Setor sucroenergético

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Dilma visita Piracicaba na Usina Costa Pinto - Inauguração oficial de usina de etanol celulósico da Raízen nesta quarta

A Raízen Energia S/A inaugura no próximo 22/07 planta de etanol celulósico em Piracicaba (SP).

A unidade foi implantada junto a Unidade Costa Pinto.

O evento de inauguração está marcado para a partir das 9h.

Em material para a imprensa divulgado em novembro de 2013, pela assessoria de imprensa, a Raízen divulgou o seguinte:

A Raízen iniciou a construção de sua primeira unidade de produção de etanol celulósico no Brasil. A planta com capacidade para 40 milhões de litros de etanol por ano será instalada em Piracicaba, ao lado da unidade Costa Pinto.

O biocombustível de segunda geração é produzido a partir do bagaço, folhas, cascas e outros resíduos da produção de cana-de-açúcar.

Com investimentos de R$ 230 milhões (parte recursos do BNDES), a nova planta aproveita a sinergia que será possível obter com a unidade de primeira geração da Raízen, e conseguirá reduzir custos e aproveitar muito do sistema logístico já existente na região.

‘A Raízen aposta fortemente no etanol celulósico para elevar a sua produtividade, sem aumentar a área cultivada, aproveitando os resíduos da cana’, explicou João Alberto Abreu, diretor de Bioenergia e Tecnologia da Raízen. ‘Acreditamos que podemos aumentar em 50% a produção de etanol sem a necessidade de grandes investimentos na lavoura’, completa. Desde 2012, a Raízen, em parceria com a Iogen Corporation, empresa canadense de biotecnologia, mantém uma planta teste de etanol celulósico na cidade de Ottawa, no Canadá.

O objetivo é adquirir toda a expertise necessária para implementar a primeira unidade comercial da Raízen no Brasil.

Juntas, Raízen e Iogen Corporation formaram a Iogen Energy, uma joint venture 50% / 50%, detentora da tecnologia de produção do etanol de segunda geração.

Com o aprendizado adquirido durante os testes em sua planta de demonstração no Canadá, a Raízen acredita que o etanol celulósico é um dos grandes caminhos para atender a demanda crescente por etanol no Brasil e no mundo.

Por isso, além da primeira unidade em Piracicaba, a companhia prevê mais sete plantas de etanol celulósico até 2024, todas elas próximas às unidades de produção de primeira geração já existentes.

A expectativa é que, operando com capacidade máxima, as unidades produzam 1 bilhão de litros de etanol. (Jornal Cana 20/07/2015)

 

Cosan planeja bônus

A Cosan fará hoje e amanhã uma série de apresentações a investidores nos Estados Unidos e no Reino Unido para testar o interesse do mercado em uma emissão de bônus da empresa, apurou o Valor. Bank of America Merrill Lynch, Morgan Stanley, Bradesco BBI, Santander e Itaú BBA coordenam a operação.

Se for adiante, será a primeira captação de uma companhia brasileira no exterior após um mês sem atividades. (Valor Econômico 21/07/2015)

 

Piracicaba: Projetos de reflorestamento avançam sobre canaviais na região

Tradicionais produtores de cana-de-açúcar da região de Piracicaba, que foi o primeiro polo de usinas no Estado de São Paulo, estão cedendo suas terras para indústrias de papel e celulose. O processo nada tem a ver com a mecanização da colheita da cana pois as áreas preferidas para reflorestamento são as planas.

Conhecido consultor do setor canavieiro vê o processo de transferência de cultura agrícola como preocupante e irreversível. “A falta de políticas públicas para o setor sucroenergético aliada com a falta de sinergia entre as lideranças do setor, estão impactando brutalmente a cadeia produtiva sucroenergética. Já é previsível que nas próximas safras muitas usinas não terão matéria-prima para a produção de açúcar, etanol e bioeletricidade”, afirma.

Muitas usinas do nordeste já estão transformando seus canaviais em áreas de reflorestamento. “O setor de papel e celulose é mais imune às crises e está oferecendo vantagens melhores do que as usinas”, acrescenta o consultor. (Brasil Agro 21/07/2015)

 

Açúcar: Efeito cambial

O dólar forte ante outras moedas e o tempo favorável à colheita de cana no Brasil voltaram a pesar sobre os preços do açúcar demerara na bolsa de Nova York.

Os contratos para março de 2016 recuaram 43 pontos, a 12,92 centavos de dólar por libra-peso.

A valorização da moeda americana em relação ao real estimula as vendas de açúcar pelos produtores do Brasil (maiores fornecedores mundiais da commodity), uma vez que eleva a rentabilidade das exportações.

Com mais oferta no mercado, os preços tendem a cair. Ao mesmo tempo, o clima mais seco no país tem contribuído para o avanço da colheita de cana no Brasil, o que ajuda no ganho de ritmo do processamento.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,08%, para R$ 48,46 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 21/07/2015)

 

Açúcar brasileiro perde com crise chinesa

A China é o maior país importador do açúcar brasileiro A forte desvalorização das ações na bolsa de Xangai, a principal bolsa da China continental, levou a temores de que a economia do país caminhe a passos largos para uma estagnação, o que seria uma situação fortemente baixista para a maioria da commodities.

Os impactos sobre o Brasil seriam sentidos por uma queda na demanda por exportações.

Além da soja, a commodity com a maior dependência da China nas exportações brasileiras, com mais de 70% de participação nos últimos três anos, também o setor sucroenergético, através do açúcar, pode ser penalizado com uma possível estagnação chinesa.

Entre os setores considerados mais vulneráveis à uma crise no gigante asiático estão as usinas exportadoras de açúcar, cuja participação chinesa corresponde a 5,9% da demanda global.

O país foi o maior importador do adoçante brasileiro nos últimos três anos, posição que nunca havia ocupado.

“[Mas] entre as principais commodities exportadas pelo Brasil, o açúcar está longe de ser o que mais depende do mercado chinês”, explica o analista da consultoria INTL FCStone, João Paulo Botelho.

Ações

Do pico atingido na primeira semana de junho até o dia 8 de julho, o indicador que compila as 50 ações mais negociadas da bolsa de Xangai perdeu praticamente um quarto de seu valor.

Ao longo de vinte sessões, portanto, a queda média no valor foi de 1,4%, totalizando trilhões de dólares em perdas. A queda dos últimos dias, porém, pode ser vista como um movimento de correção de um mercado supervalorizado e pode continuar por ainda mais algumas semanas, antes de atingir os patamares pré-alta. (Jornal Cana 20/07/2015)

 

Balança comercial registra superávit de US$ 1,65 bilhão

Resultado das três primeiras semanas de julho foi puxado pela queda nas importações.

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 1,657 bilhão nas três primeiras semanas de julho. As exportações somaram US$ 10,717 bilhões, e as importações, US$ 9,060 bilhões.

No ano, há um superávit acumulado de US$ 3,878 bilhões, resultado de US$ 105,046 bilhões em exportações e US$ 101,168 bilhões em importações. No mesmo período de 2014, o país registrava um déficit comercial de US$ 2,019 bilhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a média diária exportada, de US$ 824,4 milhões, caiu 17,6% em relação a julho de 2014. As maiores quedas ocorreram com petróleo bruto, minério de ferro, motores para veículos, óleos combustíveis e açúcar refinado.

Mas o resultado está positivo, porque as importações caíram ainda mais. A média diária importada em julho foi de US$ 696,9 milhões, cifra que representa um decréscimo de 25,3% ante o mesmo mês do ano passado. Recuaram, principalmente, as importações de combustíveis e lubrificantes, aparelhos eletroeletrônicos, plásticos, automóveis e equipamentos mecânicos. (O Globo 21/07/2015)

 

Lucro da Usina Colombo cresce 66%

A Usina Colombo, grupo com três unidades sucroalcooleiras em São Paulo, informou que teve um lucro líquido de R$ 158,7 milhões no exercício de 15 meses encerrado em 31 de março de 2015, alta de 66%. (Brasil Agro 20/07/2015)

 

Desoneração tributária incidente sobre o Diesel deve aliviar pressão sobre os custos dos produtores

As previsões macroeconômicas para 2015 não são otimistas. A retração da economia brasileira, os ajustes fiscais que afetarão o nível de empregos e a demanda por produtos agrícolas, somada à perspectiva de menores preços para algumas commodities agrícolas e o dólar mais valorizado devem impactar o desempenho do agronegócio, o que requer a atenção das políticas públicas voltadas para este setor.

De acordo com estimativas da CNA,  os custos de produção da soja em junho/2015, comparando com o mesmo período do ano passado, apresentaram aumentos expressivos nos principais componentes do custo, sendo: Fertilizantes (+26%), Herbicidas (+23%), Inseticidas (+44%), Fungicidas (+52%), Mão de Obra (9%) e por fim, o Diesel, com aumento de 14,2% em algumas praças pesquisadas. Entretanto, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória nº 670 que, dentre seus artigos, prevê a desoneração das contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins, para o óleo Diesel. Tal medida irá representar uma redução do preço do combustível, tão utilizado pelos produtores rurais.

Em média, o óleo diesel utilizado nas lavouras, bem como o frete, são responsáveis por 9% do custo de produção da soja, a possível desoneração tributária poderá reduzir tanto o custo do insumo, como do serviço em aproximadamente 1%. O impacto é maior ainda para as culturas de milho, na qual o valor do frete representa um percentual maior no custo de produção, quando comparado à soja.

Atualmente, a proposta aprovada pelo Congresso está nas mãos da Presidente da República, responsável em sancionar ou vetar a medida, a decisão está prevista para o dia 21 de julho.(CNA 20/07/2015)

 

Preço cai e venda de etanol cresce até 70% nos postos de São Carlos

Safra e imposto da gasolina ajudam a explicar a mudança, diz consultor. Para motoristas, álcool é mais vantajoso; veja como calcular a diferença.

Com o preço da gasolina acima dos R$ 3 e o litro do etanol a R$ 1,80, cada vez mais motoristas deSão Carlos (SP) optam pelo álcool e a venda do combustível em alguns postos da cidade chegou a crescer 70%.

"A gente vendia 2.200, 2.300 litros de álcool por dia e passou a vender entre 3.700, 4.000 litros por dia", contou o afirmou o dono de posto Eraldo Acciari Junior, explicando os motivos da diferença. "A safra começou em abril, então o preço do álcool começou a baixar e começou a ser mais vantagem para o consumidor colocar o álcool em vez da gasolina".

Em outro posto, a venda de etanol aumentou 50% desde o começo do ano. Tudo por conta do preço da gasolina, que passou de R$ 2,89 a R$ 3,28.

"Teve um reajuste do etanol, mas a gasolina disparou, na verdade. O preço está muito alto. Se colocar 40 litros de etanol, vai dar uma base de R$ 80 e os mesmos 40 litros de gasolina vão dar na base de R$ 140", disse o gerente de posto Bruno Ricardo do Nascimento.

Comportamento

O carro do gerente de supermercado Zildo Andrade é flex, mas ele dificilmente abastece com gasolina. "Geralmente eu coloco R$ 50 por semana, R$ 50 de etanol, e dá, é suficiente", disse. "Nas minhas contas a gasolina não sairia mais barato, não".

O aposentado Ruberval Dionísio Lobato é outro consumidor que faz as contas. "É mais interessante, no momento, o álcool, por isso a opção. E nesse tempo de aperto financeiro, nada melhor do que se fazer umas continhas para gastar o seu dinheiro melhor", opinou.

O autônomo Edmilson Ferreira gasta cerca de R$ 150 com combustível mensalmente e também não abre mão do álcool. "Se eu for comparar o preço da gasolina com o etanol, vale bem mais a pena o etanol".

Para saber qual combustível é mais vantajoso, o motorista deve multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Se o resultado for maior do que o preço do álcool, compensa abastecer com etanol. Também é possível fazer a comparação pela calculadora do G1.

Explicação

Segundo o consultor financeiro Marcos Bernasconi, diferentes fatores explicam as mudanças nos preços dos combustíveis. "Estamos no pico da safra, uma safra que neste ano, segundo a Unica, que é a União dos Produtores de Cana-de Açúcar, está 20% maior do que a safra do ano passado", pontuou.

"Outro fator é que o álcool, o etanol, é produzido a partir da cana-de-açúcar, que também produz o açúcar, e o açúcar neste ano está com preço muito baixo nos mercados internacionais, então os produtores preferem produzir etanol em vez de açúcar. E, finalmente, nós tivemos, a partir de janeiro, um aumento do imposto da gasolina. Voltou o imposto da gasolina, de aproximadamente 10%, o que fez com que o preço da gasolina se tornasse mais alto em relação ao álcool, que não tem esse imposto", explicou. (G1 20/07/2015)

 

Chuvas pontuais terão pouco impacto em colheita de cana e café esta semana

Chuvas pontuais entre terça e quarta-feira devem provocar paralisações pontuais na colheita de cana-de-açúcar e café do Sudeste brasileiro, mas de maneira geral os trabalhos deverão avançar em ritmo normal, disseram meteorologistas nesta segunda-feira.

"A gente pode ter um pouco de chuvas nos próximos dias... Não é chuvarada, nada comparável ao que está acontecendo no Sul. Pode dar pequenas interrupções na colheita, mas ao longo da semana o tempo vai secando", disse o meteorologista Alexandre Nascimento, do Climatempo, referindo-se ao interior de São Paulo e de Minas Gerais, principais regiões produtoras de cana e café no país.

"Essa semana temos uma condição bem diferente da semana anterior. A frente fria vai se deslocar pelo Sudeste, perdendo força, mas deve chegar a áreas de cana e café", disse a meteorologista Patrícia Vieira, da Somar.

Na semana passada, uma frente fria ficou estacionada principalmente sobre o Rio Grande do Sul, em um efeito do fenômeno climático El Niño, provocando grandes acumulados de chuvas e levando preocupação para produtores de trigo e milho.

O interior de São Paulo, principal região produtora de cana, conseguiu avançar no trabalho de colheita na semana passada --a safra 2015/16 está no seu auge--, uma vez que as chuvas não chegaram à região.

Os preços do etanol no mercado paulista recuaram na semana passada em decorrência da grande atividade das usinas e da maior disponibilidade de produto, segundo análise do Cepea.

Em Minas Gerais, apesar do recente tempo seco, a colheita de café segue atrasada em relação aos últimos anos, devido a um começo lento. Na região da Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, os trabalhos atingiram 27,3 por cento da área até meados da semana passada, 23 pontos percentuais abaixo do nível registrado no mesmo período de 2014.

A exportadora Comexim, de Santos (SP), informou que estava recebendo pouco café, devido ao atraso na colheita provocado por chuvas.

Já a corretora Carvalhaes disse, em relatório semanal, que "ainda é pouco o café de qualidade", uma vez que "as chuvas prejudicaram bastante a colheita no mês de junho e no início de julho".

"Alguns lotes de regiões produtoras de cafés finos apresentam xícaras riadas (de valor mais baixo)", disse o escritório, também com sede em Santos, destacando ainda expectativa de tempo seco favorável para a colheita nas próximas semanas.

Segundo os meteorologistas ouvidos pela Reuters, a tendência é de tempo firme no Sudeste a partir do fim desta semana e durante toda a próxima.

Já para o Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a previsão é de continuidade das chuvas bastante volumosas. (Reuters 20/07/2015)

 

Após protesto, funcionários da Dedini decidem entrar greve em Piracicaba

Cerca de 500 funcionários da metalúrgica participaram do ato nesta manhã.

Trabalhadores reivindicam salários atrasados, pagamento de FGTS e férias.

Após protesto e reunião com o prefeito Gabriel Ferrato (PSDB), realizado na manhã desta segunda-feira (20), os funcionários da metalúrgica Dedini S/A, em Piracicaba (SP), decidiram entrar em greve. De acordo com o diretor do sindicato dos metalúrgicos local, João Carlos Ribeiro, o Jipe, eles aguardam uma reunião com os acionistas da empresa.

Segundo o sindicato, cerca de 500 funcionários participaram do ato. Eles reivindicam o salário atrasado de junho e pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e férias.

O protesto teve início por volta das 7h. Uma das faixas da Rodovia Fausto Santomauro (SP-147) foi fechada, o que causou congestionamento de 2 quilômetros no sentido Rio Claro-Piracicaba, na altura do km 26. O ato foi acompanhado pelas polícias Militar e Rodoviária.

Uma comissão de funcionários da empresa foi recebida pelo prefeito Gabriel Ferrato (PSDB), por volta das 11h20, na Prefeitura. "A situação é crítica. Do jeito que está não pode continuar. Vou tentar acionar o alto escalão da empresa para ver o que conseguimos. A única coisa que posso fazer enquanto prefeito é intermediar, mostrar que o município está envolvido com isso".

Demissões

O diretor do sindicato, João Carlos Ribeiro, o Jipe, afirmou que, na última quarta-feira (15), a empresa comunicou que vai demitir 700 pessoas, sendo 450 na planta de Piracicaba e outras 250 em Sertãozinho (SP). A manifestação contou com trabalhadores das quatro áreas da empresa (administrativo, mecânica, fundição, caldeiraria).

Ribeiro ainda afirmou que pelo menos 180 funcionários que foram demitidos em 2014 estão sem receber o valor da rescisão há seis meses. "O acordo é que eles recebam em 29 vezes o valor da rescisão, mas os 180 funcionários estão há todo esse tempo sem receber nada", disse.

Empresa

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Dedini, mas até as 16h40 não recebeu nenhum retorno da empresa.

Dívidas

Segundo o sindicato, a empresa, que é líder na fabricação de usinas, enfrenta problemas com dívidas desde dezembro de 2013, quando cerca de 2 mil trabalhadores cruzaram os braços por 24h diante do atraso nos salários. Em setembro, os funcionários também entraram em greve pela falta de pagamento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Por conta da crise, a Dedini colocou em leilão dois barracões, com valor estimado em R$ 24,65 milhões e R$ 178,5 milhões. Em duas tentativas, não houve lances para os prédios. O dinheiro das vendas serviria para quitar dívidas da empresa com a Fazenda Nacional, segundo a instituição (G1, 20/7/15)

Protesto de funcionários da Dedini fecha faixa de rodovia em Piracicaba

Trabalhadores relatam atraso nos salários e falta de pagamento do FGTS. Comissão foi recebida pelo prefeito Gabriel Ferrato (PSDB) e pediu apoio.

Funcionários da metalúrgica Dedini S/A realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (20) e fecharam uma das faixas da Rodovia Fausto Santomauro (SP-127). A manifestação começou por volta das 7h e causou congestionamento de 2 quilômetros no sentido Rio Claro-Piracicaba, na altura do km 26. O ato foi acompanhado pelas polícias Militar e Rodoviária.

A partir das 9h30, os funcionários da empresa iniciaram uma passeata que passou por várias avenidas de Piracicaba. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Semutran) acompanhou o ato para realizar os bloqueios necessários. Os trabalhadores andaram até a Prefeitura para pedir "apoio político" à administração municipal.

O protesto acabou por volta das 11h20, no Centro Cívico, e uma comissão de funcionários da empresa foi recebida pelo prefeito Gabriel Ferrato (PSDB). De acordo com o sindicato dos metalúrgicos de Piracicaba, cerca de 500 funcionários participaram do ato e reivindicam o salário atrasado do mês de junho, além do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das férias.

O diretor do sindicato, João Carlos Ribeiro, o Jipe, afirmou que, na última quarta-feira (15), a empresa comunicou que vai demitir 700 pessoas, sendo 450 na planta de Piracicaba (SP) e outras 250 em Sertãozinho (SP). A manifestação contou com trabalhadores das quatro áreas da empresa (administrativo, mecânica, fundição, caldeiraria).

Ribeiro ainda afirmou que pelo menos 180 funcionários que foram demitidos em 2014 estão sem receber o valor da rescisão há seis meses. "O acordo é que eles recebam em 29 vezes o valor da rescisão, mas os 180 funcionários estão há todo esse tempo sem receber nada", disse o diretor.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Dedini, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno.

Dívidas

Segundo o sindicato, a empresa, que é líder na fabricação de usinas, enfrenta problemas com dívidas desde dezembro de 2013, quando cerca de 2 mil trabalhadores cruzaram os braços por 24h diante do atraso nos salários. Em setembro, os funcionários também entraram em greve pela falta de pagamento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Por conta da crise, a Dedini colocou em leilão dois barracões, com valor estimado em R$ 24,65 milhões e R$ 178,5 milhões. Em duas tentativas, não houve lances para os prédios. O dinheiro das vendas serviria para quitar dívidas da empresa com a Fazenda Nacional, segundo a instituição. (G1 20/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Efeito cambial: O dólar forte ante outras moedas e o tempo favorável à colheita de cana no Brasil voltaram a pesar sobre os preços do açúcar demerara na bolsa de Nova York. Os contratos para março de 2016 recuaram 43 pontos, a 12,92 centavos de dólar por libra-peso. A valorização da moeda americana em relação ao real estimula as vendas de açúcar pelos produtores do Brasil (maiores fornecedores mundiais da commodity), uma vez que eleva a rentabilidade das exportações. Com mais oferta no mercado, os preços tendem a cair. Ao mesmo tempo, o clima mais seco no país tem contribuído para o avanço da colheita de cana no Brasil, o que ajuda no ganho de ritmo do processamento. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,08%, para R$ 48,46 a saca de 50 quilos.

Soja: Clima mais favorável: A melhora do clima nos EUA colaborou para que a soja se mantivesse no vermelho na bolsa de Chicago. Os lotes com entrega em setembro fecharam ontem em queda de 7,50 centavos, a US$ 9,9825 por bushel. Em junho, o excesso de chuvas no Meio-Oeste americano impediu os produtores de finalizar a semeadura de soja e causou alguns danos aos plantios já feitos. Agora, com 62% das lavouras em condições boas a excelentes, como revelou ontem o Departamento de Agricultura do país (USDA), e o clima seco indicado pelas previsões, os investidores têm mais motivação para voltar às vendas de posições no mercado futuro. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná ficou em R$ 68,01, ligeira queda de 0,01%.

Milho: Qualidade das lavouras: A crescente percepção de que as lavouras de milho dos EUA estão se recuperando do excesso de umidade de junho fez os preços do grão registrarem nova desvalorização na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram ontem em forte queda de 15,25 centavos, a US$ 4,16 por bushel. Previsões indicam tempo quente e seco para o Meio-Oeste americano (onde se concentra a produção de grãos no país), o que tende a favorecer as lavouras. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que 69% das lavouras apresentam as melhores condições de qualidade, o que reforça a pressão sobre as cotações. No oeste da Bahia, a saca foi negociada a R$ 22,50 ontem, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Trigo: Liquidação de posições: As cotações do trigo despencaram ontem nas bolsas americanas, impactadas pela liquidação de posições compradas ­que indicam apostas na alta dos preços ­ por parte dos fundos. Em Chicago, os papéis para dezembro caíram 21 centavos, para US$ 5,4250 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 20,75 centavos, a US$ 5,4525 o bushel. A liquidação de posições ocorrida ontem foi potencializada pela condição climática favorável à cultura nas principais regiões produtoras do cereal ao redor do mundo. Analistas dizem que o tempo mais seco no leste do Meio-Oeste americano está ajudando os produtores a colher as lavouras do trigo de inverno. No mercado do Paraná, a saca de 50 quilos do cereal foi negociada em alta de 0,26%, a R$ 34,16, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 21/07/2015)