Setor sucroenergético

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Produção de etanol tem de crescer 9% até 2024, estima ANP

A produção brasileira de etanol terá que crescer anualmente de 8% a 9%, durante a próxima década, para que o produto mantenha a mesma participação de mercado dos últimos anos, indicam cálculos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apresentados ontem durante o Ethanol Summit, evento que reuniu lideranças do segmento sucroalcooleiro na capital paulista.

Conforme Magda Chambriard, diretora geral da ANP, a agência prevê um déficit de combustíveis para motores do Ciclo Otto de 200 mil a 600 mil barris por dia em 2024. "Neste cenário, quanto mais o etanol puder substituir a gasolina, mais vantagem será para a balança comercial brasileira e o meio ambiente", disse.

O reforço à importância da oferta de etanol vem em um momento de demanda extremamente aquecida pelo biocombustível no país: as vendas dispararam na primeira metade de 2015, em função, principalmente, da alta da gasolina.

Mais competitivo, o etanol hidratado (usado diretamente no tanque dos veículos) bateu recorde histórico em maio, com a comercialização de 1,43 bilhão de litros, conforme levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), com base em dados da ANP. O estudo indicou ainda que o produto respondeu por cerca de 23% da demanda de combustíveis do Ciclo Otto, patamar bem superior aos 15,7% de maio de 2014 e aos 14,8% de maio de 2013.

A Unica continua a projetar uma moagem de 590 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul do Brasil na atual safra 2015/16, alta de 3,3% em relação à temporada anterior. Entretanto, a perspectiva de Antonio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da entidade, é que esta safra seja "muito longa". "Muitas empresas ficarão moendo até a véspera do Natal", disse a jornalistas durante o evento.

Segundo Pádua, cerca de 30% da safra já foi realizada, ainda que a primeira quinzena de julho venha sendo afetada pelas chuvas. "Houve uma grande perda de moagem nesses primeiros dias do mês. Entre 1º e 6 de julho, tivemos dois a três dias de paralisação [na moagem] por conta das condições climáticas", afirmou.

O processamento de cana em São Paulo, maior produtor nacional de açúcar e etanol, está atrasado em 11 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período da safra passada, nos cálculos da Unica. Por outro lado, os demais Estados do Centro-Sul elevaram em 8 milhões de toneladas o processamento nesse primeiro trimestre da temporada 2015/16. "Basicamente, a moagem de cana é a mesma do período anterior. O que temos é que alguns Estados aumentaram a moagem e São Paulo está efetivamente atrasado", disse Pádua.

As expectativas da Unica para o próximo trimestre são boas. Conforme o diretor da entidade, julho, agosto e setembro costumam ser meses positivos de moagem, com maior concentração de ATR. "Mas na melhor das hipóteses, fecharemos a safra com 134 quilos de ATR por tonelada de cana, três quilos a menos que na safra anterior", previu. Ele destacou ainda que, dependendo da quantidade de cana que sobrar no campo (cana bisada), a próxima safra também pode iniciar mais cedo que o normal. (Valor Econômico 07/07/2015)

 

Açúcar: Apesar da crise

Os contratos futuros de açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York, ignorando o cenário macroeconômico e a alta do dólar, motivada pela crise na Grécia.

Os papéis com vencimento em março de 2016 tiveram alta de 9 pontos, a 13,72 centavos de dólar por libra-peso.

Os preços do açúcar têm oscilando nas últimas sessões enquanto os investidores se dividem entre o cenário de oferta abundante no momento e a possibilidade de retração na safra 2015/16.

Segundo a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) a próxima temporada, com início em 1º de outubro, será a primeira depois de quatro anos em que a demanda vai exceder a produção em estimadas 2,5 milhões de toneladas.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 47,55 a saca, alta de 0,02%. (Valor Econômico 07/07/2015)

 

Unica vê menos açúcar e mais etanol no Brasil na safra 2015/2016

A produção de açúcar do centro-sul do país na atual temporada 2015/16 poderá ficar até 1 milhão de toneladas abaixo dos 31,8 milhões de toneladas previstos inicialmente pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), disse nesta segunda-feira o diretor-técnico da entidade, Antonio de Pádua Rodrigues.

A queda ocorreria devido a uma maior produção de etanol, que poderá atingir 30 bilhões de litros na safra, ante 27,27 bilhões da previsão feita pela entidade em maio, afirmou Rodrigues à Reuters nos bastidores do encontro Ethanol Summit, com líderes do setor de cana-de-açúcar, em São Paulo.

A produção de açúcar pode ser menor do que o volume registrado no ano passado, quando o centro-sul produziu 32 milhões de toneladas, apesar de uma safra maior de cana neste ano projetada em 590 milhões de toneladas, contra 571,3 milhões de toneladas em 2014/15.

"Os 20 milhões de toneladas de cana adicional deste ano vão ser basicamente usados para aumentar os volumes de etanol", afirmou Rodrigues.

A demanda do Brasil para o etanol está crescendo e chegou a 2,4 bilhões de litros em maio, igualando volumes de gasolina pela primeira vez desde 2010, já que os biocombustíveis se beneficiam com preços mais competitivos depois que o governo aumentou os impostos sobre a gasolina.

"As usinas estão sustentando um mix de produção mais pesado em etanol para atender à crescente demanda", disse o diretor da Unica.

Segundo a Unica, até 15 de junho usinas do centro-sul alocaram 61 por cento da cana para a produção de etanol e 39 por cento para produção de açúcar.

Rodrigues disse que as chuvas continuam a atrapalhar o processamento de cana em algumas áreas, atrasando a colheita.

Ele acredita que as usinas terão que manter as operações por mais tempo do que o normal, indo até dezembro, para lidar com toda a cana disponível.

E, possivelmente, haverá cana deixada nos campos para o processamento somente na próxima safra, que então poderia começar mais cedo, disse o diretor da Unica.

O fenômeno climático El Niño deve trazer mais chuvas do que o normal para a região centro-sul neste ano. Volumes de chuva já eram maiores que a média em abril e maio. (Reuters 07/07/2015)

 

Infinity apresenta novo plano de recuperação

Empresa quer aval da Justiça para vender três de suas seis unidades e pagar parte da dívida de R$ 1,9 bilhão.

Sem resolver a crise financeira, a Infinity Bio-Energy, criada em meio à euforia do setor sucro energético, em 2006, apresentou ontem à Justiça um novo plano de recuperação judicial. Desta vez, a companhia pede autorização para a venda de três de suas seis unidades produtoras de eta-nol, energia e açúcar, o arrendamento das usinas restantes e uma renegociação com os credores de uma dívida estimada em R$ 1,9 bilhão.

O pedido de ontem é mais um capítulo da crise da empresa, iniciada em 2008 com o processo de recuperação judicial da companhia e a posterior venda de 71% dos ativos à Tinto Holding, do grupo Bertin, em 2010.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, conversou com fontes ligadas à companhia e teve acesso a detalhes do novo plano de recuperação judicial. Apesar de ser uma proposta nova, o documento é tratado como um "ajuste" ou uma "consolidação" do antigo, já que a lei não prevê mais de um plano de recuperação judicial para uma companhia. Para seguir adiante, a Infinity precisa primeiro de um aval do juiz. Caso seja aceita pelo magistrado, a proposta seria avaliada pelos credores em uma assembleia que ocorreria em até 90 dias.

O plano prevê pagar credores com a venda das usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES), Alcana, em Nanuque (MG), Central Paraíso, em São Sebastião do Paraíso (MG). Todas estão fechadas por falta de cana-de-açúcar para o processamento e são avaliadas em R$ 520 milhões pela empresa. A proposta prevê que 15% dos valores recebidos pelas usinas sejam destinados à quitação de dívidas trabalhistas.

Outras três unidades da Infinity - a Disa, em Conceição da Barra (ES), a Ibiralcool, em Ibirapuã (BA) e a Usina Naviraí, na cidade homônima de Mato Grosso do Sul - também podem ser vendidas. Avaliadas em R$ 1,2 bilhão, as usinas devem ser geridas pelo empresário paulista Alexandre Titoto até que sejam negociadas. "Com mais cana disponível e uma perspectiva melhor para o açúcar em 2017 e o etanol já a partir deste ano, as usinas vão ser capitalizadas", disse um dos negociadores. "A ideia é negociar no futuro a Disa e a Ibiralcool e deixar apenas e a Naviraí pra fazer frente a uma dívida tributária." Das três usinas, a Disa ainda segue moendo desde o ano passado e emendou a safra 2014/2015 com o atual período, o 2015/2016. A Usina Naviraí parou para manutenção, mas enfrentou uma greve de três dias, no mês passado, por conta do atraso de salários de trabalhadores da unidade sul-mato-grossense. Já a Ibiralcool deve voltar a operar neste segundo semestre por ter um grande fornecedor de cana que viabiliza a moagem. Mas o processamento só deve ser totalmente garantido após a negociação com fundos internacionais que mantêm o fornecimento de outra parte da matéria-prima. (Folha de São Paulo 07/07/2015)

 

Setor sucroenergético é capaz de suprir demanda por etanol, diz Unica

A presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, afirmou que o setor sucroenergético tem potencial para suprir a demanda doméstica por etanol, mesmo com o consumo cada vez mais forte pelo biocombustível.

"Nos últimos anos, mesmo em crise, o setor abasteceu todo o aumento de demanda do ciclo Otto", frisou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, antes do início do Ethanol Summit 2015, um dos principais eventos do segmento, que ocorre nesta segunda, 6, em São Paulo.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o consumo de etanol hidratado em maio atingiu 1,43 bilhão de litros, um recorde histórico. A demanda pelo produto se fortaleceu principalmente após a recomposição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina, no início do ano, que encareceu esta.

Por conta desse incremento de demanda, o governo teria demonstrado preocupação sobre a capacidade de as usinas garantirem o abastecimento de hidratado, conforme revelou na semana passada ao Broadcast uma fonte da cadeia produtiva. O hidratado é o etanol utilizado diretamente nos tanques dos veículos.

Açúcar

O diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Eduardo Leão, disse que o governo da Tailândia não respondeu aos questionamentos feitos pelo Brasil na Comissão de Agricultura da OMC, em Genebra, sobre os subsídios dados ao açúcar e o próximo passo se deve ser a abertura de um painel.

"Esse é um processo longo, de dois ou três anos", afirmou Leão ao Broadcast antes do início do Ethanol Summit 2015, em São Paulo.

O Brasil fez uma consulta informal à Tailândia em março na Comissão de Agricultura da OMC. A crítica é de que a o país asiático dá incentivos aos seus produtores para os embarques de açúcar, apesar da queda internacional dos preços da commodity. Além disso, o Brasil questiona uma política que acarreta em redução dos custos de produção de cana na Tailândia. (Agência Estado 06/07/2015)

 

"Etanol é fundamental para reduzir importação de gasolina", diz Bendine

A Petrobras quer evitar uma dependência excessiva das importações de gasolina, e a produção de etanol será fundamental para isso, disse nesta segunda-feira o presidente da companhia, Aldemir Bendine.

Ele reafirmou que a política de preços da Petrobras seguirá a tendência do mercado, um discurso que vem sendo praticado pelo executivo desde que assumiu o cargo, em fevereiro passado.

Bendine deixou o local do evento apressado, sem falar com a imprensa.

Qualquer ajuste de preço, segundo o executivo, deve ser feito no "momento exato", o que é considerado essencial para que não haja pressão sobre a importação de gasolina. Ele destacou também a importância do etanol para reduzir a importação do derivado de petróleo.

A uma platéia de executivos do setor sucroalcooleiro, Bendine destacou que o momento se caracteriza por uma "baixa demanda", e por isso a companhia precisa saber o "momento correto" para uma possível adequação de preços.

Ao discursar sobre o preço dos combustíveis produzidos pela Petrobras, Bendine fez questão de dar um recado direto à indústria sucroalcooleira, responsável pela produção de etanol. O combustível gerado a partir da cana de açúcar tem sua competitividade atrelada à oferta de gasolina pela Petrobras - uma vez que o preço e a demanda pelo combustível renovável estão vinculados ao mercado da gasolina.

"Não queremos a Petrobras em posição excessiva de importação de gasolina. E o etanol é fundamental para que a gente reduza cada vez mais a dependência do refino", pontuou Bendine. "Temos a dependência do bom trabalho de vocês para equilibrar esse ponto que é muito caro em relação ao abastecimento do País", complementou o executivo, solicitando o apoio da indústria sucroalcooleira.

A preocupação do executivo com o mercado de combustíveis é explicada pelo Plano de Negócios e Gestão 2015-2019, divulgado na semana passada pela estatal.

O planejamento da companhia não prevê a construção das refinarias Premium do Nordeste e ainda sinaliza a postergação do cronograma de construção da refinaria a ser instalada no Rio de Janeiro, conhecida como Comperj. Sem tais projetos, o balanço futuro entre oferta e demanda por combustíveis pode enfrentar algum desequilíbrio.

Plano de nagócios

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, voltou a defender nesta segunda-feira, 6, o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 apresentado na semana passada pela estatal. Segundo ele, o planejamento da companhia considera a nova realidade do mercado, com preço do petróleo mais baixo e um dólar mais valorizado, e tem como foco garantir a rentabilidade da empresa.

"Vamos buscar um esforço forte na rentabilização da companhia", afirmou Bendine, que participa da abertura do Ethanol Summit 2015, em São Paulo. Além da rentabilidade das operações, o plano também visa garantir geração de caixa à estatal, ao mesmo tempo em que são previstos investimentos de US$ 130,3 bilhões entre 2015 e 2019.

"Queremos trazer o nível de endividamento da companhia a um padrão mais satisfatório", disse Bendine. "Falamos de uma empresa que, mesmo mais enxuta, possa trazer retorno a seus acionistas", complementou o presidente da Petrobras. (Agência Estado 06/07/2015)

 

Ferrugem alaranjada preocupa produtores de cana

Produtores de cana vivem um momento de apreensão pelo período de ocorrência das ferrugens alaranjadas.

Com os altos volumes de chuva dos últimos dois meses a doença se alastrou. Estimativas preliminares apontam que a doença provocou danos de até 20% nas lavouras de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais.

A doença, comum em plantações asiáticas, chegou ao Brasil por correntes de ar em 2009.

Para produtores e especialistas, a ferrugem alaranjada é mais agressiva que a marrom, porque se alastra em um tempo menor pela folha e pode provocar necrose de até 100% da cana.

A ferrugem marrom ataca mais a cana no início do ciclo da cultura, e o alaranjado acaba tendo maior incidência nesse período, a partir dos seis meses, até o final do ciclo.

Então tem uma preocupação de agora de abril a junho de ocorrência da alaranjada.

A pesquisadora do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Aline Zavaglia, afirma que o uso de controle químico é eficiente nesse caso, porque ele combate a doença e funciona como medida preventiva. (Canal Rural 06/07/2015 às 20h: 08m)

 

Venda interna de açúcar tende a continuar mais vantajosa, avalia Cepea

A comercialização interna de açúcar tende a continuar mais lucrativa do que a externa nos próximos meses. De acordo com a analista de mercado Maria Cristina Afonso, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o motivo é a perspectiva de excedente de produção global este ano, o que manteria em queda as cotações internacionais da commodity. Maria Cristina falou a jornalistas nos bastidores do Ethanol Summit 2015, em São Paulo.

Os cálculos do Cepea levam em conta a saca do açúcar cristal no spot paulista, que desde setembro do ano passado tem remunerado mais o produtor do que a exportação. Pelas projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), o ciclo global 2014/15, que se encerra em 30 de setembro, deverá registrar superávit de 2,2 milhões de toneladas de açúcar, o quinto recorde consecutivo. (Agência Estado 06/07/2015)

 

Bovespa fecha em queda, com pior pontuação desde março

Resultado refletiu a queda de preços de commodities e da crise na Grécia, que pode sair da zona do euro

A Bovespa fechou o primeiro pregão da semana em queda e como seu principal índice na mínima desde o final de março, com os negócios pressionados pelo declínio dos preços de commodities e dúvidas sobre potenciais desdobramentos da negativa grega aos termos de um novo resgate financeiro ao país. O Ibovespa caiu 0,7%, a 52.149 pontos, menor patamar desde 31 de março. A primeira etapa da sessão foi volátil, com o índice variando entre alta de 0,3% e queda de 1,59%, a 51.682 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 5,38 bilhões. Em nota a clientes, a gestora de recursos Icatu Vanguarda avaliou que os mercados mantiveram um viés de “aversão a risco ordenada” ao longo de toda a sessão.

“Ao que tudo indica, ainda parece haver esperanças, por parte do mercado, de que um acordo entre a Grécia e seus credores possa ser atingido nos próximos dias”, ponderando, contudo, que incertezas seguirão elevadas nos próximos dias. A Petrobras fechou com a preferencial em queda de 2,13%, enquanto a ordinária recuou 0,77%, sendo que esta última chegou a subir 1,23% mais cedo, proporcionando algum suporte ao Ibovespa. A sessão foi marcada pela forte queda dos preços do petróleo, enquanto agentes financeiros também repercutiram notícia de que a estatal pode vender fatia que detém na petroquímica Braskem, que avançou 3,22%. Em evento sobre o setor de etanol, o presidente da Petrobras disse que a companhia quer evitar uma dependência excessiva das importações de gasolina, e a produção de etanol será fundamental para isso. (Brasil Econômico 07/07/2015)

 

Exportação de suco de laranja tem perspectiva favorável, avalia banco

A exportação de suco de laranja atingiu 444 mil toneladas até maio, 18% mais do que igual período de 2014.

Os embarques para a União Europeia subiram 22%. Já os destinados aos Estados Unidos aumentaram 59%.

As perspectivas continuam boas para os produtores brasileiros. A safra da Flórida (EUA) foi revisada para 96,4 milhões de caixas, volume que, se confirmado, será o menor em 50 anos.

Produção menor nos EUA e no Brasil. o Fundecitrus prevê 279 milhões de caixas em São Paulo e Triângulo Mineiro, indica menor disponibilidade de frutas.

Essa queda, somada à projeção de rendimento industrial menor da laranja, vai resultar em recuo nos estoques mundiais de suco, segundo avaliação do Rabobank.

O banco, em um balanço das expectativas das commodities para este trimestre, avaliou, ainda, o setor de açúcar, cujos preços são afetados pelo pico de produção no Brasil e pelos estoques acumulados nos últimos cinco anos.

O banco prevê, no entanto, um déficit de 3,4 milhões de toneladas na oferta e demanda na safra mundial (outubro a setembro).

Na avaliação do Rabobank, embora ainda exista disparidade na estimativa de safra de café no Brasil, não há sinais que justifiquem possíveis espaços para recuperação nos estoques globais.

No caso da soja, os analistas do banco afirmam que a tendência dos preços ainda não é clara, exigindo cautela dos produtores.

Quanto ao milho, devido à elevada disponibilidade do produto, uma das saídas são as exportações, mas o panorama internacional não está tão favorável como esteve nos anos anteriores.

Máquinas agrícolas têm venda e emprego menores

As vendas internas de tratores de rodas e de colheitadeiras melhoraram no mês passado, em relação a maio. Os dados do primeiro semestre apontam, no entanto, forte recuo em relação a igual período de 2014.

Números divulgados nesta segunda-feira (6) pela Anfavea indicaram a venda de 20,8 mil tratores de rodas até junho, uma queda de 22%.

Já o repasse de colheitadeiras das indústrias para o atacado foi 32% menor neste primeiro semestre do que igual período do ano passado.

O ritmo mais lento da produção e das vendas das indústrias do setor se refletiu no mercado de trabalho.

O total de trabalhadores, que era de 20,9 mil, em junho de 2014, recuou para 16,8 mil no mês passado. (Folha de São Paulo 07/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Apesar da crise: Os contratos futuros de açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York, ignorando o cenário macroeconômico e a alta do dólar, motivada pela crise na Grécia. Os papéis com vencimento em março de 2016 tiveram alta de 9 pontos, a 13,72 centavos de dólar por libra-peso. Os preços do açúcar têm oscilando nas últimas sessões enquanto os investidores se dividem entre o cenário de oferta abundante no momento e a possibilidade de retração na safra 2015/16. Segundo a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) a próxima temporada, com início em 1º de outubro, será a primeira depois de quatro anos em que a demanda vai exceder a produção em estimadas 2,5 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 47,55 a saca, alta de 0,02%.

Café: Influência grega: O mercado futuro de café fechou em queda ontem na bolsa de Nova York, pressionado principalmente pela crise na Grécia. Os contratos com vencimento em setembro caíram 225 pontos a US$ 1,2515 por libra-peso. No domingo, a população grega decidiu, em plebiscito, que o país não deve aceitar as condições dos credores, o que gera especulações de que a Grécia possa sair da zona do euro. Diante desse cenário, o dólar subiu ante uma cesta de moedas, incluindo o real. A alta da moeda americana incentiva os produtores brasileiros a exportar café, o que e pressiona as cotações do grão na bolsa americana. Os investidores também acompanham o clima no Brasil, onde a chuva atrasa a colheita da safra 2015/16. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou em R$ 403,67 a saca, queda de 0,93%.

Suco de laranja: Forte alta: Receios com problemas climáticos na região produtora de citros do Estado americano da Flórida fizeram os contratos futuros de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ na sigla em inglês) registrarem forte alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em setembro subiram 3,39% (ou 400 pontos) na bolsa de Nova York, para US$ 1,2215 por libra-peso. Após uma semana de queda nas cotações, esta foi a segunda alta consecutiva da commodity, motivada por ventos fortes na região de citros da Flórida, a segunda maior produtora do mundo atrás do Brasil. No mercado doméstico, a caixa (de 40,8 quilos) de laranja destinada à indústria foi negociada ontem a R$ 9,83 a prazo, estável em relação à sexta-feira, de acordo com o Cepea/Esalq.

Soja: Alívio climático: Com perspectivas climáticas favoráveis nos EUA, os futuros de soja fecharam o pregão de segunda-feira em baixa. Os contratos da oleaginosa com vencimento em agosto encerraram o dia cotados a US$ 10,2225 por bushel na bolsa de Chicago, desvalorização de 16 centavos de dólar. Conforme analistas, o clima mais seco previsto para julho tende a ajudar o plantio de soja no Meio-Oeste americano, uma vez que o excesso de chuvas vinha atrasando a semeadura nos Estados Unidos. Além disso, a valorização do dólar ante outras moedas também pressionou as cotações da oleaginosa. No mercado brasileiro, o preço da soja também subiu. O indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja entregue no porto de Paranaguá (PR) apontou alta de 1,07%, para R$ 71,13 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 07/07/2015)