Setor sucroenergético

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Raízen demite 600 trabalhadores na região de Bauru

A crise no setor da cana já atinge a região de Bauru. O grupo Raízen (fusão entre a anglo-holandesa Shell e a paulista Cosan) demitiu nos últimos dias 600 trabalhadores rurais nas unidades de Barra Bonita, Jaú e Dois Córregos.

Os números foram divulgados pelo Sindicatos de Trabalhadores e Empregados Rurais daquela região.

Em nota, a Raízen confirma os desligamentos, mas não informa o número de demitidos (leia ao lado).

Nas cidades de Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Dois Córregos, Mineiros do Tietê, Macatuba, Itapuí e Jaú já há protestos contra as demissões que ocorrem em plena campanha salarial dos empregados agrícolas do setor sucroenergético, cuja data-base é 1 de maio e, em especial, nas negociações com as unidades Raízen na região de Bauru.

No início deste ano, a escassez de cana-de-açúcar para moagem devido à estiagem provocou a suspensão de atividades da usina Bom Retiro, em Capivari, onde foram realizadas 250 demissões.

Em duas semanas, segundo o sindicato dos trabalhadores, nas unidades de Jaú, Barra Bonita e Dois Córregos 420 trabalhadores rurais foram demitidos.

Os sindicatos de empregados rurais reunidos na Federação dos Empregados Rurais Assalariados (Feraesp), informaram que estudam o ingresso de medida judicial para reverter, e também impedir, as demissões, não apenas porque há um processo de negociação coletiva em curso, mas, também, porque em uma das cláusulas da pauta se discute o fim da dispensa imotivada.

A forte estiagem do ano passado agravou a crise no setor sucroenergético, que registrou, no ano passado, 13.681 demissões em todo o Estado, de acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp).

Para sindicalistas da região, a Raízen poderá levar a efeito novas demissões nesta semana, mesmo que para tanto, as faça em etapas para, exatamente, não chamar a atenção da imprensa e da Justiça.

A Raízen tem hoje 24 unidades e com elas produz 2 bilhões de litros de etanol por ano, 4 milhões de toneladas de açúcar, sendo a maior produtora individual de derivados de cana no Brasil. A empresa comercializa aproximadamente 22 bilhões de litros de combustíveis para os segmentos de transporte, indústria e varejo.

Empresa confirma

A Raízen informa que os desligamentos ocorridos fazem parte de medidas necessárias de reestruturação de cargos operacionais relacionados principalmente pela sazonalidade característica no setor nas áreas de plantio, preparo de solo e transporte agrícola.

A empresa informa ainda que o redesenho servirá para dar mais agilidade aos processos internos da empresa e tornar as unidades melhor preparadas e mais competitivas para enfrentar os atuais desafios do mercado.

Região teve demissões no setor metalúrgico

A Pedertractor, empresa de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) que fabrica peças e componentes para máquinas agrícolas e da construção civil, deu início a demissão de cerca de 400 funcionários. Os cortes foram atribuídos a uma diminuição nos pedidos, motivada pela crise econômica enfrentada pelo País.

As primeiras demissões começaram na semana passada. A reportagem apurou que, no total, aproximadamente 700 trabalhadores dos 2.300 que a Pedertractor poderão perder os seus empregos. As rescisões dos contratos de trabalho dos funcionários demitidos começarão a ser pagas amanhã.

Entre os clientes da Pedertractor estão a Caterpillar, multinacional que produz máquinas como compactadores, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, retroescavadeiras e tratores de esteiras; a multinacional Volvo, que fabrica carregadeiras, escavadeiras, compactadores de solo e caminhões articulados e o Grupo CNH, fabricante de máquinas da construção civil e agrícolas.

Dispensas

Como último recurso para enfrentar a crise econômica, a maior montadora de ônibus de Botucatu dispensou centenas de funcionários no mês de maio. A Induscar Caio demitiu 220 dos quatro mil trabalhadores. Depois de conceder dois períodos de férias coletivas, a instituição teve de recorrer ao corte de funcionários (JV Net 30/06/2015)

 

Preços do ATR

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado do Paraná (Consecana Paraná) divulgou, nesta segunda-feira (29), os dados referentes ao ATR para o mês de junho/2015.

De acordo com os números, os preços do ATR fecharam com baixa de 0,61% em relação ao mês passado, cotados em R$ 0,4869 o quilo contra R$ 0,4899 do mês de maio.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam em R$ 53,00 a tonelada, recuo de 0,60% ante os R$ 53,32 a tonelada no mês passado. A cana esteira também caiu 0,60%, negociada a R$ 59,20 a tonelada contra os R$ 59,56.

Já para os preços do ATR de São Paulo, o valor referente ao mês de jun-15 ficou em R$ 0,4675 e o acumulado abr-15 a jun-15 ficou em R$ 0,4765. (EFE 30/06/2015)

 

Açúcar: Aperto no radar

Os preços do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York com o vencimento do contrato para julho e a perspectiva de um aperto na oferta.

Os lotes para outubro subiram 40 pontos, a 12,47 centavos de dólar a libra-peso.

No vencimento dos contratos de julho, foram entregues 460,9 mil toneladas, recebidas pela trading Wilmar International.

Os traders que preferiram não receber o açúcar agora rolaram suas posições para outros contratos.

O mercado ganha força com a perspectiva de que a safra mais voltada para o etanol no Centro-Sul do Brasil possa reduzir a oferta de açúcar, e de que a China possa ter uma produção menor, demandando mais do exterior.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,53%, para R$ 47,34 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 01/07/2015)

 

Após prejuízo de R$ 1 bi, usinas comemoram inverno sem geada

Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul já comemoram o inverno tênue este ano. Isso porque não há previsão de geadas para o Estado. Acontece que o fenômeno característico dos meses mais frios do ano já causou muito prejuízo por aqui. Só em relação a cana-de-açúcar, as perdas chegam a R$ 1 bilhão, em quatro anos, segundo dados da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul).

De acordo com o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, há quatro anos as plantações de cana sofrem com as geadas. "Podemos dizer que o setor no Estado perdeu aproximadamente R$ 1 bilhão e em 2013 foi a época que mais sofreu perdas", explica.

Conforme Hollanda, as geadas prejudicam de duas formas a cana-de-açúcar. "Primeiro perde-se em peso e em segundo em qualidade de matéria-prima, pois a cana luta para sobreviver e perde energia que é a sacarose", afirma.

O presidente comenta que se em 2015 não houver geadas, será bom para recuperação das safras. "Estamos nos recuperando ainda das geadas de 2013 e 2014 e estamos melhorando na qualidade, se não gear, podemos continuar recuperando a qualidade do nosso produto", ressalta.

Agricultura

Para a agricultura, as vantagens de não gear são enormes. Quem afirma isso é o diretor executivo da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), José Alexandre Tranin.

Ele comenta que geralmente as geadas ocorrem no final da colheita do milho safrinha, o que prejudica a produção. "A quantidade diminui e os produtores só perdem com as geadas. No caso das pastagens acontece o mesmo, geando, queima o alimento do gado e até rebrotar demora, e os produtores que amargam os prejuízos", afirma.

Tranin explica que o inverno deste ano está atípico, já que tem chovido acima da média nesse período.

Conforme a metereologista da Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos) Cátia Braga, não há previsão de geada para os próximos 10 dias no Estado.

"Apesar da temperatura cair, não será tanto por causa do fenômeno El Niño que impede temperaturas muito baixas e para gear, é preciso ter uma temperatura menor de 4º", finaliza. (Cana Online 30/06/2015)

 

Produção de açúcar na Índia deve continuar elevada

Apesar da crise no setor sucroalcooleiro da Índia, ainda é provável que a produção de açúcar continue muito acima da demanda interna na próxima temporada. Para a safra 2015/16, o preço da cana foi fixado em 2,3 mil rúpias por tonelada, um aumento de 4,5% em relação à safra anterior.

"O preço de nenhum produto das principais culturas concorrentes subiu tanto e a elevação média destes foi de apenas 2,8%. Isto significa que a cultura cana, que já remunera significativamente melhor por hectare que as concorrentes, deve aumentar ainda mais este diferencial", explica o analista da INTL FCStone, João Paulo Botelho.

A Índia tem uma política de preços mínimos pagos aos agricultores (MSP, na sigla em inglês) de forma a garantir a subsistência, determinados pelo governo central. O principal determinante na área plantada do país é o preço da cana, que vem subindo consistentemente acima das culturas que concorrem mais diretamente por área.

Botelho afirma que, segundo dados disponíveis até o momento, é improvável que haja uma quebra muito grande em relação à temporada atual, seja por queda de produtividade ou redução de área. Quanto à primeira, o clima parece adequado até o momento e fontes locais indicam que os produtores estão muito otimistas quanto aos prospectos iniciais da safra.

No que se refere à área, apesar de não estarem disponíveis dados oficiais de plantio, fontes locais apontam para pouca mudança em relação à safra passada, com os produtores se guiando pelos preços mínimos atrativos da cana.

Perspectiva para os próximos anos

Para as safras seguintes, por outro lado, é difícil saber se o governo do país manterá a política de preços elevados da cana e apoio para as usinas com dificuldades. Isso porque os estoques de outros produtos essenciais para a alimentação vêm caindo significativamente, enquanto os do açúcar subiram muito nos últimos anos.

A relação estoques/uso de arroz caiu de 27,1% em 2011/12 para 11,7% no final de 2014/15. Quanto ao trigo, esta relação caiu de 28,9% para 12,6% na safra atual. "Esta situação pode levar o governo do país a repensar a prioridade dada à cana na hora de definir os preços mínimos para as próximas safras", avalia o analista.

Se o objetivo for tornar o setor mais competitivo e aumentar as exportações, há a possibilidade de desregular o preço da cana, assim como o do açúcar foi liberalizado anos atrás. Esta alternativa, entretanto, seria muito impopular perante a maioria da população e de muito difícil aprovação no parlamento do país. (FCStone 30/06/2015)

 

Sancionada lei que reduz para 12% o ICMS do diesel em MS

A nova lei, sancionada e publicada no Diário Oficial valerá do período de 1º de julho a 31 de dezembro de 2015.

O governador Reinaldo Azambuja sanciona lei que reduz o imposto sobre o óleo diesel em Mato Grosso do Sul, caindo de 17% para 12%. O texto foi publicado na edição desta segunda-feira (29) do Diário Oficial do Estado.

De acordo com a assessoria do governo, conforme o regulamento, a alíquota de 12% do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) valerá entre os dias 1º de julho e 31 de dezembro de 2015.

Lei

A Lei 4.688, que reduz a alíquota do imposto sobre a comercialização do óleo diesel, tem como objetivo dar mais competitividade a Mato Grosso do Sul, principalmente em relação a estados vizinhos como São Paulo e Paraná, que já praticam a tributação de 12% sobre o produto.

O texto foi elaborado pelo governo do Estado e apresentado à apreciação da Assembleia Legislativa no último dia 17. Segundo o governador, a lei atende as reivindicações dos revendedores de combustíveis, caminhoneiros e setores produtivo e de transportes. A argumentação é que a redução do imposto barateia o óleo diesel e deixa o valor de venda em Mato Grosso do Sul mais atrativo, fazendo com que os caminhoneiros abasteçam os veículos em postos sul-mato-grossenses (Capital News 30/06/2015()

 

A recessão será mais forte, avalia a FGV

Se o Banco Central prevê queda de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, como consta do Relatório de Inflação divulgado na semana passada, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, estima um recuo de 1,8%, segundo o Boletim Macro Ibre de junho. "Para quem esperava razão para otimismo nessa virada de semestre, é melhor não procurar apoio nos resultados dos indicadores conjunturais recém-divulgados", afirmam os economistas Regis Bonelli, Armando Castelar Pinheiro e Silvia Matos, responsáveis pelo boletim um estudo dividido em capítulos escritos por especialistas conhecidos.

Além da redução do PIB, as previsões para este ano são de uma inflação de 8,9%, perda de renda dos trabalhadores, déficit na conta corrente do balanço de pagamentos de 4,5% do PIB, pressão dos juros reais elevados sobre o endividamento público e, afinal, um desempenho econômico medíocre também em 2016.

A contração do PIB estimada para o trimestre abril/junho é de 1,6%, mas o ritmo da queda cairá para 0,1%, no terceiro trimestre, e, "mantidas as tendências atuais, o PIB só voltará a crescer no último trimestre deste ano (0,2%)".

Nas projeções do Ibre, o consumo das famílias cairá 1,1% neste ano; o consumo do governo, 1,2%; a formação bruta de capital fixo cederá 7,1%; a importação será 6,1% menor; e a exportação crescerá apenas 1,2%. Só o PIB da agropecuária deverá crescer (2,8%), prevendo-se queda de 6,7% da indústria de transformação (e alta de 7,4% da extrativa), recuo de 2,9% da construção civil e de 1,1% dos serviços. A taxa média de desemprego de 2015 deverá ser de 8,1% (+1,3 ponto porcentual em relação a 2014) e a estimativa de queda da renda real é de 3%.

Cai a renda e também o consumo, afetando setores que pesam muito no PIB: a crise no setor automotivo deverá contribuir, isoladamente, para 0,5 ponto porcentual da queda do PIB neste ano, segundo reportagem recente do Estado.

No boletim da FGV, Silvia Matos nota que "as perspectivas para a economia mundial ainda continuam muito incertas" e que a economia doméstica, "nos últimos meses", continuou "em processo de deterioração". A demanda interna deverá se contrair mais que o PIB, devido ao ajuste macroeconômico. E há "um grande desafio no curto e no médio prazos na área fiscal". O cumprimento da meta de superávit primário de 1,2% neste ano e de 2% em 2016 "é missão quase impossível". (O Estado de São Paulo 01/07/2015)

 

Crédito para o Plano Agrícola e Pecuário começa a ser liberado hoje (1º)

Volume de recursos para financiar o próximo ciclo agrícola é de R$ 187,7 bilhões.

Começa nesta quarta-feira (1º) a liberação dos recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016, por intermédio dos bancos que operaram com o crédito rural. O governo federal colocou à disposição dos produtores R$ 187,7 bilhões para financiar as operações de custeio e comercialização, investimento e estocagem de álcool.

Do total de recursos, R$ 147,5 bilhões se destinam ao custeio das lavouras e comercialização da produção, informa o diretor do Departamento de Economia Agrícola da Secretária de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson de Araújo.

Desse montante, R$ 94,5 bilhões serão liberados com juros controlados – 7,75% ao ano para o médio produtor rural e 8,75% ao ano para os grandes agricultores. “A expectativa é que, neste primeiro momento, a maior parte dos produtores procurem os bancos para financiamento do custeio das lavouras”, assinala Wilson Araújo. Outros R$ 53 bilhões estão disponíveis com juros livres.

O Plano Agrícola e Pecuário também disponibilizou R$ 38,2 bilhões para as operações de investimento e R$ 2 bilhões para estocagem de álcool. (Mapa 30/06/2015)

 

Brasil e EUA prometem aumentar participação da energia renovável

Brasil e Estados Unidos prometeram nesta terça-feira aumentar a participação da energia renovável de fontes não hidrelétricas em suas matrizes energéticas para 20 por cento até 2030, em um esforço para mostrar comprometimento com o combate às mudanças climáticas.

Os dois países fizeram o anúncio em um comunicado conjunto divulgado durante encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente dos EUA, Barack Obama, na Casa Branca.

O Brasil também prometeu reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 e concordou em levar adiante um plano sobre mudança climática "amplo e ambicioso", que "representa seu maior esforço possível além de suas ações atuais", de acordo com o comunicado.

"Isso é algo grande", disse o conselheiro sênior da Casa Branca Brian Deese a jornalistas na terça-feira, lembrando que a meta sobre energia renovável vai exigir que os Estados Unidos tripliquem sua parcela de renováveis em sua matriz energética até 2030 e que o Brasil duplique sua parcela.

O Brasil ainda não apresentou formalmente sua estratégia sobre mudanças climáticas para a Organização das Nações Unidas (ONU) antes da importante reunião sobre o tema em Paris, marcada para dezembro, mas sinalizou algumas da metas que serão incluídas no comunicado conjunto de terça-feira.

"Os presidentes estão comprometidos em alcançar um acordo ambicioso que reflita os princípios de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, e as respectivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais", afirma o comunicado.

Além das metas de reflorestamento e de uso de energias renováveis, o Brasil disse que pretende "melhorar a agricultura de baixo carbono e as práticas de uso da terra", promover novos e limpos padrões tecnológicos para a indústria e impulsionar as medidas de eficiência energética. (Reuters 30/06/2015)

 

Produção de gasolina será menor, haverá etanol para suprir a demanda?

A estatal prevê elevar a produção de petróleo no Brasil até 2020 para 2,8 milhões de barris por dia (bpd), bem abaixo dos 4,2 milhões de bpd estimados no plano anterior. A produção em 2015 deve ficar em cerca de 2,1 milhões de bpd.

Segundo previsão da própria Petrobras, divulgada em 2014, antes dos cortes em investimentos divulgados nesta segunda-feira (29), o consumo de gasolina no Brasil em 2020, será de 646 mil barris por dia, enquanto que a produção de gasolina, enquanto que a produção será 493 mil barris por dia.

Desde 2011, o país consume mais do que produz, perdendo a autossuficiência, comemorada pela Petrobras e pelo governo em 2006, quando a produção de petróleo equiparou-se ao volume de derivados consumidos à época no país.

A saída da Petrobras tem sido importar gasolina e também contar com o maior consumo de etanol, que vem batendo recorde de consumo mês a mês. Conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as vendas do biocombustível das distribuidoras aos postos somaram 5,465 bilhões de litros de janeiro a abril, 32,6% mais que nos primeiros quatro meses de 2014 e maior nível da história para o período.

Com esse cenário, o mercado para etanol estará favorecido, no entanto, não pode-se esquecer que também não houve investimento para maior produção de etanol, pelo contrário, nos últimos anos, a política vigente foi de fechamento de usinas. Demanda por combustível vai ter, mas haverá etanol para aproveitar as boas oportunidades?. (Cana Online 30/06/2015)

 

Gesso agrícola: insumo que potencializa os resultados do produtor

O objetivo de todo produtor de cana-de-açúcar é ver seu canavial crescendo saudável e com vigor. Uma possibilidade, de custo-benefício interessante, é a aplicação do gesso agrícola, que permite o aumento da vida produtiva do canavial, amplia a absorção de nutrientes, recupera o solo e melhora a produção da cana-de-açúcar. Isto ocorre porque este produto promove a recuperação de áreas com excesso de potássio devido à utilização de elevadas doses de vinhaça; promove maior vigor das soqueiras; fornece cálcio e enxofre, aumentando o teor de sacarose; condiciona o solo; e aumenta a profundidade explorada pela raiz.

Segundo a Nutrion Agronutrientes – empresa que atua no fornecimento deste produto ao mercado -, experimentos indicam que o gesso agrícola garante aumento de 17% na produtividade, em resultados alcançados em cana soca de 2º corte. Já estudos publicados por Demattê (1986) mostraram que a aplicação de gesso agrícola em áreas de soqueiras de cana-de-açúcar favorece tanto a produção quanto os resultados de análises de solo. 
Na agricultura, de modo geral, o gesso agrícola intensifica a resistência das folhas e caules, estimula a fixação do nitrogênio, neutraliza o alumínio tóxico presente no solo, potencializa a absorção dos nutrientes, fortalece a planta contra doenças e pragas e promove o crescimento das raízes. Torna-se um importante aliado para corrigir o solo e dar vida à terra.

Presente no mercado agrícola nacional desde 2001, a Nutrion Agronutrientes é especializada na comercialização do gesso agrícola a todos os segmentos da agricultura, inclusive cana-de-açúcar, que tem grande importância para a empresa. Por isso, marcou presença em uma feira de negócios já tradicional no setor sucroenergético: a Agronegócios Copercana, promovida na última semana em Sertãozinho, SP, e que neste ano aconteceu pela 11ª vez. No estande da Nutrion na feira, a equipe da empresa apresentou aos produtores de cana que compareceram ao evento os benefícios do gesso agrícola para a cultura canavieira e as linhas de produtos que dispõe nessa área. (Cana Online 30/06/2015)

 

Basf apresenta estratégias e faz balanço das atuações diante de cenário econômico incerto no Brasil e no mundo

A BASF, fabricantes de defensivos agrícolas , apresentou  em Campinas (Interior de São Paulo) os principais investimentos, resultados e lançamentos de produtos da empresa nos últimos anos, durante encontro realizado com jornalistas brasileiros.

Na ocasião estiveram presentes o membro da Junta Diretiva da companhia, Harald Schwager; o presidente global da Divisão de Proteção de Cultivos, Markus Heldt; o vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos para América Latina, Eduardo Leduc; e o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos para o Brasil, Francisco Verza.

O papel da agricultura brasileira no cenário mundial foi o tema central do encontro, pautado pelas iniciativas que a multinacional alemã vem desenvolvendo para contribuir com produtores e parceiros do setor agrícola. A ação reforça as atividades da empresa no ano em que completa 150 anos de existência, sendo mais de 100 deles no Brasil dedicados em grande parte à agricultura.

Números e cenários

Embora 2014 tenha sido um ano de desafios na economia mundial, a BASF atingiu globalmente sua meta, aumentando seus ganhos. A companhia fechou 2014 com vendas globais que somaram €74 bilhões em todos os seus negócios, dos quais €4,3 bilhões (ou 6%) somente na América do Sul. A Divisão Agrícola global, isoladamente, aumentou o volume de vendas de €5,2 bilhões para €5,4 bilhões, sendo que a América do Sul alcançou vendas de €3,5 bilhões.

Porém, o cenário apresentado no ano de 2015 ainda gera incertezas. Os preços do petróleo e das matérias-primas estão voláteis, assim como as moedas; os mercados emergentes estão crescendo mais lentamente e a economia global está sendo freada por conflitos geopolíticos. Ainda assim a companhia espera um crescimento um pouco mais forte do que em 2014 na economia global, na produção industrial e na indústria química, e espera uma alta contribuição de seus segmentos globais de Proteção de Cultivos, de Produtos de Performance e de Soluções Funcionais.

O vice-presidente da unidade de Proteção de Cultivos da BASF para América Latina, Eduardo Leduc, afirmou que o negócio agrícola da BASF tem a missão de continuar fornecendo aos produtores rurais soluções integradas que favoreçam a sustentabilidade de seus negócios, colaborando para reforçar a posição do Brasil como maior produtor de alimentos. Ele ressalta que os números reforçam os investimentos da companhia na região: “Mesmo em um ano de incertezas, sejam climáticas ou políticas como ocorrido em 2014, tivemos um aumento de 4% nas vendas em agro na América Latina “, avalia Leduc.

Ainda segundo Eduardo Leduc, as principais culturas responsáveis pelo recente aumento nas vendas foram a soja, cana-de-açúcar, café, milho e laranja: “Um dos principais fatores que colaboraram para estes números refere-se ao fungicida Xemium®, que no Brasil recebeu a marca de OrkestraTMSC. Recomendado para o controle da ferrugem asiática da soja, o produto teve grande aceitação e deve ter vendas duplicadas até o fim deste ano”, ressalta o executivo. Outro produto que contribuiu para este cenário foi o herbicida Heat®, que se consolidou como uma das principais tecnologias para o controle de plantas invasoras no Brasil.

Os números da agricultura brasileira não param de subir: a safra 2014/15 deve atingir produção de 204 milhões de toneladas, de acordo com dados oficiais da CONAB. Boas condições climáticas, pragas e doenças em menor pressão devem ser as principais contribuições para alcançar este recorde de produção. “Apesar deste cenário é importante estar atento às intempéries do clima, vai-e-vem das commodities, sem deixar de lado os avanços em produtividade, incluindo produção convencional e geneticamente modificada. Nesse sentido, temos oferecido o que há de mais moderno em agricultura para nossos clientes”, afirma Francisco Verza, vice-presidente da unidade de Proteção de Cultivos da BASF no Brasil. (Notícias Agrícolas 30/06/2015)

Acesse a entrevista completa aqui:

http://www.noticiasagricolas.com.br/videos/agronegocio/158121-basf-mantem-investimentos-mesmo-diante-de-crise-economica-no-brasil.html#.VZO9eflVikp

 

Plano de venda de ativos da Petrobras vai testar diretoria

A Petrobras trocou de comando, de conselho, divulgou o balanço que estava atrasado e apresentou um plano de negócios considerado mais realista. Afastou as grandes incertezas de seu horizonte, mas agora o mercado deve cobrar a capacidade de execução da nova diretoria. A estatal precisa reduzir seu endividamento, isso é consenso no mercado. Mas bancos e agências de classificação de riscos consideraram o plano de venda de ativos muito ambicioso. Ele soma US$ 58 bilhões em quatro anos (US$ 15 bilhões em 2015/2016 e US$ 43 bilhões em 2017/2018).

O Credit Suisse divulgou ontem um relatório com o título "Você acredita em desinvestimentos de US$ 58 bilhões?" onde levanta várias questões que podem criar dificuldades para o plano de venda de ativos da estatal. A mesma preocupação está refletida na avaliação da agência de rating Moody's, que destaca que os riscos relacionados à execução do novo plano de negócios da Petrobras são elevados, devido ao tamanho dos ativos que a companhia pretende vender e às incertezas sobre as políticas de preços de combustíveis no Brasil. Esteve também na análise do BTG Pactual, que apontou o desafio de vender ativos nesse montante "a menos que a empresa aceite vender fatias majoritárias". A ideia da petroleira é vender fatias minoritárias em empresas cujos valores estariam hoje escondidos dentro de seu negócio.

Para o Santander, são necessários mais detalhes sobre a "meta considerável" de US$ 43 bilhões em venda de ativos em 2017 e 2018. "Apesar da natureza crítica dessa premissa, não foram fornecidos detalhes adicionais nesse momento", disse o Santander. Embora a Petrobras possa buscar essas "metas agressivas" por meio de venda de ativos de exploração e produção, o banco avalia que a administração deve preferir, antes disso, buscar "outros valores ocultos" não relacionados a esse segmento de produção. Mesmo assim, o Santander acha que, para que as metas "ambiciosas e consideráveis" possam ser atingidas, deve ser necessário vender ativos de exploração e produção.

Mas a empresa não divulgou quais os ativos estão à venda. O presidente Petrobras, Aldemir Bendine, diz que não poderia dizer para não "depreciar o valor dos ativos". Como também observou o Credit Suisse, o disclosure sobre os ativos era uma informação que o mercado buscava, diante dos números ambiciosos, essa palavra sai da boca de todos que comentam o plano. Apenas o Itaú BBA usou termo diferente: "agressivo". E comentou: "A Petrobras não especificou quais ativos vai vender nem o potencial impacto negativo disso na relação entre seu Ebitda e sua curva de produção. A Petrobras precisa começar a vender ativos para fazer com que o mercado acredite que ela conseguirá executar o plano", diz o Itaú BBA.

O mercado começa a especular, mas não chega aos valores apresentados pela petroleira. Toda a parte de etanol somada à petroquímica não chegaria a US$ 4 bilhões. Se vendesse 49% da BR Distribuidora, provavelmente conseguiria entre US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões, dependendo da demanda dos investidores numa oferta em bolsa. Ainda faltariam cerca de US$ 40 bilhões, diz um gestor.

Vender as refinarias ou parte delas, avalia o gestor, poderia ser interessante, mas parece ser algo bem complexo e que exigiria mudanças importantes nas relações com distribuidores. "Não seria possível vender num preço para o refino e vender combustível sem a margem apropriada", diz. Dito de outra forma, para que o refino tenha valor, os preços finais aos consumidores teriam que subir bem. Hoje as margens de refino são apertadas para remunerar os investimentos, afirma. Com o petróleo na faixa de preços em que está, diz, a Petrobras teria de abrir mão de fatias bem relevantes dos ativos para atingir o valor anunciado.

O relatório do Credit Suisse aponta que, historicamente, a desalavancagem da Petrobras baseou-se em metas de produção ambiciosas e aspectos macroeconômicos, como o real forte e a alta dos preços do petróleo. O problema é que a produção esperada nunca veio e hoje os preços do petróleo estão em queda. "E então os investidores aprenderam a ser céticos", diz o banco. Para os analistas, o programa de desalavancagem da empresa é muito dependente da venda de ativos de US$ 58 bilhões. Seriam US$ 15 bilhões ao ano, em média, e nessa indústria, diz o Credit, empresas privadas conseguiram alcançar esse número apenas três vezes: a BP, que realizou desinvestimentos de US$ 22 bilhões em 2013 e de US$ 17 bilhões em 2010; e a Conoco; US$ 15 bilhões em 2010.

As contas de analistas ainda mostram que se a Petrobras não conseguir vender o esperado em 2017 e 2018, terá geração de caixa negativa nesses dois anos. Usando as premissas dadas pela empresa, um gestor avalia que sem a venda a Petrobras terá uma geração de caixa negativa de R$ 50 bilhões em 2017 e em 2018 (ou seja, teria de captar R$ 100 bilhões de dívida para fechar essa conta). "Eles [diretorida da Petrobras] fecharam a conta com esses US$ 42 bilhões de venda de ativos que ninguém sabe o que é e como pode ser vendido. Senão a conta não fecha", afirma outro gestor. Há analistas que temem que a Petrobras vire uma companhia que viva alguns anos apenas em função da desalavancagem.

Uma fonte pondera que a previsão de geração de recursos em 2017­2018 não se refere apenas a venda de ativos, mas também à redução de custos e ganhos de produtividade. Os analistas do HSBC optaram por dar o benefício da dúvida à gestão da Petrobras, pois acreditam que o plano será positivo para a companhia ­ mas o desafio da execução impediu os analistas do HSBC de recomendarem compra dos papéis. Outro gestor pontua que o plano poderá encontrar dificuldades, mas comemora o fato de a empresa ter agora uma gestão que mostra que privilegiará o bom uso do dinheiro da empresa. (Valor Econômico 01/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Aperto no radar: Os preços do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York com o vencimento do contrato para julho e a perspectiva de um aperto na oferta. Os lotes para outubro subiram 40 pontos, a 12,47 centavos de dólar a libra-peso. No vencimento dos contratos de julho, foram entregues 460,9 mil toneladas, recebidas pela trading Wilmar International. Os traders que preferiram não receber o açúcar agora rolaram suas posições para outros contratos. O mercado ganha força com a perspectiva de que a safra mais voltada para o etanol no Centro-Sul do Brasil possa reduzir a oferta de açúcar, e de que a China possa ter uma produção menor, demandando mais do exterior. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,53%, para R$ 47,34 a saca de 50 quilos.

Algodão: Área menor: Ao contrário do que se esperava, o plantio de algodão nos Estados Unidos não resistiu às chuvas e foi bem menor que em 2014, o que ofereceu impulso às cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro subiram 52 pontos, a 68,91 centavos de dólar a libra-peso. O Departamento de Agricultura americano (USDA) calcula que foram plantados 3,64 milhões de hectares na safra 2015/16, ante 3,86 milhões de hectares projetados em março e 3,70 milhões de hectares previstos por analistas. O dado ofuscou o anúncio de que a China venderá seus estoques domésticos, com oferta de 1 milhão de toneladas programada entre julho e agosto. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,21%, para R$ 2,0983 a libra-peso.

Soja: Apostas frustradas: A projeção de que os produtores dos EUA plantaram uma área com soja menor que o esperado pelos analistas, ainda que recorde, deu impulso ontem aos preços do grão na bolsa de Chicago. Os lotes para agosto subiram 55 centavos, a US$ 10,495 o bushel, o maior valor para o papéis de segunda posição desde 9 de janeiro. Para o Departamento de Agricultura do país (USDA), o plantio na safra 2015/16 alcançou 34,43 milhões de hectares (2% a mais que na safra 2014/15 e 0,5% maior que o projetado em março). Porém, a aposta era de 34,51 milhões de hectares. O USDA informou ainda que havia nos estoques em 1º de junho 17 milhões de toneladas, abaixo das mais de 18 milhões de toneladas esperadas pelos analistas. No Paraná, a soja caiu 0,34%, para R$ 59,04 a saca, segundo o Deral.

Milho: Disparada em Chicago: A indicação de que a área plantada com milho nos Estados Unidos na safra 2015/16 foi menor que a esperada pelos analistas e será a menor desde 2010 deu um forte impulso às cotações do grão na bolsa de Chicago ontem. Os papéis para setembro subiram 30 centavos, a US$ 4,22 o bushel, o maior valor para lotes de segunda posição desde 26 de dezembro de 2014. O Departamento de Agricultura do país (USDA) estima que foram plantados 35,98 milhões de hectares com o cereal, enquanto a aposta dos analistas era de mais de 36 milhões de hectares. Para Lucas Brunetti, do banco Pine, "essa redução não era esperada, pois o período de plantio foi muito facilitado pelo clima favorável". No Paraná, o preço médio do milho subiu 0,55%, para R$ 20,16 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 01/07/2015)