Setor sucroenergético

Notícias

Raízen confirma investimentos no terminal da Ultracargo em Santos

Em nota oficial encaminhada ao Brasil Agro a Raízen confirma “ter investimentos no Terminal Intermodal de Santos, operado pela Ultracargo, afetado pelo incêndio.

Desde o início do evento, a empresa vem monitorando a resposta da operadora ao ocorrido e colaborando com o necessário” (Brasil Agro 17/04/2015)

 

Com baixa liquidez, Tonon intensifica renegociação com credores

A Tonon Bioenergia, companhia sucroalcooleira com usinas em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, está intensificando as renegociações de suas dívidas com bondholders, iniciadas no primeiro bimestre, após o pagamento do último cupom semestral, no fim de janeiro, de US$ 13,87 milhões, referente à emissão de dívida externa de US$ 300 milhões com vencimento em 2020.

Neste ano, a empresa ainda tem, somente em cupons, US$ 12 milhões a pagar em 14 de maio e uma outra tranche em 14 de novembro (referentes ao bonds de US$ 230 milhões com vencimento em 2024).

Da emissão de US$ 300 milhões, outro cupom, de US$ 13,87 milhões, vence em 24 de julho.

Fontes próximas à empresa afirmam que a companhia não tem como pagar todo o seu passivo de curto prazo e precisa rolar esses vencimentos.

Apesar de não ter terras para oferecer como garantia para esses refinanciamentos, a companhia argumenta com os credores que as três usinas do grupo estão em plena operação, tendo iniciado a safra 2015/16 na primeira semana de abril.

Na última semana, a agência de classificação de risco rebaixou os ratings de probabilidade de inadimplência em moedas estrangeira e local da Tonon para “B-“ de “B”.

A agência também cortou para “B-/RR4” de “B/RR4”, os US$ 300 milhões em notas sem garantias reais, com vencimento em 2020, e os US$ 230 milhões com garantias e vencimento em 2024 (emitidas pela Tonon Luxembourg, subsidiária integral da Tonon).

Conforme a Fitch, o rebaixamento se baseou no enfraquecimento do perfil financeiro da Tonon no volátil negócio de açúcar e etanol, impactado pelo aumento da concentração da dívida de curto prazo, pela geração de fluxos de caixa livre (FCF) negativos e por índices de alavancagem mais altos. (Valor Econômico 16/04/2015 às 21h: 28m)

 

Açúcar: Impulso cambial

As cotações do açúcar demerara registraram valorização ontem na bolsa de Nova York, sob impulso da queda do dólar perante o real.

Os contratos da commodity com vencimento em julho fecharam com avanço de 39 pontos, a 13,31 centavos de dólar a libra-peso.

O enfraquecimento da moeda americana desencoraja as usinas do Brasil a disponibilizarem sua produção no mercado, apesar da colheita de cana estar avançada no Centro-Sul.

Alguns analistas já citam também como motivo de sustentação dos preços os receios com um novo El Niño neste ano, que pode reduzir as chuvas no sudeste asiático, prejudicando a produtividade da safra de cana de 2015/16.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,31%, para R$ 51,41 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 17/04/2015)

 

Produção de açúcar da Índia em 2014/15 deve subir a 27 mi t, diz associação

A Índia, maior consumidor global de açúcar, deverá produzir 27 milhões de toneladas do produto em 2014/15, alta de quase 2 por cento ante a estimativa anterior, disse nesta quinta-feira a principal associação da indústria açucareira do país.

A produção mais alta deverá pressionar ainda mais os preços domésticos e aumentar as dívidas do setor de cana, que já subiram para um recorde de cerca de 3,1 bilhões de dólares.

"Cerca de 290 usinas ainda estão operando. Parece que o país irá produzir 27 milhões de toneladas na temporada atual", disse a Associação de Usinas de Açúcar da Índia (Isma, na sigla em inglês), em nota.

Em março, a entidade disse que esperava uma produção de 26,5 milhões de toneladas no ano comercial que termina em 30 de setembro, acima do volume do ano passado, de 24,4 milhões de toneladas.

Em setembro de 2014, a Isma havia previsto uma produção entre 25 milhões e 25,5 milhões de toneladas. Em comparação a esses números, a mais nova previsão da entidade representa um aumento de até 8 por cento.

Até meados de abril, as usinas haviam produzido 26,4 milhões de toneladas de açúcar, alta de 14 por cento na comparação com mesmo período do ano passado, disse a Isma.

O excedente de oferta pelo quinto ano consecutivo elevou os estoques do país, que deverão começar o próximo ano comercial, em outubro, em 9 milhões de toneladas. (Reuters 16/04/2015)

 

Refinanciamento no setor de cana preocupa

Bancos bilaterais e BNDES estão emprestando com condições mais restritivas, diz Fitch.

A capacidade de refinanciamento das companhias de açúcar e álcool, especialmente entre aquelas com classificação de risco mais baixo, é atualmente a preocupação principal da agência de classificação de riscos Fitch, disse o analista sênior do segmento, Claudio Miori, durante evento organizado pela agência em São Paulo.

A capacidade de rolar dívidas de curto prazo e o acesso a linhas de longo prazo têm se mostrado complicados, a não ser em casos em que se oferecem terras como garantia, disse Miori.

Segundo ele, os bancos bilaterais e o próprio BNDES têm feito empréstimos em condições mais restritivas. Ele lembrou que esse é um segmento intensivo em capital, com capex (investimento em bens de capital) elevado, e que as companhias com rating menor têm um fluxo de caixa negativo.

Portanto, disse, "o risco de refinanciamento dessas empresas de ratings menores é muito alto". Ele afirmou que o cenário para o açúcar em 2015 de modo geral é conservador, mas que no médio prazo existe perspectiva de recuperação de preços e influência positiva no caixa dessas empresas. Miori notou ainda que, havendo recuperação dos preços do açúcar, também melhora o humor do mercado e outras formas de financiamento voltam a ficar disponíveis.

Entendemos que o setor continuará pressionado em 2015, os estoques globais estão elevados e mesmo que o déficit global exista (oferta menor que demanda) não vai ser relevante para recuperar os preços agora, disse.

No entanto, acrescentou, algum efeito positivo pode acontecer na próxima safra global. Ele disse ainda que o real enfraquecido pode agir contra essa tendência, já que os exportadores podem ficar estimulados a colocar mais açúcar no mercado e ao mesmo tempo reduzir os preços para manter a competitividade. (Notícias Agrícolas 16/04/2015)

 

A salvação do setor sucroenergético em andamento

Li, na Nova Cana de 10/4/15, a seguinte notícia: “Ministro do MME foi ao Senado Federal reconhecer crescente problema de oferta de combustíveis e, pela primeira vez, ofereceu as bases para uma nova perspectiva no setor sucroenergético”. Pois é, precisou um novo ministro de Minas Energia - Eduardo Braga - alertar que as bases de discussão sobre o papel do etanol na matriz energética mudaram.

Isto deveria ter sido alertado em 2009, quando o governo, de forma equivocada, segurou o preço da gasolina, dando prejuízo à Petrobras e justificando a sua decisão na contenção da inflação, sem procurar outras alternativas.

Com esta decisão, o governo quebrou o setor sucroenergético e a Petrobras. Além disso, não deu bola para o BNDES, que, em 2005, incentivou o setor sucroenergético a atingir um bilhão de toneladas de cana-de-açúcar para atender ao mercado do açúcar e etanol futuro. Para isso, o setor precisava sair de sua produção de 385 milhões de toneladas da safra de 2004/5 para atingir a meta de um bilhão de toneladas de cana, aumentando em 615 milhões de toneladas e produzindo em torno de 205 novas usinas, com capacidade de três milhões de toneladas de cana cada uma.

O setor sucroenergético - até a decisão do governo de bloquear o preço da gasolina - vinha cumprindo com a sua responsabilidade, saindo dos 385 milhões de toneladas na safra de 2004/5 para 624 milhões de toneladas na safra 2010/11, um aumento de 62%, além da construção de mais de 100 novas usinas. A partir daí, veio a estagnação do setor e, atualmente, o Brasil produz apenas 642 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

O que nos causa mais indignação é a falta de atenção do governo em não implementar um projeto elaborado, em 2011, pelos especialistas Marcelo Soares Valente, Diego Nyko, Brunno Luiz Siqueira Ferreira Soares dos Reis e Artur Yabe Milanez, respectivamente engenheiro, economista, estagiário e gerente do Departamento de Biocombustíveis da Área Industrial do BNDES, denominado Banco do Governo, no qual eles chegam à conclusão, a partir de ampla pesquisa de mercado, de que, se não construirmos mais 134 novas usinas com capacidade de quatro milhões de toneladas de cana-de-açúcar cada uma, vai faltar açúcar e etanol em 2020/21.

Quem sabe com este alerta do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o governo resolva desarquivar o projeto dos especialistas do BNDES e o implante, o que seria a salvação do setor sucroenergético e do mercado futuro do açúcar e etanol.

O trabalho tem 60 páginas, mas vou tomar a liberdade de copiar apenas três partes dele: a conclusão, as políticas públicas sugeridas e a parte final.

“Conclusão: O setor sucroenergético empreendeu um grande esforço de investimento ao longo do período de 2005 a 2009, o que resultou na inauguração de mais de cem novas unidades industriais. A partir de 2009, contudo, o setor passou a enfrentar período de estagnação dos investimentos e, com isso, experimentou redução significativa das encomendas de bens de capital sucroenergéticos. A continuidade desse cenário tem gerado ambiente econômico adverso para os fabricantes, em especial para aqueles mais dependentes das encomendas do setor sucroenergético.

Por outro lado, dadas as projeções de demanda de açúcar e etanol brasileiros, estima-se que 134 novas usinas, com capacidade de moagem de quatro milhões de toneladas de cana cada, sejam necessárias para atender à demanda projetada para os próximos anos. Isso equivale à instalação de cerca de 17 unidades por safra a partir de 2013/14.

É dentro desse contexto que, com base na pesquisa de campo com os principais fornecedores de bens de capital sucroenergético e grandes grupos de usinas, este artigo procurou identificar se o atual parque fabril de máquinas e equipamentos para açúcar e etanol, mesmo enfrentando um período duradouro de baixo volume de encomendas, estaria em condições de atender a novo ciclo vigoroso de investimentos em novas usinas sucroenergéticas.

Políticas Públicas

Entre as medidas que poderiam contribuir para essa retomada dos investimentos em novas usinas sucroenergéticas, podem ser destacadas: (i) maiores incentivos tributários ao etanol, como aumento da Cide sobre a gasolina e maior alinhamento do ICMS sobre o etanol em nível nacional à alíquota de São Paulo; (ii) criação de um ambiente de contratação de longo prazo para fornecimento de etanol; (iii) execução de leilões regionais de energia elétrica; e (iv) incentivos da palha e do bagaço da cana-de-açúcar para geração elétrica.

Final

A atual situação da indústria de bens de capital sucroenergéticos exige atenção. Numa eventual retomada de investimentos nos níveis observados no último ciclo de crescimento do setor, a pesquisa realizada neste artigo sugere dificuldade de atendimento de equipamentos cruciais para a instalação de novas usinas.

A mitigação desse risco de oferta, contudo, depende necessariamente da retomada planejada e sustentada dos investimentos no setor canavieiro, que, a permanecer estagnado, só agravará a situação atual. Dessa forma, quanto mais tempo durar esse cenário de retração de investimentos e, portanto, de baixa demanda por bens de capital sucroenergéticos, maiores serão os riscos associados à oferta de equipamentos essenciais para a construção de novas usinas de cana-de-açúcar” (Tarcisio Angelo Mascarim é secretário de Desenvolvimento Econômico de Piracicaba e diretor do SIMESPI)

 

Siamig prevê recorde no consumo de etanol

A redução da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) deverá resultar em um consumo recorde de 150 milhões de litros de etanol hidratado em Minas Gerais neste mês, alta de 50% na comparação com o volume estimado para março, segundo projeções do presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos. A medida tornou o combustível mais competitivo no Estado.

A alíquota do ICMS incidente sobre o etanol passou de 19% para 14%, enquanto o tributo sobre a gasolina aumentou de 27% para 29%. A medida entrou em vigor em 18 de março. Com isso, o preço do biocombustível sofreu retração nos postos do Estado e atingiu o índice máximo de até 70% do preço do derivado de petróleo - abaixo desse valor o biocombustível é mais competitivo.

No primeiro mês da medida, o consumo deverá crescer de forma significativa. Campos estima que o resultado ficará entre 100 milhões de litros e 110 milhões de litros, atual recorde mensal do Estado. Para se ter uma ideia, o volume consumido em Minas atingiu uma média de 60 milhões de litros em 2014.

Em fevereiro, último dado oficial, a demanda pelo etanol hidratado no Estado alcançou 84 milhões de litros. Conforme Campos, isto demonstra que o aumento do preço da gasolina, com o retorno da Cide, também beneficiou o setor.

Neste ano, o consumo em Minas deverá ficar em aproximadamente 1,8 bilhão de litros, conforme o presidente da associação. Isto representa um incremento de 140% na comparação com o ano passado, quando somou 750 milhões de litros.

Apesar das expectativas positivas, Campos avalia que não deverá ser registrada retomada nos investimentos do setor no curto prazo. Segundo ele, novos projetos dependerão também da recuperação financeira do setor.

Porém, o presidente da Siamig não descarta a retomada dos aportes em 2016. Além disso, ele lembra que usinas fechadas podem retomar a atividade caso seja verificada recuperação.

Levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) aponta que o litro do etanol em Minas corresponde a 67,5% do preço da mesma quantidade de gasolina. A pesquisa realizada entre 5 e 11 de abril apontam que o valor médio do combustível no Estado é R$ 2,280, contra R$ 3,365 do derivado de petróleo. (Diário do Comércio 16/04/2015

 

Egito considera tarifa de "salvaguarda" de 20% sobre importação de açúcar branco

O Egito está considerando impor uma tarifa adicional de importação de 20 por cento para o açúcar branco, para proteger os produtores domésticos de um aumento de importações que o país considera danoso, segundo um comunicado publicado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quinta-feira.

Tarifas temporárias de "salvaguarda" são permitidas pelas regras da OMC se há um aumento súbito, inesperado e prejudicial das importações e se o país que impõe tarifas primeiro procura as partes interessadas.

"Propõe-se impor uma medida de salvaguarda provisória em forma de imposto adicional de 20 por cento do valor CIF, com um mínimo de 700 libras egípcias (92 dólares) por tonelada, no Egito", disse na publicação. (Reuters 16/04/2015)

 

É possível passar a barreira de 100 sacas de soja por ha, diz agrônomo

Evento está sendo promovido pela Abisolo em Ribeirão Preto/SP simultaneamente à Feira que reúne as principais empresas da cadeia da nutrição vegetal.

A agricultura brasileira tem plenas condições de atingir um nível de produtividade que permita, por exemplo, produzir 100 sacas de soja por hectare. A constatação foi feita em palestra proferida pelo engenheiro agrônomo Orlando Carlos Martins, durante o VI Fórum e Exposição Abisolo, que está sendo realizado em Ribeirão Preto/SP. Para Martins, que é do CESB – Comitê Estratégico Soja Brasil, vários fatores são necessários para se alcançar tal meta, entre eles o de se conseguir um novo equilíbrio hormonal e de desempenho fisiológico da planta. Nesse sentido, observa que os fertilizantes especiais e as novas tecnologias na área de nutrição vegetal podem contribuir muito.

Segundo o palestrante, a meta de conseguir, em nível comercial, patamares mais elevados de produtividade para a cultura da soja já vêm sendo alcançada num projeto criado pelo CESB, denominado Desafio Nacional de Máxima Produtividade. “Nesse nosso projeto, temos produtores que já chegaram a alcançar o patamar de 117 sacas de soja por hectare. Há ainda dois casos de produtores cuja média chegou a 140 sacas por hectare”, lembra Martins. Segundo ele, o fato de o setor ter a informação de que foram registrados esses patamares funciona como um estímulo par toda a cadeia.

Martins acredita que obter esse nível elevado de produtividade na soja é algo que hoje a maioria dos agricultores não vislumbram, mas que é só uma questão de mudar a perspectiva. "Há 40 anos também ninguém imaginava que era possível produzir algodão no cerrado. Hoje sabemos que em regiões como Campo Novo do Paresis, no Mato Grosso, se consegue produzir, em média, 313 arrobas por hectare”, afirma Martins.

CRISE HÍDRICA

O VI Fórum prossegue nesta quinta-feira (16) com palestras que tratam de vários temas, inclusive sobre o uso da água na agricultura e os desafios impostos pela crise hídrica. Também estão sendo discutidos temas como: Programa de Monitoramento e Adubação, Tecnologia de Formulação e Equilíbrio Nutricional, Efeitos Positivos de Biofertilizantes nas Produtividades de Soja e Milho, Proposta de Recomendação de Fertilizante Orgânico com Base no Fornecimento de Nitrogênio, Requisitos Técnicos do Processo de Compostagem e de Licenciamento na Cetesb e Modernização da Legislação de Fertilizantes.

Estão sendo debatidos ainda temas ligados a aspectos comerciais como Cenário do Mercado em 2015, O Papel do Marketing na Introdução de Tecnologias Inovadoras ao Agricultor e Gestão de Recebíveis no Agronegócio. Paralelamente ao VI Fórum, a Abisolo promove ainda a 2ª Exposição Nacional e Internacional da Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal.

Ambos os eventos realizados pela Abisolo estão atraindo a atenção de públicos como engenheiros agrônomos, produtores rurais, executivos das indústrias de nutrição vegetal, técnicos em agronomia, além de profissionais das áreas comerciais do setor. (Brasil Agro 16/04/2015)

 

Indústria paulista demitiu 17 mil em março

Segundo pesquisa da Fiesp, foi o pior desempenho no mês em nove anos.

A indústria paulista demitiu 17mil trabalhadores em março, registrando o pior desempenho em termos de contratações no mês, na série histórica desde 2006, segundo a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). De acordo com o estudo, o resultado do mês passado foi influenciado pela queda nas contratações do setor sucroalcooleiro e pelo aumento das demissões do segmento fabricante de máquinas e equipamentos, que liderou em termos de demissões, com o corte de 7.380 postos de trabalho. "Em 2014, foram gerados mais de 8 mil empregos no campo. Este ano, só 1,4 mil. Portanto, não tivemos a parcela positiva de usinas de açúcar e álcool", avalia Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp. Segundo ele, o baixo número de contratações das usinas e destilarias de São Paulo reflete o momento do setor: "Há número razoável de empresas em recuperação judicial".

No acumulado do ano, o setor manufatureiro paulista fechou 23 mil vagas. Mas o número mais preocupante para as entidades é o fechamento de 173 mil postos de trabalho na indústria na comparação de março de 2014 com março de 2015. Segundo estimativas da Fiesp/Cesp, o estoque de mão de obra formal da indústria paulista deve recuar 5% em 2015. Dos 22 setores avaliados pela pesquisa, 18 registraram baixa no emprego, três informaram contratações e um permaneceu estável. No mês, os segmentos que tiveram saldos positivos de emprego foram os da indústria de petróleo e biocombustíveis, com 2,4 mil empregos (incluídas as usinas destilarias), os fabricantes de artefatos de couro e calçados, com 1,2 mil vagas, e o de equipamentos de informática, com 357 empregos. (Brasil Econômico 17/04/2015)

 

Exportações do agronegócio somaram US$ 7,88 bilhões em março de 2015

A balança comercial de março de 2015 mostrou que alguns produtos apresentaram cenário positivo nas exportações brasileiras. Entre eles estão o cacau e seus produtos, com aumento de 19,3% nas exportações; o café em grão (+13,5%); animais vivos (+14,2%); carne bovina industrializada (+8,1%); café solúvel (+4,8%); produtos lácteos (+4,8%); e couros e seus produtos (+1,3%). “Há expectativa, ainda, de abertura de novos mercados para os lácteos brasileiros, o que favorece a balança comercial do agronegócio do país”, comentou a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo.

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 7,88 bilhões em março de 2015, queda de 1,1%, em relação a março de 2014. As importações também obtiveram queda, de 05%, e passou de US$ 1,42 bilhão em março de 2014 para US$ 1,41 bilhão em março de 2015. Portanto, o saldo da balança comercial foi de US$ 6,47 bilhões. Os dados são do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat).

“A retração dos preços das commodities agrícolas está sendo compensada, em parte, pela desvalorização do real frente ao dólar, proporcionado ao produtor a manutenção ou até mesmo a ampliação da renda recebida em reais, dependendo do produto em análise”, afirmou a secretária Tatiana Palermo. “No primeiro trimestre do ano, houve desvalorização cambial em torno de 19% na cotação do real frente ao dólar”, disse.

Principais setores

Entre os cinco principais setores exportadores do agronegócio em março e 2015 estão: complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro e café. Estes setores foram responsáveis por 79,9% do valor total exportado pelo Brasil.

O complexo soja foi o principal setor, com exportações que atingiram a cifra de US$ 2,81 bilhões. No setor, a soja em grãos foi o destaque, com embarques de 5,6 milhões de toneladas, quantidade 10,2% inferior a exportada em março de 2014. “Apesar da queda nas exportações de soja em grãos no primeiro trimestre de 2015, há previsão de crescimento da produção para esse ano em mais de 8 milhões de toneladas, gerando, consequentemente, potencial significativo de ampliação das vendas externas do produto ao longo dos próximos meses”, ressaltou a secretária Tatiana Palermo. “Embora em menor ritmo, as exportações estão seguindo a mesma tendência de crescimento dos anos anteriores, de modo que o pico dos embarques deverá ocorrer nos meses de abril/maio”, completou. Já as exportações de farelo de soja tiveram incremento de 50,3%, passando de US$ 362,65 milhões em março de 2014, para US$ 545,18 milhões em março de 2015.

Em segundo lugar nas exportações estão as carnes, com US$ 1,17 bilhão em março. No setor, a carne de frango foi responsável por US$ 571,92 milhões das exportações e a carne bovina, por US$462,70 milhões. Já a carne suína exportou US$ 84,16 milhões e a carne de peru, US$ 22,76 milhões.

Os produtos florestais ficaram na terceira posição entre os principais exportadores em março deste ano, com o montante de US$ 920,93 milhões, o que representou aumento de 25,9% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com nota da SRI, esse incremento foi obtido em função do aumento na quantidade exportada em 38,8%, apesar da diminuição de 9,3% no preço médio de exportação dos produtos do setor. As exportações de papel e celulose foram de US$ 638,79 milhões (+24,5%), enquanto as exportações de madeira e suas obras foram de US$ 282,12 milhões (+29,0%).

Na quarta posição está o complexo sucroalcooleiro, com o montante de US$ 826,77 milhões, aumento de 29,1%. O principal produto exportado pelo setor foi o açúcar, com US$ 763,93 milhões. Por último está o café, com vendas externas que alcançaram US$ 519,71 milhões, aumento de 27%, em relação a março de 2014.

Segundo a secretária, algumas commodities apresentaram aumento de preço no primeiro trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. “Mas isso não significa que seja possível prever que o ritmo de crescimento dos preços nesses casos poderá se manter nos próximos meses”, disse. Como exemplo, ela citou a carne bovina industrializada (+9,4%), madeiras e suas obras (+3,6%), café (+29,9%) e pescados (+0,8%). (Notícias Agrícolas 16/04/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Impulso cambial: As cotações do açúcar demerara registraram valorização ontem na bolsa de Nova York, sob impulso da queda do dólar perante o real. Os contratos da commodity com vencimento em julho fecharam com avanço de 39 pontos, a 13,31 centavos de dólar a libra-peso. O enfraquecimento da moeda americana desencoraja as usinas do Brasil a disponibilizarem sua produção no mercado, apesar da colheita de cana estar avançada no Centro-Sul. Alguns analistas já citam também como motivo de sustentação dos preços os receios com um novo El Niño neste ano, que pode reduzir as chuvas no sudeste asiático, prejudicando a produtividade da safra de cana de 2015/16. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,31%, para R$ 51,41 a saca de 50 quilos.

Café: Quarta alta seguida: O enfraquecimento do dólar voltou a dar a tônica do mercado do café ontem na bolsa de Nova York, impulsionando os preços pela quarta sessão seguida. Os lotes do café arábica para julho subiram 415 pontos, a US$ 1,415 a libra-peso. A queda do dólar desincentiva os produtores brasileiros a ofertarem sua produção no mercado. Além disso, há uma redução dos estoques globais. No Vietnã, os estoques de café em março caíram 17%, para 772 mil sacas. Nos Estados Unidos, os estoques recuaram 2%, para 5,035 milhões de sacas no período. A Organização Internacional do Café (OIC) tem projetado um déficit de oferta na safra 2015/16. No mercado doméstico, o preço do café de boa qualidade variou entre R$ 470 e R$ 480 a saca de 60,5 quilos, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Cacau: Copo meio cheio: O ritmo da indústria européia de cacau está enfraquecendo, mas o resultado apresentado ontem não assustou os traders, que conduziram os preços da amêndoa a uma nova alta na bolsa de Nova York. Os lotes para julho subiram US$ 52, a US$ 2.874 a tonelada. As indústrias da Europa informaram que, entre janeiro e março, moeram 337,706 mil toneladas de cacau, 1,6% a menos que no mesmo período do ano passado. Os analistas, porém, apostavam em um recuo de até 5%. Após o fechamento do pregão, a indústria da América do Norte reportou uma redução de 5,81% no processamento da commodity no mesmo período, para 121,508 mil toneladas. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna caiu para R$ 115, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Vendas canceladas: O alto índice de cancelamentos de vendas americanas de algodão pesou sobre os preços da pluma na bolsa de Nova York. Os lotes para julho fecharam a 64,58 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 42 pontos. Entre 3 e 9 de abril, os cancelamentos de exportações dos Estados Unidos envolveram um volume de algodão maior que o montante acertado para venda no período. Na semana, o balanço líquido das vendas foi negativo em 4,746 mil toneladas, de acordo com o Departamento de Agricultura do país. Além disso, os estoques da ICE Futures ganharam 3,251 mil toneladas em dois dias, acumulando 12,987 mil toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,14%, para R$ 2,2016 a libra-peso. (Valor Econômico 17/04/2015)

 

Shell anuncia que construirá carro-conceito

O Projeto M, como está sendo chamado, vai “reunir eficiência energética e trabalho em equipe”, afirma a empresa.

A Shell acaba de anunciar que, em parceria com o lendário designer de carros e professor Gordon Murray e com o especialista em motores Osamu Goto, vai coprojetar um veículo ultracompacto. O modelo será desenvolvido para o uso urbano e será baseado em um motor de combustão interna.

O carro-conceito pretende ser um veículo simples, reunindo elementos inovadores de engenharia, materiais leves e eficiência do sistema propulsor. “Ele terá como objetivo inspirar as pessoas a pensar sobre como maximizar a mobilidade, minimizando o consumo de energia e, assim, ajudar na locomoção em cidades cada vez mais congestionadas”, diz comunicado da empresa.

O chamado Projeto M reúne a equipe de Tecnologia de Lubrificantes da Shell, o Gordon Murray Design Group e a Geo Technology, especializada em motores. Esta relação de coengenharia entre as três equipes visa “garantir que o desenvolvimento de lubrificantes, do motor e do veículo seja totalmente integrado, oferecendo resultados que nenhum dos três grupos poderia alcançar trabalhando separadamente”.

"Desde que começamos a trabalhar com o Gordon Murray Design Team no carro T25, em 2010, temos tido uma maior reflexão sobre a forma de desenvolver um carro usando o mínimo de energia possível. Acreditamos que este veículo da Shell vai demonstrar o quão eficiente um carro pode ser quando a companhia trabalha em parceria com os fabricantes de veículos e motores durante a concepção e construção”, afirma Selda Günsel, Vice-presidente global de Projetos Comerciais e Tecnologia da Shell. (Revista Administradores 16/04/2015)