Setor sucroenergético

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Governo ainda tenta entender dívida do setor sucroenergético

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, afirmou nesta terça-feira, 7, que o governo "está tentando entender o problema do endividamento" do setor sucroenergético. "No momento, ainda não sabemos como resolver", afirmou ele durante painel no Ethanol Summit 2015, em São Paulo. "Mas, como ministério, temos de dar uma solução de curto prazo", acrescentou.

Cálculos do Itaú BBA mostram que a dívida das usinas do Centro-Sul do Brasil superou os R$ 50 bilhões na safra 2014/15, encerrada em 31 de março. "Mas o problema do endividamento não pode prejudicar investimento e financiamento do setor", destacou Nassar.

O secretário afirmou, ainda, que no que tange ao longo prazo há uma direção concreta. De acordo com ele, o compromisso ambiental firmado entre Brasil e Estados Unidos, que prevê maior participação de biocombustíveis na matriz energética do País, mostra que a demanda por etanol tem espaço para crescer mais. Agência Estado 07/07/2015)

 

Preço do açúcar deve subir de 10% a 15% até o fim da safra 2015/16

O presidente do Conselho da Copersucar, Luis Pogetti, afirmou nesta segunda, 6, os preços do açúcar devem subir 10% a 15% até o fim da safra 2015/16, iniciada em abril. Segundo ele, esse movimento deve ocorrer com mais intensidade a partir de outubro, quando o mercado passar a precificar o ciclo bem mais alcooleiro no Centro-Sul do Brasil.

Também presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), ele falou a jornalistas após o término do primeiro dia do Ethanol Summit 2015, em São Paulo. Pogetti destacou que as usinas associadas à Copersucar têm trabalhado com um mix de 60% da oferta de cana para o etanol e 40% para o açúcar.

"De modo geral, a safra vem bem, com as usinas operando perto da capacidade máxima", disse. De acordo com Pogetti, as chuvas no Centro-Sul podem fazer com que sobre canapara ser colhida no ciclo seguinte. O executivo também comentou que a exportação deetanol em 2015/16 não deve superar 1 bilhão de litros devido ao consumo interno fortalecido. (Agência Estado 07/07/2015)

 

Setor de etanol precisa de segurança jurídica, diz Kátia Abreu

Em vídeo transmitido nesta segunda-feira, 6, no Ethanol Summit 2015, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou que a recomposição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o aumento da mistura de anidro na gasolina "ainda não são tudo" o que é necessário fazer para ajudar na recuperação do setor sucroenergético.

"Precisamos fazer mais, precisamos de segurança jurídica, de planejamento estratégico e mostrar que o etanol está, sim, na matriz energética brasileira", afirmou. A ministra não pôde participar do evento, que ocorre em São Paulo, porque está em Tóquio, no Japão, onde trata da abertura de mercados a produtos agropecuários brasileiros. (Agência Estado 07/07/2015)

 

Chuva melhora produção de cana do centro-sul, mas ameaça esmagamento, diz Raízen

A produção dos canaviais do centro-sul do Brasil poderá ficar acima do esperado na atual safra 2015/16, superando 600 milhões de toneladas, com a ajuda do inverno chuvoso, mas se as precipitações persistirem nas próximas semanas nem todo o volume de cana seria processado nesta temporada, disse terça-feira à Reuters o diretor operacional da Raízen, maior produtora de açúcar e etanol do mundo, Pedro Mizutani.

A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell para a produção de energia e distribuição de combustíveis.

"Pode ser que o centro-sul tenha mais de 600 milhões de toneladas de cana, mas tem que ver quanto vai conseguir moer. Pode ser que fique para o ano que vem", disse Mizutani, no intervalo do evento do setor Ethanol Summit, em São Paulo.

A previsão oficial da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), divulgada em maio, é de moagem de 590 milhões de toneladas em 2015/16.

"As chuvas de julho, se continuarem muito, podem atrapalhar. Está chovendo agora no interior, nas unidades... Ainda não chega a ser preocupante, mas depende do futuro", afirmou o executivo.

Segundo ele, a Raízen mantém a previsão de processar entre 57 milhões a 60 milhões de toneladas de cana nesta temporada, mas "mais próximo de 60 que 57".

Sobre a destinação da cana, o executivo afirmou que a companhia segue com os planos de priorizar a produção de açúcar, mas que isso pode ser alterado pela demanda por etanol.

"Temos que ver o que é melhor em termos de mercado. No momento continua sendo o açúcar. Mas tem expectativa de melhorar um pouco a rentabilidade do etanol, por isso a proporção pode mudar", disse ele. (Reuters 07/07/2015)

 

Gasolina tem defasagem de 15% ante mercado externo, calcula Itaú BBA

O preço da gasolina comercializada no Brasil possui defasagem de 15% em relação à cotação internacional do produto. O cálculo é do Itaú BBA e foi apresentado na tarde desta terça-feira, 7, pela analista de Agronegócio da instituição, Giovana Araujo, durante o Ethanol Summit 2015, em São Paulo.

Ainda conforme Giovana, os custos relacionados ao capital investido pelo setor sucroenergético são quase duas vezes maiores que o retorno dado por esse mesmo capital. Pelas contas do Itaú BBA, o segmento tem um retorno de 6,9% sobre o investimento feito. Os custos desse mesmo capital, porém, são da ordem de 12%.

Para Giovana, o setor sucroenergético se encontra hoje num cenário de recessão. "Seriam necessárias medidas de curto e longo prazo para recuperá-lo: paridade internacional da gasolina, eventual novo aumento da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), maiores preços da energia (de cogeração) e redução do ICMS", afirmou.

Ela citou o aumento da mistura de anidro na gasolina, de 25% para 27%, e o corte na alíquota ICMS incidente sobre o hidratado em Minas Gerais como pontos positivos para o setor. (Agência Estado 07/07/2015)

 

Raízen abre ação contra Ultracargo

O Terminal Exportador de Álcool de Santos, controlado pela Raízen, entrou na Justiça contra a Tequimar, empresa da Ultracargo, com uma ação para a produção antecipada de provas. A Raízen quer ter acesso à área operada pela Ultracargo que pegou fogo em Santos, de 2 a 9 de abril, para obter informações mais precisas do evento e das causas do acidente.

A liminar foi deferida em maio e já foi nomeado um perito judicial, conforme o Valor apurou. O processo está na 3ª Vara Cível de Santos e corre em segredo de Justiça. Raízen e Ultracargo são parceiras: os tanques que pegaram fogo são da Raízen, mas o terminal é 100% operado pela Ultracargo.

A Raízen contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico paulista, para complementar a investigação.

Nos depoimentos à Polícia Civil de Santos, que conduz o inquérito sobre as causas do acidente, a Ultracargo atribuiu o início do fogo à queda de faíscas devido ao mau uso de uma lixadeira por uma empresa terceirizada. Mas, segundo apurou o Valor, a Raízen apontou a fontes da investigação outros fatos que podem ampliar o escopo da apuração. Entre eles, disse que a Ultracargo trocou equipamentos do terminal sem projeto prévio, após o grande vazamento que ocorreu 10 dias antes do incêndio.

Procurada para comentar essa informação e a ação que move contra Ultracargo, a Raízen limitou-se a dizer que é cliente e tem investimentos no terminal. Afirmou que desde o início do acidente acompanha a resposta da operadora e colabora na identificação das causas. Declarou ainda que aguarda o término das investigações das autoridades e considera prematuro falar em causas enquanto o inquérito caminha.

Segundo o delegado assistente do 1º Distrito Policial de Santos, Max Pilotto, que participa das investigações, a perícia está longe de terminar e as informações levadas pela Raízen abriram um novo leque. "Inúmeras outras hipóteses surgiram que podem explicar como o incêndio começou. Mas isso tudo é o laudo do IC [Instituto de Criminalística] que vai dizer".

Por enquanto a perícia sabe apenas que o fogo começou no Centro de Transferência 4 do terminal. "Sabemos onde começou, mas não o que originou o fogo nem como ele se propagou", disse o diretor do IC de Santos, Antonio Monteiro. A investigação aguarda o desmonte da sucata gerada no incêndio para acessar a parte subterrânea e verificar equipamentos como bombas. O vazamento não foi informado à Cetesb, agência ambiental do Estado, que soube do episódio porque a informação consta do inquérito policial. A agência informou que aguarda a conclusão da apuração. Caso o vazamento seja confirmado, vai verificar a possibilidade de aplicar novas sanções "ainda mais se ele contiver nexo causal com o ocorrido no incêndio".

A Ultracargo declarou que o acesso à área atingida continua restrito e controlado pela polícia técnica e que as investigações estão sob condução exclusiva das autoridades, com colaboração da empresa sempre que solicitada. Afirmou ainda que especulações sobre possíveis causas do incêndio no momento é prematura e carece de fundamento técnico.

Sobre o vazamento, a empresa declarou que ele não tem relação com o incêndio e que todo o produto vazado ficou contido em bacia de contenção e foi recuperado, pois estava íntegro. "As atividades foram retomadas normalmente após a substituição dos equipamentos, seguindo todos os protocolos de segurança", disse em nota.

O incêndio na Ultracargo foi considerado o mais complexo do Estado de São Paulo pelo Corpo de Bombeiros. Além do mal estar causado à população santista pela emissão de fumaça, levou à mortandade de toneladas de peixes, afetando a atividade econômica de pescadores. O porto de Santos ficou parcialmente interditado no período, sem poder receber caminhões. Até ontem, havia 73 ações na Comarca de Santos contra a Ultracargo, a maioria proposta por caminhoneiros que pedem reparação por danos materiais. Atuallmente, a parte do acidente está paralisada. O restante encontra­se operacional há um bom tempo. (Valor Econômico 08/70/2015)

 

ProRenova contribuiu para reduzir idade média dos canaviais 

O ProRenova contribuiu para reduzir a idade média dos canaviais brasileiros de 3,9 para 3,2 anos entre 2012, ano de sua implantação, e 2014, de acordo com o diretor do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Ramundo.

O ProRenova é uma linha de crédito para renovação de canaviais com recursos do BNDES e que, neste ano, terá orçamento de R$ 1,5 bilhão, metade do que disponibilizado no ano passado. Conforme Ramundo, ainda é cedo para se fazer uma projeção para a tomada desses recursos em 2015. (Agência Estado 07/07/2015

 

Infinity Bio-Energy quer vender três usinas

Sem resolver a crise financeira, a Infinity Bio-Energy, criada em meio à euforia do setor sucroenergético, em 2006, apresentou ontem (6) à Justiça um novo plano de recuperação judicial. Desta vez, a companhia pede autorização para a venda de três de suas seis unidades produtoras de etanol, energia e açúcar, o arrendamento das usinas restantes e uma renegociação com os credores de uma dívida estimada em R$ 1,9 bilhão.

O pedido é mais um capítulo da crise da empresa, iniciada em 2008 com o processo de recuperação judicial e a posterior venda de 71% dos ativos à Tinto Holding, do grupo Bertin, em 2010.

A reportagem teve acesso a detalhes do novo plano de recuperação judicial. Apesar de ser uma proposta nova, o documento é tratado como um "ajuste" ou uma "consolidação" do antigo, já que a lei não prevê mais de um plano de recuperação judicial para uma companhia. Para seguir adiante, a Infinity precisa primeiro de um aval do juiz. Caso seja aceita, a proposta seria avaliada pelos credores em uma assembleia em até 90 dias.

O plano prevê pagar credores com a venda das usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES), Alcana, em Nanuque (MG), Central Paraíso, em São Sebastião do Paraíso (MG). Todas estão fechadas por falta de cana-de-açúcar para o processamento e são avaliadas em R$ 520 milhões pela empresa. A proposta prevê que 15% dos valores recebidos pelas usinas sejam destinados à quitação de dívidas trabalhistas.

Outras três unidades da Infinity - a Disa, em Conceição da Barra (ES), a Ibiralcool, em Ibirapuã (BA) e a Usina Naviraí, na cidade homônima de Mato Grosso do Sul - também podem ser vendidas. Avaliadas em R$ 1,2 bilhão, as usinas devem ser geridas pelo empresário paulista Alexandre Titoto até que sejam negociadas. (Agência Estado 07/07/2015

 

Dornelles: não há espaço para aumentar 'custo' da gasolina no momento

O diretor do Departamento de Biocombustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles, afirmou nesta terça-feira, 07, que, neste momento, não há espaço para aumentar o "custo" da gasolina.

Ele fez referência a uma eventual elevação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre o combustível fóssil, atualmente em R$ 0,22 por litro. A declaração foi dada durante painel no Ethanol Summit 2015, em São Paulo.

Ainda segunda Dornelles, o governo discute "alternativas" para estimular a produção de etanol, de modo que o biocombustível preencha o incremento de demanda esperado para o ciclo Otto. Dentre as avaliações estão novas formas de financiamento para produção de álcool, como linhas de crédito.

A inclusão do produto em regimes tributários diferenciados também é considerada, bem como estimular a fabricação de etanol de segunda geração (2G), aquele feito a partir da biomassa de cana-de-açúcar. (Agência Estado 07/07/2015)

 

Cade vai à Justiça contra liminar de sócia da Petrobrás em negócio de gás

Gás natural.Órgão antitruste quer derrubar decisão obtida pela White Martins que suspende a medida preventiva que identificou "tratamento discriminatório" no fornecimento de gás natural liquefeito pelo consórcio Gemini, formado pela empresa e pela estatal

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai recorrer nos próximos dias contra a liminar imposta pela White Martins, sócia da Petrobrás no Projeto Gemini, criado em 2004, para atuar no mercado de gás natural liquefeito (GNL). Há quase um mês, a White Martins barrou na Justiça do Distrito Federal a decisão do órgão antitruste, que no fim de abril adotou medida preventiva por entender "possível tratamento discriminatório" (de preços) no fornecimento de gás pela estatal ao consórcio. O processo, que corre em segredo de Justiça, não só suspende a medida preventiva do Cade, como também suspende toda a investigação e revisão do ato de concentração do negócio, que tem sido conduzida pelo Cade nos últimos 9 anos. O consórcio Gemini é formado pela Petrobrás, com 40% do negócio, e White Martins Gases Industriais Ltda, com outros 60%.

Juntas, criaram a Gás Local, que distribui gás natural a granel em estado liquefeito (GNL). No acordo, a Petrobrás fornece o gás natural, enquanto a White Martins liquefaz esse gás e a Gás Local realiza a sua comercialização e distribuição. No entanto, o que tornou-se motivo de vários questionamentos no Cade foi o fato de a estatal fornecer a matéria-prima a preços subsidiados ao consórcio, da qual é sócia. O Estado apurou que o fornecimento da matéria-prima a preços subsidiados provocou perdas à estatal da ordem d R$340 milhões desde que a companhia começou a operar. O consórcio atua nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio e Distrito Federal. Quando ele foi criado, a Gás Local não poderia atuar em regiões não servidas por gasodutos. Na prática, não é isso que ocorre.

Decisão. Ao re-analisar todo o processo, o Cade determinou, no dia 24 de abril, a proibição de forma preventiva (suspensão temporária) de tratamento vantajoso no fornecimento de gás pela Petrobrás ao consórcio, proibindo a estatal de praticar preços diferenciados até que o colegiado desse um parecer final sobre o caso. Essa decisão foi concedida a pedido da Comgás, controlada pelo grupo Cosan, que distribui gás canalizado no Estado de São Paulo. A companhia entrou, em 2007, como parte interessada no processo do Cade por entender que a estatal adota práticas anti-competitivas, uma vez que a Petrobrás estaria fornecendo gás natural ao consórcio a preços menores do que o oferecido às distribuidoras de gás nas regiões onde a empresa atua, além de prejudicar companhias fornecedoras de gás natural comprimido (GNC), que disputam o mesmo mercado das empresas de GNL.

Procuradas, a Petrobrás e a White Martins informaram que não vão comentar o assunto. O Cade confirmou que "vai recorrer da decisão". A Comgás informou,por meio de um comunicado, que "acompanha o caso e ressalta que acredita nas instituições brasileiras e em sua capacidade de analisar, julgar e coibir práticas anticoncorrenciais". Fontes ouvidas pelo Estado informaram que a Petrobrás decidiu não mais questionar a decisão do Cade. A White Martins contestou sozinha na Justiça a medida preventiva do órgão antitruste. "O fato de a estatal estar em um momento financeiro delicado, tentando se desfazer de ativos e passando por ajustes, dá a entender que a Petrobrás não quer manter sua política de preços subsidiados", disse uma fonte familiarizada com a operação.

Questionada sobre a decisão de não recorrer, a estatal também preferiu não se manifestar. Quando aprovou a formação do consórcio em 2006, o Cade solicitou que o Gemini tornasse públicas informações sobre o consórcio como clientes atendidos, volume fornecido e preços praticados. O objetivo da medida era permitir que o próprio mercado tivesse condições de identificar eventuais práticas anticoncorrenciais. À época, o consórcio foi à Justiça para reverter essa decisão de transparência, na 20ª Vara do Distrito Federal. Em 2007,o Cadê instaurou uma averiguação preliminar para investigar as operações do consórcio. Em 2013, diante de indícios de discriminação e subsídios de preços, converteu a averiguação em processo administrativo e reabriu o ato de concentração do Gemini, aprovado em 2006. (O Estado de São Paulo 08/07/2015)

 

Papel do etanol na matriz brasileira 'ainda está em aberto', diz Unica

Informação é do consultor de Emissões e Tecnologia da associação.

Para Szwarc, setor sucroenergético 'vive ao sabor do mercado'.

O consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc, afirmou nesta terça-feira (7) que o papel do etanol na matriz energética brasileira "ainda está em aberto".

"Precisamos de uma porcentagem de participação do etanol na matriz, de volumes mínimos", disse a jornalistas pouco antes do início do segundo e último dia do Ethanol Summit 2015, em São Paulo.

Ainda de acordo com ele, hoje o setor sucroenergético "vive ao sabor do mercado". Conforme Szwarc, também é importante que o reajuste do preço da gasolina seja mais transparente. (Agência Estado 07/07/2015)

 

Rede venderá combustível a preço de custo

Ação ocorre amanhã (8) na capital paulista em comemoração ao Dia do Taxista.

Os motoristas que rodam pela cidade de São Paulo poderão fazer uma bela economia ao encherem os tanques de combustível de seus carros na quarta-feira (8).

Em comemoração ao Dia do Taxista, a rede de postos de gasolina Rode+ resolveu vender etanol e gasolina a preço de custo para todos os clientes.

Ao todo, cinco unidades na capital paulista irão comercializar etanol a R$ 1,55 o litro e gasolina a R$ 2,75.  A rede tem lojas nos bairros da Bela Vista, Vila Madalena, Socorro e Luz.

A promoção é válida por 24 horas, e começa às 6h da manhã. De acordo com o sócio da Rode+, Ubirajara Abreu, é esperado um aumento de 40% nas vendas.

"Todo mundo ganha. A população terá a oportunidade e abastecer seu veículo a um preço justo e nós teremos um aumento de faturamento na data", valoriza. (Folha de São Paulo 07/07/2015 às 16h: 37m)

 

Onde o plano deverá ser adotado

O PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO é elogiado por empresários, mas divide centrais sindicais no Rio Grande do Sul. Pela proposta, as empresas poderão reduzir salários e jornada de trabalho em até 30% após concordância da categoria.

A proposta do governo que prevê a redução da jornada de trabalho com corte proporcional de salários em períodos de crise é comemorada por empresários, mas divide sindicatos. No Rio Grande do Sul, a regra deve ser adotada pelo setor automotivo, incluindo o segmento de máquinas agrícolas, estima a Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) e representantes dos trabalhadores.

São os dois setores no Estado mais afetados pela recessão até o momento e que já vem adotando estratégias para diminuir custos sem demitir. De julho de 2014 a junho deste ano, a indústria gaúcha eliminou 33 mil postos.

O Ministério do Trabalho listou os segmentos de açúcar e álcool, metalurgia, carnes, automotivo e componentes eletrônicos como os mais cotados para aderir ao programa. A medida provisória que institui o Programa de Proteção ao Emprego foi publicada ontem. Uma comissão, formada por vários ministérios, tem até 15 dias para definir os setores e os critérios para adesão do plano.

O presidente da Fiergs, Heitor Müller, elogia a iniciativa e ressalta a maturidade do diálogo entre empresários e trabalhadores.

-Neste momento, em que a indústria não consegue reagir, é importante. Haveria ainda mais demissões se as empresas tivessem dinheiro para pagar as multas rescisórias – afirma Müller.

ESPECIALISTA QUESTIONA ABRANGÊNCIA DO IMPACTO

Entre os sindicalistas, há divergência. Claudir Nespolo, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado, diz que o programa não agrada, mas é necessário.

-É melhor que layoff (contrato de trabalho é suspenso temporariamente) e pelo menos abre a oportunidade de manter o emprego – argumenta Nespolo.

Guiomar Vidor, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, vê a medida como "paliativa" e "contraditória":

-Não resolve o problema da indústria nem no curto prazo. O governo quer manter o emprego, mas, ao mesmo tempo, aumenta a taxa de juro, que é muito mais nociva para o mercado de trabalho. Flexibilizar em um momento em que o trabalhador está mais vulnerável é arriscado, avalia.

Entre especialistas, a medida de proteção ao emprego é vista como bem intencionada, mas o impacto sugerido pelo Planalto, preservação de 50 mil postos de trabalho é questionado.

-Ela pode ser efetiva por algum tempo apenas. Até quando durar o fôlego do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), um fundo que já vem deficitário faz tempo. A recessão deve durar pelo menos mais dois anos. Até quando o governo terá recursos?, questiona Giácomo Balbinotto Neto, professor de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). (Zero Hora 08/07/2015)

 

Gaspetro deve ser disputada por Mitsui e Beijin Gas

Oito empresas foram convidadas para conhecer a Gaspetro, companhia que reúne os ativos de distribuição de gás da Petrobras, mas a disputa deve ficar mesmo entre a japonesa Mitsui e a chinesa Beijing Gas. Ainda é cedo para afirmar, mas a Mitsui vem sendo apontada pelo mercado como a mais interessada nos ativos. A companhia japonesa também já mostrou que gosta do modelo de venda. Ela é sócia minoritária da Petrobras nas distribuidoras de gás da Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina e Paraná.

Procurada pelo Valor , a assessoria da Mitsui Gas & Energia informou que a empresa não vai comentar a informação. A Petrobras espera para o dia 17 deste mês as ofertas para aquisição de uma participação de 49% em 19 distribuidoras estaduais de gás reunidas na Gaspetro. Essas empresas serão separadas da estrutura da Gaspetro, que também controla cinco transportadoras de gás e participações nas empresas Gemini e ICC.

A Gaspetro teve lucro líquido de R$ 1,65 bilhão no ano passado, 10% menos do que no ano anterior. Em 2014 foram separadas dela a Gasmig, 40% foram adquiridos pela mineira Cemig, que já era sócia e a Transportadora Associada de Gás (TAG). Essa última também está na lista de ativos que a Petrobras pretende colocar à venda, como apurou o Valor. O banco contratado pela Petrobras para a atração de um sócio para a Gaspetro é o Itaú BBA.

Ontem, o presidente da Cosan, Marcos Lutz, confirmou que a companhia está avaliando os ativos de distribuição de gás da Petrobras colocados à venda, mas disse que provavelmente não deve fechar o negócio. A Cosan controla a Comgás, maior distribuidora de gás do país, a que atua na distribuição em diversas áreas do Estado de São Paulo, incluindo a região metropolitana. "Estamos avaliando, mas não devemos fazer nada", ressaltou o executivo, que compareceu a um evento de energia no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Segundo Lutz, o problema é a estrutura de venda, que prevê apenas a fatia de 49% na Gaspetro. Com a admissão da Cosan de que não irá disputar a Gaspetro, sobram no páreo ainda as japonesas Marubeni e Itochu, a GDF Suez e a Gás Natural.

A gestora Gávea Investimentos, fundada pelo ex­presidente do Banco Central Armínio Fraga, também foi convidada, como informou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor no dia 25 de junho. Apesar do mercado apostar na participação da Mitsui e da Beijing Gas, podem surgir surpresas e até associações.

A nova lista de ativos à venda da Petrobras inclui participações relevantes em vários setores. A estatal não se opõe a vender sua participação em termelétricas a gás e na maior petroquímica brasileira, a Braskem, da qual tem 47% do capital total e 36,1% do capital votante em associação com a Odebrecht.

Também estão à venda campos de petróleo em produção no Brasil e no exterior. A estatal está disposta a vender a argentina Petrobras Energía S/A (Pesa), campos nos Estados Unidos e a PetroÁfrica, uma joint venture com o BTG Pactual que reúne ativos em fase de exploração e produção como os campos de Akpo e Agbami, na Nigéria. (Valor Econômico 08/07/2015)

 

Vendas de máquinas agrícolas caíram 25% de janeiro a junho

Mês após mês, 2015 confirma que não deixará saudades nos cada vez menos populosos corredores das fábricas de tratores e colheitadeiras instaladas no país. E, apesar de uma relativa reação da comercialização em junho, as incertezas que cercam a economia no país e em importantes destinos das vendas das montadoras no exterior, o mercado permaneceu fraco e, com isso, as vendas domésticas, as exportações e a produção nacional desses equipamentos encerraram o primeiro semestre com quedas expressivas na comparação com igual intervalo de 2014.

De acordo com dados divulgados ontem (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas domésticas de máquinas agrícolas alcançaram 4.429 unidades em junho, 6,29% mais que em maio, mas 24,8% menos que em junho de 2014. Ainda prejudicadas pela pífia demanda argentina, as exportações ficaram em 1.101 unidades, 16,9% mais que no mês anterior - o grande destaque positivo do mês -, mas 9% menos que em junho do ano passado. Assim, a produção nacional se limitou a 3.698 unidades, com retrações de 36,4% em relação a maio e de 36,6% na comparação com junho de 2014.

Dessa forma, o primeiro semestre recém-terminado foi um dos piores do passado recente para essa indústria. As vendas domésticas acumuladas somaram 24.706 unidades, 25,1% menos que de janeiro a junho do ano passado, as exportações atingiram 5.353 unidades, em baixa de 18,4% e, nesse contexto, a produção nacional diminuiu 34,4%, para 30.544 unidades, 24,4% menos que de janeiro a junho do ano passado.

Ana Helena Correa de Andrade, vice-presidente da Anfavea responsável pelo segmento de máquinas agrícolas, reforçou que as perspectivas são melhores para este segundo semestre, ainda que apenas o suficiente para reduzir os percentuais de baixa até agora registrados. Esse menor pessimismo está relacionado à definição dos planos de safra do governo para as agriculturas empresarial e familiar na temporada 2015/16, que vieram com mais recursos para crédito rural e taxas de juros que, mesmo superiores às do ciclo passado para a maior parte das linhas, continuam bem menores que as praticadas no mercado. (Brasil Agro 07/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Suco de laranja: Atenção ao clima: Na contramão do movimento da maioria das commodities, o suco de laranja registrou valorização pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York. Os contratos da bebida concentrada e congelada (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em setembro encerraram o pregão de ontem em alta de 200 pontos, a US$ 1,2415 por libra-peso ­ o maior valor desde 11 de junho. Apesar da persistente queda do consumo no varejo americano, as cotações da commodity foram novamente impulsionadas por temores em relação aos ventos fortes que atingem a Flórida, que detém o segundo maior pomar de citros do mundo, atrás do Brasil. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja in natura avançou 0,51%, para R$ 9,88, conforme o Cepea.

Algodão: Influência macro: Os preços do algodão, que chegaram a operar em alta ao longo do pregão de ontem na bolsa de Nova York, passaram para o lado negativo antes do fechamento. Os papéis para outubro encerraram em queda de 87 pontos, a 66,41 centavos de dólar por libra-peso. Assim como outras commodities, a fibra foi influenciada pela cautela dos investidores, em um pregão marcado por problemas na negociação entre Grécia e outras nações européias, além das perdas nas bolsas asiáticas. Os investidores também seguem atentos à expectativa de sobre oferta no mercado, com a decisão chinesa de vender um milhão de toneladas de algodão de seus estoques nos próximos dois meses. No oeste da Bahia, a arroba foi negociada a R$ 70,27, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Soja: Investidor cauteloso: Sem uma nova proposta do governo da Grécia aos seus credores e diante da forte queda na bolsa de Xangai, os investidores mostraram-se cautelosos com ativos de maior risco ontem, caso de commodities agrícolas, como a soja. Na bolsa de Chicago, os lotes da oleaginosa para agosto fecharam em baixa de 30,25 centavos, a US$ 9,92 por bushel. Do lado dos fundamentos, as chuvas diminuíram de intensidade nos EUA no fim de semana, o que permitiu o avanço do plantio da safra 2015/16 de soja no país. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até o último domingo, a semeadura havia chegado a 96% da área prevista. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná ficou em R$ 65,88, desvalorização de 0,33%.

Trigo: Clima dá trégua: O trigo caiu nas bolsas americanas ontem, na esteira das demais commodities no mercado internacional. Em Chicago, os papéis para setembro fecharam em US$ 5,8525 por bushel, queda de 10,25 centavos. Em Kansas, os contratos de mesmo vencimento recuaram 6,25 centavos, para US$ 5,8625 por bushel. Chuvas mais fracas nos EUA permitiram que as condições dos campos de trigo melhorassem. O cereal de primavera foi qualificado como bom ou excelente em 70% das lavouras, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No que se refere à safra de inverno, 55% da área foi colhida até domingo no país, ante uma média de 59% nos últimos cinco anos. No Paraná, a saca do cereal foi negociada a R$ 33,95, ligeira queda de 0,09%, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 08/07/2015)