Setor sucroenergético

Notícias

Usinas: Quando dar um desconto de 75% é a melhor opção para os credores

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/usinas-quando-dar-um-desconto-de75-e-a-melhor-opcao-para-os-credores.html#.VTd62yFViko

A usina de açúcar e álcool Tonon Bioenergia espera que os credores estrangeiros aceitem um desconto de até 75% no valor de face da dívida para que a empresa possa evitar um calote. Para os detentores de bonds, aceitar o acordo pode ser a melhor opção.

Basta observar o que aconteceu com os papéis de empresas do setor no último ano para se dar conta de como as coisas podem piorar. Após interromperem os pagamentos de suas dívidas, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) e a Aralco Açúcar e Álcool viram o valor de seus títulos despencar para menos de 10 centavos por dólar.

"Considerando o que vimos com a GVO e a Aralco nos últimos tempos, parece um negócio bastante decente", disse Carlos Gribel, chefe de renda fixa da Andbanc Brokerage LLC, de Miami. "Os credores podem escolher entre aceitar essa oferta ou ver a empresa entrar com pedido de recuperação judicial e eles ficarem com praticamente zero".

A falta de opções dos investidores ressalta como é precário o estado da indústria sucroalcooleira no país, abatida pelos baixos preços do açúcar, a política que impôs um teto sobre os preços do etanol nos últimos anos e a desvalorização do real, que elevou o valor da dívida em dólar. Desde 2011, 47 usinas fecharam as portas e 70 estão em recuperação judicial, segundo dados da Unica, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

Negociações com credores

A Tonon, que tem sede em Bocaina, São Paulo, está pedindo que tanto os detentores de bonds com garantia quanto os sem garantias aceitem o desconto, segundo duas fontes informadas sobre o assunto que pediram anonimato por discutirem informação privada. A transação também poderia envolver um novo empréstimo para a Tonon, que tem cerca de R$ 250 milhões em dívidas de curto prazo com 11 bancos, disseram as fontes.

A Tonon preferiu não comentar as negociações.

A Tonon tem US$ 530 milhões (cerca de US$ 1,6 bilhão) em bonds em circulação. Seus títulos com vencimento em 2020, no valor de US$ 300 milhões, tiveram queda de 78 por cento desde que atingiram o pico em julho e são negociados a 20,9 centavos por dólar.

Entre os detentores das notas da empresa estão a AllianceBernstein e o fundo hedge Gramercy Funds Management LLC, segundo as fontes. Nenhuma das empresas respondeu aos pedidos de comentário feitos por telefone e e-mail.

A GVO está negociando com seus credores uma conversão de dívidas em ações, disse o CEO Joamir Alves na quinta-feira, no evento LatinFinance, em São Paulo. Alves afirmou que a situação de liquidez da empresa é "difícil".

Falência da Aralco

A GVO não respondeu a telefonemas em busca de comentários sobre as negociações com os detentores de bonds. Os papéis da empresa com vencimento em 2018, no valor de US$ 300 milhões, foram negociados pela última vez a 3,5 centavos para cada dólar.

Os títulos da Aralco para 2020, no valor de US$ 250 milhões, foram negociados pela última vez a 9,1 centavos. A empresa está em recuperação judicial.

A Aralco teve seu plano de falência aprovado pela vasta maioria de seus credores após "ser submetida a um processo longo e difícil", afirmou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa. "Isso mostra a confiança do mercado nas ações da empresa e em sua capacidade de pagamento".

As dificuldades enfrentadas pelas indústrias também derrubaram os títulos de dívida emitidos pela USJ Açúcar e Álcool. Seus US$ 275 milhões em notas com vencimento em 2019 perderam 50% do valor neste ano e são negociados a 35,2 centavos por dólar. A USJ não está reestruturando sua dívida e tem uma posição de caixa confortável para cumprir seus compromissos de curto prazo, afirmou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.

A Tonon teve sua nota rebaixada pela Standard Poor's na semana passada em dois degraus, para CCC+, sete níveis abaixo do grau de investimento. A agência de classificação de risco prevê que a empresa enfrentará déficits no fluxo de caixa nas próximas safras e necessidades crescentes de refinanciamento, com mais de 90% de sua dívida lastreada em dólar.

"Os investidores querem aceitar um corte de 75%? Obviamente não", disse Wilbur Matthews, CEO da Vaquero Global Investment LP, por telefone, de San Antonio, EUA. "Mas eles têm alguma escolha, considerando esses terríveis precedentes da Aralco, da GVO e de tantas outras empresas agrícolas? Não. Algumas delas nem sequer saem da falência. Essas coisas só se normalizam na Terra do Nunca". (Bloomberg 20/04/2015)

 

ADM assumirá usinas de milho em três países

http://www.valor.com.br/agro/4015616/adm-assumira-usinas-de-milho-em-tres-paises

A Archer Daniels Midland Company (ADM) anunciou um acordo para comprar diversos ativos da Eaststarch, uma joint-venture entre a própria ADM e a Tate & Lyle.

Pelo acordo, a trading americana vai pagar 240 milhões de euros em dinheiro à Tate & Lyle e assumir as usinas de milho da empresa na Bulgária e Turquia e passará a deter 50% de um moinho na Hungria.

A negociação está “sujeita a questões habituais” e prevê também que a Tate & Lyle assuma a propriedade da Eaststarch na Eslováquia.

“Nosso negócio de milho está criando valor agregado para o acionista com expansão geográfica e a crescente diversificação do nosso portifolio de produto”, disse Chris Cuddy, presidente da unidade de processamento de milho da ADM.

“Com o fim das cotas de produção de açúcar na Europa, haverá enormes oportunidades de crescimento no setor de adoçantes, incluindo a abertura de novos mercados no Leste Europeu.

Ao adquirir maior parcela nesses ativos, a ADM será capaz de aumentar a oferta de produtos de adoçantes e melhorar a capacidade de atendimento na área de amidos na Europa”.

As instalações da Bulgária, Turquia e Hungria têm uma capacidade de moagem diária combinada de aproximadamente 200 mil bushels (5 mil toneladas).

Elas produzem principalmente adoçantes e amidos; a unidade da Hungria também produz etanol para combustível, bebidas e produtos para uso industrial.

Essa operação vai aumentar a capacidade de moagem global de milho pela ADM em 7,5%, para cerca de 3 milhões de bushels (7,62 milhões de toneladas) por dia.

“O valor desta transação reflete a redução nos preços do açúcar que irá acontecer na Europa”, adicionou Cuddy.

Como parte da transação, a ADM irá fornecer à Tate & Lyle frutose cristalina a partir da usina da Turquia.

Além disso, a Tate & Lyle indicará a ADM como agente exclusivo para a venda de adoçantes líquidos e amidos industriais produzidos por suas fábricas da UE.

A Eaststarch, joint-venture entre a ADM e Tate & Lyle com 50% cada uma, foi formada em 1992.

Possui as três usinas de milho, um na Eslováquia, um na Bulgária e uma na Turquia e 50% de uma fábrica na Hungria.

A transação está sujeita à aprovação regulatória em algumas jurisdições. E ADM anunciou que tem como meta fechar o negócio neste verão no hemisfério Norte. (Valor Econômico 21/04/2015 às 15h: 52m)

 

Nota Oficial: UNICA apoia Lei da Terceirização

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/155065-nota-oficial-unica-apoia-lei-da-terceirizacao.html#.VTd13SFViko

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que representa a indústria sucroenergética na região Centro-Sul do País manifesta-se favorável à regulamentação do Projeto de Lei 4.330/04, em discussão no Congresso Nacional.

A UNICA apoia os aspectos positivos que envolvem a implementação do projeto de Lei 4.330/04, que regulamenta a contratação de serviços terceirizados, tendo em vista  que as empresas já utilizam o processo de terceirização na busca de maior produtividade e competitividade.

Além de trazer segurança jurídica e permitir a possibilidade de geração de emprego, a regulamentação do projeto de terceirização preserva os direitos trabalhistas. Para isso, estabelece retenção de 4% do valor do contrato como garantia dos mesmos, além da obrigatoriedade de fiscalização pela contratante, do cumprimento das obrigações trabalhistas decorrentes do contrato.

Os serviços de terceirização são parte importante da estrutura produtiva da indústria brasileira, mas a falta de sua regulamentação é fator de grande insegurança jurídica para o setor produtivo. Assim, é de fundamental importância a criação desse marco legal. Além disso, a criação de modelos de gestão empresarial mais eficientes impõe às empresas brasileiras que se adequem aos parâmetros do mercado global, que além de dinâmico é altamente competitivo. (Notícias Agrícolas 20/04/2015 às 16h: 51m)

 

Petrobras dá um passo para longe do setor sucroenergético

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/petrobras-da-um-passo-para-longe-do-setor-sucroenergetico.html#.VTdzcyFViko

No que depender da Petrobras, a participação do álcool na matriz energética brasileira vai cair ainda mais. A companhia vai decretar uma espécie de moratória sucroalcooleira, fechando as torneiras para os investimentos no setor. A primeira a receber o impacto da decisão será a Tereos, sócia da estatal na Açúcar Guarani.

Os franceses podem esperar sentados pelo Godot da Avenida Chile.

A Petrobras não pretende sequer efetuar o último dos cinco aportes anuais de R$ 300 milhões na Guarani, referentes à compra de 46% da empresa, negócio selado em 2010.

O prazo limite para o desembolso é outubro.

Mas, desde já, a estatal busca mecanismos para se livrar da quitação da derradeira parcela e se desfazer da sua participação na sucroalcooleira antes mesmo dessa data. Ressalte-se que a associação com a Tereos foi a maior operação feita pela Petrobras Biocombustíveis.

Ao todo, a petroleira já injetou mais de R$ 1,2 bilhão na Guarani.

O desembarque da Petrobras no capital da Açúcar Guarani remete ao segundo mandato de Lula, quando a estatal e o próprio BNDES entraram em campo para fomentar a indústria sucroalcooleira

nacional: a petroleira, com a compra de participações em usinas; o banco, com uma farta temporada de empréstimos ao setor.

A joint venture com o Grupo São Martinho, que deu origem à Nova Fronteira Bioenergia, também data dessa época, a operação foi fechada em junho de 2010.

Aliás, o ramo da família Ometto que controla a São Martinho já pode ir se acostumando com a idéia de olhar para o lado e não enxergar a Petrobras.

O meia-volta, volver da Petrobras se dá justo no momento em que o governo faz um novo movimento para aumentar as vendas de etanol e aliviar o garrote que aperta as usinas sucroalcooleiras.

Em março, o índice de álcool misturado a gasolina passou de 25% para 27%.

A medida tem a melhor das intenções: proteger uma indústria que fechou mais de 60 mil postos de trabalho nos últimos dois anos.

A Petrobras, no entanto, está fora desse mutirão pró-etanol.

Neste momento, não há nada mais anacrônico e deslocado na carteira de ativos da estatal do que os penduricalhos societários no setor. Até porque essa é uma área que só deu prejuízo à companhia.

A própria Guarani, por exemplo, acumula perdas de R$ 140 milhões nos últimos anos.

A esse desencaixe estratégico soma-se também a necessidade da companhia de vender participações para fechar as feridas financeiras abertas pelo “petrolão”. (Jornal Relatório Reservado 20/04/2015)

 

MPF reforça pedido para banir glifosato

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2015/04/mpf-reforca-pedido-para-banir-glifosato.html

Procuradores cobram urgência na reavaliação toxicológica.

O Ministério Público Federal enviou documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério Público Federal recomendando que “seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica do glifosatoe que a determine o banimento do herbicida no mercado nacional”. O princípio ativo é o mais utilizado pelos agricultores brasileiros, “principalmente os que adotam o modelo de monocultura”.

O MPF diz que a medida leva em conta o princípio da precaução e se baseia em estudos como o desenvolvido pela International Agency for Research on Câncer (IARC), “ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo a qual, o ingrediente pode ser cancerígeno”.

Além da recomendação à Anivisa, o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes apresentou uma petição à Justiça Federal em que reforça o pedido de liminar para proibir a concessão de novos registros de agrotóxicos que contenham oito ingredientes ativos – entre os quais o glifosato – “condenados por organismos internacionais e pela própria Anvisa”. Ele lembra que a necessidade de providências em relação ao controle e proibição de venda dos agrotóxicos é objeto de três ações judiciais propostas em abril de 2014 pela Procuradoria da República no Distrito Federal (PR/DF).

Os procuradores observam que novas providências em relação ao assunto “são decorrentes de fatos recentes que, na avaliação do MPF, reforçam os perigos tanto do glifosato quanto dos demais ingredientes questionados nas ações judiciais”. Na petição enviada à 7ª Vara Federal, o procurador explica que, em dezembro de 2014, após o oferecimento das ações, a própria Anvisa determinou o banimento de dois ingredientes ativos que são objeto das ações judiciais: o forato e a parationa metílica. Em relação aos outros seis princípios ativos, cinco deles (lactofem, carbofurano, abamectina, tiram e paraquate) já têm parecer técnico da Anvisa para que a comercialização seja proibida no país.

A petição também faz referência ao fato de a OMS ter reconhecido, em março de 2015, estudos consolidados por 17 especialistas de 11 países, que avaliaram a característica carcinogênica de alguns ingredientes, entre os quais o glifosato. No documento, o MPF frisa que, entre outras conclusões, os especialistas “afirmaram, com segurança, que o glifosato produz, muito provavelmente, efeitos carcinogênicos em seres humanos”. O estudo chancelado pela IARC serviu de base para um alerta divulgado no mês seguinte pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). O documento oficial chama atenção para os riscos que a exposição ao glifosato representa para a saúde dos brasileiros. (Revista Globo Rural 20/04/2015)

 

Uréia agrícola mais cara em abril

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/155023-ureia-agricola-mais-cara-em-abril.html#.VTd1MSFViko

Os preços dos fertilizantes subiram no mercado interno, com o dólar valorizado em relação ao real. Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada da ureia agrícola ficou cotada, em média, em R$1.247,62 em abril, sem o frete.

Os preços variaram entre R$1.200,00 e R$1.340,00 por tonelada no estado. A cotação média subiu 0,2% em abril, em relação a março. Apesar dos recentes aumentos, a ureia está custando, 2,1% menos na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para 2015, o dólar valorizado é um fator de sustentação de preços dos adubos. Do lado da demanda, porém, a movimentação está fraca nestes primeiros meses do ano, com alguns setores, como o de cana-de-açúcar, demandando menos. (Notícias Agrícolas 20/04/2015)

 

Juros do Plano Safra serão "praticamente" neutros, diz ministra

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/juros-do-plano-safra-serao-praticamente-neutros-diz-ministra.html#.VTd7aSFViko

O Plano Safra para financiamento da agricultura na temporada 2015/16 deverá ter taxas de juros reais "praticamente neutras", e os recursos destinados a custeio das lavouras não sofrerão cortes em função do ajuste fiscal promovido pelo governo, disse nesta segunda-feira a ministra da Agricultura, Kátia Abreu.

A ministra, que se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na manhã desta segunda-feira, sinalizou que as taxas de juros do Plano Safra 2015/16, a ser anunciado em 19 de maio, devem acompanhar a inflação, resultando em pequeno ou nenhum aumento nas taxas reais para o produtor.

"As taxas de juros serão praticamente neutras, como foram no ano passado", disse ela a jornalistas.

"O produtor rural, ele não pode estar excluído da nação brasileira. As outras empresas do Brasil estão aí com taxas de juros de mais de 12 por cento. Então eu acredito que taxas de juros entre 8,5 por cento e ate 9 por cento estão muito compatíveis com o nível de inflação de 8,5 por cento. Isso não está fugindo", argumentou.

Segundo a ministra, Dilma tem acompanhado "pessoalmente" os volumes, taxas e termos do plano a serem anunciados em maio e deixou "claro" à equipe responsável pelo programa que o ajuste fiscal não implicará em redução de recursos para custeio e defesa agropecuária.

"Defesa agropecuária é prioridade. Plano Safra, no que diz respeito a custeio, é a máquina que gira a agricultura", afirmou a ministra.

O Plano Safra 2014/15 teve volume recorde de 156,1 bilhões de reais, com taxa de juros média de 6,5 por cento ao ano. (Reuters 20/04/2015)

 

MS abre no dia 24 a colheita da safra 2015/2016 de cana-de-açúcar

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/ms-abre-no-dia24-a-colheita-da-safra20152016-de-cana-de-acucar.html#.VTd7yCFViko

Solenidade será realizada em usina da Adecoagro, em Angélica.

Conab apontou que nova safra deve ser de 45,374 mi de t.

MS registrou um recorde de produção de cana-de-açúcar na safra 2014/2015, segundo a Conab (Foto: Anderson Viegas / Do Agrodebate).

Mato Grosso do Sul abre oficialmente no próximo dia 24 de abril a colheita da safra 2015/2016 de cana-de-açúcar. O evento será realizado na usina sucroenergética Angélica, do grupo Adecoagro, no município de Angélica, às 11 horas.

A solenidade deve contar com a presença do presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), Roberto Hollanda, do diretor da Adecoagro, Marcelo Vieira, e do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

No dia 13 de abril a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou um relatório em que apontava os números finais da safra 2014/2015 de cana no estado e um outro documento em que apresentava uma estimativa para o novo ciclo.

De acordo com os números da Conab, o estado fechou a safra passada com uma produção de 42,969 milhões de toneladas, volume 3,6% superior as 41,496 milhões de toneladas do ciclo 2013/2014.

Segundo a Conab,houve aumento de produção em razão da ampliação de 2,1% na área cultivada, que subiu de 654,5 mil hectares para 668,3 mil hectares e de um incremento de 1,4% na produtividade, que passou de 63,401 toneladas por hectare para 64,300 toneladas por hectare.

De acordo com a companhia, no ciclo 2013/2014, 72,68% da cana produzida em Mato Grosso do Sul foi processada para a fabricação de etanol, contra 27,31% para o açúcar, enquanto que na safra 2014/2015, 74,72% foi destinada a produção do biocombustível e 25,27% a do alimento.

Com menor quantidade de matéria-prima, a produção de açúcar retrocedeu 2,21% no estado na temporada recém-concluída frente a anterior, caindo de 1,367 milhão de toneladas para 1,337 milhão de toneladas.

Na contramão, o processamento de etanol foi ampliado em 8,71%, o que representa 194,538 milhões de litros a mais, o equivalente a produção de uma usina de grande porte no estado. A fabricação do biocombustível passou, na comparação dos dois ciclos, de 2,232 bilhões de litros para 2,427 bilhões de litros.

Desse processamento, 74,36%, 1,804 bilhão de litros, foi de etanol hidratado, que é o combustível vendido diretamente nos postos para o abastecimento dos veículos flex e dos 100% dedicados, enquanto que outros 25,63%, 622,125 milhões de litros, foi do tipo anidro, que é misturado na proporção de 27,5% a gasolina.

Novo ciclo

Já na primeira estimativa para o ciclo 2015/2016, a companhia estima que o estado aumentará em 5,6% sua produção de cana, atingindo as 45,374 milhões de toneladas e deverá ampliar no mesmo percentual o processamento de açúcar, que pode chegar a 1,412 milhão de toneladas, e de etanol, que pode atingir os 2,562 bilhões de litros. (G1 21/04/2015)

 

Cuba: Projeto Brazil Sugarcane fomenta negócios com setor açucareiro

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/cuba-projeto-brazil-sugarcane-fomenta-negocios-com-setor-acucareiro.html#.VTd8NSFViko

De 8 a 10 de abril, representantes do setor sucroenergético de Cuba se reuniram com empresários do setor brasileiro em Havana, Cuba.

A missão comercial realizada pelo Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution foi organizada pelo Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A ação contou com suporte do escritório da agência em Havana.

Na abertura do evento, os empresários brasileiros e os compradores cubanos receberam as boas-vindas do diretor de Relações Internacionais da AZCUBA, Rafael Rivacoba.

A ação teve o objetivo de promover os produtos, a tecnologia, a inovação e os equipamentos brasileiros para o setor açucareiro cubano.

Na oportunidade, oito empresas brasileiras tiveram a chance de apresentar seus produtos às instituições que coordenam o setor sucroenergético de Cuba. Participaram da missão as instituições cubanas, Tranzmec, Iprovaz, Zeti, ICIDCA, AZUMAT, Azuimport, Azutecnia, AZCUBA e Zerus SA.

Durante a missão, foram realizados 30 contatos comerciais, US$ 250 mil em negócios realizados e cerca de US$ 129 milhões em expectativa de negócios para os próximos 12 meses.

No evento, o diretor executivo do Apla, Flavio Castelar, reuniu-se com representantes da ICIDCA e AZCUBA, quando foi discutida a possibilidade de acordos de cooperação. Segundo ele, Cuba está trabalhando para a revitalização do setor açucareiro. "O Brasil tem grandes chances de inserir seus produtos e serviços no mercado cubano, através de nossas missões prospectivas e encontros com importantes instituições do setor, notamos esta real abertura de mercado".

O acordo bilateral entre Brasil e Cuba para o fomento e promoção comercial de produtos e serviços da cadeia produtiva da cana-de-açúcar quando assinado, deverá futuramente abrir novas possibilidades e facilidades comerciais entre os países.

Sobre o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution

Em dezembro de 2006, o Apla e a Apex-Brasil iniciaram o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution - parceria para promoção das tecnologias, máquinas, equipamentos e serviços para produção de bioenergia em diversos continentes visando a expansão do comércio de toda a cadeia produtiva do setor sucroenergético.

Através dessa parceria, foi implantado um planejamento estratégico que resultou em diversas ações, estudos de mercado, análise da competitividade, mapeamento de novos projetos, participações em palestras, conferências, feiras, congressos, visitas e rodadas de negócios - conjunto de ações determinantes para o considerável crescimento na geração de negócios internacionais relacionados ao setor da cana-de-açúcar.

O Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution agrega empresas e instituições públicas e privadas ligadas ao setor sucroenergético, cobrindo a cadeia agroindustrial da cana-de-açúcar desde o desenvolvimento de tecnologias industriais e agrícolas, fabricação de máquinas e equipamentos, desenvolvimento de variedades de cana e prestação de serviços diversos, até a participação efetiva no desenvolvimento e estruturação de mercados. Além de possuir um expressivo número de plantas processadoras de cana, respondendo por um percentual significativo da produção do setor.

Aumentar o faturamento real dos integrantes do projeto, atrair oportunidades de negócios para o Brasil, maximizar a vantagem competitiva para as empresas brasileiras, fortalecer a geração de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e sua aplicação no setor, promover produtos, serviços, tecnologias nos mercados externos, e desenvolver parcerias estratégicas com instituições nacionais e internacionais em sintonia com as demandas do mercado, são alguns dos objetivos do Projeto Sugarcane Bioenergy Solution.(Brasil Agro 21/04/2015)

 

Commodities Agrícolas

http://www.valor.com.br/agro/4015938/commodities-agricolas

Café: Demanda aquecida: Os preços do café arábica enfrentaram um novo pregão de forte oscilação na bolsa de Nova York ontem, mas com poucos negócios. Os lotes para julho encerraram em alta de 145 pontos, a US$ 1,4270 por libra-peso. Com o feriado de Tiradentes no Brasil, o maior produtor mundial do grão, os investidores se retraíram e não tomaram posições mais arriscadas. Mas notícias de demanda aquecida deram suporte às cotações. Segundo relatório da Organização Internacional do Café (OIC), o consumo mundial do grão tem crescido 2,3% nos últimos quatro anos. Em 2014, a estimativa é que o consumo tenha alcançado 149,3 milhões de sacas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão foi negociado a R$ 452,78 na segunda-feira, ligeira alta de 0,08%.

Soja: Lucros no bolso: Depois de cinco sessões consecutivas de valorização, as cotações da soja recuaram na bolsa de Chicago ontem, em meio a um movimento de realização de lucros. Os contratos com vencimento em julho fecharam em queda de 2,75 centavos, a US$ 9,7675 por bushel. Investidores ainda aguardam mais informações sobre a nova safra americana 2015/16, que está em início de semeadura. Os traders também estão de olho no comportamento dos compradores chineses depois de o Banco Popular do país anunciar uma redução na quantidade de reservas que os bancos comerciais são obrigados a manter, liberando cerca de US$ 200 bilhões para empréstimos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de soja no Paraná ficou em R$ 63,20 na segunda-feira, alta de 0,52%.

Algodão: Avanço do plantio: Os contratos futuros de algodão voltaram a cair em Nova York ontem. Os papéis para julho fecharam em baixa de 40 pontos, a 62,99 centavos de dólar por libra­peso. Os investidores são influenciados pela redução nas vendas americanas da fibra por quatro semanas consecutivas. O avanço do plantio de algodão nos EUA também contribuiu para que as cotações cedessem. Relatório divulgado na segunda­feira pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) indicou que já estão semeados 8% da área estimada para a fibra na temporada 2015/16. O ritmo dos trabalhos está abaixo dos 11% da média histórica para esse período. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi vendida a R$ 70,10 na segunda-feira, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Trigo: Impulso das vendas: Os preços do trigo voltaram a subir ontem nas bolsas americanas, novamente diante das repercussões do aumento das exportações americanas do produto. Em Chicago, os lotes com entrega em julho encerraram com ganho de 2 centavos, cotados a US$ 5,0025 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento fecharam em alta de 1 centavo, a US$ 5,19 por bushel. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país enviou ao exterior 564,5 mil toneladas de trigo na semana encerrada no dia 20, 19,7% mais que na semana anterior. No Paraná, a saca de 60 quilos da commodity ficou estável, a R$ 35,76, de acordo com o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral/Seab). (Valor Econômico 22/04/2015)