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PDVSA quer se associar com Raízen na distribuição de combustíveis

A PDVSA teria procurado a Raízen, leia-se Cosan e Shell, com uma proposta de parceria para a distribuição de combustíveis na Região Norte do Brasil.

Rubens Ometto talvez até topasse o risco.

Mas é difícil imaginar que a Shell queira se associar à estatal venezuelana e, por extensão, ao governo de Nicolas Maduro. (Jornal Relatório Reservado 13/05/2015)

 

Safra do Nordeste supera a do Sudeste pela 1ª vez em 41 anos

Segundo IBGE, o aumento na produção de soja, milho e feijão puxou o avanço da região, principalmente na Bahia, Piauí e Maranhão.

Só a produção de soja no Nordeste deve crescer de 6,6 milhões de toneladas em 2014 para 8,5 milhões de toneladas neste ano.

A região Nordeste deverá produzir este ano uma safra de 18,9 milhões de toneladas, um aumento de 20,0% em relação ao ano passado, segundo o Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) de abril, divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante desse desempenho, a região deve ultrapassar a produção do Sudeste pela primeira vez na história da pesquisa, realizada desde 1974.

Acréscimos nas produções de soja, milho de 1ª safra e feijão determinaram o avanço da região, principalmente na Bahia, no Piauí e no Maranhão. Só a produção de soja deve crescer de 6,6 milhões de toneladas em 2014 para 8,5 milhões de toneladas neste ano. Desse montante, 1,3 milhão de tonelada a mais virá apenas da Bahia.

No milho de 1ª safra, o acréscimo na produção na passagem do ano é de 1,1 milhão de tonelada, para 5,9 milhões de toneladas em 2015 na região Nordeste. "Enquanto isso, no Sudeste, a evolução foi muito pequena. Os preços da terra estão altos, e o espaço já é muito urbanizado. Então, há uma migração natural da agricultura", disse Mauro Andreazzi, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

O Sudeste terá neste ano uma produção de 18,3 milhões de toneladas. O volume é 2,3% maior do que o colhido no ano passado.

Essa migração, segundo Andreazzi, é semelhante à observada em anos anteriores, quando produtores do Sul resolveram passar a cultivar grãos no Centro-Oeste, hoje a principal região produtora do País. "Bahia, Piauí e Maranhão são grandes produtores e têm microclimas iguais ao Centro-Oeste", observou.

Ao todo, o IBGE estimou uma safra de 201,0 milhões de toneladas para este ano, avanço de 4,2% em relação ao ano passado. O volume ainda é 0,6% superior ao apontado no levantamento de março.

Revisões. De acordo com IBGE, as estimativas mais favoráveis para as produções de milho de 2ª safra, trigo e soja no mês de abril contribuíram para que a safra brasileira fosse maior no levantamento do mês passado. Houve, porém, revisões para baixo nas estimativas de feijão 3ª safra, batata 3ª safra e café canephora (robusta).

Os preços em queda e a menor competitividade da produção doméstica ante a chinesa determinam a redução da produção da batata de 3ª safra, explicou Andreazzi. Entre março e abril, o volume produzido ficou 1,4% menor, passando a 752,781 mil toneladas. A quantidade é 20,5% menor do que no ano passado.

No caso do feijão de 3ª safra (-0,8% ante março), a exigência do vazio sanitário e a estiagem prejudicaram a intenção de plantio. "Os preços do feijão estão bons, mas alguns Estados só conseguem plantio com irrigação. Em Minas Gerais, por exemplo, dois meses seguidos de estiagem deixaram os reservatórios baixos, diminuindo a possibilidade de área irrigada. Além disso, para evitar a praga da mosca-branca, a terra precisa ficar de 15 de setembro a 20 de outubro sem plantas, e a colheita teria de ser feita antes disso, o que inviabilizou o plantio para alguns produtores", explicou Andreazzi. A produção do grão deve totalizar 413,362 mil toneladas, 12,1% abaixo do ano passado.

Já a produção de café robusta foi revista em -1,6% na passagem de março para abril, para 660,098 mil toneladas, por causa da falta de chuvas no Espírito Santos e ao excesso de umidade em Rondônia. No ano, a produção deve ser 16,6% menor do que em 2014.

O volume produzido de milho 1ª safra também deve ser menor do que o estimado em março. O levantamento indica colheita 0,6% menor em abril ante o mês anterior, para 30,750 milhões de toneladas. A safra, porém, será 0,6% maior do que em 2014.

Entre as culturas que tiveram estimativa revisada para cima na passagem do mês estão milho 2ª safra (+1,3% na passagem do mês, para 45,506 milhões de toneladas), soja (+0,9%, para 95,610 milhões de toneladas), trigo (+1,2%, para 7,807 milhões de toneladas) e cana-de-açúcar (+0,9%, para 678,948 milhões de toneladas). No ano, porém, as produções de milho 2ª safra e cana-de-açúcar serão menores do que em 2014.

Soja. De acordo com Andreazzi, a maior estimativa para a produção de soja no levantamento do mês passado se deve ao melhor rendimento do grão. Entre março e abril, o rendimento avançou 0,5%, segundo o órgão, e a produção subiu 0,9%, para 95,610 milhões de toneladas.

"O estágio final da colheita tem estimativas melhores, uma vez que a cultura foi menos prejudicada do que o esperado", afirmou Andreazzi. Segundo ele, Goiás e Minas Gerais tiveram problemas com a estiagem, mas as consequências foram menores do que o projetado. Em Goiás, por exemplo, a estimativa para a produção cresceu 1,5% entre março e abril.

Houve ainda um aumento de 0,4% na área a ser colhida no período, segundo o IBGE, o que também contribuiu para a estimativa maior. A soja continuará, portanto, como a principal cultura do País, abocanhando quase metade das 201,0 milhões de toneladas estimadas para a safra de 2015.

Em relação a 2014, a produção de soja deve crescer 10,6%. "Melhorou o rendimento, e todas as regiões aumentaram a área plantada, apesar de Goiás e Minas Gerais terem registrado problemas com estiagem, que prejudicou o rendimento", afirmou Andreazzi. Na comparação anual, a safra de soja será 3,6% menor em Goiás e 0,2% inferior em Minas Gerais.

Em Mato Grosso, o maior produtor, a safra de soja ficará perto de 27 milhões de toneladas, uma alta de 4,6% sobre 2014. (O Estado de São Paulo 12/05/2015 às 12h: 21m)

 

Açúcar: Alta em NY

Os preços do açúcar "ignoraram" novas indicações de aumento de oferta global da commodity e subiram ontem na bolsa de Nova York.

Os contratos do demerara para outubro fecharam com elevação de 8 pontos, a 13,89 centavos de dólar a libra-peso.

Segundo Jack Scoville, da Price Futures Group, a trading asiática Wilmar Internacional já nomeou a origem das 2,1 milhões de toneladas que receberá pela expiração do contrato de maio na bolsa nova iorquina.

Os traders acreditam que essa rapidez indica falta do produto na Ásia. Por outro lado, a produção no Centro-Sul chegou a 1,59 milhão de toneladas desde o início de 2015/16 até 1º de maio, superando em 6% o produzido no mesmo período de 2014/15.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,53%, para R$ 51,40 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 13/05/2015)

 

Produção de açúcar sobe 11% no Centro-Sul na 2ª quinzena de abril

A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil cresceu 11% na segunda quinzena de abril, para 1,043 milhão de toneladas. Os números, divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), se referem ao ciclo 2015/16, iniciado oficialmente em abril.

No acumulado da temporada até 1º de maio, a produção da commodity aumentou 6,10% em relação a igual intervalo do ano passado, para 1,590 milhão de toneladas.

A oferta maior reflete a decisão das usinas de produzirem mais açúcar e de uma moagem acelerada.

Na última quinzena de abril, as unidades da região processaram 26,675 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 11,38% acima do realizado em igual período de 2014.

O teor de açúcar contido no cana, o chamado Açúcar Total Recuperável (ATR) avançou 2,55%, para 112,91 quilos por tonelada.

No acumulado da safra até 1º de maio, foram processadas 45,034 milhões de toneladas de cana, alta de 11,54%, e o ATR ficou 1,64% mais elevado, em 109,31 quilos por tonelada.

A produtividade agrícola cresceu em abril na comparação com igual mês de 2014, segundo dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em uma amostra de 126 unidades produtoras da região.

O rendimento totalizou 79,3 toneladas de cana por hectare no mês passado, contra 77,1 toneladas verificadas no mesmo período da safra 2014/15.

A produção total de etanol na 2ª quinzena de abril subiu 17%, para 1,137 bilhão de litros do biocombustível, 17% acima do observado em igual intervalo do ciclo passado, o 2014/15.

No acumulado da temporada, o aumento foi de 18,6%, para 1,937 bilhão de litros.

Do total fabricado na quinzena, 818 milhões de litros foram de etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, um aumento de 23,64%.

Outros 319,1 milhões de litros foram de etanol anidro, um aumento de 2,57%.

De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, o número de unidades operando nas primeiras semanas de maio cresceu, de forma que, 240 já se encontram em operação neste momento. (Valor Econômico 12/05/2015 às 17h: 44m)

 

Kingsman muda projeção de déficit global para superávit de açúcar

A consultoria Kingsman revisou sua projeção de um déficit global de açúcar para o ciclo 2014/15, que termina em 30 de setembro.

De um déficit de 122 mil toneladas projetado em janeiro, a consultoria estima agora que o ciclo se encerrará com um superávit de 3,39 milhões de toneladas da commodity.

Uma produção maior do que o esperado para a Índia, Centro-Sul do Brasil e Tailândia justificam a mudança nas projeções, conforme a consultoria, com sede em Londres.

Combinadas, a alta de produção desses países vai mais que superar a redução prevista para a produção da China e da África do Sul.

“O mercado tem sido repleto de expectativas de um retorno ao equilíbrio depois de quatro anos de déficit consecutivos. Mas esses números mostram que se livrar de um excedente ‘teimoso’ será mais difícil do que alguns anteciparam e um quinto ano de excesso de oferta é agora provável”, disse o analista sênior de agricultura da Kingsman Platts, Claudiu Covrig.

Para a Índia, a Kingsman projeta uma produção de 2,713 milhões de toneladas adicionais em relação ao estimado no trimestre anterior pela consultoria. Para o Centro-Sul do Brasil, esse volume adicional é de 1,148 milhão de toneladas e, para a Tailândia, 940 mil toneladas, enquanto as quedas de produção no mesmo intervalo foram de 1,105 milhão de toneladas para a China e 401 mil toneladas para a África do Sul. (Valor Econômico 12/05/2015 às 18h 06m)

 

Com vendas aquecidas, usinas priorizam hidratado no início da safra 2015/2016

“O número de unidades operando cresceu nos primeiros 15 dias de maio e hoje já registramos 250 empresas em atividade na safra 2015/2016".

O volume de etanol hidratado direcionado ao mercado doméstico pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 1,46 bilhão de litros em abril deste ano, alta de 49,39% em relação ao volume comercializado no mesmo período de 2014 (977,52 milhões de litros).

Quando computadas as vendas diárias, o volume médio comercializado em abril de 2015 alcançou 48,68 milhões de litros, superando em 4,01% o valor recorde da safra registrado em março deste ano (46,80 milhões de litros).

As vendas internas de etanol anidro combustível, por sua vez, totalizaram 678,19 milhões de litros, com queda de 21,43% em relação ao volume comercializado no mês anterior, que alcançou 863,18 milhões de litros.

O diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, explica que “esse comportamento das vendas de etanol anidro já era esperado devido a obrigação de manutenção de estoques no final da entressafra”. A regulação vigente faz com que as vendas de março usualmente sejam maiores que as de abril, que se inicia com estoque mais elevado no segmento de distribuição, explicou Rodrigues.

O montante total de etanol comercializado pelo Centro-Sul somou 2,17 bilhões de litros em abril, contra apenas 1,81 bilhão de litros verificados no mesmo mês da safra passada (crescimento de 20,05%). Deste total, apenas 34,09 milhões de litros direcionaram-se ao mercado externo, queda expressiva de 79,83% no comparativo com abril de 2014.

Moagem de cana-de-açúcar

A quantidade de cana-de-açúcar processada na segunda quinzena de abril totalizou 26,68 milhões de toneladas na região Centro-Sul do país, contra 23,95 milhões de toneladas observadas nos últimos quinze dias de abril de 2014.

No acumulado desde o início da atual safra até 1º de maio de 2015, a moagem atingiu 45,03 milhões de toneladas, 11,54% superior ao valor observado no mesmo período da safra 2014/2015 (40,38 milhões de toneladas).

Até o final da segunda quinzena de abril de 2015, 210 unidades produtoras estavam em operação no Centro-Sul, pequena retração comparativamente às 220 empresas registradas até a mesma data da safra anterior.

O diretor da Unica esclarece que “o número de unidades operando cresceu nos primeiros 15 dias de maio e hoje já registramos 250 empresas em atividade na safra 2015/2016”.

O executivo ressalta que “no Estado de São Paulo a moagem acumulada ainda está aquém daquela observada em igual período da safra passada e, portanto, todo o incremento de produção verificado até o momento foi observado nos outros estados da região Centro-Sul”.

Produtividade e qualidade da matéria-prima

Na segunda metade de abril, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 112,91 kg por tonelada de cana-de-açúcar moída, alta de 2,55% quando comparado ao resultado da mesma quinzena de 2014 (110,10 kg de ATR por tonelada).

No acumulado desde o início da safra até 1º de maio, a concentração de ATR alcançou 109,31 kg, contra 107,55 kg registrados na mesma data de 2014.

Em relação à produtividade agrícola, dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em uma amostra de 126 unidades produtoras do Centro-Sul indicam que o rendimento da área colhida até o final de abril totalizou 79,3 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, contra 77,1 toneladas verificadas no mesmo período da safra 2014/2015.

Produção de açúcar e etanol

Do volume total de cana-de-açúcar processada nos últimos 15 dias de abril, 63,65% destinou-se à produção de etanol, leve aumento em relação ao percentual observado na mesma quinzena do ano anterior (62,57%). No acumulado desde o início da atual safra até 1º de maio, a proporção de matéria-prima direcionada ao etanol atingiu 66,08%.

Com isso, a produção de etanol na segunda metade de abril cresceu 16,90% comparativamente ao mesmo período da safra 2014/2015 (1,14 bilhão de litros esse ano contra 972,68 milhões de litros em 2014), com destaque para o etanol hidratado, cuja produção atingiu 818,01 milhões de litros (aumento de 23,64% em relação ao volume apurado na mesma data da última safra).

A produção de açúcar, por sua vez, totalizou 1,04 milhão de toneladas nos últimos quinze dias de abril deste ano, contra 940,39 mil toneladas verificadas na mesma quinzena de 2014.

No acumulado desde o início da safra até 1º de maio, a produção de açúcar atingiu 1,59 milhão de toneladas (crescimento de 6,10% em relação ao mesmo período da safra 2014/2015), e a de etanol totalizou 1,94 bilhão de litros (aumento de 18,60%), com 1,50 bilhão de litros de etanol hidratado e 438,07 milhões de litros de etanol anidro.

Para o executivo da Unica, “o crescimento da demanda por etanol hidratado nos últimos meses estimulou o aumento da produção do biocombustível, que até o momento apresentou crescimento de 35,15% na comparação com a safra 2014/2015”. O ritmo de produção e o consumo de hidratado nesse início de safra se assemelha aquele observado em 2009, indicando que deveremos ter um mix de produção mais alcooleiro esse ano, concluiu Rodrigues. (Unica 12/05/2015)

 

Safra de cana já está 12% acima de 2014

A cana-de-açúcar processada na segunda quinzena de abril totalizou 26,68 milhões de toneladas na região Centro-Sul, contra 23,95 milhões de toneladas observadas nos últimos quinze dias de abril de 2014.

No acumulado desde o início da atual safra até 1º de maio, a moagem atingiu 45,03 milhões de toneladas, 11,54% superior ao valor observado em igual período da safra anterior.

Os dados foram apresentados ontem pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). A associação divulgou ainda que o volume de etanol hidratado direcionado ao mercado doméstico pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 1,46 bilhão de litros em abril, alta de 49,39% em relação ao volume comercializado em igual período de 2014.

As vendas internas de etanol anidro combustível, por sua vez, totalizaram 678,19 milhões de litros: queda de 21,43% em relação ao volume comercializado no mês anterior.

Segundo o diretor técnico da Unica Antonio de Pádua Rodrigues, esse comportamento das vendas de etanol anidro já era esperado devido a obrigação de manutenção de estoques no final da entressafra.

"A regulação vigente faz que as vendas de março usualmente sejam maiores que as de abril, que se inicia com estoque mais elevado no segmento de distribuição", explicou.

Até o final da segunda quinzena de abril 210 unidades produtoras estavam em operação no Centro-Sul, pequena retração comparativamente às 220 empresas registradas até a mesma data da safra anterior.

Segundo Rodrigues, o número de unidades operando cresceu nos primeiros dias de maio e hoje já são 250 empresas em atividade. (Brasil Econômico 13/05/2015)

 

Estado na Índia aprova subsídio para exportação de açúcar, diz fonte do governo

O principal Estado produtor de açúcar da Índia, Maharashtra, aprovou um subsídio de 1.000 rúpias (15,6 dólares) por tonelada para as exportações de açúcar bruto, afirmou um funcionário do governo estadual à Reuters nesta terça-feira.

O gabinete de Estado aprovou o incentivo para o açúcar bruto produzido na safra 2014/15, que termina em 30 de setembro, disse a fonte do governo, que não quis ser identificada.

Maharashtra responde pela maior parte do açúcar bruto produzido na Índia, segundo maior produtor da commodity no mundo, atrás do Brasil, e o maior consumidor global.

Em fevereiro, o governo federal decidiu dar às usinas um subsídio de 4.000 rúpias por tonelada para as exportações de até 1,4 milhão de toneladas de açúcar bruto, um incentivo que alguns comerciantes disseram que poderia ser muito pouco com os preços globais permanecendo fracos com grandes suprimentos do Brasil inundando o mercado em breve, com a safra no centro-sul ganhando ritmo. (Reuters 12/05/2015)

 

AL: Sem pagamento de últimas safras, fornecedores de cana fecham

Cinco dias depois que funcionários da Penedo Agroindustrial S.A (Paisa), uma das unidades do poderoso Grupo Toledo, resolveram cruzar os braços para cobrar salários em atraso, ocasião que foram punidos pela direção da indústria, tendo que voltar para Penedo a pé por cobrar seus direitos, nesta segunda-feira (11) outro protesto foi iniciado.

Agora foi a vez dos fornecedores da cana-de-açúcar reivindicar pagamentos em atraso pela venda da matéria prima. Agricultores ligados à Cooperativa de Colonização Agropecuária e Piscicultura de Penedo (Coopenedo), rendeiros (pessoas que alugam terras da usina e dividem o lucro) e particulares (fazendeiros, pequenos e médios produtores), fecharam o acesso de funcionários e veículos ao interior da indústria, pela balança.

“Estamos aqui para tentar um acordo com os diretores da usina. Por várias vezes tentamos conversar, mas sem sucesso. Então, a solução encontrada foi fechar o acesso principal da indústria. Só iremos liberar o local quando eles sinalizarem para um acordo. Queremos o pagamento de 50% dos atrasados e o restante dividido até o início da próxima safra que deve iniciar em agosto. Vamos ficar aqui até que o problema possa ser solucionado”, apregoou o presidente da Coopenedo, Ronaldo Luiz dos Santos.

Roni da Cooperativa como também é conhecido, é colono e fornecedor pela cooperativa. Ele conta que possui pagamentos em atraso das últimas três safras 2012/2013, 2013/2014 e 2014/2015.

“Estou aqui para tentar um acordo, represento os colonos como presidente, e também os rendeiros e particulares. Fui escolhido por esses últimos para também representá-los. O pátio da usina já está repleto de carretas para carregar, vamos ficar aqui de noite, de dia, de tarde, até uma posição oficial de pagamento por parte dos diretores”, acrescentou.

Situação difícil

Para o colono e também rendeiro, Francisco Neto, conhecido por Chiquinho da Cooperativa, a situação está difícil para todos. O problema vem se arrastando por mais de três anos.

“Aqui estão protestando do pequeno fornecedor, ao grande. A situação não tá fácil. O protesto conta com fornecedores com mais de R$ 60 mil para receber. Mas também possui o pequeno, com R$ 2 mil. Existem pessoas que não possuem outra fonte de renda. E como essas pessoas fazem para pagar suas contas e colocar comida dentro de casa. No último final de semana depositaram nas contas de todos os fornecedores - colonos, rendeiros e particulares -, a quantia de apenas R$ 350. Imagina você ter mais de R$ 60 mil e receber esse pequeno valor. Como vamos pagar os trabalhadores, os equipamentos, adubos, tratorista e combustível. Para que possamos produzir para fornecer a Usina Paisa, também gastamos muito e possuímos os nossos fornecedores também para pagar”, desabafou o colono.

Chiquinho da Cooperativa trabalha com a Usina Paisa por cerca de 10 anos e disse que os últimos três anos foram de dificuldades, entre a indústria e os fornecedores de cana-de-açúcar, para receber o pagamento pela venda da matéria prima para a fabricação do açúcar e álcool. O fornecedor expõe que possui pagamentos em atraso das últimas safras 2012/2013, 2013/2014 e 2014/2015. (Aqui Acontece 12/05/2015)

 

Ventos de 70 km/h causam danos em centro de pesquisa no interior de SP

Ventos de até 70 km/h e chuvas que atingiram o interior paulista no início da noite de ontem tombaram canaviais e danificaram plantações no centro de pesquisa de cana-de-açúcar do Instituto Agronômico do Estado de São Paulo (IAC), em Ribeirão Preto (SP).

Houve dados em experimentos de pesquisa e melhoramento genético da cultura, mas não nas instalações da instituição de pesquisa. A Defesa Civil do município informou que o volume acumulado da chuva ficou em 28 milímetros.

O diretor do Centro de Cana IAC, Marcos Landell, afirmou que "ainda é cedo para avaliar os danos nos cerca de 100 mil tipos de cana que estão em testes de melhoramento genético", mas admitiu a dificuldade de lidar com a cana derrubada pela força do vento.

"É preciso esperar porque algumas plantas podem voltar. Mas lidar com cana tombada é um trabalho hercúleo para a pesquisa", disse Landell. A reportagem constatou na manhã de hoje grandes áreas de canaviais derrubados pelo vento em Sertãozinho (SP) e na rodovia que lida Ribeirão Preto a Pradópolis (SP). Produtores relataram, ainda, danos em lavouras em outras regiões de produção intensiva de cana no Noroeste de São Paulo, como em Orlândia e São Joaquim da Barra.

Segundo o consultor e sócio da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, as maiores perdas em canaviais tombados são em plantas que quebram e não servem mais de matéria-prima para a produção de açúcar e etanol. Já para as plantas apenas derrubadas a dificuldade é para a colheita mecânica. (Agência Estado 12/05/2015)

 

Para agência Moody’s, empresas do País estão mais frágeis

Relatório da agência de risco indica que quase um terço de 47 grandes companhias avaliadas terá mais dificuldade para quitar dívidas em 2015 e 2016.

Relatório da agência de risco Moody's aponta que o chamado risco de liquidez aumentou no Brasil. Isso indica que um número maior de empresas brasileiras terá mais dificuldades para quitar suas dívidas em 2015 e 2016. Entre as 47 companhias avaliadas no relatório, 32%,  praticamente um terço, têm um elevado risco de liquidez. No levantamento anterior, realizado no ano passado, a parcela mais frágil correspondia a 19% das empresas.

O grupo de companhias avaliadas é composto apenas por corporações com nota B3 ou acima, que têm finanças mais robustas, e não inclui empresas públicas ou bancos.

Segundo Erick Rodrigues, analista da Moody’s para o grupo de finanças corporativas, um conjunto de fatores piorou o cenário e vai afetar o fôlego financeiro das empresas: inflação mais resistente, a perda de confiança dos consumidores e dos investidores, queda no preço das matérias-primas, tanto minerais quanto agrícolas, bem como uma maior dificuldade para recorrer ao mercado de capitais.

Neste ano em particular o analista destaca: “As empresas brasileiras enfrentam dois riscos importantes que podem levar a quebras de contratos em 2015: o real fraco e uma economia mais lenta”, diz Rodrigues.

A Moody’s levou em consideração os efeitos da Operação Lava Jato e da crise na Petrobrás, que afasta investidores e obriga a estatal a reduzir investimentos, afetando diversos setores.

Para fazer as projeções, a agência contabilizou dívidas ao final de 2014, a capacidade de geração de caixa das empresas e as linhas de financiamento a que têm acesso. Também avaliou a capacidade de elas receber aportes de acionistas.

As indústrias de petróleo e gás, de carnes e agricultura representam, juntas, pouco mais de metade da dívida com vencimento até meados de 2017. Petrobrás, JBS, BRF estão nesta lista. Nenhuma delas, porém, aparece na relação das mais fragilizadas.

No relatório, 15 empresas foram consideradas de alto risco de liquidez, mas nove em particular foram destacadas como “mais frágeis” porque sofrem pressão no curto prazo para quitar suas dívidas: ALL, do setor ferroviário; Biosev, de açúcar e álcool; Oi, na telefonia; a rede de farmácias Brasil Pharma; Paranapanema, do setor siderúrgico; a fabricante de embalagens Vidroporto, e na área de infraestrutura PDG, Brookfield e MDL. “As mais frágeis sofrem, ao mesmo tempo, com a conjuntura e com problemas pontuais de gestão”, diz Rodrigues.

Empresas. Procuradas pela reportagem, algumas empresas discordaram das análises da agência. O presidente da Paranapanema, Christophe Malik Akli, destacou que o resultado da empresa no primeiro trimestre contraria as previsões da Moody’s. “A companhia tem um caixa de R$ 1,1 bilhão, que cobre os repagamentos eventuais de dívida para os próximos dois anos: quando você tem dinheiro em casa, que cobre dois anos de vencimento da dívida, acredito que não há nenhum risco para a liquidez da companhia”, disse.

José Cezario Menezes de Barros Sobrinho, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da ALL, a Moody’s pode não ter incluído nas análises os movimentos recentes da empresa. O executivo destaca que a ALL melhorou o perfil de sua dívida no início de ano, reduzindo a de curto prazo, aprimorou o índice de liquidez e garantiu crédito para os investimentos. Na sua avaliação, a capacidade de caixa também tende a melhorar.

Flávio Nicolay Guimarães, diretor financeiro da Oi, destacou que a empresa já contratou linhas de crédito para arcar com qualquer vencimento de dívida no curto prazo. Em nota, a PDG informou que vem melhorando a geração de caixa e que aprovou um aumento de capital. As demais empresas preferiram não comentar. (O Estado de São Paulo 13/05/2015)

 

Produção de grãos deve ser de 202 milhões de toneladas

A estimativa de produção de grãos no Brasil da safra 2014/2015 é de 202,23 milhões de toneladas, ou seja, 4,4% ou 8,6 milhões de t superior à obtida na safra 2013/14, que foi de 193,62 milhões de toneladas. Em relação ao levantamento do mês passado, observa-se um ganho de 1,54 milhão de toneladas. Este acréscimo deve-se ao ganho nas produtividades do milho primeira safra, da soja e do trigo, uma vez que neste mês de maio a Conab apresenta a primeira previsão para a safra 2015 das culturas de inverno.

A previsão de área plantada é de 57,21 milhões de hectares. Este levantamento contempla informações já definidas para as áreas cultivadas com as culturas de verão de primeira e segunda safras. Para as culturas de inverno, feijão terceira safra e da região Norte/Nordeste, com exceção das áreas de cerrado, o plantio está em andamento, portanto, as áreas ainda não estão definidas.

A estimativa da área a ser cultivada com as principais culturas é 0,3% maior que a cultivada na safra 2013/14, passando de 57,06 para 57,21 milhões de hectares, representando um aumento de 150,6 mil hectares. O destaque é para a cultura de soja, com crescimento de 4,6%, ou seja, 1,4 milhão de hectares sobre a área plantada na safra 2013/14. Com relação ao levantamento anterior, realizado em março, observa-se uma variação de 0,2% decorrente de pequenos ajustes nas áreas de plantio.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 a 18 de abril, quando foram levantadas informações de área plantada, produção e produtividade média estimadas, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores, além de evolução da colheita e outras variáveis.

O trabalho tem parceria da Conab com agrônomos, técnicos do IBGE, de cooperativas, secretarias de agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados), agentes financeiros e revendedores de insumos, que subsidiam os técnicos da estatal com informações referentes aos levantamentos. (Conab 12/05/2015)

 

Estudo aponta que estratégia para comprar fertilizante pode ser diferencial de lucro da próxima safra

Se na hora de vender a soja o câmbio ajudou a equilibrar a cotação em reais ao patamar de 2014, agora é a face reversa dessa lógica que preocupa diante do prognóstico de custos de produção mais altos para a próxima safra. Por isso, a estratégia de compra de insumos será fundamental.

Estudo do Rabobank Brasil aponta que os fertilizantes são um dos itens de maior peso nos gastos e, considerando os últimos 10 anos, os preços médios são maiores no segundo semestre. Logo, otimizar a adubação e obter melhores preços é crucial.

A safra 2015-2016 aponta para preços de commodities pressionados no mercado externo, o que pode gerar receitas mais apertadas. Logo, gerir bem os custos pode ser um diferencial de rentabilidade, avalia Victor Yoiti Ikeda, analista econômico de insumos agrícolas do Rabobank Brasil.

Ele observa que os preços dos fertilizantes tendem a subir por fatores como maior concentração de importações e entrega. E avalia que, por mais que alguns insumos tenham registrado queda no preço em dólar, o câmbio fez o custo crescer em reais:

A movimentação mais intensa eleva a demanda e o valor do frete, o que acaba resultando em um fertilizante mais caro. (Notícias Agrícolas 12/05/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta em NY: Os preços do açúcar "ignoraram" novas indicações de aumento de oferta global da commodity e subiram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do demerara para outubro fecharam com elevação de 8 pontos, a 13,89 centavos de dólar a libra-peso. Segundo Jack Scoville, da Price Futures Group, a trading asiática Wilmar Internacional já nomeou a origem das 2,1 milhões de toneladas que receberá pela expiração do contrato de maio na bolsa nova iorquina. Os traders acreditam que essa rapidez indica falta do produto na Ásia. Por outro lado, a produção no Centro-Sul chegou a 1,59 milhão de toneladas desde o início de 2015/16 até 1º de maio, superando em 6% o produzido no mesmo período de 2014/15. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,53%, para R$ 51,40 a saca de 50 quilos.

Cacau: Quebra em Gana: As cotações do cacau fecharam no campo positivo pela quarta sessão consecutiva ontem na bolsa de Nova York, impulsionadas por indicações de uma queda expressiva na produção de Gana. Os lotes para entrega em julho fecharam com elevação de US$ 31, a US$ 3.037 a tonelada. Na semana passada, o governo do país africano afirmou que a produção do ano passado ficou bem abaixo das projeções originais e pode não superar as 700 mil toneladas. A Organização Internacional do Cacau estimava que a safra ganense somaria 850 mil toneladas, o que já indicaria uma queda na produção ante o ciclo anterior. No mercado doméstico, o preço médio da amêndoa nas praças de Ilhéus e Itabuna (BA) teve avanço de R$ 1, para R$ 120 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Laranja: Problemas na Flórida: Depois de abrir em forte desvalorização na bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja teve sua queda amenizada após a divulgação pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de uma redução de 5% na produção da fruta na Flórida, o segundo maior parque citrícola do mundo. Os lotes do suco de concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para entrega em setembro fecharam a US$ 1,1885 a libra-peso, baixa de 0,65 pontos. O USDA estimou que os produtores da Flórida colherão 96,4 milhões de caixas em 2014/15, uma quebra de 8% ante a safra passada e 5% a menos que o projetado em abril. A estimativa de produtividade também foi rebaixada em 3%. No mercado interno, o preço da laranja à indústria levantado pelo Cepea/Esalq manteve-se em R$ 10,83 a caixa de 40,8 quilos.

Algodão: Estoques estáveis: Os contratos futuros do algodão caíram ontem na bolsa de Nova York após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetar que não haverá redução de estoques da pluma na próxima safra. Os contratos para outubro recuaram 28 pontos, para 65,01 centavos de dólar a libra-peso. O órgão americano calcula que os estoques de passagem nos Estados Unidos permanecerão estáveis em 2015/16 em 957 mil toneladas, apesar da projeção de queda de 11% na colheita americana. Para o USDA, como os estoques de passagem da safra atual serão elevados, eles serão suficientes para suprir uma demanda interna mais ativa. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão em pluma com pagamento em oito dias caiu 0,63%, a R$ 2,1367 a libra-peso. (Valor Econômico 13/05/2015)