Setor sucroenergético

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Envelhecimento dos canaviais preocupa setor da cana

Em maio foi dada a largada oficial da safra 2015/ 2016, que será marcada por um índice 3,1 pontos percentuais menor na renovação dos canaviais em relação à temporada anterior, o que pode afetar diretamente os níveis de produtividade.

Levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgado ontem (21) mostra que o plantio de 2014, que terá o primeiro corte, representará 14,5% da área total disponível para colheita, diante dos 17,6% atingidos nas lavouras do Centro-Sul durante o ciclo de 2014/2015. Estimativas do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam queda de 1,7% em produtividade apenas por conta do envelhecimento.

Entretanto, "a princípio, não acho que faltará oferta para atender a demanda adicional de 1,6 bilhão de litros de etanol que foi gerada após o retorno da Cide [Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico] e o aumento na mistura. Se isso acontecer no final do ano, o mercado ajustará os preços à oferta, com a possibilidade de elevação, mas tudo depende do andamento das chuvas nos próximos meses", disse ao DCI o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues.

Outro fator que tem prejudicado a qualidade da matéria-prima é o excesso de ventos no Sul e Sudeste que ocasionam o tombamento da cana. O efeito é a redução nos níveis de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), cuja projeção para 2015/2016 é chegar a 135 quilos por tonelada, uma retração de 1,16% quando comparada à última temporada, em que foram registrados 136,58 quilos por tonelada.

Em relação aos resultados esperados para esta safra, a moagem deve ficar em 590 milhões de toneladas, alta de 3,27%, com o mix novamente mais alcooleiro. A projeção para o etanol é de 27,2 bilhões de litros, um ganho de 4,33%, enquanto o açúcar deve ficar em 31,8 milhões de toneladas, com leve recuo de 0,58%.

Pádua destaca que todo o biocombustível anidro - que será utilizado na mistura de 27% com a gasolina - já foi comercializado, então, a produção pode se voltar para o hidratado, que é sustentado pelos estados que criaram algum tipo de diferenciação tributária a favor do etanol, como Minas Gerais e São Paulo.

Endividamento

"Dez unidades devem parar nesta safra. Quatro delas já são certeza em São Paulo", afirma o diretor. O fechamento destas usinas acarretará perdas em torno de 12,5 milhões de toneladas em capacidade de moagem e será somado a outras 67 empresas que vêm sendo paralisadas desde 2008.

Estima-se que a o endividamento do setor esteja em torno de R$ 70 bilhões

Além disso, a presidente da entidade, Elizabeth Farina, lembra que os investimentos do setor sucroenergético devem ter menor intensidade neste ano, assim como os demais segmentos do agro. "Nossa expectativa é que o Plano Safra dê continuidade ao ProRenova", comenta. Para Pádua, uma forma de resgatar a rentabilidade do setor é através da receita garantida com a cogeração de energia e o ideal é manter os leilões com preços acima de R$ 280 por MW/h. (DCI 22/05/2015

 

Consumo de açúcar se iguala à produção

Pela primeira vez em seis anos, a produção mundial de açúcar não vai superar o consumo. Em queda há três anos, a oferta mundial vai se igualar à demanda, que atingirá um recorde de 173,4 milhões de toneladas em 2015/16.

É o que mostram dados do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA), divulgados nesta sexta-feira (22).

Na avaliação do órgão, a produção mundial cai mesmo com uma ligeira recuperação do Brasil --líder mundial--, cuja safra atingirá 36 milhões de toneladas.

Além disso, a Tailândia, quarto maior produtor mundial, terá um recorde de 11,4 milhões de toneladas.

Com a desaceleração da produção, o estoque mundial de açúcar cai para 40,5 milhões de toneladas, 4 milhões menos do que o de 2014/15.

Os líderes em exportações são Brasil, Tailândia e Austrália. Os brasileiros colocarão 24,3 milhões de toneladas de açúcar no mercado externo; tailandeses, 8,3 milhões; e australianos, 3,7 milhões. (Folha de São Paulo 23/05/2015)

 

Safra de cana paulista deve crescer 6% em 2015/2016

A produção de cana-de-açúcar deve ser 6% maior em São Paulo na safra 2015/2016. O anúncio foi feito hoje pela Secretaria de Agricultura do estado num encontro do setor. O destaque é para a produção brasileira de etanol, que deve ter aumento de 1,5 bilhão de litros, em comparação com a temporada passada.

Os números foram divulgados pelo secretário estadual de Agricultura, com base em estimativa do Instituto de Economia Agrícola (IEA).

Estamos otimistas em relação a safra. Estamos estimando um crescimento em torno de 5% a 6% da produção da cana e isso se deve menos a fatores estruturais, que poderiam sinalizar uma retomada. Neste instante é mais pela questão climática. Houve um momento de chuvas adequadas, a cana está mais desenvolvida, então nós vamos ter um aumento de produtividade. Não temos nenhum avanço significativo em área e não temos nenhuma retomada mais vigorosa da reforma dos canaviais. Nós precisamos retomar a reforma dos canaviais e melhorar a produtividade agrícola, mas isso só se fará quando se tiver uma perspectiva mais segura de cenários futuros de preços de etanol e vai se desdobrar no açúcar - indica o secretário de São Paulo, Arnaldo Jardim.

Segundo especialistas, a próxima safra brasileira também deve ser mais alcooleira, na proporção de 59% de etanol e 41% de açúcar. De acordo com as principais consultorias especializadas no mercado, o país deve processar mais de 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nessa safra.

Porém, o desafio é moer essa quantidade de cana pelo atraso que nós tivemos nesse início de safra, pela previsão de chuvas que nós teremos no meio de safra e, especialmente, pelas manutenções precárias que as indústrias fizeram ou não fizeram. Nós acreditamos que haverá muitas paradas técnicas durante a safra, prejudicando o tempo de aproveitamento das indústrias e isso me faz projetar que das 600 milhões de toneladas existentes, nós devemos processar algo em torno de 580, 585 milhões de toneladas. Isso é 2% a 3% mais que o ano passado em termos de produção de açúcar - calcula Martinho Seitii Ono, da SCA Trading.

A previsão dos especialistas é de que sejam produzidos nesta safra 1,5 bilhão de litros a mais em relação à safra passada. Isso porque a demanda no mercado brasileiro de etanol está aquecida e o consumo subiu 40% desde o início do ano. A produção total deve ficar em 27 bilhões de litros. Já a produção de açúcar está projetada em 35 milhões de toneladas.

Nós devemos ter uma safra igual a do ano passado, com um consumo maior. Portanto, nós estamos dizendo que do meio para o final da safra, quando o mercado consegue perceber que o consumo está maior que a oferta, você vai ter um aumento de preço e isso acaba reduzindo o consumo - projeta o presidente da Canaplan e da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) estima que se permanecer a atual conjuntura para o setor, pelo menos dez usinas fechem as portas no país este ano. Outras 60 já saíram da atividade nos últimos quatro anos. Uma das exceções nesse mercado é o grupo francês Tereos, que tem filiais no país. A aposta é de que a recuperação do setor aconteça no médio prazo.

Eu acredito que a sinalização já está dada, de introdução da Cid, valorização do etanol em relação ao combustível fóssil e o aspecto social e ambiental que o etanol tem, nós teremos uma valorização disso e, inevitavelmente, trará novos investimentos. Mas no curto prazo eu vejo dificuldades - pensa o diretor da divisão Brasil do grupo Tereos, Jacyr Costa Filho. (Canal Rural 20/05/2015)

 

Consultorias esperam reajuste de até 9,5% na gasolina

Além dos aumentos de preços administrados anunciados recentemente estarem surpreendendo para cima, alguns economistas estão incluindo em seus cenários de inflação deste ano um possível reajuste nos preços da gasolina.

Para eles, será necessário reforçar o caixa da Petrobrás por causa da alta da cotação do petróleo no mercado internacional e da desvalorização do câmbio no Brasil. Além disso, a empresa já deu sinais de que vai reajustar os combustíveis.

Essa percepção ganha força na medida em que o mercado acredita que a estatal tem autonomia para decidir sobre sua política de preços independentemente da inflação.

Duas etapas

O economista-chefe do banco Safra, Carlos Kawall, trabalha com um cenário de reajustes nos preços da gasolina em 2015, de 9,5% e de 6,0% na refinaria e na bomba, respectivamente, distribuídos em duas etapas, uma no meio e outra no fim do ano. "A lógica é de que se (o governo) fizer o quanto antes pode fazer menos."

Impacto

Esses números teriam um impacto de 0,24 ponto porcentual no IPCA. Kawall disse que a defasagem entre os preços internos da gasolina ante o mercado externo, que já chegou a ser vantajosa para a Petrobrás em cerca de 40% no ano passado, agora está na faixa de 5,0%.

"Que (o aumento) vem, vem. A questão é a intensidade. O Monteiro foi muito claro", disse Kawall, referindo-se ao diretor Financeiro da Petrobrás, Ivan Monteiro. Na semana passada, o diretor reafirmou que a estatal "tem liberdade e vai praticar preços competitivos e de mercado". Segundo ele, esse é um compromisso da companhia com acionistas e também com o mercado de dívidas, uma vez que a redução do endividamento é tida como prioridade pela atual diretoria.

Diferentemente dos anos anteriores, o mercado agora vê a empresa com autonomia em sua política de preços, sem pressões políticas que pesavam contra reajustes que pudessem elevar ainda mais a inflação.

Nas contas do banco Safra, em 2016, diante da expectativa de um câmbio mais depreciado, um outro aumento nos preços da gasolina, na faixa de 7% na bomba, seria necessário.

Aumentos de combustível

O Banco Sicredi acaba de revisar suas projeções de inflação por causa da expectativa de aumento da gasolina. As estimativas de 8,30% e 5,0% para o IPCA em 2015 e 2016 foram revistas para 8,50% e 5,20% porque agora o banco embutiu aumentos do combustível neste ano e no próximo em seus prognósticos, de acordo com o economista Pedro Ramos.

"A Petrobrás tinha uma vantagem grande, de cerca de 40%, que agora se esvaiu", disse Ramos, lembrando que as cotações da commodity engataram alta no mercado internacional e o real se depreciou bastante nos últimos meses. (O Estado de São Paulo 24/05/2015)

 

BP Biocombustíveis prevê moer 10 milhões de toneladas de cana em 2015

A BP Biocombustíveis, braço sucroalcooleiro da petroleira britânica, prevê processar neste ciclo 2015/16 10 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

O volume é 43% mais alto que o do ciclo 2014/15 e marca a duplicação da usina Tropical, localizada em Edéia (GO), para 5 milhões de toneladas. A BP está no Brasil em biocombustíveis desde 2008, mas a maior parte de seus investimentos nessa área vem sendo feitos desde 2011.

A empresa tem três usinas de açúcar e etanol em operação no Centro-Sul do país.

Além da unidade de Edéia, a primeira a ser adquirida, a companhia detém uma usina em Itumbiara (GO) e uma terceira em Ituiutaba (MG). (Valor Econômico 22/05/2015 ás 19h: 29m)

 

Moagem de cana da Glencore vai crescer 20% em 2015/16 no Brasil

A trading suíça Glencore vai processar em sua usina sucroalcooleira no Centro-Sul do Brasil um volume de 2,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no ciclo 2015/16, iniciado em abril, conforme fontes do mercado.

Trata-se de um aumento de 20% frente às 2,250 milhões de toneladas processadas em 2014/15. Localizada em Junqueirópolis, interior de São Paulo, a unidade tem capacidade para moer 3,2 milhões de tonelada da matéria prima por safra.

Adquirida pela Glencore no fim de 2009, a unidade, antes chamada de Rio Vermelho e depois rebatizada de Glencane Bioenergia, detinha capacidade para processar 900 milhões de toneladas de cana-de-açúcar naquele ano.

No último resultado publicado pela subsidiária sucroalcooleira, referente ao exercício encerrado em dezembro de 2012, a Glencane havia tido um prejuízo líquido de R$ 22,854 milhões, ante o resultado líquido negativo de R$ 14,827 milhões do exercício anterior.

À época, a unidade faturava R$ 102,6 milhões. Procurada, a Glencore não comenta. (Valor Econômico 22/05/2015 às 19h: 26m)

 

OIA prevê déficit no mercado global de açúcar nas próximas duas safras

Ao contrário da produção maior que a demanda observada atualmente no mercado global de açúcar, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) prevê que o setor passará a sofrer com déficit do produto a partir da próxima safra. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 22, na capital britânica, a organização prevê que o consumo superará a oferta nas safras 2015/16 e também em 2016/17.

Em relatório trimestral sobre o mercado da commodity, a entidade trouxe "avaliações preliminares sobre os fundamentos do mercado nas próximas duas safras". Sem dar mais detalhes sobre as estimativas, o relatório cita que "na safra 2015/16 um déficit global de cerca de 2,3 milhões de toneladas aparece no cenário". Sobre o ciclo seguinte, em 2016/17, o cenário de falta de produto parece ainda mais agudo.

"Assumindo o aumento da demanda global de açúcar no patamar de 3,7 milhões de toneladas, mas sem elevação considerável no nível de produção, um déficit de larga escala de cerca de 6 milhões de toneladas pode surgir", diz o documento divulgado nesta manhã.

"Nossas previsões são baseadas na expectativa de condições climáticas normais em todos os produtores. O açúcar é uma commodity agrícola e, a despeito de todos os avanços tecnológicos, o clima desfavorável pode gerar impacto severo na produção até mesmo nos mercados mais eficientes", nota o relatório da OIA, que comenta que o rendimento da produção pode "variar substancialmente de ano para ano apenas pela mudança no clima".

Sobre eventual impacto do efeito climático El Niño, a entidade diz acreditar que "ainda é muito cedo para quantificar completamente os possíveis efeitos negativos na produção global de açúcar". (Agência Estado 22/05/2015)

 

Depois da visita da China, Agricultura negocia com a Índia e Europa

Na mesma semana em que engatilhou ampliação de 7% no valor das exportações de carne bovina ainda para este ano com a reabertura do mercado chinês, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mantém negociações com a Índia. A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) prevê avança na cooperação comercial após encontro com o embaixador da Índia no Brasil, Sunil Kumar Lal, em Brasília.

De acordo com a ministra, o Brasil pretende se aproximar cada vez mais dos Brics (bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a fim de melhorar o desempenho comercial e harmonizar normas sanitárias. Diferente da China, a Índia é concorrente do Brasil na exportação de carne vermelha.

Durante a reunião, o embaixador e a ministra deram início às conversas sobre uma parceria entre a Embrapa e institutos de pesquisa indianos para estudo em conjunto sobre biotecnologia. A iniciativa foi elogiada pelo embaixador, que informou que transmitirá a intenção do Brasil ao Ministério da Agricultura.

“O conhecimento não pode ter fronteiras. Temos todo interesse em dividir conhecimento e tecnologia da nossa Embrapa, que nos enche de orgulho. Queremos cooperar com as nações e absorver as coisas boas dos outros países”, disse Kátia Abreu. “Ficamos muito felizes em ouvir isso”, respondeu Sunil Kumar Lal.

O embaixador e a ministra trataram também da possibilidade de se ampliar o acordo de preferência tarifária entre os dois países. Atualmente, apenas o couro possui tarifa zero para importação pelo Brasil.

O embaixador ainda convidou Kátia Abreu a visitar a Índia este ano para se reunir com o ministro da Agricultura daquele país. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Luiz Cláudio de Souza Paranhos Ferreira, também participou da reunião.

Europa

Nesta sexta-feira (22) Abreu saiu em viagem para a Europa, onde inicia extensa agenda oficial em vários países. Segundo despacho publicado no Diário Oficial da União de hoje, a ministra ficará afastada do país para esses eventos até o dia 31 de maio.

O documento informa que, em Paris, na França, a ministra vai proferir discurso na abertura da 83ª Sessão Geral da Organização Mundial da Saúde Animal e participar de reuniões com o ministro da Agricultura da França e com autoridades daquela Organização. Em Bruxelas, na Bélgica, Kátia vai discursar na sessão plenária do Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu, participar de seminário para empresários europeus e participar de reuniões com os Comissários Europeus para Saúde e a Segurança Alimentar e para a Agricultura e o Desenvolvimento Rural.

Kátia também irá a Genebra, na Suíça, para discutir com dirigentes e representantes da Organização Mundial do Comércio (OMC) os principais elementos de interesse do Brasil para negociação multilateral no contexto da Rodada de Doha e tratar de questões sanitárias e fitossanitárias de relevância para o agronegócio nacional.

A ministra ainda viajará para Londres, Inglaterra, onde fará palestra para empresários britânicos e participará de reunião com a secretária de Estado do Departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais. (A Gazeta do Povo 22/05/2015)

 

Stara prevê queda de faturamento em 50%

Depois de registrar uma queda de 25% no faturamento no ano passado, a fabricante de máquinas agrícolas Stara prevê repetir o resultado negativo e recuar mais 25% em 2015.

Com as retrações, o resultado deve passar do R$ 1 bilhão de 2013 para cerca de R$ 560 milhões neste ano. Em 2012, a empresa avançou 70% impulsionado por uma safra recorde e juros baixos.

"A crise, que é muito mais de confiança, está em todos os setores. Mas a falta de crédito dificulta bastante nosso mercado", diz o presidente do grupo, Gilson Trennepohl.

O dólar a R$ 3 também não tem alavancado as exportações, que correspondem a 12% do faturamento.

"Quando o real estava apreciado, os mercados fecharam as portas para nós. Agora, temos que lutar para eles reabrirem. Isso demora."

Em junho, a Stara vai inaugurar um novo espaço na fábrica de Não-Me-Toque (RS). As obras demandaram R$ 80 milhões. O plano completo de expansão, porém, previa R$ 280 milhões. Por enquanto, as outras etapas do projeto estão suspensas.

A empresa tem outras duas plantas no país (Folha de São Paulo 25/05/2015)

 

RS: Indústria de máquinas e implementos agrícolas demite 20%

As fabricantes de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul dispensaram 20% de seus funcionários desde o começo deste ano. Hoje, são cerca de 22,4 mil pessoas empregadas.

As demissões são consequência da queda de 20% no faturamento no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2014.

"A incerteza e a falta de crédito estão fazendo nosso setor sofrer muito", afirma o presidente do Simers (sindicato da indústria do Estado), Claudio Bier.

No ano passado, as empresas já haviam recuado 14%, segundo o executivo.

O desempenho de 2014, no entanto, não foi considerado muito ruim porque o ano anterior tinha sido excepcional, com alta de 20% na receita. Os juros baixos haviam feito muitas empresas anteciparem suas compras.

"Para 2015, ainda não temos uma previsão [do resultao]. Vai depender do que o governo anunciar para o Plano Safra", acrescenta.

As fabricantes de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul dispensaram 20% de seus funcionários desde o começo deste ano. Hoje, são cerca de 22,4 mil pessoas empregadas.

As demissões são consequência da queda de 20% no faturamento no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2014.

"A incerteza e a falta de crédito estão fazendo nosso setor sofrer muito", afirma o presidente do Simers (sindicato da indústria do Estado), Claudio Bier.

No ano passado, as empresas já haviam recuado 14%, segundo o executivo.

O desempenho de 2014, no entanto, não foi considerado muito ruim porque o ano anterior tinha sido excepcional, com alta de 20% na receita. Os juros baixos haviam feito muitas empresas anteciparem suas compras.

"Para 2015, ainda não temos uma previsão [do resultao]. Vai depender do que o governo anunciar para o Plano Safra", acrescenta. (O Diário 25/05/2015)

 

Alexandre Figliolino: Fôlego extra para o agronegócio brasileiro

O que podemos esperar do agronegócio brasileiro diante de perspectivas desafiadoras no cenário econômico de nosso país para este ano? Para surpresa de muitos, temos alguns sinais favoráveis ao setor de agronegócio, um dos mais dinâmicos e competitivos da economia brasileira.

Alguns aspectos externos e internos terão impacto bastante positivo no desempenho do segmento. Outros, sabe-se, deverão dificultar sua performance, mas é possível traçar um panorama no qual o agronegócio supera as dificuldades intrínsecas ao negócio e promove crescimento em um país com prognósticos econômicos complexos neste ano.

Para falar de 2015, é importante olharmos com atenção para os dados do ano anterior. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio estimado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, encerrou 2014 com crescimento acumulado de 1,59%.

O desempenho, ainda que abaixo da expansão de 5,22% apurada em 2013, é robusto se comparado ao crescimento praticamente nulo (0,1%) para o PIB do Brasil no ano passado.

Sendo assim, a situação do agronegócio em nosso país, com dinâmica voltada à exportação, é amplamente mais favorável atualmente, se comparada a outros setores industriais, notadamente aqueles que são dependentes do mercado interno. E o que contribui oportunamente com esta conjuntura é a valorização do dólar.

O câmbio devolveu a competitividade ao agronegócio brasileiro. A desvalorização do Real, em torno de 34% nos últimos 12 meses, tende a favorecer os exportadores de commodities agrícolas e a posicionar o setor como estratégico à retomada do crescimento do Brasil.

O câmbio –na faixa entre R$ 2,90 e R$ 3,20–, por exemplo, beneficia os produtores de soja, auxiliando-os a enfrentar a cotação abaixo de US$ 10/bushel na Bolsa de Chicago, já que agora trocam a mesma quantidade de dólares por uma receita maior em reais.

Adicionalmente, este novo patamar do dólar gera a perspectiva de rentabilidade operacional entre R$ 500 e R$ 800 por hectare - valor aceitável aos produtores. O antagonismo fica por conta dos insumos demandados pelo setor, já que fertilizantes e defensivos ficam mais caros em dólar.

O retorno da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), por sua vez, dá folego extra aos produtores de açúcar e etanol, deixando as margens ligeiramente positivas. Isto porque a redução progressiva da alíquota da Cide sobre os combustíveis, passando de R$ 0,28/l em maio de 2008 para zero em junho de 2012, impactou diretamente na arrecadação das companhias do setor sucroalcooleiro e representou uma perda de mais de R$ 16 bilhões para as empresas do ramo neste mesmo período.

De modo geral, as perspectivas para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) também seguem positivas. A terceira estimativa de 2015 divulgada pelo IBGE totalizou 199,7 milhões de toneladas, 3,6% superior à obtida em 2014 (192,8 milhões de toneladas).

Ademais, há de se reconhecer que as bases de um desenvolvimento sustentável para o setor de agronegócio perpassam pela conjuntura macroeconômica e política internas e externas. E esforços internos em prol do setor têm ganhado relevância, como o contínuo investimento em tecnologia, melhorias na infraestrutura logística, um ambiente regulatório menos nocivo às atividades de produtores e empresários, bem como maior abertura do governo para o diálogo.

Nem tudo são flores no campo do agronegócio brasileiro, contudo. O contraponto às perspectivas mais otimistas começa a ser observado no segmento de proteína animal, que apresentou desempenho muito positivo no segundo semestre de 2014, com boas margens para suínos, frangos e carne bovina. Este avanço refletiu o embargo da Rússia aos produtores de carne dos Estados Unidos, União Europeia e Austrália, o que possibilitou o incremento das compras do Brasil.

Este cenário positivo, no entanto, neste ano esbarra na desvalorização do rublo e, consequentemente, nos resultados dos criadores brasileiros que deixarão de exportar aos russos. Além disso, a queda dos preços do petróleo afeta a renda de importantes importadores de nossas commodities agrícolas.

Mesmo diante de uma demanda mundial por alimentos crescente e a previsão de uma safra recorde, o momento econômico dos países que integram majoritariamente a pauta de exportação do agronegócio brasileiro exige atenção. É o caso de China, Rússia, Oriente Médio e Venezuela, alguns dos principais destinos dos produtos agropecuários brasileiros.

A desaceleração do crescimento da China, o grande destino das commodities agrícolas brasileiras, impacta em especial os embarques de açúcar. O enfraquecimento do rublo russo reflete na demanda do país por proteína animal. A queda nos preços do petróleo reduz a demanda do Oriente Médio, forte comprador de carne e de açúcar, enquanto a instabilidade política na Venezuela interfere no mercado de aves e carne.

Há que se avaliar ainda os impactos e desdobramentos de fatores como a revisão da legislação trabalhista e a atuação concreta e constante da defesa sanitária na atividade em nosso país. A contemplação dessas questões, em seus aspectos positivos e sensíveis, ajudará a pavimentar o caminho mais efetivo para promover a competitividade do agronegócio brasileiro.

A pauta é diversificada e complexa, mas, com algum esforço, poderemos desatar alguns nós que obstaculizam o desenvolvimento de um dos setores em que há clara vantagem competitiva global do país.

ALEXANDRE FIGLIOLINO, diretor de agronegócio do Itaú BBA. (Folha de São Paulo  25/05/2015)

 

A música continua a mesma - Por Arnaldo Luiz Corrêa

O mercado de açúcar em NY fechou a semana em queda de 58 pontos no vencimento julho/2015, que encerrou o pregão a 12.31 centavos de dólar por libra-peso, a menor cotação desde o início de abril. E os fundos, que erraram a mão na semana passada mantendo uma posição comprada, já a reverteram novamente e agora estão vendidos cerca de 12.000 lotes. Os demais meses de negociação no mercado futuro mantiveram o tom negativo e mostraram quedas entre 7.50 e 12.00 dólares por tonelada. O potencial de ganho para os fundos é menor desta vez tendo em vista que o mercado está bastante pressionado com todas as notícias ruins devidamente consideradas no preço.

O mercado de açúcar acumula uma queda de 24% em relação ao valor mais alto negociado no ano que foi de 16.16 centavos de dólar por libra-peso no dia 21 de janeiro. No acumulado do ano, no entanto, o açúcar retraiu-se pouco mais de 15%.

É interessante notar que o petróleo em reais cumulativamente neste ano, variou positivamente em 23.36%, ou seja, ajudou diretamente que a relação econômica do etanol melhorasse no mercado interno. A gasolina lá fora subiu este ano mais de 21% em dólares. Ou seja, não fosse essa situação, certamente o açúcar estaria ainda mais pressionado.

O preço médio do fechamento do açúcar de NY (primeiro mês de negociação) convertido em reais (pela taxa do Banco Central) apurado desde 01 de janeiro de 2014 atingiu a média de R$ 889.35 por tonelada. Isso, apesar do "apagão" registrado em setembro do ano passado quando os preços derreteram e ficaram abaixo dos R$ 800 por tonelada (a mínima foi de R$ 723.79). A média dos quatro primeiros meses de 2015 é de R$ 918.38 por tonelada, 3.87% acima do valor no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 884.19 por tonelada. Isso posto, ao dólar de fechamento de sexta-feira, que foi de 3.0950, podemos dizer que NY encerrou o pregão aproximadamente a 14 dólares por tonelada abaixo da média anual, mais ainda 47 dólares por tonelada acima do preço mais baixo observado em setembro do ano passado.

A oitava estimativa de fixação de preço para os contratos de exportação das usinas para a safra 2015/2016, segundo o modelo desenvolvido pela Archer, até 30 de abril de 2015, é de 48.92% ao preço médio de 15.79 centavos de dólar por libra-peso. Esse valor equivale a 42.04 centavos de real por libra-peso e o câmbio médio feito pelas usinas correspondente a essas fixações é de 2.6623. As fixações estão na média de R$ 945.16 por tonelada FOB. O volume de fixação nesta safra é inferior em 2.65 pontos percentuais ao da safra passada no mesmo período (51.57%) e, embora a fixação em dólares da 2014/2015 tenha sido superior, cravando 17.43 centavos de dólar por libra-peso, o valor em reais foi 2.2% menor, alcançando em 30 de abril de 2014 o valor de R$ 924.48 por tonelada FOB.

O consumo total de combustível no mês de março/2015 divulgado (com atraso) pela ANP foi de 4.85 bilhões de litros, sendo 2.55 bilhões de litros de gasolina A e 2.3 bilhões de litros de etanol (anidro e hidratado). No acumulado de doze meses, compreendendo o período entre abril de 2014 e março de 2015, o consumo cresceu 6.45% totalizando 58 bilhões de litros. O consumo de hidratado cresceu 13.17%, o de anidro 6.22% e o de gasolina A 3.94%. Em números absolutos, nos últimos doze meses houve um acréscimo do consumo de etanol de 2.25 bilhão de litros com tendência de alta já que há um ano o mix de combustíveis era de 41.5% de etanol e hoje passou para 42.9%. Mantida essa tendência para essa safra, no mínimo mais 23 milhões de toneladas de cana terão que ser destinadas para a produção de etanol em relação à safra passada.

O governo federal cancelou o decreto que entraria em vigor a partir de 1º de julho taxando as operações de hedge cujo impacto apenas no setor sucroalcooleiro, segundo estimativas da Archer, seria de R$ 92 milhões. Os burocratas de Brasília não possuem traços de ingenuidade em seu caráter. Lançaram o novo imposto e se ninguém reclamasse, tudo bem. Empresários de outros setores, principalmente o de importações, cujo hedge cambial é vital para a preservação de valor dos ativos, temiam o pagamento de milhões de reais gerados pelo tal imposto e alguns deles até pensaram em encerrar as atividades no país. O ministro Levy, que é homem de mercado, deve ter se assustado com essa patacoada governamental.

Um importante formador de opinião do mercado sucroalcooleiro compara o setor à premiada série de TV americana “The Walking Dead” que conta a história de um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi. “O fato”, diz o especialista, “é que estamos vendo cada vez mais zumbis caminhando. Antes eram 3 ou 4, agora são mais de 15”, complementa com a analogia óbvia sobre a situação difícil de diversas usinas ao meio de poucos sobreviventes. Quem dera a comparação fosse com “Cantando na Chuva” (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)

 

Ausência de Levy gera temor no governo

Decisão de ministro de não participar de anúncio do corte no Orçamento desperta preocupação de que vá deixar o cargo. Na versão oficial, gripe afastou Levy do evento; extra-oficialmente, ele pretendia ajuste mais duro que o decidido.

A decisão de não participar do anúncio do corte nas despesas do governo nesta sexta-feira (22) despertou em integrantes do governo o receio de que o ministro Joaquim Levy termine por jogar a toalha e deixe a Fazenda.

Na versão oficial, uma gripe tirou Levy do evento mais importante desde que tomou posse na Esplanada.

Na extra-oficial, ele quis marcar posição sobre suas divergências em relação ao tom do ajuste e do cenário fiscal, que ele reputa como bem mais "sombrio" do que aquele que foi apresentado pelo governo Dilma.

Sua ausência evidenciou a insatisfação do ministro e alimentou rumores de uma eventual despedida. Tanto que, na sexta, ao deixar o ministério, fez questão de dar uma mensagem aos jornalistas: "volto novo na segunda". Foi um recado desenhado especialmente para desmobilizar insinuações de demissão.

No Planalto, uma possível saída do chefe da equipe econômica, sobretudo no atual cenário de dificuldade financeira e política, é vista como desastrosa. Mas ministros de Dilma reconhecem que as perspectivas não são boas.

Alguns auxiliares presidenciais relataram as razões da insatisfação de Levy.

Em relação ao corte no Orçamento, ele defendia que os parâmetros do contingenciamento fossem mais duros, assim como a mensagem geral sobre a situação da economia.

Ele, por exemplo, já havia mencionado em reuniões internas que a estimativa de receita para este ano, de R$ 1,158 trilhão, está superestimada, mas esse foi o número adotado como oficial.

O ministro chegou ao governo divulgando que adotaria o chamado "realismo fiscal" para retomar a credibilidade com o mercado --reavaliações constantes de números oficiais enfraquecem esse objetivo.

A preocupação também recai sobre as medidas do ajuste em tramitação no Congresso. Com o governo fraco para fazer valer sua versão nos textos das medidas, deputados e senadores andam aprovando emendas que desvirtuam o sentido inicial dos projetos: fechar os dutos por onde saem recursos públicos.

Na semana passada, o ministério chegou a sugerir que o Planalto abandonasse a MP 664, medida que impõe regras mais duras para concessão de benefícios como pensão por morte e auxílio-doença, em nome da manutenção do chamado fator previdenciário nos moldes atuais.

A Câmara mexeu nas regras do fator previdenciário à revelia da área econômica. Com as mudanças no mecanismo, o regime de previdência em menos de uma década ficaria insustentável.

A regra aprovada pelos deputados, chamada de fórmula 85/95, permite a aposentadoria integral, sem o corte do fator previdenciário, sempre que a soma da idade com o tempo de contribuição do segurado der 85, para mulheres, ou 95, para homens.

Na semana passada, Levy passou por outra frustração. Pediu que a medida provisória que aumentou de 15% para 20% a taxação dos bancos via CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) fosse editada um pouco mais para frente. Queria ter mais tempo para dialogar com o setor financeiro e evitar uma taxação surpresa.

Mas a presidente Dilma e o ministro Alozio Mercadante (Casa Civil) foram contra. A MP foi publicada no "Diário Oficial" de sexta, dia do anúncio do corte (Folha de São Paulo 24/05/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Novo dado, nova queda: A divulgação de uma nova projeção que reforça a expectativa de oferta elevada de açúcar na safra global 2014/15 fez os preços fecharem em forte queda na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os lotes do açúcar demerara para outubro recuaram 19 pontos, a 12,66 centavos de dólar a libra-peso. A Organização Internacional do Açúcar estimou que a temporada global atual, que termina em setembro, terá um superávit de 2,2 milhões de toneladas. Já para o ciclo 2015/16, a estimativa é de déficit de 2,3 milhões de toneladas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), por sua vez, projetou uma relação ajustada entre produção e consumo no próximo ciclo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,58%, para R$ 51,08 a saca de 50 quilos.

Café: Mais um recuo: Os preços do café arábica registraram a quarta desvalorização consecutiva na bolsa de Nova York na sexta-feira, sob pressão das projeções de oferta elevada e do dólar em alta. Os papéis do grão para setembro fecharam a US$ 1,298 a libra-peso, o menor valor desde 13 de março, um recuo de 145 pontos. Na quinta-feira, a trading Volcafé mudou sua projeção de déficit de 1,4 milhão de sacas para superávit de 1,3 milhão de sacas, com sua estimativa mais otimista para produção brasileira. Além disso, a alta do dólar ocorrida após o discurso da presidente do Fed intensificou a pressão sobre a commodity, já que esse câmbio incentiva os exportadores brasileiros a disponibilizarem sua produção no mercado. Internamente, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 0,24%, para R$ 414,66 a saca.

Algodão: Efeito do câmbio: Os contratos futuros do algodão caíram na sexta-feira na bolsa de Nova York sob influência da alta do dólar em relação a diversas moedas e do clima favorável às lavouras nos Estados Unidos. Os papéis para outubro recuaram 50 pontos, a 65,22 centavos de dólar a libra-peso. Após a presidente do Fed indicar que o banco central deve elevar os juros nos EUA neste ano, a moeda americana ganhou força ante outras divisas. Dessa forma, o algodão americano torna-se menos competitivo no mercado externo, o que desestimula a demanda. Além disso, as chuvas no sul dos Estados Unidos devem prosseguir nos próximos dias, favorecendo as lavouras. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,58%, para R$ 204,43 a saca.

Trigo: Recuo nas bolsas: As cotações do trigo cederam na sexta-feira nas bolsas americanas sob pressão da alta do dólar e perante a demanda desaquecida pelo cereal. Em Chicago, os lotes para US$ 5,23 o bushel, queda 6,50 centavos. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento recuaram 10,75 centavos, a US$ 5,57 o bushel. A alta da moeda americana reduz a já combalida competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado externo. Além disso, o Egito, maior importador de trigo do mundo, tem aumentando as compras do cereal dos produtores do país. Com isso, os estoques reguladores já têm trigo para garantir o consumo doméstico ao menos até outubro. No mercado interno, o preço do cereal no Paraná apurado pelo Cepea/ Esalq subiu 0,54% a R$ 668,53 a tonelada. (Valor Econômico 25/05/2015)