos reservatórios das hidrelétricas e pela menor expansão da atividade industrial em 2015, além de preços mais altos para os consumidores finais. (Valor Econômico 09/04/2015)

 

Reunião é adiada e Anfavea discutirá aumento do etanol na gasolina no dia 22

Governo está com o resultado dos testes de durabilidade em mãos e o resultado está sendo analisado. Anfavea continua defendendo mistura de 25% na gasolina premium.

A reunião técnica para discutir e apresentar o resultado dos testes de durabilidade feitos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) foi adiada para 22 de abril, revelou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, uma fonte que deve participar do encontro, em Brasília (DF).

Esperava-se, inicialmente, que a reunião para avaliar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina ocorresse nesta semana. Na ocasião, devem comparecer representantes da Anfavea, do Ministério de Minas e Energia (MME), da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo) e do Fórum Nacional Sucroenergético.

Segundo a fonte, somente após a análise técnica será agendado um encontro dos setores automobilístico e sucroalcooleiro com o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reunião esta que também tinha previsão para ser realizada nesta semana. A depender da avaliação feita em 22 de abril, a cadeia produtiva de açúcar e etanol pedirá a elevação da mistura dos atuais 27% para 27,5%, limite da banda vigente, e solicitará também novos testes para um possível aumento desse porcentual para 30%, acrescentou a fonte.

Na terça-feira, 7, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, informou que a Associação já entregou os testes de durabilidade ao grupo interministerial que cuida do assunto. No entanto, ele não deu detalhes a respeito das avaliações, embora tenha ressaltado que a Anfavea ainda defende o uso da gasolina premium nos veículos abastecidos apenas com o derivado de petróleo até que os testes sejam analisados.

O aumento da mistura de etanol anidro na gasolina foi oficializado em 4 de março e entrou em vigor no dia 16, com expectativa de gerar demanda adicional de 1 bilhão de litros por safra. No caso da gasolina premium, o porcentual permanece em 25%. A decisão foi o desfecho de meses de negociação entre governo, montadoras e setor sucroalcooleiro. (Agência Estado 08/04/2015)

 

Situação melhora em Santos

Restrição à circulação de caminhões foi flexibilizada na noite de ontem e abastecimento de combustível aos navios atracados foi normalizado. Mas, no fim da tarde, um tanque que estava controlado voltou a pegar fogo.

Após três dias de bloqueio, o acesso de caminhões à margem direita do Porto de Santos foi flexibilizado na noite de ontem e durante a madrugada. O procedimento será repetido até que a situação seja plenamente resolvida. O incêndio em tanques de combustível do Terminal Industrial da Ultracargo, que ultrapassou as 150 horas ontem, chegou a ser controlado no início da tarde. Mas, por volta das 17h, o fogo voltou a atingir o topo de um tanque em incêndio. Cerca de 140 bombeiros trabalhavam no local. Nas duas últimas noites, houve uma operação inicial, com permissão de passagem para 250 caminhões, na segunda-feira, e outros 750 na noite de terça. As autoridades locais planejavam elevar o número na noite de ontem.

"A medida (de restrição aos caminhões) temo objetivo de evitar congestionamentos na entrada da cidade, enquanto as equipes ainda trabalham no combate ao incêndio em tanques no bairro Alemoa", destacou a concessionária Ecovias, que administra as rodovias que ligam São Paulo à Baixada Santista. Conforme noticiado ontem pelo Brasil Econômico, o embarque da produção de soja está atrasado, o que já prejudica as exportações, em meio à safra recorde. Para piorar o quadro, grandes empresas exportadoras do produto que operam na margem direita do porto não têm mais estoque suficientes para manter o ritmo habitual de embarques, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A operação de terminais de açúcar, no entanto, não tem sido impactada de forma relevante.

As duas principais empresas do setor que operam na margem direita de Santos são a Copersucar e a Rumo Logística, que transporta principalmente açúcar produzido pela Cosan.

"Em relação aos (terminais) açucareiros, não deverá ter impacto, se o governo mantiver essa decisão (de bloqueio a caminhões) até sexta-feira, porque a maior parte do açúcar chega por trilhos. Não deve dar tempo de causar impacto", avaliou o coordenador operacional da agência marítima Unimar, Wellington Martins. Ontem, também foi retomado o abastecimento de combustível dos navios, que havia sido interrompido por conta de dificuldades logísticas. O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, esteve ontem em Santos para acompanhar a situação, por determinação da presidenta Dilma Roussef.

Ele se reuniu com o prefeito da cidade, Paulo Alexandre Barbosa, que destacou a importância de se fazer um estoque de pó químico seco para evitar a descontinuidade no combate ao incêndio. O ministro afirmou que, quando o incêndio acabar, o governo federal analisará a necessidade de novo apoio ao município, e destacou a atuação conjunta entre os ministérios da Pesca, do Meio Ambiente e da Agricultura. "O governo federal está solidário à situação. É uma união de esforços. Até o fim da semana teremos um diagnóstico do impacto ambiental e então definiremos novas ações", declarou. Diariamente, 1 bilhão de litros de água do mar é usado para combater as chamas. Até agora, sete toneladas de peixes mortos foram encontradas nos rios da região, por conta da contaminação da água. (Brasil Econômico 09/04/2015)

 

Veneno consentido

Para reduzir índices de câncer, Inca pressiona pela redução do uso de agrotóxicos.

Landa Rodrigues, de 40 anos, trabalha na lavoura em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, desde criança. Antes ou depois da escola, costumava ajudar a família na produção de verduras. Cresceu plantando mudas, pulverizando agrotóxicos e colhendo o resultado do trabalho esforçado. Aos 20 anos, logo depois de usar um pesticida, seus olhos começaram a arder e inchar. Landa esperou o incômodo passar, mas ele não passou. Hoje, enxerga pouco e sempre soube que a culpa era do veneno, mesmo antes de as substâncias ganharem destaque pelos males à saúde que causam. Enjoos, dores de cabeça, feridas e coceiras na pele são outras lembranças ruins que ela guarda de quando as usava em sua produção, já que há três anos trabalha apenas com orgânicos. Além disso, vítimas de câncer são frequentes na região.

—Câncer aqui é igual a epidemia de dengue no Rio . Não falta caso para contar — diz Landa, lembrando que pai, tio e avô morreram de câncer, o que também ocorreu com alguns vizinhos . Para cobrar uma redução do uso de agrotóxicos no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançou ontem — Dia Mundial da Saúde, que teve como foco a alimentação segura — um documento no qual compila dados contundentes sobre os riscos dessas substâncias para a saúde, tanto para o agricultor, que está em contato direto com o produto, mas para qualquer consumidor. O instituto quer, com isso, pressionar governos e entidades a aumentar a regulação e o controle, além de incentivar alternativas mais sustentáveis.

BRASILEIRO CONSOME 5,2 KG DESSAS SUBSTÂNCIAS

Segundo o documento, a venda de agrotóxicos saltou de US$ 2 bilhões em 2001 para mais de US$ 8,5 bilhões em 2011 no Brasil. Desde 2009, o país é o maior consumidor mundial dessas substâncias, com uma média de um milhão de toneladas por ano, o equivalente a 5,2 kg de veneno por habitante. Para se ter ideia, a média dos EUA em 2012 era de 1,8 kg por habitante. Na última década, o mercado de agrotóxicos do país cresceu 190%, ritmo mais acentuado do que o do mercado mundial no mesmo período (93%). Nos anos 80, o brasileiro era exposto a menos de 1 kg de agrotóxico por habitante. Os principais responsáveis por este aumento são os transgênicos, que requerem grandes quantidades de pesticidas. Por isso, são as lavouras de soja, cana-de-açúcar e outras commodities que lideram o ranking de uso de agrotóxicos. Na agricultura familiar, tomate, pimentão e jiló estão entre os campeões. O Ministério da Agricultura diz que os agrotóxicos são considerados "extremamente relevantes no modelo de desenvolvimento da agricultura no país" e que "a legislação para o setor agrícola é a mais rigorosa do mundo e adota padrões reconhecidos pela comunidade científica internacional", inclusive para os transgênicos.

Mas o argumento não convence o pesquisador do Inca Luiz Felipe Ribeiro Pinto, que representou o presidente do órgão no lançamento ontem. — A evolução tecnológica e produtiva não pode ser ad infinitum uma desculpa para uso de agrotóxico, às custas da saúde da população — criticou Ribeiro Pinto, afirmando que, em média, 280 estudos são publicados em revistas científicas internacionais anualmente estabelecendo a relação entre câncer e pesticida, número quatro vezes superior ao de duas décadas atrás. Mês passado, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) publicou relatório no qual classificou cinco agrotóxicos como "provavelmente" ou "possivelmente" cancerígenos, dos quais três são permitidos no Brasil pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diante da publicação, o órgão afirmou que reavaliará a segurança dos produtos. No Brasil, além disso, pelo menos outras dez substâncias usadas na lavoura estão proibidas em países como Estados Unidos e os da União Europeia. E mesmo proibidos ou não, as evidências científicas não garantem a segurança dos agrotóxicos, critica o Inca.

DOIS TIPOS DE INTOXICAÇÃO

Há dois tipos de intoxicação comprovadas que são causadas por eles. As agudas são decorrentes do contato direto com o produto, prejudicando principalmente o agricultor com irritação de pele e olhos, coceira, vômito, diarreia, espasmos, convulsões e até a morte. Já as crônicas ocorre m pela contaminação prolongada e podem afetar qualquer pessoa : infertilidade, impotência, aborto, malformações, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e nervoso central, além do câncer. Essas informações começaram a chegar aos poucos à zona rural. O agricultor Édio Ferreira, de 48 anos, de Teresópolis, diz que começou a conhecer pela imprensa, há poucos anos, os riscos de câncer associados ao agrotóxico.

—As notícias me assustaram — afirma Ferreira, que decidiu começar a produzir apenas orgânicos. — É mais trabalhoso, tem que ter mais paciência para deixar a planta surgir, o mato cresce mais rápido, mas pelo menos é mais seguro. Fabiano Silva, de 37 anos, também produtor de orgânicos, conta que, apesar do receio inicial, acabou sendo atraído pela oportunidade de uma renda maior. Na cultura orgânica, além do banimento dos agrotóxicos, a produção preza pela sustentabilidade, o que inclui regras trabalhistas mais definidas. Ele hoje ganha um salário, tem carteira assinada e divide a produção com o dono do terreno.

—Na agricultura, quando um produto está em alta, todo mundo planta a mesma coisa. Aí o preço despenca. Isso é frequente — conta. Proprietário da Lagoa Orgânicos, Alcimar Espírito Santo diz que burocracia e poucos incentivos dificultam a prosperidade do negócio. O preço mais alto que o convencional é um dos principais empecilhos, o que ele vem contornando ao eliminar os atravessadores e se aproximando dos agricultores, que hoje já começam a não enxergar o agrotóxico como solução: — A gente deve buscar libertar o agricultor , aprisionado ao modelo de produção tradicional. Já vem crescendo o número de agricultores se convertendo aos orgânicos. Quem começa não volta. (O Globo 09/04/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Aperto ligeiro: As cotações do açúcar registraram mais um dia de alta ontem na bolsa de Nova York em meio a um aperto momentâneo de oferta. Os contratos do açúcar demerara para julho fecharam com avanço de 11 pontos, a 12,89 centavos de dólar a libra-peso. A colheita da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, que está no início, costuma ser mais voltada para a produção de etanol, o que tem criado um leve aperto na oferta nacional. O dólar em queda ante o real colaborou para reduzir o interesse das usinas em fechar negócio. Também há uma oferta menor por parte de Índia e Tailândia "em função do desincentivo à venda", segundo Bruno Lima, analista da FCStone. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,88%, para R$ 51,56 a saca de 50 quilos.

Café: Realização de lucros: Os contratos futuros do café arábica registraram novas perdas ontem na bolsa de Nova York em mais uma sessão em que os fundos e investidores especulativos buscaram embolsar os lucros acumulados nos dias anteriores. Os contratos do grão com vencimento em julho fecharam com desvalorização de 610 pontos, o maior recuo diário do último mês, cotados a US$ 1,3875 a libra-peso. Os preços do café vinham em uma crescente até segunda-feira, quando alcançaram o maior patamar em cinco semanas, o que desencadeou na terça-feira movimentos técnicos de liquidação de posições que perduraram ontem. No mercado interno, o preço do café de boa qualidade registrou oscilação entre R$ 470 e R$ 480 a saca de 60,5 quilos, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Algodão: Receio com oferta: Os futuros de algodão renovaram ontem as altas na bolsa de Nova York, em meio ao receio de que a oferta de produto de qualidade superior continue apertada no mercado americano. Os contratos para julho subiram 40 pontos, a 66,46 centavos de dólar por librapeso. Os compradores industriais americanos estão buscando fechar contratos para adquirir algodão de alta qualidade, cuja oferta esteve mais escassa nessa temporada após intempéries atingirem as lavouras dos Estados Unidos. A incerteza sobre a oferta desse tipo de fibra na próxima safra, cujas previsões oficiais indicam uma área plantada menor, tem feito as indústrias tentarem garantir abastecimento neste momento. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para a pluma subiu 0,54%, para R$ 2,1443 a libra-peso.

Milho: No vermelho: O mercado do milho recuou pelo terceiro dia seguido ontem na bolsa de Chicago sob pressão do clima nos Estados Unidos, de dados do mercado americano de etanol e de apostas para o novo relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA). Os contratos para julho caíram 3,75 centavos, a US$ 3,8725 o bushel. Após atrasos no plantio por causa da ausência de chuvas, o Meio­Oeste deve voltar a receber precipitações nesta semana, de acordo com a empresa de meteorologia DTN. Além disso, a queda de 2% na produção de etanol nos EUA na semana passada gerou receios de redução da demanda industrial pelo grão, já que a gasolina segue mais competitiva. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&FBovespa teve queda de 0,52%, para R$ 28,54 a saca. (Valor Econômico 09/04/2015)