Setor sucroenergético

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Presidente tenta cantar hino 'caipira' do XV de Piracicaba

Durante a cerimônia de inauguração da usina de etanol de segunda geração da Raízen, a presidente Dilma Rousseff, bem-humorada, ensaiou cantarolar o hino popular do XV de Piracicaba, tradicional time de futebol do interior paulista. A situação ocorreu antes do início da cerimônia, enquanto ela ainda cumprimentava as autoridades. Um morador da cidade se aproximou de Dilma e pediu para que ela deixasse um recado para Piracicaba.

Logo em seguida, enquanto o morador filmava a cena, Dilma se arriscou a cantar os versos famosos criados para brincar com o sotaque local: "Cárxara de for-fe/Cúspere de grilo/Bícaro de pato/Ásara de barata/Nheque de porteira/Já que tá que fique/Suvaco de cobra/Sem óio de breque/Óculos de raiban/Carcanhar de bode/Toceira de grama/Já que tá que fique/XV, crá, crá, crá! (O Estado de São Paulo 23/07/2015)

Vídeos

Rubens Ometto Silveira Mello:

https://www.youtube.com/watch?v=S8I5kK4Oygk

Dilma:

https://www.youtube.com/watch?v=g7bcCECJeQY

 

Dono da Cosan diz que é preciso reconhecer méritos de Dilma

Em meio a elogios à presidente Dilma Rousseff, o presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, disse nesta quarta-feira que é preciso “reconhecer os méritos” e não apenas criticar.

Controlador de um dos maiores grupos empresariais do país, Ometto disse que o Brasil é maior do que “qualquer crise” e afirmou que a interlocução com a presidente ajudou a empresa a crescer durante os governos do PT.

Ao participar ao lado de Dilma da inauguração da unidade de produção de etanol de segunda geração da empresa Raízen, em Piracicaba (SP), Ometto disse que a presidente é uma “mulher patriota brasileira, correta, lutadora e de fibra”. “Desde que ela era ministra de Minas e Energia e depois, da Casa Civil, a interlocução da presidência conosco sempre foi no sentido de nos empurrar para frente. Sempre nos incentivou a buscar o que somos hoje”, afirmou. “Hoje é muito fácil criticar, mas temos que reconhecer os méritos onde estão, não só reclamar do que poderia ter sido melhor”, disse.

Durante seu discurso, o empresário disse que a inauguração da unidade da Raízen é uma “prova de que o Brasil é maior do que qualquer crise”.

Ometto agradeceu o BNDES por financiar o projeto da Raízen. “O Brasil tem que se orgulhar de poder contar com um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo, sem levar em conta conotações políticas”, disse.

O empresário elogiou também o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que participa do evento, e classificou o tucano como um “democrata”, “administrador exemplar” e “vigilante dos interesses do cidadão”.

Tanto Dilma quanto Alckmin foram bastante aplaudidos no início do evento com empresários do setor sucroenergético. (Valor Econômico 22/07/2015 às 11h: 57m)

 

Raízen projeta etanol de 2ª geração com custo competitivo em 2017

A produtora espera que custo da produção se torne compatível com o etanol de primeira geração.
A Raízen pretende construir novas plantas de etanol de segunda geração --produzido a partir da biomassa da cana, assim que o custo de produção for compatível com o de primeira geração, algo que deverá acontecer a partir de 2017, disse nesta quarta-feira o presidente da companhia, Vasco Dias.

A Raízen, maior produtora individual de etanol e açúcar do Brasil, uma joint venture entre Cosan e Shell, inaugura nesta quarta-feira sua primeira usina de etanol de segunda geração, em Piracicaba, no interior de São Paulo. (Reuters 22/07/2015)

 

Raízen: planos de usinas serão mostrados em 2016

Empresa pretende construir duas novas plantas de etanol de segunda geração.

O diretor-executivo de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen, João Alberto Abreu, disse nesta quarta, dia 22, que os estudos e uma proposta para a construção de duas novas plantas de etanol de segunda geração (2G) serão encaminhados até meados de 2016 para avaliação dos acionistas da companhia.

A gente tem até meados do ano que vem como data chave para levar aos acionistas a aprovação de segunda e terceira plantas, ou não. É o prazo para terminar as avaliações e tomar decisões, disse Abreu após a inauguração oficial da primeira unidade de etanol 2G da Raízen, anexa à Usina Costa Pinto, em Piracicaba, interior de São Paulo.

A planta industrial do etanol produzido a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, subprodutos do primeiro processamento, custou R$ 237 milhões, sendo R$ 207,7 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A unidade tem capacidade de produzir 42 milhões de litros de etanol, ou seja, deve ampliar em 50% a produção atual da Usina Costa Pinto, de 80 milhões de litros. Nesta primeira safra, a produção será de 10 milhões de litros, ainda em fase de análise e dentro de curva de aprendizado da escala comercial da nova tecnologia, segundo o executivo.

O projeto liderado pela Raízen prevê oito usinas de etanol 2G e uma produção anual de 2 bilhões de litros se for viabilizado. Segundo Abreu, como o etanol 2G tem especificidades diferentes do de primeira geração, entre elas a emissão de carbono 15 vezes menor, a crise não afeta a produção desse combustível.

Nossa decisão de ir em frente ou não com o plano de novas unidades de 2G não está relacionada à situação do mercado. A crise não afeta essa questão específica, pois o produto tem muita demanda no mercado interno e externo, disse.

O problema não é de mercado nem de preço, mas de chegar à escala comercial, afirmou o executivo.

Enquanto o custo do etanol de primeira geração está um pouco acima de R$ 1,10 por litro, o do 2G fica pouco abaixo de R$ 1,40. Segundo a Raízen, com a redução do custo das enzimas utilizadas no processo de produção do etanol 2G e com a melhoria na produtividade, o custo de produção deve se equiparar ao de etanol de cana-de-açúcar em até quatro anos.

Safra

Abreu comentou ainda o andamento da safra de cana-de-açúcar 2015/2016, marcada pela disparada de até 40% no consumo de etanol e ainda pelos preços estáveis do combustível comercializado pelas usinas.

A demanda está forte, mas os preços não estão reagindo em linha com a demanda, porque o mercado fechou a safra passada com determinado nível de estoque e os preços de açúcar também não estão bem. Do ponto de vista de preço não é uma safra muito boa, afirmou Abreu. (Canal Rural 22/07/2015)

 

Raízen fecha acordos de exportação de etanol de 2ª geração para Europa

A Raízen fechou acordos para exportar etanol de segunda geração para a Europa a um prêmio de 300 reais por metro cúbico sobre o produto convencional, em meio à forte demanda pelo produto no exterior por preocupações ambientais.

"O etanol de segunda geração tem nicho muito forte no mercado exportador. EUA, Europa e Ásia têm muito interesse. Vamos produzir 10 milhões de litros esse ano e já está tudo vendido para fora", disse nesta quarta-feira o diretor-executivo de Açúcar, Etanol e Bioenergia da Raízen, João Alberto Abreu.

A Raízen, maior produtora individual de etanol e açúcar do Brasil, uma joint venture entre Cosan e Shell, inaugurou nesta quarta sua primeira usina de etanol de segunda geração, em Piracicaba, no interior de São Paulo.

O combustível, produzido a partir de biomassa da cana, com o uso de enzimas, ainda é mais caro que o etanol tradicional, fabricado com o caldo açucarado extraído na moagem da cana.

O custo de produção do etanol de primeira geração é de cerca de 1.150 reais por metro cúbico (mil litros), enquanto o de segunda geração custa 1.400 reais, segundo a Raízen.

A empresa projeta que vai conseguir equiparar os custos dos dois tipos até 2017 e fazer o chamado etanol celulósico custar 1.100 reais por metro cúbico em 2018.

A atual capacidade da nova unidade é de 26 milhões de litros por ano, mas um novo equipamento de fermentação começará a ser instalado em outubro, o que fará a usina chegar futuramente a 42 milhões de litros anuais.

Abreu disse que a Raízen planeja instalar usinas de segunda geração em oito localidades assim que os custos estejam similares ou inferiores ao do etanol convencional.

Segundo ele, trata-se de um produto com forte apelo no mercado externo, uma vez que sua produção tem baixíssima emissão de carbono.

"Esse produto ganha muita importância com a questão (da mudança) climática. Alguns mercados possuem legislações que favorecem muito o etanol de segunda geração, como a Califórnia", afirmou o executivo.

AÇÚCAR

A Raízen espera uma melhora nos preços do açúcar em 2016, devido a uma redução da oferta no mercado global.

"É difícil estimar para quanto irá o preço a partir do ano que vem. Algumas tradings já estão estimando déficits no balanço de açúcar para o ano que vem e próximos anos, então em 2016 (o preço) já deverá ser um pouco melhor do que neste ano", disse Abreu.

O açúcar bruto na bolsa de Nova York tocou em junho a menor cotação em cerca de seis anos e meio, em meio a fortes vendas de produtores e a uma fraca demanda global.

Segundo o executivo, o ponto de equilíbrio para a produção de açúcar está em um preço de 14 a 15 centavos de dólar por libra-peso. Nesta quarta-feira, a commodity era negociada abaixo de 11,50 centavos na bolsa norte-americana. (Reuters 22/07/2015)

 

As declarações de Dilma, Braga e Ometto durante a inauguração da fábrica 2G da Raízen

Em um momento de reaproximação com empresários do setor sucroenergético, a presidente Dilma Rousseff afirmou que governo deve manter políticas de fomento à indústria durante a inauguração da unidade de etanol de segunda geração (2G) da Raízen, em Piracicaba, no interior paulista, nesta quarta-feira (22).

Após ter sido alvo de críticas no início do ano, esse foi o segundo encontro de Dilma com empresários da cadeia de açúcar e álcool,  o primeiro ocorreu durante a visita presidencial aos Estados Unidos, no mês passado.

“Hoje nós perseguimos o equilíbrio das contas públicas, que é essencial para que a economia se recupere. Nós já tomamos um conjunto de medidas. No caso do etanol, o aumento da mistura. Nós vamos continuar tomando medidas microeconômicas para facilitar a atividade e para garantir um ambiente de negócios mais amigável”, disse .

A referência foi ao aumento de 25% para 27% do álcool anidro na gasolina C, efetuado em março.

Para Dilma, o etanol de segunda geração é uma janela para o desenvolvimento nacional. “Ao consolidar a produção do etanol [2G] em escala comercial, nós nos manteremos na vanguarda da produção e do uso desse combustível. Isso significa garantir uma rota inovadora, que implique maior produção, maior produtividade, mais e melhores empregos. Coloca também o Brasil nessa nova etapa da história etanol como um dos combustíveis alternativos ao petróleo”, disse.

“Com esse salto [tecnológico], será possível ampliar a produção em 50% sem aumentar a área cultivada”, disse Dilma, citando declarações anteriores de executivos da joint venture entre Cosan e Shell.

Uma das vantagens que o etanol possui, afirmou a presidente, é o aproveitamento de estruturas já instaladas. “No caso do etanol, tem uma característica fundamental: ele é capaz de usar a mesma logística e infraestrutura da cadeia do petróleo. Portanto, ele tem um poder de penetração e de combinação que torna mais fácil superar os grandes desafios do clima, de tornar a matriz energética mais limpa.”

Papel na discussão climática

A presidente realçou que o compromisso com a mitigação dos gases de efeito estufa, por meio da substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis, estará na pauta da 21ª Conferência do Clima (COP 21), que será realizada em dezembro na capital francesa.

“O Brasil acredita que é muito importante que, em 2030, nós não façamos mais menção à energia elétrica, mas às matrizes de energia. Portanto, com destaque especial para as fontes renováveis na área de combustíveis. Isso criará uma imensa demanda para o etanol no mundo. Nós vamos levar essa proposta para Paris.”

Dilma ainda defendeu que “o maior desafio quando se trata de produzir energia de forma sustentável está no setor de combustíveis”.

“Sabemos também que um melhor tratamento das questões do clima passa pelos combustíveis”, acrescentou, lembrando de seu encontro recente com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando assumiram o compromisso de ampliar o uso de fontes renováveis na matriz de energia.

Apoio da pasta de Minas e Energia e do governo paulista

O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que o governo agiu e continuará agindo para apoiar o setor sucroenergético.

Ele citou a eliminação total de tributos federais incidentes sobre a comercialização do etanol carburante, o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina, o restabelecimento parcial da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina C e o financiamento à estocagem de etanol e à renovação dos canaviais.

Essas medidas, segundo ele, alcançaram mais de R$ 6 bilhões apenas na última safra.

Outra medida do governo, ressaltada por Braga, foi o estímulo à inovação por meio do Plano Nacional de Apoio à Inovação Tecnológica e Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss), que disponibilizou verbas que se aproximam a R$ 4 bilhões em financiamento e subvenção.

Citou ainda a abertura da possibilidade de emissão de debêntures incentivadas como forma alternativa de financiamento.

Segundo Braga, o governo tem o firme propósito de manter o Brasil com a matriz energética mais renovável entre as economias emergentes e desenvolvidas, com a participação do setor sucroenergético e ainda em um cenário de consumo crescente de combustíveis.

"Não há tempo para acomodação. A demanda por combustíveis cresce", afirmou.

Braga admitiu que o setor sucroenergético enfrentou desafios nos últimos anos e sempre houve a consciência de que era necessário o aumento da produtividade por meio de pesquisas e inovação tecnológica.

"Hoje estamos vendo respostas firmes a esses desafios", afirmou o ministro, citando a unidade produtora de etanol por meio do processamento do bagaço e da palha.

Braga destacou que, atualmente, a cadeia produtiva da cana participa de 15,7% da oferta interna de energia, considerando, entre os produtos, o etanol e a bioeletricidade a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A produção de energia da biomassa já equivale ao que atingirá Belo Monte, quando concluída, ressaltou.

No entanto, o ministro afirmou que a crescente demanda por combustíveis no mercado interno está criando o que chamou de lacuna em relação à capacidade do Brasil produzir etanol e gasolina.

Discursando antes da presidente da República, o ministro disse que o governo tem o compromisso de manter o Brasil com a matriz energética mais limpa entre os países em desenvolvimento, com a ampliação da oferta de combustíveis renováveis.

Na mesma linha, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou medidas adotadas pela administração estadual em favor do setor, especialmente na área tributária. Entre elas, citou a redução de 25% para 12% da alíquota do ICMS para etanol. “Quero reiterar nosso compromisso com o setor”, disse.

Ao final do evento, Dilma e Alckmin foram bastante aplaudidos.

Ometto, um aliado de peso

Rubens Ometto Silveira Melo, presidente do conselho de administração da Cosan e sócio da Raízen, defendeu enfaticamente o governo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com ele, “hoje é fácil reclamar” do governo e chamou a presidente de “mulher patriota, brasileira, correta, lutadora, e de fibra”.

“Desde que era ministra, toda a interlocução sempre foi no sentido de nos empurrar para a frente. Suas críticas sempre foram provocativas”, disse.

Além disso, afirmou Ometto, o BNDES tem sido essencial para o setor. Ele considerou o banco um "quadro técnico sério, competente e invejável” e disse que sem ele “esse nosso empreendimento não seria possível”. (Agência Estado 22/07/2015)

 

País vive ano de ‘travessia’, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse ontem a empresários do setor sucroenergético que o País vive um momento de travessia e que está na fase de atualização das bases da economia. As declarações foram dadas durante a inauguração de uma usina em Piracicaba, no interior de São Paulo, no mesmo dia em que o governo anunciou a redução da meta fiscal para este ano de 1,1% para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Sem dúvidas, nós estamos em um ano de travessia. Também estamos em um ano de possibilidades. Estamos atualizando as bases da nossa economia e nós iremos voltar a crescer dentro do nosso potencial", afirmou Dilma durante a cerimônia de inauguração da usina de etanol de 2ª geração da Raízen.

"Nosso objetivo é consolidar a expansão da classe média. Nós queremos que o Brasil seja um país de classe média. E, ao mesmo tempo, queremos que tenhamos competitividade em relação aos demais países do mundo", declarou Dilma.

Ao lado dos ministros Edinho Silva (Comunicação Social), Eduardo Braga (Minas e Energia) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Dilma afirmou também que o governo federal persegue o equilíbrio das contas públicas, segundo ela, considerado "essencial para que a economia se recupere".

"Nós já tomamos um conjunto de medidas. Algumas já estão dando resultados, como é o caso do realinhamento de preços, como foi no caso do etanol", disse a presidente. Dilma prometeu ainda ampliar concessões e "fazer um imenso esforço para manter os principais programas em funcionamento", disse, citando o programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Defesa. O empresário Rubens Ometto Silveira Mello, que é presidente do Conselho de Administração da Cosan e um dos acionistas da usina que foi inaugurada ontem, fez uma série de elogios a Dilma e se referiu a ela, em seu discurso, como uma mulher "correta, lutadora e de fibra".

Os empresários chegaram a aplaudir a presidente nesse momento. Ele disse também que hoje "é muito fácil criticar (o governo), mas afirmou que é preciso "reconhecer onde estão os méritos dele".

"Se a gente precisa de uma prova que o Brasil é maior do que qualquer crise, a prova está aqui", disse o empresário, ao fazer alusão à inauguração da usina.

Ometto foi enfático também na defesa ao Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sem o qual seria impossível viabilizar a construção da usina no interior paulista. "Sem levar em conta conotações políticas, sem o apoio do BNDES, esse empreendimento não seria viável", afirmou o empresário. (O Estado de São Paulo 23/07/2015)

 

Raízen inaugura usina de etanol de 2ª geração

A Raízen, joint venture entre os grupos Cosan e Shell, inaugurou ontem suaprimeirausi-na produtora de etanol de segunda geração (2G), em Piracicaba (SP). A fábrica, que recebeu investimentos de R$ 240 milhões, foi erguida na usina Costa Pinto, fundada em 1936 e que deu origem ao grupo Cosan, controlado pelo empresário Rubens Ometto Silveira Mello.

Esta é a segunda unidade produtora de etanol 2G do País - a primeira foi inaugurada em Alagoas, no ano passado, pelo empresário Bernardo Gradin, fundador da GranBio. "Mas é a primeira fábrica integrada de etanol do Brasil, que reúne em um mesmo complexo usina de primeira geração (que processa cana) e de segunda geração (que utiliza bagaço e da palha de cana)", afirmou Pedro Mizutani, vice-presidente da Raízen Energia, braço sucroalcooleiro da companhia.

Ao Estado, Ometto afirmou que o grupo vai avaliar qual o retorno financeiro da produção de etanol de segunda geração para colocar em prática, nos próximos anos,investimentos em outras plantas de 2G. A expectativa inicial da Raízen era ter oito plantas de 2G nos próximos anos. No entanto, a companhia deverá esperar mais para expandir esse negócio.

Com 24 usinas de açúcar e etanol no País, o grupo Cosan é o maior do setor, com capacidade para processar cerca de 60 milhões de toneladas de cana por safra. A unidade segunda geração começou a produzir etanol em baixa escala no fim do ano passado - cerca de 1 milhão de litros na safra 2014/15 - e deverá atingir entre 15 milhões e 20 milhões de litros nesta safra. A capacidade total é de 40 milhões de litros na unidade, que teve financiamento do BNDES e foi inaugurada ontem com a presença da presidente Dilma Rousseffe do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Segundo Mizutani, uma boa parte desse etanol 2G será exportada à Europa, com sobre preço em relação ao combustível de primeira geração. "Os clientes vão pagar um prêmio por um produto mais sustentável, que emite 15% menos de CO2 (gás carbônico)."

O biocombustível da Raízen foi desenvolvido em parceria com a empresa canadense Iogen Energy, que usa bagaço, palha da cana e enzimas para facilitar aaceleração do processo de produção.

O custo de produção do etanol de primeira geração é de cerca de R$ 1.150 por metro cúbico (mil litros), enquanto o de segunda geração custa R$ 1.400, segundo a Raízen. A empresa projeta que vai conseguir equiparar os custos dos dois tipos de etanol (1a e 2a geração) até 2017, com a meta de atingir o custo de R$ 1.100 por metro cúbico.

Diversificação. Hoje, o faturamento de açúcar e etanol representa menos de 20% da receita total do Grupo Cosan, que nos últimos anos diversificou seus negócios e tem atuações relevantes em energia e infraestrutura, como gás canalizado (Comgás), ferrovia (ALL Rumo), terras (Radar) e lubrificantes. (O Estado de São Paulo 23/07/2015)

 

Estoques altos derrubarão preços do açúcar apesar de cenário de déficit, diz OIA

Os estoques altos irão domar os preços do açúcar apesar das expectativas de que o aumento no consumo aumentará o déficit global após anos de excedentes, disse o chefe da Organização Internacional do Açúcar (OIA), nesta quarta-feira.

Jose Orive, diretor-executivo da OIA, com sede em Londres, disse à Reuters que os baixos preços do açúcar, afetados pelo excesso de suprimento, estimularam a demanda.

O aumento da alocação da cana brasileira para a produção de etanol, após uma alta na mistura do biocombustível na gasolina, também diminuiu a disponibilidade de açúcar.

Orive reiterou a previsão da OIA, feita mais cedo neste mês, de um déficit de 2,5 milhões de toneladas em 2015/16, aumentando para uma escassez de 6,2 milhões de toneladas em 2016/17.

"Apesar de nossa previsão de déficit, haverá pouco reflexo nos preços, dada a acumulação dos estoques", disse.

Ele estimou que o consumo global de açúcar continuará aumentando em aproximadamente 2 por cento por ano no médio prazo. (Reuters 22/07/2015)

 

Centro-Sul pode deixar até triplo de cana em pé para processar ano que vem

 As usinas do Centro-Sul do Brasil devem deixar volume maior de cana-de-açúcar da safra 2015/16 para ser processada apenas na próxima temporada, a chamadacana bisada. Representantes ouvidos pelo Broadcast relatam que as chuvas entre abril e julho e a perspectiva de fortalecimento do El Niño até o fim de 2015 tendem a atrasar a colheita, acarretando maior oferta de matéria-prima para o ano que vem. Para o sócio-diretor da consultoria Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, esse volume pode ser "o dobro ou até o triplo" na comparação com as 10 milhões de toneladas registradas na virada de 2014/15 para o atual ciclo.

Caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, o El Niño provoca chuvas acima da média no Sul do Brasil e em partes de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Como a colheita de cana nessas áreas é cada vez mais mecanizada, as precipitações acabam por retardar ou mesmo interromper os trabalhos de campo, exatamente como já observado nesses primeiros meses da safra 2015/16, por causa da dificuldade de entrada das máquinas nos canaviais.

De acordo com o presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari, até 1º de julho as paralisações no Centro-Sul em razão das chuvas superavam em dois dias as computadas em igual intervalo do ano passado. Pode parecer pouco, mas um dia "perdido" na principal região produtora do País significa até 3 milhões de toneladas de cana que deixam de ser colhidas. Vale lembrar que essa parcial ainda não leva em conta as precipitações ocorridas no início de julho, quando usinas de São Paulo ficaram até três dias sem operar, enquanto em Mato Grosso do Sul algumas unidades passaram a primeira quinzena inteira sem processar.

Conforme Nastari, o El Niño deve se intensificar a partir de setembro e atingir seu pico no último trimestre do ano. "Mas os efeitos para o Centro-Sul permanecem incertos", ponderou o presidente da Datagro, que espera um volume de cana bisada de 14 milhões de toneladas. "Nossa projeção de moagem é de 591 milhões de toneladas. Isso indica que a disponibilidade de cana para ser moída é de 605 milhões de toneladas (no Centro-Sul)", explicou.

Pelo mais recente relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), as unidades produtoras da região processaram 200,53 milhões de toneladas de cana até a segunda quinzena de junho, queda de 1,21% na comparação anual.

Preços

Mesmo com essas previsões, o setor ainda desconsidera uma recuperação firme das cotações futuras do açúcar demerara, negociado na Bolsa de Nova York. A avaliação é de que os estoques globais continuam amplos, de modo que nem mesmo a alocação maior de cana para fabricação de etanol no Centro-Sul poderá dar algum suporte aos preços.

"A curva (de preços) piorou muito e o mercado físico está muito parado", disse ao Broadcast o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa. Pelas suas simulações, o valor da commodity pode superar os 13 centavos de dólar por libra-peso até outubro, mas não ir muito além disso. Atualmente, o mercado trabalha abaixo dos 12 centavos de dólar por libra-peso.

"Só devemos ter recuperação (de preços) a partir de 2016", disse o diretor da Archer. "No ano que vem devemos ter um ciclo de déficit (de açúcar)", acrescentou Nastari, da Datagro, referindo-se a um fator de suporte para as cotações. A Datagro prevê déficit de 1,43 milhão de toneladas na temporada global 2015/16, que se inicia em 1º de outubro, o primeiro após quatro anos de superávit. (Agência Estado 22/07/2015)

 

Irrigação por gotejamento é sinônimo de lucro em usina no interior paulista

Em tempos de crise hídrica não se fala em outra coisa a não ser economia de água. Se levarmos em consideração a porcentagem de água destinada ao cultivo de alimentos, os produtores acabam se tornando “grandes vilões” deste cenário, pois cerca de 72% da água no Brasil é utilizado para irrigação. Por esse motivo, diversas culturas estão provando que é possível produzir mais com menos consumo de água, como é o caso da Usina de Santa Fé, em Nova Europa/SP.

Este período de crise fez com que as fazendas produtoras desta usina buscassem por tecnologias que economizassem água, para reduzir o custo de produção e o desperdício deste elemento fundamental. Uma das alternativas encontradas por eles foi o sistema de irrigação por gotejamento. O sistema conhecido por “gota a gota” é responsável por dosar a água e o fertilizante na medida certa para a cultura, fazendo com que o bulbo de umidade permaneça ao redor das raízes da planta por mais tempo.

É a técnica da fertirrigação encontrada nos sistemas da Netafim, empresa pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento, que é responsável pelo expressivo aumento da produtividade. “Além da quantidade de água na medida certa, as gotas levam os nutrientes diretamente na raiz da planta, e isso faz com que ela se desenvolva melhor e mais rápido que as demais, aumentando expressivamente a produtividade”, explica Daniel Pedroso, coordenador agronômico da Netafim.

O sistema foi implantado em uma das fazendas da Usina Santa Fé, numa área de 100 hectares que logo no primeiro corte deverá render um total de 205 toneladas/hectare, produtividade muito maior quando comparada a outros métodos. A instalação da irrigação localizada por gotejamento é relativamente fácil: o departamento agronômico da Netafim realiza um estudo edafoclimático da região onde fica estabelecida qual a lâmina de água e o gotejador a serem utilizados. Na sequência, os técnicos da empresa coordenam a montagem e instalação do sistema. “O custo beneficio do sistema é positivo, principalmente porque diminui o custo da tonelada produzida, se paga até o terceiro corte após a implantação e lembrando que esse tipo de sistema é dimensionado para dez cortes sem que haja reforma do canavial”, afirma Pedroso.

Com o rendimento aumentando, os produtores não tem dúvidas de que a irrigação por gotejamento é sinônimo de lucro e economia. “Não plantarei uma muda sequer que não seja irrigada por essa tecnologia”, afirma Matheus Toledo, engenheiro agrícola e coordenador de plantio e preparo de solo da Usina de Santa Fé. (Brasil Agro 23/07/2015)

 

Arminio recompra Gávea do JP Morgan

A gestora de recursos Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, chegou a um acordo para recomprar a participação de 77% detida pelo banco americano JP Morgan Chase, depois de quatro anos e nove meses de sociedade. Segundo fontes próximas à gestora, os termos do negócio já foram acertados, falta apenas assinar a papelada.

Com R$ 16,5 bilhões em ativos sob gestão e mais de 140 funcionários, no Rio e em São Paulo, o Gávea atua em três áreas: fundos de hedge, gestão de patrimônio e private equity (compra de participação em empresas). Segundo informações da Dow Jones Newswires, a gestora de Fraga manteria essas três atividades, que são o núcleo de seus negócios. Os fundos de ações e do setor imobiliário -criados após a venda para o JP Morgan - devem ficar com o banco americano.

O valor que o Gávea vai desembolsar pela fatia do banco ainda não está claro. O pagamento,no entanto, deve ser feito ao longo de dez anos, com o dinheiro que vai entrar futuramente no caixa da gestora. "Com certeza é um negócio excelente para Arminio Fraga", diz um fonte do setor, próxima do ex-presidente do Banco Central, que já trabalhou como gestor de fundos para o bilionário americano George Soros.

Nos últimos meses, a sociedade deixou de fazer sentido para os dois lados. Com o avanço da crise econômica no Brasil, ficou difícil para o JP Morgan justificar o investimento no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, Fraga estava descontente com uma parceria que limitava a flexibilidade e a independência do Gávea, já que um banco estrangeiro opera em um ambiente muito mais regulado e burocrático.

O relacionamento entre Arminio e o JP Morgan é antigo. Ele é membro do conselho internacional do banco desde 2004. A Gávea foi fundada em 2003, depois que Armínio deixou o BC, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Em 2007, o fundo de investimentos da Universidade Harvard comprou 12,5% de sua gestora de recursos.

O JP Morgan, por sua vez, comprou uma participação na Highbridge no fim de 2004 e adquiriu o restante das ações em 2009, consolidando sua posição na indústria mundial de hedge fund. Foi por meio desta empresa que o banco americano se associou ao Gávea em 2010, ao comprar 55% de participação na gestora carioca, com a possibilidade de aumentar essa fatia até atingir os 100% no início do ano que vem.A estimativa do mercado é de que a Highbridge pagou cerca US$270 milhões pela participação inicial na companhia.

Plano. Segundo a Dow Jones, o JP Morgan já vinha preparando sua saída do fundo de investimentos há alguns meses. Na semana passada, o banco reportou um aumento de US$ 231 milhões nas despesas do segundo trimestre na unidade de gerenciamento de ativos. A diretora financeira, Marianne Lake, explicou, na ocasião, que esse aumento estava relacionado, em parte, à mudança de um ativo que o banco estava planejando vender. Segundo pessoas ligadas ao assunto, a executiva se referia à participação no Gávea.

Ao se desfazer da sociedade com a gestora carioca, o JP Morgan reduz sua exposição ao Brasil, no momento em que o País enfrenta uma estagnação econômica. O Gávea, por sua vez, pode voltar a atuar no mercado como uma butique de investimentos.

No ano passado, a empresa de Armínio Fraga captou cerca de US$ 1,1 bilhão para um novo fundo de private equity. Foi o quinto fundo da gestora deste sua criação em 2003. O processo de captação levou cerca de um ano e avançou pelo período eleitoral. Fraga foi apresentado na campanha presidencial como futuro ministro da Fazenda do candidato do PSDB Aécio Neves.

Portfólio. Com os recursos do novo fundo de private equity em caixa, o Gávea está de olho em negócios de setores como saúde e logística, com maior potencial de crescer por meio de consolidação. A gestora é uma das interessadas, por exemplo, em se tornar sócia da Gaspetro, empresa de gás e energia da Petrobrás. A companhia está disposta a vender 49% de sua fatia na área de distribuição de gás, que inclui a participação em 18 empresas e o controle de 100% da Gas Brasiliano, com concessão no interior do Estado de São Paulo.

Hoje, no portfólio do Gávea, estão empresas como o laboratório de diagnóstico Hermes Pardini, a companhia aérea Azul e a ALL-Rumo, empresa de logística ferroviária do Grupo Cosan.

A área de private equity da gestora, que administra as participações em empresas, passou recentemente por uma reestruturação. O americano Christopher Meyn, que liderava esses investimentos, saiu da empresa, deixando o cargo para Amaury Bier, que também é sócio do Gávea. (O Estado de São Paulo 23/07/2015)

 

Etanol 2G: Geraldo Alckmin destaca pesquisas com cana do IA

O Governador Geraldo Alckmin e o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, participaram da solenidade de inauguração da nova fábrica de Etanol de Segunda Geração (Etanol 2G) da Raízen, nesta quarta-feira, (22), em Piracicaba. A solenidade também teve a participação da presidente Dilma Rousseff. O governador destacou as pesquisas realizadas pelo Programa Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), por meio do Centro de Cana, e disse que o início da produção em escala comercial do combustível é um "marco histórico" para o Brasil.

A nova unidade produzirá o combustível, também chamado de celulósico, a partir do processamento do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. Com capacidade de produção de 42 milhões de litros por safra, a empresa espera um ganho de 50% na produtividade, sem precisar ampliar a área de plantio.

Foram investidos mais de R$ 237 milhões na unidade da Raízen, joint-venture entre a Cosan e a Shell, sendo cerca de 90% proveniente do Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa pretende investir em outras sete unidades industriais para a produção de até 1 bilhão de litros de etanol de 2G por safra. A Unidade produtora opera desde novembro e fica anexa à Usina Costa Pinto, que produz etanol de primeira geração, havendo uma sinergia que possibilitará redução de custos e aproveitamento de parte da logística existente na região. A Raízen acredita que conseguirá obter um valor de produção do etanol 2G semelhante ao de primeira geração até 2017.

Geraldo Alckmin lembrou que o Centro de Cana do IAC realiza pesquisas para obter novos cultivares com mais biomassa, mais fibras, que serão importantes no processo de produção dos biocombustíveis. O governador reiterou o compromisso do Estado com a questão das energias renováveis e com o setor sucroenergético, um dos que mais emprega, com 500 mil funções no Estado. Ele lembrou as ações do Estado, como a redução e simplificação na área tributária para operações do setor. “Hoje, quase 70% da bioeletricidade por cogeração, por biomassa, são produzidos no Estado de São Paulo, reduzimos o ICMS do etanol de 25% para 12%. Hoje é o menor tributo, a menor alíquota em todo o País”, disse.

Para a presidente da República, Dilma Rousseff, este é um grande avanço tecnológico com produção do etanol de segunda geração. Ela enfatizou a importância desta inauguração para a produção do combustível de energia limpa, dando destaque à criação de novos empregos e geração de renda. A presidente afirmou que produção do etanol 2G representa salto para economia e fortalece liderança internacional do País em discussões sobre mudanças climáticas.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, enfatizou a importância da produção de energia por meio da cana-de-açúcar, e ressaltou os investimentos por parte do Governo Federal para a retomada do setor, que passa por dificuldades.

Além de Geraldo Alckmin, Arnaldo Jardim e Dilma Rousseff, participaram da solenidade os secretários de Estado de Energia, João Carlos de Souza Meirelles; de Logística e Transporte, Duarte Nogueira; e de Emprego e Relações do Trabalho, José Luiz Ribeiro; o prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato; o presidente dos Conselhos de Administração da Cosan e da Raízen, Rubens Ometto Silveira Mello; presidente da Raízen, Vasco Dias; os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva; entre outras autoridades locais.

Também estavam presentes no evento Charles Holliday, presidente do Conselho da Shell; vereador Matheus Erler, presidente da Câmara de Piracicaba; Wander Rossete Junior, diretor do Fórum; os deputados federais Mendes Thame e Sérgio Souza; os deputados estaduais Roberto Morais e Luis Fernando Machado; Elizabeth Farina, presidente da Unica; Stephanie Larue, cônsul-geral do Canadá; e funcionários da Raízen. (Brasil Agro 22/07/2015)

 

Governo garante pagamento integral do seguro rural de 2014

Medida atenderá mais de 50 mil agricultores em todo país.

Todas as apólices subvencionadas pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) contratadas no ano passado já têm autorização para serem integralmente pagas no exercício financeiro de 2015.

A medida atende mais de 50 mil agricultores em todo país e possibilita o recebimento de parte dessas operações. Elas estavam pendentes e têm valor de R$ 300 milhões. O texto foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22).

Os recursos da subvenção correspondem à suplementação orçamentária aprovada no final de 2014, que não puderam ser empenhadas no tempo devido.

Para que isso se concretizasse houve o empenho do governo, em especial da ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e da área econômica, na busca de uma solução para efetivar o compromisso assumido com os agricultores no ano passado.

“Esse ato da presidenta Dilma, em ano de ajustes na economia, demonstra a seriedade do governo no cumprimento de seus compromissos. A medida reforça a credibilidade para o seguro do produtor”, saudou a ministra Kátia Abreu.

A medida vai permitir que os produtores nessa situação possam ser efetivamente amparados por meio da subvenção econômica ao seguro rural, com montante correspondente a cerca de 5 milhões de hectares de área agrícola em todas as regiões do país. (Mapa 22/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Sexta queda: Pelo sexto pregão consecutivo, o preço do açúcar bruto fechou em queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março encerraram o pregão a 12,80 centavos de dólar, recuo de 10 pontos. As cotações da commodity têm refletido a valorização do dólar, que favorece as exportações do Brasil, maior produtor global de açúcar. Além disso, preocupações com a demanda chinesa, principal importador, também vêm pressionando as cotações. No mercado, também há expectativa com os dados de moagem no Centro-Sul do Brasil, que serão divulgados hoje pela a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Projeções de analistas indicam que as chuvas podem ter atrasado a moagem. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 47,90 a saca, queda de 0,95%.

Café: Ao sabor do dólar: Em meio à valorização do dólar, o preço do café voltou a registrar queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros da do grão com vencimento em dezembro fecharam o dia a US$ 1,2855 por libra-peso, retração de 100 pontos. Nos últimos dias, as cotações do café vêm oscilando ao sabor do dólar e do clima no Brasil. Com a alta da moeda americana sobre o real, as exportações do Brasil, que é o maior produtor global, são estimuladas uma vez que o mesmo valor em dólar gera mais reais, o que acaba pressionando as cotações da commodity. No lado dos fundamentos, o clima em Minas Gerais, maior Estado produtor do país, tem ditado o ritmo das cotações. A safra de café está em fase de colheita. Ontem, o indicador Cepea/ Esalq para o café em São Paulo ficou em R$ 412,49 a saca, alta de 0,16%.

Algodão: Correção técnica: As cotações futuras do algodão reagiram ontem na bolsa de Nova York, após atingir no pregão anterior o menor valor em um mês. Os papéis para dezembro, atualmente os de maior liquidez, fecharam em alta de 30 pontos, a 64,54 centavos de dólar por libra­peso. Relatório divulgado na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que 57% das lavouras de algodão do país estavam em boas a excelentes condições na semana encerrada em 19 de julho, acima dos 52% de um ano antes. O mercado também permanece atento às vendas dos estoques chineses da pluma, anunciadas pelo governo no início de julho. Estima-se que serão comercializadas um milhão de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 0,05%, a R$ 2,1065 a libra-peso.

Trigo: Demanda fraca: Preocupações em relação à demanda pelo trigo americano, que tem enfrentado recentemente uma concorrência mais dura do produto de outras origens, fizeram com que o cereal registrasse perdas significativas ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, o contrato para dezembro caiu 8,75 centavos, a US$ 5,2450 o bushel. O mesmo vencimento em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, fechou com queda de 5,50 centavos, a US$ 5,3225 o bushel. Os resultados de um leilão realizado na terça­feira pelo Egito, maior comprador mundial da commodity, mostraram que o trigo dos EUA está US$ 25 por tonelada mais caro que o produto vindo da Rússia, por exemplo, o que colabora para limitar a demanda pelo cereal americano. No Paraná, a saca foi negociada em alta de 0,23%, a R$ 34,28, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 23/07/2015)