Setor sucroenergético

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Como Dilma se ‘vingou’ dos usineiros e ajudou a quebrar a Petrobras

Durante debate promovido na manhã de ontem, em Ribeirão Preto, durante o lançamento oficial da consultoria Organize, o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Ismael Perina Junior, revelou que a presidente Dilma Rousseff, propositadamente e irresponsavelmente, reduziu a mistura de 25% para 20% do etanol anidro à gasolina, para demarcar território em sua atribulada e incosequente relação com os usineiros.

A medida, provocou um rombo de R$ 60 bilhões aos cofres da Petrobras, quebrou toda a cadeia produtiva sucroenergética, fechando dezenas de usinas, empurrando outras dezenas para processos de recuperação judicial e provocando a extinção de 300 mil postos de trabalho nos últimos seis anos.

Segundo Perina, embora todo o esforço do então secretário de Produção do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone,  para evitar o desastre que se sucedeu, Dilma teimou e deixou claro que a medida era para que os usineiros soubessem com quem estavam tratando. Bertone participou do evento e confirmou a informação.

Isto mostra a falta de governança corporativa da cadeia produtiva sucroenergética, tema que também foi levantado durante o encontro de ontem que contou com as palestras do jornalista Carlos Alberto Sardenberg, que mostrou a grave crise econômica e política em que o governo petista impôs ao País, e, também, do prof. Marcos Fava Neves, da FEA-RP/USP, que mostrou um cenário animador para a cadeia produtiva sucroenergética em 2025. Neste momento, segundo ele, a aposta está no etanol hidratado.

O debate reuniu, além de Fava Neves que o coordenou e Ismael Perina, Edivaldo Domingues Velini (CNTBio e Unesp), Fabiana Balducci (Credit Suisse), Rodolfo Geraldi (Ex-vice-presidente da Cosan e consultor) e o advogado Waldemar Deccache. Todos concordaram que falta planejamento público e também dos empresários no setor sucroenergético.

As críticas não se voltaram apenas ao governo e foram lembrados sucessivos erros na gestão das empresas provocando a perda de competitividade e aumento dos custos de produção. Investimentos mal feitos, muitos deles em regiões impróprias e sem infraestrutura e a falta de organização da cadeia produtiva também mereceram comentários dos debatedores.

Segundo Edivaldo Domingues Velini, é preciso trazer a biotecnologia para o setor sucroenergético, revelando que não há nenhum projeto de tecnologia sendo viabilizado no âmbito da CNTBio. Ele também fez referência aos projetos desenvolvidos nas culturas da soja e do café que trouxeram importantes ganhos aos produtores.

A Organize se constitui em uma consultoria que oferece “soluções integradas para a gestão agroindustrial”. Seus sócios, José Zanatta Junior, José Francisco Rodrigues de Moraes, Lourival Carmo Monaco Junior, Marcos Antonio Françóia, Rodolfo Norivaldo Geraldi e Weber Geraldo Valério, reúnem reconhecida expertise nas cadeias produtivas do agronegócio com destaque para a cadeia produtiva canavieira (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Direito e Administração de Empresas. É também fundador e editor do BrasilAgro;ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Alto endividamento limita negócios com usinas

A crise financeira que ameaça a economia brasileira não traz apenas incertezas ao setor sucroalcooleiro. Na busca por rentabilidade e pouco risco, os bancos interessados em ofertar crédito às empresas buscam concentrar seus empréstimos naquelas que eles acreditam ser imunes à crise.

Por conta de facilidades logísticas e pelo perfil robusto dos sócios, a Raízen conseguiu recentemente concluir uma captação no exterior no montante de cerca de US$ 750 milhões. E em condições melhores do que as obtidas no ano passado, quando a empresa também captou no mercado internacional. A empresa não concedeu entrevista para o Valor por estar em período de silêncio.

"Os bancos precisam alocar capital. Como têm mais aversão aos ativos que não possuem o grau de investimento, todos os bancos querem ir para o melhor perfil de risco. Quem tem grau de investimento se beneficia. É o caso da Raízen. Mesmo quem não tem, mas tem pouca alavancagem se beneficia", explica Ernesto Meyer, responsável pela área de empréstimos sindicalizados do BNP Paribas, um dos bancos líderes da captação feita pela Raízen.

De acordo com o executivo, o mercado vive a chamada busca pela qualidade. Em meio a tantas incertezas na economia e consequentemente no mundo das empresas, os bancos estão em busca de empresas com baixo risco para alocar recursos.

"O mercado segue líquido. Existem recursos no exterior disponíveis para as empresas brasileiras, mas os bancos estão mais seletivos do que no passado", diz Meyer, do BNP.

José Stamato, responsável pela área de agronegócio do Banco de Tokyo, também líder do acordo firmado pela Raízen, diz que o momento é delicado para o setor de açúcar e álcool por conta da queda do preço em dólares do açúcar no mercado internacional.

Mesmo assim, ele diz que o setor ainda é atraente para os bancos. Só o Banco de Tokyo ampliou em cinco vezes o portfólio do segmento do agronegócio desde 2011.

"Os bancos europeus seguem com apetite para o Brasil. Claro que as maiores do setor se beneficiam, mas ainda assim as menores seguem com o canal aberto. Mesmo com a crise nós conseguimos crescer no setor", diz.

Stamato afirma que o setor sucroalcooleiro é um dos mais importantes para o banco. Mesmo com preços mais baixos, ele acredita que o setor continuará crescendo nos próximos anos e que seu banco irá apoiar o segmento com o capital de giro necessário para isso.

"Nós estamos olhando o Brasil pensando no longo prazo. Então mesmo com um ou dois anos com problemas, o cenário de longo prazo é promissor. Nós estamos tentando diversificar o portfólio, especialmente para empresas não-japonesas", explica.

Não somente a Raízen conseguiu captar no mercado externo. O Grupo Virgolino de Oliveira concluiu uma captação lastreada em reais para refinanciar parte de sua dívida em 2014. A demanda por essa operação concluída no ano passado superou a oferta em duas vezes.

A Tonon Bioenergia obteve resultados semelhantes em 2014 ao usar o expediente de oferecer ativos em reais como garantia. A empresa se valeu de uma usina adquirida para esse fim.

No caso do BNP Paribas, o interesse no setor se concentra nas maiores empresas. Meyer, diretor da área no banco, cita que a Raízen, por ser a maior do setor e possuir uma estrutura societária sólida desfruta de condições melhores do que as demais ao contrair dívidas.

Apesar de essas empresas terem obtido empréstimos no ano passado, não significa que elas estejam livres de problemas. O alto endividamento do setor dificulta a capacidade de pagamento das empresas. Algumas se viram obrigadas a trocar o pagamento de dívidas por participações na sociedade. A GVO se encontra em meio a um longo processo de renegociação dessas dívidas.

Nem mesmo o câmbio desvalorizado é capaz de mudar a visão dos bancos sobre o setor. Por mais que a moeda brasileira tenha se desvalorizado em relação ao dólar, a cotação do açúcar em reais segue com tendência de baixa, o que deixa o cenário ainda turvo, diz o executivo do Banco de Tokyo.

"O ritmo de queda dos preços caiu. Isso aponta para um piso dos preços do açúcar, mas ainda assim não é suficiente para dizer que não vai cair mais", afirma Meyer do BNP.

.As chuvas em áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil e as medidas de apoio do governo ao setor sucroenergético tendem a beneficiar mais a Raízen Energia neste ano do que suas concorrentes, avalia a Moody´s em relatório divulgado nesta quarta-feira (27).

De acordo a agência de classificação de risco, a empresa, uma joint venture entre Shell e Cosan, investiu mais em plantio e tratamento dos canaviais durante a safra 2014/15, encerrada em março. "A Raízen ganhará com uma produção maior de cana e também melhor produtividade em 2015/16", destaca o relatório. Até o terceiro trimestre do ciclo 2014/15, terminado em dezembro, a Raízen havia desembolsado R$ 687,5 milhões em renovação e tratamento de plantações, diz a Moody´s.

Com isso, a agência projeta um incremento de 5% no volume de cana processado pelas unidades produtoras da companhia na temporada 2015/16, que vai até março do ano que vem. (Brasil Agro 29/05/2015)

 

BP é a exceção à regra no setor sucroenergético

A BP trafega na contramão do setor sucroenergético. No momento em que grupos estrangeiros tentam se desfazer de seus ativos, usinas fecham as portas e as demissões se multiplicam por todo o país, os aprovaram um plano de investimentos da ordem de R$ 2 bilhões para os próximos três anos.

Com três usinas no país, duas em Goiás e uma em Minas Gerais , a BP Biocombustíveis pretende ampliar sua capacidade de processamento de cana-de-açúcar em 50%, atingindo a marca de 15 milhões de toneladas por safra. Além dos investimentos no greenfield, o grupo quer aproveitar a crise do setor para comprar ativos na bacia das almas.

Entre os alvos no radar da BP despontam os grupos Unialco e Virgolino de Oliveira. A dupla preenche os pré-requisitos para cair no gosto dos britânicos: trata-se de empresas fragilizadas por dificuldades financeiras, ambas têm produção própria de matéria-prima, suas usinas estão localizadas em São Paulo e todas contam com uma razoável estrutura de logística.

Com os novos investimentos, o Brasil se consolidará como a maior base de geração de energia renovável da BP em todo o mundo. Hoje, o país responde por aproximadamente 30% da receita global da divisão de biocombustíveis do grupo.

Entre os ingleses, a expectativa é de que esta fatia chegue a 50% em até uma década.

Com a base de produção de etanol estendida e escala suficiente para garantir o atendimento tanto ao mercado doméstico quanto às exportações para a Europa e os Estados Unidos, a BP Biocombustíveis daria a partida em um processo de verticalização de sua atuação no setor de energias renováveis.

O grupo entraria nos negócios de transporte e distribuição de combustíveis, com a construção de dutos e centros de armazenamento.

A maior inspiradora da BP é a própria BP. Guardadas as devidas proporções, os ingleses replicariam na área de biocombustíveis o modelo já adotado no mercado brasileiro de combustível de aviação. (Jornal Relatório Reservado 28/05/2015)

 

Tonon: Outra usina na fila da recuperação

A Tonou Bioenergia deverá ser a próxima empresa do setor sucroalcooleiro a pedir recuperação judicial. Dona de três usinas em São Paulo e Mato Grosso do Sul, a empresa tem uma dívida de quase 1 bilhão de reais em bônus externos e tenta renegociar os vencimentos há alguns meses.

A Tonon teve prejuízo de 270 milhões de reais nos primeiros nove meses do ano passado. No início de maio, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito da empresa, que contratou o escritório de advocacia Felsberg, especializado em recuperações judiciais, para assessorá-la.

Segundo um estudo recente do bando de investimento Itaú BBA, a dívida do setor das empresas de açúcar e álcool cresceu 12% em 2014, atingindo 50,5 bilhões de reais. A Tonon Bioenergia nega que vá pedir recuperação judicial. (Revista Exame, edição nº1090)

 

Açúcar: Dólar forte, preço fraco

Os preços do açúcar caíram ontem na bolsa de Nova York por causa da alta do dólar observada na primeira metade do dia.

Os contratos para outubro recuaram 24 pontos, a 12,18 centavos de dólar a libra-peso, o menor valor desde 31 de março.

A moeda dos Estados Unidos se fortalece perante diversas divisas, mas sua alta frente ao real e à moeda tailandesa tem mais influência sobre o mercado do açúcar porque Brasil e Tailândia são os maiores exportadores mundiais da commodity e esse comportamento do câmbio estimula as vendas ao exterior.

Como o dólar tem subido enquanto as cotações caem, os valores internos variam pouco.

O indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,57% ontem, a R$ 50,46 a saca de 50 quilos. No mês, acumula retração de 1,91%. (Valor Econômico 280/05/2015)

 

TRT mantém decisão que condena Tonon Bioenergia

O Ministério Público do Trabalho informou que a 2ª turma de desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região manteve decisão da 1ª Vara do Trabalho de Jaú (SP), condenando em segunda instância a sucroalcooleira Tonon Bioenergia , produtora brasileira de açúcar e etanol, a cumprir normas relacionadas à segurança e saúde do trabalho, em especial às relacionadas à exposição dos trabalhadores ao calor excessivo.

No acórdão, os desembargadores negam o recurso da empresa e determina que a Tonon passe a avaliar o “risco da atividade de corte manual de cana-de-açúcar considerando o calor e, conforme o resultado encontrado, adote medidas de segurança voltadas à aclimatação, orientação, treinamento e prevenção da sobrecarga térmica dos trabalhadores, de acordo com a Norma Regulamentadora nº 31, do Ministério do Trabalho e Emprego”, informou o MPT em comunicado.

Em primeira instância, a usina já havia sido condenada a monitorar a exposição dos seus funcionários ao calor durante toda a jornada de trabalho por meio do IBUTG (Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo) e conforme as regras constantes do anexo III da NR nº 15. Inclusive, os intervalos deverão ser considerados como tempo de serviço para todos os efeitos legais e, nos dias em que eles ocorrerem, o pagamento deverá ser feito utilizando a média de produtividade diária nos dias em que não houve a necessidade de intervalos.

Foi concedida antecipação de tutela para que o réu começasse a cumprir as obrigações a partir do início da próxima safra.

A multa diária por descumprimento foi estabelecida no valor de R$ 10 mil, reversíveis ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). (Valor Econômico 28/05/2015 às 16h: 12m)

 

Produção de etanol no Brasil atinge recorde de 28,6 bi de litros em 2014

Um dos motivos para o alta foi o baixo preço internacional do açúcar, o que levou o produtor nacional a direcionar a maior parte da produção para a fabricação de álcool.

A produção de etanol no Brasil cresceu 4% em 2014 e atingiu 28,6 bilhões de litros, superando o recorde de 27,9 bilhões de litros registrado em 2010, informou nesta quinta-feira a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em relatório intitulado "Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis". De acordo com a entidade, o incremento, o terceiro consecutivo, deveu-se ao baixo preço internacional do açúcar, que levou o produtor nacional a direcionar a maior parte da produção de cana-de-açúcar para a fabricação de álcool; a liberação de recursos públicos para o setor sucroenergético; e as expectativas de aumento do porcentual de anidro na gasolina, que acabou ocorrendo em março deste ano.

Do total de etanol produzido em 2014, 16,9 bilhões de litros foram de hidratado e 11,7 bilhões de litros, de anidro. Além disso, as unidades produtoras trabalharam com estoques mais amplos de álcool, visando a segurar a oferta para comercialização na entressafra a preços mais remuneradores. Na passagem de 2014 para 2015, as reservas declaradas eram de 9,3 bilhões de litros, 27,4% mais na comparação anual e 43% superior à média observada entre 2008 e 2013. 

Aumento do porcentual de anidro na gasolina também impulsionou produção

Ainda segundo a EPE, houve aumento da venda de energia elétrica via cogeração, quando se utiliza a biomassa da cana, como palha e bagaço, para produzir eletricidade. As usinas termelétricas que utilizaram essa biomassa registraram, no ano passado, um aumento de 17% na entrega de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em relação a 2013.

Quanto ao biodiesel, a EPE informou que foram consumidos 3,4 bilhões de litros no ano passado (+16,7%). Desde 2005, ano de introdução do Programa de Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), até dezembro de 2014, já foram produzidos e consumidos 17 bilhões de litros deste biocombustível, de acordo com a EPE.

A Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis foi desenvolvida com base em dados de diversos outros órgãos e entidades, como os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agricultura, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). (O Estado de São Paulo 28/05/2015 às 16h: 38m)

 

Raízen será beneficiada por investimento em canaviais

As chuvas em áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil e as medidas de apoio do governo ao setor sucroenergético tendem a beneficiar mais a Raízen Energia neste ano do que suas concorrentes, avalia a Moody´s em relatório divulgado nesta quarta-feira (27).

De acordo a agência de classificação de risco, a empresa, uma joint-venture entre Shell e Cosan, investiu mais em plantio e tratamento dos canaviais durante a safra 2014/15, encerrada em março. "A Raízen ganhará com uma produção maior de cana e também melhor produtividade em 2015/16", destaca o relatório. Até o terceiro trimestre do ciclo 2014/15, terminado em dezembro, a Raízen havia desembolsado R$ 687,5 milhões em renovação e tratamento de plantações, diz a Moody´s.

Com isso, a agência projeta um incremento de 5% no volume de cana processado pelas unidades produtoras da companhia na temporada 2015/16, que vai até março do ano que vem. Para a Moody´s, o cenário, contudo, ainda é de desafios para a empresa, tendo em vista a queda dos preços internacionais do açúcar desde 2011 - neste ano, a média é de 13,8 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York.

"A menor produção no Brasil (no ano passado) por causa da estiagem no Centro-Sul foi compensada pela oferta de outras regiões, como Índia e Tailândia", diz o relatório, citando a oferta de açúcar que tem pressionado as cotações da commodity. (Agência Estado 27/05/2015)

 

Açúcar cai à mínima desde 2009 com fraqueza do real e amplos estoques

Os contratos futuros do açúcar bruto ampliaram perdas na bolsa de Nova York (ICE) nesta quarta-feira e tocaram o menor nível em mais de seis anos, pressionados pela desvalorização do real frente o dólar, aumentando o sentimento baixista de um mercado já pressionado por enormes e crescentes estoques.

O volume de negócios foi grande nos mercados de commodities softs nos Estados Unidos.

A fraqueza do real, que caiu pelo quinto dia consecutivo, torna mais rentáveis as vendas do açúcar para os produtores brasileiros estimulando a entrada de mais produto no mercado.

"O real está fazendo um buraco no mercado de açúcar e as perspectivas técnicas também são desanimadoras", disse um operador de Londres.

O julho do açúcar bruto fechou com queda de 0,21 centavo, ou 1,7 por cento, a 11,87 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar a mínima desde janeiro de 2009, a 11,83 centavos.

O açúcar branco na ICE recuou 2,10 dólar, ou 0,6 por cento, a 345,70 dólares por tonelada.

Já o café arábica teve um dia de negócios voláteis, pressionado pelo dólar forte, mas sustentado por uma previsão inalterada para a safra do Brasil. O número foi visto como altista pelo mercado, após recentes estimativas cada vez maiores para a colheita, disseram operadores.

O vencimento julho fechou com alta de 0,45 centavo, ou 0,4 por cento, a 1,245 dólar por libra-peso, depois de cair mais cedo na sessão ao menor patamar desde 31 de janeiro

Os contratos do café robusta recuperaram-se da mínima de um ano e meio registrada na terça-feira. O vencimento julho subiu 43 dólares, ou 2,7 por cento, a 1.618 dólares por tonelada. (Reuters 27/05/2015)

 

Lucro líquido da usina São Manoel cresce 22% em 2014/15

A Usina Açucareira São Manoel, localizada em município paulista de mesmo nome, informou hoje que teve no exercício encerrado em 31 de março de 2015, equivalente à safra 2014/15, um lucro líquido de R$ 61,7 milhões, aumento de 22% em relação aos R$ 50,5 milhões do exercício anterior (safra 2013/14).

A receita da empresa caiu 3,74% em igual comparação, para R$ 386,6 milhões, afetada, principalmente, pela queda do volume de cana processado.

Devido à estiagem que atingiu o Estado de São Paulo no ano passado, a usina registrou queda de produção. A moagem de cana-de-açúcar recuou 8% em 2014/15, para 3,197 milhões de toneladas.

Como consequência, o lucro bruto caiu 15,6% em igual comparação, para R$ 108,1 milhões.

Já o resultado líquido, que cresceu no período, foi impactado positivamente por uma receita operacional de R$ 37,4 milhões, decorrente de um ganho de R$ 37,042 milhões no valor justo de propriedades da companhia.

Conforme a empresa, o resultado representou uma rentabilidade de 7,9% do patrimônio líquido médio contra 7,4% do período anterior.

O índice de liquidez corrente (relação entre os ativos com liquidez de curto prazo e as dívidas com vencimento em até um ano) melhorou de 1,02 para 1,05 ao fim do exercício.

No ciclo encerrado em 31 de março deste ano, a empresa investiu R$ 100,5 milhões em expansão e renovação de canaviais, além de conclusão de projetos industriais.

A empresa avaliou que os aportes fizeram com que seus níveis de produtividade não caíssem tanto, apesar da estiagem que abateu São Paulo no ano passado. No ciclo 2014/15, a produtividade da cana colhida pela empresa recuou 8%, enquanto que, na média do Estado, caiu 15%.

A empresa também teve um rendimento industrial maior no ciclo, de 141,38 quilos por tonelada de cana processada, ante 137,84 quilos do ciclo anterior. No entanto, da combinação entre perda de produtividade agrícola e ganho de rendimento industrial, resultou à companhia um aumento de 4,3% do custo total da produção, aumento de 6,1% no custo do processamento por tonelada de cana-de-açúcar com consequente diminuição de 4,6% na comercialização.

“Continuaremos, nos próximos anos, a envidar todos os esforços para reduzir os custos da empresa, segundo métodos avançados de gestão, visando aumentar a rentabilidade e o valor para os acionistas”, declarou a empresa em nota. (Valor Econômico 28/05/2015 às 16h: 09m)

 

PE: Governador dará resposta para reabertura da Usina Cruangi

O governador Paulo Câmara se reuniu com o setor canavieiro na tarde desta quarta (27), e ficou entusiasmado com os números apresentados pelo produtores sobre a volta da Usina Pumaty, em Joaquim Nabuco, na Zona da Mata Sul, após a sua reativação esta safra por uma cooperativa de canavieiros (Agrocan). Mesmo sem incentivo fiscal de Pernambuco, os agricultores faturaram R$ 50 milhões ao produzir etanol, rendendo R$ 7 milhões em ICMS aos cofres estadual. Foram esmagadas 500 mil toneladas de cana na usina - mesma quantia que saiu dos canaviais dos produtores pernambucanos da Mata Norte, para serem moídas em usinas da Paraíba, por falta de usinas suficientes na região de PE.

Essas 500 mil toneladas exportadas correspondem a mesma quantia que Cruangi poderá moer, caso volte a funcionar nesta próxima safra. Assim, a fim de deixar de perder tributos, e, ao mesmo tempo, contribuir para estimular o retorno do incremento econômico na Mata Norte de PE, através da produção alcooleira, o governador anunciou à Associação dos Fornecedores de Cana e ao Sindicato dos Cultivadores de Cana, que, anunciará alguma medida de incentivo fiscal para os canavieiros reabrirem Cruangi, em Timbaúba, com igual modelo de gestão usado em Pumaty, pela Agrocan. O secretário estadual de Agricultura, Milton Mota, que participou do encontro, ficou encarregado, segundo as palavras do governador na reunião, a dar uma resposta sobre a questão aos representantes do setorcanavieiro na sexta-feira (29).

"A volta da usina Cruangi é fundamental para reaquecer a economia da região, pois, como ocorreu na região em torno da Pumaty, em Joaquim Nabuco, a unidade funcionando novamente, é certeza da movimentação socioeconômica nas cidades que integram a cadeira produtiva da cana, local que exportou 500 mil ton. nesta safra às usinas da PB, exportando também tributos e progresso para o estado vizinho", disse o prefeito de Timbaúba, Júnior Rodrigues, presente na reunião com o governador. Além dele, os deputados Antônio Moraes e Aloísio Lessa (responsável por articular a reunião) estiveram presentes. E ainda o presidente e o vice da Associação dos Fornecedores de Cana, Alexandre Andrade Lima e Frederico Pessoa de Queiroz, respectivamente, juntos ao presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana, Gerson Carneiro Leão, que, acompanhado do consultor de ambas entidades, Gregório Maranhão, mostrou detalhadamente números da moagem em Pumaty.

"Estamos muito animados após a reunião de hoje, pois o governador percebeu que o Estado está perdendo receita ao permitir que 500 mil toneladas de cana dos agricultores pernambucanos sejam tributados nas usinas paraibanas por falta de unidades na Mata Norte de PE. Ativar a usina Cruangi é evitar a perda de receita para o Estado, bem como garantir progresso para a nossa região, que pena com a fechamento da unidade há três anos", frisa Lima, presidente da AFCP. As entidades de classe do setor canavieiro querem arrendar Cruangi e, para o feito, esperam algum tipo de incentivo fiscal por parte do Governo do Estado. (Brasil Agro 29/05/2015)

 

Chuvas afetam colheita de café e cana no Brasil nesta semana

Chuvas previstas para as principais áreas produtoras de cana-de-açúcar e café do Sudeste brasileiro, na quinta e na sexta-feira, provavelmente paralisarão os trabalhos de colheita, com maior impacto para as atividades envolvendo a matéria-prima do açúcar, que já estão a pleno vapor, segundo especialistas.

As chuvas para as áreas de cana deverão afetar a moagem já bastante prejudicada na primeira quinzena de maio, quando as precipitações foram elevadas em algumas regiões. No caso do café, a colheita ainda está numa fase inicial em muitas regiões, mas a umidade tem atrasado os trabalhos.

"Na quinta, sexta-feira, o tempo ficará fechado, e isso pode trazer paralisações na colheita, tanto no café quanto para cana", afirmou o meteorologista da Somar Marco Antônio dos Santos, estimando o volume acumulado de chuvas nos dois dias em 30 milímetros.

Ele estimou que maio deverá fechar com precipitações acumuladas de cerca de 80 milímetros em algumas áreas, volume acima do normal para um período que não costuma ser tão chuvoso, devido à chegada de nova frente fria perto do fim do mês.

O Sudeste brasileiro congrega os três principais produtores de café do Brasil (Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo). São Paulo também processa mais da metade da cana plantada no país.

"As chuvas vão afetar também a moagem na segunda quinzena, então o mês de maio, no total do mês, deve fechar com moagem abaixo da do mesmo período de 2014", disse Santos.

A produção de etanol do centro-sul na primeira parte do mês somou 1,3 bilhão de litros, queda de 18,3 por cento ante mesmo período da safra passada, enquanto a produção de açúcar atingiu 1,24 milhão de toneladas, recuo de 35 por cento na comparação anual, em parte por um recuo acentuado na moagem de cana, apontaram dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) na semana passada.

COLHEITA DE CAFÉ

Segundo o agrometeorologista, a colheita de café não será tão prejudicada pelas chuvas desta semana, até porque os trabalhos nos cafezais ainda não são intensos como nos canaviais.

Mas, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em análise nesta terça-feira, o tempo nos próximos dias "pode limitar o avanço dos trabalhos em algumas praças" cafeeiras.

"De acordo com a Climatempo, em Minas Gerais, a passagem de duas frentes frias, a partir do dia 25, pode trazer chuvas no sul do Estado. Em São Paulo e no Paraná também deve chover, mas em menor volume", citou o Cepea.

O órgão da análises da Universidade de São Paulo afirmou ainda que a evolução da colheita de café tem variado bastante entre as regiões, mas, no geral, está um pouco atrasada em relação à temporada anterior, em meio a chuvas frequentes em maio.

"Segundo colaboradores do Cepea, a Zona da Mata mineira é a região onde as atividades estão mais avançadas... Nos últimos dias, contudo, chuvas na Zona da Mata atrapalharam a colheita e também a secagem dos grãos que estavam no terreiro, o que pode depreciar a qualidade."

No Sul de Minas, disse o Cepea, chuvas pontuais também têm atrapalhado a colheita em algumas propriedades.

Já no Cerrado Mineiro, a colheita ainda não foi iniciada, visto que os grãos estão em diferentes estágios de maturação, por conta das floradas irregulares.

No Estado de São Paulo, a colheita ainda está lenta nas praças de Mogiana e da Paulista. "Especificamente na Mogiana, colaboradores (do Cepea) informam que os primeiros grãos colhidos, além de serem de peneiras menores, devido à severa estiagem do final do ano passado, foram prejudicados por chuvas durante a secagem no terreiro". (Reuters 26/05/2015)

 

Economistas alertam para risco de alta excessiva do juro no Brasil

O Banco Central corre o risco de prejudicar desnecessariamente a economia brasileira se continuar a subir os juros nos próximos meses.

Economistas de sete dos principais bancos do país demonstraram em conversas recentes com a Reuters desconforto com a possibilidade de que a taxa básica Selic suba além do atual patamar de 13,25 por cento ao ano.

Embora as expectativas de inflação continuem acima do centro da meta de 4,5 por cento para o fim de 2016, há dúvidas sobre a confiabilidade dos modelos estatísticos usados para as projeções, que podem estar subestimando o efeito do aumento do desemprego sobre os salários e os preços de serviços.

Em vez de continuar a subir os juros, o BC deveria coordenar as expectativas de inflação, sinalizando com mais clareza que não pensa em reduzir a Selic no futuro próximo, disseram os economistas.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana e deve elevar a Selic em mais 0,5 ponto percentual, para 13,75 por cento ao ano. Com base na comunicação atual do BC, vários economistas acreditam que a Selic pode continuar subindo em julho e setembro, chegando talvez a 14,50 por cento.

A continuidade da alta dos juros contrasta com a piora da economia. Em abril, a taxa de desemprego subiu a 6,4 por cento e quase 100 mil postos de trabalho foram fechados.

"Já tem uma pressão (inflacionária) muito fraca por conta da recessão. Nesse sentido, (subir os juros) é um exagero", disse o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, em São Paulo.

O economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, afirmou recentemente no Twitter que o discurso de continuidade da alta dos juros diante do aumento do desemprego é "caricato".

"É compreensível e legítimo que o Banco Central tenha a ambição de chegar ao centro da meta, mas dadas as circunstâncias... bastaria manter a taxa de juros inalterada por um determinado período", disse Barros à Reuters.

A taxa Selic subiu 3,25 pontos percentuais desde outubro. No mesmo período, as expectativas de crescimento da economia desabaram: hoje, o consenso de mercado é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolherá 1,2 por cento neste ano, na maior recessão em 25 anos.

O BC tem aumentado os juros para reduzir a inflação, atualmente acima de 8 por cento ao ano, para o centro da meta do governo até o fim do ano que vem. A alta da Selic também é parte dos esforços do governo para recuperar credibilidade entre investidores, após anos de políticas criticadas por economistas e agências de risco.

Na terça-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, reiterou que a política monetária precisa estar "vigilante" para reduzir as expectativas de inflação. Atualmente, a projeção do cenário de referência do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a meta de inflação, ao fim de 2016 é de 4,9 por cento.

Comentários do diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu Pereira, em reuniões recentes com economistas também foram interpretados como sinais de continuidade da alta dos juros na semana que vem, segundo participantes dos encontros.

Procurado, o BC disse que não comentaria sobre avaliações de analistas de mercado.

PROJEÇÕES INCERTAS

Integrantes da equipe econômica, em condição de anonimato, também expressaram desconforto recentemente com a continuidade da alta dos juros, mas evitaram críticas ao BC.

Os juros altos têm diminuído os investimentos, piorando a situação da economia e a arrecadação de impostos necessária para o ajuste fiscal. Agricultores, por exemplo, reduziram praticamente à metade a compra de colheitadeiras no primeiro trimestre, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Os economistas que agora questionam a necessidade de mais aumentos dos juros são os mesmos que criticaram o BC pelo corte da Selic entre 2011 e 2012. Na época, o crescimento econômico não decolou e a inflação continuou a piorar.

"Esse é um Banco Central que perdeu a credibilidade, então para resgatar a credibilidade perdida ele tem que dar uma dose adicional (de juros)", disse o ex-diretor do BC Paulo Vieira da Cunha.

Muitos economistas ainda vêem a continuidade do aumento dos juros como "apropriada". Mas, mesmo entre eles, há a avaliação de que os modelos estatísticos e econométricos não são robustos o bastante para prever o impacto do desemprego sobre a inflação.

A questão foi debatida durante as reuniões de Awazu com economistas na semana passada, segundo participantes.

Para o economista-chefe do Bradesco, outro problema é a própria meta de inflação, que usa o ano-calendário como referência e mantém o BC preso ao fim de 2016 como horizonte relevante para a política monetária.

Nenhum economista consultado pela Reuters defende que o BC passe a cortar a Selic. A sugestão é que o banco comunique com mais clareza que pretende manter a Selic estável por tempo prolongado e não cortá-la no início do ano que vem, como projeta a curva de juros local.

A intenção ecoa dentro da equipe econômica. Segundo disse um integrante da equipe à Reuters na semana passada, em condição de anonimato, o BC só pensará em reduzir a Selic quando as expectativas de inflação caírem abaixo de 4,5 por cento. (Reuters 28/05/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Brasil no foco: Os futuros do café arábica subiram ontem na bolsa de Nova York, sustentados pelas incertezas que cercam a produção no Brasil. Os lotes para setembro fecharam em alta de 60 pontos, a US$ 1,278 a libra-peso. Dois dias antes, as cotações encostaram no menor patamar em dois anos, o que desencadeou um movimento de cobertura de posições. A incerteza com a safra 2015/16 do Brasil, que está sendo colhida, colaboram para a volatilidade. A ocorrência de chuvas no Sudeste pode provocar interrupções dos trabalhos de campo. Segundo o Cepea, a colheita está atrasada ­ no Cerrado mineiro, ainda nem começou. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo subiu 0,33%, a R$ 409,83 a saca, mas continua registrando queda no acumulado do mês, agora de 5,94%.

Algodão: Fôlego em NY: Os preços do algodão ganharam fôlego ontem na bolsa de Nova York diante das incertezas quanto à área a ser plantada nos Estados Unidos. Os contratos para outubro fecharam a 65,23 centavos de dólar a libra-peso, alta de 28 pontos. Como a semeadura está atrasada por causa da ocorrência de chuvas nas áreas produtoras, há analistas que acreditam que alguns produtores deverão parar de plantar para, em troca, sacar o seguro rural. Outros podem ainda trocar áreas que seriam plantadas com algodão para o cultivo de soja. Porém, há quem acredite que o plantio ainda pode avançar diante da perspectiva de que as precipitações podem aumentar a produtividade. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,07%, para R$ 2,0255 a libra-peso.

Soja: De olho na Argentina: As cotações da soja operaram sem fortes oscilações ontem na bolsa de Chicago, "divididas" entre os fundamentos de influência baixista e as especulações sobre uma paralisação na Argentina. Os lotes para agosto fecharam em queda de 2 centavos, a US$ 9,1425 o bushel. A indefinição em torno da greve dos trabalhadores da indústria de oleaginosas no país sul-americano oferece certa sustentação para os preços do grão, mas não consegue impulsionar os preços de forma mais significativa porque as perspectivas para a oferta são extremamente elevadas. Além disso, a formação do El Niño neste ano deve beneficiar a produtividade nos principais pólos mundiais de soja. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o grão em Paranaguá caiu 0,19%, para R$ 66,95 a saca.

Milho: Impulso do etanol: Após resvalarem nos menores valores em sete meses, os contratos do milho reagiram ontem na bolsa de Chicago com a cobertura de posições vendidas por parte dos fundos. Os lotes para setembro subiram 3,75 centavos, para US$ 3,595 o bushel. Colaborou para a operação a divulgação de um aumento na produção de etanol nos Estados Unidos. Na última semana a produção do biocombustível passou de 958 mil barris por dia para 969 mil barris por dia, o maior patamar em 17 semanas. As indústrias americanas utilizam o cereal como matéria-prima. A recuperação da demanda industrial ocorre em meio à recente alta dos preços do petróleo. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa teve leve queda de 0,08% para R$ 24,94 a saca, acumulando um recuo de 4% no mês. (Valor Econômico 29/05/2015)