Setor sucroenergético

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Rubens Ometto Silveira Mello já vê Comgás e Gas Brasiliano no mesmo pote

Rubens Ometto anda eufórico nas últimas semanas.

Motivos não lhe faltam. Além do recorde nas vendas de etanol no Brasil,

registrado nos quatro primeiros meses do ano, o empresário acredita ter juntado as peças necessárias para viabilizar um antigo projeto: a compra da Gas Brasiliano e sua posterior fusão com a Comgás.

O quebra-cabeça começa a ganhar forma: de um lado, está o interesse da Petrobras em vender o controle da Gas Brasiliano; do outro, surgem grupos dispostos a se unir a Ometto numa oferta pela concessionária paulista. Além da própria Shell, que já é sócia da Cosan na Comgás, a Total e a Petrogal também devem participar do bid. Estima- se que a operação possa atingir os US$ 400 milhões

Em 2010, quando comprou o controle integral da Gas Brasiliano junto ao grupo italiano Eni, a Petrobras pagou cerca de US$ 250 milhões.

O caminho natural é que a operação passe pelaDistribuição de Gás Participações, criada pela Cosan no início deste ano a partir do spin off de seus negócios no setor.

Além da Comgás, a própria Gas Brasiliano ficaria pendurada na nova empresa, as duas distribuidoras teriam uma receita combinada da ordem de R$ 10 bilhões. Neste caso, ao que tudo indica, a Total, a Petrogal e a própria Shell entrariam diretamente no capital da subholding, passando a dividir com Rubens Ometto o controle das duas maiores distribuidoras de gás de São Paulo.

Total e Petrogal estão entrando no negócio guiadas pelo mesmo interesse estratégico: ter uma garantia de consumo do gás que produzirão em seus respectivos blocos na Bacia de Santos.

Rubens Ometto, por sua vez, fará por merecer o epíteto de “Mr. Gás”.

Caso feche a aquisição da Gas Brasiliano, passará a controlar quase 40% da distribuição do insumo no país. (Jornal Relatório Reservado 09/06/2015)

 

Gestão ainda explica boa parte dos problemas do segmento

Estima-se no mercado que um terço dos problemas das usinas está relacionado a fatores externos, como interferência governamental nos preços da gasolina ou cotações internacionais baixas do açúcar.

O restante, dizem especialistas, se refere à gestão do negócio, o que explica o fato de uma parte das usinas médias estar em boas condições financeiras.

"A maior parte dos problemas do setor não decorre dos preços do etanol e açúcar, mas sim da má gestão do negócio", afirma o superintendente executivo da área de corporate banking do banco Santander, Daniel Fantoni Assa.

Ele acredita que mesmo companhias médias, desde que em boas condições financeiras e operacionais, têm potencial para serem consolidadoras desse mercado.

"Há muitas usinas que têm patamares baixos de endividamento e poderiam se aproveitar de excelentes oportunidades de consolidação e crescimento neste momento.

São grupos já com elevada rentabilidade, com margens superiores a 40%", afirma Assa.

Uma das estratégias de companhias sucroalcooleiras mais bem vistas por agentes financeiros está a de deter elevados montantes em caixa, para atravessar turbulências tão frequentes no segmento.

O grupo Lincoln Junqueira, que controla cinco usinas de cana-de-açúcar nos Estados de São Paulo e Paraná com capacidade conjunta para processar cerca de 15 milhões de toneladas, encerrou a temporada 2013/14, em março de 2014, com mais de R$ 1,2 bilhão no caixa de suas duas empresas Alto Alegre, com quatro usinas, e Alta Mogiana, com uma unidade.

O montante era equivalente a duas vezes sua dívida de curto prazo.

O balanço referente ao ciclo 2014/15, encerrado em 31 de março deste ano, só será divulgado em agosto, mas bancos que atuam no setor classificam a companhia como a pertencente ao grupo de "excelência" no setor. (Valor Econômico 09/06/2015)

 

Seleto grupo de usinas escapa da crise no setor

Um seleto grupo de dez empresas foge à regra quase geral de crise no setor sucroalcooleiro, que já levou mais de 80 usinas a fechar as portas nos últimos cinco anos.

O grupo das bem sucedidas responde por 15% da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, segundo estimativas do mercado, e seu desempenho reforça a tese de que boa parte do desequilíbrio no setor é resultado de problemas de gestão.

A maior parte das usinas está no Estado de São Paulo e tem capacidade para moer entre 5 milhões e 15 milhões de toneladas de cana por ano. Nesse grupo estão companhias como Lincoln Junqueira, Zillor, Bazan, Colombo e Ipiranga Agroindustrial.

Cada uma com sua estratégia como manter montantes elevados em caixa ou baixos níveis de endividamento, essas companhias passaram pelas turbulências e apresentam bons resultados.

Na Ipiranga Agroindustrial, por exemplo, todos os cargos de gestão são ocupados pelos fundadores, os irmãos Tittoto.

Conservador nas decisões de investimento, o grupo, que controla duas empresas, apresentou lucro líquido em ambas as operações.

Conseguiu com o caixa gerado pagar os juros da dívida e realizar todos os investimentos. (Valor Econômico 09/06/2015)

 

Cepea: venda de açúcar no mercado interno remunera mais que exportação

As vendas de açúcar no mercado interno têm remunerado o produtor acima da exportação desde o fim de fevereiro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

A comercialização no spot paulista é mais vantajosa mesmo com a alta de 10% do dólar no período, valorização esta que torna mais competitivo o produto brasileiro negociado internacionalmente. Só na semana passada, as vendas de açúcar no spot paulista remuneraram 6,93% mais que as externas.

Enquanto a média semanal do indicador de açúcar cristal Cepea/Esalq foi de R$ 50,18/saca, o contrato com vencimento em julho na Bolsa de Nova York equivaleria a R$ 46,93/saca, conforme cálculos do centro de estudos. "A diferença favorável ao mercado doméstico é justificada pelas fortes quedas nos valores externos. Desde o final de fevereiro, o primeiro vencimento na Bolsa de Nova York caiu 13,5%", explica o Cepea, em boletim.

Essa perda deve-se à perspectiva de ampla oferta global. A projeção da Organização Internacional do Açúcar (OIA), por exemplo, aponta para um superávit de 2,2 milhões de toneladas para a temporada 2014/15, que termina em setembro. (Agência Estado 08/06/2015)

 

Participação do açúcar na balança comercial é a menor em 7 anos

A recente desvalorização do real intensificou a queda dos preços de exportação do açúcar, que tem contribuído cada vez menos para o superávit da balança comercial brasileira. “A elevada correlação entre o dólar e as cotações internacionais do açúcar vem levando à diminuição dos preços em dólares recebidos pelos exportadores brasileiros”, explica a consultoria INTL FCStone em relatório. Segundo dados da Secex, observa-se uma queda de mais de 44% do valor médio em dólares da mercadoria exportada desde abril de 2011.

Isso combinado a uma estagnação e até mesmo queda nos volumes de exportação nos últimos anos tem produzido um efeito negativo sobre a balança comercial brasileira. A redução cada vez mais acentuada da entrada de divisas no país oriundas da venda desta commodity resultou na menor participação em 7 anos, considerando o preço médio do primeiro quadrimestre de 2015. Em 2010, o valor das exportações do produto chegou a ser mais de 6% do total exportado pelo país, mas este ano é de apenas 3,95%.

Os preços da commodity na Bolsa de Nova York são altamente correlacionados com o dólar (taxa de câmbio), isto é, o aumento da taxa de câmbio brasileira (a desvalorização do real) tende a causar uma variação negativa nos preços do açúcar em dólares. Essa relação é esperada, uma vez que o Brasil representa um quinto da produção mundial e mais de 30% das exportações do produto, enquanto a maior parte dos custos de produção estão denominados em real.

A partir de 2012, o preço do açúcar passou a ter uma relação muito mais próxima com o câmbio brasileiro, alcançando mais de 90% de correlação negativa em 2015. O principal motivo é que, em uma situação de excesso de oferta, o Brasil é visto como o único país que pode alterar a produção significativamente no curto prazo, uma vez que as usinas têm a possibilidade de direcionar suas capacidades produtivas para o etanol.

Apesar disso, o analista da INTL FCStone, João Botelho, explica que os sistemas de subsídios impedem a diminuição da oferta no curto prazo, mesmo com preços muito baixos. “A grande participação de produtores altamente subsidiados no mercado internacional, além da situação financeira crítica da maior parte do setor sucroenergético nacional, impede que as empresas brasileiras aproveitem o câmbio mais favorável para aumentar as exportações de açúcar”, avalia.

Depois de avançar quase continuamente na década passada, quando as exportações passaram de 6,5 para 28 milhões de toneladas em 2010, as vendas externas do país se estagnaram nos últimos quatro anos, registrando apenas 24,1 milhões de toneladas em 2014.

Perspectivas

As perspectivas para os próximos meses e até anos continuam não sendo muito positivas. Apesar da diferença entre produção e consumo de açúcar vir se estreitando, os elevados estoques construídos nas últimas cinco temporadas devem continuar pressionando o mercado. Além disso, os principais concorrentes das usinas brasileiras na exportação da commodity não vêm mostrando sinais de que devem diminuir suas produções, mesmo com os preços baixos.

Com isso, o mais provável é que as cotações internacionais do produto continuem apresentando correlação forte com o dólar. “Disso podemos inferir que novas desvalorizações no real devem continuar diminuindo a participação do açúcar na balança comercial e, assim, a entrada de divisas no país”, resume Botelho. (FCStone 08/06/2015)

 

Syngenta rejeita segunda proposta de aquisição da Monsanto

A suíça Syngenta rejeitou uma segunda proposta de aquisição feita pela empresa de agroquímicos Monsanto nesta segunda-feira, afirmando que sua rival norte-americana não fez nenhuma tentativa para lidar seriamente com preocupações regulatórias sobre o potencial acordo.

A Monsanto, maior empresa mundial de sementes, enfrenta crescentes ameaças de escrutínio regulatório e oposição de consumidores. Uma iniciativa da produtora do herbicida Roundup para diversificar seu negócio está fazendo da Sygenta um alvo atraente, afirmam analistas.

Se a Monsanto adquirir a Syngenta, ganharia um amplo portfólio de fungicidas, inseticidas e outros herbicidas.

A Monsanto ofereceu no domingo o pagamento de uma taxa de rompimento reversa de 2 bilhões de dólares à Syngenta se não conseguir obter aprovações globais regulatórias para uma aquisição.

"A segunda carta da Monsanto contém o mesmo preço inadequado, os mesmos compromissos regulatórios inadequados a definir, os mesmos riscos regulatórios e as mesmas questões relacionadas a medidas para uma sede dupla", disse a Syngenta em comunicado. "A única mudança da Monsanto foi acrescentar uma taxa de ruptura regulatória reversa totalmente inadequada".

A Syngenta havia rejeitado anteriormente uma oferta de 45 bilhões de dólares, mas a Monsanto continuou buscando um acordo (Reuters 08/06/2015)

 

Estoques globais de grãos reduzem ameaça de crise alimentar, diz FAO

Uma mudança brusca no tempo não provoca mais a ameaça de uma crise nos preços de alimentos, com os estoques de grãos recompostos e com governos agora prestando muito mais atenção à agricultura, disse um economista sênior das Nações Unidas em entrevista nesta segunda-feira.

"A reserva é grande e problemas inesperados podem ser resolvidos com os estoques", disse o economista sênior da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Abdolreza Abbassian.
Secas em importantes países produtores de grãos em 2007/08 e 2010/11 causaram uma forte alta nos preços, levando milhões de pessoas à condição de pobreza, além de disparar protestos e ajudar a derrubar alguns governos.

"Nós fomos de uma situação apertada para condições super amplas... parece que você tem uma boa reserva mesmo para choques de oferta aqui e ali. Nós podemos ter El Niño este ano, por exemplo", disse Abbassian, que está em Londres para a conferência anual do Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês).

O padrão climático de El Niño ameaça a produtividade de milho, trigo e arroz em algumas regiões do planeta.

"Um fortalecimento de El Niño alguns anos atrás seria o assunto no mundo inteiro, mas essa não é a mesma situação", acrescentou. (Reuters 08/06/2015)

 

Agronegócio tem participação recorde de 51,5% nas exportações brasileiras em maio

Em maio de 2015, a participação do agronegócio foi recorde nas exportações brasileiras, alcançando 51,5%. O valor atingido foi de US$ 8,64 bilhões, o que representa uma queda de 10,5% em relação a maio de 2014. Já as importações somaram US$ 1,03 bilhão no período.

Os números constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Na composição do superávit obtido na balança comercial do Brasil no mês, que foi de US$ 2,76 bilhões, o setor agropecuário contribuiu com US$ 7,61 bilhões de saldo positivo, enquanto os demais setores da economia apresentaram mais de US$ 4,85 bilhões de déficit. Ou seja, o agronegócio foi o responsável pelo superávit da balança comercial brasileira”, afirmou a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo.

Os setores que mais contribuíram para a retração nas exportações foram: complexo soja (menos US$ 384,59 milhões); carnes (menos US$ 300,47 milhões) e produtos florestais (menos US$ 127,81 milhões). Já os setores de sucos e bebidas foram os que amenizaram a redução, com crescimento de US$ 37,8 milhões e US$ 11,79 milhões, respectivamente.

Destaques

Mesmo com a retração, o complexo soja foi o principal setor em termos de valor exportado. Suas exportações apresentaram crescimento de 20,9% em quantidade em relação a maio do ano passado. “Em maio de 2015, houve queda, em valor, nas exportações do agronegócio, porém, em quantidade, a queda foi menor em alguns produtos. A soja em grão, por sua vez, apresentou aumento significativo, registrando o montante recorde de 9,34 milhões de toneladas. O produto foi destaque não apenas na balança do agronegócio, mas também na balança como um todo”, assinalou a secretária.

Na segunda posição no ranking de exportação está o setor de carnes, com US$ 1,2 bilhão. As vendas de carnes de frango foram responsáveis por 48,1% desse montante, somando US$ 574,92 milhões. O segundo produto do setor foi a carne bovina, com exportações de US$ 453,42 milhões. Ainda que com menor participação em valor exportado, o desempenho da carne suína merece destaque, com crescimento de 17,9% na quantidade embarcada em relação ao mesmo período no ano passado.

Os produtos florestais ficaram na terceira posição, com embarques de US$ 773,53 milhões em maio deste ano. No setor, o papel e celulose alcançaram o montante de US$ 540,70 milhões.

Na quarta posição está o complexo sucroalcooleiro, que somou US$ 664,5 milhões mês passado. O valor apresentou queda de 3%, devido à retração nas exportações de álcool (de US$ 98,67 milhões para US$ 46,61 milhões). Já o açúcar apresentou crescimento tanto em valor (de US$ 585,77 milhões em maio de 2014 para US$ 617,25 milhões em maio de 2015) quanto em quantidade embarcada (de 1,47 milhão para 1,83 milhão de toneladas).

Em quinto está o café, que somou US$ 483,86 milhões. As vendas externas do grão foram 13,7% inferiores, em função da retração na quantidade (161,56 para 157,83 mil toneladas) e do preço médio (US$ 3.118 para US$ 2.753 por tonelada). Já o café solúvel apresentou crescimento de 1,6% em valor, em decorrência da ampliação do preço.

Em conjunto, os cinco setores destacados somaram US$ 7,46 bilhões e foram responsáveis por 86,3% das vendas externas do agronegócio brasileiro.

12 meses

Entre junho de 2014 e maio de 2015, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 91,38 bilhões, o que significou decréscimo de 7,8% em comparação aos US$ 99,08 bilhões comercializados nos doze meses anteriores.

Nas importações, a queda foi de 9,6%, somando US$ 15,50 bilhões no período. Dessa forma, o saldo da balança comercial do agronegócio brasileiro foi superavitário em US$ 75,89 bilhões (-7,4%). (Mapa 08/06/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Reflexo do câmbio: O recuo do dólar em relação ao real foi o principal motivo para a alta do café ontem na bolsa de Nova York. Os lotes de arábica com vencimento em setembro subiram 135 pontos, a US$ 1,3875 a libra-peso, o maior valor desde 19 de maio. A moeda americana perdeu força em meio a uma correção global e rumores de que o presidente dos EUA, Barack Obama, reclamou da alta do dólar. A queda da dólar reduz o estímulo à exportação de café pelo Brasil. Coberturas de posições dos fundos sustentaram a alta. Para Rodrigo Costa, do Société Générale, traders esperam que as exportações tenham sido recorde em maio. O mercado também deve ficar atento à nova estimativa da Conab para a safra 2015/16 de café, que sai hoje. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 0,5%, a R$ 434,76 a saca.

Laranja: À espera do USDA: Os contratos futuros do suco de laranja dispararam na bolsa de Nova York ontem ante apostas para as próximas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e em meio a receios com a temporada de furacões no país. Os lotes do suco concentrado e congelado para entrega em setembro fecharam a US$ 1,2485 a libra-peso, uma alta de 570 pontos. Os analistas acreditam que o USDA pode manter ou reduzir sua projeção para a safra de laranja da Flórida no relatório de amanhã. Também há um "prêmio" por causa da temporada de furacões nos EUA, observou William Frejlich, analista da Price Futures Group, em nota. No mercado doméstico, o preço médio da laranja para a indústria apurado pelo Cepea/Esalq manteve-se em R$ 9,88 a caixa de 40,8 quilos.

Soja: Elevação em Chicago: As cotações da soja registraram avanço ontem na bolsa de Chicago em meio a ajustes prévios ao novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã, e ao recuo do dólar. Os lotes para agosto fecharam em alta de 4,75 centavos, a US$ 9,2925 o bushel. No fim de semana, alguns produtores americanos replantaram certas áreas por causa de alagamentos provocados por chuvas no Meio-Oeste, segundo relatos citados por Bob Burgdorfer, do site Farm Futures. Após o fechamento do pregão, o USDA confirmou que o plantio está atrasado, após um início mais acelerado. Os analistas já acreditam que o órgão pode reduzir marginalmente a estimativa para a safra do país. No Paraná, a soja subiu 1,31%, para R$ 58,56 por saca, segundo o Deral.

Trigo: Foco na colheita: As cotações do trigo registraram ontem uma forte alta nas bolsas americanas, em resposta à desvalorização do dólar e diante de receios quanto à produção americana. Em Chicago, os contratos para setembro subiram 12,50 centavos, a US$ 5,34 o bushel. Em Kansas, onde se vende o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento subiram 10 centavos, a US$ 5,56 o bushel. A colheita das lavouras de inverno começou nos EUA, mas o ritmo está mais lento do que nas últimas safras. Além disso, produtores relatam que os índices de produtividade estão abaixo do esperado. Os traders temem que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) corte as projeções para a produção americana. No mercado doméstico, o preço no Paraná apurado pelo Cepea/ Esalq subiu 1%, para R$ 664,65 a tonelada. (Valor Econômico 09/06/2015)