Setor sucroenergético

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Lucro do CTC cai 29%, para R$ 5,199 milhões em 2014/15

O Centro de Tecnologia Canaviera (CTC), empresa de pesquisa em cana-de-açúcar controlada por grandes grupos sucroalcooleiros, teve no exercício encerrado em 31 de março de 2015 um lucro líquido de R$ 5,199 milhões, queda de 29% em relação aos R$ 7,333 milhões do exercício anterior.

A empresa, que tem no seu capital a BNDESPar, braço de participações do BNDES, teve receita líquida e o lucro bruto maiores, no entanto, sofreu com o impacto negativo da maior despesa financeira.

A receita líquida da companhia, que tem no seu bloco de controle as gigantes Raízen Energia e Copersucar, cresceu 32%, para R$ 75,1 milhões.

O lucro bruto alcançou R$ 25,2 milhões, aumento de 9,15% frente aos doze meses anteriores.

O CTC, que detém um dos maiores bancos genéticos de cana-de-açúcar do mundo, teve, no entanto, uma despesa financeira de R$ 7,124 milhões, 83% acima dos R$ 3,890 milhões do exercício passado.

Conforme comunicado feito a investidores, o CTC realizou em 10 de setembro de 2014 um aumento de capital de 165,002 milhões, mediante a emissão de 83.741 novas ações ordinárias, ao preço de emissão de R$ 1.970,39.

Após este aumento de capital, a Raízen Energia, controlada pela Cosan e pela Shell, passou a deter 20,86% do capital do CTC, ante 20,94% detidos em 2014.

A Copersucar, maior trading de açúcar e etanol do país, reduziu sua fatia a 18,51%, ante 20,54% de 2014.

A BNDESPar, após injetar cerca de R$ 150 milhões, passou a deter 10,6% do capital da companhia de pesquisa.

Neste momento, o principal investimento em andamento da companhia é de cerca de R$ 85 milhões referente a um contrato com a Usina São Manoel em parceria na montagem de uma planta de etanol de segunda geração integrada ao seu parque industrial.

O contrato tem vigência de seis anos, contados a partir de janeiro de 2013, podendo ser prorrogado.

Conforme o CTC, o projeto encontra-se em fase de testes e tem previsão de começar a funcionar no mês de junho.

Esse projeto inclui também uma planta comercial no valor de R$ 7 mil referente a um contrato de venda com a usina Ferrari para auxiliar no enfardamento da palha do campo com objetivo de cogerar energia elétrica.

Até 2011, o CTC era uma sociedade sem fins lucrativos, que sobrevivia de doação de associados. A partir de janeiro de 2011, o centro de pesquisa se tornou uma Sociedade Anônima.

Ao fim de março de 2015, o patrimônio líquido da empresa era de R$ 323 milhões, ante os R$ 112 milhões de um ano antes. (Valor Econômico 29/05/2015 às 18h: 48m)

 

Completa com álcool

A retomada dos reajustes da gasolina, o aumento da adição de etanol e a volta da Cide melhoram as expectativas.

Desde 2010, quando começou a política de controle de preço da gasolina, o mercado de etanol não mostrava tanto fôlego. O consumo desse combustível cresceu 51% no País em março, sobre o mesmo mês de 2014, em consequência das recentes medidas de reajuste da gasolina e de aumento do porcentual de adição de álcool àquela. O reforço nas vendas puxou a produção e o combustível ganhou espaço na escolha de processamento nas usinas em detrimento do açúcar. Com 28 bilhões de litros produzidos na safra 2014-2015, o álcool atingiu o maior consumo da história, com preço de 10 a 15 centavos de real por litro acima do registrado no ano passado, segundo estimativa da consultoria Datagro.

A participação do etanol hidratado no consumo dos veículos leves chegou a 23% em março, diante de 16% no mesmo mês de 2014, com uma recuperação importante, ainda que longe dos 45,4% registrados em 2009. Nos estados com taxação de combustíveis diferenciada, o avanço foi ainda maior. Em São Paulo, o espaço ocupado pelo álcool aumentou de 30%, em março de 2014, para 41,7%, no mesmo mês deste ano.

O crescimento mais significativo ocorreu em Minas Gerais, de 8,5% para 16,6%, resultado da entrada em vigor da lei que reduziu de 19% para 14% o ICMS do etanol e elevou de 27% para 29% o imposto sobre a gasolina. A expectativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar é de o álcool conquistar a curto prazo 20% do mercado de carros leves em Minas.

O desempenho pode reduzir as perdas dos agricultores, que enfrentam um endividamento médio equivalente a 103% das suas vendas, ou cerca de 70 bilhões de reais. E insuficiente para incentivar; porém, um novo ciclo de investimentos segundo a única especialista do setor. "A retomada dos investimentos está diretamente ligada a uma percepção de risco de longo prazo e à confiança de que não haverá mais controle dos preços da gasolina" diz Plínio Nastari, presidente da Datagro. Os agentes ainda não estão convencidos de que a mudança de rumo da política do governo federal veio para ficar.

Uma das medidas mais importantes para as vendas de etanol foi o aumento, em janeiro, de impostos incidentes sobre a gasolina, com o restabelecimento parcial da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), zerada em 2012, e o ajuste do PIS-Confins, que juntos elevaram em 22 centavos de real o preço do litro do álcool. Outro impulso veio com a alteração, por duas vezes neste ano, do preço de referência dos combustíveis, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Em consequência, a gasolina subiu 8,42% em fevereiro e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dos reajustes realizados, a Datagro calcula restar uma defasagem de 11% em relação à cotação internacional. Nos últimos anos, o preço da gasolina vendida no Brasil ficou em média 16% inferior ao do mercado mundial. A ampliação, em março, da proporção do etanol anidro na gasolina C, de 25% para 27% deve gerar uma demanda adicional de 1,1 bilhão de litros do produto na safra 2015-2016.

As medidas foram parte do ajuste fiscal do governo. "Precisamos sentir confiança para investir. No caso de a inflação subir acima do esperado, por exemplo, o governo voltaria a zerar a Cide?", pergunta Elizabeth Farina, presidente da Unica. Foi para segurar a inflação que Brasília adiou além do recomendável o reajuste da gasolina, balizador do consumo do álcool. A executiva enxerga, porém, sinais de uma redução mais duradoura da interferência política na determinação dos preços de combustíveis.

O aumento do consumo do etanol poderá contribuir para a redução das importações de gasolina. No primeiro trimestre, foi importado 1,02 bilhão de litros, 63,1% acima do registrado no mesmo período de 2014. A Datagro estima a necessidade de o País importar entre 22 bilhões e 26 bilhões de litros de gasolina em 2023, se os padrões atuais para o setor forem mantidos. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o governo está atento à necessidade de atender ao crescimento da demanda de combustíveis nos próximos anos e a promoção de um ambiente favorável à expansão do etanol é uma opção em sintonia com os objetivos da política energética nacional.

0 aumento do consumo de etanol repercute positivamente no agronegócio. A receita por tonelada de cana cresceu 7,2%, na safra 2014-2015, em relação à anterior e chegou a 107,9 reais. O valor é, porém, inferior aos 116,1 reais de 2011-2012, uma referência do setor. "Ainda é um desafio fechar as contas no azul", diz a presidente da Unica. Segundo a entidade, na safra 2013-2014 as unidades produtoras comprometeram 15% do seu faturamento com pagamento de juros. "A não recuperação da receita, somada à crescente despesa financeira, caracteriza uma situação preocupante", diz Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica.

Apesar da melhora da situação do etanol, a entidade prevê o encerramento das atividades de dez usinas em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás neste ano. A cana será processada em outras unidades. Por outro lado, três usinas deverão retomar as suas operações na próxima safra, entre elas uma unidade da Dow Química em Minas Gerais. Desde 2008, cerca de 80 usinas foram fechadas no País, com uma perda de capacidade de moagem de 12,5 milhões de toneladas de cana. O Brasil tem 380 usinas e uma safra estimada em 590 milhões de toneladas de cana em 2015/2016 na Região Centro-Sul, onde estão 90% da produção nacional. Há 67 usinas em recuperação judicial, das quais 23 ainda operam.

Segundo o deputado federal Sergio Souza (PMDB--PR), presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, as usinas que não diversificaram as atividades enfrentam mais dificuldades para se manter. Há 170 unidades produtoras de energia de biomassa e a capacidade instalada, de 9.339 MW, poderia atingir 22 mil MW até 2021, quase o equivalente a duas usinas Itaipu. O setor aproveita o momento de preços elevados da energia. "E uma oportunidade importante, pois o governo busca saídas para a crise energética e a biomassa aparece como uma solução. E possível transformar a produção sazonal em perene, com a plantação de florestas", diz Souza. A frente reivindica o lançamento de leilões e a criação de linhas de financiamento específicos para a biomassa, o estabelecimento de um marco regulatório para os bio-combustíveis e a taxação do etanol importado.

O investimento para a implantação de um parque gerador oscila entre 200 milhões e 300 milhões de reais. Um valor considerável diante da situação de aperto das usinas, em dificuldades para arcar com os custos da manutenção básica. Só para renovar uma lavoura, são necessários 10 bilhões de reais por ano em todas as unidades produtoras do País. Sem recursos, os canaviais das usinas envelheceram e perderam a produtividade. Alinha de financiamento do BNDES para esse fim, a ProRenova, criada em 2012, concedeu 4,8 bilhões de empréstimos nos últimos três anos, mas a sua reedição em 2015 é incerta.

Para o banco, o setor precisa passar por uma mudança estrutural, com uma aposta no ganho de produtividade via investimentos no desenvolvimento do etanol de segunda geração, obtido a partir do bagaço da cana e de plantas transgênicas. Nos últimos dois anos, o BNDES aplicou 1 bilhão de reais em projetos de etanol celulósico com três grandes usinas e o Centro de Tecnologia Canavieira. Para Farina, da Unica, são melhorias incrementais importantes, mas não diminuem a urgência de recuperação do caixa dos produtores. "Ninguém fará investimentos sem equacionar primeiro as suas dívidas. (Carta Capital 30/05/2015)

 

Setor sucroalcooleiro brasileiro foi "depenado"

Crise, ora a crise. Essa é a hora de os que têm dinheiro comprar barato dos que perderam dinheiro. O setor sucroalcooleiro brasileiro foi depenado pelo governo, na sua ambição político-partidária da perpetuação no poder. Aliás, vale dizer que o único partido que nos interessaria seria o Partido do Brasil, e esse é o que menos conta nas contas de quem faz as contas, pela ótica das facções dos partidos e suas subfacções. Assim, como a imprensa revelou sobre os contratos da CBF, bilionários para si mesma e seus parceiros, e detonador dos interesses dos clubes brasileiros, e ora bolas para o futebol do Brasil.

Nesse instante, o setor recebeu o retorno da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para resgatar um pouco da competitividade do etanol com a gasolina (R$ 0,22 para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel - gerando arrecadação para o governo da ordem de R$ 12,18 bilhões em 2015). E ainda o aumento da mistura do etanol na gasolina de 25% para 27,5%.

Essas medidas já deveriam ter sido tomadas anos antes de 2015. Não foram, e associado a superoferta do açúcar no mercado internacional, as receitas do segmento desabaram, não cobriram os investimentos tomados, e a consequência está numa dívida, hoje, maior do que todo o faturamento de um ano, calculado em mais de R$ 70 bilhões.

Mas quer dizer que esse setor do agronegócio, neste exato instante, teve um alívio do governo, sendo um dos pouquíssimos pelo menos com níveis renovados de esperança. A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) informa que 10 usinas irão fechar neste ano, que existem 80 paradas e, dentre essas, 44 em recuperação judicial. Adicione-se outras 23 em recuperação judicial mas em operação. Quer dizer, um paraíso perfeito para investidores, gente em nível global que tem dinheiro, vir comprar barato daqueles que perderam dinheiro. A velha história de que o capital não desaparece, ele apenas muda de mão.

Na contramão dessa mão que depenou o segmento no País, surge a retomada das visões do meio ambiente, do clima. E, mais uma vez, o potencial do sol e das energias renováveis brasileiras, como a biomassa da cana e a cogeração de eletricidade das próprias usinas de cana, ressurge nos cenários do inexorável modelo novo energético global.

O agronegócio brasileiro se caracterizou neste ano de ser o único salvador da pátria da economia, com a superssafra de mais de 200 milhões de toneladas de grãos, e com as carnes em panorama ascensional; e o suprimento interno assegurado com arroz, feijão, hortaliças, legumes e frutas; ficando na grande dívida o trigo do pão nosso de cada dia, outro também alvo da incompetência do governo e da sua cadeia de valor gananciosa e predadora entre si. Mas desse setor uma dependência dos solos fracos tropicais é o fertilizante.

E o Xico Graziano na sua coluna do Estadão (16/5) revela que a Petrobras, rainha do tesouro do patrimônio dos brasileiros, da mesma forma arrombada pela incompetência da sua gestão, conseguiu outro feito, o de vender para o Grupo Falcon, do Canadá, os direitos da exploração do potássio amazônico, coisa sagrada no reino dos adubos, venda feita pelo presidente da Petrobras em 2008, José Sérgio Gabrieli. Dilma Roussef era ministra de Minas e Energia. Enquanto isso, o Plano Nacional de Fertilizantes do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, nunca saía do papel.

Quanto ao negócio da cana, valorosos mesmo são os técnicos, educadores e os centros de tecnologia, como o Centro Tecnológico Canavieiro (CTC), em Piracicaba (SP). Ali, hoje, esses pesquisadores são obrigados a pesquisar no estado da arte da ciência, e para obterem recursos precisam eles mesmos sair para vender o que pesquisam, pois não podem mais contar com recursos subsidiados.

Dessa forma, coisas geniais como as novas variedades de cana, novos conhecimentos de processos agronômicos para aumento da produtividade, e algo sensacional como a pesquisa para gerar semente de cana, continuam sendo trabalhados, e ali encontramos idealistas, e brasileiros que exemplificam o porquê do agronegócio brasileiro ter conseguido ao longo dos últimos 50 anos crescer e dar a volta por cima, com toda a desorganização e ausência de planejamento de longo prazo no País.

Em síntese, aos trancos e barrancos, mas com conhecimentos valorosos da pesquisa e do empreendedorismo, o agronegócio tem segurado as pontas. Até quando? Novos sofrimentos em cortes de infraestrutura, estradas, pontes, cidades, obras vêm por aí. (Diário do Comércio 29/05/2015)

 

Frustração com proposta dos EUA para combustíveis renováveis

Com mais de um ano de atraso, a agência de proteção ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) divulgou na sexta-feira sua proposta para o uso de combustíveis renováveis até 2016, confirmando a intenção de reduzir o uso em relação às metas estabelecidas na lei de 2007 que criou o "Renewable Fuel Standard" (RFS).

A perspectiva de um menor crescimento no uso de etanol de milho fez os futuros do grão recuarem na sexta-feira no pregão em Chicago.

Por outro lado, a proposta de um uso maior de biodiesel, impulsionou as cotações da soja na bolsa americana.

Para o etanol de milho, que está na categoria "convencional", a EPA propôs um uso de 13,40 bilhões de galões (50,9 bilhões de litros) em 2015. Em 2007, a previsão era de um uso 11,5% maior, de 15 bilhões de galões (56,7 bilhões de litros).

Em nota, a associação que representa as usinas de etanol de milho dos Estados Unidos (Renewable Fuel Association, RFA) considerou que a proposta da EPA reflete uma posição equivocada de que o etanol atingiu seu ponto máximo de saturação com a mistura de 10% e de que o mercado das misturas de maior percentual, como de 15% (E-15) e de 85% (E-85), ainda não é grande o suficiente para justificar uma obrigação de maior uso no país.

Na visão da RFA, é "frustrante" a continuidade dessa interpretação pela EPA.

"Ao adotar a narrativa das companhias de petróleo quanto à capacidade do mercado para distribuir efetivamente volumes crescentes de combustíveis renováveis, em vez de colocar a RFS de volta aos trilhos, a agência criou um caminho mais lento e mais caro para os combustíveis renováveis no país", afirmou em nota o presidente da RFA, Bob Dinneen.

Para o etanol avançado, categoria na qual o etanol de cana-de-açúcar do Brasil e também o biodiesel americano se enquadram, a proposta do EPA para 2015 foi de 2,9 bilhões de galões (10,97 bilhões de litros), sendo que, no mínimo, 1,7 bilhão de galões (6,43 bilhões de litros) devem ser de biodiesel.

Em 2007, a proposta foi de 5,5 bilhões de galões (20,81 bilhões de litros).

Para o biocombustível celulósico, a nova proposta do EPA para 2015 é de 106 milhões de galões (401 milhões de litros), contra um volume acima de 1,7 bilhão de galões (6,5 bilhões de litros) propostos em 2007.

"A produção do etanol de segunda geração não cresceu, como se esperava em 2007. Por isso, o recuo", explica Vitor Andrioli, analista da consultoria FCStone.

A proposta do EPA para uso de combustíveis renováveis ficará disponível para consulta pública até 25 de junho.

A previsão da agência é de que a versão final seja publicada até 30 de novembro. (Valor Econômico 01/06/2015)

 

'A experiência deve ser satisfatória', diz executivo sobre a Shell

Teofilo Lacroze, vice-presidente executivo-comercial da Raízen, que é a licenciada da Shell no Brasil e responsável pela administração dos postos no país, diz que a experiência no local "deve ser satisfatória".

A Shell foi a mais citada, ao lado da Ipiranga, na categoria posto de gasolina, em pesquisa realizada pelo Datafolha com paulistanos das classes A e B.

 

Folha: Como os postos se reinventam?

Teofilo Lacroze: A marca Shell acompanhou as mudanças nas demandas de produtos e serviços. Como resultado, lançamos novos produtos, como o etanol aditivado e a gasolina que melhora o desempenho do motor do carro.

E quais foram as últimas ações?

Fechamos parceria com o Sem Parar e, nas lojas de conveniência Shell Select, passamos a oferecer sanduíches quentes.

Você vê mudança na classe social dos frequentadores dos postos?

Temos acompanhado o crescimento do poder de compra da população, mas não fazemos essa distinção.

Como ouvir os clientes?

Além dos canais de atendimento, estamos nas redes sociais e fazemos pesquisas para garantir o caminho certo. Estar entre as empresas preferidas significa um reconhecimento da qualidade e do perfil inovador. (Folha de São Paulo 30/05/2015)

 

No marasmo habitual, os fundos deitam e rolam

O mercado de açúcar em NY atingiu nesta semana a menor cotação dos últimos cinco anos. O contrato com vencimento julho/2015 negociou a 11,83 centavos de dólar por libra peso, o nível mais baixo desde 15 de janeiro de 2009 quando atingiu 11,52 centavos de dólar por libra peso. A desvalorização do real na semana ajudou a empurrar os preços para baixo. No fechamento desta sexta-feira, o julho encerrou a 11,98 centavos de dólar por libra peso, equivalente a 876 reais por tonelada FOB que significa um valor de R$ 36,64 por saca na usina, abaixo do custo de produção estimado pela Archer Consulting e abaixo da média dos valores FOB em reais.

A variação negativa na semana foi assustadora. Houve um declínio de mais de 20 dólares por tonelada nas duas primeiras posições negociadas na bolsa de NY. Os demais meses caíram entre 10 e 17 dólares por tonelada. O spread outubro/2015 março/2016 aqui muitas vezes apontado como uma excelente oportunidade de compra se desvalorizou ainda mais. Ou seja, o mercado está dando um desconto equivalente a 27,58% ao ano para o vencimento outubro/2015 em relação ao março/2016. É algo como um desconto de R$ 140 por tonelada para o açúcar de outubro. E nem assim o comprador se coça. Que fase.

Além da explicação óbvia do excesso de açúcar no mundo e da diminuição dos negócios de exportação no mês de maio que, segundo alguns corretores, foi de longe um dos piores meses em termos de volume de açúcar negociado para a exportação, a entrega recorde de 1.9 milhão de toneladas se apresenta como um batráquio difícil de deglutir. Disputa-se com a trading asiática os eventuais interesses de compra de açúcar no mercado internacional.

Quem ficou fora da comercialização tem que oferecer descontos mais generosos para atrair aqueles compradores ou fazer o hedge da parte que não encontrou destino pressionando as cotações do mercado futuro. Os fundos, por outro lado, estão absolutamente tranquilos nesse ambiente apocalíptico.

Mercados em carrego estimulam aos fundos a continuarem vendidos e a menos que haja alguma noticia que mude essa percepção, não há razão para tirar o pé do acelerador. Depois de terem liquidado suas posições vendidas e erroneamente ficarem comprados por breve período, os fundos voltaram a vender e agora somam mais de 55 mil lotes com natural apetite para adicionarem novas posições vendidas. Apertem os cintos.

O preço médio global da gasolina no início da semana era de US$ 1,11 por litro. No Brasil, a gasolina está sendo comercializada a US$ 1,06 por litro. Existe sim uma defasagem de aproximadamente R$ 0.16 por litro. Se a Petrobrás vai promover algum ajuste nos preços é difícil prever, principalmente pelo efeito inflacionário e político que ele embute. Seria bom que essa prática fosse adotada para se evitar a piora da situação da própria estatal do petróleo e, não menos importante, da conta já extensa que o setor sucroalcooleiro acaba tendo de pagar por essa (falta de) política.

A situação financeira crítica de muitas usinas alimenta a espiral negativa de preços que sofre o impacto de estratégias equivocadas de hedge que contemplavam trajetórias de preço que nunca se efetivaram, deixando vulnerável justamente quem não podia ficar. Pensavam em acumuladores e agora só acumulam dores (desculpem-me o péssimo trocadilho). É prudente não colocar todos os ovos numa mesma cesta. Estratégias diversificadas de hedge são saudáveis e recomendáveis, mas quando se depende de apenas uma operação que por sua vez é dependente da trajetória de preços, aí a coisa complica mesmo. Paga-se o preço do noviciado, muitas vezes.

Nos últimos quinze anos, o preço mais baixo observado durante toda a safra - tomando como base o fechamento do primeiro mês de negociação na bolsa de açúcar de NY – ocorreu, em 80% dos casos, no trimestre abril/maio/junho e jamais ocorreu no segundo semestre do ano. As altas, por outro lado, são mais esparsas com ligeira incidência nos primeiros dois meses do ano calendário.

Agora vai uma notícia que certamente vai agradar aos produtores: o preço médio praticado na safra durante os últimos 15 anos guarda estreita correlação com o preço mínimo praticado durante o mesmo período, apresentando uma aderência de quase 90%.

Na curva de preços analisada pela Archer, se assumirmos que o menor preço da safra será mesmo o de 11,83 centavos de dólar por libra peso negociado na semana passada, o valor médio da 2015/2016 é apontado pelo modelo como sendo de 15,51 centavos de dólar por libra peso. Se o menor preço, por exemplo, for de 11 centavos de dólar por libra peso, o modelo diz que o preço médio da safra é de 14,45 centavos de dólar por libra peso.

A Archer realiza o II Curso Avançado de Opções Agrícolas (Noturno), de 17 a 20 de agosto, das 19 às 23 horas, a ser realizado em São Paulo próximo ao metro Paraíso. Para mais informações utilize o email priscilla@archerconsulting.com.br (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)

 

PB: Usina São João deve mais de R$ 2 milhões a produtores de cana

Empresa deve taxa de convênio a Asplan e pagamento de cana fornecida por produtores paraibanos à indústria nas safras 2012/13 e 2014/15.

Depois de reiteradas tentativas, sem êxito, de recebimento do débito, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) decidiu, nesta sexta-feira (29), notificar a Companhia Usina São João S.A para receber o montante de R$ 229,8 mil que a Usina deve a entidade, por ter retido os 2% de fornecedores associados sem fazer o devido repasse para a Associação. A São João tem ainda uma dívida de cerca de R$ 2 milhões com os produtores que forneceram cana-de-açúcar e não receberam pela matéria-prima. A dívida é referente às safras 2012/13 e 2014/15.

Segundo o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, a entidade tentou de todas as formas amigáveis receber o montante, mas, após reiteradas tentativas em vão, não restou outra alternativa a não ser notificar a devedora como última tentativa antes de entrar na Justiça. “Por diversas vezes, entramos em contato com a diretoria da São João e tentamos receber o crédito, sendo que as promessas de liquidação jamais se concretizaram, e nas últimas conversas nem o débito foi reconhecido, então o único caminho para recebermos os pagamentos foi notificar a usina e sem não obtermos reposta, num prazo de 72 horas, vamos acionar a Justiça”, destaca Murilo.

A taxa convênio de 2% sobre o valor do fornecimento de cana-de-açúcar para as unidades industriais é um recolhimento que assegura a manutenção das entidades representativas da categoria de fornecedores de cana e está regulamentada pelo artigo 64, da Lei nº 4.870, de 01 de dezembro de 1965. “A São João fez o recolhimento da taxa e não repassou a Asplan, caracterizando uma apropriação indébita de valores”, destaca Murilo.

Segundo o presidente da Asplan, a situação da Associação e dos fornecedores é muito delicada e esse montante está fazendo muita falta. “Estamos atravessando uma crise muito grande, uma fase difícil, com seca, perda de produção, baixo valor pago pela matéria-prima, falta de pagamento da subvenção, e a inadimplência da São João só agrava ainda mais a situação, principalmente, dos 39 produtores de cana-de-açúcar que não receberam em parte ou na totalidade pelo fornecimento de sua cana para a usina”, lamentou Murilo. (Brasil Agro 29/,5/2015)

 

Agronegócio evita queda ainda maior do PIB

A agricultura, mais especificamente a safra de grãos, impediu que o declínio de 0,2% no PIB do primeiro trimestre de 2015, anunciado pelo IBGE nesta sexta-feira, fosse ainda mais profundo. Impulsionada pela soja, a agropecuária apresentou elevação de 4,7%, enquanto a indústria registro retração de 0,3% e os serviços amargaram recuo de 0,7%. “Foi um resultado excepcional e mostra, mais uma vez, que o agronegócio continua sendo a principal sustentáculo da economia brasileira. Em função disso, o segmento precisa ser considerado prioritário na formulação das políticas públicas”, comentou Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Abag – Associação Brasileira do Agronegócio.

Apesar desse dado positivo registrado pelo segmento do agronegócio, Cornacchioni salienta que o cenário de médio prazo aponta para algumas complicações. “Teremos um ano difícil pela frente em função de que as commodities entraram num processo de preços declinantes. Além disso, o produtor vai encontrar preços elevados na compra dos principais insumos para as próximas safras, uma vez que boa parte desses insumos tem sua cotação em dólar, que está num viés de alta”, comenta o executivo da Abag. Outro aspecto que preocupa Cornacchioni é a forte queda nos investimentos apontada pela mesma pesquisa do IBGE. “Isso significa investimentos insuficientes para, por exemplo, ampliar e modernizar a infraestrutura de transporte e logística, que é fundamental para o escoamento da safra”, complementa. (Brasil Agro 29/05/2015)

 

Bayer do Brasil deve ultrapassar a da China

A Bayer vai concentrar seus investimentos no Brasil nas áreas de agronegócios e farmacêutica, com investimentos que somam neste ano R$ 213 milhões, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

A decisão do grupo alemão de separar a divisão química dos demais negócios da companhia vai abrir espaço para o grupo se dedicar à expansão da área de sementes, sobretudo de grãos, e de medicamentos.

"A despeito do movimento de desaceleração da economia, temos confiança nos negócios do Brasil", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente da companhia no Brasil, Theo van der Loo.

O País deve se tornar no próximo ano o terceiro maior faturamento da Bayer - atualmente é o quarto -, com o desmembramento da divisão química.

A companhia anunciou no ano passado que faria a separação dos negócios químicos, criando uma nova empresa, que deverá ser listada em bolsa, abrindo espaço para a saída da Bayer desse segmento.

O nome dessa nova empresa será divulgado no início da próxima semana e a separação total dos negócios será efetivada em setembro.

"O setor químico vive um momento delicado no Brasil, de falta de competitividade. Só ficam os que possuem escala", disse uma fonte à reportagem.

No ano passado, a Bayer registrou faturamento total de R$ 8,3 bilhões, um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

A divisão de agronegócios (CropScience) respondeu por 66% do volume de negócio do grupo no País, com receita de R$ 5,45 bilhões, elevação de 24% nas vendas.

O segmento farmacêutico obteve faturamento de R$ 1,87 bilhão, alta de 14% ante 2014. Já o negócio de plásticos decresceu 2%, para R$ 961 milhões.

O grupo alemão definiu como estratégia se dedicar aos negócios denominados "ciência da vida", desvinculando-se de sua divisão química, que já não correspondia mais às expectativas da empresa.

No Brasil, a companhia tem uma fábrica química em Belford Roxo (RJ).

Com o desmembramento desse negócio, o Brasil passará a ter maior importância no faturamento global da empresa.

Em 2013, o País passou a ser a quarta maior subsidiária da empresa e a expectativa é de que em 2016 se torne a terceira maior em vendas, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha.

A China hoje é a terceira maior, mas porque os negócios químicos têm uma relevância maior naquele país. (O Estado de São Paulo 29/05/2015)

 

Agricultores de MT atrasam compra de insumos para o próximo plantio

Com a alta do preço do adubo e sementes, a próxima safra de soja deve ser a mais cara da história. Por isso, vale antecipar a compra dos insumos.

Por enquanto são as lavouras de milho e algodão que tomam conta de uma fazenda em Campo Verde (MT), mas os preparativos para a próxima safra de soja já começaram.

"O planejamento e a compra dos produtos da soja que vem depois deste algodão aqui a gente começou a fazer em fevereiro. A gente comprou o adubo, o químico e as sementes, e estamos aguardando aí a retirada da lavoura de algodão para pode entrar com o plantio da soja", conta o agricultor Adair da Rocha.

A compra antecipada dos insumos é uma prática comum entre os agricultores de Mato Grosso. Garantir estes produtos mais cedo geralmente significa economia. Quem comprou os agrotóxicos em janeiro, por exemplo, gastou 23% a menos do que quem deixou para fazer o pedido agora.

Em maio, a maior parte dos insumos já deveria estar vendida. Desta vez, a situação é diferente. "Você pega nos últimos anos, nesta mesma época, 80% a 90% dos insumos estavam comercializados. E hoje, se for falar neste número, se for pegar o sul do estado não dá 40%", diz José Arlan, sócio da revenda.

A explicação para o pé no freio envolve pelo menos dois fatores, segundo o conselho que representa as revendas no estado. "Este atraso se dá em grande parte pela indefinição da política do governo, das taxas de juros, da liberação de custeios e também do próprio mercado de commodities que está muito parado. Está baixo o preço. Então o agricultor fica aguardando o melhor momento para fixar a soja dele para travar então essa compra com o distribuidor", afirma Pedro Guesser, secretário-executivo da Cearpa.

Também pesa na decisão dos agricultores o aumento dos preços dos insumos, impulsionados pela alta do dólar. A próxima safra de soja deve ser a mais cara da história, segundo o Imea (Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária).

Em um ano, os fertilizantes ficaram quase 6% mais caros. As sementes, 24%. E os agrotóxicos subiram mais de 40% no período. Com isso, apenas com os insumos, o produtor deve gastar mais de R$ 1,8 mil por hectare, mais de R$ 340 acima do valor gasto no ano passado.

"O nosso custo no Mato Grosso é o maior custo do Brasil na questão da soja. Então qualquer taxa de juros para cima, qualquer dólar para baixo, qualquer mudança nas cotações internacionais reflete na hora no estado e pode transformar uma safra que é rentável em negativa", explica Cid Sanches, gerente de planejamento da Aprosoja.

Insegurança que atrasou o cronograma de uma fazenda. A pouco mais de três meses do início do plantio, a compra dos insumos ainda não saiu do papel.

"É assumir um risco grande, mas em função das incertezas você corre este risco e paga o preço. O que não dá é para se comprometer agora. Sem fazer um planejamento não dá para fazer comprometimento nenhum", diz Alexsandro Machado Gonçalves, gerente da fazenda.

A insegurança dos agricultores em relação às políticas para o setor poderá acabar na próxima terça-feira (2), quando será divulgado o novo plano de safra. (Globo Rural 31/05/2015)

 

Lucro da Camil cai 15,5%, para R$ 104 milhões no exercício 2014

A Camil Alimentos, uma das maiores companhias beneficiadoras de alimentos da América Latina, teve no exercício encerrado em 28 de fevereiro deste ano um lucro líquido consolidado (operações no Brasil e no exterior) de R$ 104,960 milhões, uma queda de 15,5% em relação aos R$ 124,2 milhões registrados nos 12 meses anteriores.

A última linha do balanço foi impactada pela operação no Brasil “Alimentício Brasil”, cujo resultado líquido caiu 28,2%, para um lucro líquido de R$ 66,1 milhões.

Já o lucro líquido das operações no exterior “Alimentício Internacional” cresceu 23%, para R$ 38,8 milhões. No consolidado, a receita líquida da empresa cresceu 2,6%, para R$ 3,675 bilhões.

Mas na operação no Brasil, a receita encolheu 1,47%, para R$ 6 bilhões. Na divisão “Alimentício Internacional”, a receita líquida subiu 14,2%, para R$ 1,075 bilhão.

As despesas financeiras consolidadas cresceram 10,3% no exercício, para R$ 204 milhões, puxadas principalmente pelas despesas na operação brasileira, que subiram 17,3%, a R$ 176 milhões.

Já as receitas financeiras consolidadas subiram de R$ 65 milhões no exercício 2013 para R$ 75,7 milhões, efeito do aumento de R$ 10 milhões nas receitas financeiras da operação no Brasil.

A dívida líquida consolidada da Camil era, em 28 de fevereiro de 2015, de R$ 575,3 milhões, um aumento de 4,32% ante o montante de R$ 551,4 milhões de 28 de fevereiro de 2014.

Nos últimos anos, a Camil adotou uma forte estratégia de aquisições de marcas e empresas, tanto no Brasil como na América Latina.

Entre as mais recentes está a incorporação, no fim de 2014, da peruana Romero Trading, que atual na comercialização de arroz, açúcar e outros grãos no Peru, sob as marcas Paisana, La Serranita, Don Calixto, Burgués, Ferom, Arroz del Norte e Arroz Tropical. Em 2013, a Camil incorporou a fluminense Carreteiros Alimentos, que estava em recuperação judicial.

Um ano antes, havia comprado a Docelar Alimentos, da Cosan, e todas as marcas de açúcar de varejo que a ela pertenciam, entre as quais a líder União.

Na área de pescados, a empresa adquiriu a marca uruguaia Saman, da chilena Tucapel e a peruana Costeño.

Em 2011, a Camil também adquiriu, na América do Sul, as marcas Pescador, Alcyon e Navegantes, enquanto no Brasil comprou a Coqueiro.

Com essa expansão, a Camil já detém onze unidades de beneficiamento de grãos no Brasil, dez no Uruguai, três no Chile , duas no Peru e uma na Argentina, além de três plantas de processamento de pescados e cinco plantas de processamento de açúcar, sendo três próprias e duas subcontratadas, situadas no Brasil. (Valor Econômico 29/05/2015 às 18h: 52m)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Apesar do déficit: Os investidores do mercado do cacau ignoraram as novas projeções de déficit de oferta e prosseguiram com vendas de posições na bolsa de Nova York, levando à quinta queda seguida da commodity na sexta-feira. Os papéis da amêndoa para setembro recuaram US$ 32, para US$ 3.078 a tonelada. A Organização Internacional do Cacau aumentou sua projeção de déficit de oferta na safra global 2014/15 de 17 mil para 38 mil toneladas. No ciclo passado, houve um superávit de 14 mil toneladas. A safra de Gana deve diminuir 22%, para 696 mil toneladas após estiagem e ventos do deserto. Já as colheitas devem melhorar na Costa do Marfim, Camarões e Equador. No mercado interno, os preços em Ilhéus e Itabuna se mantiveram em R$ 126 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Demanda por biodiesel: A possibilidade de a demanda por biodiesel nos Estados Unidos superar as últimas estimativas ofereceu um "gás" para os preços da soja na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos para agosto subiram 5 centavos, cotados a US$ 9,1925 o bushel. A EPA, agência ambiental americana, propôs um mandato de 1,63 bilhão de galões de biodiesel em 2014; 1,7 bilhão em 2015; 1,8 bilhão em 2016; e 1,9 bilhão em 2017. Na proposta anterior, o mandato de consumo para 2014 e 2015 era de 1,28 bilhão de galões. A Associação Americana de Soja comemorou o aumento da meta com ressalvas, afirmando que os volumes ainda não reconhecem o potencial de avanço do setor. No Paraná, o preço médio da saca subiu 0,32%, para R$ 57,23 a saca, segundo o Deral/Seab.

Milho: Desestímulo ao etanol: As cotações do milho recuaram na bolsa de Chicago na sexta-feira após a EPA, agência ambiental dos Estados Unidos, propor um consumo de etanol menor que o fixado em lei. Os lotes para setembro fecharam a US$ 3,5725 o bushel, queda de 2,25 centavos. O novo mandato da EPA para o consumo de biocombustíveis em geral no país foi reduzido para todos os anos avaliados. O corte nas metas de consumo de 2014 a 2016 totalizou 3,75 bilhões de galões, conforme a associação que representa os produtores americanos de milho. Isso significa uma demanda 1,5 bilhão de bushels menor do cereal no período. A entidade criticou a proposta e disse que a meta beneficia a indústria do petróleo. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,12%, para R$ 24,91 a saca.

Trigo: Alívio climático: O mercado do trigo registrou queda na sexta-feira nas bolsas americanas diante de previsões climáticas melhores para as áreas produtoras e da redução das vendas externas americanas do cereal. Em Chicago, os lotes para setembro fecharam em queda de 12,25 centavos, a US$ 4,8225 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento cederam 12,25 centavos, a US$ 5,0775 o bushel. Boletins meteorológicos previram para o fim de semana um tempo mais firme no sul dos EUA e chuvas na Rússia e no Canadá. Além disso, o Departamento de Agricultura americano (USDA) reportou uma queda de 43% no volume vendido pelo país ao exterior na semana encerrada dia 21. No Paraná, o preço médio do grão caiu 0,28%, para R$ 35,24 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 016/06/2015)