Setor sucroenergético

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Basf investe

A Basf vai desembolsar US$ 200 milhões para ampliar sua fábrica de agroquímicos

em Guaratinguetá (SP).

O valor equivale a um quinto do plano de investimentos do grupo para o Brasil até 2017. (Jornal Relatório Reservado 13/05/215)

 

Açúcar: Agora está sobrando

http://www.valor.com.br/agro/4049042/commodities-agricolas

Após seis altas ditadas por movimentos técnicos e dados de curto prazo, os preços do açúcar registraram queda ontem na bolsa de Nova York.

Os contratos do açúcar demerara para outubro recuaram 57 pontos, a 13,32 centavos de dólar a libra-peso.

Na terça-feira, duas consultorias revisaram suas projeções de déficit de oferta na safra global 2014/15 (que termina em setembro) para superávit. A Kingsman projeta agora um excedente de 3,39 milhões de toneladas, enquanto a FCStone estima um superávit de 502 mil toneladas.

O novo cenário acompanha o aumento da produção no Centro-Sul do Brasil no fim de abril reportado pelas indústrias da região.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,23%, para R$ 51,34 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 14/05/2015)

 

Produção de açúcar sobe 11% no Centro-Sul na 2ª quinzena de abril

http://www.valor.com.br/agro/4046924/producao-de-acucar-sobe-11-no-centro-sul-na-2

A produção de açúcar no Centro.-Sul do Brasil cresceu 11% na segunda quinzena de abril, para 1,043 milhão de toneladas.

Os números, divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), se referem ao ciclo 2015/16, iniciado oficialmente em abril.

No acumulado da temporada até 1º de maio, a produção da commodity aumentou 6,10% em relação a igual intervalo do ano passado, para 1,590 milhão de toneladas.

A oferta maior reflete a decisão das usinas de produzirem mais açúcar e de uma moagem acelerada.

Na última quinzena de abril, as unidades da região processaram 26,675 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 11,38% acima do realizado em igual período de 2014.

O teor de açúcar contido no cana, o chamado Açúcar Total Recuperável (ATR) avançou 2,55%, para 112,91 quilos por tonelada.

No acumulado da safra até 1º de maio, foram processadas 45,034 milhões de toneladas de cana, alta de 11,54%, e o ATR ficou 1,64% mais elevado, em 109,31 quilos por tonelada.

A produtividade agrícola cresceu em abril na comparação com igual mês de 2014, segundo dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em uma amostra de 126 unidades produtoras da região.

O rendimento totalizou 79,3 toneladas de cana por hectare no mês passado, contra 77,1 toneladas verificadas no mesmo período da safra 2014/15.

A produção total de etanol na 2ª quinzena de abril subiu 17%, para 1,137 bilhão de litros do biocombustível, 17% acima do observado em igual intervalo do ciclo passado, o 2014/15.

No acumulado da temporada, o aumento foi de 18,6%, para 1,937 bilhão de litros. Do total fabricado na quinzena, 818 milhões de litros foram de etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, um aumento de 23,64%.

Outros 319,1 milhões de litros foram de etanol anidro, um aumento de 2,57%.

De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, o número de unidades operando nas primeiras semanas de maio cresceu, de forma que, 240 já se encontram em operação neste momento. (Valor Econômico 13/05/2015 às 17h: 44m)

 

 

Paralisação na Dedini chega a uma semana

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/paralisacao-na-dedini-chega-a-uma-semana.html#.VVR6h_lViko

Funcionários reclamam de atraso no pagamento, não recolhimento do FGTS e férias atrasadas.

Desde quarta-feira (6) os funcionários da Dedini Indústrias de Base, com sede em Sertãozinho e Piracicaba, estão em greve. Os motivos são atraso no pagamento, o não pagamento do Fundo de Garantia e as férias atrasadas.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho, Samuel Marqueti, a situação atual da empresa não é só pela crise que castiga as indústrias da cidade. “A crise passa por todos os setores, mas nesse caso é má administração”, frisa.

De acordo com ele, 80 funcionários demitidos estão com as parcelas da rescisão atrasadas. “Há três meses esse pessoal não recebe”, afirma Marqueti.

“Outros 400 trabalhadores temporários estão sendo demitidos e a Dedini também não está acertando a rescisão deles”, completa.

O sindicato da categoria acredita que, até agora, pelo menos 600 pessoas já foram demitidas somente na Dedini de Sertãozinho. “É um impacto muito grande para a cidade”, garante o sindicalista.

Um funcionário que tem mais de 20 anos de casa, que preferiu não se identificar, relata que eles optaram pela greve pois estão com medo, já que conhecem vários funcionários que foram demitidos e que, até hoje, não receberam nada.

“A coisa está difícil. Não temos pagamento, não depositam o Fundo de Garantia há cerca de quatro anos e o pessoal que saiu de férias já retornou e ainda não recebeu por ela. Por isso, optamos pela greve”, conta.

Além disso, segundo o funcionário, a empresa não paga a multa pela rescisão. “Tanto os 40%, quanto o valor que dividem não é pago”, frisa.

“Todo pagamento é um desespero. Não dá para acreditar na empresa”, conclui.

Hoje, uma nova assembléia será realizada às 7h e se houver uma proposta pela empresa, deverá ser votada.

Queda de faturamento chega a 70%

Em nota, a Dedini informa que parcelou o pagamento dos salários de 5 de maio em função da indisponibilidade de caixa, gerada pela grave crise que o setor de bens de capital e o setor sucroenergético vêm atravessando.

“Em função desta crise instalada nos últimos anos, a Dedini teve uma queda de faturamento de mais de 70% e uma inadimplência dos clientes que atinge R$ 100 milhões, o que levou a empresa a buscar recursos no sistema financeiro e aumentar seu endividamento”, diz.

A empresa reforça ainda, em nota, que tem solicitado a compreensão dos colaboradores em somar esforços para a continuidade das operações. “Quanto aos clientes, este movimento não afetará a qualidade e prazo de entrega de seus produtos”, garante.

Por fim, a Dedini considera que a retomada das atividades irá permitir que a folha de pagamento dos seus funcionários seja completada até o início da próxima semana. (A Cidade 13/05/2015)

 

Chinesa Cofco integra suas operações e ganha fôlego

http://www.valor.com.br/agro/4049036/chinesa-cofco-integra-suas-operacoes-e-ganha-folego

A maior trading de grãos da China deu mais um passo para se consolidar como concorrente das gigantes globais do agronegócio conhecidas como as "ABCD", grupo formado pelas americanas ADM, Bunge e Cargill e pela francesa Louis Dreyfus Commodities.

Por meio de uma joint venture com o fundo soberano China Investment Corp, a Cofco vai fundir suas participações majoritárias na trading holandesa

Nidera e na Noble Agri e criar uma nova instituição, a Cofco International Holdings.

Esta será comandada pelo recém-contratado CEO da Noble Agri, Matt Jansen, que era presidente global de oleaginosas da ADM.

Uma vez combinadas as unidades Nidera e Noble Agri, os negócios da Cofco no mercado chinês também serão integrados à Cofco Internacional.

O objetivo é criar uma rede global de originação de grãos que terá uma estrutura na China sem paralelos no setor, de acordo com uma fonte de uma das companhias envolvidas.

"A integração já começou e, no futuro, a Cofco International será a plataforma que integrará negócios relacionados para torná-la uma empresa de agronegócio global, que opera da produção à distribuição de produtos", informou a Cofco em comunicado.

Operadores de mercado dizem que, totalmente integrada, a nova empresa de fato poderá ter grande impacto sobre o fluxo global de comércio de grãos, uma vez totalmente integrada.

Paul Deane, economista agrícola sênior do ANZ Bank baseado em Melbourne, na Austrália, é um dos que acreditam que o novo player terá condições de concorrer com o grupo das "ABCD". (Valor Econômico 14/05/2015)

 

Grupo argelino chega ao Brasil e quer investir US$ 2 bilhões

http://www.valor.com.br/agro/4049044/grupo-argelino-chega-ao-brasil-e-quer-investir-us-2-bilhoes

O grupo argelino Cevital prepara um desembarque retumbante no Brasil. Tradicional importadora de commodities agrícolas do país, a empresa está estruturando um plano de negócios que prevê investimentos iniciais de mais de US$ 2 bilhões no processamento de grãos e na logística para o escoamento pelo Norte brasileiro.

A companhia já começou a adquirir terrenos e a expectativa é dar a partida nas operações em 2020. "O ponto central desse movimento da Cevital é o reforço da segurança alimentar.

E não apenas da Argélia, mas também de países africanos vizinhos", disse ao Valor Paulo Hegg, representante do grupo no Brasil. Engenheiro de formação, Hegg é da família fundadora da Laticínios Tirolez e cuida dos negócios de exportação da empresa de queijos.

Há cinco anos, passou a se dedicar também à produção de grãos e fibras no Sudão, leste da África, onde conheceu a Cevital. A família Rebrab, proprietária da Cevital, estudava a compra de usinas de açúcar no Sudão quando foi apresentada a Hegg, em 2013.

"O Ministério da Agricultura do Sudão, que é nosso sócio lá, sugeriu a eles que conhecessem o nosso projeto", disse o brasileiro.

As conversas revelaram que a empresa já comprava do Brasil US$ 1,5 bilhão por ano em soja, milho e açúcar, montante que corresponde a 75% do comércio Brasil-Argélia, que é de US$ 2 bilhões, conforme Hegg.

"Mas essas negociações vinham sendo feitas por meio de tradings e achamos que a empresa tinha que começar a fazer originação, conhecer melhor o Brasil".

Criada nos anos 1970 e hoje a maior empresa privada argelina, com cerca de 15 mil funcionários, a Cevital originalmente se dedicava à metalurgia e à indústria de vidros.

A entrada no agronegócio ocorreu apenas no fim da década de 1990, mas o setor já responde por cerca de 50% do faturamento total da empresa, que deve alcançar US$ 8 bilhões em 2015.

Na Argélia, a Cevital está voltada principalmente à produção de hortaliças e frutas, mas em pequenas áreas, devido às limitações geográficas.

A mudança na Lei dos Portos no Brasil, ainda em 2013, que facilitou a instalação de novos terminais privados, foi a deixa para que a Cevital decidisse se posicionar mais firmemente no país.

"Como já tem o know-how do porto próprio [em Bejaia, na Argélia], a companhia ficou interessada", afirmou Hegg.

A Cevital constituiu então um grupo técnico e o brasileiro passou a ajudá-la com a seleção de lugares a serem visitados, estudo de terrenos e conversas com autoridades, preparando a implantação de uma estrutura que ainda está em formação.

As atenções do grupo se voltaram ao transporte fluvial e, naturalmente, à saída pelo Norte do país, que tem sido alvo das maiores apostas para destravar o escoamento da produção nacional de grãos do Centro-Oeste, ainda concentrado no eixo Sul-Sudeste.

A companhia argelina já adquiriu dois terrenos para os terminais fluviais, um em Miritituba e outro em Santarém, por meio dos quais pretende movimentar de 3 milhões a 4 milhões de toneladas por ano. Em Miritituba, estão previstos US$ 150 milhões em um terminal para transbordo, de caminhões para barcaças.

Em Santarém, será absorvido um montante maior: US$ 1,5 bilhão em uma agroindústria e um terminal fluvial-marítimo, para transporte transoceânico.

Conforme Hegg, esses aportes serão viabilizados com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento, do IFC (braço do Banco Mundial para investimento no setor privado) e do BNDES.

"Como a empresa tem companhia marítima, vamos otimizar essa logística, trazendo insumos a Santarém ou Miritituba, e levando soja e milho", disse Hegg.

A expectativa, acrescentou ele, é que o custo do transporte de uma tonelada de milho por esta via seja reduzido em pelo menos US$ 50, em relação aos atuais US$ 120 no caminho para Santos (SP) ou Paranaguá (PR).

Para ajudar no fluxo de movimentação das commodities, a Cevital tem investido também em estocagem em Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos.

A empresa injetou entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões na compra de um armazém no município de Vera, norte do Estado, e adquiriu outra "meia dúzia" de terrenos que terão a mesma finalidade. No momento, a Cevital está na fase de constituição de subsidiárias para solicitar as licenças ambientais a cada um dos armazéns.

"Não queremos fazer absolutamente nada que não esteja 100% de acordo com as condições de meio ambiente que as autoridades definem", disse.

A Cevital também se prepara para construir um complexo agroindustrial de US$ 500 milhões em Vera.

"O diferencial é que a Cevital é um grupo agroindustrial, não uma trading.

Eles compram para uso próprio", destacou Hegg.

O projeto envolverá uma esmagadora (inicialmente de milho), além de fábrica de etanol, ração animal e eventualmente uma misturadora de fertilizantes, juntamente com uma plataforma logística.

A previsão é que a indústria comece com uma capacidade de processamento de um milhão de toneladas por ano.

O plano da empresa é que toda essa estrutura industrial e logística planejada para o Brasil esteja em operação em 2020.

A Cevital estuda outras áreas em Mato Grosso e no Pará, e não descarta investir diretamente na produção agrícola, o que, nesse caso, iria requerer um sócio brasileiro, já que a legislação restringe a compra de terras por estrangeiros.

"Podemos até fazer uma parceria com eles nesse sentido", adiantou Hegg. (Valor Econômico 14/05/2015)

 

Pecuária pode perder espaço para cana e grãos em Minas

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/pecuaria-pode-perder-espaco-para-cana-e-graos-em-minas.html#.VVR67PlViko

Mesmo diante da crise nas usinas do setor sucroenergético e com o movimento de baixa nas commodities em grão, produtores mineiros enxergam tendência de substituição das criações de gado de corte e leiteiro por plantio de Cana-de-açúcar, Soja e Milho em função da rentabilidade na região e viabilidade Logística.

No município de Uberaba (MG), o produtor Vermondes Rodrigues mantém 1,52 mil hectares, sendo apenas 300 hectares de pasto e mais de mil para a cana, além de uma criação de Suínos. "A Cana-de-açúcar, no momento, está remunerando na mesma intensidade que o boi", conta. Em geral, a arroba bovina tem sido comercializada na margem de R$ 140.

As informações foram dadas durante participação do pecuarista na coleta de dados da terceira etapa do Rally da Pecuária, promovido pela consultoria Agroconsult em parceria com a Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Para Rodrigues, que conta com cerca de 700 cabeças de gado, a proximidade dos portos do Sudeste favorece a Logística de escoamento e tem feito com que a região se mostre "vocacionada" à produção Agrícola, o que pode acarretar um possível detrimento do boi a médio e longo prazo. "Na verdade, existe uma tendência de reversão, com a produção de bovinos caminhando mais para o Centro-Oeste também".

Ao partir do pressuposto que o movimento de preços na Agricultura é cíclico, é possível visualizar uma melhoria para os valores das commodities em grão nos próximos anos, exatamente no período em que o produtor vê essa convergência entre a recuperação das margens para Soja e Milho e alta de plantio em lavouras mineiras. "No curto prazo, acredito que o preço da arroba possa avançar ainda mais sem perdas muito expressivas no mercado doméstico, por um advento cultural do brasileiro em não abandonar o consumo mesmo com de valores altos". (DCI 13/05/2015)

 

Rumo ALL tem prejuízo de R$ 226 mi e enfrenta cobrança do mercado

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,rumo-all-tem-prejuizo-de-r-226-mi-e-enfrenta-cobranca-do-mercado-imp-,1686483

Após fusão, no primeiro balanço combinado das duas empresas, investidores veem dificuldade da nova companhia em aumentar capacidade de escoamento e geração de caixa; Rumo ALL estuda reestruturação de dívida e renegocia renovação de concessões.

Três meses após a aprovação da fusão entre Rumo e América Latina Logística (ALL), o mercado dá sinais de que a euforia sobre o negócio já passou e começa a cobrar resultados da nova companhia. Ontem, o balanço de resultados combinado das duas empresas referente ao primeiro trimestre mostrou um prejuízo líquido de R$ 226,2 milhões, ante um lucro líquido combinado de R$ 27,7 milhões de janeiro a março de 2014.

"O cenário de curto prazo para a Rumo ALL dá mostras ainda de que terá pouca margem para crescimento de capacidade. A ALL já tem um histórico de não gerar caixa. O desafio dos novos gestores será grande. Os controladores terão de fazer, em algum momento, aumento de capital na companhia", afirmou aoEstado uma fonte do mercado financeiro. Outras fontes ouvidas também reforçaram a necessidade de aporte.

No primeiro trimestre, a operação combinada de Rumo e ALL movimentou R$ 970,1 milhões, queda de 1,2% sobre os R$ 982,4 milhões do ano anterior. Já os custos aumentaram 15,4%, para R$ 702,6 milhões. Com isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 33,8%, para R$ 311,5 milhões.

Separadamente, a ALL registrou prejuízo líquido de R$ 229 milhões no primeiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 7,2 milhões do mesmo período do ano passado. O Ebitda totalizou R$ 255,2 milhões, baixa de 37,4% na mesma comparação, enquanto a margem Ebitda caiu 16,8 pontos porcentuais, para 30,3%. A receita líquida da companhia recuou 2,6% nos três primeiros meses deste ano sobre igual intervalo de 2014, para R$ 842,7 milhões.

Procurada, a Cosan, maior acionista da Rumo ALL, nega que haja intenção de aumentar o capital da companhia.

O diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, José Cezário, indicou que a Rumo ALL, que está sob nova administração desde início de abril, está analisando alternativas e oportunidades para reduzir a necessidade de caixa da empresa e otimizar a estrutura de capital da companhia.

"Imaginamos que, nos próximos trimestres, o consumo (de capital de giro) não vá continuar no mesmo patamar, o que obviamente vai depender de algumas questões que estamos analisando e buscando alternativas para otimizar o uso do capital de giro da empresa", disse. O balanço de resultados do segundo trimestre já mostrará a incorporação das duas empresas.

Segundo fontes, o baixo desempenho das ações indica que não é melhor momento para que haja um aporte de capital na nova empresa. No ano, as ações da ALL acumulam queda de 4,75% e as da Rumo têm baixa de 30%.

Alavancagem

A dívida bruta combinada da Rumo e da ALL encerrou o primeiro trimestre em R$ 7,759 bilhões, alta de 2,4% frente aos R$ 7,578 bilhões que teriam sido anotados no encerramento de 2014, dos quais 57% são de curto prazo. Segundo Cezário, considerando a recente emissão de debêntures pela Rumo, para quitar antecipadamente emissões que poderiam ter o vencimento antecipado por causa de não cumprimento de covenants (metas de endividamento), as dívidas de curto prazo recuam em 37%. A alavancagem da companhia combinada encerrou março em 4,9 vezes dívida líquida/Ebitda, ante 3,9 vezes um ano antes.

"Os resultados do primeiro trimestre fornecem evidências de que o caso de investimento da ALL Rumo é uma história de reviravolta que vai exigir expansão de capacidade, ganhos de escala e eficiência de custos para conquistar a lucratividade", disseram os analistas do Brasil Plural Rogério Araújo, Italo Ferrara e Lucas Barbosa, em relatório.

Analistas do Credit Suisse consideraram que o foco dos investidores segue em marcos positivos para o futuro, como a renovação das concessões e a devolução de trechos não rentáveis, além de questões financeiras como a captação de dívida.

Ao mercado, executivos da Rumo ALL deram uma sinalização positiva para a renovação das concessões da ferrovia, tendo em vista a perspectiva de que o governo lançará novas concessões com cobrança de outorga, em um modelo em linha com os contratos atuais. As negociações da Rumo ALL para renovação das concessões ferroviárias ainda estão em andamento. (O Estado de São Paulo 13/05/2015

 

São Paulo vende-se

http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/sao-paulo-vende-se/

Um road show de peso para vender o Estado de São Paulo a investidores. Pode ser assim resumido o evento organizado pelo Lide, de João Doria, ontem pela manhã em Nova York. Salão lotado (houve até empresário que assistiu ao encontro pelo telão instalado em um segundo ambiente do Harvard Club, onde aconteceu o meeting), mesmo sendo em horário de ‘leiteiro’, como brincou Geraldo Alckmin, seguido por FHC .

“Temos que dar uma penitência ao João pela maldade de nos ter acordado tão cedo”, disse o ex-presidente. Doria, bem humorado, pediu desculpas aos 400 participantes pelo horário marcado: 7h30 da manhã.

FHC fez um discurso pró Alckmin, “está fazendo um governo de maneira simples e para todos” e o governador paulista, munido de powerpoint com muitas informações, deu uma aula sobre por que investir em São Paulo, na qual abordou desde a violência, a água e infraestrutura até pré-sal e incentivos fiscais.

Mostrou que o PIB do Estado triplicou em 12 anos e que a dívida caiu 40%.

E advertiu:

“A sociedade brasileira é melhor que sua elite”. Para provar que São Paulo é lugar seguro para se investir, Doria chamou ao púlpito mais de 10 empresários presentes e deu dois minutos para cada um falar sobre o Estado.

Subiram ao palco desde Binho Ometto, da Cosan, “segurança jurídica existe e o povo de São Paulo não admite lideranças populistas, ao novo empreendedor Marcos Stefanini, da Stefanini Tecnologia, que elogiou a mão de obra “acima da média”, e Sylvia Coutinho, do banco UBS, lembrando que o mercado de asset management é o sexto do mundo.

E ainda por Jackson Schneider, da Embraer, que elogiou a maneira como o governo paulista negocia impasses, chegando enfim a José Cutrale, que arriscou mensagem positiva sobre o futuro do País:

“O Brasil já passou por crises parecidas e vai passar por mais esta”. Foi aplaudido de pé. Otimismo registrado, falta agora, segundo um dos presentes, combinar com os “russos”. (O Estado de São Paulo (14/05/2015)

 

Commodities Agrícolas

http://www.valor.com.br/agro/4049042/commodities-agricolas

Açúcar: Agora está sobrando: Após seis altas ditadas por movimentos técnicos e dados de curto prazo, os preços do açúcar registraram queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do açúcar demerara para outubro recuaram 57 pontos, a 13,32 centavos de dólar a libra-peso. Na terça-feira, duas consultorias revisaram suas projeções de déficit de oferta na safra global 2014/15 (que termina em setembro) para superávit. A Kingsman projeta agora um excedente de 3,39 milhões de toneladas, enquanto a FCStone estima um superávit de 502 mil toneladas. O novo cenário acompanha o aumento da produção no Centro-Sul do Brasil no fim de abril reportado pelas indústrias da região. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,23%, para R$ 51,34 a saca de 50 quilos.

Cacau: Colheita amarga: As especulações em torno de uma forte queda na produção de cacau em Gana voltou a inflar os preços da amêndoa na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da commodity para julho fecharam com alta de US$ 19, a US$ 3.056 a tonelada, o maior valor desde 23 de outubro de 2014. Acredita-se que a produção ganense, a segunda maior do mundo, deve recuar de forma expressiva neste ano devido a adversidades climáticas e ao avanço da doença da podridão parda. Segundo analistas, os produtores tivera poucos recursos para investir em fertilizantes e fungicidas no ano passado. O país também passa por turbulências econômicas. No mercado doméstico, o preço médio do cacau em Ilhéus e Itabuna subiu R$ 1, para R$ 121 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Laranja: Já estava na conta: O efeito da projeção menor para a safra 2014/15 de laranja da Flórida no mercado durou pouco. Os preços do suco de laranja voltaram ontem ao campo negativo na bolsa de Nova York. Os contratos do suco concentrado e congelado para setembro caíram 185 pontos, a US$ 1,17 a libra­peso. Na terça, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou em 5% sua estimativa para a safra de laranja no Estado, para 96,4 milhões de caixas. Embora o volume represente uma quebra de safra de 8%, muitos investidores já vinham esperando uma forte redução n oferta. A demanda, porém, também vem em forte retração, o que mantém o mercado pressionado. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq continuou em R$ 10,83 para a caixa de 40,8 quilos.

Milho: Alta modesta: As cotações do milho subiram mais uma vez de forma tímida ontem na bolsa de Chicago, ainda refletindo a projeção levemente mais apertada para a oferta em 2015/16 projetada na terça pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os lotes para julho fecharam com alta 1,25 centavo, a US$ 3,6225 o bushel. O órgão prevê uma queda de 15 milhões de toneladas na produção dos EUA, para 346,22 milhões de toneladas, o que deve reduzir os estoques em 2,7 milhões de toneladas, para 44,35 milhões de toneladas. Mas essas reduções não significam um aperto de oferta, que deve seguir em níveis historicamente elevados. Tanto que o USDA projetou preços menores este ano. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,78%, para R$ 25,42 a saca. (Valor Econômico 14/05/2015)