Setor sucroenergético

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Raízen teve o maior lucro do setor de atacado em 2014

Entre as empresas do setor de atacado do país,a Raízen Combustíveis foi a que apresentou maior lucro e crescimento de vendas em relação a 2013.

Os dados estão no Melhores & Maiores 2015 da Revista EXAME, que será lançado em 1º de julho.

Em 2014, a companhia atingiu uma receita líquida de 16,3 bilhões de dólares, valor 9,5% superior ao registrado no ano anterior.

O lucro líquido ajustado da Raízen foi de 362,9 milhões de dólares, valor maior que o atingido pelas concorrentes BR Distribuidora e Ipiranga, cujos faturamentos são maiores.

Bilhões de litros

Criada a partir da fusão de parte dos negócios da Shell e da Cosan, em fevereiro de 2011, a companhia emprega hoje cerca de 40.000 pessoas.

Conta com 24 unidades de produção, 5.245 postos de serviços com a marca Shell e produz 2 bilhões de litros de etanol de cana por ano. (Exame.com 29/06/2015)

 

Açúcar: Vencimento de contrato

Os futuros de açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York em meio a especulações sobre o vencimento do contrato para julho, o que ocorre hoje.

Os lotes para outubro subiram 12 pontos, a 12,07 centavos de dólar por libra-peso.

Os fundos acreditam que os traders podem rolar posições e adquirir os papéis para outubro, já que a diferença é favorável para os vendedores dos lotes de segunda posição.

Há especulações de que uma grande trading se prepara para receber um volume elevado de açúcar em outubro, segundo Arnaldo Correa, da Archer Consulting.

Ele avalia que as usinas do Centro-Sul podem inclusive fixar suas vendas pelo contratos de março de 2016.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,17%, para R$ 47,59 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 30/06/2015)

 

TJ-SP suspende leilão de ativos do Grupo Carolo

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) suspendeu o leilão de dois ativos do Grupo Carolo em Minas Gerais, previsto para ser finalizado na tarde desta sexta-feira, 26. Segundo o administrador judicial Alexandre Borges Leite, o TJ-SP acatou o pedido de um credor da companhia em recuperação judicial para paralisar o leilão da usina Planalto e da fazenda Manchúria, em Ibiá (MG), avaliadas em quase R$ 57 milhões. "Um novo leilão será formatado e publicado, o que dever demorar cerca de um mês", afirmou Leite. Até o início da manhã desta sexta no site do leilão eletrônico, feito via internet, não haviam sido feitos quaisquer lances acima do inicial, em R$ 25 milhões, o equivalente a 45% do valor total dos bens. No fim da manhã, o cronômetro regressivo foi alterado, com previsão para que o encerramento de um possível novo certame ocorra em 35 dias, ou seja, em 31 de julho. A usina é capaz de produzir 300 mil litros de etanol por dia e de armazenar 15 milhões de litros do combustível. A fazenda tem 1,27 mil hectares, com galpões, represas, 600 hectares para cultivo de cana-de-açúcar e pista de pouso. Segundo o administrador judicial da companhia, além da suspensão do leilão, o TJ-SP rejeitou três agravos contra o plano de recuperação da companhia sucroalcooleira com sede em Pontal (SP) e aprovado pelos credores. "Isso foi muito positivo, porque o plano segue valendo", afirmou. Além dos três agravos, o tribunal solicitou mudanças em cláusulas aprovadas no plano, mas consideradas ilegais: a que a companhia precisaria de uma nova assembléia de credores para a decretação de uma falência e que a liberação de avais e vendas de ativos poderia ser feita sem autorização judicial. (Cana Online 29/06/2015)

 

Demanda por etanol se iguala à de gasolina A pela 1ª vez desde 2010

A demanda por etanol em abril e maio se igualou à da gasolina A pela primeira vez desde o fim de 2010, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) obtidos com exclusividade pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Ao todo, foram consumidos em torno de 2,4 bilhões de litros de anidro e de hidratado, mesmo volume no caso da gasolina A. Os números mostram que a utilização de etanol é crescente, o que não ocorre com o derivado de petróleo. Em janeiro, a demanda por hidratado e anidro foi de aproximadamente 2,2 bilhões de litros, ao passo que a de gasolina A somou 2,8 bilhões de litros.

A gasolina A é aquela produzida na refinaria, sem adição de etanol. Já a gasolina C é a comercializada nos postos e que continua como o combustível mais demandado: em maio, foram pouco mais de 3,2 bilhões de litros. As informações foram apresentadas pela ANP na semana passada durante a Mesa Tripartite, reunião coordenada pelo Ministério de Minas e Energia e que reúne integrantes do governo, das distribuidoras e da cadeia produtiva de açúcar e álcool.

A última vez que o consumo de etanol e gasolina A se igualou foi no fim de 2010, mas na época o volume demandado girava em 2 bilhões de litros.

Depois disso, a demanda por gasolina A disparou, sustentada pelo controle de preços pelo governo. Isso contribuiu para que já no segundo semestre de 2012 o consumo do combustível fóssil se aproximasse de 3 bilhões de litros ao mês, ao passo que o de anidro e hidratado girava na casa de 1,6 bilhão de litros. Em 2015, a recomposição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o aumento da mistura de anidro na gasolina comum, de 25% para 27%, mudaram o cenário.

Preocupação

Um representante da cadeia sucroalcooleira disse ao Broadcast que o governo já demonstra preocupação com o consumo crescente de etanol. O medo é que as usinas não deem conta de produzir álcool suficiente para suprir a demanda. De acordo com ele, foi acertado na Mesa Tripartite que os próximos 60 dias serão de monitoramento: caso o consumo do biocombustível continue a aumentar, o segmento sucroenergético apresentará suas "soluções", o que incluiria destinar maior parcela de cana para a fabricação de álcool.

Em maio, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) estimou que o Centro-Sul do Brasil, que responde por 90% de toda moagem do País, produziria 27,27 bilhões de litros de etanol na safra 2015/16, que se encerra em março do ano que vem, crescimento de 4,33% sobre a temporada anterior. Essa produção leva em conta um mix de 58,10% da oferta de cana para a fabricação de álcool. Mas no mercado há quem diga que esse porcentual ficará ainda mais próximo de 60%. (Agência Estado 29/06/2015)

 

Preço interno do açúcar tem em junho maior queda mensal no ano

As cotações domésticas do açúcar recuaram quase 5% em junho, a maior queda mensal do ano até o momento. Conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), as perdas foram motivadas pela demanda enfraquecida e pela elevada oferta mundial, apesar de, internamente, a produção estar abaixo da verificada no ano passado.

Até o dia 26, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal, referente ao mercado de São Paulo, registrou média de R$ 49,20 por saca de 50 kg, 4% menos na comparação com maio (R$ 51,20/saca) e 5,85% abaixo da verificada em junho do ano passado (R$ 52,26/saca).

"Representantes de usinas têm sido flexíveis nos valores de suas ofertas nas negociações no spot. Embora tenha sido observada uma melhora na liquidez em junho, a demanda não está aquecida. O volume de açúcar negociado no acumulado desta safra, por exemplo, está abaixo do registrado no mesmo período de 2014", explica o Cepea em relatório.

Conforme dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), no acumulado da temporada 2015/2016, iniciada em abril, até a primeira quinzena de junho, a região Centro-Sul do Brasil moeu 153,9 milhões de toneladas de cana (-3,11%), com produção de 6,75 milhões de toneladas de açúcar (-13%). Só em São Paulo, a fabricação do alimento está 20,5% menor.

Paridades

Mesmo com a desvalorização interna, vender açúcar no mercado doméstico continua mais vantajoso do que exportar para o produtor, tendo em vista os valores pouco atrativos no exterior. Na semana passada, por exemplo, o spot paulista teve remuneração 7,43% maior do que os embarques. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 47,65/saca, as cotações do contrato com vencimento em março na Bolsa de Nova York, referência para a commodity, equivaleriam a R$ 44,35/saca. (Agência Estado 29/06/2015)

 

CTC divulga 5ª Boletim Técnico

O Centro de Tecnologia Canavieira divulgou nesta sexta-feira (26) o 5º Boletim Técnico CTC. O material mostra Como obter as melhores performances agroindustriais utilizando variedades CTC e os ambientes de produção edafoclimáticos.

Considerando a safra agrícola 2014/2015 da cultura de cana-de-açúcar, o CTC possui no seu banco de dados geográficos aproximadamente 2.200.000 ha de área mapeada, tornando esse sistema de classificação de terras (Ambientes de Produção Edafoclimáticos CTC) um padrão para o Brasil.

Para ver o matéria completo, acesse aqui:

http://www.udop.com.br/download/noticias/2015/26_06_15_boletim_ctc.pdf.

Fonte: (Cana Online 29/06/2015)

 

Etanol: Uso em 60% da frota flex elevaria demanda para 79 bi/l em 2030

A demanda por etanol no Brasil poderia chegar a 79 bilhões de litros em 2030 caso 60% da frota de veículos flex utilizasse o biocombustível, estimou o diretor-presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), André Luis Ferreira. O cálculo leva em conta a perspectiva de a frota total do País dobrar até lá e a produção de gasolina nas refinarias se manter relativamente estável. "Mas isso dificilmente irá ocorrer, e a tendência é de que a gente importe gasolina para suprir a demanda", disse ele ao , destacando a crise pela qual passa o setor sucroenergético.

Ferreira participou nesta sexta-feira do lançamento do INDC, documento que o Observatório do Clima endereçou ao governo brasileiro para que este balize os compromissos que assumirá na COP-21, a conferência das Nações Unidas para mudanças climáticas, a ser realizada em Paris no fim do ano. O documento foi destinado aos ministério do Meio Ambiente e de Relações Exteriores. Conforme Ferreira, o etanol tem importância na redução da emissão dos gases de efeito estufa. (Agência Estado 26/06/2015)

 

MS fecha junho com preços do etanol e da gasolina em queda

Preço médio da gasolina caiu 3,28% e do etanol 2,27%. Campo Grande registrou menores preços para os dois combustíveis.

O mês de junho está terminando em Mato Grosso do Sul com queda nos preços médios da gasolina e do etanol nos postos de combustível. Os dados são do levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a agência, a redução mais expressiva foi registrada nos valores do combustível fóssil. Na primeira parcial do mês, realizada entre os dias 31 de maio e 6 de junho, o preço médio do litro da gasolina no estado era de R$ 3,333 e na da última semana, entre os dias 21 e 27 de junho, caiu para 3,224, o que representou uma retração de 3,28%.

Entre os oito municípios sul-mato-grossenses em que os técnicos da ANP coletam dados para a pesquisa: Campo Grande, Corumbá, Coxim,Dourados, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, o menor preço registrado em junho foi em Campo Grande, com R$ 2,889 o litro e o maior, em Dourados, R$ 3,690 o litro, uma diferença de 27,72%.

Já em relação ao etanol a variação média no seu preço em junho foi de 2,27%, conforme as informações da agência. Os preços oscilaram entre os dias 31 de maio e 27 de junho entre R$ 2,294 o litro até R$ 2,242 o litro.

Neste intervalo de tempo, o menor preço do litro do biocombustível foi encontrado nas bombas dos postos de Campo Grande, com 1,959 o litro e o maior nas revendas de Corumbá, onde o litro chegou a ser comercializado a R$ 2,700, o que indica uma oscilação de 37,82%. (G1 29/06/2015)

 

São Paulo é o primeiro estado do país com ônibus movidos a hidrogênio

Desde segunda-feira (22) circulam em São Paulo os primeiros ônibus de transporte urbano movidos a hidrogênio. Os veículos têm tecnologia de propulsão que não emite poluentes. O escapamento dos ônibus eliminam apenas vapor d’água. Os coletivos também oferecem mais espaço aos passageiros, aperfeiçoamento dos sistemas de controle, integração a bordo e nacionalização de todo o sistema de tração.

De acordo com informações do Ministério de Meio Ambiente, esses ônibus apresentam 45% de energia renovável, 31% a mais que o resto do mundo, o que coloca o Brasil em posição de destaque mundial. Além do Brasil, os únicos países capazes de desenvolver e operar esse tipo de coletivos são Alemanha, Canadá e Estados Unidos.

Segundo a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), os ônibus circularão no trecho Diadema/Morumbi, do Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD). As carroçarias dos veículos têm desenhos de pássaros representativos da fauna brasileira e foram batizados com o nome de três espécies: Ararajuba (ave da Amazônia e que representará as regiões Norte e Nordeste) Tuiuiú (ave símbolo do Pantanal) e Sabiá Laranjeira, considerada por decreto presidencial um dos quatro símbolos nacionais.

Em nota, a EMTU explicou que o projeto é totalmente brasileiro, desenvolvido sob contrato de pesquisa financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, com recursos do Global Environment Facility – GEF e da Agência Brasileira de Inovação – FINEP, por meio do Ministério de Minas e Energia.

No documento, a empresa informou que cabe à EMTU monitorar os testes realizados pelos veículos e apresentar especificações técnicas dos equipamentos. Acrescentou que os resultados dos testes com o protótipo serviram para aperfeiçoar o projeto dos três novos veículos fabricados no Brasil. Os testes começaram em 2010, com o lançamento de um veículo protótipo que ainda circula no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD), na região metropolitana de São Paulo. (Agência Brasil 29/06/2015)

 

Fábrica de máquinas agrícolas reduz produtividade para evitar demissões

Com um dia a menos de trabalho, empresa de Batatais (SP) tenta conter crise.

Segundo a Abimaq, exportações caíram 11,4% nos últimos 12 meses.

Tentando encontrar soluções para driblar a crise econômica e não sofrer prejuízos, uma fábrica de máquinas e equipamentos agrícolas de Batatais (SP) decidiu diminuir o ritmo da produção e, dessa forma, evitar demissões de funcionários. Com um dia a menos de trabalho, a empresa tenta adequar a fabricação ao baixo índice de vendas.

De acordo com o relatório divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) referente ao mês de maio de 2015, a queda das exportações de maquinário foi de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as vendas internas reduziram 7% na mesma comparação. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações apresentaram baixa de 11,4%, a receita líquida interna caiu 9,5%, e o número de empregos 4,8%.

Os dados refletem o cenário registrado na 22ª Agrishow, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, que fechou a edição deste ano com queda de 30% no volume de negócios, em relação à edição de 2014. Foram cerca de R$ 1,9 bilhão em vendas, contra R$ 2,7 bilhões registrados no ano anterior.

Reduções

Diante da crise do setor, uma fábrica do ramo em Batatais reduziu em, pelo menos, 20% o ritmo da produção, restringindo o expediente dos funcionários bem como os dias “úteis” da empresa.

“Nossa intenção foi, com a redução de jornada e, consequentemente, a redução salarial, dar mais tempo para o empregado, ao mesmo tempo em que a empresa também consegue sobreviver um tempo maior nesta situação”, afirmou a diretora de marketing e estratégia Patrícia Morais. Com o corte de tempo de trabalho, os salários ficaram 16,67% menores.

Segundo ela, a decisão foi tomada após negociação com os 810 funcionários, que concordaram com as mudanças pensando também na dificuldade de recolocação no mercado de trabalho, mesmo em outras áreas.

“Desde a área da presidência, conselho, diretoria, todos foram afetados. Nós acreditamos que estamos no mesmo barco e imagino que se todas as empresas conseguissem agir dessa mesma maneira facilitaria a questão da empregabilidade a médio e longo prazo”, afirmou.

Dificuldades

Em certos casos, a queda significativa das vendas internas e exportações refletem a dificuldade enfrentada pelo produtor rural para obter crédito em instituições financeiras e o aumento da taxa de juros, que, em alguns casos, chegou até 11%. Dessa forma, ele não encontra meios de investir na própria produção e deixa de comprar maquinário.

“A minha idéia esse ano é zero investimento. O Brasil passa por uma situação difícil, o nosso setor sucroalcooleiro já vem de cinco, seis anos de crise, preços baixos e custos altos, sempre aumentando, então a gente espera que para o ano que vem a gente tenha melhoras, para voltar investir no nosso negócio”, explicou o produtor rural Roberto Rossetti. (G1 28/06/2015)

 

Petrobras descarta reajuste de preços no curto prazo

O plano de negócios da Petrobras de 2015 a 2019 prevê a paridade de preços dos combustíveis no Brasil com o exterior, mas o presidente da estatal, Aldemir Bendine, afirmou que não está previsto um reajuste da gasolina no curto prazo, apesar da defasagem dos valores no mercado doméstico.

A política de preços realizada pela atual administração ainda não foi detalhada ao mercado, que teme que a estatal permaneça sem autonomia para decidir por reajustes, dependendo do aval do governo, seu acionista controlador, e do comportamento da inflação.
"Estamos numa margem que é muito positiva e não estamos vendo a necessidade no curto prazo de uma majoração (dos preços da gasolina)", afirmou Bendine, em coletiva de imprensa para detalhar o novo plano de negócios.

"Esse exercício é feito diariamente dentro da companhia e quando você atenua a volatilidade e vê uma tendência que há necessidade, é lógico que a empresa vai praticar aquele preço que a remunere de acordo com aquilo com o que acionista espera."

Entretanto, o executivo disse que por questões estratégicas não iria detalhar quais as contas internas que a diretoria realiza para medir a necessidade de reajustes nos preços dos combustíveis.

O executivo também destacou que a demanda por combustíveis está em queda.

"O mercado de derivados está em retração", afirmou Bendine.

A gasolina estava 8,7 por cento mais barata no Brasil do que no exterior em 22 de junho, segundo a atualização mais recente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Na mesma data, o preço do óleo diesel nas refinarias nacionais, por outro lado, estava 13,3 por cento acima do preço no Golfo do México.

DEPENDÊNCIA DAS IMPORTAÇÕES

Apesar da expansão planejada da capacidade de refino e da queda das projeções de consumo de derivados ante o esperado em 2014, a Petrobras permanecerá dependente de importações nos próximos anos.

A previsão é que as importações líquidas de derivados caiam para 250 mil barris por dia em 2018, ante os atuais 300 mil barris por dia, segundo o diretor de Abastecimento da empresa, Jorge Celestino.

A redução acontece principalmente devido a entrada em operação da segunda unidade de refino da Refinaria do Nordeste (Rnest), em Pernambuco, prevista para o fim de 2018.

A companhia ainda não tem uma data definida para início da atividade da primeira unidade de refino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), segundo Celestino, o que deverá depender da entrada de um sócio no negócio.

O diretor da Petrobras explicou que em outubro de 2017 a Unidade de Processamento de Gás Natural do Comperj, que deverá receber grande parte do insumo do pré-sal, deve iniciar a operação. (Reuters 29/06/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Vencimento de contrato: Os futuros de açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York em meio a especulações sobre o vencimento do contrato para julho, o que ocorre hoje. Os lotes para outubro subiram 12 pontos, a 12,07 centavos de dólar por libra-peso. Os fundos acreditam que os traders podem rolar posições e adquirir os papéis para outubro, já que a diferença é favorável para os vendedores dos lotes de segunda posição. Há especulações de que uma grande trading se prepara para receber um volume elevado de açúcar em outubro, segundo Arnaldo Correa, da Archer Consulting. Ele avalia que as usinas do Centro-Sul podem inclusive fixar suas vendas pelo contratos de março de 2016. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,17%, para R$ 47,59 a saca de 50 quilos.

Café: Pressão do dólar: As cotações do café arábica cederam ontem na bolsa de Nova York diante da pressão da alta do dólar em relação ao real. Os lotes para setembro fecharam com queda de 105 pontos, a US$ 1,324 a libra-peso. A moeda americana ganhou impulso ante diversas divisas por causa dos temores de que a Grécia entre em "default". A alta do dólar incentiva os produtores brasileiros a aumentar sua oferta no mercado externo e retira o estímulo para os compradores fecharem negócio, principalmente com as incertezas sobre a economia global. A fixação de vendas também ocorre por parte dos produtores do Vietnã, que até então vinham segurando sua produção. No mercado doméstico, o preço médio do café de boa qualidade variou entre R$ 460 e R$ 480 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Algodão: Dúvidas sobre área: As perspectivas de uma área com algodão nos Estados Unidos menor que a inicialmente esperada impulsionaram os preços da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os contratos para outubro subiram 18 pontos, a 68,39 centavos de dólar a libra-peso. Os analistas acreditam que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimará que a extensão que está terminando de ser plantada ficará em torno de 3,7 milhões de hectares, ante 3,86 milhões de hectares projetados em março. Hoje, o órgão divulga seu novo cálculo para as áreas ocupadas pelas culturas da nova safra. Apesar da área, a progressiva melhora na situação das lavouras reduz os receios de uma oferta menor. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,01% para R$ 2,1028 a libra-peso.

Trigo: Foco nos EUA: As cotações do trigo subiram de forma expressiva ontem nas bolsas americanas com os ajustes dos fundos antes da divulgação do relatório sobre área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e em meio a chuvas no sul do país, onde estão concentradas as lavouras do cereal. Em Chicago, os lotes que vencem em setembro subiram 15,5 centavos, a US$ 5,835 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os lotes para setembro subiram 12,5 centavos, a US$ 5,815 o bushel. Embora os analistas acreditem que o USDA elevará seu estimativa para a área, as chuvas continuam interrompendo a colheita e prejudicando a qualidade das plantas. No Paraná, o preço médio do trigo subiu 0,06%, para R$ 33,72 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 30/06/2015)