Setor sucroenergético

Notícias

Está ruim e vai piorar – Por Ronaldo Knack

 “PT vai propor guinada à esquerda na eleição de 2018” – O Estado de São Paulo, 10/6/15.

“Dilma compara seu governo ao de Lula. Segundo ela, no seu mandato foram feitos mais investimentos em infraestutura que em todos os governos que vieram antes” – O Estado de São Paulo, 10/6/15.

“Estudo aponta que ferrovia ligando Brasil e Peru é inviável” – O Estado de São Paulo.

As três manchetes acima, publicadas na última quarta-feira (10) pelo jornal O Estado de São Paulo, dão noção e dimensão do que nos espera enquanto durar este segundo mandato de ‘madame’ Rousseff e a base que a apóia, PT à frente.

O anúncio feito na véspera destas manchetes, dando conta de um vigoroso plano de investimentos em infraestrutura, foi contestado por todos, e como diria o ex-presidente José Sarney, também “por todas”. A “mãe” – não seria madrasta? – dos “Pac’s’ ainda acredita que pode continuar mentindo e insistindo em dizer-se ‘gerentona’ e ‘competente’.

Afinal  e as pesquisas aí estão para confirmar , poucos, ou, melhor quase ninguém mais acredita no que diz ela e no que defende e se sustenta a quadrilha que se instalou com Lula no poder. As notícias publicadas e veiculadas pela mídia confirmam, a cada dia que passa, o quanto esta gente do PT & Cia. roubou e vem roubando este Brasil varonil.

Nunca, em momento algum da nossa triste e envergonhada história, poucos roubaram tanto como o tem feito esta gente. E, ainda bem e já em tempo, o cerco chega ao chefe da quadrilha, que todos sabem quem é. A CPI da Petrobras acaba de convocar nada mais nada menos do que Paulo Okamotto, diretor-presidente do Instituto Lula, braço direito do ‘chefe’.

Se os parlamentares tiverem a coragem e o respeito com os cidadãos de bem, aqueles que produzem e cumprem seus compromissos, que, ressalte-se são a maioria, finalmente chegaremos aos “finalmentes”, ou seja, Lula estará enquadrado e terá que pagar por tudo que fez e estimulou que continuasse sendo feito por quem o sucedeu na Presidência da República.

A ser verdade que a Justiça tarda, mas não falha, que o momento seja este, para que a nossa geração, que aí está, não seja culpada por toda esta roubalheira e incompetência que se instalou no comando do governo federal (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Direito e Administração de Empresas. É também fundador e editor do Brasil Agro;ronaldo@brasilagro.com.br

 

Açúcar: Piso em seis anos

A elevação do dólar perante o real na primeira metade do dia ontem e o tempo favorável para a colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foram os principais responsáveis por conduzir os preços do açúcar na bolsa de Nova York ao menores níveis em seis anos.

Os lotes para outubro caíram 29 pontos, a 12,04 centavos de dólar a libra-peso, o menor valor desde 14 de janeiro de 2009.

Até o fechamento do pregão, o dólar subia 0,6% ante o real após a indicação do Banco Central de queda do volume da rolagem de swaps cambiais.

O tempo firme no Brasil colaborou para pressionar as cotações, já que permite o avanço da colheita e o aumento da concentração do açúcar nas plantas.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,48%, para R$ 50,24 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 12/06/2015)

 

Grupo sucroenergético Carolo vai leiloar ativos em Minas Gerais

O comprador ficará isento de quaisquer ônus anteriores das propriedades, inclusive de natureza tributária.

O grupo sucroenergético Carolo, que está em recuperação judicial, leiloará seus ativos em Minas Gerais, conforme comunicado divulgado nesta quinta, dia 11.

O leilão será a partir de 24 de junho e inclui a Usina Planalto, em Ibiá, e a fazenda Manchúria, bens avaliados em quase R$ 57 milhões.

A venda foi determinada pela 1ª Vara Cível da Comarca de Pontal (SP).

O lance inicial é a partir de R$ 25 milhões, o equivalente a 45% do valor total das avaliações.

O comprador ficará isento de quaisquer ônus anteriores das propriedades, inclusive de natureza tributária, derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidente de trabalho.

A unidade produtiva tem capacidade para fabricar 300 mil litros de etanol por dia, com armazenamento de 15 milhões de litros do biocombustível.

Já a fazenda tem 1,27 mil hectares, com galpões, represas, 600 hectares para cultivo de cana-de-açúcar e pista de pouso.

O Grupo Carolo entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2014.

Em outubro, o plano foi aprovado pela maioria dos credores e, com anuência do Ministério Público, foi chancelado pelo Poder Judiciário. (Canal Rural 11/06/2015)

 

Política energética do governo resultou em crise no setor sucroalcooleiro, afirma deputado

Deputados e especialistas apontaram os erros da política energética do governo como uma das causas para atual crise do setor sucroalcooleiro, em comissão geral sobre o assunto no Plenário da Câmara. Os debatedores pediram prioridade para o etanol nessa política.

“Não há como eximir o governo da culpa”, disse o deputado JHC (SD-AL), que pediu o debate. Conforme ele, as políticas do governo beneficiam os combustíveis de matrizes fósseis, em vez dos oriundos de matriz energética limpa. “Este governo se dedicou desde o primeiro momento a manter artificialmente baixo o preço da gasolina, prejudicando a competitividade do etanol”, afirmou.

Na visão de JHC, é preciso garantir a competitividade do etanol, além da criação de linhas de créditos específicas para o setor. O deputado acrescentou que os problemas climáticos, como a crise hídrica, também têm afetado o setor, que responde por 30% do PIB do setor agrícola do Brasil.

Em discurso lido pelo deputado Zé Silva (SD-MG), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, destacou que o setor enfrenta, desde 2007, uma das piores crises da sua história. Segundo ele, quase 60 usinas fecharam as portas só na região Sul, o que acarretou perda para os empresários, trabalhadores e toda a cadeia produtiva.

De acordo com Cunha, embora o início do problema tenha sido a crise econômica global, “a sua persistência chama a atenção”. Para ele, “o alto grau de endividamento merece exame cuidadoso, pois parece sustentar um círculo vicioso”. Conforme o presidente, as empresas têm acumulado dívidas, perdendo a capacidade de produção e necessitando de ainda mais recursos.

Tributos

Cunha chamou atenção para algumas iniciativas do governo neste ano que representaram um alívio momentâneo para o setor, como o aumento da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina, o que beneficiou o etanol. Mas, para ele, é preciso definir a posição do etanol na matriz energética brasileira.

O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, também reconheceu que neste ano o governo tomou algumas medidas para minimizar a crise do setor, como a volta da Cide para a gasolina, ainda que não nos mesmos índices pedidos pelo setor. Ele defendeu a restauração integral da Cide incidente sobre os combustíveis fósseis.

Políticas para o etanol

Para o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, com as políticas apropriadas para o etanol, o Brasil pode ocupar função estratégica no compromisso mundial com a energia renovável. “Há cinco anos, 56% da matriz energética era de energia renovável. Esse número diminuiu para 36%”, observou.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo e da região Centro-Sul do Brasil, Manoel Ortolan, também ressaltou que o Brasil deixa passar a oportunidade de ter posição de destaque na produção de energia limpa, baseada na cana-de-açúcar e na biomassa.

O presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, deputado Sergio Souza (PMDB-PB), lamentou que o Brasil tenha deixado de lado o programa de etanol nos últimos quatro anos e ressaltou que ele precisa ser retomado. “A solução para o clima e para o meio ambiente está neste setor”, disse. (Agência Câmara Notícias 11/06/2015)

 

Ex-diretor da Guarani paga R$ 400 mil para encerrar processo na CVM

Reynaldo Ferreira Benitez, na qualidade de ex-diretor de finanças e de relações com investidores da Açúcar Guarani, fechou um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e vai pagar R$ 400 mil para encerrar um processo administrativo sancionador aberto pela autarquia sem que haja um julgamento.

O processo foi aberto pela CVM por conta de reorganização societária que resultou na incorporação da Guarani pela Tereos Internacional, divulgada em 28 de março de 2010.

Um mês depois, em 20 de abril de 2010, novo fato relevante informou que a Guarani recebeu aportes de capital da controlada Cruz Alta, oriundos da Petrobras Biocombustíveis.

Ao analisar os negócios com as ações da companhia antes das divulgações dos dois fatos relevantes, a CVM identificou tanto oscilações como volumes atípicos nas negociações dos papéis.

E concluiu que houve falha do diretor de relações com investidores ao não divulgar tempestivamente fato relevante sobre as operações, diante do comportamento atípico das ações e que indicavam possível vazamento das operações.

Em sua defesa, Benitez alegou que as oscilações apontadas não eram atípicas, uma vez que as ações possuíam alta volatilidade, e, nos dias citados, estavam possivelmente atreladas ao comportamento dos preços do açúcar no mercado.

Por essa razão, entendeu que as informações não haviam fugido ao controle de acionistas e administradores.

No entanto, a área técnica da CVM manteve o entendimento de que os fatos relevantes deveriam ter sido divulgados antes e que num dos episódios, a negociação com as ações poderia ter sido suspensa pela empresa.

Inicialmente, Benitez propôs termo de compromisso com o pagamento de R$ 200 mil.

O comitê de termo de compromisso sugeriu que ele dobrasse o valor, e o acordo acabou fechado. (Valor Econômico 11/06/2015 às 15h: 15m)

 

Produtores discutem metodologia de preços de valor de terra nua para cálculo do ITR 

Debate aconteceu em Barreiras, na Universidade Federal do Oeste da Bahia. O encontro reuniu 130 participantes, entre prefeitos, secretários municipais, produtores, sindicatos rurais, entidades de classe, contadores, advogados, técnicos, engenheiros agrônomos e representantes municipais e estaduais, entre outros.

O esclarecimento da Instrução Normativa (IN) 1562/2015, que prevê a prestação de informações, pelas prefeituras e o Distrito Federal, sobre o Valor de Terra Nua (VTN), à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), foi um dos destaques da palestra feita pelo Coordenador de Assuntos Estratégicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Anaximandro Doudement Almeida, no Fórum de Alinhamento Sobre Questões do ITR, realizado nesta quinta-feira (11/06), na Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), em Barreiras.

Neste Fórum promovido pela CNA, com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) e sindicatos rurais do Oeste baiano, discutiu-se as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais nas questões envolvendo o valor do ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural) e a definição do Valor de Terra Nua (VTN) para fins de apuração do cálculo do imposto.  

Para Anaximandro, em alguns casos os preços do VTN cobrados junto aos produtores chegam a ser exorbitantes, ensejando divergências quanto ao valor do imposto. “É preciso uma justificativa técnica, com parâmetros bem definidos”, disse ele. “A IN é um avanço para coibir o repasse de informações arbitrárias sobre o VTN. Vai dar mais segurança jurídica e critérios mais técnicos”, destacou.

A IN atende ao pedido da CNA de se definir parâmetros de valores de terra nua que sejam mais compatíveis com a realidade do setor agropecuário. A entidade tem discutido este tema com a Receita Federal para ajustar a norma. O VTN é o preço de mercado da terra na propriedade rural, excluídas as benfeitorias, com construções, instalações, além das lavouras permanentes e temporárias, pastagens e florestas plantadas no imóvel rural.

Entretanto, o coordenador da CNA defendeu que as secretarias estaduais de agricultura, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) e as superintendências regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma agrária (INCRA) forneçam o tabelamento de preços do VTN aos municípios e DF, a partir de laudos agronômicos bem fundamentados, seguindo os critérios da associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esta regra está prevista na Lei 8629/93, a Lei Agrária, e na própria Lei do ITR (9393/96).

Em 2008, foi firmado convênio entre a Receita Federal e as prefeituras para a arrecadação do ITR.  Hoje, deve-se informar o valor médio da terra, levando em conta critérios como os tipos de solo das áreas dentro da propriedade, especialmente a aptidão das áreas do imóvel para a produção agrícola (plena, média ou restrita).

No entanto, poucos estados fazem este levantamento, apenas São Paulo e Paraná. O representante da CNA relatou casos de produtores de outros estados onde têm sido cobrados preços exorbitantes de VTN. Neste contexto, ele defendeu o apoio do Governo Federal aos órgãos estaduais competentes para a elaboração dos levantamentos de preços do VTN. Hoje a maioria dos estados não dispõe de infraestrutura adequada neste aspecto.

Para defender os interesses dos produtores rurais neste e em outros pontos, a CNA tem reivindicado junto à Receita Federal sua participação no Comitê Gestor do ITR (CGITR), órgão do Ministério da Fazenda responsável competente para discutir este tema. “O produtor não pode estar desprotegido por questões que podem provocar litígios. Por isso a CNA quer participar das decisões”, justificou Anaximandro.

Ele explicou, também, que os preços do VTN devem ser públicos, segundo a IN RFB 1.562/2015, e tem de estar disponíveis nos endereços eletrônicos das administrações municipais e do DF e da RFB.

Este ponto também foi abordado pelo delegado da Receita Federal em Feira de Santana (BA), Ariston Rocha, que falou, ainda, sobre o trabalho de fiscalização do órgão na cobrança e arrecadação do ITR. Ele informou que, atualmente, as prefeituras têm até o último dia de julho de cada ano para prestar às informações sobre o Valor de Terra Nua à Receita Federal. Ele lembrou que convênio firmado em 2008 entre o órgão e os municípios possibilitou que as prefeituras também façam a cobrança e fiscalização do ITR, a partir da adesão opcional das prefeituras. O delegado também aproveitou para esclarecer dúvidas sobre prazos para responder intimações e entrar com recursos contra autos de infração relativos ao ITR.

Já o perito agrário da superintendência do INCRA na Bahia, Israel Ely, relatou a metodologia da autarquia para calcular o VTN e dos critérios utilizados para mensurar o grau de utilização da propriedade para o ITR. Ele informou que o órgão fará uma parceria com a FAEB para treinar os sindicatos rurais do estado para capacitar e orientar produtores no fornecimento adequado de informações cadastrais para evitar problemas na obtenção do Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR). 

Para o representante dos contadores do Oeste da Bahia, Ildo Rambo, os produtores rurais não podem sair prejudicados com o ITR, diante das informações conflitantes em torno do tema. Na avaliação do presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Moisés Schmidt, muito se discutiu nos últimos anos sobre o peso do Valor de Terra Nua no ITR, o que o levou a procurar o presidente da CNA, João Martins, a realizar o evento para esclarecer os impasses em torno desta questão". (CNA 11/06/2015)

 

Usina Planalto, em Ibiá/MG, vai a leilão a 45% do valor de avaliação

Ativos foram avaliados em R$ 56,9 milhões e incluem benfeitorias, equipamentos, máquinas, prédios e propriedade rural de 1.271 hectares; lance inicial do leilão é de R$ 25 milhões.

Em processo de recuperação judicial, a Usina de Açúcar e Álcool Carolo e outras leiloam, a partir do dia 24/06, sua unidade produtiva localizada em Ibiá/MG. Vão a leilão a Usina Planalto e a fazenda Manchúria. A planta industrial conta com arrojada estrutura de produção composta por conjunto de moendas, caldeiras e destilaria para a produção de etanol. A capacidade nominal dos equipamentos é de produção de 300 m3/dia de combustível, com armazenamento de 15 milhões de litros. A venda foi determinada pela Juíza da 1ª Vara Cível da Comarca de Pontal/SP, Drª. Carolina Nunes Vieira.

O comprador fica isento de quaisquer ônus anteriores das propriedades, inclusive de natureza tributária, derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidente de trabalho.

A fazenda de 1.271 hectares conta com sede, galpão de máquinas, energia elétrica, pista de pouso, duas represas, 100 hectares de cultivo de eucalipto e 600 hectares de cultivo de cana-de-açúcar. A terra também vem sendo trabalhada há várias décadas com culturas diversas, como café, batata, soja e milho. O lance inicial é a partir de R$ 25 milhões, o equivalente a 45% do valor total das avaliações e os lances podem ser ofertados pelo site da Superbid Judicial (www.superbidjudicial.com.br).

O primeiro pregão online começa às 9h, do dia 24/06 e segue até as 14h do dia 26/06. Caso não ocorram ofertas, a segunda praça será aberta imediatamente após o término da primeira, sem interrupção ou alteração nos valores, com encerramento no dia 17/07, às 14h.

Também é possível efetuar lances presencialmente, em São Paulo e em Pontal (v. endereços abaixo), nas datas e horários de encerramento da primeira e da segunda praça. Participantes pela web e presenciais concorrem em igualdade de condições. Cópias do processo podem ser visualizadas no site www.blconsultoriarp.com.br.

A Usina Carolo entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2014. Em outubro, o plano de recuperação judicial foi aprovado pela maioria dos credores e, com anuência do Ministério Público, foi chancelado pelo Poder Judiciário. A Usina Planalto chegou, em sua melhor fase, a produzir 3,5 mil toneladas/dia e gerar 500 empregos diretos.

Serviço

Leilão Carolo

Primeira praça: 24/06/2015 às 9h até 26/06 às 14h.

Onde: página do leilão na internet ou, no dia e horário do encerramento, no átrio do Fórum de Pontal (Rua João dos Reis, 544, Pontal/SP) e no auditório da Superbid Judicial (Alameda Lorena, 800, 2º andar, Jardim Paulista, São Paulo/SP). (Brasil Agro 11/06/2015)

 

MS:Colheita de cana-de-açúcar é 44,6% maior em comparação ao ano passado

Chuva acima da média atrapalhou a colheita da cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, conforme a Biosul (Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul). Na segunda quinzena de maio, foram processadas 2,402 milhões de toneladas de cana, um número 44,6% maior, se comparado ao ano passado.

Contabilizado quinzenalmente, o volume acumulado da cana até o momento é de 9,787 milhões de toneladas, 51,14% a mais em relação a 2014.

Segundo o Presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho, os números destacados com relação à safra anterior são fruto de um péssimo início de safra passada do que evolução da safra atual. "Ainda assim, continuamos com a previsão de crescer 15% em cana até o fim da safra. Na quinzena, a produção poderia ter sido maior, não fosse o excesso de chuvas", comenta.

Até a segunda quinzena de maio foram produzidas 236 mil toneladas de açúcar, quantidade 63,9% maior que a produção registrada anteriormente, que foi de 143,9 mil toneladas.

Dados referentes à produção de etanol registram que o acumulado até a segunda quinzena de maio foi de 124 milhões de litros de etanol anidro e 427,5 milhões de litros deetanol hidratado, resultando em 552,4 milhões de litros de biocombustível produzido, volume 56,22% maior que na safra 2014/2015. (Campo Grande News 100/6/2015)

 

Previsão de grãos em 2015 já chega a 204,5 milhões de toneladas

A produção nacional de grãos da safra 2014/2015 é de 204,5 milhões de toneladas, com um aumento de 5,6% ou 10,9 milhões de t superior à obtida na safra 2013/14, quando alcançou 193,62 milhões de toneladas. Os números são do 9º levantamento, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Comparado ao levantamento do mês passado, houve um ganho de 2,3 milhões de toneladas, acréscimo que se deve ao ganho na produtividade da soja e do milho segunda safra. A produção de soja deve chegar a 96 milhões de toneladas, 11,5% a mais que as 86,1 milhões da safra passada. Já o milho segunda safra chegará a 49,4 milhões de t e ganho de 2% a mais que em 2013/2014.

Área

A área plantada prevista é de 57,66 milhões de hectares. A pesquisa traz ainda informações sobre a evolução de todas as culturas de verão de primeira e segunda safras. Para as áreas de culturas de inverno e da região Norte/Nordeste, com exceção do cerrado, onde o plantio continua em andamento, ainda não há definição.

O espaço ocupado pelas principais culturas é 1,1% maior que o da safra 2013/14, passando de 57,06 para 57,66 milhões de hectares, com um aumento de 600,2 mil ha. A cultura de soja, com crescimento de 5,7% ou 1,7 milhão de hectares a mais que a área anterior, é o maior destaque.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 23 de maio, quando foram levantadas informações de área plantada, produção e produtividade média estimadas, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores, além de evolução da colheita e outras variáveis. (Conab 11/06/2015)

 

Agroconsult prevê volume histórico de exportação de grãos no 2º semestre

O embarque de grãos pelos portos brasileiros no segundo semestre deverá ser o maior da história, impondo desafios operacionais para as empresas do agronegócio, com o mês de agosto despontando com volumes recordes nas exportações combinadas de soja e milho, segundo estimativas da consultoria Agroconsult.

O Brasil está no pico dos embarques de uma safra recorde de soja, de 96 milhões de toneladas, e a partir de agosto começa a exportar uma também recorde segunda safra de milho, de 51,4 milhões de toneladas.

"Está tudo muito no limite, principalmente no mês de agosto. Não pode dar nada errado", disse à Reuters o analista Marcos Rubin, sócio da Agroconsult, referindo-se aos desafios logísticos de exportar tais volumes.

A consultoria utiliza metodologia própria para estimar os embarques de grãos do país, tomando como base os dados das escalas de navios que aportam no Brasil, divergindo dos números oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

"Este ano existe uma diferença bastante significativa entre o que a Secex alega ter sido exportado de janeiro a maio de soja e o que os 'line ups' indicam", afirmou Rubin, para quem os registros oficiais da alfândega brasileira podem sofrer atrasos em função da burocracia e outros fatores.

Pela estimativa da Agroconsult, nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 27 milhões de toneladas de soja e 3,1 milhões de toneladas de milho, totalizando 30,1 milhões de toneladas. Pela Secex, os embarques combinados foram de 27,6 milhões de toneladas.

Entre junho e dezembro, a projeção é que sejam exportados 22 milhões de toneladas de soja e mais 24 milhões de toneladas de milho, somando 46 milhões de toneladas. Até agora, o melhor desempenho para esse período foi em 2013, com volumes combinados de 39 milhões de toneladas.

Os meses de junho, julho e agosto deverão ser os mais movimentados para a oleaginosa, com exportações de 20 milhões a 21 milhões, restando apenas volumes marginais para os meses de setembro a dezembro.

"A partir de agosto, a gente começa a ter volumes bem expressivos de milho. Este é o mês crítico. A partir de setembro, os volumes de soja despencam", destacou o analista.

Rubin lembrou que uma eventual semana de chuvas no porto de Paranaguá (PR) em agosto, por exemplo, o que não é incomum, poderia atrasar embarques.

Ele lembrou que nem todos os portos do Brasil participam dos embarques de milho, no fim do ano, já que estão em regiões sem excedente exportável. É o caso de Rio Grande (RS), São Francisco (SC) e Aratu (BA), por exemplo.

NOVA CAPACIDADE

Apesar de uma safra maior para ser exportada, o Brasil deverá contar também com ganhos de capacidade nos portos para conseguir realizar os embarques recordes projetados.

A Agroconsult estima um ganho de quase 800 mil toneladas mensais em capacidade efetiva de embarque nos últimos dois anos.

Enquanto a Secex aponta maio de 2015 como o mês de embarques recordes combinados de soja e milho no Brasil (9,38 milhões de toneladas), a Agroconsult calcula o recorde em abril (9,25 milhões de toneladas), superando o recorde de abril de 2013 (8,46 milhões de toneladas).

Os ganhos de capacidade portuária têm ocorrido principalmente com novos terminais no Norte do país.

No porto de Itaqui, em São Luís (MA), onde a Vale opera um terminal de grãos e onde acaba de ser inaugurado o Tegram, houve um ganho de 370 mil toneladas em capacidade de embarque em maio deste ano na comparação com o melhor mês de 2014.

Já em Barcarena (PA), onde a Bunge está operando um novo terminal exportador, foram embarcadas 290 mil toneladas a mais no último mês na comparação com maio de 2014.

"O aumento de capacidade desses portos começou a aparecer nos dados de exportação a partir de abril. Pode até ser que essa performance melhore em junho e julho", estimou Rubin. "A gente vai de fato testar os novos terminais do Norte, que já estão em operação e com certeza vão ser bastante exigidos."

DEMANDA PELO MILHO

Além da capacidade portuária, a demanda externa é outro desafio enfrentado todos os anos pelas exportações de milho do Brasil no segundo semestre. Afinal, serão quase 24 milhões de toneladas do cereal que deverão encontrar compradores nos últimos cinco meses do ano.

"Vamos ter que ser competitivos em preços, especialmente se os Estados Unidos tiverem uma boa safra de milho, mas a gente tem se aproveitado de alguns fatores positivos", destacou Rubin.

Segundo ele, apesar da colheita da nova safra norte-americana de grãos a partir de setembro, os produtores de lá têm dado prioridade para embarcar primeiro a soja, que é mais rentável.

"Nosso milho entra antes que o dos EUA. O segundo semestre não é o 'grosso' das exportações de milho dos EUA", destacou o analista.

Além disso, a moeda brasileira desvalorizada ante o dólar deve ajudar na formação de preços no Brasil, destravando as vendas dos produtores.

"Com o câmbio a 3,10 reais, ou até mais depreciado que isso, a gente consegue ser competitivo. Isso não significa ter preço excelente para o produtor, mas talvez tenhamos preços perto do mínimo em Mato Grosso", estimou Rubin.

O contrato futuro de milho com entrega em setembro está sendo negociado a 25,09 reais por saca de 60 kg nesta quinta-feira na BM&FBovespa, contra valor de cerca de 24,8 reais/saca no mercado físico esta semana, segundo o Indicador Esalq. (Reuters 11/06/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Piso em seis anos: A elevação do dólar perante o real na primeira metade do dia ontem e o tempo favorável para a colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foram os principais responsáveis por conduzir os preços do açúcar na bolsa de Nova York ao menores níveis em seis anos. Os lotes para outubro caíram 29 pontos, a 12,04 centavos de dólar a libra-peso, o menor valor desde 14 de janeiro de 2009. Até o fechamento do pregão, o dólar subia 0,6% ante o real após a indicação do Banco Central de queda do volume da rolagem de swaps cambiais. O tempo firme no Brasil colaborou para pressionar as cotações, já que permite o avanço da colheita e o aumento da concentração do açúcar nas plantas. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,48%, para R$ 50,24 a saca de 50 quilos.

Algodão: Virando o disco: A confirmação de Pequim de que a China começará a vender seus estoques de algodão pesou sobre os futuros da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para outubro caíram 136 pontos, a 65,40 centavos de dólar a libra-peso.Autoridades chinesas disseram que divulgarão em dez dias os planos de venda dos estoques acumulados nos últimos anos. Agora, o país interrompe uma política que durou seis anos para enfim vender seus estoques estratégicos no mercado interno. Na safra 2014/15, o país concentrou 59,8% dos estoques mundiais do produto, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA. Embora esperada, a confirmação põe fim a incertezas. No mercado interno, o indicador Cepea Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,5%, para R$ 2,0899 a libra-peso.

Soja: Efeito Brasil: As cotações da soja cederam ontem na bolsa de Chicago diante do aumento da projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2014/15 do Brasil. Os lotes para agosto caíram 12 centavos, a US$ 9,2275 o bushel. A Conab ajustou para cima seu cálculo da safra já colhida e avalia a produção em 96,04 milhões de toneladas. A medida se distancia da avaliação feita o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estipula que a safra brasileira tenha somado 94 milhões de toneladas. Para analistas, a elevação do dólar também pesou sobre os preços futuros da soja, já que a oleaginosa americana perde competitividade quando a divisa sobe em escala global. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão em Paranaguá cai 0,3%, a R$ 67,37 a saca.

Trigo: Ficando de fora: A dificuldade dos Estados Unidos de competir no mercado internacional de trigo voltou a pressionar as cotações do cereal ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para setembro caíram 9,75 centavos, a US$ 5,115 o bushel. Em Kansas, onde oferta-se o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual prazo de entrega tiveram queda de 7,5 centavos, a US$ 5,335 o bushel. O Egito, maior importador mundial de trigo, realizou um leilão e arrematou 60 mil toneladas da Rússia, que ofertou o produto US$ 45 a tonelada mais barato que o dos EUA. Na semana até dia 4, foram canceladas exportações de 107 mil toneladas do país A alta do dólar ocorrida ontem piora o cenário para os americanos. No mercado interno, o preço médio no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq caiu 0,92%, a R$ 658,85 a tonelada. (Valor Econômico 12/06/2015)