Setor sucroenergético

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Abag pede aumento da Cide de R$ 0,22 para R$ 0,62/litro da gasolina

Representantes do setor agroenergético trabalham junto ao governo federal para que a Contribuição Sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide) passe dos atuais R$ 0,22 para R$ 0,62 por litro de gasolina vendido nos postos. A proposta é liderada pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e consiste, segundo o presidente da entidade, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, em uma atualização monetária do valor original da Cide - originalmente de R$ 0,28 por litro da gasolina - desde que a contribuição foi criada, em 2002.

Um dos principais instrumentos para melhorar a competitividade do etanol ante a gasolina, a Cide foi utilizada pelo governo nos últimos anos para evitar que o reajuste do combustível de petróleo fosse repassado das refinarias ao consumidor.

Com isso, o governo reduziu gradativamente o valor contribuição até zerá-lo e só retomou a cobrança parcialmente este ano, com um valor menor que o original, mesmo assim com o intuito de melhorar o caixa e contribuir com o ajuste fiscal.

"É uma correção necessária da inflação desde 2002, já que os custos do setor cresceram muito", disse Carvalho ao Broadcast. De acordo com ele, a discussão junto ao governo é feita com cautela e começa pelo Ministério da Agricultura, favorável à demanda do setor. "A demanda começa via Agricultura, com a ministra Kátia Abreu, que é favorável, e mensagens enviadas à Fazenda, além da participação de deputados que conhecem o setor", completou.

Carvalho, no entanto, admite que o fato de a gasolina novamente se tornar deficitária para a Petrobras, com a alta do dólar e do petróleo, pode prejudicar o pedido feito ao governo.

Isso porque um reajuste no combustível de petróleo teria de ser feito nos preços da própria gasolina e não por meio da Cide, cujos recursos vão para o governo federal e não para a Petrobras (Agência Estado 17/06/2015)

 

Número de usinas fechadas chegará a 91 nesta safra

O setor sucroenergético vai continuar "sofrendo" neste ano e pelo menos oito usinas brasileiras produtoras de etanol e açúcar devem fechar as portas. Quem fez a afirmação foi o consultor Plínio Nastari, da Datagro, durante a Conferência Anual da Bayer, que acontece em Washington, capital norte-americana. Com isso, 91 empresas do setor saem de cena. "Teremos 354 usinas ativas", diz.

Das usinas fechadas, 19 estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste e o restante, na região Centro-Sul.

Segundo Nastari, juntas, essas empresas devem produzir 653 milhões de toneladas decana na safra atual (591 milhões de toneladas na região Centro-Sul), o que geraria 35,7 milhões de toneladas de açúcar (32,2 milhões de toneladas Centro-Sul) - 0,8% a mais que o ciclo passado e 29,4 bilhões de litros de etanol (26,6 bilhões de litros Centro-Sul) - 2,8% a mais que a safra anterior. "Em um momento de crise como o que estamos vivenciando agora, a produção aumentou e o consumo de etanol está alavancado, no entanto, enquanto não houver uma política pública para controle dos preços da gasolina, o setor vai continuar "sofrendo", disse o especialista.

A falta de uma política pública para a gasolina aumentará a dependência da importação do produto, de acordo com Nastari. "A projeção é que teremos que importar cerca de 25 bilhões de litros de gasolina. Se houvesse uma política pública para o setor, estaríamos gerando riquezas e empregos aqui, e não fechando as portas", diz.

Ainda de acordo com ele, o aumento atual registrado no consumo não garante preços melhores para o produtor e o etanol deve sofrer reajuste em meados de setembro ou outubro.

Nastari é um dos palestrantes do evento, que reúne cerca de 75 produtores rurais (de grãos, fibras e energia) na capital dos Estados Unidos, entre os dias 15 e 19 de junho. (Globo Rural 17/06/2015)

 

Câmara aprova isentar óleo diesel de PIS-Cofins

Emenda foi aprovada em medida provisória que reajusta tabela do IR.

Segundo parlamentares, a finalidade é beneficiar caminhoneiros.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) isentar o óleo diesel da Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O texto foi votado como uma emenda à medida provisória que reajusta a tabela do Imposto de Renda.

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), criticou a proposta e chegou a pedir que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), impedisse a votação por se tratar de matéria que não tem relação com o teor da MP. Cunha, porém, disse que regimentalmente não poderia atender à solicitação do petista.

Conforme os parlamentares que defenderam conceder isenção ao óleo diesel, a finalidade é beneficiar os caminhoneiros, já que a expectativa é de que haja um barateamento do combustível.

“Temos visto, em todo o Brasil, o movimento dos caminhoneiros que lutam por melhores condições de trabalho e têm dentre seus principais pontos de reivindicação a redução do custo do combustível, sendo que se estima que a retirada do PIS e da COFINS pode ensejar uma economia de R$ 0,22 (vinte e dois centavos de real) no preço por litro de combustível, o que poderia gerar uma economia de R$ 2,2 mil no custo mensal da categoria”, dizem os deputados Valdir Collato, Alceu Moreira e Osmar Terra na justificativa da emenda.

Deputados petistas alertaram que o trecho deverá ser vetado pela presidente Dilma Rousseff já que significaria menos arrecadação de dinheiro em impostos. A emenda aprovada não especifica o valor da renúncia de receitas - diz que caberá ao Executivo estimar o montante. (G1 18/06/2015)

 

Déficit global de açúcar em 2015/16 deve ser de 1,7 milhão de ton

A trading inglesa Czarnikow divulgou hoje que haverá um déficit global de açúcar em 2015/16 de 1,7 milhão de toneladas, apesar do avanço na produção nas últimas safras.

Esta é a primeira previsão da trading para a temporada.

A produção total no mundo é calculada em 186 milhões de toneladas, a segunda maior safra já registrada, diz a Czarnikow em relatório.

Em 2014/15, foram 187,1 milhões de toneladas.

A produção de açúcar proveniente da cana é estimada em 149,7 milhões de toneladas, enquanto a produção de beterraba é calculada em 36,3 milhões de toneladas.

O consumo mundial deverá crescer 2% em 2015 na comparação com 2014, para 183,1 milhões de toneladas.

O consumo em 2016 é previsto em 186,7 milhões de toneladas.

“Os volumes de crescimento estão maiores que os dos últimos anos”, diz o relatório.

Apesar da previsão de déficit, a trading afirma que os estoques mundiais serão suficientes para atender a demanda e, portanto, o impacto nos preços não será sentido imediatamente.

“Os estoques foram construídos em cinco anos de superávit”, afirma no relatório o gerente de análise a Czarnikow, Stephen Geldart.

“Imediatamente, portanto, esse déficit não é favorável aos preços”.

A temporada 2014/15 registrou superávit de açúcar de 3 milhões de toneladas, segundo a trading. (Valor Econômico 17/06/2015 às 09h: 44m)

 

Mercosul debate apoio à agricultura familiar

Governos de países que integram o Mercosul e representantes da sociedade civil debatem, nesta quinta-feira (18), em Brasília, mecanismo para o fortalecimento da agricultura familiar nas regiões cobertas pelo mercado comum. A discussão ocorre no âmbito da XXIII Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (Reaf),  cujos  temas inclui a proposta de um instrumento regional de apoio às compras públicas de alimentos da cadeia alimentar.

A expertise do governo brasileiro em realizar este tipo de aquisição será apresentada durante o encontro.  O diretor de Política e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Marcelo Intini, mostrará como são realizadas as compras governamentais de alimentos e como articular a oferta e a demanda de produtos destinados às instituições públicas.

Na avaliação do diretor, a agricultura familiar é uma importante ferramenta para assegurar a segurança alimentar e nutricional de comunidades carentes. “Temos que nos conectar com setores que organizam o abastecimento, de modo que os circuitos de comercialização sejam menos custosos e danifiquem menos os alimentos”, destaca.

O padrão de perda de alguns produtos chega a ser de 35%, o que significa que o trabalho de muitos não chega ao consumidor final, e o que chega está mais caro para compensar as perdas.”Políticas públicas de comercialização precisam ser atualizadas de forma a apresentar produtos de qualidade a preço baixo”, ressalta Intini.

Entre os instrumentos de compras públicas executados pela Conab, destaca-se o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio do qual o governo compra a produção de agricultores familiares e de suas organizações, por preços de referência iguais aos praticados nos mercados regionais, até o limite de R$ 8 mil  ao ano por organização. Os alimentos adquiridos, com dispensa de licitação, são destinados ao abastecimento da rede sócio assistencial e de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como restaurantes populares e cozinhas comunitárias. (Conab 17/06/2015)

 

Exportações do agronegócio passam de 51% do total do Brasil

Por Marcos Fava Neves e Rafael Bordonal Kalaki.

As exportações do agro em maio (US$ 8,64 bilhões) se comparadas com o mesmo período de 2014 (US$ 9,66 bi), diminuíram 10,5%. Essa queda levou a um saldo do agro de US$ 7,61 bi (7,6% menor).

O valor exportado acumulado no ano (US$ 34,1 bilhões) apresentou uma queda de 13,6% quando comparado com o mesmo período do ano de 2014 (US$ 39,5 bilhões). O saldo da balança do agro foi positivo neste período (US$ 28,1 bi), porém também apresentou queda de 13,1%. Se continuarmos nesse ritmo, fecharíamos 2015 com um montante de apenas US$ 82 bi.

Os demais produtos brasileiros fora do agro também tiveram uma drástica queda de 26,7% nas exportações (US$ 11,1 bi em 2014, para US$ 8,1 bi em 2015), o que levou a participação do agronegócio nas exportações brasileiras alcançarem incríveis 51,5% em relação ao total.

O saldo da balança brasileira em maio foi de US$ 2,8 bi. Já a balança acumulada no ano teve um grave déficit de US$ 2,3 bilhões. Mesmo em queda, o agro evitou um desastre ainda maior na economia brasileira. Sem o agro, a balança comercial estaria negativa em US$ 30,4 bi.

Neste maio, os campeões no aumento das exportações em relação a 2014 foram respectivamente: açúcar refinado (aumentou US$ 62,3 milhões em relação a maio 2014) e suco de laranja (US$ 43,9 mi).

Os principais produtos que diminuíram as exportações e contribuíram negativamente para a meta foram: soja em grãos (queda de US$ 253,6 milhões), carne bovina in natura (US$ 140,3 mi), farelo de soja (US$ 110,5 mi) e carne de frango in natura (US$ 110,3 mi).

Nos mercados de destino dos produtos do agro brasileiro, os 10 principais países que mais cresceram suas importações foram: Irã (US$ 80,0 milhões a mais que em maio de 2014), Tailândia (US$ 79,5 mi), Portugal (US$ 55,1 mi), Tunísia (US$ 40,9 mi), Egito (US$ 39,1 mi) e Arábia Saudita (US$ 37,7 mi).

O Brasil também perdeu vendas em alguns mercados, com destaque para China (US$ 224,8 milhões a menos que em maio de 2014), Estados Unidos (US$ 198,5 mi), Venezuela (US$ 171,1 mi) e Países Baixos (US$ 125,2 mi).

As importações do agronegócio comparando-se maio de 2014 com maio de 2015 diminuíram 27,5%, seguindo a tendência de queda observada ao longo de 2013 e 2014, já refletindo efeitos do campo.

O ano de 2015 não anda bem para as exportações do agro. Tivemos um primeiro quadrimestre de queda considerável nas exportações em relação a 2014, e em maio esta tendência continuou, principalmente do complexo soja, cana e carnes. Interessante observar que os principais mercados brasileiros também foram os que apresentaram maiores quedas em suas importações, principalmente a China, Estados Unidos, Europa e Russia.

Apesar do desempenho corrente, continuamos garantindo um saldo para a balança comercial do agronegócio brasileiro e buscando garantir também um saldo para a balança comercial do país. Porém, até o momento, o dólar mais forte não trouxe o impacto que esperávamos. (Brasil Agro 17/06/2015)

 

Governo já espera rebaixamento da nota de crédito pela Moody's

Equipe econômica agora trabalha para evitar que o rebaixamento seja acompanhado de um viés negativo na classificação.

A equipe econômica do governo já conta com a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do país pela agência de risco Moody's, informa reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quarta-feira.

No próximo mês, o analista sênior da agência Mauro Leos desembarca no Brasil para fazer a análise anual das finanças do país.

"O rebaixamento não deve assustar o governo. Já está na conta. A discussão agora é o viés negativo", afirmou uma fonte ao jornal sob condição de anonimato.

O viés negativo indica uma probabilidade maior de perda do grau de investimento numa próxima avaliação. A nota atual do Brasil na agência é "baa2". Se rebaixada, o rating passa a ser "baa3", último degrau dentro do grau de investimento. Fora dessa classificação, o país é excluído da lista de bom pagador e passa a pagar juros mais caros para contrair financiamentos.

Técnicos do governo prevêem que não será uma tarefa fácil convencer a agência a não apontar a perspectiva negativa. Isso porque a análise será feita em um momento de incertezas quanto ao cumprimento da meta do superávit primário e de deterioração dos indicadores econômicos, sobretudo o de encolhimento da economia brasileira e o de queda na arrecadação.

Para impedir isso, o governo deve apresentar aos técnicos todas as medidas de ajuste fiscal que estão sendo implementadas pelo governo e cujos resultados só devem aparecer em 2016.

A agência Moody's é considerada a mais conservadora das três grandes - as outras são a Standard & Poor's e a Fitch Ratings. Foi ela a última a conceder o grau de investimento para o país em 2009. (Revista Veja 17/06/2015)

 

Se desoneração acabar, indústria de máquinas demitirá 150 mil

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, número de demissões pode chegar a 800 mil trabalhadores, se contabilizados empregos indiretos gerados pelo setor.

A reversão da desoneração da folha de pagamentos para a indústria de transformação, se aprovada pelo Congresso Nacional, deverá provocar a demissão de 150 mil trabalhadores no setor de máquinas até o fim deste ano, afirmou nesta quarta-feira o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza. Segundo ele, o setor tem 350 mil empregos diretos e o número a ser cortado superaria o total de funcionários de toda a indústria automotiva (112,2 mil funcionários em maio).

"O que vai acontecer é que, com essa confluência de juros absolutamente extorsivos, com Selic a quase 14%, que cauteriza qualquer vontade de investir, somada agora com essa reversão das desonerações, vai ser uma pá de cal. Vamos começar a demitir de forma brutal", afirmou o executivo em entrevista aoBroadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. De acordo com o presidente da Abimaq, se contabilizados os empregos indiretos gerados pela indústria de máquinas e equipamentos, o número de demissões neste ano chegará a 800 mil trabalhadores.

Pastoriza criticou o relatório do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), que prevê recomposição menor das alíquotas de desoneração para as áreas de comunicação social, transportes, alimentos da cesta básica e call centers. "Isso foi politicagem pura", disse. Inicialmente, o governo federal era contra a proposta de Picciani, mas, conforme revelou reportagem do Estado de hoje, teria cedido e aceitado a flexibilizar alguns itens da proposta para evitar uma derrota durante a votação. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, contudo, disse há pouco desconhecer esses escalonamentos.

"São setores que não têm nenhuma razão técnica para receber o benefício (da desoneração) porque não sofrem concorrência dos importados", criticou o executivo. Ele lembrou que, originalmente, a política de desonerações foi criada em 2011 para 12 setores da indústria de transformação para compensar a perda de mercado frente aos importados, em razão do chamado "custo Brasil" e do câmbio desvalorizado. "Nessa época, a desoneração segurou empregos que deveriam ter sido cortados", ressaltou. A desoneração para os outros setores só foi incluída pelo Executivo posteriormente.

Pastoriza destacou que, mesmo acima de R$ 3, o nível atual do dólar não tem ajudado a indústria. "A única vantagem foi em relação ao mercado americano porque outras moedas asiáticas e o euro também se desvalorizaram (frente ao dólar)", disse.

Para ele, não adianta a moeda americana estar valorizada se não há "juros civilizados". Segundo o executivo, a Selic a quase 14% causa duplo mal estar para a indústria: atrai o capital especulativo que mantém o dólar artificialmente baixo e inibe investimentos produtivos. "Sem swap e com juros menores, o dólar certamente subiria a mais de R$ 3,5". (O Estado de São Paulo 18/06/215)

 

Agricultura pode contribuir para redução do aquecimento global

Agricultura participa da proposta brasileira para a COP 21, que será realizada em Paris no mês de dezembro.

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou nesta quarta-feira (17) que a pasta está negociando, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, a proposta que o Brasil levará à Conferência do Clima de Paris (COP 21). Ela falou sobre o papel da agricultura na redução de gases de efeito estufa durante entrevista à imprensa nesta tarde.

“Estamos participando de todas as negociações junto com a ministra Izabella Teixeira e só temos coisas boas para mostrar”, afirmou a ministra ao citar o cumprimento da meta de diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado e o sucesso do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono).

Atualmente, as florestas brasileiras sequestram por ano volume de gás carbônico correspondente ao que a indústria nacional emite em dois anos, de acordo com a ministra. “Além disso, o Brasil tem 61% de seus biomas originais preservados. Nós estamos nos empenhando para fazer a coisa certa, com plantio direto e integração lavoura-pecuária, sempre procurando tecnologia e inovação para fazer uma agricultura sustentável”, completou (Mapa 17/06/2015)

 

MS: Incêndios em canaviais provocam prejuízo de R$ 3 milhões

Os focos simultâneos de incêndios causados no último domingo (14) em nove fazendas que fornecem cana-de-açúcar à UCR – Unidade Costa Rica – MS, geraram aproximadamente prejuízos em torno de R$ 3 milhões à Odebrecht Agroindustrial, conforme informações constantes no BO 1058/2015, registrado na tarde de segunda-feira (15) pelo advogado da empresa, Wellington Divino Tavares Oliveira.

As fazendas atingidas foram: Piacatu; Santa Catarina; Generosa; São Sebastião do Imbirussú II; Imbirussú III; Nossa Senhora Aparecida; Nossa Senhora Aparecida II; Furnas do Indaiá II; Ouro Claro; Eldorado; Eldorado II e Feliz, atingindo aproximadamente 2.610,70 hectares, dos quais 1.873,21 ha de plantação de cana e 737,49 ha de palha de cana.

E ainda foram atingidos 27 ha de APP – Área de Preservação Permanente – nas fazendas Santa Catarina e Furnas do Indaiá II; 149,12 ha de reserva legal nas propriedades rurais Piacatu; Nossa Senhora Aparecida II e Santa Catarina. Também na fazenda Piacatu 11 ha de plantação de eucalipto e 3,95 hectares de pastagem na fazenda Nossa Senhora Aparecida II.

Para o controle do fogo foram mobilizados 67 brigadistas e 23 integrantes da empresa, bem como, 12 caminhões bombeiro da UCR, outro da unidade Alto Taquari, dois caminhões de bombeiros da Usina Cerradinho, três da Iaco Agrícola, um caminhão do Corpo de Bombeiros local, uma motoniveladora, um trator com grade, dois tratores de apoio reboque, um trator plaina e uma ambulância.

Ainda conforme a empresa, não houve nenhum fenômeno climático na região que poderia provocar o fogo, como raios, por exemplo, e os incêndios começaram quase que no mesmo intervalo de tempo em vários locais e a operação da usina é totalmente mecanizada, sem o uso da queima antes do corte da cana.

“A queima da cana e da palha gerarão prejuízos materiais relevantes UCR, afetando indiretamente o Município de Costa Rica e o Estado de Mato Grosso do Sul. As áreas nas quais havia cana estavam fora de seu estágio de colheita, tinha cana com 6 a 9 meses à data do seu plantio, ou seja, longe do seu período de maturação e muito fora do seu melhor aproveitamento para a utilização no processo produtivo da UCR. A queima da palha por sua vez, afetará no balanço de biomassa da unidade gerando prejuízos na co-geração de energia”, relatou o advogado ao investigador da Polícia Civil que acrescentou “os investimentos realizados com a aplicação de herbicida e adubo nas áreas de palhada queimadas se perderam”.

Ao finalizar seu depoimento, o representante da empresa relatou que “os incêndios fizeram com que todo o plano logístico de colheita dos canaviais tivesse que ser alterado para que fosse privilegiado a safra da cana queimada, o que aumentará sobremaneira os custos logísticos, certo ainda que será impossível a colheita integral da cana queimada a tempo dela ser aproveitada no processo produtivo. A UCR está apurando os prejuízos diretos, mas já pode estimar em no mínimo R$ 3.000.000,00”. (O Correio News 17/06/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Previsão de déficit: Os preços do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York diante de uma projeção de déficit de oferta na safra global 2015/16. Os contratos para outubro fecharam em alta de 9 pontos, a 11,77 centavos de dólar a libra-peso. A trading inglesa Czarnikow projetou um déficit de oferta de 1,7 milhão de toneladas, o primeiro após cinco safras de superávit. O número é resultado de uma expectativa de aumento no consumo global neste e no próximo ano e de uma leve redução da produção mundial. Também ontem, a Datagro estimou que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil deve ser de 32,3 milhões de toneladas, ante 32 milhões de toneladas produzidas em 2014/15. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,65%, para R$ 48,90 a saca de 50 quilos.

Soja: Uma tempestade: A passagem da tempestade tropical Bill nos Estados Unidos reforçou os receios em torno de mais atrasos no plantio da soja da safra 2015/16. Os lotes para agosto subiram 12 centavos, a US$ 9,5375 o bushel. A agência de meteorologia dos EUA informou que a tempestade estava no sul do país, movendo-se para o leste de Ohio e Texas, gerando inundações. A empresa de meteorologia DTN indicou que a umidade pode estressar as áreas plantadas e causar alguns danos. Os receios foram usados como argumento para os fundos recomprarem contratos, já que estão com forte posição vendida. Andrea Cordeiro, da Labhoro Corretora, acredita que os fundos compraram cerca de 17 mil contratos desde anteontem. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para a soja em Paranaguá subiu 1,38%, para R$ 67,68 a saca.

Milho: E m copo d'água: A entrada da tempestade tropical Bill nos Estados Unidos também sustentou os preços do milho na bolsa de Chicago, apesar da situação das lavouras do cereal ser melhor que as de soja. Os contratos para setembro subiram 5,5 centavos, para US$ 3,6525 o bushel. O plantio do milho da safra 2015/16 já foi encerrado e, segundo Pedro Dejneka, da AGR Brasil, as plantas já têm tamanho suficiente para não serem afetadas pela inundação na maior parte das lavouras. "Algumas áreas estão abaixo do nível, mas o mercado está fazendo uma tempestade em copo d'água", disse Dejneka, que acredita em um leve aumento na projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a área plantada no país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 0,12%, para R$ 25,19 a saca.

Trigo: Seu nome é Bill: O mercado do trigo também deslocou suas atenções para a tempestade tropical Bill, que alcançou algumas áreas produtoras do cereal nos Estados Unidos. Na bolsa de Chicago, os papéis para setembro subiram 2,5 centavos, a US$ 4,97 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento caíram 0,75 centavo, a US$ 5,1475 o bushel. A tempestade alcançou o leste de Ohio e Texas, um dos principais Estados produtores do país, provocando chuvas na região. O clima atrapalha o ritmo da colheita, que já está atrasado. No entanto, as partes a oeste do cinturão de trigo seguem com clima mais seco, permitido o avanço da colheita. No Paraná, o preço médio do trigo caiu 0,18%, para R$ 34,30 a saca, segundo o Deral, da Secretaria de Agricultura. (Valor Econômico 18/06/2015)