Setor sucroenergético

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Bayer promove evento que discute o futuro

Os desafios do agronegócio no atual cenário econômico nacional e internacional.

Esse será o tema da quinta convenção de agronegócio da Bayer, que se realiza em Washington (EUA) nos próximos três dias.

Pelo menos 75 dos principais produtores brasileiros participarão desse evento, que busca integrar os atores da cadeia produtiva de alimentos, fibras e combustíveis, além de incentivar a produtividade rural.

Está ainda entre os objetivos do encontro a disseminação do conhecimento e a troca de informações. (Folha de São Paulo 16/06/2015)

 

Tonon propõe troca de dívida para amenizar crise

A Tonon Bioenergia propôs a troca de US$ 300 milhões em bônus seniores que expiram em 2020 por novos títulos de igual vencimento com o objetivo de eliminar ou suavizar cláusulas ("covenants") da emissão antiga que impõem obrigações à empresa.

Os novos bônus pagarão temporariamente cupom inferior ao atual, que é de 9,25% ao ano, numa tentativa de aliviar a situação financeira da companhia de açúcar e álcool.

Se a troca for aceita, a Tonon pagará juros de 7,25% ao ano até janeiro de 2017 e, daí em diante, voltará aos 9,25% ao ano.

Pela proposta, a companhia poderá diferir o pagamento de juros até janeiro de 2017 em decisão unilateral.

Após esse período, poderá atrasar os pagamentos se ficar com menos de R$ 100 milhões em caixa no fim do trimestre fiscal.

Segundo comunicado ao mercado, a Tonon já tem acordo com detentores de mais de 80% do volume dos bônus para fazer a troca dos títulos.

No entanto, para a operação ter efeito, é necessário alcançar pelo menos 95% de adesão.

"O fracasso em alcançar um patamar aceitável na oferta de troca deixaria a companhia em uma inaceitável posição precária de liquidez, potencialmente com impacto nas operações e exigindo recurso a um procedimento de recuperação judicial", alertou a companhia.

Em paralelo, a Tonon negocia acordo com investidores institucionais e alguns detentores de bônus, incluindo fundos administrados pela Gramercy Funds Management, para tomar empréstimo de US$ 70 milhões.

O montante terá garantia da Tonon Bioenergia e da Tonon Holding e será assegurado pelo penhor dos equipamentos industriais das usinas Santa Candida e Vista Alegre e pela hipoteca dessas terras.

Os juros são de 12% e o vencimento do será em 2019.

A Tonon informou que pretende pagar o cupom de 10,5% da emissão de bônus de 2024, que deveria ter sido feito em 14 de maio.

A empresa tem 60 dias após essa data para resolver a pendência, o chamado período de "cura".

Os detentores dos bônus que aceitarem a proposta vão receber US$ 1 mil em títulos novos para cada US$ 1 mil em papéis antigos e podem aderir à oferta até 13 de julho.

A Tonon não vai pagar os juros em atraso referentes aos bônus atuais, mas vai pagar o cupom dos novos títulos retroativamente a 24 de janeiro de 2015.

A empresa não retornou os pedidos de entrevista até o fechamento desta edição. (Valor Econômico 16/06/2015)

 

Açúcar: Bola de cristal

Os contratos do açúcar registraram queda ontem na bolsa de Nova York em decorrência da expectativa de que o real possa voltar a cair em relação ao dólar.

Os lotes para outubro fecharam com recuo de 1,99%, ou 24 pontos, a 11,83 centavos de dólar a libra-peso, voltando aos patamares de 2009.

Embora o dólar estivesse em baixa até o fechamento do pregão da commodity, a especulação de que a moeda americana voltaria a ganhar força ante a divisa brasileira foi suficiente para pressionar as cotações.

Analistas têm afirmado que o fortalecimento do dólar em relação ao real tem sido o principal motivo para a desvalorização do açúcar ao estimular as exportações brasileiras.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,6%, para R$ 49,60 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 16/06/2015)

 

S&P mantém nota da Raízen em ‘BBB’ e reafirma perspectiva em estável

Apesar do cenário econômico do País fraco, empresa segue inovando e com forte fluxo de caixa.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) manteve a nota da Raízen Combustíveis SA e Raizen Energia em escala global ‘BBB’ e escala nacional ‘brAAA’ ratings da Raízen.

A S&P considerou que a Raízen tem mantido um fluxo de caixa estável com métricas de geração e de alavancagem, apesar de a economia brasileira estar mais fraca tornando o preço em distribuição de combustíveis e os fundamentos da indústria desfavoráveis para a cana.

No comunicado, a agência afirma que a escala global ‘BBB’ e escala nacional ‘brAAA’ ratings da Raízen se dá com perspectiva estável e reflete a visão de que a Raízen continuará a gerar bom fluxo de caixa.

A empresa continuou a expandir seu combustível na operação de distribuição através de aquisições e volumes crescentes com a “bandeira branca” e postos de gasolina à sua marca forte, Shell.

Além disso, a empresa tem se concentrado no aumento da eficiência operacional da área em cana. Esta consistiu no encerramento de uma planta industrial para otimizar a utilização da capacidade global e renovar suas plantações para compensar os fracos preços mundiais do açúcar e para os níveis de produtividade mais baixos, resultado da seca.

Em 29 de maio de 2015, a S& P reafirmou o seu ‘BBB’ global escala e de crédito ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil corporativa e de nível de emissão ratings da distribuidora de combustíveis Raízen Combustíveis SA e da processadora de cana Raizen Energia SA, referidas em conjunto como Raízen, que é uma joint-venture entre a Royal Dutch Shell PLC e Cosan S.A. Indústria e Comércio. A perspectiva para todos os ratings permanece estável. (Setor Energético 15/06/2015)

 

Indústrias de base do etanol passam por problemas

Aumento dos custos e concorrência de importados prejudica setor de equipamentos.

O aumento da demanda de etanol no país não foi suficiente para modificar a situação das indústrias de base.

A falta de linhas de financiamentos e a concorrência com produtos importados preocupam o setor, que deve enfrentar problemas ao longo de 2015.

A maior parte dos insumos necessários para produzir os equipamentos para o setor de etanol encareceu.

Na Caldema, indústria que produz caldeiras, o custo de produção subiu 10% neste ano, enquanto os pedidos tiveram uma redução de quase 60% na última entressafra, que vai de dezembro a março.

Para reduzir a dependência do setor sucroalcooleiro, a empresa decidiu nos últimos anos investir na abertura de novos mercados.

Atualmente, os segmentos de mineração, celulose e petroquímico já representam quase 20% do faturamento mensal da Caldema.

No ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do governo federal (Caged), foram registrados quase 2,5 mil postos de trabalho a menos nas indústrias de base da região de Sertãozinho, no interior paulista.

Em 2015, o aumento do consumo de etanol não foi suficiente para aliviar a crise financeira do setor, e o balanço do primeiro semestre continua negativo.

Uma das estratégias adotadas pelas empresas diante da fraca demanda por equipamentos novos são os serviços de manutenção, conhecidos como Retrofit.

O objetivo é melhorar a eficiência energética de caldeiras antigas, com mais de 30 anos de fabricação. (Canal Rural 15/06/2015 às 20h: 39m)

 

Usinas devem apresentar novas demandas ao governo

O setor sucroenergético prepara uma nova pauta de reivindicações para apresentar ao governo. Entre as demandas estão a recomposição integral da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina e a renegociação da dívida de mais de R$ 50 bilhões das usinas. A cadeia produtiva gostaria também de discutir uma política ambiental para o País, que estimule o uso de etanol, visando à COP-21, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a ser realizada em Paris no fim do ano.

"Estamos reestruturando nosso diálogo com o governo. Já temos conversas com as ministras Kátia Abreu (Agricultura) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente)", contou ao Broadcast uma liderança do setor, com trânsito em Brasília. A presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, diz que o objetivo do segmento é levar ao governo "propostas e números" que comprovem os benefícios do etanol para o meio ambiente. "É natural que um planejamento para o setor de etanol envolva, além de questões de abastecimento, que são necessárias, questões ambientais, de redução de emissões (de gases do efeito estufa)."

A ideia de uma política ambiental mais consistente vem na esteira e tem certo "respaldo" no compromisso firmado nesta semana pelos líderes do G-7 em Bruxelas, na Bélgica. Os países mais desenvolvidos do mundo se comprometeram a eliminar o uso de combustíveis fósseis até 2100. Nesse contexto, o Brasil poderia ser uma espécie de exemplo, segundo alguns representantes.

Elizabeth Farina diz que o diálogo do setor com o governo melhorou após a concessão de incentivos e a inclusão, pela primeira vez, das linhas de crédito para renovação decanaviais (Prorenova) e estocagem de etanol no Plano Safra. A reintrodução da Cide também é comemorada, por dar maior competitividade ao etanol, mas a executiva pondera que ainda é "insuficiente" para ajudar o setor a se reerguer.

O retorno da Cide foi anunciado em janeiro, e a tarifa já está em R$ 0,22 por litro de gasolina. Em 2012, antes de ser zerada, contudo, a alíquota estava em R$ 0,28 por litro, valor que as usinas querem que volte a ser aplicado. Muitos produtores de etanol atribuem à retirada da Cide a deterioração da situação financeira do setor sucroenergético.

Levantamento recente do Itaú BBA, que tem em sua carteira companhias que respondem por 70% da moagem de cana-de-açúcar em todo o Centro-Sul do Brasil, mostrou que a dívida das usinas cresceu 12% na safra 2014/15, encerrada em março, para R$ 50,5 bilhões. Em março de 2012, no final do ciclo 2011/12, o endividamento era de R$ 42 bilhões. (Agência Estado 12/06/2015)

 

Agência pede fim de subsídio a combustível fóssil contra aquecimento

Relatório da Agência Internacional de Energia pede descarbonização global.

Setor de energia é responsável por 2/3 das emissões de gases atuais.

O investimento em energias renováveis e a eliminação de subsídios aos combustíveis fósseis são a chave para a redução das emissões nocivas de gases-estufa e limitação da temperatura global em 2ºC, de acordo com um novo relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia, a AIE, nesta segunda-feira (15).

A AIE apresentou o documento “Energia e Mudanças Climáticas” em contribuição para o debate das Nações Unidas do acordo para frear o aquecimento global, que deverá ser assinado no fim deste ano durante a COP 21, em Paris.

Segundo o economista-chefe da agência, Fatih Birol, o setor de energia é responsável por mais de dois terços de todas as emissões nocivas, à frente da agricultura e dos transportes, de modo que “qualquer acordo fechado em Paris deverá levar isso em conta”, explicou.

A instituição, que analisa a situação energética nos 29 países membros, ressalta que quaisquer compromissos apresentados até agora,  que inclui anúncios feitos pelos Estados Unidos, União Europeia e China – não serão suficientes para conter o ritmo atual de aquecimento.

O texto alerta que se não forem tomadas medidas mais fortes a partir de 2030, a temperatura global aumentaria 2,6ºC até 2100 e cerca de 3,5ºC até 2200.

Quatro pilares

Como principal recomendação aos países, o organismo propõe um plano de quatro pilares, em que a primeira meta é baixar as emissões a partir de 2020, quando o total de gases lançados na atmosfera deverá atingir seu ápice.

Para conseguir isso, a agência afirma que é preciso melhorar a eficiência energética, proibindo o uso de carros ou eletrodomésticos pouco eficientes, vetar a construção de novas usinas de carvão poluentes e aumentar o investimento anual em energias renováveis dos atuais US$ 270 bilhões (dado de 2014) para US$ 400 bilhões em 2030.

Também é preciso eliminar progressivamente os subsídios aos combustíveis fósseis, orçados em US$ 500 bilhões anuais e destinados, principalmente, ao Oriente Médio e Ásia.

O segundo pilar é a necessidade de avaliar os compromissos de cada país para conter a emissão de gases a cada cinco anos, já que as mudanças tecnológicas acontecem rapidamente e, por isso, são necessárias adaptações e melhoras nos planos nacionais.
A AIE propõe ainda, como terceiro ponto, um percentual de redução das emissões em escala global (algo entre 40% e 70%, conforme sugerido no encontro dos sete países mais ricos, o G7) e, como quarto pilar, estabelecer um mecanismo de contabilidade para monitorar o progresso dos países no cumprimento de seus compromissos energéticos. (G1 15/06/2015)

 

Mudando meta de biocombustível, EUA compram etanol do Brasil

Empresas norte-americanas do setor de combustíveis estão correndo para importar etanol do Brasil pela primeira vez neste ano depois que reguladores dos Estados Unidos aumentaram as metas de uso debiocombustíveis avançados, abrindo uma ampla diferença de preços no mercado de créditos de mistura.

O prêmio para créditos RIN (sigla para Renewable Identification Number) vinculados a biocombustíveis avançados --como o etanol brasileiro de cana-de-açúcar-- ante RINs de etanol de milho disparou ao maior patamar em mais de dois anos nas últimas duas semanas, desde que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos EUA propôs metas mais altas que as esperadas para o uso de combustíveis produzidos a partir de óleos vegetais e resíduos de plantas.

Com a diferença de preços tocando 0,30 dólar, importadores, incluindo a Vitol e o Morgan Stanley, movimentaram-se para aproveitar a abertura de arbitragem, comprando até 40 mil metros cúbicos de etanol brasileiro nas últimas duas semanas, segundo fontes do mercado dos EUA. Essa foi a maior série de compras até agora no ano, disseram.

A janela de negócios pode ajudar a melhorar as margens para grandes produtores brasileiros como Cosan, Biosev (da Louis Dreyfus Commodities) e Copersucar, que têm enfrentado baixos preços no mercado de açúcar e etanol nos últimos anos.

Em 29 de maio, a EPA publicou as tão aguardadas metas para combustíveis renováveis, estabelecendo o volume de etanol e outros biocombustíveis que precisam ser misturados nos estoques de combustíveis do país. RINs, que podem ser negociados no mercado à vista, são usados para demonstrar conformidade com o programa. (Reuters 15/05/2015)

 

Fogo atinge fazendas de cana em MS e usina suspeita de ato criminoso

Incêndio destruiu canaviais da Odebrecht Agroindustrial em Costa Rica. Área afetada pelos incêndios ainda está sendo levantada pela empresa.

Oito focos de incêndio simultâneos atingiram fazendas que fornecem cana-de-açúcar para a usina Costa Rica, da Odebrecht Agroindustrial, na manhã deste domingo (14). O trabalho de controle do fogo foi até à noite e mobilizou a brigada da unidade, equipes de empresas da região e o Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido.

Segundo a empresa, como não houve nenhum fenômeno climático na região que poderia provocar o fogo, como raios, por exemplo, e os incêndios começaram quase que no mesmo intervalo de tempo em vários locais e a operação da usina é totalmente mecanizada, sem o uso da queima antes do corte da cana, a suspeita da companhia, que deverá ser apurada por investigação da Polícia Civil, é de que os incêndios tenham sido criminosos.

O controle dos focos, que provocou o surgimento de uma coluna de fumaça que podia ser vista da cidade de Costa Rica, a cerca de 12 quilômetros da usina, mobilizou cerca de 100 pessoas, entre os brigadistas da própria usina, equipes de empresas da região e militares do Corpo de Bombeiros. (G1 15/06/2015)

 

Usina Ipê reúne fornecedores de cana e traz perspectivas para esta safra

Na última quinta-feira (11), os fornecedores de cana-de-açúcar da Usina Da Pedra - Unidade Ipê, de Nova Independência, do grupo Pedra Agroindustrial, participaram de uma reunião anual da empresa. Um momento importante para saber como está o andamento da safra 2015/16 do grupo formado por três unidades. Juntas, elas devem moer cerca de 9,6 milhões de toneladas de cana.

Em entrevista à TV UDOP, o Diretor Agrícola do Grupo, Sérgio Luiz Selegato disse que o número é um pouco menor do que a moagem da safra passada devido a estiagem. "Apesar disso, as chuvas do começo do ano ajudaram na recuperação dos canaviais, inclusive do ATR. Ficamos surpresos com os bons resultados", comentou Selegato.

O Gerente Agrícola da Usina Ipê, Sérgio Luiz dos Santos, aproveitou a reunião para divulgar entre os fornecedores uma cartilha que traz os critérios para a imputação de responsabilidade administrativa em decorrência de incêndio em canaviais. 

"Essa cartilha serve de orientação tanto para os fornecedores como para os policiais ambientes que atenderem a uma ocorrência de incêndio em canaviais. Ela é importante porque deixa claro o que é passível de multa e de que forma o produtor deve agir para evitar essas punições", disse o gerente.

A palestra da noite foi com o Presidente executivo da UDOP, Antonio Cesar Salibe. Ele fez um panorama da safra atual e das dificuldades que o setor enfrenta. Depois disso, mostrou através de números que o etanol pode ganhar mais mercado nos próximos anos.

Salibe comentou que até 2023, o Brasil terá um déficit de oferta de combustíveis devido a um crescimento projetado da demanda. "Para suprir essa demanda, o governo pode importar gasolina, o que seria um gasto de R$ 230 bilhões, ou incentivar a produção de etanol no país. E, como a dívida do setor é de R$ 70 bilhões, seria mais viável financeiramente investir no biocombustível do que mandar esse dinheiro para os árabes", explicou o Presidente executivo da UDOP. (UDOP 15/06/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Bola de cristal: Os contratos do açúcar registraram queda ontem na bolsa de Nova York em decorrência da expectativa de que o real possa voltar a cair em relação ao dólar. Os lotes para outubro fecharam com recuo de 1,99%, ou 24 pontos, a 11,83 centavos de dólar a libra-peso, voltando aos patamares de 2009. Embora o dólar estivesse em baixa até o fechamento do pregão da commodity, a especulação de que a moeda americana voltaria a ganhar força ante a divisa brasileira foi suficiente para pressionar as cotações. Analistas têm afirmado que o fortalecimento do dólar em relação ao real tem sido o principal motivo para a desvalorização do açúcar ao estimular as exportações brasileiras. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,6%, para R$ 49,60 a saca de 50 quilos.

Café: Atenção ao dólar: As cotações do café arábica sofreram um tombo ontem na bolsa de Nova York, também sob pressão das expectativas com o câmbio, além do aumento da liquidez. Os lotes para setembro caíram 410 pontos, a US$ 1,303 a libra-peso. Na última semana, os preços subiram com as coberturas de posições vendidas dos fundos. As recompras perderam fôlego, mas garantiram preços mais atrativos, que incentivaram as vendas dos produtores de Brasil, Vietnã, Peru e Colômbia, diz o analista Rodrigo Costa, em nota da Archer Consulting. Agora, o aumento da oferta começa a pressionar o mercado. A expectativa com a alta do dólar ajuda a pressionar as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica recuou 2,85%, para R$ 417,51 a saca.

Milho: Oferta confortável: Os preços do milho fecharam em queda ontem na bolsa de Chicago com uma oferta elevada da safra atual e também da esperada para o próximo ciclo. Os papéis que vencem em setembro caíram 6 centavos, a US$ 3,5275 o bushel. Em seu último levantamento, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou a projeção para a demanda e indicou um conforto maior para a oferta em 2015/16. Houve otimismo com a situação das lavouras, mas após o fim do pregão o USDA informou que 73% da área está em condições excelentes a boas, queda de 1 ponto em uma semana, depois da ocorrência de chuvas na região produtora. As lavouras devem continuar a receber precipitação. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 0,48%, para R$ 24,91 a saca.

Trigo: Competição global: Apesar dos receios em torno dos efeitos do clima úmido nas lavouras de trigo dos Estados Unidos, os preços do cereal recuaram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para setembro fecharam a US$ 4,9525 o bushel, queda de 15,25 centavos. Na bolsa de Kansas, os papéis de igual vencimento cederam 17,50 centavos, a US$ 5,1825 o bushel. Depois que o Egito preferiu comprar trigo da Rússia em detrimento do produto dos EUA na semana passada, o Departamento de Agricultura do país (USDA) informou que as exportações do cereal desde o início da safra 2015/16, em 1 de junho, estão 40% abaixo do mesmo período de 2014. No mercado doméstico, o preço médio da tonelada no Rio Grande do Sul apurado pelo Cepea/Esalq teve queda de 0,72%, para R$ 581,86. (Valor Econômico 16/06/2015)