Setor sucroenergético

Notícias

Rubens Ometto quer Cosan e Shell juntos na produção de petróleo

Rubens Ometto tenta pegar carona na compra dos ativos da BG pela Shell para ressuscitar um antigo projeto: a atuação conjunta da Cosan e dos anglo-holandeses em exploração e produção no Brasil.

A dobradinha chegou a fazer parte dos planos originais da Raízen, joint venture entre as duas empresas, mas acabou ficando pelo caminho. No que depender da Shell, é por lá que ficará. (Jornal Relatório Reservado 30/01/25015)

 

Ave de rapina mira canaviais brasileiros

A NML Capital, um dos fundos-abutre que transformaram a Argentina em carniça e colocaram o país em default, está sobrevoando os canaviais brasileiros.

Na linha do “quanto pior melhor”, os norte-americanos miram em usinas de álcool e açúcar em recuperação judicial. (Jornal Relatório Reservado 30/04/2015)

 

Lava Jato pode quebrar 200 empresas, dizem fabricantes de máquinas

A Abimaq, associação que representa fabricantes de máquinas e equipamentos, está agendando audiência com Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, para levar a ele "um dossiê" relatando "o descalabro" no setor.

De acordo com Carlos Pastoriza, presidente da entidade, 200 empresas estão prestes a quebrar porque não recebem das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato

Lado a lado

Ao lado de FHC no jantar sentaram-se o empreiteiro Marcelo Odebrecht, Rubens Ometto, da Cosan, e Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, além de Doria e o governador Geraldo Alckmin. (Por Mônica Bergamo da Folha de São Paulo 30/04/2015)

 

Açúcar: Imposto indiano

O aumento do imposto de importação de açúcar na Índia intensificou a pressão sobre os preços da commodity na bolsa de Nova York.

Os contratos do açúcar demerara para julho fecharam ontem com queda de 7 pontos, a 13,15 centavos de dólar a libra-peso.

O governo indiano aumentou de 25% para 40% o imposto de importação de açúcar com o objetivo de proteger o mercado local.

Com isso, as usinas do país devem diminuir suas compras no mercado internacional, tirando um importante player do mercado.

Também se espera que hoje, no vencimento do contrato de maio, seja entregue um volume recorde de 2,9 milhões de toneladas de açúcar para a Wilmar International.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,33%, para R$ 51,73 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 30/04/2015)

 

Perspectiva do setor sucroenergético é negativa

Avaliação é da agência S&P, citando queda do preço do açúcar no mercado global.

A agência de classificação de riscos Standard & Poor's (S&P) avalia que as perspectivas para o setor sucroenergético ainda são, em geral, negativas

Em relatório divulgado nesta terça, dia 28, a agência de classificação de risco diz que os preços do açúcar recuaram 30% na União Europeia (UE) e 20% nos demais mercados globais no ano passado, o que afeta a rentabilidade e o crédito de produtores europeus e brasileiros, principalmente.

Os principais fatores que afetam a qualidade de crédito no setor são as fortes quedas nas receitas dos produtores, a queda nos volumes de produção no Brasil e a incapacidade das empresas de ajustarem com eficiência suas bases de custo operacional e diminuir seu elevado nível de investimentos, explica a S&P.

No Brasil, esses investimentos foram parcialmente financiados por meio de dívida, muitas vezes resultando em estruturas de capital altamente alavancadas, acrescenta a agência. Ainda de acordo com a S&P, a rentabilidade do etanol até tem apresentado melhora no Brasil, graças ao aumento dos preços e dos impostos na gasolina.

Tais fatores, contudo, não devem mitigar "totalmente o efeito negativo da queda nos preços do açúcar na rentabilidade dos produtores locais, uma vez que a inflação continua pressionando seus custos operacionais, enquanto a seca enfraqueceu sua eficiência operacional".

Já a desvalorização do real ante o dólar (de aproximadamente 30% em um ano) chegou a elevar os volumes de açúcar vendido por produtores brasileiros, mas pesou negativamente nas métricas de crédito das usinas ao acarretar em aumento da dívida denominada em dólar.

Como resultado, a S&P vem realizando ações negativas para os ratings de empresas do setor, como as brasileiras USJ Açúcar e Usina Caeté, em novembro do ano passado.

As perspectivas de Tereos e Suedzucker ficaram negativas em dezembro de 2014 e janeiro de 2015, respectivamente.

Não esperamos melhora significativa na rentabilidade, geração de fluxo de caixa e métricas de crédito nos próximos 12 meses para as empresas do setor que avaliamos.

Os preços baixos do açúcar e investimentos ainda elevados afetam os produtores, enquanto no Brasil os maiores riscos de refinanciamento e custos de financiamentos mais caros representam riscos de curto prazo para as empresa, diz.

Especificamente para a Europa, que produz 10% do açúcar global, vendido basicamente na própria região, a S&P diz que a rentabilidade dos produtores é afetada pelos amplos estoques, pela perspectiva de uma demanda menor e por mudanças estruturais na indústria, "notadamente" o fim das cotas da UE em 30 de setembro de 2017.

O fim das cotas na UE terá impacto significativo na dinâmica de mercado dos produtores de açúcar, eliminando restrições nos volumes de produção e exportações, bem como no preço mínimo pago aos produtores de beterraba sacarina, enquanto as importações continuarão sendo reguladas, diz a agência.

Sem as cotas, haverá maior competição no bloco, o que tende a pressionar os preços da commodity, explica a S&P. (Cana Rural 29/04/2015)

 

Incerteza engaveta projetos do setor agrícola e atrasa inovação

Ganho de produtividade, que compensaria crise, sofrerá atraso.

As consultorias e as empresas de projetos agrícolas estão de braços cruzados. Os projetos já avaliados, e que deveriam ser tocados no setor, continuam nas gavetas.

É um ano em que nada se move. O marasmo se contradiz com o aquecimento dos últimos anos, quando o setor viveu intensa expansão.

E há algumas razões para isso. Primeiro, o setor agropecuário, assim como todos os demais, foi afetado pelas incertezas políticas.

Na sequência, vieram as indecisões econômicas, que geraram também preocupações com o câmbio.

A desvalorização cambial foi favorável aos exportadores de grãos, que obtiveram mais reais com seus produtos da safra 2015, mas deixaram um rastro de alta nos custos dos insumos para 2016.

Para deixar o cenário ainda mais sombrio, os preços das commodities caem. Soja abaixo de US$ 10 e milho inferior a US$ 4 por bushel são desanimadores para os produtores brasileiros, principalmente devido à atual desaceleração do dólar.

Essa perda de ritmo na implementação dos novos projetos agrícolas é preocupante. Isso porque coloca em xeque o avanço tecnológico na agropecuária brasileira.

Todos os novos projetos contemplam esse aspecto de inovação, que busca produção maior, com custo menor.

O engavetamento dos projetos inibe, também, o avanço da produtividade nas diversas atividades no país. Diante dos atuais aumentos de custos, resta ao produtor brasileiro elevar a produtividade para garantir uma competitividade maior ao país. (Folha de São Paulo 30/04/2015)

 

Produção de açúcar do Centro-Sul recua; etanol aumenta

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil somou 388 mil toneladas na primeira metade de abril, ante 421 mil toneladas no mesmo período do ano passado, com produtores destinando mais cana para a produção de etanol neste início da temporada 2015/16, informou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nesta terça-feira.

A produção do biocombustível somou 566 milhões de litros, aumento de mais de 10 por cento na mesma comparação, com usinas da principal região produtora do país destinando quase 70 por cento da matéria-prima para o etanol.

Enquanto isso, a moagem de cana ficou praticamente estável na primeira quinzena de abril, atingindo 12,8 milhões de toneladas.

"A safra 2015/2016 iniciou mais alcooleira do que a anterior, com o maior incremento na produção de etanol hidratado, dados os expressivos estoques de passagem de etanol anidro", afirmou a Unica em nota.

No acumulado da safra 2015/16, a produção de etanol total atingiu 801 milhões de litros, aumento de 21 por cento ante o mesmo período de 2014/15, com o etanol hidratado respondendo por 681 milhões de litros.

Já a fabricação do combustível anidro, que é misturado à gasolina, caiu 44 por cento, para 119 milhões de litros.

Até 15 de abril, 166 usinas estavam em operação, contra 163 unidades registradas até a mesma data de 2014. Mas "hoje, 28 de abril, mais de 200 unidades produtoras encontram-se em safra", completou a Unica. (Reuters 29/04/2015)

 

Odebrecht venderá fatia em ativos de energia renovável

Odebrecht Energia, uma subsidiária da Odebrecht, está à procura de investidores estrangeiros interessados em comprar fatias de ativos de energia renovável, em um momento em que se deterioram as condições de crédito no Brasil.

A Odebrecht Energia já está em negociação com quatro fundos de pensão internacionais que estariam interessados em seus projetos eólicos, hidrelétricos e de biomassa, segundo Felipe Jens, diretor de investimentos da empresa com sede em São Paulo.

A companhia tem 2,4 gigawatts de capacidade instalada em projetos de energia renovável no Brasil.

“A forma de perpetuar o crescimento no setor é encontrar um parceiro”, disse Jens em entrevista em São Paulo. “Nossa capacidade de investimento é finita. Você consegue fazer mais investimentos usando recursos de terceiros”.

Com a alta dos juros para combater a inflação, a economia brasileira caminha para o pior ano desde 1992, e após um grande escândalo de corrupção, as empresas estão vendo poucas razões para emitir títulos de dívida para financiar investimentos. Como consequência, o mercado de captações ficou paralisado no primeiro trimestre.

Os bancos também não estão dispostos a ampliar os créditos. Até mesmo o BNDES, uma das ferramentas que integram o plano da presidente Dilma Rousseff para reduzir o endividamento do país, anunciou a redução de empréstimos baratos. Além disso, o governo elevou a taxa de juros de longo prazo cobradas pelo banco. Para os investidores estrangeiros que buscam preços baixos, a crise pode gerar oportunidades.

O real próximo ao nível mais baixo dos últimos 10 anos ajuda a tornar os ativos locais mais baratos em dólares americanos.

“Esse é um ano de fusões e aquisições no Brasil”, disse Thais Prandini, diretora da consultoria de energia Thymos Energia, em entrevista por telefone. “Tudo está mais barato do que quando o Brasil estava indo bem”.

A desaceleração econômica ocorre após um boom de investimentos no setor de energia eólica nos últimos anos, que atraiu investidores estrangeiros em um momento em que o país buscou diversificar sua geração de energia.

Aumento da capacidade

A capacidade eólica instalada do Brasil cresceu 82% em 2014, para 6 gigawatts, segundo a Associação Mundial de Energia Eólica. As companhias de biomassa aproveitaram a vantagem dos preços à vista altos no ano passado para aumentar a geração de energia em 17 por cento, segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).

Grande parte da expansão foi financiada pelo BNDES, mas os tempos mudaram.

“Definitivamente há uma redução nos recursos de financiamento no Brasil”, disse Jens. “Precisamos ser cuidadosos em relação a novos investimentos, especialmente no que diz respeito à disponibilidade de fontes de capital”.

O momento é propício para que a Odebrecht venda alguns de seus ativos de energia renovável, pois a maioria das plantas acabou de iniciar operações e a fase de construção terminou, disse Jens.

O plano está sendo discutido pelo conselho da Odebrecht e a empresa ainda não contratou assessores, disse ele.

A Odebrecht Energia usaria recursos de investidores estrangeiros para expandir seu portfólio no Brasil e em outros países da América Latina, disse Jens.

Projetos existentes

O complexo eólico Corredor do Senandes da Odebrecht, de 108 megawatts, no Sul do Brasil, poderia ser expandido em 70 megawatts. A empresa também está desenvolvendo um projeto eólico de 240 megawatts no Nordeste.

Seus 738 megawatts de capacidade instalada em usinas termelétricas movidas a biomassa deverão ser expandidos para 854 megawatts.

No Peru, a Odebrecht recebeu aprovação do governo para construir duas usinas hidrelétricas para um total combinado de 780 megawatts. No Panamá, a empresa está tentando conseguir aprovação para um projeto hidrelétrico de 224 megawatts.

A unidade Norberto Odebrecht Construtora foi mencionada em depoimentos na investigação sobre corrupção na Petrobras, a Operação Lava Jato.

A empresa enfrenta acusações de pagamento de propina a funcionários da petroleira em troca de contratos. A Odebrecht negou qualquer irregularidade.

A unidade Odebrecht Ambiental, que também faz parte do conglomerado, está entre as empresas proibidas de realizar negócios com a Petrobras por causa da Lava Jato.

A Odebrecht Energia não está implicada nas acusações. (Bloomberg 28/04/2015)

 

Principal região de cana da China deve reduzir produção

A principal região produtora de cana da China, em Guangxi, pode registrar uma queda de 11,5 por cento na área cultivada em 2015/16, indicando uma nova redução na produção de açúcar depois do declínio de quase um quarto até o momento na temporada 2014/15, disse um executivo da associação local do setor.

As estimativas iniciais sugerem que a região deverá cultivar 867 mil hectares de cana na próxima temporada, 100 mil hectares a menos que na temporada anterior, disse o secretário-geral da associação de açúcar de Guangxi, Nong Guang, durante conferência de imprensa nesta quarta-feira.

A previsão reforça expectativas do mercado de uma queda maior na produção de açúcar da China em 2015/16 e uma maior demanda por importações.

Nong não comentou sobre a produção total da China, que é projetada pelo mercado em 10,5 milhões de toneladas em 2014/15, ante 13,3 milhões em 2013/14.

"Isso dá muito mais confiança de que haverá uma importação de mais de 4 milhões de toneladas no ano calendário 2015", disse Tom McNeill, diretor da Green Pool Commodities, acrescentando que as importações chinesas podem facilmente alcançar 4,5 milhões de toneladas em 2015, 1 milhão a mais do que no ano passado.

A China é o segundo maior consumidor global de açúcar, mas enfrenta dificuldades em manter a produção devido a elevados custos de mão de obra e falta de mecanização em pequenas fazendas localizadas em áreas montanhosas do sul do país. (Reuters 29/04/2015)

 

Brasília: Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético será relançada

No mês de maio, acontece na Câmara dos Deputados em Brasília (DF), a cerimônia de relançamento da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético.

A Frente tem o objetivo de reforçar a luta contra as dificuldades econômicas enfrentadas pelo setor sucroenergético.

A cerimônia de Relançamento da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético será no próximo dia 07 de maio, a partir das 8 horas da manhã, no Restaurante do Senac, 10º andar – Anexo IV, Câmara dos Deputados – Brasília (DF). (Unica 28/04/2015)

 

Demanda por etanol dispara; preço vai depender da capacidade das usinas

Este ano começa com um cenário bem diferente do registrado no ano passado para o setor sucroenergético. Em 2014, a demanda estava fraca no primeiro semestre, o que obrigou a Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar) a adotar uma campanha de apoio às vendas.

Deu resultado, e as vendas começaram a aquecer a partir de outubro. E continuam nesse ritmo até agora.

É o que deve mostrar a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) quando divulgar os dados de consumo deste mês.

Os números das usinas já apontam para esse aquecimento. Saíram da porta da indústria 729 milhões litros de etanol hidratado apenas na primeira quinzena do mês, 51% mais do que em igual período do ano passado.

Um dos pontos favoráveis ao crescimento da demanda desde o final do ano passado foi que, mesmo com o mercado aquecido, não faltou álcool. Os estoques estavam elevados e garantiram não só o volume adequado mas preço favorável para o consumidor.

O bom deste ano para o setor é que a demanda continua intensa, mas a oferta de etanol também terá de ser contínua.

Qualquer problema na oferta de álcool no segundo semestre fará com que o ponto de equilíbrio entre demanda e oferta passe a ser os preços.

Ou seja, os preços vão subir até o ponto em que o consumidor esteja disposto à utilização do álcool. Um retorno dele à gasolina, nos patamares dos de há um ano, vai ser complicado para as usinas, que, enfim, estão conseguindo um ritmo maior de produção.

Esse cenário, porém, não deverá ocorrer. Há cana para moer, e São Paulo será o fiel da balança nesse setor.

A região centro-sul moeu 12% mais cana neste início de safra em relação a 2014. Mas São Paulo não participou dessa evolução. Ao contrário, teve retração de 27% na moagem do período.

Esse aumento veio basicamente dos demais Estados que compõem a região, que tiveram crescimento de 78%.

A safra paulista está atrasada, e a produtividade da cana é baixa. Mas, a partir do início de maio, as usinas paulistas vão manter um ritmo mais intenso de produção, e com cana em melhores condições.

A grande dúvida para o mercado, portanto, continua sendo a mesma dos últimos anos. O clima vai ajudar?

Pé no freio:

As empresas de consultorias e de projetos agrícolas estão de braços cruzados. As incertezas da economia e a própria queda das cotações das commodities frearam os projetos que estavam em andamento ou saindo da gaveta. (Folha de São Paulo 30/04/2015)

 

Potencial do etanol de cereais será apresentado em Brasília

Mato Grosso é o maior produtor de milho do país e responde por 63% da produção da região Centro Oeste. Atualmente, produz 21 milhões de toneladas por safra e, em 2023, o cultivo deve atingir 5,7 milhões de hectares no Estado. A alta produção tem um entrave: os baixos preços pagos pelo cereal.

Para fomentar a discussão sobre novas utilizações do milho no Estado, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil) e a Novozymes realizam o II Fórum de Etanol de Milho no dia 14 de maio, no auditório da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em Brasília.

“O objetivo é mostrar para a sociedade e para os parlamentares a realidade da produção de etanol de cereais. Também queremos discutir os entraves de regulamentação para que o etanol se torne o principal combustível do Brasil”, diz Cid Sanches, gerente de Planejamento da Aprosoja. Ele conta que atualmente há três usinas em Mato Grosso e, em 2016, haverá duas em Goiás e um em Mato Grosso do Sul.

No ano passado, a Aprosoja apresentou um estudo que comprova a viabilidade do etanol de cereais no Estado. Tomando como exemplo uma usina full (que produz etanol somente a partir de cereais), com o processamento de mil toneladas de milho por dia seriam produzidos 130 mil metros cúbicos de etanol por ano, e 80 mil metros cúbicos de DDG – farelo proteico originado do cereal, muito utilizado para alimentação animal.

Isso sem contar com a geração de CO2 , outra oportunidade de negócio. Nos cálculos feitos no estudo, com a situação atual da legislação tributária para etanol, o investimento de US$ 69 milhões na construção da usina teria retorno em 66 meses, contando com a construção. O lucro líquido seria de 10% e a taxa de retorno, por volta de 25%. (Notícias Agrícolas 29/04/2015 às 16h: 37m)

 

Principal região de cana da China deve reduzir produção de açúcar

A principal região produtora de cana da China, em Guangxi, pode registrar uma queda de 11,5 por cento na área cultivada em 2015/16, indicando uma nova redução na produção de açúcar depois do declínio de quase um quarto até o momento na temporada 2014/15, disse um executivo da associação local do setor.

As estimativas iniciais sugerem que a região deverá cultivar 867 mil hectares de cana na próxima temporada, 100 mil hectares a menos que na temporada anterior, disse o secretário-geral da associação de açúcar de Guangxi, Nong Guang, durante conferência de imprensa nesta quarta-feira.

A previsão reforça expectativas do mercado de uma queda maior na produção de açúcar da China em 2015/16 e uma maior demanda por importações.

Nong não comentou sobre a produção total da China, que é projetada pelo mercado em 10,5 milhões de toneladas em 2014/15, ante 13,3 milhões em 2013/14.

"Isso dá muito mais confiança de que haverá uma importação de mais de 4 milhões de toneladas no ano calendário 2015", disse Tom McNeill, diretor da Green Pool Commodities, acrescentando que as importações chinesas podem facilmente alcançar 4,5 milhões de toneladas em 2015, 1 milhão a mais do que no ano passado.

A China é o segundo maior consumidor global de açúcar, mas enfrenta dificuldades em manter a produção devido a elevados custos de mão de obra e falta de mecanização em pequenas fazendas localizadas em áreas montanhosas do sul do país. (Notícias Agrícolas 29/04/2015 às 12h: 50m)

 

Tereos anuncia compra da Napier Brown, do Reino Unido

A francesa Tereos informou hoje que assinou um acordo definitivo para aquisição da totalidade do capital da Napier Brown Sugar, pertencente ao grupo Real Good Food, do Reino Unido.

O valor da transação não foi informado.

A transação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas da Real Good Food e a expectativa é de seja concluída no fim de maio de 2015. Fundada há 90 anos, a Napier Brown é a maior distribuidora independente de açúcar da Europa, com um volume anual de 300 mil toneladas da commodity.

Em comunicado, a Tereos afirmou que a marca Napier no varejo é muito popular entre os consumidores do Reino Unido e sua atividade nessa frente tem experimentado um forte crescimento nos últimos anos, sendo que atualmente tem uma participação acima de 15%.

A aquisição da Napier Bronw, segundo a Tereos, é um passo-chave na estratégia da empresa de fortalecer sua posição no mercado do Reino Unido, que é estratégico para os produtores franceses.

A Tereos é o quinto maior grupo produtor de açúcar da União Européia e é especializada no processamento de beterraba, cana-de-açúcar e cereais.

O grupo também tem liderado a posição no mercado de etanol e amidos. No ciclo 2013/14, o grupo teve receita de 4,7 bilhões de euros. (Valor Econômico 29/04/215 às 17h: 15m)

 

Branco Peres Açúcar e Álcool tem lucro de R$ 3,9 milhões em 2014

A sucroalcooleira Branco Peres Açúcar e Álcool informou que teve no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014 um lucro líquido de R$ 3,940 milhões, revertendo uma perda líquida de R$ 7,4 milhões registrada no exercício anterior.

A empresa, controlada pelo grupo Branco Peres, também controlador do Café do Centro, registrou em 2014 uma receita líquida de R$ 137,7 milhões, 10,8% acima dos R$ 124,2 milhões de 2013.

A sucroalcooleira tem uma usina em Adamantina (SP) com capacidade de processar 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar.

Em 31 de dezembro, a empresa tinha uma dívida total de R$ 63,9 milhões, 60% maior que a registrada um ano antes. (Valor Econômico 29/04/2015 às 17h: 17m)

 

Apesar da crise, fabricantes de máquinas agrícolas estão otimistas

Fabricantes de máquinas e insumos agrícolas expressaram nesta terça-feira seu otimismo com o setor, apesar da crise vivida pela economia brasileira, que só cresceu 0,1% no ano passado e pode sofrer uma retração de 1% em 2015. A visão positiva foi mostrada por representantes do segmento que participam da 22ª edição da Agrishow, a principal feira agrícola do país, em Ribeirão Preto (SP).

"Não podemos dizer que estamos crescendo, mas, em comparação com outros setores, a agricultura está em um período negativo muito controlado. Estamos em um momento de ajuste", afirmou o vice-presidente para a América Latina da New Holland, Alessandro Mariteno. De acordo com o executivo, a empresa registrou no primeiro trimestre entre 10% e 15% de queda nas vendas em relação ao mesmo período de 2014, mas com expectativas de recuperação no segundo trimestre devido ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP), que será anunciado pelo governo em breve.

"Não é uma situação propícia, mas também não é uma situação tão dramática como a do setor automotivo e de caminhões", afirmou Mariteno, esclarecendo que a New Holland se concentrou neste ano no mercado de grãos, oferecendo uma frota renovada de colheitadeiras. Apesar do discurso otimista, o resultado negativo da New Holland no primeiro trimestre não é uma exceção.

O índice de confiança dos empresários do setor agrícola, medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com a Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB), variou em fevereiro entre 89,3 e 93,5 pontos, nível considerado como negativo. "Todos os fabricantes estão reduzindo sua produção para adequá-la à nova realidade do mercado, mas não estamos fazendo nada fora da curva", disse o executivo da New Holland.

O diretor comercial da Massey Ferguson, Carlito Eckert, foi mais enfático, disse haver um espaço para a renovação da frota de tratores e colheitadeira, e se mostrou otimista em uma recuperação do setor apesar da queda de 45% nas vendas no primeiro trimestre. "O mercado está trabalhando e o governo deixou claro que em 2015 deve repetir os números de investimento do setor do ano passado. Haverá recursos para os empresários agrícolas", afirmou.

O presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, igualmente otimista, prevê que a empresa terá neste ano um resultado igual ao de 2014 porque os "fundamentos da agricultura de grãos são positivos". Herrmann atribuiu a queda do índice de confiança entre os empresários agrícolas a uma contaminação dos dados macroeconômicos do país no início de 2015. "Temos problemas de energia, de falta de água, de dengue, de instabilidade política. Tudo isso combinado gera incerteza, mas, no momento em que o produtor começar a colher, tudo será superado", afirmou. (EFE 29/04/2015)

 

Adecoagro Brasil tem lucro de R$ 17,5 milhões em 2014

Adecoagro Brasil, que detém operações de processamento de cana-de-açúcar e produção e comercialização de outras commodities agrícolas no país, informou que teve no exercício encerrado em dezembro de 2014 um lucro líquido atribuído a controladores de R$ 17,5 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 60,6 milhões registrado em 2013.

A empresa, controlada pelo megainvestidor George Soros, teve uma receita líquida 36% maior, de R$ 876,6 milhões, e um custo de vendas 41% superior ao de 2013.

O bom resultado, no entanto, teve a contribuição da menor perda, de R$ 74 milhões, ante R$ 156,2 milhões de 2013, com o valor justo dos ativos biológicos e produtos agrícolas (canaviais e commodities).

Assim, o lucro bruto da companhia foi de R$ 231 milhões em 2014, 171% acima dos R$ 85,1 milhões de 2013. A dívida líquida da Adecoagro Brasil subiu 51% no exercício de 2014, indo a R$ 1,593 bilhão.

Em 31 de dezembro do ano passado, a companhia detinha uma dívida total de R$ 1,636 bilhão, dos quais R$ 431 milhões de vencimento em até 12 meses.

No Brasil, a Adecoagro tem operações na produção de etanol, açúcar, energia elétrica, café, soja, milho e algodão, nos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Bahia.

O Grupo Adecoagro é um dos principais produtores de alimentos e energia renovável da América do Sul. Está presente na Argentina, no Brasil e no Uruguai com atividades relacionadas a produção de grãos, arroz, oleaginosas, lácteos, açúcar, etanol, café, algodão e energia elétrica. (Valor Econômico 29/04/2015 às 17h: 11m)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Imposto indiano: O aumento do imposto de importação de açúcar na Índia intensificou a pressão sobre os preços da commodity na bolsa de Nova York. Os contratos do açúcar demerara para julho fecharam ontem com queda de 7 pontos, a 13,15 centavos de dólar a libra-peso. O governo indiano aumentou de 25% para 40% o imposto de importação de açúcar com o objetivo de proteger o mercado local. Com isso, as usinas do país devem diminuir suas compras no mercado internacional, tirando um importante player do mercado. Também se espera que hoje, no vencimento do contrato de maio, seja entregue um volume recorde de 2,9 milhões de toneladas de açúcar para a Wilmar International. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,33%, para R$ 51,73 a saca de 50 quilos.

Cacau: Sexta alta seguida: As cotações do cacau registraram ganhos pela sexta sessão consecutiva hoje na bolsa de Nova York, turbinadas por compras especulativas. Os contratos da amêndoa para entrega em julho fecharam com avanço de 0,58%, ou US$ 17, cotados a US$ 2.941 a tonelada. As expectativas com a produção no oeste da África são mistas. Na Costa do Marfim, a colheita deve ficar dentro ou acima do volume da última temporada, após fortes chuvas nas últimas semanas. Já em Gana, as projeções convergem para uma queda na produção neste ciclo, reforçadas pelo baixo volume de cacau que tem sido entregue nos portos. No mercado doméstico, o preço médio do produto nas praças de Ilhéus e Itabuna permaneceu em R$ 115 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Impulso especulativo: Compras especulativas levaram a soja à terceira alta consecutiva ontem na bolsa de Chicago. Os lotes com entrega em julho fecharam com avanço de 10,75 centavos, a US$ 9,88 o bushel, o maior patamar desde 1º de abril. A ação dos fundos é ditada por especulações de que, diferentemente do que se cogitava, os produtores americanos podem trocar menos hectares de milho por soja no plantio da atual safra 2015/16. Como o clima tem permitido um forte avanço da semeadura do milho nos Estados Unidos, acredita-se que os agricultores podem chegar mais próximo à área projetada para o cultivo do grão do que se pensava anteriormente. No Paraná, a saca de 60 quilos de soja foi negociada ontem a R$ 56,43, alta de 0,61%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab).

Milho: Avanço técnico: Apesar do clima favorável ao plantio nos EUA, recompras técnicas e vendas americanas seguraram os preços do milho no campo positivo ontem em Chicago. Os papéis para julho fecharam em alta de 3,25 centavos, a US$ 3,6775 por bushel. Segundo analistas, a recente queda do dólar tem aumentado a competitividade de grãos americanos no mercado internacional. Ontem, os EUA acertaram a venda de 130 mil toneladas de milho para Taiwan. Além disso, a FAO, braço nas Nações Unidas para alimentação e agricultura, indicou que o sul da África deve importar este ano o dobro de milho do ano passado, devido a intempéries que devem provocar uma quebra de 26% na safra local. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos do grão caiu 0,75%, a R$ 26,36. (Valor Econômico 30/04/2015)