Setor sucroenergético

Notícias

Louis Dreyfus

As feridas nas finanças da Louis Dreyfus

Commodities terão cada vez menos algodão para ajudar na cicatrização.

O grupo francês estuda desativar uma de suas três unidades destinadas à produção

da fibra no Brasil.

Formalmente, a Louis Dreyfus nega a medida. (Jornal Relatório Reservado 24/06/2015)

 

Biodiesel

Fundos chineses rondam a gaúcha Olfar. A

empresa é dona de uma das maiores plantas de biodiesel do país, no Rio

Grande do Sul, com capacidade para 300 milhões de litros por ano.

Consultada pelo RR, a Olfar rechaça o assédio asiático e garante não estar à venda. (Jornal Relatório Reservado 24/06/2015)

 

Açúcar: Ainda há sobras

Os preços do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, em meio à alta do dólar frente o real e ao excesso de oferta mundial.

Os lotes para outubro caíram 17 pontos, a 11,77 centavos de dólar a libra-peso.

A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que a produção da commodity desde o início da moagem até 16 de junho está 3,11% menor que no mesmo período da safra passada.

A queda é resultado do maior uso da cana para produzir etanol e da menor concentração de açúcar na cana.

Porém, o mercado se guiou ontem pelo câmbio, além do fato de que a fila de navios de açúcar do Centro-Sul está "nas mínimas históricas para o período", indicou Bruno Zaneti, da FCStone.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,15%, para R$ 47,71 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 24/06/2015)

 

Cogeração ajuda nos lucros da Raízen

Companhia da Cosan e da Shell moeu 7,1% menos.

A venda de energia elétrica produzida através da biomassa ajudou a Raízen Energia a ampliar os lucros operacionais no ciclo 2014/15, compreendido entre 01 de abril de 2014 e 31 de março último.

No período, a companhia, que possui 24 usinas e 13 vendem energia excedente do processo de cogeração, apurou receita líquida de R$ 604 milhões, alta de 49,6% na comparação com a temporada 13/14.

“Este aumento é reflexo de melhorias operacionais que possibilitaram o aumento na geração de energia, apesar de menor disponibilidade de cana, e da venda de energia no mercado spot, cujo volume e preço foram mais altos que no mesmo período anterior”, explica a Raízen em seu relatório trimestral 4T (dezembro de 2014 a março último), divulgado nesta segunda-feira (22/06).

No ciclo 14/15, a receita operacional líquida da Raízen totalizou R$ 9,7 bilhões, alta de 3% sobre os R$ 9,4 bilhões apurados na 13/14. As vendas de açúcar chegaram a R$ 4,2 bilhões, queda de 2,5% ante os R$ 4,5 bilhões obtidos na temporada anterior.

Já as vendas de etanol totalizaram R$ 4,7 bilhões, alta de 4,9% ante os R$ 4,5 bilhões apurados no ciclo 13/14.

Conforme a Raízen, “os principais responsáveis pelo aumento da receita líquida no período foram os maiores volumes vendidos tanto de açúcar quanto de etanol, bem como o maior preço médio de açúcar praticado no mercado.

No [ciclo entre abril a março últimos], a receita operacional líquida totalizou R$ 9,7 bilhões, maior em 3,0% na comparação com R$ 9,5 bilhões da safra anterior, reflexo, principalmente, do maior volume e preço médio de venda de etanol, assim como a elevação do preço médio de energia no período.”

Produção

Parte dos resultados produtivos resulta da queda da moagem de cana-de-açúcar. No ciclo 14/15 até 31 de março último, as 24 unidades da Raízen moeram 57,1 milhões de toneladas, queda de 7,1% ante o ciclo 13/14 até 31 de março de 2014, que processou 61,4 milhões de toneladas.

Com a moagem, a Raízen chegou a 4,1 bilhões de toneladas de açúcar, recuo de 9,2% ante as 4,5 bilhões produzidas no ciclo 13/14.

Já a produção de etanol na 14/15 foi de 2,1 bilhões de litros, alta de 1,3% ante os 2 bilhões fabricados na temporada anterior. (Jornal Cana 23/06/2015)

 

Mais caro, BNDES ‘perde’ clientela

Desembolsos pelo PSI despencam 43%.

Por conta das taxas de juros mais elevadas, o Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI) registra ‘fuga’ de interessados, muitos deles do setor sucroenergético, uma vez que a linha prioriza bens de capital.

Conforme divulgação do próprio BNDES, entre janeiro e maio passado os desembolsos de PSI somaram R$ 16,3 bilhões, volume 43% inferior ao comparado ao mesmo período de 2004.

Segundo a instituição financeira pública, mesmo com juros elevados, o BNDES PSI tem taxas “ainda bastante competitivas”. (Jornal Cana 23/06/2015)

 

Alta na tributação de importado não afetará preço do etanol, diz setor

A sanção da Medida Provisória nº 668, que eleva as alíquotas PIS/Pasep e Cofins para produtos importados, deve ter pouco impacto sobre os preços do etanol, cuja tributação agora é de 11,75%. De acordo com representantes do setor sucroenergético ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a MP pode, contudo, provocar alguma restrição de oferta, mesmo que pontual, no início do ano que vem, quando o Centro-Sul do País, principal região produtora, estiver na entressafra.

"Dado o consumo crescente de etanol, pode ser que falte produto em janeiro e fevereiro (de 2016). Mas, neste momento, não vejo um grande impacto", disse o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa. Para Tarcilo Rodrigues, diretor-executivo da comercializadora Bioagência, a nova alíquota representa "aumento de custo e pode tornar inviável a importação". Mesmo assim, ele também avalia que os preços e o suprimento do biocombustível devem ser pouco afetados. "No Centro-Sul, os volumes já estão assegurados por contratos. E há espaço para produzir mais (anidro), se for necessário", destacou.

No ano passado, com o imposto em 9,25%, o Brasil comprou em torno de 400 milhões de litros de etanol, segundo informações de mercado. A maior parte desse volume foi direcionada ao Norte/Nordeste que, ao contrário do Centro-Sul, tem "janela" e consegue arbitragem favorável para importação. Neste ano, porém, ainda não foi registrada nenhuma movimentação.

A MP foi sancionada ontem pela presidente Dilma Rousseff e se tornou a Lei 13.137. Além do etanol, houve ainda o aumento de PIS/Pasep e Cofins no caso de cervejas, chás, isotônicos, energéticos, chope e refrigerantes, conforme pretendia a Receita Federal. Com a medida e aumento da tributação de importados, o governo espera inicialmente uma elevação de R$ 1,19 bilhão ao ano na arrecadação, sendo R$ 694 milhões só em 2015. (Reuters 23/06/2015)

 

Moagem no Centro-Sul atinge 39,38 milhões de toneladas

A moagem pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil alcançou 39,38 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nos primeiros 15 dias de junho, 5,18% inferior às 41,53 milhões de toneladas processadas no mesmo período de 2014 e redução de 2,43% em relação à última quinzena de maio de 2015 (40,36 milhões de toneladas).

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 16 de junho, a quantidade moída atingiu 153,90 milhões de toneladas, contra 158,85 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior – ligeira redução de 3,11%.

Em relação ao número de usinas em safra, até 16 de junho 264 unidades estavam em operação no Centro-Sul, contra 271 observadas até a mesma data de 2014.

O diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, destaca que “a moagem na safra 2015/2016 ainda continua inferior àquela observada no último ano e as condições climáticas nos próximos meses serão fundamentais para determinar o ritmo de processamento e o número final de moagem da atual safra”.

Qualidade da matéria-prima

Na primeira metade de junho, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 124,34 kg por tonelada de cana-de-açúcar processada. Este resultado é praticamente igual ao verificado na quinzena anterior (124,22 kg por tonelada), mas corresponde a uma retração de 4,22% comparativamente ao índice computado no mesmo período do último ano (129,81 kg por tonelada).

No acumulado desde o início da atual safra 2015/2016 até 16 de junho, a concentração de ATR totalizou 118,40 kg por tonelada de matéria-prima, mais de 3 kg abaixo dos 121,65 kg por tonelada registrados em igual período de 2014.

Produção de açúcar e etanol

Na primeira quinzena de junho, a produção de açúcar alcançou 1,97 milhão de toneladas, contra 2,32 milhões de toneladas verificadas em idêntico período da safra 2014/2015 – expressiva queda de 14,98%. O volume produzido de etanol atingiu 1,66 bilhão de litros, sendo 638,33 milhões de litros de etanol anidro e 1,02 bilhão de litros de etanol hidratado. Especificamente a produção deste último, o etanol hidratado, aumentou 10,01% sobre os 928,31 milhões de litros fabricados na mesma quinzena de 2014.

Para o diretor da UNICA, “mais uma vez, os números de produção registrados até o momento confirmam a tendência de um mix de produção mais alcooleiro para a atual safra”. Com efeito, no acumulado desde o início da presente safra até a primeira metade de junho, 61,11% da matéria-prima processada direcionou-se à produção do biocombustível, ante 57,87% verificados até a mesma data de 2014. Na primeira quinzena de junho, esta proporção atingiu 57,71%, significativamente maior aos 54,82% apurados no mesmo período do último ano.

Com isso, a fabricação de açúcar acumulada até 16 de junho totalizou 6,75 milhões de toneladas, mais de 1 milhão de toneladas abaixo do valor observado em igual período da safra 2014/2015 (7,76 milhões de toneladas). Já a produção de etanol acumulada nesse período alcançou 6,58 bilhões de litros, dos quais 4,50 bilhões de litros de etanol hidratado e 2,08 bilhões de litros de etanol anidro.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 1,19 bilhão de litros na primeira metade de junho, forte aumento de 29,63% relativamente à mesma quinzena de 2014. Deste total, 66,04 milhões de litros destinaram-se às exportações e 1,13 bilhão de litros ao mercado doméstico. Neste mercado, o volume comercializado de etanol hidratado alcançou 737,24 milhões de litros, mais que 50% do montante registrado na mesma quinzena de 2014 (483,18 milhões de litros). Já as vendas de etanol anidro totalizaram 390,42 milhões de litros.

No acumulado de 1º de abril até 16 de junho, o montante de etanol comercializado pelo Centro-Sul atingiu 5,63 bilhões de litros, crescimento significativo de 16,13% em relação ao mesmo período de 2014. O destaque cabe às vendas de etanol hidratado ao mercado interno, que aumentaram 43,09%: 3,66 bilhões de litros entre 1º de abril até 16 de junho, frente a 2,56 bilhões de litros observados no mesmo período do ano passado.

Para Rodrigues, “o aumento no preço da gasolina, as alterações tributárias observadas em diversos estados consumidores no início de 2015 e a maior produção de etanol estão dando sustentação às vendas do produto no mercado brasileiro”. Como amplamente reconhecido, esse movimento traz benefícios ambientais em relação à gasolina e, ainda, deve exigir menor importação de combustíveis para garantir o suprimento doméstico neste ano, acrescentou o executivo. (Unica 23/06/2015)

 

Plantios de cana-de-açúcar crescem em áreas de citricultura em São Paulo

Mapeamento realizado com base em imagens de satélite registradas nos  anos de 1988 e de 2014 mostra a expansão da cana-de-açúcar e a diminuição das áreas ocupadas pela citricultura numa das regiões mais importantes para a produção de suco de laranja do País. Em 26 anos, parte da região norte e o nordeste do Estado de São Paulo viu dobrar a área cultivada com cana-de-açúcar, passando de 1 milhão para 2,2 milhões de hectares, enquanto  áreas dedicadas à citricultura reduziram-se quase pela metade, de 488,6 mil para 281,2 mil hectares.

O levantamento realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite abrangeu 125 municípios, que ocupam uma área em torno de 52 mil km2 e fazem parte das Bacias dos rios Mogi-Guaçu e Pardo. A mudança de perfil na produção agropecuária transformou regiões que antes se caracterizavam como cinturões citrícolas, com impactos sociais,  econômicos e ambientais. São Paulo é o maior produtor de citros do País, com 72,7% de participação na produção nacional e uma área estimada em 501,8 mil hectares, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Porém, só na safra 2013 foram erradicados 36,7 mil hectares no estado, sendo que 70% dessa área foi substituída por cana-de-açúcar.

De acordo com dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (CDA), um total de 5.250 propriedades deixou de produzir citros no estado entre o primeiro semestre de 2012 e o final de 2014 reduzindo o parque citrícola paulista em 35 milhões de árvores (citros). Das propriedades que deixaram de produzir citros, 90% são propriedades de pequeno porte, com menos de 15 mil plantas.

O Município de Bebedouro é um exemplo. A cidade chegou a receber o título de Capital Nacional da Laranja, mas nos últimos anos a citricultura foi sendo substituída gradativamente pelos canaviais. Dados de 1988, mapeados pela Embrapa, mostram que a cultura do citros ocupava naquele ano cerca de 40 mil hectares do município. Já em 2014, essa área foi reduzida para 13,2 mil hectares, enquanto a área cultivada com a cana passou para 39,9 mil hectares. O município tem 70 mil hectares e, hoje, quase 60% de seu território é cultivado com cana-de-açúcar. A citricultura tornou-se uma atividade secundária.

"Com essa mudança, a indústria ligada à citricultura, por consequência, também perdeu força, fechando suas portas e encerrando as atividades no município. No caso da cana-de-açúcar, apesar da cultura ser bastante valorizada, não há usinas instaladas em Bebedouro e o município sofreu com a redução na arrecadação de impostos, já que a produção é comercializada para usinas de outros municípios vizinhos", explica o pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, Carlos Cesar Ronquim, responsável pelo estudo.

Além de Bebedouro, foram levantadas informações com produtores rurais e representantes da indústria de suco de laranja nos municípios de Colina, Itápolis e Olímpia. São casos em que grandes áreas citrícolas foram tomadas pelos canaviais, que hoje ocupam 50% ou mais do território desses municípios.

Motivos

A baixa lucratividade no setor é um dos principais motivos para a substituição do citros pela cana. Questões como a diminuição da demanda internacional por suco de laranja e a baixa remuneração ao produtor desestimularam pequenos e médios produtores a renovar seus pomares, levando muitos a abandonarem o setor. Além da baixa remuneração, os produtores vêm enfrentando sérios problemas fitossanitários com a doença denominada greening, que surgiu há mais ou menos 10 anos e dificulta a condução normal da cultura, provoca perdas e eleva ainda mais o custo da produção.

Entre os municípios estudados, também foi possível verificar que a área cultivada se divide quase que exclusivamente entre a cana-de-açúcar e a citricultura. "Não ocorreu uma diversificação na produção agropecuária. Antigas áreas dedicadas à produção de culturas anuais e pastagem foram primeiro tomadas pela citricultura e agora pela cana-de-açúcar, ficando a economia do município dependente do desempenho do setor sucroenergético", afirma Ronquim.

Outro lado

O estudo coordenado pela Embrapa Monitoramento por Satélite também analisou outros quatro municípios em que o processo de expansão da cana-de-açúcar vem ocorrendo de forma diferente. Em Casa Branca, Conchal, Mogi Guaçu e Mogi Mirim, uma microrregião mais a sudeste no Estado de São Paulo, a área cultivada com citros cresceu, mesmo com as dificuldades no setor. Nesses municípios, os produtores conseguiram manter a rentabilidade lançando mão de outras estratégias de comercialização do produto e também com a diversificação agrícola na propriedade.

"Quando os preços se tornam inviáveis ou há queda na demanda por parte das indústrias, os produtores comercializam os frutos in natura. São municípios localizados próximos a grandes centros de comercialização, como as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo, o que facilita o transporte e possibilita menores custos", explica o pesquisador da Embrapa.

O cultivo irrigado de grãos e olerícolas e os reflorestamentos comerciais ainda são presentes na microrregião e também permitiram aos proprietários rurais obter uma boa rentabilidade na propriedade. "Essa realidade enfraqueceu a pressão pela mudança de uso da terra e a expansão da cana", conclui.

Ele afirma, porém, que ainda serão necessários alguns anos para avaliar se a continuidade da baixa lucratividade no setor citrícola não acabará provocando a diminuição da área citrícola também nesses municípios.

CarbCana

O mapeamento realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite é um dos resultados gerados pelo projeto CarbCana, pesquisa que visa avaliar a expansão da cana-de-açúcar numa das principais regiões produtoras do País, o nordeste do Estado de São Paulo.

Geotecnologias, como as imagens de satélite, são utilizadas para mapear a mudança de uso e cobertura das terras na região, onde áreas expressivas de pastagens, citros, café e grãos estão cedendo espaço para a cana, e avaliar os impactos sociais, econômicos e ambientais decorrentes. Entre as consequências ambientais, a pesquisa dá ênfase às variações na temperatura e no micro-clima da região e à análise das alterações no estoque de carbono do solo, importante para estudos sobre mudanças climáticas e sobre a emissão de gases de efeito estufa pela atividade agropecuária. O estudo da Embrapa está tendo continuidade com a avaliação dos impactos da expansão da cana-de-açúcar sobre áreas cultivadas com café, pastagem e culturas anuais. (Embrapa 23/06/2015)

 

Usinas à biomassa superam 10 GW em capacidade em abril; geração sobe 28%, diz CCEE

O Brasil registrou uma capacidade instalada de 10,6 gigawatts (GW) em usinas de energia elétrica movidas à biomassa no final de abril, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que também reportou a produção de 2,2 GW médios em eletricidade pelas plantas no mês, que marca o início da safra de cana-de-açúcar.

A capacidade das 231 usinas a biomassa do país representa pouco menos que a potência da hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no Pará e somará 11,2 GW.

A geração das usinas de biomassa, predominantemente bagaço de cana, teve um avanço de 28 por cento em abril em relação ao mesmo mês de 2014, com destaque para a produção das usinas instaladas em São Paulo (941 MW médios), Mato Grosso do Sul (322 MW médios), Goiás (288 MW médios) e Minas Gerais (189 MW médios).

A CCEE também destacou, em informe de imprensa, que as usinas eólicas em operação no país fecharam abril com 6,1 GW em capacidade, divididos em 240 empreendimentos. (Reuters 23/06/2015)

 

S&P rebaixa nota de crédito da Odebrecht, com perspectiva negativa

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou nesta terça­feira o rating de crédito corporativo em escala global da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) de “BBB” para “BBB-”, mantendo a nota em perspectiva negativa.

Agora, a companhia encontra-se no limite do grau de investimento e um novo rebaixamento implicaria sua entrada no grau especulativo com acesso a crédito mais restrito e caro nos mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, a agência reafirmou os ratings em escala nacional “brAAA” no longo prazo e “brA-1+” no curto prazo, revisando a perspectiva destas notas de estável para negativa.

Segundo a S&P, o rebaixamento reflete a exposição da Odebrecht a maior risco de reputação após a prisão de cinco de seus executivos, incluindo o diretor-presidente, Marcelo Odebrecht.

Uma piora na reputação da companhia pode implicar uma limitação no acesso a financiamento sob condições favoráveis e prejudicar a reposição da carteira de pedidos da empresa, uma vez que a reputação é um fator chave para companhias de construção, segundo a S&P.

Apesar das potenciais implicações das investigações de corrupção sobre a Odebrecht serem incertas, e seu balanço leve e forte liquidez mitigarem risco de curto prazo, a S&P avalia que há maior incerteza quanto à capacidade da companhia de passar num hipotético teste de estresse relacionado a um calote soberano.

Ainda de acordo com a agência, a perspectiva negativa reflete uma chance de uma em três de um novo rebaixamento de rating nos próximos 18 a 24 meses, em meio ao risco contingente das investigações de corrupção em andamento sobre diversas construtoras brasileiras.

A perspectiva negativa reflete ainda a exposição da Odebrecht a maior risco-país, diante da piora nas condições econômicas em países em que a companhia atua, incluindo Venezuela e Angola. (Valor Econômico 24/06/2015)

 

Biocombustíveis:CAE aprova estímulo à produção por agricultores familiares

O Brasil poderá ter uma política nacional de produção de biocombustíveis por micro-usinas, unidades com capacidade de produção de até 5 mil litros de álcool operadas por agricultores familiares. Projeto com esse objetivo foi aprovado nesta terça-feira (23) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

De autoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), o PLS 252/2011 já foi aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e, na CAE, recebeu relatório favorável da senadora Lúcia Vânia (Sem partido-GO). Na CI, o substitutivo reformula a abordagem normativa do projeto, que passa da criação de um programa de micro-usinas para a instituição de política nacional de produção de biocombustíveis por micro-usinas. Adapta os termos “álcool e biocombustível” e “micro-destilaria”, usando “biocombustíveis” e “micro-usinas”.

O substitutivo da CI proíbe a venda direta de biocombustível a postos de revenda de livre acesso. Também introduz dispositivos para garantir a sustentabilidade social e ambiental dos projetos, estimular as atividades de pesquisa e desenvolvimento nas áreas industrial e agrícola de produção de biocombustíveis por meio de micro-usinas e também incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva de equipamentos para micro-usinas.

Conforme emenda de Lúcia Vânia na CAE, os biocombustíveis comercializados pelas micro-usinas devem atender às especificações físico-químicas determinadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), sob pena de responsabilização administrativa, civil e penal.

A matéria ainda será examinada pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, em decisão terminativa. (Agência Senado 23/06/2015)

 

PIB do agronegócio recua em março, mas tem leve alta no 1º trimestre

Levantamento da CNA mostra avanço de 0,04% entre janeiro e março. Recuo no PIB continua puxado principalmente pela agricultura.

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio recuou 0,12% em março, mas encerrou o primeiro trimestre de 2015 com leve alta de 0,04%, mostra levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), divulgado nesta terça-feira, 23.

Todos os segmentos recuaram em março, com quedas de 0,19% nos insumos agropecuários, de 0,26% na produção agropecuária, de 0,05% na agroindústria e ainda de 0,01% no setor de serviços ao agronegócio.

O recuo no PIB do agronegócio continua puxado principalmente pela agricultura, com retrações de 0,21% em março e de 0,30% no primeiro trimestre. A pecuária ainda se manteve no campo positivo, com aumentos do PIB setorial de 0,07% no mês e de 0,74% de janeiro a março de 2015.

Com os resultados, a renda do agronegócio brasileiro é estimada em R$ 1,212 trilhão, dos quais R$ 819,16 bilhões (67,6%) do setor agrícola e R$ 393,1 bilhões (32,4%), do pecuário.

Insumos e agroindústria caíram

Todos os segmentos agrícolas apresentaram recuo em março, o maior deles, de 0,64%, para o setor primário. O setor de insumos recuou 0,39%, a agroindústria 0,03% e serviços caíram 0,02%.

No acumulado do trimestre, apesar da queda em março, apenas os insumos agrícolas mantiveram alta, de 0,39%, enquanto os demais apresentaram decréscimos acumulados de 0,79%, 0,22% e 0,24%, para primário, indústria e serviços, respectivamente.

Na pecuária, o desempenho positivo em março e no trimestre foi fruto das elevações para todos os segmentos, exceto o industrial. A indústria processadora de produtos animais recuou 0,23% no mês e 0,48% no trimestre.

Para os demais segmentos, houve elevação em março de 0,09% para insumos, de 0,18% para o setor primário e de 0,02% para serviços. No trimestre, as altas fora, respectivamente, de 0,9%, 1,18% e 0,53%.

Segundo avaliação do Cepea e da CNA, a agroindústria se mantém com o pior desempenho entre os segmentos do agronegócio após as retrações tanto no processamento vegetal e animal. A queda ocorreu principalmente pelo fraco desempenho dos preços no segmento, que caíram 5,8%, em comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Ainda segundo o Cepea e a CNA, os resultados do agronegócio nos primeiros três meses de 2015, em suas diversas cadeias e segmentos, sofrem os impactos do ajuste fiscal e das incertezas da economia brasileira.

"A inflação elevada, devendo chegar a 8,39% ao fim deste ano, e a retração no PIB, além de taxas de juros crescentes, estão inibindo as atividades da agropecuária brasileira", informaram a CNA e o Cepea.  (Agência Estado 23/06/2015)

 

Em 4 anos, venda de agrotóxicos cresce 144,11% em MS, aponta Ibama

Estado é o oitavo do país em venda de produtos agrotóxicos. Média de comercialização é de 5,73 quilos de produto por hectare.

Embalagens de defensivos agrícolas que foram recolhidas em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/TV Morena)

Em um período de quatro anos, entre 2009 e 2013, a venda de agrotóxicos, medida pela quantidade de ingrediente ativo nos produtos, cresceu 144,11% em Mato Grosso do Sul, passando de 10,147 mil toneladas para 24,770 mil toneladas. Os dados são do Boletim Anual de Produção, Importação e Vendas de Agrotóxicos do Brasil – edição 2013, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo o Ibama, com esse volume, Mato Grosso do Sul se manteve em todo este período como o oitavo maior consumidor de agrotóxicos do país. Em 2013, por exemplo, foi superado somente por Mato Grosso, com 87,520 mil toneladas; São Paulo, com 73,956 mil toneladas; Paraná, com 57,693 mil toneladas; Rio Grande do Sul, com 50,720 mil toneladas; Goiás, com 46,723 mil toneladas; Minas Gerias, com 34,482 mil toneladas e Bahia, com 26,425 mil toneladas.

Com base na área total cultivada com produtos agrícolas das chamadas lavouras temporárias em Mato Grosso do Sul em 2013, que, de acordo com dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), foi de 4,318,120 mil hectares, a média de comercialização de agrotóxicos no estado neste ano de 5,73 quilos por hectare.

Em relação a classificação quanto ao uso dos agrotóxicos vendidos no estado em 2013, o boletim do Ibama aponta que 69,52% do total comercializado no ano, o equivalente a 17,222 mil toneladas de produtos, foram de herbicidas, que são destinados ao controle de plantas daninhas. Outros 12,18%, 3,019 mil toneladas, foram de inseticidas e 6,06% do total, o que representou 1,502 mil toneladas, de fungicidas.

O restante das vendas foi distribuído entre produtos de 16 classes diferentes, que têm desde ação específica, com os formicidas, que são voltados ao controle de formigas, aos que tem efeito combinado, contra várias pragas e doenças. (G1 23/06/2015)

 

Nova rejeição da Syngenta não abala fé de líder da Monsanto em uma fusão

Nos seus 34 anos na Monsanto Co., o diretor-presidente Hugh Grant (foto) derrotou concorrentes e mesmo alguns críticos dentro da companhia com sua persistência e fala mansa. Agora, o líder da empresa que foi pioneira no desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas corteja a rival Syngenta AGSYNN. com uma oferta de compra de quase US$ 45 bilhões, que a fabricante suíça de pesticidas vem rejeitando repetidamente.

O negócio representaria uma ampla transformação para a maior vendedora de sementes do mundo. Comprar a Syngenta colocaria a Monsanto de volta no setor de pesticidas, onde Grant passou boa parte de sua carreira e transferiria a sede corporativa da Monsanto, hoje em St. Louis, no Estado do Missouri, para fora dos Estados Unidos, provavelmente envolvendo uma mudança no nome criado em 1901.

O escocês de 57 anos, que vê as negociações como um “longo jogo”, diz que não se sente desencorajado pelas recusas da Syngenta. “Apesar do ritmo, da rapidez e da falta de engajamento, eu sempre digo à equipe que sou uma exceção porque sou um escocês otimista”, disse Grant ao The Wall Street Journal em sua primeira entrevista desde que a Monsanto e a Syngenta revelaram as negociações em maio.

Grant elaborou pessoalmente a fusão com a cúpula executiva da Syngenta em abril. Agora, a Monsanto está fazendo lobby junto aos acionistas das duas empresas. A meta é reduzir a dependência da Monsanto das sementes geneticamente modificadas lançadas por ela há quase vinte anos, um setor que já foi efervescente e também transformou a Monsanto no alvo favorito dos ambientalistas e outros críticos. Um acordo seria “transformador”, segundo Grant. “Nós nos reinventaríamos mais uma vez.”

A Syngenta argumenta que a oferta da Monsanto a “sub-valoriza significativamente” e subestima os obstáculos regulatórios que a união da líder mundial em vendas de sementes com a líder mundial de vendas de pesticidas levantaria.

Grant, diretor-presidente da Monsanto há 12 anos, tem cobiçado a Syngenta desde pelo menos 2011. Um eventual fracasso em fechar o negócio seria um grande golpe e significaria perder o que a Monsanto descreve como sua melhor chance de avançar no mercado de pesticidas, que considera essencial para o futuro da agricultura. As vendas da divisão de sementes e produtos geneticamente modificados da Monsanto, que é responsável por mais de 65% de sua receita,  cresceram apenas 4% no ano passado, ante um aumento de 21% em 2004. Sua divisão de herbicidas cresceu 13% no ano passado.

Grant entrou na Monsanto em 1981, após se formar em biologia molecular e zoologia agrícola na Universidade de Glasgow. Ele começou fazendo testes de campo do Roundup, herbicida que é marca registrada da Monsanto, para produtores escoceses de cevada. O Roundup abriu caminho para a Monsanto no negócio de sementes. Nos anos 90, ela lançou variedades de soja, milho e algodão resistentes ao herbicida. Também permitiu que Grant chegasse a postos mais altos. Após vendê-lo por anos na Europa, ele se tornou diretor de estratégia da Monsanto nos EUA em 1991 para cuidar do Roundup.

Cuidar do negócio do Roundup testou as habilidade de negociador de Grant. Com a patente americana do glifosato, principal ingrediente do Roundup, devendo expirar em 2000 e com os concorrentes planejando produzir suas próprias versões do produto, o executivo ganhou terreno ao construir uma fábrica imensa no Brasil. Ele fez a seguinte proposta aos rivais: em vez de construir suas próprias fábricas de glifosato, a Monsanto garantiria um suprimento contínuo do produto por um pequeno prêmio. O argumento funcionou e a Monsanto manteve grande parte do mercado do principal herbicida mundial por outros dez anos. “Nós tínhamos uma qualidade melhor e estávamos levando o produto até suas portas”, diz Grant.

Após se tornar diretor-presidente, em 2003, Grant se concentrou nas sementes, comprando pequenas empresas e conduzindo o desenvolvimento de novos traços genéticos que possibilitariam repelir insetos nocivos e o cultivo em ambientes secos.

Grant também usou seu sotaque escocês e humor discreto em defesa da biotecnologia, à medida que a Monsanto começava a atrair cada vez mais críticas de grupos que se opõem às culturas transgênicas e aos métodos agrícolas de larga escala que elas permitem.

Em 2008, Larry Brilliant, que era na época chefe do braço filantrópico do Google Inc., conheceu Grant quando os dois saltaram de um navio da National Geographic para nadar no Oceano Ártico durante uma expedição exclusiva para ver o derretimento do gelo das calotas polares. Eles se tornaram amigos e Brilliant convidou Grant mais tarde para participar de um painel em uma conferência do Google em 2008 sobre como alimentar a população global em expansão.

Embora Brilliant tenha dito que alguns participantes, incluindo ele próprio, consideram algumas práticas de negócios da Monsanto “indefensáveis”, Grant foi cativante e convincente sobre a capacidade da biotecnologia de melhorar a segurança alimentar. “Houve uma mudança moderada em direção ao argumento de Hugh Grant”, diz Brilliant. “Ele tinha dados e nunca exagerou.”

A Monsanto ainda enfrenta muitos detratores. O cantor Neil Young lança, na próxima semana, um álbum chamado “The Monsanto Years” (A Era Monsanto, em tradução livre) que protesta contra o agronegócio. O Papa Francisco, embora sem citar empresas, alertou sobre “a expansão dos oligopólios” na agricultura em sua encíclica sobre o meio-ambiente, divulgada este mês. Em janeiro, Grant gastou quase duas horas na reunião anual dos acionistas da Monsanto debatendo com críticos que alegam que os produtos da empresa elevam a incidência de diabetes e autismo.

Alguns consideram a compra do portfólio de pesticidas da Syngenta um retrocesso da Monsanto, que argumentou no passado que as sementes transgênicas levariam os agricultores a usar menos produtos químicos. “Reintegrar-se a esse modelo ultrapassado é viajar para a direção errada”, diz Mark Lynas, escritor ambientalista e professor visitante da divisão de Programas Internacionais da Universidade Cornell.

Grant se autodescreve como uma pessoa paciente e totalmente comprometida com a aposta da Monsanto no uso da tecnologia baseada em dados para orientar o plantio e nos produtos agrícolas que incorporam micróbios. Ele também ocasionalmente lidera rodadas de karaokê com produtores em viagens ao exterior.

Grant diz que a negociação com a Syngenta pode durar meses. Embora afirme estar confiante, diz que, se o acordo não se concretizar, a Monsanto continuará comprometida em crescer no setor de pesticidas. “Vamos descobrir outra forma de fazer isso”. (The Wall Street Journal 24/06/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Ainda há sobras: Os preços do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, em meio à alta do dólar frente o real e ao excesso de oferta mundial. Os lotes para outubro caíram 17 pontos, a 11,77 centavos de dólar a libra-peso. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que a produção da commodity desde o início da moagem até 16 de junho está 3,11% menor que no mesmo período da safra passada. A queda é resultado do maior uso da cana para produzir etanol e da menor concentração de açúcar na cana. Porém, o mercado se guiou ontem pelo câmbio, além do fato de que a fila de navios de açúcar do Centro-Sul está "nas mínimas históricas para o período", indicou Bruno Zaneti, da FCStone. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,15%, para R$ 47,71 a saca de 50 quilos.

Algodão: Chuvas boas: Os reflexos favoráveis das chuvas nas lavouras de algodão dos EUA levaram os preços da pluma ao campo negativo ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para outubro caíram 42 pontos, a 65,48 centavos de dólar a libra-peso. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a área "excelente" a "boa" representava até domingo 55% da área plantada até agora, 2 pontos a mais do que na mesma época de 2014. O plantio segue atrasado, mas faltam 6 pontos percentuais de avanço dos trabalhos para o fim dessa etapa. A alta do dólar em relação a diversas moedas colaborou para pressionar os preços, ao desestimular a demanda pelo produto dos EUA. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Elsaq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,4%, para R$ 2,1098 a libra-peso.

Milho: E não tão boas: A indicação de que as chuvas da semana passada no cinturão de grãos dos EUA prejudicaram a situação das lavouras de milho sustentou as cotações do grão ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para setembro subiram 7,75 centavos, a US$ 3,72 o bushel. Até domingo, a parcela considerada em situação "boa" a "excelente" das lavouras de milho do país perdeu 2 pontos percentuais e respondia por 71% do total, pior do que na safra passada, quando essa classificação representava 74% da área plantada, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A empresa de meteorologia DTN previu mais chuvas fortes no leste do cinturão, o que poderia "causar estresse e risco de danos por alagamentos". No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 0,52%, a R$ 25,16 a saca.

Trigo: Águas passadas: A comprovação de que as chuvas que atingiram o sul dos EUA na semana passada prejudicaram as lavouras de trigo impulsionou os preços do cereal nas bolsas do país. Em Chicago, os lotes para setembro subiram 21 centavos, a US$ 5,27 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os papéis para setembro subiram 18,75 centavos, a US$ 5,3975 o bushel. As precipitações causadas pela depressão tropical "Bill" atrasaram a colheita do trigo de inverno, que chegou a 19% no domingo, contra 31% na média histórica. Já a área considerada boa a excelente perdeu 2 pontos percentuais em uma semana e representa agora 41% do total, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No Paraná, a saca caiu 0,94%, para R$ 33,71, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 24/6/2015)