Setor sucroenergético

Notícias

Etanol chinês

Escolha um setor da economia:

Escolheu?  Tem chinês no meio.

Agora é a Anhui Guozhen que está chegando ao Brasil, disposta a fabricar etanol de celulose.

O grupo é um dos maiores produtores do biocombustível da Ásia.

Em alguns projetos, opera em parceria com a dinamarquesa Novozymes, que já tem negócios no Brasil. (Jornal Relatório Reservado 22/06/2015

 

Brookfield

Só dá Brookfield

Após comprar uma dezena de usinas geradoras da Energisa e ficar com a participação da OAS na Invepar, o grupo quer aproveitar a desvalorização dos ativos no setor imobiliário.

Uma importante incorporadora de São Paulo, controlada por fundos estrangeiros, está madurinha para cair no colo dos canadenses. (Jornal Relatório Reservado 22/06/2015)

 

Gazprom trabalha em aliança global com Shell

A Gazprom está trabalhando em uma aliança estratégica global com a gigante Royal Dutch Shell que incluirá troca de ativos e permitirá que a gigante russa do setor de gás penetre novos mercados, disse seu presidente-executivo à Reuters.

A Gazprom, maior produtora mundial de gás, disse na quinta-feira que a Shell e seus compradores de gás de longa data na Europa, a alemã E.ON e a austríaca OMV, concordaram em construir dois novos gasodutos sob o mar Báltico para a Alemanha.

Em uma rara entrevista, o presidente-executivo da empresa, Alexei Miller, disse que o acordo com a Shell também prevê uma expansão da fábrica conjunta de gás natural liquefeito de 20 bilhões de dólares na ilha de Sakhalin, assim como a troca global de ativos nas atividades de exploração, perfuração e produção.

"Documentos de tal importância são assinados somente uma vez a cada cinco anos ou talvez a cada dez", disse Miller.

O acordo com a Shell é uma boa jogada para a Gazprom em um momento no qual muitas companhias ocidentais estão reduzindo sua exposição à Rússia por conta de sanções do Ocidente devido às atividades de Moscou na Ucrânia. (Reuters 19/06/2015)

 

Açúcar: Patamar de crise

O excesso de açúcar no mundo e a alta do dólar ocorrida na sexta-feira foram responsáveis por conduzir as cotações do açúcar demerara ao menor valor em seis anos e meio na bolsa de Nova York.

Os lotes para outubro caíram 14 pontos, a 11,55 centavos de dólar a libra-peso, ao menor valor desde 23 de dezembro de 2008, quando o mercado refletia o estouro da crise internacional.

Apesar das perspectivas de déficit de oferta na safra global 2015/16, que começa em outubro, os estoques globais estão tão elevados, após cinco safras de superávit, que uma produção menor não deve sustentar os preços, como apontam consultorias.

A progressiva alta do dólar também pressiona as cotações.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,48%, para R$ 47,92 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 22/06/2015)

 

Dólar forte aumenta chance de 6º ano de excedente no mercado global de açúcar

O dólar mais valorizado está aumentando a perspectiva de um sexto ano de excedente no mercado global de açúcar em 2015/16, aumentando a rentabilidade para produtores em moedas locais em países como o Brasil.

O dólar, moeda na qual a maior parte do comércio internacional de açúcar é realizado, ganhou força ante uma cesta de moedas este ano, incluindo o real. As vendas de produtores brasileiros têm crescido nos últimos meses, com a desvalorização do real compensando o impacto da queda dos preços do açúcar.

"Um real mais fraco reduz o impacto para as usinas exportadoras do Brasil", disse o consultor Michael Liddiard, da Agrilion.

O mercado global de açúcar tem registrado excedente por cinco anos consecutivos e especialistas, incluindo a Organização Internacional do Açúcar (OIA), a trading Czarnikow e a consultoria Green Pool, projetaram um modesto déficit em 2015/16, principalmente devido a um aumento no consumo, que sobe historicamente 2 por cento ao ano.

Contudo, consultorias disseram que a persistência da força do dólar poderia complicar a esperada mudança de um excedente para um déficit.

A trading Sucden afirmou em seu mais recente relatório trimestral que o excedente persiste no mercado global, com o crescimento da produção. "O excedente pode estar gradualmente caindo, de mais de 13 milhões de toneladas em 2012 para 6 milhões de toneladas em 2014 e provavelemente 4 milhões de toneladas em 2015... A produção acabou subindo entre 2013 e 2014 e deverá permanecer estável em 2015." (Reuters 19/06/2015)

 

Na Tailândia, momento crítico do mercado de arroz pode mudar perspectiva de preço do açúcar

Ao contrário do açúcar, que passa pela quinta safra seguida de superávit, o mercado de arroz deve registrar o segundo déficit consecutivo neste ano. Apesar disso, nos últimos meses, as cotações do cereal continuaram sob pressão por parte dos elevados estoques globais. No entanto, segundo o analista da FCStone, João Paulo Botelho, “muitos agentes neste mercado já vêm mudando de opinião e se tornando altistas para os preços do cereal em vista da situação dos estoques tailandeses e da probabilidade de ocorrência do El Niño”.

Somado ao efeito climático, a precária situação das reservas do grão pode acelerar uma virada nos preços internacionais deste produto. De acordo com a consultoria, isso poderia ajudar na volta de uma tendência de alta nos preços mundiais do açúcar, que estão nos menores níveis desde 2008.

Isso seria possível através de uma mudança na política atual do governo tailandês, que poderia reduzir seu apoio à produção do adoçante, dessa forma ajudando de forma decisiva nesta reversão nos próximos anos. “O quadro de excesso de oferta no mercado internacional já vem se revertendo, em vista principalmente da elevação da demanda. Na nossa estimativa, o superávit da safra 2014/15 será de apenas 502 mil toneladas”, completa o analista Botelho.

Ao longo dos últimos anos, a elevação dos estoques de arroz na Tailândia, maior exportador global do cereal e os baixos preços do produto no mercado internacional levaram o governo do país a incentivar cada vez mais a produção de cana-de-açúcar, de forma a reduzir as “montanhas de arroz” nas quais o país se atolava.

Contudo, após o excesso do produto em 2012/13, os estoques do cereal tailandês devem terminar a safra 2015/16 em apenas 6,3 milhões de toneladas, queda de mais de 50% em apenas três anos. Enquanto isso, as reservas de açúcar devem continuar se elevando e alcançar a máxima de 6,2 milhões de toneladas, mais do que dobrando em relação a quatro safras atrás. (FCStone 19/06/2015)

 

Índia fecha contratos para exportação de 50 mil t de açúcar branco, dizem fontes

As usinas de açúcar da Índia assinaram contratos para exportar 50 mil toneladas de açúcar branco para Sri Lanka, Mianmar, Afeganistão e Turcomenistão, a valores entre 340 dólares e 345 dólares a tonelada (base FOB), disseram fontes do mercado, referindo-se ao primeiro grande negócio do tipo nos últimos meses.

As cargas são para embarque em julho, acrescentaram.

A Índia, maior consumidor de açúcar do mundo, fechou acordo de exportação devido a uma queda acentuada nos preços locais.

Depois de cinco anos consecutivos de produção excedente, a Índia está com armazéns cheios de açúcar. Como resultado, os preços caíram e muitas usinas estão lidando com grandes dívidas.

Os estoques de açúcar devem atingir 10,3 milhões de toneladas em 1º de outubro, quando a nova temporada 2015/16 começa, aumento de 37 por cento em relação ao ano anterior.

A produção deste ano deve chegar a 28,5 milhões de toneladas, cerca de 4,5 milhões de toneladas a mais do que o consumo. (Reuters 19/06/2015)

 

Exportadores contestam Receita e dizem que não receberam créditos do Reintegra

Entidades representativas dos principais setores exportadores negaram que os ressarcimentos do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra) estejam em dia, como informou a Receita Federal na semana passada.

Representantes dos setores químico e sucroalcooleiro disseram ao Valor que ainda aguardam a regularização dos repasses.

Principal representante dos produtores de açúcar e álcool, a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) informou que "nenhuma usina associada recebeu os ressarcimentos referentes ao programa Reintegra e os respectivos créditos continuam em fase de análise por parte da Receita".

O executivo de uma multinacional sucroalcooleira disse ao Valor que o governo reconhece a necessidade de regularização dos repasses, mas alega que, pelo menos, os exportadores estão obtendo ganhos com o câmbio desvalorizado.

Segundo a fonte, o Ministério da Fazenda teria dito que "não há motivo para reclamar tanto". Diretora de economia da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fátima Giovanna Ferreira disse que as empresas do setor também não estão nada satisfeitas com o andamento do Reintegra.

Além de pendências, os exportadores reclamam da obrigatoriedade de que os créditos a receber sejam compensados para o pagamento de outros impostos.

"As empresas querem e têm o direito à autonomia no uso desses créditos. Às vezes, a companhia quer pagar um determinado tributo em outro momento, mesmo que mediante incidência de juros, mas essa opção não existe", disse a diretora da Abiquim.

As reclamações dos exportadores se concentram nos ressarcimentos referentes ao último trimestre de 2014 e aos três primeiros meses deste ano.

"O exportador conta com o valor, previsto em lei, e não recebe", afirmou outro representante do setor, que em abril levou o problema à presidente Dilma Rousseff, durante reunião do Conselho Consultivo do Setor Privado (Conex) da Câmara de Comércio Exterior.

O encontro contou a participação de 15 exportadores e seis ministros, além da presidente. "Cobramos e ela [Dilma] mandou pagar", disse o dirigente.

Na semana passada, o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita, Carlos Roberto Occaso, negou qualquer pendência no programa, criado em 2011.

O Reintegra devolve aos exportadores até 1% do faturamento com a venda de manufaturados, como compensação aos impostos indiretos incidentes na cadeia de produção.

O crédito vai subir para 2% em 2017 e 3% em 2018. Desde a criação do programa até 30 de abril deste ano, a Receita Federal recebeu 22 mil pedidos de ressarcimento, que totalizam R$ 9,5 bilhões.

Os pedidos das empresas têm que ser avaliados em até 90 dias. Procurada, a Receita reafirmou que não existe nenhum pedido de ressarcimento, já analisado, pendente de pagamento e que todas as solicitações pendentes estão em auditoria.

"Os sistemas estão processando os pedidos e, somente em 2015 já foram pagos mais de R$ 204,4 milhões, valor cerca de 25% superior ao verificado no mesmo período de 2014", informou a Receita.

Segundo o órgão, outros R$ 300 milhões já analisados não foram pagos por conta de débitos em nome das empresas. (Valor Econômico 22/06/2015)

 

Embrapa: em 26 anos, área de cana mais que dobra em São Paulo

A cana-de-açúcar tem avançado sobre áreas ocupadas pela citricultura no norte e nordeste do Estado de São Paulo, principais regiões produtoras de laranja do Brasil. Em 26 anos, a área cultivada com cana-de-açúcar mais que dobrou na região, passando de 1 milhão para 2,2 milhões de hectares. Já as terras destinadas à citricultura caíram de 488,6 mil para 281,2 mil hectares. A constatação é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade de Monitoramento por Satélite, com sede em Campinas (SP), e tem como base imagens de satélite registradas entre 1988 e 2014.

O levantamento abrange 125 municípios e uma área aproximada de 52 mil km? nas bacias dos rios Mogi-Guaçu e Pardo. São Paulo é o maior produtor mundial de citros, responde por 72,7% da produção nacional e tem aproximadamente 501,8 mil hectares dedicados à cultura, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Contudo, apenas na safra 2013, 36,7 mil hectares de laranja do Estado foram eliminados. Aproximadamente 70% dessa área foi substituída por cana-de-açúcar. Nos municípios estudados, verificou-se também que as áreas produtoras se dividem essencialmente entre a cana-de-açúcar e a laranja, sem diversificação de culturas.

Em todo o Estado, 5.250 propriedades deixaram de produzir citros entre o primeiro semestre de 2012 e o fim de 2014, segundo dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado (CDA). Destas, 90% são de pequeno porte, com menos de 15 mil plantas. Em Bebedouro, município que chegou a receber o título de Capital Nacional da Laranja, a área dedicada a citros passou de 40 mil hectares em 1988 para 13,2 mil hectares em 2014, segundo a Embrapa. Já a área cultivada com cana aumentou para 39,9 mil hectares, o equivalente a 60% do território do município, de 70 mil hectares.

Um dos principais motivos para a substituição de áreas de citros por canaviais é a baixa lucratividade no setor. A redução da demanda internacional por suco de laranja e a baixa remuneração ao produtor desestimularam pequenos e médios agricultores a renovar os pomares. Problemas fitossanitários com o greening, doença que surgiu há cerca de 10 anos e dificulta a condução normal da cultura, também vêm provocando perdas e elevando ainda mais o custo de produção.

"A indústria ligada à citricultura também perdeu força, fechando suas portas e encerrando as atividades no município. No caso da cana-de-açúcar, apesar da cultura ser bastante valorizada, não há usinas instaladas em Bebedouro. Houve queda na arrecadação de impostos, já que a produção é comercializada para usinas de outros municípios vizinhos", diz em comunicado o pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, Carlos Cesar Ronquim, responsável pelo estudo.

Além de Bebedouro, foram levantadas informações com produtores rurais e representantes da indústria de suco de laranja nos municípios de Colina, Itápolis e Olímpia. Nestas localidades, grandes áreas citrícolas também foram tomadas pelos canaviais, que hoje ocupam 50% ou mais do seu território.

Diversificação

O estudo analisou, ainda, municípios em que a expansão da cana-de-açúcar vem ocorrendo de forma diferente. Em Casa Branca, Conchal, Mogi Guaçu e Mogi Mirim, microrregião mais a sudeste no Estado, a área cultivada com citros cresceu, mesmo com as dificuldades no setor. Os produtores conseguiram manter a rentabilidade recorrendo a outras estratégias de comercialização e à diversificação agrícola na propriedade.

"Quando os preços se tornam inviáveis ou há queda na demanda das indústrias, estes produtores comercializam os frutos in natura. A proximidade com grandes centros de comercialização, como as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo, facilita o transporte e possibilita menores custos", explica o pesquisador da Embrapa.

O cultivo irrigado de grãos e olerícolas e os reflorestamentos comerciais, ainda presentes na microrregião, também permitiram aos proprietários rurais obter boa rentabilidade na propriedade. O pesquisador da Embrapa explica, contudo, que ainda serão necessários alguns anos para avaliar se a baixa lucratividade no setor citrícola não provocará redução de área de citros também nesses municípios.

O mapeamento realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite foi feito dentro do projeto CarbCana, que visa a avaliar a expansão da cana-de-açúcar no nordeste do Estado de São Paulo, uma das principais regiões produtoras do País. (Agência Estado 19/06/2015)

 

Reajuste da gasolina da Petrobras fica difícil com queda do consumo, diz fonte

A Petrobras voltou a sofrer com a defasagem dos preços da gasolina em relação ao mercado externo, ao mesmo tempo em que o momento de crise econômica no país, que colabora para a redução no consumo do combustível, dificulta um eventual reajuste no preço do produto, afirmou uma fonte da petroleira à Reuters.

"Tem que olhar o mercado e preço. Não adianta passar para o mercado algo que o mercado não vai aceitar", disse a fonte, preferindo ficar anônima.

O consumo da gasolina vendida nos postos teve queda em abril de 8,5 por cento ante o mesmo período do ano passado, segundo o mais recente dado da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado ao final de maio.

Além do desempenho econômico mais fraco, o consumo de gasolina tem sido afetado este ano pela melhora da competitividade do etanol hidratado, concorrente do combustível fóssil no Brasil, segundo a fonte.

"O mercado de gasolina está mais baixo e o etanol está competitivo. O mercado de gasolina está baixando e está menor", afirmou a fonte.

Em recentes entrevistas, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, tem sinalizado o desejo de manter os preços locais ajustados aos internacionais. A cúpula da companhia tem dito ter "liberdade" para praticar preços de mercado, visando reduzir os níveis de alavancagem da empresa.

Essa situação de queda no mercado de gasolina, por outro lado, limita perdas com a defasagem de preço do combustível em relação ao mercado externo, que está entre 5 e 7 por cento, segundo a fonte, uma vez que a Petrobras tem importado menos.

Após reajuste do preço da gasolina ao final do ano passado, a Petrobras passou a maior parte de 2015 vendendo o produto com prêmio ante o mercado externo. O déficit passou a ocorrer recentemente pelo fortalecimento do dólar frente ao real, além do preço mais alto do petróleo.

Durante abril e maio, a estatal registrou importação média de 30 mil a 35 mil barris por dia, segundo a fonte da empresa, abaixo da média dos três primeiros meses do ano, de 50 mil barris/dia.

A otimização da operação das refinarias também colabora na redução da importação.

"Queda na economia nunca é bom para o país, mas junto com o preço mais competitivo do álcool e melhor uso das refinarias, vem construindo um cenário positivo para a empresa", afirmou. "Importar menos com mais produtividade sempre é positivo para uma companhia."

A divisão de Abastecimento da empresa registrou no primeiro trimestre o primeiro lucro líquido em anos, de 6,18 bilhões de reais, ante prejuízo de 4,8 bilhões de reais no mesmo período do ano passado, justamente por vender combustíveis com prêmio ante o mercado externo, entre outros fatores.

Contudo, a defasagem recente da gasolina ainda não é considerada "expressiva" ou motivo de alarde dentro da companhia.

"Os preços podem ser consideravelmente alinhados, com um 'gap' de 5 a 7 por cento. Não sabemos se se sustenta ou não. Não há motivo para alerta ainda", declarou a fonte à Reuters.

A estatal, segundo a fonte, monitora o comportamento da demanda durante o verão nos Estados Unidos para definir sua estratégia de preços nos próximos meses.

"O verão norte-americano está começando e o que se vê é uma pequena pressão no preço da gasolina. Estamos olhando", disse.

Com a inflação em alta no país, em 8,47 por cento em 12 meses até maio, e com projeções acima de 8 por cento para o IPCA este ano, um novo reajuste no preço da gasolina pode ficar mais difícil de ser concedido pelo governo, o sócio majoritário da empresa.

No passado, o governo segurou o preço da gasolina como forma de evitar alta na inflação. (Reuters 19/06/2015)

 

Cooperativa do PR investe R$ 700 mi para crescer produção e armazenagem

A Agrária, cooperativa agroindustrial do Paraná, vai investir cerca de R$ 700 milhões até 2016. A maior parte dos recursos será destinada ao aumento da produção de malte e à elevação do espaço para armazenagem de grãos.

Com um aporte de aproximadamente R$ 340 milhões, o grupo vai ampliar em quase 60% a fabricação de malte na planta de Guarapuava.

A cooperativa é uma das principais fornecedoras da matéria-prima para os fabricantes de cerveja do país.

"O Brasil não é auto suficiente em malte, importamos uma parte do que vendemos. Por isso, vamos ampliar a capacidade", afirma Arnaldo Stock, diretor financeiro.

O produto, feito de cevada, diferencia a Agrária do perfil típico de cooperativas do Paraná, em que predominam grãos, como soja, e suínos.

O aumento da armazenagem de grãos, por sua vez, consumirá cerca de R$ 200 milhões, incluindo melhorias de acesso e pátio para veículos.

Os investimentos foram mantidos, mesmo com o cenário econômico ruim, porque eles já vinham sendo preparados antes da crise.

"O momento é de cautela e também estamos com receio. Talvez, se fossemos começar a discutir os projetos agora, não seríamos tão audaciosos assim", diz.

A Agrária financiará a maior parte dos aportes –cerca de 90%– por meio do BNDES e do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). (Folha de São Paulo 22/06/2015)

 

Uso de agrotóxico mais que dobrou de 2000 a 2012, aponta IBGE

Em 2002, o menor uso da série, comercialização era de 2,7kg por hectare. Já em 2012, número chegou a 6,9kg/ha; Glifosato, usado na soja, impactou.

A quantidade de agrotóxico entregue ao consumidor final mais que dobrou entre 2000 e 2012, mostrou a 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável Brasil (IDS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2002, quando houve o menor uso no período, a comercialização do produto era de 2,7 quilos por hectare. Em 2012, esse número chegou a 6,9kg/ha.

“As variáveis [da análise] são a quantidade de agrotóxico que são entregues ao consumidor final. Os que são comercializados, segundo relatório do Ministério do Meio Ambiente. É a relação entre a quantidade entregue ao consumidor final e a unidade diária de plantio”, explicou Rodrigo Pereira, gerente de Estudos Ambientais do CREN do IBGE.

O relatório apontou que os produtos considerados perigosos foram os mais representativos, respondendo por 64,1% dos itens comercializado entre 2009 e 2012. Segundo o especialista do IBGE, esse resultado foi puxado por um herbicida denominado Glifosato.

“É um produto medianamente perigoso e muito usado na cultura da soja. Se está usando muito no país, principalmente na área do Serrado e do Centro-Oeste. Glifosato é o componente mais comercializado”, completou Rodrigo Pereira.

O IBGE divulgou no dia 11 de junho que o Brasil deve colher este ano uma safra de 204,3 milhões de toneladas, 5,9% maior em relação a 2014 (192,9 milhões de toneladas), puxada principalmente pela soja, seguido do trigo.

“Aumentou a participação de todos os agrotóxicos. Vem aumentando por conta de agricultura mais intensiva, para exportação, vem aumentando uso, assim como fertilizante também”, explicou o especialista, que acrescentou que o relatório não informa, no entanto, o quanto é convertido em estoque ao produtor.

Periculosidade ambiental

Segundo Denise Kronemberger, Gerente de Estudos Ambientais do IBGE, uma das novidades do IDS 2015, é a inclusão, a partir de 2009, da apresentação da quantidade comercializada de agrotóxico, com classificação por periculosidade ambiental.

“Um estudo feito pela Anvisa sobre o componente químico de cada agrotóxico e efeitos que podem ter na saúde humana. Os mais comercializados são da classe III. Quanto mais baixa a classe, pior é, mais perigoso”, explicou a gerente.

As classes III (produto perigoso) e II (muito perigoso) foram as mais representativas no período 2009-2012, segundo o instituto. Eles participaram 64,1% e 27,7%, respectivamente, do total de agrotóxicos utilizados.

“A classe IV (produto pouco perigoso) apresentou crescimento contínuo no período analisado. Em 2012, as classes de agrotóxicos mais comercializadas foram os herbicidas, 62,2%, seguidos dos inseticidas (12,6%) e fungicidas (7,8%)”, informou o IBGE.

Região Sudeste

A pesquisa mostrou ainda que a região Sudeste apresentou a maior comercialização de agrotóxicos por unidade de área, 8,8 quilos por hectare, seguida pela região Centro-Oeste, 6,6 kg/ha.

“A região Sudeste é a que tem maior quantidade de comércio. Maior quantidade de agrotóxico por quantidade de área plantada. São 10,5 quilos por hectare no estado de São Paulo. Na Região Sudeste, total de 8,8 quilos por hectare. Então, São Paulo quem puxou”, concluiu Rodrigo Pereira.

O IBGE informou no relatório que o indicador utiliza os dados de comercialização disponibilizados pelo Ibama, "não significando que as quantidades vendidas tenham sido de fato usadas".

"Ocorrem casos em que o produto comprado não é utilizado, por não ser necessário, quando uma praga esperada não aparece ou o produto perde a validade. Contudo, essas informações de comercialização são uma boa aproximação do consumo de agrotóxicos". (G1 19/06/2015)

 

Planalto e PT avaliam que cerco a partido está se fechando

Prisão preocupa porque Dilma e Lula mantêm relação estreita com empreiteiro.

A prisão dos empresários das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez trouxe preocupação ao Palácio do Planalto. Apesar da intenção dos assessores palacianos em manter a presidente Dilma Rousseff totalmente afastada das polêmicas provocadas pela Operação Lava Jato e das consequências dela, o sentimento é que todo este processo acaba por desestabilizar o governo, que já se encontra sob ataques de vários setores e sofrendo com baixa popularidade.

A preocupação não é só pelo governo Dilma, mas também pelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que consideram ser o alvo atual da Lava Jato. Só que, mirando em Lula, não há como não respingar em Dilma. O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, foi visto muitas vezes no Planalto, durante o governo Lula e em inúmeras viagens do ex-presidente a África. Também acompanhou o presidente a Cuba, onde a empresa está à frente da construção do Porto de Mariel.

Desde 2011, Dilma se reuniu pelo menos cinco vezes oficialmente, com Marcelo Odebrecht. O último encontro foi há menos de um mês, no 26 de maio, no hotel Intercontinental, na Cidade do México.

Presidenta Dilma Rousseff posa para fotos com trabalhadores durante cerimônia de inauguração do Complexo Acrílico da BASF, em Camaçari (BA)

Marcelo Odebrecht, que era a figura central do evento, teve deferência especial por estar coordenando o encontro empresarial que Dilma prestigiou. Ontem, antes de embarcar para cumprir agenda em Camaçari, na Bahia, a presidente Dilma recebeu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no Palácio da Alvorada. Cardozo foi informar à presidente sobre a nova etapa da operação. Na volta da Bahia, nova reunião de avaliação da operação com Cardozo.

Proximidade

Marcelo Odebrecht sempre foi próximo dos petistas. Nos bastidores, auxiliares de Dilma e dirigentes do PT dizem que Cardozo perdeu o controle sobre as investigações da Lava Jato, da Polícia Federal. Em conversas reservadas, até mesmo petistas afirmam que a oposição fará de tudo para "pegar" o ex-presidente Lula.

A avaliação no PT é a de que o cerco está se fechando e que a crise política vai piorar. Mas, mesmo sabendo dos incômodos que a prisão dos empreiteiros pode trazer para o governo, assessores da presidente afirmam que não haverá problema em relação às doações de campanha. Justificam que os responsáveis das duas empresas declaram voto explicito aos adversários da petista no ano passado. Marcelo Odebrecht teria anunciado voto ao tucano Aécio Neves, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, a Marina Silva, do PSB (O Estado de São Paulo 20/06/2015)

 

Papéis mostram proximidade de Lula com empreiteiros

Ex-presidente era chamado de 'Brahma' por diretores da OAS em negociação de viagem bancada pela empresa. Em visita à África, em 2011, Lula pôs em sua delegação executivo da Odebrecht, o que gerou estranheza diplomática.

Documentos obtidos na Operação Lava Jato trouxeram à tona a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com executivos das maiores empreiteiras do país. Chamado de "Brahma" pelos diretores da OAS, Lula defendia, em viagens patrocinadas por empresários, seus interesses no exterior.

Em junho de 2013, num seminário em Lima, Lula dirigiu-se ao presidente do Peru, Ollanta Humala, sugerindo aliança com o empresariado.

À frente de uma delegação de 400 executivos, Lula afirmou que "não se deve ter vergonha" se há interesse financeiro. Porque "todo mundo que é empresário precisa ganhar dinheiro". Do Peru, a delegação --com executivos da OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez, além de empresas do porte da Embraer e Eletrobras-- viajou à Colômbia e ao Equador.

Cinco meses depois, Lula fez nova viagem sob patrocínio empresarial. Conversas por mensagens de texto capturadas em celulares de executivos da OAS indicam que a empreiteira não só deixou um avião à disposição do ex-presidente para que viajasse ao Chile, em novembro de 2013, como ajudou a definir sua agenda em Santiago.

Numa conversa, o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, referia-se a Lula pelo apelido de "Brahma" e discutia o roteiro com o executivo da empreiteira Cesar Uzeda.

"A agenda nem de longe produz os efeitos das anteriores do governo do Brahma, no entanto acho que ajuda a lubrificar as relações. (A senhora [Dilma] não leva jeito, discurso fraco, confuso e desarticulado, falta carisma)", escreveu Uzeda.

Pinheiro responde: "O Brahma quer fazer a palestra dia 24/25 ou 26/11 em Santiago. Seria uma mesa redonda para 20 a 30 pessoas. Quem poderíamos convidar e onde?"

As mensagens indicam que a agenda de Lula no Chile foi fechada com Clara Ant, ex-assessora da Presidência e diretora do Instituto Lula. No dia 25 de novembro, véspera da viagem, Uzeda sugere "checar com Paulo Okamotto se é conveniente irmos no mesmo avião".

Em viagem à Guiné Equatorial em 2011, como representante do governo Dilma, Lula colocou entre os integrantes de sua delegação oficial Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht preso na sexta (19). O caso foi revelado pelaFolha em 2013.

Lula e Alexandrino são conhecidos de longa data: no livro "Mais Louco do Bando", Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, relata uma viagem em 2009 que Alexandrino fez a Brasília com Emílio Odebrecht, presidente do conselho de administração da empresa.

Na época, Lula pediu ajuda à Odebrecht para o Corinthians construir seu estádio. A inclusão de Alexandrino no grupo causou estranheza no Itamaraty, que pediu informações à assessoria de Lula. (Folha de São Paulo 22/06/2015)

 

Periclitante? É pouco! - Por Arnaldo Luiz Corrêa

O mercado futuro de açúcar em NY fechou a semana nas mínimas de seis anos e meio, com o contrato julho/2015, que vence no final deste mês, encerrando a sexta-feira a 11.10 centavos de dólar por libra-peso. Desde o espocar dos champanhes no réveillon de 2008 não se via cotação tão baixa em meio à crise mundial que então afetava todas as commodities. Esse é o nosso cenário de hoje. O vencimento julho/2015 desvalorizou mais de 13 dólares por tonelada na semana acompanhado pelo outubro/2015 com queda de quase 12 dólares por tonelada e todos os demais vencimentos cuja oscilação negativa ficou entre 2 e 8 dólares por tonelada.

O mercado está largado. Tem açúcar oferecido ainda da entrega vultosa de maio. Compradores estão absolutamente tranquilos e sem a menor pressa de entrarem no mercado. No mercado doméstico, aparentemente desconhecendo os riscos de se comercializar açúcar baseado no índice Esalq, muitas comercializadoras estão recebendo açúcares cuja compra é precificada contra esse índice e entregando ao cliente baseado em NY. Prejuízo puro. Sempre discuti aqui que comercializar commodity baseando-se num índice que não possibilita o hedge, abre um enorme risco de base, não administrável e desnecessário. O mercado interno vai ter que evoluir e aprender a usar NY nas duas pontas. Essas mudanças só ocorrem pela dor, nunca pelo amor.

Com um custo de produção de açúcar estimado em 13.20 centavos de dólar por libra-peso equivalente FOB, uma usina que não tenha fixado seu açúcar de exportação por problemas de limite de crédito junto às tradings e se vê obrigada a embarcar o produto está tomando um prejuízo de 50 dólares por tonelada, sem considerar o custo financeiro. Difícil encontrar um adjetivo que qualifique essa situação: periclitante? É pouco. Desesperadora, talvez.

E o pior que ainda temos espaço para cair mais porque junho é o mês que sazonalmente normalmente traz os preços mais baixos do ano safra. Será que esse ano vamos quebrar a escrita? Ou seja, será que julho vai conseguir ser pior que junho? De 2000 para cá isso ocorreu em apenas 20% das vezes, nas demais o julho sempre recuperou os baixos preços de junho.

Veja bem, nas últimas quinze safras em 97% dos casos os preços mais baixos se concentraram no primeiro semestre do ano. Em apenas uma ocasião, das 33 vezes que apuramos ao longo desse período de quinze anos, o preço médio mensal ficou abaixo da média do ano ocorreu no segundo semestre: isso foi em dezembro de 2011 quando a média de 23.42 centavos de dólar por libra-peso daquele mês ficou inferior à média de 25.61 apurada no ano safra.

O modelo de previsão de preços da Archer estima ligeira recuperação no preço médio para o mês de julho/2015 comparativamente ao preço médio de junho embora no próximo mês o vencimento a ser considerado é o outubro /2015. O modelo coloca o preço médio de julho em 12.92 centavos de dólar por libra-peso (quase 100 pontos acima do preço médio de 11.84 no junho até o momento) tendo seu pico em outubro, ao redor de 14.20 centavos de dólar por libra-peso. Modelos não são perfeitos e falham: esse tem errado em média 6% do preço estimado vis-à-vis o preço realizado.

A economia brasileira em plena recessão não está considerada no modelo. A situação do setor estaria ainda pior não fossem as boas vendas de etanol cujo preço ao consumidor está competitivo em relação à gasolina. E o consumidor afetado pela queda da atividade econômica psicologicamente prefere com a mesma quantidade de reais colocar mais litros de etanol no tanque se comparado com a gasolina. São nuances do comportamento humano. No entanto, quando observamos que nos primeiros cinco meses deste ano apenas 885.000 veículos novos foram vendidos contra 1.334.000 no mesmo período do ano passado (queda de 34%) isso projeta que o mercado de combustível no Brasil vai deixar de consumir – considerando apenas essa redução nas vendas – algo como 750 milhões de litros. Agradeça ao PT.

A nona estimativa de fixação das usinas para a safra 2015/2016, segundo o modelo desenvolvido pela Archer, até 31 de maio de 2015, é de 56.47% ao preço médio de 15.44 centavos de dólar por libra-peso. Esse valor equivale a 41.71 centavos de real por libra-peso e o câmbio médio feito pelas usinas correspondente a essas fixações é de 2.7009. As fixações correspondem a R$ 956.69 por tonelada FOB.

O volume de fixação nesta safra é inferior em 1.47 pontos percentuais ao da safra passada no mesmo período (57.94%) e, embora a fixação em dólares da 2014/2015 tenha sido superior, cravando 17.52 centavos de dólar por libra-peso, o valor em reais foi 3.25% menor, alcançando em 30 de abril de 2014 o valor de R$ 925.59 por tonelada FOB.

A Archer realiza o II Curso Avançado de Opções Agrícolas (Noturno), de 17 a 20 de agosto, das 19 às 23 horas, a ser realizado em São Paulo próximo ao metrô Paraíso. Para mais informações envie um e-mail para priscilla@archerconsulting.com.br (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Patamar de crise: O excesso de açúcar no mundo e a alta do dólar ocorrida na sexta-feira foram responsáveis por conduzir as cotações do açúcar demerara ao menor valor em seis anos e meio na bolsa de Nova York. Os lotes para outubro caíram 14 pontos, a 11,55 centavos de dólar a libra-peso, ao menor valor desde 23 de dezembro de 2008, quando o mercado refletia o estouro da crise internacional. Apesar das perspectivas de déficit de oferta na safra global 2015/16, que começa em outubro, os estoques globais estão tão elevados, após cinco safras de superávit, que uma produção menor não deve sustentar os preços, como apontam consultorias. A progressiva alta do dólar também pressiona as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,48%, para R$ 47,92 a saca de 50 quilos.

Algodão: Pressão em NY: Os contratos futuros do algodão cederam na sexta-feira na bolsa de Nova York diante do fortalecimento global do dólar. Os lotes para outubro fecharam a 65,06 centavos de dólar a libra-peso, uma queda de 82 pontos. Os receios com o impasse nas negociações entre o governo da Grécia e seus credores e uma nova onda de compras de dólar após a última ata do Fed impulsionaram a moeda americana ante diversas divisas. Com isso, o algodão americano torna-se mais caro para os compradores globais, restringindo o apetite da demanda externa. Também há mais otimismo com a safra dos Estados Unidos, onde as lavouras receberam grandes volumes de chuvas nos últimos dias. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,04%, a R$ 2,1198 a libra-peso.

Soja: Atrás dos lucros: Os investidores do mercado da soja venderam posições na bolsa de Chicago na sexta-feira para tentar embolsar os lucros acumulados nas três sessões anteriores. Os lotes para agosto caíram 5,25 centavos, a US$ 9,5525 o bushel. Apesar dos receios com o excesso de umidade nas plantações levantados com a passagem da depressão tropical "Bill" pelo sul dos Estados Unidos, as previsões climáticas apontam para um tempo mais firme nesta semana. Isso pode permitir uma corrida dos produtores para encerrar o plantio antes do fim do prazo ideal, dia 25. Os fundos aproveitaram o cenário mais otimista para as plantações para tentar embolsar os ganhos recentes. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para a oleaginosa em Paranaguá subiu 0,35%, para R$ 67,87 a saca.

Milho: Recuo em Chicago: Os preços do milho recuaram na sexta-feira na bolsa de Chicago, em um dia de realização de lucros e otimismo com relação à safra americana. Os lotes para setembro tiveram queda de 4,75 centavos, para US$ 3,5875 o bushel. Embora a depressão "Bill" continuasse sobre o sul do Meio-Oeste dos EUA no fim da semana passada, as previsões para esta semana eram mais positivas para as plantações, com tempo quente e seco em vista. Além disso, como o plantio terminou antecipadamente, os riscos das últimas chuvas são poucos, segundo analistas. A consultoria Informa Economics elevou sua projeção para a área plantada no país de 35,77 milhões de hectares para 35,94 milhões de hectares. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa caiu 0,36%, para R$ 25,00 a saca. (Valor Econômico 22/06/2015)