Setor sucroenergético

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Cargill

A Cargill ofereceu à Amaggi sociedade no terminal graneleiro de Santarém (PA).

O objetivo é garantir o suprimento de grãos para a movimentação do terminal e, de quebra, dividir os custos de ampliação da unidade, orçada em R$ 240 milhões. (Jornal Relatório Reservado 15/07/2015)

 

Cana: Produtores recebem R$ 70 a tonelada que custa entre R$ 87 a R$ 90

Para esta safra, a previsão do mercado é que a tonelada de cana gere um custo total entre R$ 87 e R$ 90 às usinas, que só devem receber cerca de R$ 70 com o mesmo volume da planta.

Crise na economia brasileira, excesso de açúcar no mundo e custo de produção superior ao valor de venda. Esse conjunto de problemas nos meses iniciais da safra de cana-de-açúcar confirmou a previsão pessimista feita pelo setor sucroenergético para a safra 2015/16 e já resultou no fechamento de usinas, em demissões e pedidos de recuperação judicial.

Usina Albertina, em Sertãozinho (noroeste de São Paulo), teve falência decretada, após seis anos de recuperação judicial. Na mesma região, a Usina Ibirá, de Santa Rosa de Viterbo, interrompeu as atividades. No Triângulo Mineiro, outras duas usinas foram fechadas e há uma com as atividades suspensas. Já em Rio Verde (GO), uma usina entrou em recuperação judicial.

Uma das explicações para o problema, segundo diretores de usinas ouvidos pela reportagem da Folha de S.Paulo e especialistas, é a baixa remuneração do açúcar e do etanol, frente a custos de mão de obra que crescem cerca de 10% ao ano. Isso deixou o setor sem recursos financeiros (Folha Press 14/07/2015)

 

Cana: Produtividade ficou abaixo da média das últimas cinco safras

A pesquisa de produtividade agrícola da safra 2014/15 realizada pela UDOP nos meses de abril e maio traçou um panorama de como anda o preparo de solo, o plantio, os tratos culturais da cana planta e soca, a colheita, a infestação de pragas e doenças e a irrigação dos canaviais. Ao todo a pesquisa foi respondida por dezenas de usinas localizadas em cinco estados brasileiros, que juntas processaram cerca de 15% de toda a cana-de-açúcar produzida no País.

A pesquisa, aberta para unidades associadas e não associadas à entidade, já está em sua terceira amostra, tendo se consolidado como importante ferramenta para que as usinas participantes possam analisar como andam suas produtividades médias e se suas práticas agrícolas estão de acordo com a maioria das unidades participantes. Os resultados são disponibilizados apenas para as unidades que participaram da pesquisa.

No quesito produtividade média a pesquisa apontou que na safra 2014/15 as usinas participantes colheram em média 71,14 toneladas de cana por hectare, número 3,40% abaixo da média das últimas cinco safras, que ficou em 73,56 toneladas por hectare.

"Esses números mostram o quanto temos que melhorar nossa produtividade, e o quanto estamos reféns do clima. Daí a importância da adoção de práticas muitas vezes já consagradas e que hoje foram esquecidas em boa parte das usinas", destacou o presidente executivo da UDOP, o engenheiro agrônomo Antonio Cesar Salibe.

A pesquisa apontou ainda que a maioria das usinas faz o preparo de solo convencional em seus canaviais, e que 65% delas fazem a rotação de culturas, sendo a maior parte com crotalária, soja e amendoim.

Pesquisa 2015/16

A UDOP realiza a pesquisa de produtividade agrícola anualmente. Sobre a safra 2015/16, a pesquisa deverá ser preenchida nos meses de abril e maio do próximo ano. A pesquisa é gratuita e aberta a todas as usinas interessadas. (UDOP 14/07/2015)

 

“Preparem-se que as coisas vão ficar piores”, avisa Lula

Presidente disse que vai lutar com 'unhas e dentes' pelo seu mandato; mas o ex-presidente acha que a reação não foi suficiente para reverter o quadro negativo.

Após duras críticas que recebeu do seu padrinho político, que disse que ela e o PT estavam no "volume morto" e que governo enfrenta uma crise "preocupante" e "dramática", Dilma Rousseff se reuniu nesta terça-feira, 14, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarcou em Brasília nesta manhã para uma reunião-almoço com a presidente no Palácio da Alvorada.

Vários ministros participaram do almoço que começou por volta das 12 horas, entre eles o da Casa Civil, Aloízio Mercadante, e da Comunicação Social, Edinho Silva. Na pauta, a grave crise política que a presidente Dilma está vivendo, com a insistência de parte da oposição de reivindicar a saída da presidente em ações que correm contra a presidente no TCU e no TSE.Todos já deixaram o Alvorada. A reunião durou mais de quatro horas.

Dilma reagiu às mobilizações por sua saída que o governo chama de "golpistas" e disse que vai lutar com "unhas e dentes" pelo seu mandato. Mas Lula acha que a reação não foi suficiente para reverter o quadro negativo que domina Brasília e continua fazendo críticas à atuação política da presidente. Enquanto isso, o governo sofre novos golpes, seja com derrotas na Câmara e Senado em votações, seja por conta da convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que irá explicar no Congresso as operações da Polícia Federal.

Politéia

Neste clima conturbado e negativo, foi deflagrada na manhã desta terça a operação Politéira, desdobramento da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, atingindo senadores da base aliada, como Fernando Collor (PTB) e Ciro Nogueira (PP) e o ex-ministro da Integração senador Fernando Bezerra (PSB). Mais um complicador na relação com a já complicada base aliada que tem sido rebelde com o governo.

O Planalto está preocupado com estas investidas da PF, que tem criado muitas complicações políticas para o governo. Novas denúncias envolvendo políticos podem surgir, tensionando ainda mais as relações com a base aliada.

Lula tem dito que não tem mais argumentos para defender o governo, que Dilma não o ouve e que ela precisa sair às ruas para dizer que tudo está fazendo pelo País, defendendo o seu legado.

Nos últimos dias, Lula começou a chamar ministros, nomes de peso PT e representantes de movimentos sociais para conversas reservadas, em São Paulo. Preocupado com o impacto da Operação Lava Jato, com as novas medidas impopulares que serão tomadas e com os efeitos recessivos do ajuste fiscal, Lula avalia que, se Dilma não começar a percorrer o País e a divulgar notícias boas, os problemas podem se agravar. (O Estado de São Paulo 15/07/2015)

 

El Niño, dólar e indicadores técnicos dão suporte à ICE

Os futuros de açúcar demerara fecharam em alta ontem e permanecem com viés de ganhos para esta terça-feira na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A avaliação é de que o El Niño figura como principal fator de suporte, assim como o movimento cambial no Brasil e indicadores técnicos.

Na semana passada, a meteorologia apontou para 90% de chances de o fenômeno climático se estender por todo o verão de 2015 no Hemisfério Norte. Caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, o El Niño provoca chuvas acima da média em partes da América do Sul e estiagem no Sudeste Asiático.

Essas condições, por sinal, já são observadas. No Centro-Sul do Brasil, o início de julho foi chuvoso, com atrasos de até quatro dias nos trabalhos de colheita, e a previsão indica precipitações acima da média também para os próximos dias. Além disso, o mix na principal região produtora do País vai ficando cada vez mais alcooleiro, o que levou a Datagro, na sexta-feira, a reduzir sua projeção para a fabricação de açúcar em 2015/16, de 32,2 milhões para 30,7 milhões de toneladas.

Já "na Tailândia, a seca pode fazer com que a safra de cana fique abaixo de 100 milhões de toneladas", acrescenta João Paulo Botelho, da INTL FCStone. "Se a estiagem continuar até agosto, a produção de açúcar pode ficar entre 8 milhões e 10 milhões de toneladas, inferior às 11 milhões de toneladas previstas pelo País", diz o analista.

Do lado cambial, há a influência da queda do dólar ante o real ontem. A divisa norte-americana cedeu 1,04%, para R$ 3,1330, o que desestimula embarques brasileiros.

Quanto aos indicadores técnicos, o rompimento da resistência de 12,50 cents por libra-peso nesta segunda-feira abre espaço para mais ganhos. O próximo teto está nos 12,69 cents/lb, máxima de 7 de julho.

Ontem, outubro subiu 15 pontos (1,21%) e encerrou em 12,56 cents/lb, com máxima no dia de 12,63 cents/lb (mais 22 pontos) e mínima de 12,33 cents/lb (menos 8 pontos). Março de 2016 também avançou 15 pontos (1,10%) e terminou em 13,80 cents/lb. O spread outubro/março permanece em 124 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Em relatório, a Archer Consulting informa que o preço médio de fechamento do açúcar na ICE Futures US foi de 11,75 cents/lb em junho, queda de quase 22% ante à média de janeiro. Trata-se do recuo mais acentuado entre esses dois meses desde 2010, conforme o diretor da consultoria, Arnaldo Luiz Corrêa.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a segunda-feira em R$ 48,49/saca, alta de 0,75X% ante sexta. Em dólar, o índice ficou em US$ 15,48/saca (+1,84%).

Conforme o centro de estudos, os preços do cristal voltaram a subir no spot paulista na semana passada, após quatro semanas de queda. "As chuvas que ocorreram em algumas regiões de São Paulo interromperam a colheita e a moagem da cana, limitando a oferta de açúcar. Alguns representantes de usinas afirmam que a moagem está parada praticamente desde o início de julho, o que pode, inclusive, estender o período de colheita do Centro-Sul neste ano", explicou o Cepea, em relatório.

Quanto às paridades, de 6 a 10 de julho a remuneração da venda interna foi 1,71% superior à da externa. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 47,84/saca, as cotações do contrato outubro na ICE Futures US equivaleriam a R$ 47,04/saca. (Agência Estado 14/07/2015)

 

Para viabilizar projetos de bioeletricidade o valor mínimo deve ser de R$ 330,00 por MWh

“Entendemos que hoje o patamar ideal de preço para a energia da biomassa da cana, que viabilize boa parte dos projetos de bioeletricidade das usinas do país, é de no mínimo R$ 330,00 por MWh. Para estimular a bioeletricidade, falta uma visão de longo prazo e a valorização das vantagens de menor investimento e perdas em transmissão.

Apesar dos avanços já verificados nas políticas voltadas à eletricidade advinda da biomassa, a maioria das empresas sucroenergéticas não tem interesse em participar dos certames de energia.

No Leilão A-5, que ocorreu no final de abril, poucos projetos de energia de biomassa participaram. A tarifa girou em torno de R$ 278,50 por MWh. Mas entendemos que este é um nível de tarifa que começa a fazer sentido para a expansão da cogeração no setor sucroenérgetico.

Caso nos próximos leilões de energia térmica sejam definidos valores-teto em torno de R$ 300 por MWh é esperado que aumente a viabilidade de novos projetos de energia de biomassa.” Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria. (Cana Online 14/07/2015)

 

Preço do etanol sobe no mercado paulista (hidratado +4%, anidro +0,72%)

Na última semana, os preços dos etanóis, principalmente do hidratado, subiram no mercado paulista.

Pesquisadores do Cepea indicam que o impulso veio da menor oferta, tendo em vista que o número de negócios diminuiu pontualmente. As chuvas ocorridas em importantes regiões produtoras interromperam as atividades de moagem, reduzindo o volume ofertado.

Mesmo com a entrada de produto do estado de Mato Grosso do Sul em volumes expressivos, os valores não foram pressionados em SP. Entre 6 e 10 de julho, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado (estado de São Paulo) foi de R$ 1,2292/litro (sem impostos), alta de 4% em relação à semana anterior. Para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 1,3652/l (sem impostos), aumento de 0,72% frente ao anterior. (Cepea / Esalq 14/07/2015)

 

Adesão será a partir do dia 22

As empresas interessadas em aderir ao Programa de Proteção ao Emprego poderão fazê-lo a partir do próximo dia 22, informou o ministro do Trabalho, Manoel Dias.

Foi instalado ontem o comitê interministerial que vai avaliar e estabelecer regras para o plano.

Criado por medida provisória no último dia 6, o programa permite a redução temporária da jornada de trabalho, com diminuição em até 30% do salário. O salário para o trabalhador que aderir ao programa será reduzido em 15%.

Os outros 15% serão completados pelo governo, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O limite para essa recomposição será de R$ 900,84.

O próprio Ministério do Trabalho tinha divulgado que o comitê analisaria primeiro a adesão dos setores de fabricação de componentes eletrônicos, metalurgia, indústria de açúcar e álcool, além da indústria automobilística.

Ontem, Dias não quis dar exemplos:

Cerca de 10 setores já procuraram informações. Não podemos declarar, não está formalizado. (Zero Hora 15/07/2015)

 

Casa da Dinda: De Fiat Elba a Lamborghini

A Casa da Dinda, onde foram apreendidos nesta terça-feira (14) três carros de luxo, entrou para a memória da política nacional após a eleição de Fernando Collor de Mello para o Planalto, em 1989.

O ex-presidente fez da mansão particular, no Lago Norte, bairro nobre de Brasília, sua residência oficial, rejeitando os endereços tradicionais como o Palácio da Alvorada e a casa de campo da Granja do Torto. O nome do imóvel é uma homenagem à bisavó de Collor.

A mudança rapidamente incluiu a Casa da Dinda no roteiro turístico da capital federal. Dois anos depois, no entanto, o imóvel se tornou um símbolo do noticiário sobre os escândalos de corrupção que culminaram na queda de Collor. Descobriu-se que o tesoureiro de sua campanha, PC Farias, pagou a reforma dos jardins da mansão com dinheiro de contas fantasmas. A obra custou na época cerca de US$ 2,5 milhões.

MAGIA NEGRA

A imprensa narrou em detalhes os artigos de luxo do imóvel, como uma cascata e um lago artificial. Anos depois, a ex-mulher do hoje senador, Roseane Collor, acrescentou detalhes ao escândalo, afirmando em livro que os jardins da residência oficial foram usados para o sacrifício de animais em rituais de magia negra.

"Quando tudo acabava, ficava uma sujeira danada, sangue espalhado", disse.

No livro, a ex-primeira-dama rebate as acusações de que o casal esbanjou dinheiro enquanto esteve no centro do poder. "Havia uma cascata na piscina? Havia uma biquinha, uma coisa simples que colocamos ali e onde gostávamos de molhar a cabeça."

No auge da crise que dragou seu governo, Collor viu suas chances de se manter no Planalto se esvaírem após a revelação de que uma Fiat Elba, vista com frequência na Casa da Dinda e usada para seu transporte pessoal, havia sido comprada com dinheiro de PC Farias.

Na manhã desta terça (14), a Polícia Federal apreendeu uma Ferrari vermelha, um Porsche preto e um Lamborghini prata na Casa da Dinda. Os carros custam, respectivamente, R$ 1,95 milhão, R$ 999 mil e R$ 3,9 milhões (Folha de São Paulo 15/07/2015)

 

Agronegócios: Valor da produção brasileira de 2015 é de R$ 463,3 bilhões

Do total, as lavouras representam R$ 295,1 bilhões, e pecuária, R$ 168,1 bilhões.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2015 é de R$ 463,3 bilhões. As lavouras somam R$ 295,1 bilhões, o que representa uma redução de 1,8% em relação ao VBP de 2014. A pecuária totaliza R$ 168,1 bilhões, aumento de 2,2% em comparação com o ano passado. Os preços agrícolas mais baixos do que em 2014, para produtos importantes na formação do faturamento bruto, como milho, arroz, laranja e cana de açúcar, foram decisivos para o desempenho deste ano. Os dados são estimados pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com base nas informações de junho.

A mamona foi destaque em crescimento no VBP, com 103,2%. Em seguida estão: cebola, 97%; pimenta do reino, 48,3%; trigo, 7,2%; e soja, 3,3 %. Com queda nos preços, a relação dos produtos que tiveram redução no VBP conta com importantes produtos na formação na renda, como algodão, batata inglesa, cacau, cana-de-açúcar, laranja e mandioca, entre outros.

Já na pecuária, a carne bovina lidera a alta do VBP, com 9,4% em relação a 2014. Ovos e suínos também estão com maior faturamento este ano, mas a carne de frango e leite estão com valores abaixo do que ano passado.

Regiões

Como apontado em relatórios anteriores, o Sul ficou em primeiro lugar no faturamento neste ano, com R$ 135,3 bilhões, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 124,4 bilhões, e Sudeste, com R$ 116,5 bilhões. Em quarto está o Nordeste, com R$ 47,4 bilhões e, em quinto, o Norte, com R$ 27,2 bilhões.

Este também é o segundo ano consecutivo que o valor da produção de Mato Grosso, de R$ 60,07 bilhões, supera o de São Paulo, de R$ 58,07 bilhões. (Mapa 14/07/2015)

 

Vendas de fertilizantes fecham semestre com queda de quase 10%

As vendas de fertilizantes no Brasil fecharam o semestre com queda de 9,6 por cento na comparação com o mesmo período do ano anterior, apontaram dados publicados nesta terça-feira pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

As entregas ao consumidor final encerraram os primeiros seis meses do ano em 11,71 milhões de toneladas, ante 12,95 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2014, com os produtores mais retraídos nas aquisições em meio a preços mais altos, que impactam os custos de produção.

As vendas de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos foram afetadas, segundo a Anda, pela menor demanda de produtores de milho, algodão, soja e de cana-de-açúcar.

O aumento nos preços pagos pelo adubo com matéria-prima amplamente importada pelo Brasil, ocorre em função da valorização do dólar e repasse aos preços de diversos produtos, segundo análise publicada nesta terça-feira pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), do governo de São Paulo.

O IEA afirmou também que neste ano ainda há menor antecipação de compras pelos agricultores para a safra de grãos, plantada a partir de meados de setembro.

A elevação da taxa de juros básico da economia (Selic) e a queda dos preços recebidos pelos agricultores para algumas culturas, como o algodão, também têm tido influência nos negócios, segundo o IEA.

Nos últimos anos, a indústria de fertilizantes do Brasil tem registrado seguidos recordes de vendas, diante de consecutivos aumentos da safra de grãos.

IMPORTAÇÃO E PRODUÇÃO

As importações dos fertilizantes alcançaram 9,56 milhões de toneladas no último semestre, queda de 12,8 por cento em relação ao mesmo período de 2014.

Foram registradas reduções nas importações dos fertilizantes nitrogenados de 5,6 por cento, nos fosfatados de 15,8 por cento e nos fertilizantes potássicos de 20,2 por cento.

Já a produção nacional do período de janeiro a junho somou 4,37 milhões de toneladas, aumento de 5,1 por cento ante o mesmo período do ano passado.

Em nutrientes, a produção registrou, respectivamente, crescimentos de 20 por cento nos nitrogenados, de 3,8 por cento nos fosfatados e 6,7 por cento nos potássicos. (Reuters 14/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Otimismo com moagem: Os contratos futuros de cacau atingiram o maior valor em mais de dez meses na bolsa de Nova York ontem, refletindo os dados positivos de moagem na Europa, divulgados também nesta terça-feira. Os lotes com vencimento em setembro fecharam a US$ 3.370 por tonelada, alta de US$ 65. De acordo com a Associação Européia de Cacau, o processamento da amêndoa no segundo trimestre de 2015 cresceu 0,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 309,68 mil toneladas. Entretanto, no acumulado do ano, a moagem está 0,6% inferior à do mesmo período de 2014. O mercado acreditava em uma retração da atividade. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da commodity foi negociada ontem ao valor médio de R$ 126, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Café: Câmbio e clima: As cotações do café arábica subiram pelo quarto pregão consecutivo em Nova York ontem, influenciadas por questões cambiais. Os lotes do grão com vencimento em setembro terminaram a sessão a US$ 1,32 por libra-peso, com elevação de 320 pontos. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, a bolsa americana ainda está refletindo a desvalorização do dólar em relação ao real nos últimos dias, além das notícias sobre o excesso de chuvas nas áreas produtoras do Brasil. O clima atípico para esta época do ano está atrasando a colheita do arábica e causando danos à maturação dos frutos, conforme a Fundação Procafé. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos de café ficou em R$ 422,31, com valorização de 1,53%.

Milho: Ação dos fundos: Os preços do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) subiram fortemente na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com entrega em setembro encerraram a sessão em alta de 310 pontos, cotados a US$ 1,2145 por libra-peso. A elevação se deu diante de um reposicionamento dos fundos de investimento após a revisão na safra de laranja dos EUA. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção de laranja na Flórida será de 96,7 milhões de caixas em 2014/15, ante as 96,4 milhões apontadas no mês anterior. Ainda assim, será o menor volume desde a temporada 1965/66. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada à indústria permaneceu estável, em R$ 9,63, segundo o Cepea/Esalq.

Suco de laranja: Apesar das chuvas: Após quatro sessões consecutivas em alta, os preços do milho recuaram de maneira expressiva na bolsa de Chicago ontem, diante da situação favorável das lavouras americanas indicada na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Os papéis para dezembro tiveram queda de 12,50 centavos de dólar a US$ 4,2825 por bushel. Apesar das chuvas nas últimas semanas, 69% das lavouras de milho americanas permaneceram em boas a excelentes condições na semana encerrada no domingo, conforme o USDA. O mercado esperava uma leve deterioração. Contudo, as previsões já indicam clima mais seco para julho. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho apresentou ligeira queda de 0,05%, para R$ 21,25, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab). (Valor Econômico 15/07/2015)