Setor sucroenergético

Notícias

ATR SP inicia safra 2015/16 cotado a R$ 0,4909

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/atr-sp-inicia-safra201516-cotado-a-r04909.html#.VUdJr_lViko

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP), divulgou hoje (30) os dados referentes ao ATR para início da safra 2015/16. O valor do ATR inicial é de R$ 0,4909.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo iniciam a safra cotados em R$ 53,60 a tonelada. A cana esteira inicia em R$ 59,87 a tonelada.

O Consecana informou ainda que "os preços de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, no mês de abril, encontram-se no site: www.consecana.com.br" (UDOP 30/04/2015)

 

ATR Paraná fecha em baixa

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/atr-parana-fecha-em-baixa.html#.VUdKtPlViko

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado do Paraná (Consecana-PR), divulgou ontem (29) os dados referentes ao ATR para o mês de abril/2015. De acordo com os números, os preços do ATR projetado fecharam em baixa de 0,77%, cotados em R$ 0,4886 o quilo, contra R$ 0,4924 do mês de março.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam em R$ 53,35 a tonelada, baixa de 0,78% ante os R$ 53,77 a tonelada no mês passado. A cana esteira também caiu 0,78%, negociada a R$ 59,59 a tonelada contra os R$ 60,06 (UDOP 30/04/2015)

 

Açúcar: Entrega polpuda

 O alto volume de açúcar entregue na bolsa de Nova York no vencimento do contrato de maio ditou a queda dos demais papéis da commodity na sexta-feira.

Os lotes do açúcar demerara com vencimento em outubro fecharam com recuo de 27 pontos, a 13,33 centavos de dólar a libra-peso.

Segundo analistas, a trading asiática Wilmar International é a destinatária de 1,9 milhão de toneladas do Brasil e América Central.

O volume considerado alto para só um comprador indica pouca demanda pelo produto no mercado internacional, em um cenário de estoques elevados na Tailândia e perspectivas de avanço da produção no Centro-Sul do Brasil.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal no dia 30 (último dado disponível) caiu 0,19%, a R$ 51,44 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 04/05/2015)

 

Produção sucroenergética brasileira dobrou em 15 anos

http://www.valor.com.br/opiniao/4031450/producao-sucroenergetica-brasileira-dobrou-em-15-anos

É inegável que o Brasil teve avanços significativos em vários setores nos últimos 15 anos, experimentando um ciclo de crescimento econômico representativo.

Lamentavelmente, esse ciclo não se tornou sustentável devido à eclosão da crise financeira internacional em 2008 e aos equívocos da política econômica nos últimos governos.

O cenário internacional favorável, estimulado pelo boom da economia chinesa a partir da década passada, permitiu ao Brasil sair de um déficit na balança comercial de US$ 0,7 bilhão em 2000 para um superávit superior a US$ 46 bilhões em 2006.

Infelizmente, retornamos a um déficit de US$ 3,9 bilhões no ano passado. É necessário registrar o efeito positivo da inclusão de 30 milhões de brasileiros no mercado consumidor.

Mas não se pode acreditar no longo prazo desse benefício diante do quadro recessivo na economia, do crescimento do endividamento das famílias e da perda de perspectiva de crescimento, inclusive da indústria e do emprego.

No curto prazo, dada a instabilidade política do novo governo e o desapontamento geral com o desempenho econômico, o ambiente é desfavorável.

Temos que nutrir esperanças de que o esforço de ajuste fiscal dê certo.

Nesse caso, é possível que a partir de 2016 a economia entre em um período de recuperação, com a atração de novos investimentos.

Além disso, o setor exportador, como o nosso, se beneficia da desvalorização cambial.

O setor de açúcar e etanol teve uma trajetória muito parecida com a da economia brasileira: um salto vigoroso até a crise internacional de 2008, e o enfrentamento de grandes dificuldades desde então, agravadas pela política energética hostil ao biocombustível.

Mesmo assim, a produção sucroenergética brasileira praticamente dobrou nos últimos 15 anos, assim como as exportações de açúcar, beneficiadas pela abertura de novos mercados internacionais, com a nova ordem global pós-URSS e o crescimento das populações urbanas de diversos países da África e da Ásia.

O etanol também viveu seu período áureo como biocombustível limpo e renovável. Mas, infelizmente, por falta de políticas públicas, o Brasil não soube aproveitar a grande oportunidade de se firmar como o maior produtor mundial de biocombustível.

Para a Copersucar, os últimos 15 anos foram decisivos em termos estratégicos.

O nosso modelo de negócios concentrou-se na comercialização em larga escala, com a saída do mercado de varejo.

Passamos a atuar como uma trading integrada à produção, focada nos clientes industriais no Brasil e nas grandes refinarias mundiais.

Expandimos nossa capacidade logística. Há motivos para manter otimismo, apesar dos desafios que vêm sendo enfrentados nesse setor.

O mercado de açúcar, mesmo com o prolongado ciclo de preços em baixa, apresenta um crescimento global contínuo, que manterá a atratividade da indústria, especialmente no Brasil, o país em melhor posição para expandir a produção.

Acreditamos também na reabilitação da competitividade do etanol.

Não tenho dúvidas que o papel da Copersucar será preponderante nos mercados globais de açúcar e etanol nos próximos 15 anos, tanto como trading global quanto como protagonista dos principais movimentos estratégicos. (Valor Econômico 04/05/2015)

 

Agrishow registra queda histórica de 30% no volume de negócios

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/agrishow-registra-queda-historica-de30-no-volume-de-negocios.html#.VUdJW_lViko

Feira movimentou R$ 1,9 bilhão em vendas, contra R$ 2,7 bilhões em 2014.

Setor culpa incerteza sobre o anúncio do Plano Safra e a alta taxa de juros.

As entidades realizadoras da Agrishow anunciaram nesta sexta-feira (1º) que a edição de 2015 de uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina terminou com uma queda de 30% no volume de negócios em relação a 2014. A prévia é de que, durante os cinco dias do evento realizado em Ribeirão Preto (SP), as empresas acordaram ao todo R$ 1,9 bilhão em vendas, contra R$ 2,7 bilhões registrados na feira do ano passado.

Acompanhado de críticas à demora em anunciar o Plano Safra 2015/2016, o anúncio "dramático", como foi classificado pelo presidente de honra da feira, Maurílio Biagi Filho, é o primeiro balanço negativo da Agrishow nos 22 anos de sua realização. Antes do início, a expectativa era de que, diante do número quase semelhante de expositores e da previsão inicial de 160 mil pessoas, os negócios aos menos se igualassem aos de 2014.

Os organizadores atribuíram a queda nos números à incerteza entre os compradores, diante da demora no anúncio do Plano Safra 2015/2016 e também à alta taxa de juros. O saldo estimado para este ano é o menor desde 2012.

"Pela primeira vez em 22 edições, a Agrishow, que é a maior feira de agronegócios da América Latina, estima queda no volume em relação ao ano anterior. De acordo com as entidades realizadoras, a alta dos juros e a incerteza política e econômica que ocorre no nosso país foram as principais responsáveis pela grande queda na realização de negócios", afirmou, em coletiva de imprensa, o presidente da Agrishow, Fábio Meirelles.

A elevação dos juros de financiamento, como por exemplo de 4,5% para 7,5% no programa de modernização da frota agrícola (Moderfrota), em meio ao atual plano de incentivo do setor, gerou desconfiança, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza. De acordo com ele, isso aconteceu diante da expectativa de baixa da inflação, a índices inferiores dos juros, para o ano que vem.

"Historicamente todas as condições do Plano Safra ficavam intocadas durante todo o ano. Essa foi a primeira vez que no meio do jogo, em março deste ano, foi anunciada uma mudança na taxa de juros. Além disso temos incerteza de que condições serão anunciadas em 19 de maio, inclusive a própria demora em dar sinalização nos preocupa muitíssimo e preocupa os investidores, que lotaram a feira, mas compraram muito menos", disse.

Segundo Meirelles, a única esperança é de que o anúncio do Plano Safra pelo Ministério da Agricultura corrija erros cometidos pelo governo que afetam cadeia produtiva.

"O Brasil vive hoje uma crise de confiança generalizada e sentida também pelo produtor rural. (...) Ele fica com o risco de poder fazer uma aplicabilidade, porque o governo não assumiu ainda a responsabilidade de fazer uma política adequada para a agropecuária. O Plano Safra talvez possa corrigir para que amanhã não haja risco até de abastecimento de nossa sociedade", disse.

Expectativa para o Plano Safra

O anúncio geral dos organizadores refletiu as perdas sentidas por empresas como a Jumil, fabricante de tecnologias voltadas para setores como produção de grãos e pecuária que participa da feira desde sua primeira edição. A firma estima que os negócios deste ano devem ser até 30% inferiores aos do ano passado.

Segundo o presidente do Conselho de Administração Rubens Dias de Morais, além do aumento dos juros e das incertezas políticas e econômicas, pesaram questões climáticas. "Muitas regiões do país fazem a segunda safra de milho e as perspectivas de chuva foram conflitantes, atrasaram o plantio. Nenhum avião cai por um fator só. A agricultura está nesse espaço de espera, tudo isso provoca incerteza. São impactos isolados que conjuntamente provocam uma paralisia", afirmou.

Entretanto, ele acredita que o anúncio do Plano Safra estabilize o mercado e ajude a recuperar os prejuízos com a feira em Ribeirão. "Estimamos que as perdas daqui sejam compensadas até o fim do ano. Assim a safra de milho se ajusta, os juros se estabelecem."

As dúvidas em torno disso e das taxas de juros que devem subir não devem preocupar o setor, na análise de Sérgio Rial, presidente do Conselho de Administração do Santander Brasil. "Temos um agronegócio bastante capitalizado, salvo setores como açúcar e álcool. (...) Não há estruturalmente um problema no agronegócio. Não é 1% ou 2% que muda. O que muda é que esse setor não pode ficar dependente do setor público", afirmou. (G1 01/05/2015)

 

CTC oferece ferramenta gerencial para auxílio na tomada de decisão na usina

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/ctc-oferece-ferramenta-gerencial-para-auxilio-na-tomada-de-decisao-na-usina.html#.VUdJ9PlViko

Módulo Variedades do Programa Benchmarking auxilia gratuitamente no planejamento.

O CTC - Centro de Tecnologia Canavieira oferece gratuitamente às usinas uma ferramenta gerencial para auxiliar na tomada de decisão para a escolha de variedades, um dos principais insumos da área agrícola.

“O módulo Variedades faz parte de nosso Programa Benchmarking que, desde sua criação em 1991, gera dados relevantes e confiáveis aos nossos clientes e ao setor. Agora podemos agregar informações detalhadas de cada cultivar a este processo”, afirma Alan Pavani, líder de produto da área de Marketing do CTC.

Como funciona

O participante que realizar o cadastro terá acesso às informações de performance das principais variedades de cana de açúcar do Brasil, separadas por estágio de corte, época de colheita e ambiente de produção, por meio de relatórios personalizados.

“Para incluir os dados, basta o usuário ter um link com o PINS (sistema de gestão comumente utilizado nas usinas)”, completa Pavani. Os interessados devem procurar um representante do CTC regional ou entrar em contato diretamente pelo e-mail benchmarking@ctc.com.br. (Brasil Agro 04/05/2015)

 

CE: Grupo Cariri inaugura usina de cana

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/ce-grupo-cariri-inaugura-usina-de-cana.html#.VUdMhflViko

O Grupo Cariri,formado por investidores paulistas e cearenses, inaugura hoje, às 10h a usina de cana-de-açúcar no município de Ubajara. De acordo com o diretor comercial do grupo, Henrique Santana, foram investidos R$ 12 milhões em tecnologia para o campo.

Eles também trabalharão com mudas geneticamente modificadas para o plantio. “Trata-se de uma variedade mais resistente a pragas e usa pouca água. Hoje, um hectare produz 70 toneladas. Com as novas mudas essa capacidade salta para 140 toneladas”.

O uso de defensivos agrícolas será reduzido em até 90%. A expectativa é que com a nova safra o número de toneladas salte de 20 mil para 200 mil na região. “A capacidade de moagem do Ceará passará de 4 meses para 8 meses. Serão produzidos 60 mil litros de álcool por dia”, comenta. No ápice da produção, a usina irá gerar até 2.600 empregos.

Na usina de Barbalha, também do Grupo Cariri, o investimento no campo segue a mesma lógica, com uso de mudas modificadas para o plantio. No entanto o investimento chega a R$ 60 milhões em tecnologia para o campo. “A usina irá produzir 1,2 milhão de sacas de açúcar ano e 60 mil litros de álcool por dia”, reforça. A perspectiva é que sejam gerados 6.600 empregos quando o empreendimento entrar em operação, previsto para o ano que vem. (O Povo Online 30/04/2015)

 

Usinas de MS contratam R$ 334,6 mi do BNDES para investimentos

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/usinas-de-ms-contratam-r3346-mi-do-bndes-para-investimentos.html#.VUdMuPlViko

Do total, 75,9%, equivalente a R$ 254,2 milhões, são destinados a plantas do grupo Odebrecht Agroindustrial em Costa Rica, Nova Alvorada e Rio Brilhante.

Cinco usinas de Mato Grosso do Sul contrataram R$ 344,6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2014 para investimentos em expansão e renovação de seus canaviais e também para a estocagem de etanol. Os dados são de levantamento realizado pelo CanaNews no portal do BNDES na internet.

Segundo o BNDES, desse total de contratações realizadas para o setor no ano passado, 75,9% dos recursos, o equivalente a R$ 254,2 milhões foram destinadas a três plantas do grupo Odebrecht Agroindustrial: a Costa Rica, em Costa Rica; a Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul e a Eldorado, em Rio Brilhante.

Para a usina Costa Rica, o BNDES liberou financiamento no valor de R$ 130,6 milhões. Os recursos, conforme a instituição foram utilizados para o plantio de 28.532 hectares, sendo 27.488 hectares de novas áreas e 1.044 hectares para a reforma dos já existentes.

Já para a Santa Luzia, o banco liberou R$ 88,5 milhões, para serem aplicados no plantio de 19.344 hectares, dos quais 18.615 hectares são de novos canaviais e 729 hectares que serão reformados. Por outro lado, para a Eldorado, o empréstimo foi no valor de R$ 35 milhões e o dinheiro será investido integralmente na reforma de 7.520 hectares de canaviais.

Além das três plantas da Odebrecht Agroindustrial, a instituição de fomento também liberou recursos para a usina Vale do Ivinhema, planta do grupo Adecoagro, em Ivinhema, no valor de R$ 55 milhões, como capital de giro para a armazenagem de etanol e R$ 25,3 milhões para a Iaco, em Chapadão do Sul, investir no plantio de 7.801 hectares de canaviais, sendo 6.770 hectares de áreas de expansão.

Volume processado

O volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil, até 15 de abril de 2015, atingiu 18,3 milhões de toneladas, 11,41% superior ao volume processado no mesmo período da safra 2014/2015.

Até 15 de abril, 166 usinas estavam em operação, contra 163 unidades registradas até a mesma data de 2014. Hoje, 28 de abril, mais de 200 unidades produtoras encontram-se em safra.

De todos os Estados do Centro-Sul, apenas São Paulo apresentou uma moagem inferior (em 26,74%) quando comparada aquela observada no mesmo período do último ano. Este resultado reflete o número menor de unidades operando no Estado: até 15 de abril de 2014, 86 unidades estavam em atividade, ante 81 verificadas em 2015. Outro fator que contribuiu para esta queda da moagem paulista foi o fato da atual safra ter iniciado tardiamente, com atraso médio de quatro dias em relação à data de início da safra anterior, além das condições para colheita menos favoráveis quando comparada aos demais Estados diante do maior volume de chuvas.

A safra 2015/2016 iniciou mais alcooleira do que a anterior, com o maior incremento na produção de etanol hidratado, dados os expressivos estoques de passagem de etanol anidro. O volume produzido de etanol hidratado, no acumulado desde o início da atual safra até 15 de abril, somou 681,14 milhões de litros – alta de 51,98% sobre o valor apurado no mesmo período de 2014. A produção de etanol anidro atingiu 119,49 milhões de litros, ao passo que a quantidade fabricada de açúcar totalizou 547,97 mil toneladas.

Em relação à produtividade agrícola, maiores detalhes serão fornecidos no próximo release, quando da apuração da moagem até o final do mês de abril.

Vendas de etanol

Mais uma vez, as vendas de etanol carburante pelas unidades produtoras da região Centro-Sul tiveram expressivo incremento comparativamente com os resultados 1ª quinzena de abril de 2014. O volume comercializado de etanol hidratado carburante aumentou 52,84% no período, totalizando 693,70 milhões de litros, contra 453,86 milhões de litros na mesma quinzena de 2014. (*Com informações da Única). (O Progresso 30/04/2015)

 

Exportações brasileiras de açúcar devem fechar abril em queda

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/exportacoes-brasileiras-de-acucar-devem-fechar-abril-em-queda.html#.VUdLjvlViko

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDCI), o Brasil embarcou 387,20 mil toneladas de açúcar bruto até a quarta semana de abril.

Os embarques diários somaram 24,20 mil toneladas, uma queda 70,7% em relação as 82,60 mil toneladas exportadas no mês anterior.

Caso este ritmo se mantenha, o país deverá fechar o mês com 532,40 mil toneladas exportadas, volume 70,7% inferior ao consolidado de março e recuo de 37,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A tonelada do açúcar bruto para exportação está cotada, em média, em US$334,30, uma queda de 1,8% frente ao preço médio de março (Brasil Agro 29/04/2015)

 

Wilmar vai receber na bolsa 1,9 milhão de toneladas de açúcar

http://www.valor.com.br/agro/4030026/wilmar-vai-receber-na-bolsa-19-milhao-de-toneladas-de-acucar

As principais tradings globais de açúcar estimaram hoje que o contrato da commodity com vencimento em maio na bolsa de Nova York terá a entrega de 1,910 milhão de toneladas da commodity na bolsa, volume recorde para esse vencimento, segundo o diretor responsável pela área de trading da Czarnikow, Diego Dourado.

O recorde anterior foi alcançado em 2013, quando 1,333 milhão de toneladas foram entregues.

O volume será recebido por apenas uma trading, a asiática Wilmar, conforme levantamentos do mercado.

As estimativas são feitas em função do fechamento do pregão de hoje em Nova York, considerando os contratos em aberto menos o volume negociado.

O relatório oficial da bolsa americana será publicado apenas amanhã.

Do total de 1,910 milhão de toneladas, ao menos 632 mil toneladas serão entregues pelas usinas no Brasil.

Entre as tradings que vão entregar a commodity neste vencimento estão Sucden, ED&FMan, Noble, Dreyfus, Czarnikow.

O mercado avalia que o perfil dessa entrega sinaliza grande confiança da trading Wilmar de que vai encontrar destino fácil para esse volume de açúcar, considerado elevado. (Valor Econômico 04/05/2015)

 

Nova realidade de juros golpeia indústria de máquinas agrícolas em 2015

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/nova-realidade-de-juros-golpeia-industria-de-maquinas-agricolas-em2015.html#.VUdMC_lViko

Pela primeira vez em muitos anos, o assunto que domina totalmente as conversas nos corredores e estandes da Agrishow, maior feira de máquinas agrícolas do Brasil, são as taxas de juros. E os comentários não são muito otimistas.

O megaevento, que traz desde segunda-feira centenas de fabricantes para expor máquinas e implementos em uma área em Ribeirão Preto do tamanho de 44 campos de futebol, ocorre na esteira de uma série de mudanças e incertezas nas linhas de crédito oficiais que estão afujentando compradores e devem fazer o setor a fechar 2015 com queda nas vendas.

"Já estamos vivendo a nova taxa (de juros), que claramente está tirando um pouco a vontade dos produtores de continuarem investindo em mecanização", disse à Reuters o vice-presidente para a América Latina da New Holland, Alessandro Maritano. A empresa tem um dos maiores estandes de tratores e colheitadeiras na Agrishow deste ano.

Desde o fim de 2014, o panorama do financiamento disponível para produtores rurais mudou bastante no Brasil, com o aperto fiscal do governo desafiando os investimentos e a competitividade da economia do país.

Sob a liderança do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o governo mexeu no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que oferecia até então as melhores linhas de crédito para aquisição de máquinas. Os recursos foram enxugados e os juros, que variavam de 4 a 8 por cento ao ano, subiram para até 11 por cento ao ano, dependendo do tipo de equipamento financiado.

Com isso, as atenções do mercado voltaram-se para o Moderfrota, um instrumento com juros subsidiados criado na virada do século, que também sofreu ajustes, mas ainda assim apresenta juros melhores que o PSI.

Na prática, foi o fim de uma era de juros muito baixos aos quais os compradores ficaram acostumados nos últimos anos.

"Quando você dá uma droga estimulante ao mercado e depois tira essa droga, tem sempre um período em que sente falta", avaliou Maritano, da New Holland, uma empresa do grupo italiano CNH Industrial.

MAIS UM ANO RUIM

As novas taxas de juros, junto com outros fatores importantes, como a queda nos preços das commodities e as incertezas sobre o futuro da economia brasileira, deverão fazer a indústria de máquinas agrícolas amargar um segundo ano consecutivo de encolhimento em 2015, segundo importantes executivos.

No primeiro trimestre, as vendas de colheitadeiras no Brasil desabaram 42 por cento na comparação com o mesmo período de 2014. Esse segmento já fechou o ano passado com diminuição de 26 por cento ante 2013.

Já as vendas de tratores de rodas, que recuaram 14,5 por cento em 2014, acumulam percentual semelhante de retração entre janeiro a março, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos (Anfavea).

"Nós prevemos que ficará neste patamar pelo resto do ano", disse o vice-presidente para América do Sul e América do Norte da AGCO, fabricante das marcas Massey Ferguson e Valtra, Robert Crain.

"O ano caminha para ser menor (em vendas) do que 2014", afirmou o presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann.

Além da questão dos juros nos financiamentos, produtores estão mais cautelosos em assumir novas dívidas com investimentos pela situação dos preços das commodities e o câmbio.

Produtos como soja, milho, açúcar e café, entre os mais importantes da matriz agrícola brasileira, têm registrado quedas nos valores.

E a compra dos insumos para o plantio 2015/16 --muitos deles importados, como fertilizantes e defensivos-- já está ocorrendo com o novo patamar do câmbio.

"O problema tem sido a volatilidade. O pessoal no campo fica meio maluco para tentar encontrar o melhor ponto para vender o produto e comprar o insumo", avaliou o diretor comercial do banco Itaú BBA Alexandre Figliolino.

ECONOMIA BRASILEIRA

As menores compras de máquinas agrícolas em 2015 acompanham uma queda nos investimentos em geral no país que ameaçam deprimir ainda mais a economia brasileira no futuro, segundo avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A Formação Bruta de Capital Fixo --uma medida dos investimentos no país-- teve baixa de 4,4 por cento em 2014, contra alta de 6,1 por cento no ano anterior.

"O que nós vendemos representa boa parte do que o país investe. Se nós deixamos de vender, o país deixa de investir", disse o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, um dos organizadores da Agrishow.

Os efeitos dos baixos investimentos, segundo ele, são depressão do Produto Interno Bruto (PIB) e uma desindustrialização do país, com maior desemprego.

PLANO SAFRA

Logo na abertura da Agrishow, a ministra da Agricultura Kátia Abreu foi cercada por quase 20 jornalistas. O principal questionamento: como serão os juros e os volumes de recursos disponíveis no Plano Safra 2015/16.

A ministra deu poucos detalhes. Limitou-se a dizer que "o custeio agrícola não deverá ter nenhuma redução" e que "teremos também um juro proximamente de neutro", indicando uma alta.

As dúvidas do setor produtivo, especialmente sobre as linhas para financiar investimentos, continuam grandes.

"Juros e volume de recursos para agricultura empresarial, realmente não sabemos. É uma incógnita", reclamou o diretor da Tatu Marchesan, uma das maiores fabricantes de implementos agrícolas do país, João Carlos Marchesan.

Segundo empresários, não há indicativos claros, por exemplo, sobre os recursos e os termos para o Moderfrota no novo Plano Safra, vigente a partir da metade do ano.

O anúncio do plano para 15/16 está marcado para 19 de maio.

PERSPECTIVAS DE MÉDIO PRAZO

Um visitante menos atento, ao observar a opulência dos estandes da Agrishow e o grande número de novos lançamentos, nunca diria que o setor vive um período difícil.

De fato, é sólida a confiança das empresas em uma recuperação em breve, impulsionada mais pela fé no agronegócio global do que pela confiança nos rumos da economia brasileira.

"Se você olhar para o histórico da agricultura brasileira, a maior parte deles nunca caiu mais do que dois anos seguidos nos últimos 25 anos. E este é o segundo ano. O próximo ano não será nada maravilhoso, não vai às alturas, mas há possibilidade de ser melhor que este", previu Crain, da AGCO. "Nós vamos continuar investindo."

Segundo os executivos, os fundamentos para um crescimento do setor no médio prazo não deixaram de existir: a demanda global por alimentos continuará crescendo e o Brasil é um dos poucos países que pode ampliar sua produção, tanto com novas áreas quanto com ganhos de eficiência. (Reuters 30/04/2015)

 

Modernização da frota aumentaria em 10% produtividade agrícola brasileira

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/modernizacao-da-frota-aumentaria-em10-produtividade-agricola-brasileira.html#.VUdL1flViko

Apesar do forte crescimento nas vendas de máquinas e implementos agrícolas ocorrida nos últimos dez anos, há ainda um potencial expressivo de aumento em decorrência da constante necessidade de modernização da frota. “A maior parte dos equipamentos está defasada, com uma idade média de 15 a 20 anos, resultando em menos eficiência e prejuízo para a produtividade. Acreditamos que se ocorrer essa modernização nos equipamentos, teríamos um incremento de 10% na produtividade geral do agronegócio”, avalia Carlos Pastoriza, presidente da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, uma das realizadoras da Agrishow 2015.

Para que o produtor consiga se modernizar, segundo Pastoriza, são necessárias algumas medidas. “A principal é o produtor estar capitalizado, o que ocorre atualmente, uma vez que a queda dos preços das principais commodities foi compensada pela valorização do dólar”, afirmou o presidente da ABIMAQ. Além disso, ele relaciona ainda os seguintes fatores: melhorar as condições de financiamento, com linhas de longo prazos, bom volume e juros condizentes; ampliação do seguro rural, hoje muito limitado; melhoria na logística geral de transportes no país para facilitar o escoamento da safra até os pontos de distribuição e os portos. “Além disso, precisamos ter a definição de uma política setorial de médio ou longo prazos. O Plano Safra, por exemplo, que está para ser anunciado, precisa ser plurianual, no mínimo de cinco anos, de forma que o produtor rural consiga ter um horizonte maior de planejamento”, conclui Pastoriza. (Brasil Agro 30/04/2015)

 

No interior, usina e moradores sofrem com crise hídrica

http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Imprimir=1&ano_ant=2015&Opcao=Materia&veiculo=57&ID=2003047&txt=%20a%E7%FAcar

Há mais de um ano em esquema de rodízio, Cosmópolis divide represa com companhia de produção de açúcar

Empresa afirma que reduziu o uso de água em suas atividades e que produtividade caiu 19% com a estiagem.

Cortada por rios como o Jaguari e o Pirapitingui, Cosmópolis (a 135 km de SP) estava acostumada com a abundância de água. Desde o ano passado, porém, a realidade do município de 66 mil habitantes mudou.

A cada dia, um dos dois setores da cidade, na região de Campinas, tem o fornecimento interrompido entre as 6h e as 18h. Além disso, há diminuição da pressão do volume enviado às torneiras sempre no período das 7h às 17h.

Como outras cidades da região que adotaram racionamento, a captação de água para a represa do município, no rio Pirapitingui, também disputa espaço com o abastecimento de indústrias.

No caso de Cosmópolis, o rio fornece água à usina Ester, que tem uma das maiores autorizações para captar na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jaguari, onde fica o sistema Cantareira.

O rodízio de água na cidade foi iniciado em fevereiro do ano passado. Desde então, a população vem tentando se adaptar às novas restrições.

O funileiro Vinicius Moraes, 26, conta que a restrição o obrigou a trocar a lavadora de alta pressão por um pano úmido no serviço. "Mesmo assim, na semana passada tivemos que parar o serviço por falta de água", diz.

Pessoas que trabalham na área da construção relatam problemas similares. "Chegamos a ficar com a obra duas semanas parada por falta de água", afirma o servente José Antônio Fernandes, 30.

Nascido na cidade, o aposentado Valentin Estevanato, 82, não se lembra de outra seca parecida. "Na roça, muita gente perdeu toda a plantação por falta de água", diz ele, que mudou os hábitos em casa para economizar.

A Usina Ester, que emprega cerca de 2.000 pessoas na região, afirma também ter diminuído o uso da água no processo produtivo (lavagem da cana, moagem, fabricação de açúcar, álcool e geração de energia). "Temos solicitação de renovação, revisada, prevendo captação de 40% da outorga atual", afirmou a usina, por meio de nota.

Em 2014, ano da crise hídrica, a produtividade agrícola foi 19% menor do que a esperada, diz a usina.

REGIÃO

Cidades próximas a Cosmópolis também adotaram rodízio de água, como Valinhos, Santo Antonio de Posse e Santa Bárbara D"Oeste.

Em Santa Bárbara, o racionamento veio mesmo com a existência de três represas para abastecer a cidade. O rodízio já acabou, mas a cidade estuda passar a captar água também do rio Piracicaba.

"[Antes] Todo mundo achava que tinha água em abundância. Mesmo com o fim do racionamento, você não vê mais desperdício", diz Carlos Bueno de Camargo Junior, 41, dono de um pet shop. (Folha de São Paulo 03/05/2015)

 

Teste da Anfavea aprova alta de etanol na gasolina, mas vê consumo maior

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/teste-da-anfavea-aprova-alta-de-etanol-na-gasolina-mas-ve-consumo-maior.html#.VUdK9vlViko

Foco da avaliação era durabilidade de componentes nos carros a gasolina.

Percentual do álcool aumentou de de 25% para 27%, menos na premium.

O Ministério de Minas e Energia divulgou que os testes da associação das montadoras (Anfavea) descartaram prejuízo na durabilidade de componentes de carros a gasolina com o aumento do percentual de etanol na mistura.

Desde o último dia 16 de março, a gasolina passou a conter 27% de álcool -antes eram 25%.

A Anfavea concluiu ainda que, nos carros avaliados, o consumo de combustível aumentou até 2% em relação à gasolina com 25% de etanol.

Só carros a gasolina

Antes da mudanças, testes da Petrobras apontaram que a nova proporção não afetava o desempenho dos carros, mas a Anfavea ainda não tinha concluído a avaliação sobre durabilidade.

Trata-se de um teste de longa duração feito por sete montadoras, somente com modelos atualmente comercializados e que rodam exclusivamente com gasolina. Ou seja, basicamente carros importados, já que os nacionais costumam ter motor flex.

Três montadoras, Fiat Chrysler, General Motors/Chevrolet e Toyota, já tinham concluído os testes até a semana passada, quando a Anfavea apresentou os resultados. As demais (Ford, Hyundai Caoa, Honda e Volkswagen) devem terminar suas avaliações até a segunda quinzena de junho, diz o governo.

Foram avaliados os seguintes aspectos:

- dirigibilidade;

- partida a frio e a quente;

- temperatura do catalizador;

- emissões;

- consumo de combustível;

- durabilidade em campo;

- testes de bancada (com componentes que têm contato direto com o combustível).

Consumo até 2% maior

Segundo a Anfavea, o consumo de combustível nos carros avaliados aumentou de 1% a 2% em relação à gasolina com 25% de etanol.

"O aumento do consumo de combustível poderá aumentar o índice de reclamações de consumidores, incluindo os veículos flex", ressaltou a associação, na apresentação divulgada pelo ministério.

Gasolina premium segue 'blindada'

Na época em que foi anunciado o aumento do percentual do etanol na gasolina, a Anfavea pediu que o governo deixasse um tipo de gasolina sem alteração até que a avaliação sobre durabilidade fosse concluída.

Em um consenso entre as montadoras, a indústria da cana de açúcar e o governo, optou-se por "blindar" a gasolina premium, mais cara que as outras, por ser menos procurada.

Procurado pelo G1, o ministério de Minas e Energia respondeu que ainda não foi decidido se, com a aprovação nos testes da Anfavea, haverá mudança também na gasolina premium.

Mais sobre o teste

"A Anfavea conclui, com base nos testes realizados, inclusive com veículos equipados com sistemas de injeção direta de combustível, tecnologia bastante sensível a variações na qualidade do combustível, que: nos ensaios realizados não foram encontradas evidências que impeçam o uso da gasolina com 27,5% de etanol, desde que o combustível comercializado possua as mesmas características daquele enviado pela Petrobras para estes ensaios", diz o comunicado do ministério.

O percentual de 27,5% era o pretendido para a nova mistura de etanol na gasolina, mas decidiu-se pelos 27% porque os instrumentos de verificação de qualidade existentes nos postos de combustíveis têm limitações para medição fracionada.

Carros mais velhos

Para especialistas em mecânica ouvidos peloG1, a mudança é muito pequena para causar efeitos nos carros a gasolina, especialmente os mais modernos, caso de muitos importados. Conforme nível aumenta, porém, pode haver consumo maior e falhas, especialmente em modelos mais antigos, sem injeção eletrônica.

A Anfavea afirmou que os carros mais antigos foram objeto do estudo realizado pelo CENPES/Petrobras, que também aprovaram a alteração na mistura. (G1 30/04/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Entrega polpuda: O alto volume de açúcar entregue na bolsa de Nova York no vencimento do contrato de maio ditou a queda dos demais papéis da commodity na sexta-feira. Os lotes do açúcar demerara com vencimento em outubro fecharam com recuo de 27 pontos, a 13,33 centavos de dólar a libra-peso. Segundo analistas, a trading asiática Wilmar International é a destinatária de 1,9 milhão de toneladas do Brasil e América Central. O volume considerado alto para só um comprador indica pouca demanda pelo produto no mercado internacional, em um cenário de estoques elevados na Tailândia e perspectivas de avanço da produção no Centro-Sul do Brasil. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal no dia 30 (último dado disponível) caiu 0,19%, a R$ 51,44 a saca de 50 quilos.

Algodão: Plantio favorecido: Após três altas seguidas, as cotações do algodão registraram queda na bolsa de Nova York na sexta-feira, influenciadas pelas boas perspectivas para o plantio da nova safra nos Estados Unidos. Os contratos da pluma para entrega em julho fecharam em baixa de 127 pontos, a 66,61 centavos de dólar a libra­peso. As previsões meteorológicas indicam tempo sem chuvas nos próximos dias no oeste do Texas, principal região produtora de algodão do país. Com isso, os produtores devem aproveitar para avançar na semeadura da safra 2015/16, segundo analistas. A queda também foi ditada por vendas de fundos que tentaram embolsar ganhos recentes. No mercado baiano, o algodão em pluma foi negociado a R$ 71,43 a arroba, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Soja: Avanço no campo: O otimismo com o avanço do plantio nos Estados Unidos pesou sobre as cotações da soja na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os lotes para julho caíram 11,25 centavos, a US$ 9,6475 o bushel. A empresa de meteorologia DTN indicou que o clima permaneceria seco na parte leste do Meio-Oeste, permitindo o avanço das plantadeiras. Os traders também estão mais aliviados com a perspectiva de fim da greve dos funcionários nos portos na Argentina, segundo Jack Scoville, analista da Price Futures Group, em relatório diário. Além disso, rumores de que a gripe aviária teria se espalhado nos EUA assustam os investidores, já que pode deprimir a demanda. No mercado baiano, o preço da saca de soja ficou em R$ 53,50, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Milho: Mãos à obra: O avanço do plantio de milho da safra 2015/16 nos Estados Unidos conduziu os preços do milho ao campo negativo na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os lotes para julho fecharam com recuo de 3,25 centavos, a US$ 3,63 o bushel. Após uma semana inteira com tempo aberto no Meio-Oeste, boa parte dos analistas acreditava que os produtores do país já teriam plantado, até domingo, metade da área esperada para o cultivo do cereal nesta temporada. No fim desta semana, as chuvas devem chegar ao cinturão do milho, o que beneficiará a germinação nas áreas recém-plantadas. O mercado ainda é pressionado pela oferta sul-americana e pelos rumores de avanço da gripe aviária nos EUA. No mercado baiano, o preço da saca ficou em R$ 24, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia. (Valor Econômico 04/05/2015)