Setor sucroenergético

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Açúcar e afeto: Rubens Ometto & Dilma

Não dá para dizer que Dilma Rousseff e Rubens Ometto Silveira Mello viraram amigos de infância.

Mas a interlocução entre eles melhorou muito, a ponto de Ometto ter integrado a comitiva presidencial em Nova York. (Jornal Relatório Reservado 03/07/2015)

 

Cana: Corte nos recursos do Prorenova limitará renovação de plantações

A expectativa do setor sucroalcooleiro de renovar pelo menos 18% da área coberta com canaviais no Centro-Sul do País não deve se concretizar neste ano. Os recursos previstos para este fim no Plano Safra 2015/16 ficaram abaixo da necessidade e o investimento deverá ser revisto, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast. No ciclo 2014/15 a renovação ficou em torno de 14%.

O ano-safra do setor sucroalcooleiro começou em abril e o cenário, mesmo mais favorável após o aumento da mistura de anidro e a recomposição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina, é ofuscado pelo expressivo endividamento das usinas. As dívidas das empresas do Centro-Sul está estimado em mais de R$ 50 bilhões. O corte nos recursos do Prorenova foi decisivo para o setor rever sua intenção de renovar pelo menos 18% das lavouras, patamar considerado ideal para evitar o envelhecimento das plantas.

Em entrevista recente ao Broadcast, a presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, reconheceu que o ideal seriam R$ 10 bilhões para a renovação dos canaviais. Só que o Plano Safra 2015/2016 disponibiliza apenas R$ 1,5 bilhão, metade do que foi alocado no ano-safra anterior. Os recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outra preocupação do setor é com os juros, que no atual programa subiram para TJPL mais 2,7% ao ano. Por conta do endividamento, são poucas as usinas que conseguem se enquadrar nos requisitos para acessar o Prorenova, afirmou também ao Broadcast o diretor da comercializadora de etanol Bioagência, Tarcilo Rodrigues. "Mas as que podem recebem rapidamente. Não há demora na liberação dos recursos", ponderou.

A renovação é mais forte durante a entressafra, período que no Centro-Sul vai geralmente de dezembro a março. Algumas unidades produtoras da região, que responde por 90% da moagem nacional, contudo, dão início a esses trabalhos no meio do segundo semestre, aproveitando áreas de canaviais já processados.

Etanol - Para representantes, a renovação dos canaviais só não será pior do que a de 2014/15 porque o álcool voltou a ganhar competitividade ante a gasolina. "Pode ser que as usinas tenham mais recursos e consigam fazer a renovação com caixa próprio graças à comercialização de etanol", explicou o presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool), Jorge dos Santos.

A volta da Cide elevou o preço da gasolina neste ano, acarretando em maior demanda porálcool. Só em maio, foram vendidos 1,43 bilhão de litros do biocombustível, um recorde histórico, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pela Unica. Em 2015, o preço da gasolina acumula valorização de 9,3% na média Brasil, ao passo que o do etanol subiu apenas 2,9%, de acordo com a ANP. (Agência Estado 02/07/2015

 

Açúcar: Expectativa com Unica

Os preços do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, ainda devolvendo parte dos ganhos registrados no início da semana.

Os lotes do açúcar demerara para março de 2016 caíram 4 pontos, a 13,63 centavos de dólar a libra-peso.

Há uma expectativa de que a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informe na próxima semana que a moagem de cana no Centro-Sul na última quinzena de junho foi a maior da safra, em 44,2 milhões de toneladas, segundo o banco Pine.

Os preços só não caíram mais por causa da aquisição de 460,93 mil toneladas de açúcar do Brasil por parte da Wilmar International na entrega do contrato de junho, quase o valor estimado para o superávit da safra global 2014/15, segundo o Commerzbank.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,28%, para R$ 47,28 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 03/07/2015)

 

Concessão de portos e ferrovias no Brasil no radar da Dreyfus

A multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), uma das maiores empresas do mundo no setor de agronegócio, está "ansiosa" para participar de licitações envolvendo as novas concessões de portos e ferrovias no Brasil. Foi o que afirmou ontem ao Valor o executivo André Roth, presidente do conselho de administração da subsidiária no país e chefe da plataforma global de oleaginosas da empresa.

Já há alguns anos, a LDC tem investido pesadamente em logística no Brasil, "para continuar bastante competitiva", segundo Roth. No momento, o foco da múlti está no chamado "Arco Norte", mas nada impede sua participação em licitações em outras regiões. "Temos capital alocado para entrar nas concessões caso sejam atrativas", afirmou.

De qualquer forma, o Norte seguirá no foco. A múlti acredita que, na região, serão abertos novos 3 milhões de hectares para a agricultura nos próximos anos, área que poderá render 30 milhões de toneladas de grãos adicionais. E, com o aumento da demanda da China, estimado em mais de 30 milhões de toneladas de grãos na próxima década, serão necessários no Brasil cinco novos portos para dar conta desse escoamento.

"Não tem como pensar em agronegócio no Brasil sem pensar na China", disse Roth. "O Brasil é o país com maior potencial para atender à demanda chinesa. Em sua opinião, o importante é que, apesar de ter mais concorrentes no mercado, o Brasil tem uma produção crescente "e isso dá oportunidade para a Dreyfus continuar tendo posição relevante no mercado".

O executivo disse, ainda, que a valorização do dólar em relação ao real ajuda a subsidiária brasileira da LDC, em parte porque tornam seus custos industriais mais competitivos na comparação com outros países em que a múlti está presente. E lembrou que o câmbio também tem colaborado para preservar as margens dos produtores mesmo com os preços das commodities agrícolas em geral mais baixos. "A agricultura do Brasil continuará competitiva mesmo com o ambiente de baixa e preços", concluiu Roth. (Valor Econômico 03/07/2015)

 

Unica se diz otimista sobre acordo climático entre Brasil e Estados Unidos

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) avaliou de forma positiva o acordo fechado entre Brasil e Estados Unidos a respeito das mudanças do clima. Para a entidade que representa as usinas de açúcar e etanol, as conversas entre os dois governos podem fortalecer o setor de biocombustíveis.

Em nota, a Unica lembrou que os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama destacaram a importância de se usar a energia limpa e renovável em suas matrizes energéticas. E destacou o compromisso com a redução das emissões de gases até o ano de 2030.

“Estas diretrizes abrem uma nova frente para o setor sucroenergético ao reconhecer o atributo ambiental de seus principais produtos. Estamos prontos para oferecer nossa contribuição e participar das próximas discussões que precederão o diálogo estratégico de energia entre os dois países que foi marcado para o início de outubro,” comentou a presidente da Unica, Elisabeth Farina, na nota. (Globo Rural 02/07/2017)

 

Odebrecht Agroindustrial espera reverter prejuízo na safra 2015/16

A Odebrecht Agroindustrial prevê moer 28 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2015/16. O volume é 18% maior na comparação com 2014/15 e deve ajudar a empresa a reverter o prejuízo de R$ 1,19 bilhão registrado na temporada passada, segundo o presidente da companhia, Luiz de Mendonça. Em entrevista à reportagem, ele afirmou que o investimento no atual ciclo será de R$ 600 milhões (-40%) e que a Operação Lava Jato, que atinge a cúpula do Grupo Odebrecht, não deve afetar o desempenho do braço sucroenergético.

Conforme Mendonça, a Odebrecht Agroindustrial deve produzir quase 2 bilhões de litros de etanol e em torno de 610 mil toneladas de açúcar em 2015/16, aumentos de 22% e de 28%, respectivamente. E é a estratégia em cima dessa fabricação que tende a contribuir com a receita da empresa. "Temos segurado um pouco as vendas de etanol, porque acreditamos que os preços vão se recuperar ao longo da safra", explicou o executivo, em referência ao carregamento de estoques, sem dar números a respeito das reservas.

A redução dos investimentos também ajudará a reverter os resultados negativos. "O investimento industrial já acabou, mas o agrícola continua. Em 2015/16 devemos investir em modernização e renovação de equipamentos e nos canaviais, para buscar ganhos de produtividade", destacou Mendonça. Ele informou que, "por um momento", a expansão da unidade de Eldorado, em Rio Brilhante (MS), foi o último investimento industrial da empresa. Foram alocados US$ 300 milhões para a usina aumentar sua capacidade de moagem de 2,1 milhões para 3,5 milhões de toneladas por ciclo.

De acordo com o presidente da Odebrecht Agroindustrial, a empresa também tem um plano de redução de custos de R$ 700 milhões iniciado no ano passado e que deve se estender até o final de 2016. Além disso, a companhia pretende expandir a participação de cana de terceiros em seu processamento para 40% até 2018/19, como noticiado em junho pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A matéria-prima de fornecedores tem custo mais baixo.

Ainda com relação à safra 2015/16, a Odebrecht Agroindustrial estima um aumento de área plantada de 60 mil hectares, bem como um foco especial na renovação dos canaviais. Para tanto, "contamos com o Prorenova, uma linha que sempre acessamos", informou Mendonça, referindo-se à linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para esse tipo de operação agrícola.

Nesta quarta-feira, 01, a Odebrecht Agroindustrial reportou prejuízo consolidado de R$ 1,19 bilhão na safra 2014/15, encerrada em 31 de março. Do valor, R$ 1,14 bilhão são atribuídos à controladora. Segundo o balanço, o maior impacto no prejuízo da companhia veio de despesas financeiras de R$ 1,50 bilhão. A companhia relatou uma receita bruta de R$ 2,79 bilhões em 2014/15 (-6,8%).

"Parece uma safra de retrocesso, mas negociamos R$ 7 bilhões em dívidas e baixamos de 44% para 23% as dívidas de curto prazo. Já nosso caixa cresceu de R$ 560 milhões para R$ 1 bilhão", ponderou Mendonça. "Então entramos na safra 2015/16 bem melhor equacionados."

Lava Jato

O presidente da Odebrecht Agroindustrial comentou também sobre a operação da Polícia Federal que prendeu o presidente do Grupo, Marcelo Odebrecht, no dia 19 de junho. A Lava Jato investiga a ligação de empresas no esquema de corrupção na Petrobras. "A partir do momento em que negociamos R$ 7 bilhões em dívidas, mudamos o perfil delas e não precisamos de linha de crédito nova; não estamos esperando nenhum problema com a Lava Jato", garantiu Mendonça. Conforme ele, a segregação de negócios dentro do Grupo ajuda. Por fim, afirmou que a relação com fornecedores de cana não foi afetada pela operação.

A Odebrecht Agroindustrial possui nove unidades operacionais em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Juntas, elas têm capacidade de moagem de 36,8 milhões de toneladas por safra. (Agência Estado 02/07/2015)

 

BRASIL - EUA: Acordo sobre clima beneficia setor de biocombustíveis

No último domingo (28), a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, acompanhada pelo presidente do Conselho Deliberativo da entidade e da Copesucar, Luis Roberto Pogetti, e do presidente do Conselho de Administração da Raízen, Rubens Ometto, participaram de um encontro com a presidente Dilma Rousseff, cinco ministros e mais de 20 empresários brasileiros, em Nova Iorque.

O objetivo era tratar da pauta que seria debatida por Dilma, com o presidente norte-americano, Barack Obama, no dia 30, sobre os diversos modelos de cooperação público-privada entre Brasil e Estados Unidos, inclusive o acordo climático bilateral. A UNICA já havia encaminhado um documento de apoio à missão para as discussões sobre o papel do etanol na agenda do clima proposta pelo próprio presidente Obama. E os resultados desta participação foram muito positivos.

Além de beneficiar a agropecuária brasileira como um todo, a importante aliança entre os dois países, anunciada por Obama e Dilma, também sinalizou aspectos favoráveis para o setor de biocombustíveis, particularmente o etanol e a bioenergia, que foram inseridos de forma ampla no compromisso.

Os presidentes destacaram a importância de aumentar os níveis de energia limpa e renovável em suas respectivas matrizes energéticas. Eles também expressaram seu compromisso de cooperar para promover o desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação, melhorar a eficiência dos veículos e também da gestão global de energia.

Presente à cerimônia do anúncio, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Katia Abreu, destacou a meta definida na declaração conjunta de dobrar o uso de biocombustíveis e energia renovável e o comércio com os EUA em dez anos, além da adoção de medidas ambiciosas de reduções de gases de efeito estufa no período 2020/2030, no âmbito da agenda da COP 21.

"Vejo a inclusão do etanol e da bioeletricidade nas discussões como uma política clara do governo brasileiro de fortalecimento do setor e do fomento de comércio internacional de biocombustíveis," esclareceu a ministra.

Já a presidente da UNICA, Elizabeth Farina, mostrou-se bastante otimista com as propostas apresentadas.

“Estas diretrizes abrem uma nova frente para o setor sucroenergético ao reconhecer o atributo ambiental de seus principais produtos. Estamos prontos para oferecer nossa contribuição e participar das próximas discussões que precederão o diálogo estratégico de energia entre os dois países que foi marcado para o início de outubro,” comentou Farina.

Ainda sobre o acordo climático, a presidente Dilma disse que o Brasil busca atingir uma participação de 28% a 33% de fontes renováveis em sua matriz, sem contar a geração hidráulica, até 2030. Além disso, o país pretende eliminar o desmatamento ilegal no território nacional nos próximos 15 anos e, em igual período, reflorestar 12 milhões de hectares.

Dilma e Obama se comprometeram a trabalhar entre si e com outros parceiros para um acordo ambicioso e equilibrado na Conferência Mundial da ONU sobre o Clima (COP21), que será realizada em Paris em dezembro. Os dois países pretendem estabelecer uma sinalização firme à comunidade internacional que governos, empresas e sociedade civil estão decididos a enfrentar o desafio climático.

Também na terça-feira (30), A UNICA, representada por sua executiva para a América do Norte, Letícia Phillips, esteve presente no almoço oferecido pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, no Departamento de Estado Benjamim Franklin em Washington. (Unica 02/07/2015)

 

Etanol: Exportação no 1º semestre cai 31%, para 538,7 milhões de litros

O Brasil exportou em junho 91,1 milhões de litros de etanol, praticamente estável na comparação com os 91 milhões de litros embarcados em maio. Em relação a junho do ano passado, quando foram embarcados 167,3 milhões de litros, contudo, o volume é 45,5% menor. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A receita cambial com a venda do biocombustível alcançou US$ 44,6 milhões em junho, queda de 4,3% ante os US$ 46,6 milhões registrados em maio. Em relação aos US$ 111,6 milhões de junho de 2014, houve queda de 60%.

No acumulado de 2015, as exportações somam 538,7 milhões de litros (-30,9%), com receita de US$ 293,9 milhões (-43,7%). (Agência Estado 02/07/2015)

 

Se a China cooperar, agronegócio brasileiro avança na próxima década

A agropecuária brasileira vai ter um bom desempenho na próxima década, não obstante uma possível perda no ritmo da demanda –tanto internamente como externamente– e de queda nos preços das commodities.

Parte desses problemas deverá ser compensada pelo aumento de produtividade e por um câmbio mais favorável às exportações.

A avaliação consta do novo relatório da OCDE e da FAO sobre a agricultura no mundo. As entidades apontam expectativas de produção e exportações para 2024.

O país vai depender também da economia chinesa, atualmente o mais importante destino par alguns produtos brasileiros, com destaque para a soja.

A oleaginosa vai continuar sendo a principal força do agronegócio brasileiro, inclusive com preços remuneradores. Os números apontados pela OCDE e FAO parecem, no entanto, um pouco modestos para o ano 2024.

Elas preveem uma produção de 108 milhões de toneladas para as oleaginosas, e esses produtos deverão ocupar uma área de 34,3 milhões de hectares.

Quanto à produtividade, o salta será pequeno, com a produção subindo para apenas 3.150 quilos por hectare. O Brasil manterá continuará sendo um dos principais exportadores de soja no mundo, mas a moagem interna vai aumentar devido ao avanço da produção de proteínas.

AÇÚCAR

Outro destaque da produção brasileira será o açúcar. Líder mundial, o país deverá produzir 48,4 milhões de toneladas em 2024. As exportações ficarão próximas de 32 milhões de toneladas.

Já a produção de etanol poderá ficar próxima de 43 bilhões de litros, mas pouco será destinado à exportação. Açúcar e etanol deverão elevar a produção de cana-de-açúcar para 884 milhões de toneladas, que será colhida em uma área de 11,5 milhões de hectares.

O café, produto que tem gerado grandes discussões a respeito do volume de safra nos últimos anos, deverá atingir 61 milhões de sacas em 2024. A OCDE parte de uma safra de 45 milhões de sacas em 2014/15.

As produções de arroz e de trigo sobem em ritmo menor. A primeira atingirá 9,6 milhões de toneladas, com evolução anual de 1,6%, enquanto a de trigo vai para 11 milhões de toneladas, uma alta de 4% ao ano.

A OCDE vê, ainda, um bom desenvolvimento do setor de frutas no país, cuja demanda interna vem crescendo. As exportações, no entanto, ainda oscilam muito.

Outro setor de destaque é o de piscicultura. As perspectivas são boas, com possível evolução de 52% até 2024.

CARNES

A produção brasileira de carnes poderá ser incentivada pela forte aceleração de preços nos próximos anos.

A carne suína deverá subir 5,9% ao ano, enquanto a bovina terá evolução de 4,4%.

Já a carne de frango terá reajuste anual de 3,9% na produção.

Com isso, a produção de carne de frango avança para 16 milhões de toneladas (mais 22%). A bovina fica em 11 milhões de toneladas (16%), enquanto a suína atingirá 4,3 milhões de toneladas, com aumento de 24% na década.

 

O impacto da China na produção agrícola brasileira

O Brasil poderá ser o principal exportador mundial de grãos e de carnes em uma década. O bom desempenho do país vai depender, no entanto, do comportamento das economia de países desenvolvidos e emergentes.

Os olhos dos brasileiros se voltam, principalmente, para a China, país que vem ganhando grande importância no comércio de grãos nos últimos cinco anos.

Além disso, os chineses começam a abrir as portas também para as carnes brasileiras, o que pode gerar demanda e aumentar a produção e a exportação do Brasil.

A continuidade da demanda chinesa é importante não só pelo volume elevado das compras. Mas uma eventual retração nas compras vai depreciar os preços internacionais das commodities, afetando a renda dos produtores brasileiros. (Folha de São Paulo 03/07/2015)

 

Venda de parcela do capital da BR tende a ser desafiadora

A venda de uma fatia da BR Distribuidora promete ser uma tarefa desafiadora para a Petrobras. Diante do alto valor do ativo, de barreiras regulatórias e da resistência da estatal de vender o controle de sua distribuidora, as grandes empresas do mercado brasileiro devem ficar de fora da negociação, na avaliação de especialistas consultados pelo Valor. Já as grandes companhias do setor de óleo e gás vem se desfazendo de seus ativos no Brasil ao longo dos últimos anos e caminham na direção contrária aos investimentos em downstream (distribuição e abastecimento) em todo o mundo.

Para Marcel Kussaba, gerente de investimentos da Quantitas, de gestão de ativos e assessoria financeira, é pouco provável que um operador local entre na disputa pela BR. Segundo ele, a Ultrapar, controladora da Ipiranga, e Raízen (Shell / Cosan) são empresas com perfil operacional, e não sócias minoritárias. Kussaba destaca, ainda, que a venda de parte da BR para qualquer uma delas teria grandes chances de enfrentar resistências no Cade.

"Estamos falando de um negócios de cerca de R$ 6 bilhões, porque na nossa avaliação a empresa vale de R$ 12 bilhões a R$ 13 bilhões. Os demais agentes me parecem pequenos para entrar no negócio. Acho que o mais provável é que seja um estrangeiro", disse.

No Brasil, contudo, o histórico recente mostra um movimento contrário: o de saída das grandes companhias do país. Caso, por exemplo, da Esso (adquirida pela Cosan), Repsol e Texaco (compradas pelo Grupo Ultra).

Kussaba destaca que o mercado brasileiro mudou nos últimos anos, com o aumento da frota de veículos e maior investimento em conveniência, e não descarta a volta das companhias internacionais ao Brasil. A grande aposta do consultor, porém, são os investidores financeiros. "O preço da negociação nesse caso é mais baixo. Há pouco valor a ser criado com sinergias operacionais, mas talvez seja o jeito como a Petrobras vai conseguir vender".

A iniciativa da Petrobras, segundo uma experiente fonte da área de combustíveis, tende a atrair atenções de um fundo soberano ou de um grande investidor estrangeiro. Para a fonte, a única opção que aparentemente colocaria no jogo a Ipiranga, Raízen e Ale, principais players do mercado, seria um fatiamento da BR e vender suas partes por regiões do país. Essa estratégia, diz, abriria disputa acirrada pela rede da companhia.

Na avaliação dessa fonte, o fato de a BR ser líder no mercado, ter uma rede ampla e uma marca forte são atributos que quase a dispensam um road show. A negociação do ativo, contudo, tem obstáculos a vencer: faltam garantias de que a BR não estaria sujeita a interferências políticas e a disposição de adotar um receituário mais rigoroso de governança. Some-se a isso o histórico de calotes que a BR levou do setor elétrico nos últimos anos.

Na visão da fonte, o que tornaria a BR especialmente interessante a investidores é o momento de dificuldades que a Petrobras atravessa. Quem ficar com uma parcela da empresa teria como possível caminho um acerto prévio para sair daqui a três ou quatro anos, quando a BR, renovada e mais eficiente, faria uma oferta de ações na bolsa com preço, supostamente, bem melhor. No caso de Petrobras forçar um IPO já nos próximos meses, a avaliação é que ela talvez não levante o dinheiro que espera, mas certamente será um ativo atraente.

A entrada de investidores estrangeiros, contudo, não é uma unanimidade. Uma fonte, ex­Petrobras, lembra o histórico recente de saída das grandes companhias do mercado de combustíveis no Brasil e defende que a venda de uma fatia da BR tem potencial para atrair mais o interesse de empresas de médio porte no próprio país.

"A Petrobras pretende manter o controle da BR e os grandes agentes do setor têm um perfil mais voltado para a operação do negócio. É muito esforço para pouca margem", avaliou. "Vejo, por exemplo, a Alesat com ambição de crescer no Brasil, mas é muito dinheiro. Aposto mais na participação das empresas de médio porte, se associando em um pool e a fundos de investimento".

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o modelo mais indicado para a Petrobras levantar recursos com a venda de parte da BR seria fatiar a companhia em até três empresas e vender o controle acionário delas. O governo, no entanto, pretende permanecer como controlador, para evitar o desgaste político de uma operação que pode ser caracterizada como privatização. "A Petrobras não tem opções. Para reforçar o caixa, ou aumenta o preço da gasolina, ou vende ativos, ou faz os dois. E a BR é um ativo relevante", completou.

Ontem, em entrevista ao programa Miriam Leitão, na Globonews, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse que, caso haja necessidade, poderá haver reajustes mensais dos combustíveis. Ele ressaltou que atualmente a margem dos preços dos derivados é boa para a companhia e que a atual premissa na estatal é que todos os derivados têm que ser lucrativos para a empresa. "Esse modelo [de acumular prejuízos na venda de derivados] não será [adotado]", acrescentou. (Valor Econômico 03/07/2015)

 

Liberação de novo agrotóxico merece inquérito do MP, diz leitor

O registro para novo agrotóxico será concedido se a sua ação tóxica for comprovadamente igual ou menor que a dos já registrados para o mesmo fim (Governo contraria a lei e libera agrotóxico mais nocivo à saúde).

Essa é a regra a ser seguida pela Anvisa, conforme a Lei de Agrotóxicos.

O herbicida para café e cana-de-açúcar, apontado pela Folha, não pode ser registrado.

O caso merece a abertura de inquérito pelo MPF. "Queremos poder tomar café ou comer um doce sem risco de sermos intoxicados". (Folha de São Paulo 03/07/2015)

 

Uso intenso de cana para etanol afeta produção de açúcar

O uso mais intenso da cana-de-açúcar para a produção de etanol pode estar por trás da queda acentuada da manufatura de açúcar. Em maio, o produto puxou a indústria alimentícia para baixo, e a atividade do setor recuou 1,9% em relação a abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A mudança do mix da cana-de-açúcar, indo mais para o etanol, pode explicar queda mais acentuada da produção de açúcar este mês", disse André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do órgão.

Na comparação com maio do ano passado, o açúcar também é um peso negativo sobre o setor alimentício, cuja produção recuou 8,7% neste confronto. Também contribuem para o mau desempenho, segundo o IBGE, as carnes de bovinos e o leite em pó. (Agência Estado 02/07/2015)

 

Gregos caíram no mesmo conto que caíram os brasileiros, venezuelanos

O mundo todo assiste, atônito, às manobras de tentativa de golpe ao sistema financeiro da União Européia e ao FMI encetadas pelo premiê grego, o comunista Alexis Tsipras, que chegou ao poder cantando em prosa e verso uma solução utópica para resolver os graves problemas econômicos e sociais que tomam conta daquele país.

Agora, na iminência de ver a Grécia excluída do sistema do euro, ele tenta jogar a decisão para um plebiscito popular. O resultado, que deve ser conhecido nas próximas horas, certamente não mudará em nada a dramática situação em que os gregos envolveram a Grécia.

Os venezuelanos e os argentinos, governados também por políticos que se apresentam “à esquerda” – bolivarianos! – sabem muito bem da incompetência de gestão e ligações umbilicais com a corrupção instalada em seus países. Nada diferente daquilo em que Lula & Cia. colocaram o Brasil, onde a marca maior dos mandatos do PT e partidos aliados têm sido a mesma, ou seja, incompetência e roubalheira desenfreada.

A visita de Dilma aos EUA, no início desta semana, somou falas confusas no âmbito da economia e, principalmente, no sistema judiciário brasileiro. “Madame” desembarcou em solo norte-americano não reconhecendo a legalidade da delação premiada de dirigentes das principais empreiteiras brasileiras denunciados no maior roubo, saque e assalto aos cofres públicos na história universal e que favoreceram o PT e partidos aliados.

Pior, deixou para trás seu ministro Chefe da Casa Civil, Aloyzio Mercadante, que aparece na lista dos beneficiados pelo dinheiro roubado da Petrobras. Lula, o fanfarrão e indutor deste sistema vergonhoso de pilhagem dos bens públicos, decidiu vagar por gabinetes em Brasília clamando para que parlamentares da base aliada do PT se insurgissem contra instituições como a Justiça Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal.

Graças aos ‘malfeitos’ da quadrilha liderada por Lula que os brasileiros voltaram a ter fé e confiança na Justiça e passaram a acreditar num futuro melhor, mais seguro, onde é clara e nítida a diferença entre o certo e o errado, o trabalho e a vagabundagem, a ética e a bandidagem e por aí afora.

Uma pergunta e uma resposta marcaram também esta semana. A pergunta foi formulada pela jornalista Natuza Nery, da Folha de São Paulo e endereçada a Aldemir Bendine, presidente da Petrobras:

“Sua antecessora Graça Foster disse nos bastidores que o sr. não entendia nada de petróleo”.

E a resposta, emblemática , esclarecedora, certeira, curta e grossa foi esta: “Desconheço. Entretanto você acha que o problema da Petrobras hoje é de petróleo?”. Precisa mais? (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Direito e Administração de Empresas. É também fundador e diretor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Expectativa com Unica: Os preços do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, ainda devolvendo parte dos ganhos registrados no início da semana. Os lotes do açúcar demerara para março de 2016 caíram 4 pontos, a 13,63 centavos de dólar a libra-peso. Há uma expectativa de que a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informe na próxima semana que a moagem de cana no Centro-Sul na última quinzena de junho foi a maior da safra, em 44,2 milhões de toneladas, segundo o banco Pine. Os preços só não caíram mais por causa da aquisição de 460,93 mil toneladas de açúcar do Brasil por parte da Wilmar International na entrega do contrato de junho, quase o valor estimado para o superávit da safra global 2014/15, segundo o Commerzbank. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,28%, para R$ 47,28 a saca de 50 quilos.

Café: No azul: As negociações dos futuros do café arábica foram bastante voláteis ontem na bolsa de Nova York e fecharam em leve alta, em meio a distintas influências técnicas e de fundamentos. Os lotes para setembro subiram 40 pontos, a US$ 1,274 a libra-peso. O dólar registrou queda ontem, colaborando para a alta da commodity. Entre os fundamentos, há indicações de que a oferta disponível não deve crescer muito na safra 2015/16, mesmo com a perspectiva de que a produção que está sendo colhida no Brasil seja um pouco maior do que a passada, já que os estoques nacionais estão bem reduzidos. Cooperativas importantes de Minas Gerais indicam que seus estoques estão menores do que na mesma época de 2014. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 1,25%, a R$ 406,83 a saca.

Algodão: Vendas americanas: Os contratos de segunda posição do algodão na bolsa de Nova York subiram ontem diante do aumento das vendas americanas do produto. Os papéis para outubro subiram 27 pontos, para 67,57 centavos de dólar a libra-peso. Entre 19 e 25 de junho, foram vendidas 17,52 mil toneladas para entrega na safra atual, um aumento de 33% em uma semana e de 22% ante a média das quatro semanas anteriores, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).No entanto, os traders estão atentos à demanda da China, que já começou a vender seus estoques domésticos e pode ter seu consumo afetado pelos recentes tombos em seu mercado acionário. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,32%, para R$ 2,0917 a libra-peso.

Milho: Receios com EUA: Os preços do milho galgaram a terceira alta seguida ontem na bolsa de Chicago, ampliando os ganhos desde que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que os produtores americanos semearam a menor área em cinco anos no país. Os lotes para setembro subiram 6 centavos, a US$ 4,285 o bushel. As previsões de mais chuvas no Meio-Oeste, onde se concentra o cultivo de milho nos EUA, acentuam os receios com uma baixa produtividade. Houve impulso também do aumento das vendas externas de milho do país da safra atual, que somaram 594,3 mil toneladas entre 19 e 25 de junho, uma alta de 20% na semana e de 14% ante a média em quatro semanas. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho caiu 0,16%, para R$ 25,42 a saca. (Valor Econômico 03/07/2015)