Setor sucroenergético

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Para usineiro, Dilma é “mulher patriota, lutadora e de fibra”

“Incompetência e corrupção destruíram poção mágica do Brasil, diz Financial Times”

Diz a lenda que de bumbum de nenê, cabeça de juiz e quando empresário se mete em política, só sai ‘caca’. Em recente entrevista à Folha de São Paulo, o maior usineiro do mundo, Rubens Ometto, teceu largos e rasgados elogios à Dilma Rousseff.

Agora, em seu discurso de saudação à presidente, durante a inauguração de sua unidade de Etanol de 2ª Geração, em Piracicaba, Rubinho, como é carinhosamente chamado pelos seus companheiros, repetiu os elogios destacando em Dilma virtudes que certamente só ele vê, como patriota, lutadora e de fibra.

No mesmo momento em que fazia os elogios, sindicalistas da CUT, braço trabalhista do PT, partido da presidente  e um bando de gatos pingados do MST – ‘exército’ de Lula – faziam um ato de protesto em frente à Usina Costa Pinto, onde era realizada a cerimônia de inauguração.

Também ao mesmo tempo centenas de trabalhadores da até então maior indústria de base focada no setor sucroenergético, a Dedini, mantinham a greve em sua unidade de Piracicaba por falta de pagamento de salários. Vale lembrar que a ‘patriota Dilma’, impôs à cadeia produtiva sucroenergética a extinção de 600 mil empregos no campo só nos últimos 6 anos.

Se Rubens Ometto prestar atenção no que acontece na região de Piracicaba, verá que parte das melhores terras dos fornecedores de cana-de-açúcar está se transformando em projetos de reflorestamento. Isto porque, as indústrias de papel e celulose, estão avançando sobre estas propriedades. Trata-se de um processo irreversível.

Também é justo e legítimo lembrar que, apenas para se vingar dos “usineiros que não cumprem acordos”, Dilma já à época de ministra de Minas e Energia – ocupou o cargo no 1º mandato de Lula depois de desistir de sua carreira como empreendedora onde quebrou a cara e faliu em Porto Alegre uma lojinha de quinquilharias que vendiam seus produtos contrabandeados a R$ 1,99 – iniciou um processo predatório contra os biocombustíveis.

Pena que Dilma não tenha sido ‘patriota’ e deixasse de apontar quais eram e são os usineiros que não cumprem acordos. Seriam aqueles que hoje a elogiam? Os baixos índices de apoio ao seu governo, que chegam a pouco mais de 7%, mostra a estima que o povo brasileiro tem deste ‘monstrengo’ que quebrou não apenas a Petrobras, a Eletrobras e a economia do País.

Pior, ela e a quadrilha que o seu mentor, Lula, instalaram no poder, quebraram um País que nunca foi respeitado por bandidos que usaram a democracia para roubarem, descaradamente, os recursos e as esperanças do povo brasileiro.

Lutadores e de fibra também podem ser créditados a colegas empresários do usineiro que elogia Dilma, como Eike Batista e agora Marcelo Odebrecht. Como não dá para negar que Fernandinho Beira-Mar, do Comando Vermelho, e Marcola, do PCC, também lutem e demonstrem ter fibra dentro das prisões em que se encontram.

Com efeito, até para roubarem, como o fizeram os empreiteiros e a companheirada de Lula & Dilma na Petrobras, foi demonstrado o espírito de ‘luta e fibra’. Que o digam notórios petistas como Zé Dirceu, João Vaccari Neto, Henrique Pizzolato, Delúbio Soares. Certamente num futuro próximo, os descendentes de Rubens Ometto podem cobrar dele a avaliação equivocada que fez de Dilma (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Direito e Administração de Empresas. É também fundador e Editor do BrasilAgro;ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Conversa entre Lula e FHC ficou inviabilizada

O vazamento da informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gostaria de se encontrar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deve inviabilizar uma conversa reservada entre os dois. Aliados de Lula atribuem a divulgação da informação ao grupo do tucano.

“Fica parecendo que Fernando Henrique vazou para evitar esse encontro. Uma conversa entre os dois só teria sentido se fosse reservada, para discutir o cenário político atual. De outro jeito, não tem sentido”, explicou ao blog um interlocutor de Lula (Gerson Camarott.(G1 23/07/2015)

 

Açúcar:  Efeito das chuvas

Embora o mercado já esperasse uma retração na produção de açúcar no Brasil, a divulgação de como as chuvas prejudicaram os trabalhos das usinas no Centro-Sul do país permitiu que os preços da commodity subissem em Nova York.

Os lotes do demerara para março de 2016 fecharam ontem em 12,83 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 3 pontos.

De acordo dom a associação que representa as indústrias do país (Unica), a produção de açúcar na quinzena encerrada em 16 de julho ficou em 1,44 milhão de toneladas, queda de 43,45% na comparação com o mesmo o período de 2014. No acumulado da safra, iniciada em abril, foram 10,71 milhões de toneladas, 16,91% a menos.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 47,69, baixa de 0,44%. (Valor Econômico 24/07/2015)

 

Comércio aquecido

As exportações brasileiras de açúcar (foto) e arroz ao Iraque aumentaram de forma expressiva no primeiro semestre deste ano e foram um dos principais destaques da balança comercial entre os dois países no período.

Conforme dados da Câmara Brasil Iraque, os embarques de açúcar alcançaram 121 mil toneladas, ante 30 mil em igual intervalo de 2014, enquanto as vendas de arroz subiram de 6 mil para 42 mil na mesma comparação.

Como realça Jalal Chaya, vice-presidente da entidade, os dois produtos fazem parte da cesta básica iraquiana e o aumento das exportações brasileiras são um sinal de que o país do Oriente Médio continua trabalhando para "estabilizar sua vida civil".

É a câmara que certifica a procedência das exportações do Brasil para o Iraque.

Outros produtos que se destacam nas vendas brasileiras ao país são as carnes bovina e de frango. (Valor Econômico 24/07/2015)

 

Usinas direcionam 60,93% da oferta de cana para etanol

As usinas do Centro-Sul do Brasil voltaram a priorizar a produção de etanol na primeira quinzena de julho. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), da quantidade total de cana-de-açúcar moída no período, somente 39,07% destinou-se à produção de açúcar, contra 46,40% no mesmo período da safra 2014/2015. Consequentemente, o porcentual referente ao etanol variou de 53,60% para 60,93%.

No acumulado desde o início da atual safra até o final da primeira quinzena de julho, o mix para açúcar ficou em 39,92%. Essa proporção é a menor registrada desde a safra 2008/2009, quando a proporção de matéria-prima alocada à produção de açúcar até 16 de julho alcançou 39,71%.

Como resultado, a produção de açúcar atingiu apenas 1,44 milhão de toneladas na primeira quinzena de julho, queda de 42,74% em relação à produção registrada na segunda quinzena de junho deste ano (2,52 milhões de toneladas) e retração de 43,45% na comparação com a quantidade fabricada nos primeiros 15 dias de julho de 2014 (2,55 milhões de toneladas).

Para o diretor técnica da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, "essa tendência atual de alocação da matéria-prima processada sugere que a produção de açúcar na safra 2015/16 deve ficar inferior àquela inicialmente prevista pela entidade no início deste ano". Esse movimento garante maior estabilidade à oferta de etanol, mesmo considerando uma possível redução no processamento e na qualidade da cana previstos para esse ciclo agrícola, acrescentou ele.

Em relação ao etanol, o volume produzido nos primeiros 15 dias de julho alcançou 1,39 bilhão de litros (-23,45%), dos quais 527,89 milhões de litros de anidro (-33,90%) e 859,19 milhões de litros de hidratado (-15,22%).

No acumulado desde o início da safra 2015/16 até 16 de julho, a fabricação de açúcartotalizou 10,71 milhões de toneladas, queda de quase 17% sobre os 12,89 milhões de toneladas registradas até a mesma data de 2014. Já a produção acumulada de etanol somou 9,98 bilhões de litros (-2,79%), sendo 3,39 bilhões de litros de anidro (-22,63%) e 6,59 bilhões de litros de hidratado (+11,99%).

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil somaram 1,21 bilhão de litros na primeira quinzena de julho, aumento de 22,67% em relação aos 986,36 milhões de litros no mesmo período de 2014. Deste montante, 57,08 milhões de litros destinaram-se à exportação, enquanto 1,15 bilhão de litros ao mercado doméstico.

Em relação ao etanol anidro, o volume comercializado no mercado interno atingiu 396,21 milhões de litros na primeira metade de julho, frente aos 428,25 milhões de litros observados no mesmo período de 2014.

As vendas de etanol hidratado ao mercado interno seguem em alta, com 753,62 milhões de litros comercializados nos primeiros 15 dias de julho. Embora ligeiramente menor aos 804,23 milhões de litros vendidos na quinzena anterior, este volume representa um forte crescimento de 44,52% sobre os 521,48 milhões de litros registrados em igual data de 2014.

No acumulado da safra 2015/2016, iniciada em abril, até 16 de julho, as vendas domésticas de hidratado aumentaram 44,62%, para 5,21 bilhões de litros, ante 3,6 bilhões de litros apurados no mesmo período da safra 2014/2015.

Refletindo essa expansão, as vendas totais de etanol (anidro e hidratado) pelas unidades do Centro-Sul alcançaram 8,14 bilhões de litros no acumulado de abril a 16 de julho deste ano, com 288,97 milhões de litros exportados e 7,85 bilhões de litros direcionados ao abastecimento doméstico. Esse resultado é 18,01% superior aos 6,9 bilhões de litros observados no mesmo período do último ano, concluiu a Única. (Agência Estado 23/07/2015)

 

Corte da meta fiscal abate confiança dos investidores

A Cosan, por exemplo, que realizou uma rodada de apresentações a investidores nos Estados Unidos e no Reino Unido entre terça e quarta-feira, ainda não anunciou nenhuma emissão de bônus e a expectativa é que aguarde a situação melhorar antes de levar o plano adiante.

Assim como papéis de outras companhias brasileiras, os bônus da Cosan tiveram queda de preço no mercado secundário ontem. Os papéis com vencimento em 2023 eram negociados a 90,38% do valor de face. Nos últimos dias, estavam acima de 91%. Os títulos perpétuos da companhia, que pagam cupom de 8,250% ao ano e vinham se mantendo acima de 100%, operaram a 99,50% do valor de face ontem.

A entrada de menos recursos no país é um fator a mais para impulsionar a moeda americana. Com a rápida desvalorização do real, os analistas vêem a possibilidade de o BC aumentar a rolagem dos contratos de swap cambial. A autoridade monetária tem renovado 6 mil contratos de swap cambial por dia do lote de US$ 10,675 bilhões que vence no mês que vem.

Se mantiver o mesmo ritmo, o BC deverá renovar 56,72% do lote total. Para o economista chefe para a América Latina do ING, um aumento do volume da rolagem agora teria pouco efeito para conter a disparada do dólar. "Aumentar o volume de rolagem, além de não ter muito efeito, seria um retrocesso", diz Rangel. (Valor Econômico 24/07/2015)

 

Chuvas prejudicam colheita e moagem de cana cai 29% na 1ª quinzena de julho

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil alcançou 29,26 milhões de toneladas na primeira metade de julho, significativa queda de 29,31% sobre as 41,40 milhões de toneladas registradas na mesma quinzena de 2014 e retração de 37,20% em relação a quantidade esmagada na última quinzena de junho deste ano (46,60 milhões de toneladas).

Segundo o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Pádua Rodrigues, “essa redução da moagem na primeira quinzena de julho se deve ao excesso de chuvas que atingiram importantes áreas canavieiras no Centro-Sul, principalmente aquelas localizadas nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo”.

No Estado de São Paulo, a quantidade de cana-de-açúcar moída nos primeiros 15 dias de julho (16,51 milhões de toneladas) representa uma retração superior a 40% em relação ao valor apurado na quinzena anterior (28,03 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 16 de julho, o volume processado no Estado ficou 21,51 milhões de toneladas aquém daquele verificado em igual período do ano anterior (132,29 milhões de toneladas neste ano versus 153,79 milhões em 2014).

A moagem acumulada no Centro-Sul, por sua vez, somou 229,90 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até 16 de julho, contra 244,39 milhões de toneladas observadas no mesmo período do ciclo agrícola anterior. Esses valores indicam, portanto, uma defasagem de 14,49 milhões de toneladas de cana-de-açúcar entre ambas as safras.

Rodrigues destaca que “caso o clima mais chuvoso persista nas próximas quinzenas, a dificuldade de operacionalização da colheita e a piora na qualidade da matéria-prima poderão levar a uma safra menor do que aquela inicialmente prevista, mesmo assumindo um período de moagem mais longo do que o normal”. Para atingir as 590 milhões de toneladas de cana-de-açúcar estimadas em abril para o Centro-Sul, as unidades produtoras precisarão colher 35 milhões de toneladas adicionais no comparativo com a safra anterior ao longo das próximas quinzenas, acrescentou o executivo.

Qualidade da matéria-prima

Nos primeiros 15 dias de julho, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 132,31 kg por tonelada de matéria-prima, 4,99% inferior ao valor apurado no mesmo período do último ano (139,27 kg de ATR por tonelada).

No acumulado desde o início da safra até 16 de julho, a concentração de ATR por tonelada de matéria-prima totalizou 122,48 kg, queda de 3,50% na comparação com os 126,93 kg registrados na mesma data de 2014.

Produção de açúcar e etanol

Da quantidade total de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de julho, somente 39,07% destinou-se à produção de açúcar, contra 46,40% apuradas no mesmo período da safra 2014/2015.

No acumulado desde o início da atual safra até o final da primeira quinzena de julho, este percentual totalizou 39,92%. Essa proporção é a menor registrada desde a safra 2008/2009, quando a quantidade de matéria-prima alocada à produção de açúcar até 16 de julho alcançou 39,71%.

Como resultado, a produção de açúcar atingiu apenas 1,44 milhão de toneladas na primeira quinzena de julho, com queda de 42,74% em relação à produção registrada na segunda quinzena de junho deste ano (2,52 milhões de toneladas) e retração de 43,45% na comparação com a quantidade fabricada nos primeiros quinze dias de julho de 2014 (2,55 milhões de toneladas).

Para Rodrigues, “esta tendência atual de alocação da matéria-prima processada sugere que a produção de açúcar na safra 2015/2016 deve ficar inferior àquela inicialmente prevista pela entidade no início deste ano”. Esse movimento garante maior estabilidade à oferta de etanol, mesmo considerando uma possível redução no processamento e na qualidade da cana-de-açúcar previstos para esse ciclo agrícola, acrescentou.

Em relação ao etanol, o volume produzido nos primeiros 15 dias de julho alcançou 1,39 bilhão de litros (527,89 milhões de litros de etanol anidro e 859,19 milhões de litros de etanol hidratado), ante 1,81 bilhão de litros apurados na mesma quinzena do ano anterior.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 16 de julho, a fabricação de açúcar totalizou 10,71 milhões de toneladas, queda de quase 17% sobre às 12,89 milhões de toneladas registradas até a mesma data de 2014.

Já a produção acumulada de etanol somou 9,98 bilhões de litros, ligeiramente inferior aos 10,26 bilhões de litros fabricados em idêntico período da safra 2014/2015. Deste volume, 3,39 bilhões de litros referem-se ao etanol anidro e 6,59 bilhões de litros ao etanol hidratado - cifra 11,99% superior àquela verificada em 2014 (5,88 bilhões de litros).

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 1,21 bilhão de litros na primeira quinzena de julho de 2015, contra 986,36 milhões de litros no mesmo período de 2014. Deste montante, 57,08 milhões de litros destinaram-se à exportação, enquanto 1,15 bilhão de litros ao mercado doméstico.

Em relação ao etanol anidro, o volume comercializado no mercado interno atingiu 396,21 milhões de litros na primeira metade de julho, frente aos 428,25 milhões de litros observados no mesmo período de 2014.

As vendas de etanol hidratado ao mercado interno seguem em alta, com 753,62 milhões de litros comercializados nos primeiros 15 dias de julho. Embora ligeiramente menor aos 804,23 milhões de litros vendidos na quinzena anterior, este volume representa um forte crescimento de 44,52% sobre os 521,48 milhões de litros registrados em igual data de 2014.

Entre abril e 16 de julho, as vendas domésticas de hidratado aumentaram 44,62%, para 5,21 bilhões de litros, ante 3,60 bilhões de litros apurados no mesmo período da safra 2014/2015.

Refletindo esta expansão, as vendas totais de etanol (anidro e hidratado) pelas unidades do Centro-Sul alcançaram 8,14 bilhões de litros no acumulado de abril a 16 de julho deste ano, com 288,97 milhões de litros exportados e 7,85 bilhões de litros direcionados ao abastecimento doméstico. Esse resultado é 18,01% superior aos 6,90 bilhões de litros observados no mesmo período do último ano. (Unica 23/07/2015)

 

Funcionários da Dedini devem continuar greve até próxima semana

A empresa tem até o início da próxima semana para apresentar esclarecimentos sobre atrasos no pagamento de salários e possibilidade de demissão em massa.

Os funcionários da Dedini Indústrias de Base em Piracicaba (SP) devem continuar em greve pelo menos até a próxima segunda-feira, dia 27. O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Carlos Pereira dos Santos, afirmou que foi realizada nesta quarta-feira, dia 22, uma reunião entre representantes da Prefeitura, da companhia, dos trabalhadores e do próprio sindicato. Ficou acertado que a empresa tem até o início da próxima semana para apresentar esclarecimentos sobre atrasos no pagamento de salários e possibilidade de demissão em massa.

Conforme Pereira do Santos, a Dedini não realizou o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de funcionários desligados há mais de cinco anos. As rescisões de trabalhadores demitidos entre novembro e fevereiro últimos também estariam atrasadas, assim como o salário do corpo administrativo. "Pedimos também para que não se demita mais ninguém e queremos saber sobre o futuro da empresa, se será vendida ou se pode quebrar", afirmou ele.

O diretor do sindicato informou que uma assembléia será realizada na segunda-feira para discutir a continuidade da greve, iniciada no último dia 20 e que envolve todos os 1.600 funcionários. Segundo ele, tudo dependerá do que a Dedini apresentar até lá.

A Dedini passa por dificuldades financeiras desde a crise do crédito de 2008, na esteira dos problemas enfrentados pelo setor sucroenergético nacional. A companhia é uma das principais fabricantes de equipamentos para usinas de cana-de-açúcar. A reportagem não conseguiu localizar nenhum porta voz da companhia para comentar o assunto até o fechamento deste texto. (Canal Rural 23/07/2015 às 17h: 36m)

 

Irã volta a mercado de açúcar no Brasil, dizem fontes

O Irã comprou pelo menos 150 mil toneladas de açúcar bruto do Brasil nas últimas semanas, depois de passar meses longe do mercado, e está pronto para aumentar as aquisições externas nos próximos meses, disseram fontes do mercado nesta quarta-feira.

Teerã assinou na semana passada um acordo internacional sobre seu programa nuclear que deve ajudar a impulsionar seu comércio internacional.

O Irã, um dos maiores importadores globais de açúcar bruto, adquiriu apenas pequenas quantidades nos dois primeiros trimestres deste ano, estimadas em menos de 20 mil toneladas.

A estatal GTC comprou três carregamentos de açúcar do Brasil nas últimas duas semanas, disseram as fontes.

"Nós devemos ver agora muito mais compras da GTC para o último trimestre deste ano," disse uma das fontes.

Dados de rastreamento de navios mostram pelo menos uma embarcação carregando açúcar no porto de Santos (SP) com destino para o Irã.

Outra fonte do mercado disse que as cargas deverão ser refinadas no próprio Irã, e reexportadas para o vizinho Iraque, enquanto outras fontes afirmaram que o destino destas compras são na verdade o próprio mercado doméstico iraniano.

O consumo anual de açúcar do Irã é estimado em aproximadamente 2,65 milhões de toneladas, de acordo com a Organização Internacional do Açúcar. A produção doméstica é estimada em 1,4 milhão de toneladas, com o país importando e refinando por volta de 1,3 milhão de toneladas de açúcar bruto, indicam outras estimativas.

As fontes do mercado avaliaram que o Irã irá importar de 500 mil a 600 mil toneladas de açúcar bruto no último trimestre deste ano. E uma das fontes espera que o país continuará importando por volta de 1,2 milhões de toneladas de açúcar bruto no ano de 2015/16. (Reuters 23/07/2015)

 

Excesso de chuva em julho derruba produção de cana-de-açúcar no MS

Apesar da queda neste mês, números da atual safra ainda são maiores que no ano passado.

A Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (BioSul), apresentou os dados da safra 2015/2016 com moagem até o último dia 15 de julho. O acompanhamento da safra de cana-de-açúcar no Estado é informado quinzenalmente, a safra atual começou em abril e deve seguir até janeiro de 2016. O volume acumulado de cana-de-açúcar processada até o momento é de 17,13 milhões de toneladas, 19,53% maior em relação a 2014. No entanto, na primeira quinzena de junho foram processadas 1,25 milhão de toneladas de cana, 46,6% menor que no mesmo período na safra passada.

Essa queda aconteceu devido ao excesso de chuvas neste período, bem acima da média histórica. O índice de chuvas foi de 97mm na região produtora, mais que o dobro da média dos últimos 10 anos e isso atrapalhou em muito a moagem das usinas, com isso Mato Grosso do Sul, nessa quinzena, teve a pior produção das últimas 5 safras.

Segundo o Presidente da Biosul, Roberto Hollanda, apesar da queda em julho, os números atingidos podem ser comemorados. “A safra ainda é quase 20% maior que a safra passada e a produtividade também tem reagido positivamente, conforme nossa previsão. No entanto, essa primeira quinzena foi uma das piores da história do Estado, com as usinas paradas, em média, por 12 dias”.

O índice que mede a qualidade da matéria prima, o ATR/TC (Açúcares Totais Recuperáveis por tonelada de cana) atingiu 134,5 kg na quinzena, volume 4% maior que o da safra passada e no como o acumulado, que atingiu 123,7kg. Até a primeira quinzena de junho foram produzidas 438 mil toneladas de açúcar, quantidade 14,5% maior que a produção registrada anteriormente, que foi de 383 mil toneladas. Dados referentes à produção de etanol registram que o acumulado até a 15 de junho foram produzidos 230 milhões de litros de etanol anidro e 742 milhões de litros de etanol hidratado, resultando 973,4 milhões de litros de biocombustível produzido, volume 24% maior que na safra 2014/2015. (Capital News 23/07/2015)

 

Até 2024 serão investidos R$ 2,5 bi em oito usinas de E2G

As oito usinas de etanol de segunda geração, que devem entrar em operação até 2024, vão custar cerca de R$ 2,5 bilhões. A informação foi confirmada pela empresa do setor sucroenergético Raízen, que inaugurou nesta quarta-feira (22), em Piracicaba (SP), a primeira planta do combustível produzido pelo bagaço da cana-de-açúcar no Brasil. A estimativa é que, juntas, as fábricas façam 1 bilhão de litros do chamado etanol "2G" por ano.

Após a inauguração da primeira usina de etanol 2G no Brasil nesta quarta, com a presença da presidente Dilma Rouseff (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Raízen espera um aumento mínimo de 50% na produtividade, sem precisar ampliar a área de plantio, chegando a 290 litros de combustível por tonelada de matéria seca. A nova planta será integrada à unidade Costa Pinto, também do grupo.

De acordo com o diretor da planta, Antonio Alberto Stuchi, o aumento na capacidade de produção do etanol celulósico também vai gerar economia nos processos.

"Se nossa planta performar os 290 litros por tonelada, quando conseguirmos trazer toda a biomassa do campo, já teremos custo mais competitivo", disse.Fábrica Construída em uma área de 30 mil metros quadrados e com capacidade para produzir 42 milhões de litros por ano, a unidade em Piracicaba é a primeira no país destinada exclusivamente para a produção desse tipo de combustível, segundo a empresa. A fábrica custou R$ 237 milhões e parte dos recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

.As sete novas plantas serão construídas quando o custo de produção do etanol de segundo geração ficar no mesmo patamar que o de primeira. Quando anunciou a construção das usinas, a Raízen não informou onde serão localizadas as próximas fábricas do novo combustível, mas afirmou que elas não precisam ser integradas à usina já existente, como do caso da inaugurada nesta quarta em Piracicaba.

Adaptações

Na safra de 2014/2015, a usina do etanol 2G, que começou a operar em novembro do ano passado em fase de testes, produziu cerca de 1 milhão de litros de do biocombustível. O diretor da planta comentou que a fábrica passa por adaptações.

"A ideia agora é fazer algumas modificações no projeto para melhorar a ação das enzimas processo de produção e também o manuseio do bagaço. Começamos a enxergar algumas oportunidades para isso", explicou.

A Raízen produz anualmente cerca de 2 bilhões de litros de etanol comum (de primeira geração) e comercializa perto de 22 bilhões de litros de combustíveis por ano (25% do mercado brasileiro).

Pioneiras

Além da planta da Raízen, existem unidades produtoras do etanol de segunda geração também em São Manuel (SP) e São Miguel dos Campos (AL), mas as usinas não produzem exclusivamente o combustível, como vai acontecer em Piracicaba a partir da inauguração desta quarta.

Juntas, as três fábricas terão capacidade para produzir 127 milhões de litros do combustível por ano.ComercializaçãoO etanol celulósico chegou às bombas de combustível no fiinal de 2014 em Piracicaba. Com sede na cidade, a Raízen forneceu 200 mil litros do 2G a um posto no município no dia 17 de dezembro. Foi a primeira vez que o produto foi comercializado no país, segundo a empresa.

No ano passado, a Raízen informou que o biocombustível chegaria aos consumidores com o mesmo preço do etanol de primeira geração.

A produção de etanol "2G" era testada pela companhia desde 2012 no Canadá, em parceria com uma empresa canadense de biotecnologia.No Brasil são produzidos anualmente cerca de 28 bilhões de litros de etanol de primeira geração, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar - UNICA. (Unica 23/07/2015)

 

MST protesta em frente a usina visitada por Dilma em SP

Foto: Janaina Garcia / Terra

Os sem terra ergueram faixas com mensagens de reforma agrária, mas não foram recebidos pela presidente, que chegou e saiu de helicóptero.

Integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) protestaram com faixas pela reforma agrária em evento com a presidente Dilma Rousseff (PT), nesta quarta-feira, na cidade de Piracicaba (interior de São Paulo).

Dilma foi à cidade para a inauguração da planta de etanol de segunda geração da empresa Raízen, maior fabricante de etanol de cana do País. A presidente chegou à sede da unidade por volta das 10h30, de helicóptero, após aterrissar no aeroporto de Viracopos, em Campinas. (Terra 23/07/2015)

 

Postos do DF serão obrigados a informar se álcool ou gasolina é mais econômico para o consumidor

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, sancionou um Projeto de Lei que obriga os postos de combustíveis a informar aos motoristas de carros flex se é mais vantajoso abastecer com álcool ou gasolina. Os estabelecimentos devem se adequar à norma, em no máximo, 180 dias.

O economista Roberto Piscitelli aprova a regra e explica que o uso do álcool vale a pena quando o valor do litro é 70% menor que o valor do litro da gasolina. Ele ensina o motorista e fazer a conta.

Ele pode dividir o preço do litro do álcool com o preço do litro da gasolina, se essa conta der menos do que 0,7 será vantajoso abastecer com álcool. Se o álcool tiver custando mais do que 70% do que o preço da gasolina não será vantajoso do ponto de vista da eficiência, ou seja, do ponto de vista da economia do combustível.

Pela lei, os postos devem fazer esta conta e deixá-la em local visível para que o consumidor possa escolher na hora abastecer o veículo. (G1 23/07/2015)

 

Tratores: LS Mtron enfrenta sua primeira estiagem

Um ano e meio após a inauguração da fábrica de tratores de Garuva (SC), a euforia que os sul-coreanos da LS Mtron exibiam em relação ao Brasil deu lugar à apreensão. Uma das maiores indústrias de máquinas agrícolas de toda a Ásia, com faturamento anual de US$ 30 bilhões e operações em 25 países, a empresa nascida de uma costela da LG convive com resultados cadentes no mercado brasileiro.

Os executivos da companhia se dedicam a revisar projeções financeiras e metas, a começar pelo próprio retorno do investimento: a expectativa de alcançar o ‘break even’ em cinco anos sucumbiu à forte retração das vendas no setor.

A companhia estaria ainda revendo investimentos, notadamente em relação à expansão da sua rede de revendas. Oficialmente, a LS Mtron nega os cortes.

Quando a LS Mtron desembarcou no Brasil, em 2013, o setor agrícola já não ostentava os números da década passada. Mas nada sugeria um tranco tão forte nas vendas de máquinas agrícolas. A companhia desembolsou cerca de US$ 70 milhões entre a instalação da fábrica, a montagem de uma estrutura de distribuição e investimentos em marketing para tornar a marca conhecida em um mercado historicamente dominado por John Deere, Caterpillar, New Holland, Agrale, entre outros.

Mas a conjuntura não ajuda. Segundo fontes próximas à empresa, a LS trabalha com a estimativa de uma queda de até 30% em suas vendas para este ano no comparativo com 2015, quando comercializou dois mil tratores.

Consultada pelo RR, a companhia negou tal projeção, mas não entrou em detalhes em relação aos seus resultados comerciais.

No setor, todos dizem que o pior ainda está por vir.

A própria LS olha para 2016 e, no cenário mais extremo, se enxerga voltando no tempo, mas precisamente para 2011/2012, período em que suas vendas no país giravam em torno de 600 máquinas, à época, todas importadas. (Jornal Relatório Reservado 24/07/2015)

 

AL: Funcionários de usina são dispensados após corte de água e energia

Funcionários da Usina Sumaúma, localizada em Marechal Deodoro, foram dispensados de suas atividades, por volta das 11 horas da manhã desta quarta-feira, 22, após serem comunicados que o fornecimento de água e energia da empresa havia sido suspenso por falta de pagamento.

Segundo os funcionários da usina, a chefia determinou ainda que os funcionários retornassem ao trabalho na próxima sexta-feira, 24, quando o fornecimento deveria estar restabelecido.

A assessoria de comunicação da Eletrobras confirmou o desligamento da energia, mas garantiu que a empresa quitou seus débitos e que terá o fornecimento restabelecido nesta quinta-feira (23).

O Alagoas24Horas entrou em contato com a usina através do e-mail disponível no site da empresa, mas não obteve êxito. (Alagoas24Horas 23/07/2015

 

Commodities Agrícolas

Açúcar:  Efeito das chuvas: Embora o mercado já esperasse uma retração na produção de açúcar no Brasil, a divulgação de como as chuvas prejudicaram os trabalhos das usinas no Centro-Sul do país permitiu que os preços da commodity subissem em Nova York. Os lotes do demerara para março de 2016 fecharam ontem em 12,83 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 3 pontos. De acordo dom a associação que representa as indústrias do país (Unica), a produção de açúcar na quinzena encerrada em 16 de julho ficou em 1,44 milhão de toneladas, queda de 43,45% na comparação com o mesmo o período de 2014. No acumulado da safra, iniciada em abril, foram 10,71 milhões de toneladas, 16,91% a menos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 47,69, baixa de 0,44%.

Cacau: Atenção à Ásia: O cacau recuou pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York, em meio à expectativa para os dados de moagem na Ásia no segundo trimestre, que serão divulgados hoje. Os lotes com entrega em dezembro fecharam ontem em baixa de US$ 35, a US$ 3.241 por tonelada. Para o Commerzbank, o processamento da amêndoa na Ásia deve ter caído em torno de 10% na comparação com o mesmo período de 2014, assim como ocorreu na América do Norte. Na Europa houve um avanço marginal, de 0,6%. O mercado considera os dados de moagem importantes porque são um indicativo de como está a demanda da amêndoa para a produção de chocolates. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou em R$ 127, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Tensão com demanda: Temores em relação à desaceleração da demanda pela soja americana mantiveram o grão no campo negativo ontem em Chicago. Os contratos para setembro fecharam em baixa de 13,25 centavos, a US$ 9,8625 por bushel. Relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que o país acertou a venda de 322,6 mil toneladas de soja na semana entre 10 e 16 de julho. Esse volume está próximo do limite mínimo aguardado por analistas, que previam algo entre 200 mil e 800 mil toneladas. A soja da América do Sul também está mais barata que a dos EUA, o que contribui para reduzir a demanda pelo grão americano. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 64, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Trigo: Vendas aquecidas: Dados melhores que o esperado relativos às negociações americanas de trigo nos últimos dias deram impulso aos preços do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os lotes para dezembro fecharam em alta de 4,25 centavos, a US$ 5,2875 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 4,75 centavos, a US$ 5,37 por bushel. Na semana encerrada em 16 de julho, os EUA acertaram a venda de 502,8 mil toneladas de trigo ao exterior. No entanto, o avanço da colheita da commodity não apenas nos EUA, mas também na Europa, limitou os ganhos da commodity, na avaliação de analistas. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal ficou em R$ 34,20, em queda de 0,23 %, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 24/07/2015)