Setor sucroenergético

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Usineiros vão investir R$ 250 milhões

O setor sucroalcooleiro do Estado aposta fortemente na geração de energia, como forma de faturar com a alta dos preços do insumo no mercado doméstico, provocada pela crise energética em curso. Entre este ano e 2017, os usineiros vão investir em Minas pelo menos R$ 250 milhões, com o objetivo de ampliar em 250 megawatts (MW) o potencial das térmicas movidas a biomassa. E para garantir a geração durante todo o ano, os empresários passaram a utilizar a palha da cana-de-açúcar e não somente o bagaço, como era feito anteriormente. A medida elimina a influência da sazonalidade da cultura na capacidade de abastecimento das termelétricas.

Segundo pesquisa da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a capacidade instalada das usinas térmicas movidas a biomassa no Estado está na casa dos 1.110 MW. O montante faz com que o Estado seja o terceiro mais representativo nesse tipo de geração em todo o País, perdendo apenas para São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Das 37 usinas existentes em Minas Gerais, 19 vendem energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo o presidente-executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, outras dez estão iniciando o investimento com o mesmo objetivo.

Com a entrada dessas usinas na atividade de produção de energia, a capacidade instalada deverá ser ampliada em 250 MW no Estado. Esse processo, segundo Campos, só está ocorrendo agora por causa dos preços. Até há dois anos, os valores pagos em leilões estavam na casa de R$ 100 o MWh. Agora, após a crise hídrica que provocou a escassez energética no País, os preços já alcançaram os R$ 280 o MWh.

"Os preços anteriores não pagavam os investimentos necessários para se montar uma estrutura", explica o executivo. Isso porque para se gerar energia é preciso comprar os equipamentos e, em alguns casos, até mesmo adquirir bagaço de cana-de-açúcar de outras usinas, quando a produção local não for suficiente.

Outra aposta dos usineiros mineiros no sentido de ampliar a geração por meio de biomassa é a utilização da palha no processo. Até então, somente o bagaço da cana era reaproveitado, o que fazia com que faltasse combustível durante uma época do ano. Já com a estocagem da palha, para posterior aproveitamento, torna-se possível gerar energia durante 11 meses. Um mês é reservado para a manutenção dos equipamentos.

Assim, a receita com a geração de energia deverá aumentar. Hoje, cerca de 10% do faturamento das usinas são provenientes da geração. O restante vem da produção de etanol e de açúcar. Agora, a participação deverá ser ampliada para 20%.

A expansão da matriz energética mineira será positiva para o País, que enfrenta hoje dificuldades na produção. Segundo dados da CCEE, a geração térmica a biomassa passou por uma elevação de 28% em abril frente ao mesmo mês de 2014, ao ficar em 2.155 MW médios. Em Minas Gerais, o crescimento no período foi de 15,3%, ao passar de 163,5 MW médios para 188,6 MW médios. (Diário do Comércio 24/06/2015)

 

Açúcar: Impulso em NY

Os preços do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York, refletindo ajustes por parte dos fundos e receios com a produção menor no Brasil.

Os lotes para outubro subiram 25 pontos, a 12,02 centavos de dólar a libra-peso.

Após a queda de terça-feira, os fundos cobriram posições vendidas.

Alguns analistas dizem que o mercado também deve encontrar um suporte mais firme diante da menor fabricação de açúcar no Centro-Sul do Brasil.

Desde o início da moagem da safra 2015/16 até 16 de junho, a produção de açúcar somou 6,75 milhões de toneladas, queda anual de 15%.

A possibilidade de um déficit de oferta na nova safra global também ofereceu suporte às cotações.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,34%, para R$ 47,55 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 25/06/2015)

 

Usinas da Copersucar favorecerão produção de etanol, diz Pogetti

A Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo, afirmou que suas usinas associadas favorecerão a produção de etanol ao invés do açúcar na atual temporada de moagem de cana 2015/16 devido à maior remuneração do biocombustível em relação ao adoçante, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo da empresa, Luís Roberto Pogetti, nesta quarta-feira.

A afirmação de Pogetti contrasta com orientações recentes e declarações de pelo menos dois grupos de moagem grandes no Brasil, tais como São Martinho e Raízen, que esperam um melhor retorno no futuro alterando mix de produção em favor do açúcar.

"Para mim, não faz qualquer sentido produzir mais açúcar", disse à Reuters o presidente do Conselho da Copersucar, no intervalo de um seminário em São Paulo.

Usinas associadas da Copersucar vão alocar 58 por cento da cana para a produção de etanol, disse Pogetti.

"As usinas estão fazendo pelo menos 10 por cento mais dinheiro vendendo etanol do que açúcar no momento."

Os preços globais do açúcar estão pairando em torno de seus níveis mais baixos em seis anos, com o excedente de oferta pressionando as cotações.

Operadores do mercado de açúcar observam com atenção as projeções das usinas para o mix de produção, a fim de avaliar a potencial oferta de açúcar que chegará ao mercado internacional.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) espera que a safra 2015/16 seja bastante focada na produção de etanol.

Por outro lado, o grupo São Martinho disse nesta semana que vai operar nesta safra com um mix de 52 por cento de cana destinada ao açúcar e de 48 por cento para o etanol.

O São Martinho afirmou que sua estratégia de fixação de preços no ano passado, que conseguiu travar cotações em Nova York muito superiores às registradas atualmente, motiva a priorização do açúcar.

Pogetti, da Copersucar, disse que os atuais preços fracos do açúcar e do etanol são, em parte, motivados pela necessidade de vendas de muitas usinas de fazer caixa em um momento de aperto de suas contas, após a entressafra.

O etanol dá às empresas maior liquidez.

Contudo, Pogetti espera que os preços se recuperem nos próximos meses, após a pressão da safra, que começou oficialmente em abril.

"Os fundamentos apontam para preços melhores, tanto de açúcar como de etanol, na ordem de 10 a 15 por cento neste ano", afirmou.

A Copersucar formou, no fim do ano passado, a joint venture Alvean com a norte-americana Cargill para a originação e comercialização de açúcar. (Reuters 24/06/2015)

 

Venda de etanol aumenta quase 30% na 1ª quinzena de junho

Internamente, o volume comercializado de etanol hidratado alcançou 737,24 milhões de litros.
As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil somaram 1,19 bilhão de litros na primeira metade de junho, aumento de 29,63% em relação à igual quinzena de 2014. Desse total, 66,04 milhões delitros destinaram-se às exportações e 1,13 bilhão de litros ao mercado doméstico. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23/6) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Internamente, o volume comercializado de etanol hidratado alcançou 737,24 milhões de litros, mais que o dobro do montante registrado na mesma quinzena de 2014 (483,18 milhões de litros). Já as vendas de etanol anidro totalizaram 390,42 milhões de litros. No acumulado de 1º de abril até 16 de junho, o montante de etanol comercializado pelo Centro-Sul atingiu 5,63 bilhões de litros, crescimento de 16,13% em relação ao mesmo período de 2014.

O destaque cabe às vendas de etanol hidratado ao mercado interno, que aumentaram 43,09%, sendo 3,66 bilhões de litros entre 1º de abril até 16 de junho, frente a 2,56 bilhões de litros observados no mesmo período do ano passado. Conforme o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, "o aumento no preço da gasolina, as alterações tributárias observadas em diversos Estados consumidores no início de 2015 e a maior produção de etanol estão dando sustentação às vendas do produto no mercado brasileiro". (Agência Estado 24/06/2015)

 

Comissão do Senado aprova estímulo à produção de etanol por micro-usinas de agricultores familiares

O Brasil poderá ter uma política nacional de produção de biocombustíveis por micro-usinas, unidades com capacidade de produção de até 5 mil litros de álcool operadas por agricultores familiares. Projeto com esse objetivo foi aprovado nesta terça-feira (23) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

De autoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), o PLS 252/2011 já foi aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e, na CAE, recebeu relatório favorável da senadora Lúcia Vânia (Sem partido-GO). Na CI, o substitutivo reformula a abordagem normativa do projeto, que passa da criação de um programa de micro-usinas para a instituição de política nacional de produção de biocombustíveis por micro-usinas. Adapta os termos “álcool e biocombustível” e “micro-destilaria”, usando “biocombustíveis” e “micro-usinas”.

O substitutivo da CI proíbe a venda direta de biocombustível a postos de revenda de livre acesso. Também introduz dispositivos para garantir a sustentabilidade social e ambiental dos projetos, estimular as atividades de pesquisa e desenvolvimento nas áreas industrial e agrícola de produção de biocombustíveis por meio de micro-usinas e também incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva de equipamentos para micro-usinas.

Conforme emenda de Lúcia Vânia na CAE, os biocombustíveis comercializados pelas micro-usinas devem atender às especificações físico-químicas determinadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), sob pena de responsabilização administrativa, civil e penal.

A matéria ainda será examinada pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, em decisão terminativa. (Agência Senado 24/06/2015)

 

Preços de commodities derrubam vendas de máquinas agrícolas em 20%

O baixo preço das commodities em 2015 foi um dos fatores que levaram as vendas de máquinas agrícolas em Mato Grosso a recuar cerca de 20% no primeiro semestre, frente ao período o ano passado. Hoje, dependendo do tipo e potência, uma máquina agrícola varia de R$ 100 mil a R$ 1 milhão.

O setor de revenda de máquinas agrícolas revela que o desempenho nas vendas de Mato Grosso acompanha o nível nacional que também é de queda de 20%.

“O boom de vendas já passou e agora está voltando à normalidade. Agora vemos queda de 20% no país e em Mato Grosso não está diferente”, comenta o coordenador de serviços da Case IH Agriculture, Fernando Furlan. Segundo ele, a queda segue a instabilidade política nacional.

A queda, ressalta o diretor presidente da Agro Amazônia, Luiz Piccinin, tem ligação com os preços das commodities principalmente. “No Brasil as vendas caíram entre 17% e 20%, enquanto em Mato Grosso em média 10%. O agricultor está mais com o pé no freio devido o preço das commodities e as linhas de crédito”.

Moderfrota

Segundo o Fernando Furlan, o ano de 2014 foi um bom ano de vendas, assim como 2013, em decorrência ao Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Em 2013 as taxas de juros partiam de 2,5% a.a.. Em 2014 para produtores com renda anual até R$ 90 milhões a taxa era de 4,5 a.a., enquanto para os com ganho acima de R$ 90 milhões em 6% a.a..

Ao final de março de 2015 o governo federal elevou de 4,5% a.a. para 7,5% a.a. a taxa de juros para produtores com renda anual até R$ 90 milhões e de 6% a.a. para 9% a.a. com renda superior.

Pecuária ajuda

Na Vegrande Máquinas Agrícolas, segundo o proprietário Walter Zacarkim, as vendas de máquinas cresceram 10% no primeiro semestre de 2015 em relação a 2014 motivadas pela Integração Lavoura-Pecuária. De acordo com ele, a Vegrande possui lojas em Várzea Grande, Mirassol d’Oeste, Pontes e Lacerda, Juína e Juara.

“São regiões de pecuária se transformando em área de agricultura. A pecuária está em alta. Se o governo federal e estadual não atrapalhar a agricultura e a pecuária andam sozinhas. Hoje, o que ajuda a agricultura é a venda antecipada, uma vez que o custeio liberado pelo governo federal está defasado e não dá para comprar o adubo”, comentou a reportagem do Agro Olhar.

Hoje, a saca de 60 quilos de soja está em média R$ 54,07, enquanto em junho de 2014 a média era de R$ 57,36. Já o milho está R$ 15,31 a saca de 60 quilos, abaixo dos R$ 15,62 (média) do ano passado no sexto mês. Já a arroba do boi gordo saltou de uma média de R$ 108,61 para R$ 133,19 em um ano. (Agro Olhar 24/06/2015)

 

Indústria investe em equipamentos de separação e retirada de palha

Segundo dados da Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a mecanização da colheita da cana já atingiu 90% no Estado em áreas onde é possível a entrada de maquinário agrícola. Embora possua vários benefícios, a mecanização acabou causando certos efeitos negativos, tanto nas fábricas de açúcar como nas destilarias, devido à presença, cada vez maior, de impurezas minerais e vegetais.

O coordenador do setor de cursos e treinamentos da Fermentec, Dinailson Corrêa de Campos, aponta os impactos na indústria decorrentes de uma maior quantidade de palha que chega junto com a cana. “Houve aumento do consumo de energia no preparo da cana para a moagem; diminuição dos níveis de extração nas moendas/difusores; aumentos dos insumos na fábrica de açúcar; interferência da qualidade do açúcar em relação aos níveis de amido, cinzas e insolúveis no açúcar; problemas na fermentação relacionados à maior presença de ácido aconítico, além de desgaste excessivo de equipamentos (moendas, caldeiras) e tubulações”.

Ele afirma que as indústrias já vêm se preparando para essa nova realidade, investindo em equipamentos que possibilitem a retirada/separação dessa palha antes de passar pela moenda. “É importante que as empresas utilizem materiais mais resistentes ao desgaste e que aumentem o uso de chapisco, no sentido de diminuir as deteriorações, e o diâmetro dos rolos, para absorver esse volume maior de fibra, visando garantir a moagem total da cana prevista”. (Cana Online 24/06/2015)

 

Netafim renova a aposta no país

Uma das maiores companhias do mundo no segmento de irrigação por gotejamento, a israelense Netafim está ampliando a aposta no ainda incipiente, mas crescente, mercado brasileiro. Com o aumento do interesse dos produtores após a prolongada estiagem no Centro­Sul do país em 2014 e a disseminação do conceito de que a irrigação pode servir ao incremento da produtividade das lavouras, independentemente do clima, a empresa estabeleceu como meta mais do que dobrar seu faturamento no país em três anos.

Recém contratado para comandar essa escalada, Alexandre Gobbi, que trabalhou por 34 anos na multinacional suíça Syngenta, informa que a Netafim deverá faturar R$ 120 milhões em 2015 no Brasil ­ a receita global da empresa é de cerca de US$ 1 bilhão. "Nosso objetivo é chegar a R$ 300 milhões em 2017", diz. Considerando todo o mercado, estima, as vendas de equipamentos para irrigação alcançam cerca de US$ 400 milhões por ano no país, US$ 100 milhões dos quais referentes aos sistemas que usam gotejamento.

Ainda que sejam mais caros que os sistemas que usam pivôs centrais, os baseados em gotejamento, cuja instalação é mais complexa ­ têm registrado avanço mais acelerado no mercado. Conforme Gobbi, isso acontece por conta da economia de água e dos ganhos de produtividade que o gotejamento proporciona. A implantação de um sistema de irrigação por gotejamento em um cafezal custa de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil por hectare. Em uma plantação de hortifrutícolas, chega a R$ 7 mil e em um canavial, atinge R$ 8 mil.

De uma maneira geral, levando-se em conta os mais de 40 países onde a Netafim está presente, os produtores de hortifrutícolas são os principais clientes da empresa, mesmo que nos EUA, seu principal mercado, alfafa e milho sejam os grandes destaques. No Brasil, onde tem duas fábricas em Ribeirão Preto, no interior paulista, e perto do Porto de Suape, em Pernambuco, os segmentos de hortifrutícolas, café e citros lideram a demanda, mas a companhia já começou a vender seus sistemas para produtores de cana. "Essa área certamente vai passar a liderar nossas vendas", afirma Gobbi, que assumiu o cargo de presidente da companhia no Mercosul. (Valor Econômico 25/06/2015)

 

Limpeza a seco: saída para mitigar os efeitos negativos da palha na indústria

A intensificação do sistema de colheita mecanizada de cana crua trouxe sérios benefícios para o setor, tanto econômicos quanto ambientais. Porém, essa mudança de manejo acabou impactando negativamente a área industrial, pois as cargas de cana chegam com teores elevados de palha, que sobrecarregam os equipamentos de recepção, preparo e extração (aumento da carga e do consumo de potência), bem como os sistemas de transporte e movimentação de bagaço, reduzem a capacidade de moagem, a extração do caldo e o índice de percolação nos difusores, e desgastam, prematuramente, os equipamentos, dificultando os tratamentos de caldo e aumentando o custo do transporte da cana.

O supervisor de projetos da SIMISA, Filipe Montebello, explica que, quando a cana era colhida manualmente, as folhas eram eliminadas pela queima, o cortador despontava e a lavagem nas mesas de recepção retirava a terra. “Dessa forma, a moenda só ‘comia’ o colmo da cana. Com a colheita mecanizada tudo mudou, pois a moenda passou a ter que engolir ‘carne de segunda’”.

Para ele, uma das formas de a indústria voltar a receber matéria-prima de qualidade, igual à encontrada na época da colheita manual, é investindo em sistemas de limpeza a seco. Outra alternativa apontada por Montebello é a de reformular o sistema de recepção de cana. “Com 100% de cana picada, não faz mais sentido a aplicação de mesas alimentadoras, que são de manutenção muito mais cara”. Outra oportunidade, segundo ele, seria a instalação de um desfibrador vertical do tipo DVU, pois, assim, todo o transporte de cana, após o transportador metálico onde é feita a descarga, pode ser realizado com transportadores de correia, o que torna a manutenção mais em conta. (Cana Online

 

Controle biológico é extremamente eficaz no combate à broca da cana

A Broca da cana (Diatrea saccharalis) é, ainda, uma das principais pragas da cultura canavieira. Além do tradicional uso de inseticidas para o combate, é cada vez mais comum encontrar usinas utilizando o controle biológico. O mais comum, nesse caso, é a utilização de agentes biológicos, como a Cotesia flavipes, que ataca lagartas com mais de 1,5 cm. As liberações devem ser feitas na razão de 6000 vespinhas/ha, com distribuição 12 pontos/ha (10 massas/ponto), ou oito pontos/ha (15 massas/copo). É importante que o produtor esteja atento às condições climáticas, liberando os agentes de uma única vez, no período da manhã, com temperaturas amenas e sem previsões de chuva.

O controle biológico deve se estender pelo período primavera/verão/outono e as liberações devem ser baseadas nos levantamentos de lagartas médias e grandes pelo método de lagarta/hora/homem. Nesse levantamento, o broqueiro caminha pelo canavial durante uma hora por talhão, fazendo a observação do sintoma denominado de “coração morto” e colhendo as brocas de diferentes instares. Ao término, é calculado o número de brocas coletadas em uma hora por cada homem. O índice estimado para iniciar o controle é a partir de 10 brocas/hora/homem. (Cana Online 24/06/2015)

 

Governo anuncia plano para incentivar exportações Proposta reúne todas as ações e estratégias do país para venda de bens e serviços

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, lançou ontem, dia 24, o Plano Nacional de Exportações (PNE), para incentivar o aumento da participação do Brasil no comércio exterior nos próximos três anos.

A proposta se baseia em cinco estratégias: acesso a mercados; promoção comercial; facilitação de comércio; financiamento de garantias às exportações; e aperfeiçoamento do sistema tributário relacionado ao comércio exterior.

Entre as medidas anunciadas está a ampliação dos recursos oriundos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) a R$ 15 bilhões, que inclui a linha de financiamento que arca com parte dos encargos financeiros incidente, para tornar as taxas de juros equivalentes às praticadas no resto do mundo.

O crescimento médio do comércio mundial é bem superior ao crescimento do Produto Interno Bruto [PIB] mundial.

Considerando esse cenário, é evidente a oportunidade de lançar esta iniciativa, consubstanciada num plano.

O mercado internacional nos oferece mais oportunidades que riscos, temos espaço para ocupar, há um PIB equivalente a 32 brasis fora de nossas fronteiras e 97% do mercado consumidor está lá fora, disse o ministro durante a cerimônia de apresentação do Plano.

O programa terá vigência até 2018, unificando pela primeira vez todas as ações e estratégias do país para exportação de bens e serviços.

O governo espera aumentar as vendas brasileiras com a ampliação do número de empresas que fazem comércio com outros países, inclusive micro, pequenas e médias.

Ele também prevê medidas específicas para exportações do agronegócio e para recuperação das vendas externas de produtos manufaturados.

Agronegócio A questão das exportações foi discutida ontem, dia 23, pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, com representantes dos setores que mais exportam, café, frutas, carnes, açúcar, etanol, lácteos e suco de laranja.

O encontro tinha por objetivo discutir um plano de trabalho a ser desenvolvido pelas diferentes cadeias produtivas, para que as metas projetadas às exportações de produtos agropecuários sejam alcançadas nos próximos quatro anos.

Os representantes dos setores sugeriram medidas para melhorar o fluxo das vendas externas, como a simplificação dos termos de certificação para exportação de carnes aos Estados Unidos; a ampliação de mercado para o Canadá e México; e o fortalecimento do acordo sobre frutas com o México.

Eles também defenderam a abertura do mercado de frutas para o Oriente Médio, a habilitação de mais plantas exportadoras de lácteos e a busca da redução tarifária para exportação de suco de laranja, entre outros. (Canal Rural 24/06/2015)

 

Câmara desobriga emplacamento e licenciamento de máquinas agrícolas

Medida Provisória foi aprovada no Plenário da Câmara dos Deputados.

Registro será exigido para máquinas produzidas a partir de 1º de janeiro.

A Medida Provisória 673/15, que isenta do licenciamento e do emplacamento as máquinas agrícolas e veículos usados para puxar essas máquinas, foi aprovada no Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (23). É o caso de tratores, colheitadeiras, retroescavadeiras e pulverizadores motorizados. A matéria foi aprovada na forma do relatório da comissão mista, elaborado pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). O texto segue para votação no Senado.

A diferença entre o texto da comissão e o da MP original é quanto ao licenciamento e emplacamento. A Medida Provisória original previa a necessidade de licenciamento se essas máquinas e veículos transitassem em vias públicas.

De acordo com o texto aprovado, essas máquinas e veículos deverão ter um registro providenciado sem custos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), acessível ao sistema nacional de trânsito.A nova exigência de registro valerá apenas para os maquinários produzidos a partir de 1º de janeiro de 2016.

Segundo o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), o Executivo tem um acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária para sancionar os itens relativos ao registro de máquinas agrícolas, mas não tem compromisso de sanção para todos os demais itens acrescentados pela comissão mista. “A depender das negociações que serão feitas a partir de amanhã [quarta-feira], o governo analisará a possibilidade de sancionar outros temas incluídos pela comissão mista”, afirmou.

O texto aprovado também traz o fim do seguro obrigatório (DPVAT) para os tratores e demais máquinas agrícolas. As pessoas que sofrerem danos em acidentes causados por esses veículos ficarão sem cobertura.

O deputado Adilton Sachetti (PSB-MT) afirma que a medida acaba com uma obrigatoriedade que, se aplicada, acarretaria em cobrança desnecessária para o produtor rural. “Esta MP resolve um problema que há muito tempo preocupa os produtores”, diz. “Custaria dinheiro e tempo a quem trabalha no campo”. (G1 24/06/2015

 

Lava Jato: investigações levantam dúvidas sobre obras da gigante Odebrecht

A mais recente fase da operação Lava Jato, que resultou na prisão dos presidentes das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht, na semana passada, lançou novas dúvidas sobre o futuro de grandes obras em andamento conduzidas pelas duas empresas, em especial pela última.

Responsável por alguns dos projetos de maior vulto no Brasil ─ muitos dos quais em parceria com o poder público ─ o grupo Odebrecht, dono da CNO (Construtora Norberto Odebrecht, que traz o nome do fundador), é gigante também nos números: está presente em 23 nações, fatura R$ 100 bilhões por ano e se tornou em 2014 a segunda maior companhia privada do país por faturamento, atrás apenas do frigorífico JBS.

Mas o poderio econômico do conglomerado, fundado há mais de 70 anos, vai resistir aos desdobramentos da operação Lava Jato? E mais: como isso afetará o andamento de obras importantes, como a construção do submarino nuclear, a usina de Belo Monte ou mesmo as Olimpíadas de 2016?

Um dos principais desafios, dizem especialistas ouvidos pela BBC Brasil, envolve a capacidade de financiamento da empresa. Obras de grande magnitude necessitam de somas significativas de dinheiro e são financiadas por meio de capital próprio, ações e debêntures (títulos de dívida que a companhia emite no mercado para captar recursos) ou empréstimos bancários ─ públicos e privados.

O problema é que, dependendo do rumo das investigações, essa fonte de capital pode "secar", prejudicando não só a saúde financeira da companhia quanto o andamento das obras realizadas por ela.

A construtora, por exemplo, é uma das 23 empresas que teve o bloqueio cautelar imposto pela Petrobras em dezembro do ano passado. Como resultado, está impedida de ser contratada ou participar de licitações da estatal.

Na outra ponta, o crédito no mercado internacional vem diminuindo para companhias investigadas pela Lava Jato. No Brasil, as garantias pedidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ─ até então o principal fiador das empreiteiras – aumentaram, tornando a concessão dos empréstimos mais seletiva. E os bancos privados, por sua vez, também recuaram: as linhas até existem, mas o custo aumentou substancialmente ─ assim como as exigências e as garantias.

"Diante desse cenário, é provável que haja um atraso no cronograma de algumas obras, mas não acho que elas serão completamente interrompidas. A situação está bastante indefinida no momento e vai depender do desenrolar das investigações", disse à BBC Brasil Adriano Pires, sócio-diretor da consultoria CBIE (Centro Brasileiro de Infra Estrutura).

"No caso específico da Odebrecht, acredito que o governo fará de tudo para achar uma solução por meio da qual os envolvidos sejam punidos, mas a instituição seja mantida. Do contrário, muita gente vai perder o emprego e o impacto na economia ─ com a paralisação das obras ─ será, sem dúvida, significativo", acrescentou.

Pires ressalva, entretanto, que o governo tem pouco espaço de manobra, pois carece de "popularidade e credibilidade". Ele cita o caso do PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional), criado e implantado durante a década de 90 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para salvar bancos privados, a fim de evitar uma crise sistêmica.

"Naquela época, a popularidade de FHC estava em baixa, mas ele tinha credibilidade, o que lhe permitiu tirar o programa do papel. A Dilma, por outro lado, carece de popularidade e credibilidade, o que torna tudo mais difícil", critica.

Indefinição

Para Hélcio Takeda, diretor de pesquisa econômica da consultoria Pezco Microanalysis, os últimos desdobramentos da Lava Jato geram uma "indefinição" sobre o andamento das principais obras do país.

Ele lembra que, no início deste mês, o governo anunciou um novo pacote de concessões envolvendo rodovias, ferrovias, portos e aeroportos para modernizar a infraestrutura brasileira e, assim, retomar o crescimento da economia.

"Seria prematuro dizer o que acontecerá agora com a Odebrecht. [O andamento das obras] vai depender de como as investigações vão afetar a capacidade de financiamento da empresa. Neste momento, tudo ainda está muito nebuloso", disse ele à BBC Brasil.

Um estudo recente realizado pela Pezco Microanalysis mostra que, nos últimos cinco anos, os investimentos em infraestrutura como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) estão em queda no Brasil. E, neste ano, devem cair ainda mais, para 1,75% do PIB, nível próximo ao registrado em 2003 (1,77%) e considerado insuficiente para manter a atual infraestrutura existente no país. "O ideal seria pelo menos 2,1% do PIB", diz Takeda.

"Para o ano que vem, prevemos que os gastos com infraestrutura subam para 1,92% do PIB com a melhora do ambiente macroeconômico", acrescenta ele, que, no entanto, admite que o patamar pode ser revisto dependendo dos desdobramentos da operação Lava Jato.

"Nesse sentido, seria interessante observar como ficará a composição dos players nesse mercado, ou seja, se o governo vai apostar em empresas de pequeno e médio porte e estrangeiras para tocar essas obras".

Falência?

Nos bastidores, o governo já se articula para tentar que as empreiteiras investigadas pela Lava Jato que fizerem acordos de leniência ─ uma espécie de delação premiada ─ possam continuar sendo financiadas pelos bancos públicos.

O objetivo é evitar falências e desemprego ─ de outubro do ano passado a fevereiro deste ano, as empreiteiras já demitiram 170 mil trabalhadores.

Três construtoras ─ OAS, Galvão Engenharia e Grupo Schahin ─ entraram com pedido de recuperação judicial e várias outras também estão sob a mesma ameaça.
Na semana passada, após a prisão dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, a agência de classificação de risco Moody’s colocou em revisão para rebaixamento as notas das duas empresas. A nota, ou rating, mede a capacidade de uma companhia de honrar suas dívidas.

"Esta revisão para rebaixamento foi motivada pela percepção da Moody's de aumento de risco de crédito para OEC (Odebrecht Engenharia e Construção) após os mandados de busca e apreensão (...) esses eventos podem afetar negativamente a execução de estratégias de crescimento da empresa no curto prazo e pressionar ainda mais os já desafiadores fundamentos da indústria de engenharia e construção do Brasil", afirmou o comunicado da Moody’s sobre a Odebrecht.

Na tarde de terça-feira, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, informou que rebaixou a nota de crédito da Odebrecht, com perspectiva negativa.

Principais obras

Apesar das incertezas, a Odebrecht diz que as obras "prosseguem normalmente" (veja mais abaixo). A reportagem da BBC Brasil elencou cinco das principais obras envolvendo a empresa no país:

Olimpíadas 2016

Juntamente com outras duas construtoras ─ Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken, a Odebrecht participa do consórcio responsável pela principal obra dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016: o Parque Olímpico, sede da maioria das competições. A construção da estrutura esportiva está orçada em R$ 1,375 bilhão.

Além do Parque Olímpico, a empreiteira atua na revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro (Porto Maravilha) e na construção da Linha 4 do metrô.

Usina de Belo Monte

Construída a um custo aproximado de R$ 26 bilhões, a Usina de Belo Monte, no Pará, deveria ter a primeira turbina funcionando em novembro, mas a inauguração deve atrasar pelo menos um ano.

As obras são realizadas por um consórcio que inclui, além da Odebrecht, as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.

Quando estiver em pleno funcionamento, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo e a maior inteiramente brasileira (Itaipu, a segunda maior, encontra-se na fronteira entre Brasil e Paraguai).

Submarino nuclear

Principal projeto de defesa nacional, impulsionado em grande parte pelas descobertas do pré-sal, o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear está sendo desenvolvido pela Odebrecht em parceria com a francesa DCNS a um custo inicial de R$ 20 bilhões e deve ser entregue em 2023.Navios-sonda

Por encomenda da Sete Brasil (estatal criada para gerenciar a construção das sondas para a exploração do pré-sal), a Odebrecht está construindo, no Recôncavo Baiano, seis navios-sondas, a um custo total de US$ 4,8 bilhões (R$ 15 bilhões em valores atuais).

Quatro deles serão operados pela OOG (Odebrecht Óleo e Gás) e dois pelas empresas Etesco/OAS.

Comperj

Iniciada em 2012, a construção do ciclo de água e utilidades, o maior contrato da Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), vinha sendo executada pelo consórcio TUC que, além da Odebrecht, inclui as empreiteiras Toyo e UTC, também investigadas pela Lava Jato.

A obra, orçada em R$ 11,6 bilhões, está paralisada e há indícios de propina.
Outro lado

Em nota enviada à BBC Brasil, a Odebrecht informou que não há perspectiva de interrupção nas obras em andamento.

"Todos os projetos realizados pela Odebrecht Infraestrutura, entre eles os da Olímpiada 2016 prosseguem normalmente", informou o comunicado.

"A Enseada Indústria Naval S.A. possui governança própria, com gestão e gestores independentes, o que permite e garante a continuidade de suas atividades e dos projetos sob sua responsabilidade".

"A Odebrecht Engenharia Industrial informa que as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) prosseguem conforme previsto em contrato".

"A Odebrecht Defesa e Tecnologia esclarece que a fabricação dos submarinos prossegue normalmente. A empresa reforça ainda que não é investigada pela Operação Lava Jato". (BBC Brasil 24/06/215)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Impulso em NY: Os preços do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York, refletindo ajustes por parte dos fundos e receios com a produção menor no Brasil. Os lotes para outubro subiram 25 pontos, a 12,02 centavos de dólar a libra-peso. Após a queda de terça-feira, os fundos cobriram posições vendidas. Alguns analistas dizem que o mercado também deve encontrar um suporte mais firme diante da menor fabricação de açúcar no Centro-Sul do Brasil. Desde o início da moagem da safra 2015/16 até 16 de junho, a produção de açúcar somou 6,75 milhões de toneladas, queda anual de 15%. A possibilidade de um déficit de oferta na nova safra global também ofereceu suporte às cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,34%, para R$ 47,55 a saca de 50 quilos.

Café: Oferta restrita: As cotações do café arábica dispararam ontem na bolsa de Nova York em um ajuste técnico dos fundos, em meio a incertezas quanto à oferta. Os lotes para setembro subiram 540 pontos, a US$ 1,351 a libra-peso, o maior valor desde 10 de junho. Os produtores do Vietnã, maior exportador de café robusta do mundo, têm segurado as vendas de sua produção à espera de preços mais altos, direcionando a demanda para o café arábica. Os traders também especulam com a possibilidade de que o El Niño afete a oferta global, principalmente a do Brasil. A redução dos estoques mundiais prevista na semana passada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também justificou novas compras dos fundos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 2,38%, a R$ 420,75 a saca.

Cacau: Receio com El Niño: Os contratos do cacau ganharam impulso ontem após indicações de que o El Niño continua ganhando força, o que pode afetar a produção global. Os papéis negociados na bolsa de Nova York para setembro subiram US$ 25, a US$ 3.135 a tonelada. O escritório de meteorologia da Austrália afirmou na terça-feira que o fenômeno ganhou força nas últimas duas semanas. O El Niño está relacionado a secas no oeste da África e do sudeste da Ásia, que concentram a produção global da amêndoa. O fenômeno aumenta os temores com a oferta mundial, que deve ficar aquém do esperado diante dos problemas com a última safra em Gana e as fortes chuvas na Costa do Marfim. No mercado interno, a arroba em Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 128 na terça-feira, de acordo com os últimos dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Trigo: Bons ventos: Os preços do trigo recuaram nas bolsas americanas na quarta-feira em meio a indicações mistas sobre o clima nos Estados Unidos. Em Chicago, os lotes para setembro recuaram 3,75 centavos, a US$ 5,2325 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os papéis para setembro cederam 6,75 centavos, a US$ 5,33 o bushel. O sul das Grandes Planícies, onde se concentram as lavouras de trigo de inverno, devem ter um tempo mais seco e quente nos próximos dias, com exceção da parte leste de Kansas, segundo a empresa de meteorologia DTN. Na semana passada, as precipitações foram mais intensas e ampliaram o atraso da colheita. No mercado doméstico, o preço médio da tonelada no Rio Grande do Sul apurado pelo Cepea/Esalq teve leve queda de 0,07%, para R$ 578,89 a tonelada. (Valor Econômico 25/06/2015)