Setor sucroenergético

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Investidores voltam a olhar usinas, agora por causa da energia do bagaço da cana

Motivados por receita garantida pela energia gerada por meio de biomassa, fundos como o canadense Brookfield e a gestora brasileira GP Investments avaliam a compra de usinas; altamente endividado, setor vive crise há pelo menos sete anos.

Atoladas em uma aguda crise há pelo menos sete anos, usinas de açúcar e etanol voltaram a atrair a atenção de investidores. Mas, dessa vez, o interesse de fundos e gestoras está no que era antes um subproduto do processo de produção dessas usinas: a energia gerada por meio do bagaço de cana.

De acordo com fontes ouvidas pelo Estado, entre as que avaliam fazer aportes no setor estão a gestora canadense Brookfield, as americanas Lone Star e Black River, além da brasileira GP Investments.

A energia por meio da biomassa, que responde por 4% do consumo do Brasil, está valorizada e é única divisão lucrativa de usinas sucroalcooleiras, dizem essas fontes, lembrando a longa fase de ciclo de baixa dos preços do açúcar e do etanol.

“A cogeração é uma receita garantida para essas usinas, que negociam contratos de longo prazo, de 15 a 25 anos”, afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).

Maior operadora independente de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) do Brasil, a divisão de private equity da Brookfield está em conversas com o grupo indiano Renuka, que investe em cogeração e tem usinas em São Paulo e Paraná, com dívidas estimadas em R$ 1,4 bilhão. “Entre construir uma PCH e comprar um ativo de biomassa pronto, é mais vantagem hoje adquirir uma usina”, disse uma fonte do mercado financeiro. “O negócio açúcar e álcool é ‘plus’, uma vez que vem quase de graça.” Ao levar a usina, ainda se beneficia no longo prazo com a valorização do açúcar e etanol.

Atualmente, o preço médio de leilão de energia ofertada por PCH está a R$ 210 por megawatt/hora e o de biomassa, em torno de R$ 270, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No mercado ‘spot’ (à vista ), o preço da energia de biomassa atingiu seu pico de R$ 822 no ano passado e hoje está em torno de R$ 320.

Com US$ 200 bilhões de ativos no mundo, a canadense administra no País ativos em torno de R$ 34 bilhões. Em abril, a gestora confirmou financiamento de R$ 800 milhões na OAS, com interesse na fatia de 25% da empreiteira na Invepar.

O grupo tem R$ 2 bilhões para investir no Brasil. Procurada, a Brookfield não comenta.

Em estágio menos avançado, os fundos americanos Lone Star e o Black River, que compram dívidas de empresas, e o GP Investments também estariam prospectando o setor. “A entrada deles seria por meio de aquisição de crédito de dívida”, disse uma fonte. Procurados, o Lone Star não retornou o pedido de entrevista. GP e Black River informaram que não comentam rumores sobre possíveis transações.

Por uma decisão estratégica do passado, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) não apostou em cogeração. E esse pode ser o empecilho para a entrada de fundos que avaliam o negócio, segundo fontes. O GVO renegocia dívidas de US$ 735 milhões e deve leiloar uma fazenda em São Paulo para honrar parte de suas dívidas. (O Estado de São Paulo 17/05/2015 às 23h: 27m)

 

Aquisição de usinas será mais seletiva

Cenário do setor sucroalcooleiro continua difícil por conta do ciclo de baixa dos preços.

As operações de fusões e aquisições no setor sucroalcooleiro serão muito seletivas nos próximos meses, afirmaram fontes do mercado financeiro ouvidas pelo ‘Estado’. “As consultas foram retomadas, mas os potenciais compradores estão atrás de barganhas”, afirmou uma fonte.

Entre 2005 e 2008, o setor viveu um forte movimento de expansão e consolidação, atraindo investidores estrangeiros e nacionais, estimulado pelo aumento do consumo do etanol, que viveu um boom com a forte demanda por carros flex. Depois da crise de 2008, muitas usinas quebraram e dezenas delas encerraram suas atividades.

“Há um movimento recente de usinas que decidiram vender separadamente seus ativos de cogeração para reduzir a alavancagem”, diz Antonio Rogerio Ferreira, superintendente de fusões e aquisições e mercado de equity do Banco Fator. Foi o caso do grupo francês Albioma que adquiriu, em abril, 65% da operação de cogeração do grupo sucroalcooleiro Jalles Machado, de Goiás. “CPFL Renováveis e Tractebel também adquiriram divisão de cogeração de usinas em um passado recente.”

No fim do ano passado, a Brookfield comprou por cerca de R$ 1,4 bilhão os negócios de energia renovável da Energisa. Dentro desse pacote, estava incluída a divisão de cogeração do grupo sucroalcooleiro Tonon Bionergia, que se desfez do negócio, em duas etapas, para reduzir sua dívida. Na semana passada, a Tonon teve rating (nota) de crédito rebaixado pela agência de classificação de risco Fitch. Procurada, nenhum porta-voz da companhia foi encontrado para comentar o assunto.

Além da Tonon, também recebem classificações da Fitch a Raízen, Biosev, Jalles Machado, a Usina São João Açúcar e Álcool e Grupo Virgolino de Oliveira (GVO).

“A venda de um ativo de cogeração faz sentido”, diz Claudio Miori, analista sênior de açúcar e etanol da Fitch. “Esse negócio tem uma grande capacidade de geração de caixa, comparado ao de açúcar e álcool.”

Miori lembra que o negócio de açúcar e álcool ainda está passando por um momento difícil, de liquidez apertada e crédito restrito. “O ‘business’ cogeração tem receita previsível, mas não é ‘core’ (negocio principal) das usinas, representando, em média, de 7% a 10% da receita total”, diz.

Mesmo com o anúncio do governo no início deste ano da volta da Cide e aumento da mistura do etanol na gasolina, de 25% para 27,5%, o que dá fôlego às usinas, os preços internacionais do açúcar vão seguir pressionados pela super oferta global, de acordo com Miori.

Para Alexandre Figliolino, diretor do Itaú BBA, há um grupo de usinas que não está entre os dez maiores do setor e que também não faz parte dos que pediram recuperação judicial que pode atrair investidores. “Em teoria, todas as usinas estão à venda há muito tempo.

A questão é que há uma diferença enorme entre o preço que se pede e o quanto os possíveis compradores estão dispostos a desembolsar.” Segundo ele, o cenário atual não indica que operações de fusões e aquisições ocorram no curto e médio prazos.

Potencial

Das cerca de 380 usinas em operação no País, 170 delas vendem energia a partir da biomassa no mercado, afirma Zilmar José de Souza, consultor de bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).

A capacidade instalada das usinas é de 9.339 MW, incluindo consumo próprio, o equivalente a cerca de 70% da Usina de Itaipu. Vale lembrar que a energia produzida com o bagaço é sazonal, de abril a dezembro, período de colheita da cana e também de estiagem no País. Até 2021, a capacidade instalada das usinas poderia atingir 22 mil MW. (O Estado de São Paulo 17/05/2015 às 23h: 00m)

 

O otimismo está voltando

Banqueiros e empresários brasileiros semeiam, em Nova York, clima de confiança para a retomada do crescimento.

Em Londres, na terça-feira 12, o ministro da Fazenda Joaquim Levy já havia "vendido" o Brasil a 300 investidores brasileiros e britânicos, com um discurso que apresentava o País como destino confiável para investimentos estrangeiros.

No dia seguinte, em Nova York, foi a vez do governador Geraldo Alckmin "vender" São Paulo, horas após uma noite de gala no hotel Waldorf Astoria.

O jantar black tie, na véspera, reuniu alguns dos maiores banqueiros e empresários nacionais, que despontavam entre 1.500 convidados que pagaram US$ 1 mil por cabeça para aplaudir os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton agraciados com o prêmio Person of the Year, pela Brazilian American Chamber of Commerce.

Presentes e vestidos a rigor estavam nomes como Pedro Moreira Salles, Roberto Setubal, Luiz Trabuco, André Esteves, José Olimpio Pereira, José Cutrale e Rubens Ometto.

Na manhã de quarta-feira 13, o Harvard Club, na rua 44, estava lotado às 7h30. "Perdoem o horário de leiteiro", brincou o anfitrião João Doria Jr, presidente do Lide, que recebeu 376 empresários brasileiros e americanos no seminário Lide Business Meeting.

O governador Alckmin falou de oportunidades de investimentos oferecidas por São Paulo. Animado com o empréstimo de R$ 156 milhões, assegurado dois dias antes em Washington, pelo Banco Mundial, o governador paulista lembrou que o PIB do Estado triplicou em 12 anos e que a dívida pública encolheu 40%.

A apresentação de Alckmin foi seguida por depoimentos otimistas de 10 empresários brasileiros. José Cutrale, do grupo Cutrale, foi aplaudido de pé ao lançar uma mensagem de confiança.

"A gente sabe que não é a primeira vez que passamos por crises no Brasil", disse. "E vamos atravessar mais esta." A fila de depoimentos de quem ajuda a engordar o PIB brasileiro impressionava.

José Auriemo Neto enumerou os investimentos da JHSF no Brasil e nos Estados Unidos. Sylvia Coutinho, do banco UBS, ressaltou que o mercado brasileiro de gestão de ativos é o sexto do mundo.

Rubens Ometto, da Cosan, enfatizou o ambiente favorável de segurança jurídica no Estado.

Ao final, FHC endossou o otimismo reinante:

"As dificuldades devem servir de estímulo para encontrar saídas. Apesar das críticas que faço, continuo sendo muito crente no País.". (Isto é Dinheiro 16/05/2015)

 

Etanol: Preço médio nas bombas em SP recua 1,02%

A colheita avança e o preço do álcool cai, aproximando-se da média dos R$ 2 por litro na cidade de São Paulo. Acompanhamento da Folha em 50 postos da capital indicou que o preço médio desta semana recuou para R$ 2,02 (-1,02%).

Conforme os cálculos da Folha, o etanol vale 64% da gasolina, que teve preço médio de R$ 3,155 por litro. O valor mínimo do etanol já está em R$ 1,799 por litro, apontou a pesquisa. (Folha de São Paulo 16/05/2015)

 

PIB do agronegócio cresceu 0,13% em janeiro, dizem a CNA e o Cepea

Resultado foi puxado pelo bom desempenho da pecuária. Em 12 meses até janeiro, o setor acumula expansão de 1,72%.

Puxado pelo bom desempenho da pecuária, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 0,13% em janeiro na comparação com igual mês do ano passado. Esse foi o melhor resultado desde julho de 2014, quando a taxa havia sido de 0,16%. Em 12 meses até janeiro, o setor acumula expansão de 1,72%. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (15), são parte de uma pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados emEconomia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Segundo a pesquisa, a alta do mês foi quase que determinada pela pecuária, que cresceu 0,34%. A agricultura avançou menos, 0,02%. Diante desse quadro, a renda do agronegócio para 2015 ficou estimada em R$ 1,209 trilhão, sendo R$ 819,46 bilhões (68%) referentes ao ramo agrícola e R$ 390,48 bilhões (32%) ao setor pecuário.

O desempenho da pecuária em janeiro resultou do crescimento de todos os segmentos, com exceção da indústria de processamento animal, que recuou 0,07%. Para insumos, a alta foi de 0,42% e a lista segue com expansão de 0,48% para primário e 0,28% para serviços. No ramo agrícola, apenas o segmento de insumos cresceu, registrando um avanço de 0,47%. O segmento primário da agricultura manteve-se praticamente estável. Apresentou alta de 0,01%. Já a indústria e os serviços recuaram 0,03% e 0,05%, respectivamente.

Apesar do ligeiro crescimento da agricultura em janeiro, com expansão de 0,02%, o acumulado de 12 meses até o esse início de 2015 continua negativo, a queda é de 0,67% no período. A pecuária, em contraponto, continua apresentando taxas robustas de expansão e, em 12 meses, acumula alta de 7,09%.

Segundo a CNA, na agricultura, um desempenho considerado fraco para os preços pesou e a média das atividades acompanhadas pelo estudo apresentou elevação real de apenas 0,03%. Com isso, o crescimento da produção previsto para este ano foi classificado como "relativamente modesto" pela entidade, com expectativa de alta de 0,95% frente a média de 3,05% de 2014. Esse cenário, no entanto, foi desenhado antes da disparada do dólar frente o real, fator que pode ser um determinante para as exportações de produtos agrícolas.

Entre as culturas acompanhadas, espera-se crescimento anual para arroz (0,42%), batata (130%), café (54,18%), cebola (126,28%), fumo (3,51%) e tomate (1,39%). Os produtos para os quais se espera retração do faturamento em 2015 são algodão ( queda de 36,68%), banana (-12,43%), cacau (-17,69%), cana (-3,09%), feijão (-8,51%), laranja (-2,54%), mandioca (-57,06%), milho (-4,09%), soja (-8,5%), trigo (-29,09%) e uva (-2,03%). (Agência Estado 15/05/2015)

 

Crise e Lava Jato levam bancos a reservar R$ 6,9 bi para cobrir calotes

Do fim de 2014 ao início deste ano, quando a situação econômica ficou crítica e os investigadores apertaram o cerco às empreiteiras, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e BTG Pactual elevaram as provisões para devedores duvidosos em 23%.

Os grandes bancos aumentaram em R$ 6,9 bilhões suas reservas contra calotes de setembro do ano passado a março deste ano. Este valor representa 23% mais do que o registrado no período de setembro de 2013 a março de 2014 e reflete uma piora na carteira de crédito por causa da crise econômica e da Operação Lava Jato. A investigação policial levou à reclassificação de risco de muitas empresas envolvidas na operação ou de companhias ligadas ao setor de óleo e gás.

Segundo análise da agência de classificação de risco FitchRatings, as provisões dos bancos vão aumentar na média 30% até o fim do ano e apenas um terço das reservas será por causa da Lava Jato. Uma parte menor será efeito da crise em setores como açúcar e álcool. O maior impacto, segundo a diretora da Fitch, Esin Celasun, virá do varejo, de provisões a serem feitas para calotes de pessoas físicas e pequenas e médias empresas, afetadas por alta dos juros e desemprego. “Os resultados dos bancos já mostram um aumento do provisionamento e da inadimplência”, disse Esin.

Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual e Itaú tiveram despesas com provisões para devedores duvidosos – nome técnico da movimentação das reservas para calotes – de R$ 29,7 bilhões entre o último trimestre de 2014 e o primeiro trimestre deste ano. Foi neste período que a Lava Jato atingiu com mais intensidade as empresas e a crise econômica se agravou.

Este valor foi quase um quarto maior do que o mesmo período dos anos anteriores e marcou uma aceleração expressiva em relação a outros trimestres, quando as despesas cresciam na faixa de 10% a 15%, quase no mesmo ritmo do crédito.

As despesas com provisões são feitas por causa de atrasos registrados pelos bancos e pela expectativa de calotes futuros. “A percepção de que o risco aumentou é nítida em todo o mercado financeiro”, diz Edson Arisa, sócio da empresa de auditoria PwC. “A dúvida é se o varejo vai acentuar ou não esse risco.”

No total da carteira de crédito, as despesas com as provisões representam um porcentual pequeno. Mas cada real a mais registrado nesta conta afeta o lucro dos bancos. Quando essa conta sobe muito acima do avanço da carteira de crédito, os bancos apertam as condições de financiamento e as empresas começam a ter mais dificuldades para obter empréstimos e pagam mais caro por eles.

Grandes empresas. Nas divulgações de resultados do primeiro trimestre, bancos como Itaú e Bradesco informaram que fizeram reforços de provisões de grupos econômicos que estão na carteira de grandes empresas. As provisões do Itaú cresceram quase 30%, e nos últimos dois trimestres as despesas ultrapassaram R$ 11 bilhões. Já as do Bradesco cresceram cerca de 17%. De acordo com Cláudio Gallina, da Fitch, os dois bancos são os que têm melhores colchões de reserva para calotes. A Caixa é que trabalha mais no limite, mas o banco ainda não divulgou resultados neste ano.

O Banco do Brasil tem uma situação confortável, segundo a Fitch e aproveitou resultados mais promissores para elevar em 25% as provisões. Segundo os executivos do banco, a elevação não foi apenas por causa de grandes empresas, atingindo também o varejo. Já no BTG o salto foi de 73%, chegando em dois trimestres a R$ 434 milhões. No caso do banco de André Esteves, o crédito problemático era da Eneva, empresa de energia que pertencia ao grupo de Eike Batista e foi comprada pelos alemães da E.ON. A Eneva entrou em recuperação judicial no ano passado. 

Empreiteiras. Boa parte do reforço de provisões dos bancos reflete o grande número de recuperações judiciais pedidas à Justiça no início de ano por empresas ligadas à Lava Jato. Empreiteiras como Alumini, OAS e Galvão Engenharia, além do grupo Schahin, que atua na operação de navios sondas da Petrobrás, registraram mais de R$ 15 bilhões em dívidas a serem renegociadas.

Dos grandes bancos privados de capital aberto, o único que registrou uma queda das despesas com provisões foi o Santander. No primeiro trimestre, um dos motivos foi o fato de o banco ter vendido R$ 1 bilhão de sua carteira de créditos com atrasos, o que se refletiu na conta final. Alguns analistas que acompanham a instituição, porém, dizem que nos próximos trimestres essas despesas devem voltar a registrar aumento. (O Estado de São Paulo 16/05/2015 às 21h: 00m)

 

Os maquinistas estão chegando

Em ao menos nove trechos, abandonados há décadas, linhas turísticas de trem serão retomadas e vão cruzar espaços históricos e até canaviais em seis Estados brasileiros.

Uma viagem a rotas do Brasil Império, a cidades envolvidas na Guerra do Contestado, ao passado da cana-de-açúcar e, além disso, a possibilidade de trafegar em uma ponte férrea em curva.

Após décadas de inércia, projetos que contam com a iniciativa privada, prefeituras, órgãos federais e entidades de preservação da memória ferroviária preveem a retomada de linhas turísticas em nove locais, de seis Estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O trecho mais recente a receber autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para oferecer o transporte ferroviário de passageiros foi o de Guararema-Luiz Carlos, de 5,5 km e operado pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) em São Paulo.

Uma maria-fumaça e três vagões, que levarão até 130 passageiros, foram reformados por R$ 1,1 milhão e devem começar a funcionar até o fim do ano, segundo Hélio Gazetta Filho, diretor da ABPF.

Além dele, São Paulo tem outros, em São José do Rio Preto e Sertãozinho. Em Rio Preto, o Trem Caipira chegou a operar há um ano, mas parou e está em fase de análise de documentação. Já no projeto de Sertãozinho, a rota vai da estação ferroviária a Pontal, num trecho de 10 km em meio a extensos canaviais.

No Rio, a Oscip Amigos do Trem deve abrir em setembro uma linha de 4,5 km, após mais de 20 anos sem ferrovias. A longo prazo, o plano é chegar a 44 km até Paraíba do Sul, num trecho que inclui uma ponte em curva.

"É o primeiro projeto de sucesso de trem turístico no interior. E Barão de Mauá começou isso no Rio. Temos de reativar linhas para mostrar que há potencial turístico e de cargas", diz Paulo Henrique do Nascimento, presidente da entidade.

Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, inaugurou a Estrada de Ferro Mauá em 1854. Os trilhos estão sendo recolocados --os antigos foram furtados-- e o valor total chega a R$ 2,5 milhões.

Presidente da Abottc (Associação Brasileira dos Operadores de Trens Turísticos e Culturais), Adonai Aires de Arruda Filho disse que, para a retomada do transporte, são feitos estudos de viabilidade econômica e operacional.

DA ÉPOCA DO IMPÉRIO

É nesta fase que está a linha Estrela-Guaporé, no Rio Grande do Sul, em que a empresa em que Arruda Filho é diretor, a Serra Verde, tem interesse. "No caso de Estrela, já há a via, por onde passa trem de carga, que tem demanda baixa", explica.

Os estudos são feitos pela associação em parceria com o Sebrae. Outro é o Rio Pardo-Cachoeira do Sul (RS).

A Oscip Movimento Civil de Preservação Ferroviária chegou a receber verba de R$ 1,2 milhão da União, mas devolveu por não usá-la a tempo. Falta, segundo o presidente Mauro Back, a contrapartida de R$ 360 mil, para contratar funcionários, buscar locomotivas em outras cidades e reformar vagões.

"Já temos estações e contratos de cessão. A fase lúdica está pronta." Quando operar, percorrerá 38 km em locais existentes desde o período imperial (século 19).

Em União da Vitória (PR), uma das cidades envolvidas na Guerra do Contestado (1912-1916), a rota de 6,5 km vai até Porto União (SC) --são vizinhas, separadas justamente por um trecho ferroviário. Para circular, os municípios aguardam liberação para reformar a locomotiva, que tem 101 anos.

Em Poços de Caldas (MG), a expectativa é que a maria-fumaça e três vagões operem até 2016. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) autorizou o remanejamento de trilhos para reconstruir a linha.

O Ministério do Turismo informou ter destinado, nos últimos 13 anos, R$ 22 milhões para recuperar estações, implantar trens turísticos e melhorar trechos ferroviários de 27 cidades. (Folha de São Paulo 18/05/2015)

 

Usinas Ipiranga e Iacanga registram lucro líquido no ciclo 2014/15

O grupo Usina Ipiranga de Açúcar e Álcool, que controla duas usinas de açúcar e etanol no Estado de São Paulo, informou que teve no exercício encerrado em 31 de março (safra 2014/15) um lucro líquido de R$ 68,9 milhões, praticamente estável frente aos R$ 68,6 milhões do exercício anterior.

Em divulgação do resultado hoje no Diário Oficial Empresarial de São Paulo, a empresa informou uma receita líquida de R$ 658,4 milhões, 10,4% acima do realizado no exercício anterior, e um lucro bruto 1,34% maior, de R$ 151,6 milhões.

A dívida bancária da empresa cresceu 22% em 2014/15, para R$ 549,719 milhões, ante as R$ 451,206 milhões de 2013/14.

A dívida líquida em 31 de março estava em R$ 360,1 milhões, acima dos R$ 332,799 milhões de 2013/14.

Na temporada 2014/15, sobre a qual se refere o balanço, as duas usinas processaram 3,075 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, a unidade Descalvado processou 1,536 milhão e a Mococa, 1,539 milhão. Também pertencente ao grupo, mas com balanço independente, a Usina Iacanga, também divulgou hoje seus resultados referentes à safra 2014/15.

Com sede no município paulista de Iacanga (SP), a unidade teve no exercício lucro líquido de R$ 45,3 milhões. O montante é 28,5% maior que os R$ 35,5 milhões de lucro obtidos em 2013/14.

A unidade processou 2,408 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na temporada 2014/15 e obteve uma receita líquida de R$ 301,2 milhões, 25% acima do realizado no exercício anterior. (Valor Econômico 15/05/2015 às 17h: 27m)

 

Etanol de milho, uma realidade cada vez mais presente no Centro-Oeste

Na manhã, desta quinta-feira (dia 14), a sede da CNA, localizada em Brasília, recebeu representantes do governo, parlamentares, produtores rurais e a indústria, para debater os gargalos da produção de Etanol de Milho no país, essa foi a proposta do II Fórum Brasileiro de Etanol de Milho.

Para o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, a ideia do fórum era ampliar a discussão para além da viabilidade econômica, já comprovada por estudos e usinas em operação no país produzindo o biocombustível utilizando o milho. Hoje está provado que para muitas usinas de cana é um fator essencial se tornar flex.

Produzir etanol de milho na entra safra da cana, período ocioso da usina, melhora os resultados do empreendimento e equilibra a caixa de muitas empresas, que hoje operam no vermelho. Contudo, agora é a hora de levar o tema para um novo patamar. "Explorar políticas de incentivo tanto para os investimentos quanto para a distribuição é estratégico neste momento de desenvolvimento do negócio", disse Rosa.

Já o milho utilizado na produção do etanol é o excedente. Segundo Glauber Silveira, diretor da Aprosoja-MT e palestrante no fórum, o cereal mandado para usina é aquele o que sobra após satisfazer o consumo do país, ou seja, não haverá competição entre a produção destinada a alimentação humana/animal. "A ideia é transformar parte desse produto em etanol e também, aproveitar seu subproduto, o DDGS", afirma Silveira.

Preparo de Milho

Na safra 2015 de milho, os R$500 milhões disponibilizados pelo Governo Federal para custear os leilões de milho foram uma alternativa para escoar o excedente do cereal, mas para o presidente da Aprosoja-MT, Ricardo Tomczyk, essa não é uma medida sustentável nos próximos anos.

"Acredito que com um cenário econômico cada vez menos favorável, com dificuldade na liberação dos créditos, precisamos propor alternativas para garantir a renda ao produtor de milho e por meio de modelos menos dependentes de mecanismos de governo, incentivando, por exemplo, o consumo interno e a agregação de valor a cadeia do cereal", afirma Tomczyk.

Debate acirrado

No painel Políticas de Incentivo o senador Blairo Maggi (PR-MT), explicou que a ideia é aproveitar as usinas de cana de açúcar que já existem e fazer com que elas também produzam etanol de milho. Segundo Maggi etanol de cana é produzido na safra e de milho na entressafra.

O objetivo é otimizar custos, pois de acordo com estudos da Aprosoja as usinas estão cada vez mais se adaptando para a produção de Etanol de Milho na região Centro Oeste - somente no estado de MT já existem três usinas flex operando em Goiás uma, situado em Rio Verde.

O presidente executivo da Abramilho, Alissson Paolinelli, participou do Fórum e afirmou que há mercado para se produzir etanol do cereal, mas ele ainda tem custos muito elevados. "Hoje os preços dos serviços, mais os impostos são absolutamente inapetentes para os investidores, acredito que para a produção e distribuição estarem cada vez mais viável é necessário comprometimento por parte do governo", deixa claro Paolinelli.

Para o secretário de Políticas Públicas do Ministério da Agricultura, André Nassar, mesmo se o Brasil tivesse toda a estrutura logística ideal e adequada para escoar o cereal, "ainda assim valeria a pena produzir etanol de milho". "É uma equação, na qual pode dar muito certo e por parte do Ministério da Agricultura não haverá resistência no apoio da ação", garante Nassar. O secretário reforçou ainda que o país trabalha com o excedente do cereal na produção do biocombustível e por isso não afetará o consumo nacional.

Por outro lado, o secretário afirmou que a conta não fechará se a usina produzir somente etanol de milho. "Eu me questiono quando penso no modelo de etanol sozinho, energiano Brasil é muito dispendiosa. Penso que é muito importante estudar esses cálculos junto com o setor", explica o secretário.

O fato é que já existe uma usina em fase final de projeto para operar com milho (usina Full) em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. A presença de uma cadeia muito forte da indústria de carvão e celulose no estado pode explicar a viabilidade do empreendimento.

Etanol de Milho na FPA

O Fórum mostrou para a sociedade, em especial para os parlamentares e Governo, que a produção de etanol de cereais já é uma realidade no país. Segundo o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, Marcos Montes (PSD-MG), a FPA dará apoio para fomentar a produção de etanol de milho no Brasil e garantiu que esse tema estará nas demandas da Frente. "O governo federal há alguns anos toma medidas de curto prazo, mas existem assuntos que necessitam de serem debatidos a longo prazo e esse é o caso do etanol. A falta de delas te prejudicado a todos, em especial um setor tão pujante como o sucroenergético e de cereais. Para ele se tornar um combustível de maior relevância para o Brasil é necessário levar essa pauta para os parlamentares, principalmente para FPA e também para a sociedade, ".

A vivência da produção do etanol de milho

Para contar um pouco da experiência já vivida, também participou do Fórum representantes de usina flex. Para eles o uso de milho na produção de etanol é uma forma de fazer a planta funcionar mais dias por ano e ainda agregar valor a qualidade de vida da população local, gerando emprego e renda ao município.

Entretanto um dos maiores gargalos é a distribuição do etanol de milho aos estados brasileiros. "Ao produzir temos que buscar um mercado para ele, dessa forma um grande entrave é saber que a produção é possível de ser alcançada, mas ela precisa ser destinada ao mercado externo e temos dificuldade com essa repartição", explica o representante da usina Destilaria de Álcool LIBRA- MT, Piero Parin (Brasil Agro 18/05/2015)

 

Açúcar não muda tom baixista, mas fundos compram

O mercado futuro de açúcar em NY fechou a semana com uma baixa de 53 pontos em relação à semana anterior, com o vencimento julho/2015 cotado na sexta-feira a 12,89 centavos de dólar por libra-peso (queda de quase 12 dólares por tonelada). Todos os meses de vencimento até março de 2018 fecharam com queda acentuada que variou entre 8 e 13 dólares por tonelada na semana. E não foi compensada pela desvalorização do real. O valor do açúcar em NY tomando como base o fechamento do vencimento julho/2015 e do dólar pelo Banco Central foi de R$ 884 por tonelada. Tanto o etanol anidro quanto o hidratado liquidam acima desse valor. O açúcar de exportação é hoje a pior liquidação das usinas.

Não me lembro no passado recente de ter participado de um Sugar Dinner em Nova Iorque com tão reduzida audiência de brasileiros e com os humores tão pessimistas. O tom baixista entre os participantes era evidente e, como quase sempre acontece em situações semelhantes, muita gente acaba virando baixista nas baixas chegando não raramente ao limite da irracionalidade. Por exemplo, ouvi gente sóbria especulando que o contrato futuro de açúcar em NY poderia chegar a oito centavos de dólar por libra-peso. Para que isso fosse possível, o dólar teria que negociar a 5,2800 ou uma desvalorização de 70%. Ainda assim, o preço da gasolina internamente teria que acompanhar a desvalorização do real e o etanol ganharia mercado via paridade, subtraindo mais cana para a produção de açúcar com consequências altistas em NY. Ou seja, nonsense.

Na verdade, nos eventos que ocorreram na Big Apple durante a semana do açúcar ouviu-se de tudo um pouco. Desde o presidente de um grande banco de investimento pintando um cenário tão róseo da economia brasileira que muitos tiveram a impressão de que ele falava de outro país, até o representante de um país produtor da América Central, em outro evento, reclamando dos preços "aviltantes impostos pelo mercado internacional" parecendo esquecer que o açúcar é uma commodity e tem essa estranha mania de ser regido pela lei da oferta e demanda. Enfim, tinha discurso para todos os gostos.

O que se ouviu pouco nas reuniões, não apenas para minha surpresa, mas para a de muitos traders de todo o planeta que aqui se reuniram, foi sobre o etanol no Brasil. Temos um agravamento evidente se delineando à frente em relação a como a demanda de combustível será equacionada. Real mais fraco e petróleo estável devem obrigar a Petrobras a reajustar novamente os preços dos combustíveis colocando-os em linha com o mercado internacional. Pelo menos essa parece ser a política que a companhia implicitamente pretende adotar, estancando os problemas conhecidos de fluxo de caixa apertado. Tem o fator inflacionário que pode retardar esse processo ou mesmo a popularidade da presidente Dilma que está mais por baixo do que barriga de cobra.

Por outro lado, como apontou um executivo da área de combustível, a logística do etanol está apertada com a atual extraordinária demanda, de tal sorte que o caminhão sai hoje para atender o posto amanhã. Quando esse quadro vai afetar a curva de preços é a pergunta de um milhão de dólares. O fato é que essa situação deve afetar preços pela antecipação de compras. Some-se a ela o fato de que o consumidor começa a perceber que a paridade é favorável ao etanol e vai mudando sua preferência.

Mudando um pouco o assunto, a estratégia da grande trading asiática que recebeu 1.9 milhão de toneladas de açúcar na expiração do contrato futuro de maio parece não estar funcionando. Primeiro, foi a rápida nomeação dos navios que, se tinha como intenção pegar possíveis vendedores descobertos, não surtiu nenhum efeito e nem moveu os prêmios no mercado à vista. Segundo, pelos rumores nas conversas que rolaram nessa semana, de que alguns desses navios que estavam previstos para chegar a Santos/Paranaguá, ainda se encontravam do outro lado do planeta e, dada a anemia no mercado internacional como um todo, ninguém entende por que tanta pressa para a nomeação.

Acredito que a estratégia da trading em questão é uma opção a baixo custo, pois há sempre a possibilidade de entregar o açúcar nos vencimentos seguintes se tudo der errado, ou, em contrapartida, a uma eventual mudança no mercado que pode elevar preço e prêmios.

Parece mentira, mas é verdade. Para você que está aí reclamando do mercado, a coisa está tão difícil para o setor que um executivo do nordeste saiu de sua cidade para atender ao jantar anual do açúcar aqui em NY e, objetivando economizar nas despesas de viagem, fez o percurso inicial num voo até São Paulo, de lá para uma conexão em Brasília, que o levou para Dallas, depois Atlanta e finalmente NY. Uma viagem de 37 horas que proporcionou uma economia para empresa equivalente a um par de toneladas de açúcar. Não tá fácil pra ninguém.

A boa notícia da semana é que pela primeira vez desde meados de 2014, os fundos estão comprados. E depois que o fizeram, o mercado caiu 60-70 pontos. Que fase hein? (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Sétima alta: Pela sétima sessão seguida, as cotações do cacau registraram alta na bolsa de Nova York na sexta-feira, reflexo de temores com a safra no oeste da África. Os lotes para setembro subiram US$ 44, a US$ 3.119 a tonelada, o maior valor desde 10 de outubro do ano passado. O clima seco na região produtora no início do ano, agravado pelos ventos do Saara (Harmattan), de fato atingiu a produção africana, como se especulou meses atrás. Em Gana, a produção pode não chegar a 700 mil toneladas, e há receios com a safra temporã em fase de colheita na Costa do Marfim. O El Niño formado neste ano também levanta temores com a produção ao longo do ano. No mercado interno, o preço médio em Ilhéus e Itabuna (BA) continuou em R$ 124 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Laranja: Piso em três semanas: As cotações do suco de laranja cederam pela quinta sessão seguida na sexta-feira na bolsa de Nova York, em meio ao clima favorável na Flórida. Os contratos do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para entrega em setembro fecharam com recuo de 315 pontos, a US$ 1,1325 a libra-peso, o menor valor desde 21 de abril. Apesar do corte na estimativa para a produção da Flórida feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a previsão de chuvas para as áreas produtoras do Estado tem mantido o mercado sob pressão, além do pessimismo com relação à demanda nos grandes centros consumidores. No mercado doméstico, a cotação da laranja destinada à indústria, apurada pelo Cepea/Esalq, permaneceu estável em R$ 10,83 a caixa de 40,8 quilos.

Soja: Clima amigo: Os preços da soja registraram leve queda na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos da oleaginosa com vencimento em agosto caíram 0,75 centavo, a US$ 9,465 o bushel, o menor valor desde 10 de outubro de 2014. As chuvas que afetam o Meio-Oeste dos Estados Unidos, onde se concentram as lavouras de soja do país, devem permanecer nos próximos dias, o que desacelera o plantio da nova safra. No entanto, isso favorece o desenvolvimento das áreas recém semeadas. A indústria americana processou em abril 4,09 milhões de toneladas de soja. O volume foi recorde para o mês e veio acima das apostas, mas teve pouco impacto nas cotações. Na Bahia, o preço médio ficou em R$ 54,83 a saca, segundo a associação de produtores do Estado, a Aiba.

Trigo: Fogo de palha: A euforia provocada na quinta-feira no mercado do trigo com preocupações sobre o clima durou pouco. Bastou a Rússia acabar com a taxa de exportação do produto para as cotações do grão despencarem na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para setembro caíram 3,5 centavos, a US$ 5,175 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento recuaram 1,75 centavo, a US$ 5,5125 o bushel. O governo russo informou que retirará a taxa de 35 euros por tonelada de trigo, que duraria até 30 de junho. A medida deve inundar o mercado internacional com o produto do país, um dos principais exportadores globais de trigo. No mercado interno, o valor médio da saca no Paraná recuou 0,5%, para R$ 35,66, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 18/05/2015)