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MS: Três usinas desistem de investir e perdem incentivos

Três usinas de açúcar e álcool desistiram de investir em Mato Grosso do Sul. Entre 2005 e 2007, três empresas pediram incentivos fiscais do governo para instalar unidades em Três Lagoas, Dourados e Campo Grande, mas ao longo dos anos, decidiram descontinuar seus projetos.

O governo do Estado publicou do Diário Oficial de hoje (23), o cancelamento de incentivos fiscais para a Usina de Açúcar e Álcool Três Lagoas Ltda, que desistiu de implantar a indústria. A Dourados Álcool e Açúcar Ltda também perdeu benefícios por não implantar unidade industrial, assim como a Campo Grande Agroenergia S.A., que também desistiu do projeto.

Atualmente, o Estado tem 22 usinas de açúcar e álcool em operação e a maioria ainda não atingiu sua capacidade de produção, segundo a Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul). Isso resulta em crescimento e expansão em maior velocidade, se comparado com outros Estados brasileiros.

De acordo com o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, muitas usinas começaram a chegar no Estado em 2005, porém em 2013 o setor foi atingido por geadas rígidas o que gerou consequências fortes até o ano passado.

A previsão de crescimento para a safra de 2015/16 é de 15%, mesmo com um momento difícil para o setor em outros regiões do país. “É um crescimento bom, temos feito um esforço grande para poder expandir, já que o canavial no Estado foi castigado por causa de uma geada rígida que aconteceu em 2013, isso causou prejuízo enorme para o setor, que voltou a sofrer com este fato também na safra de 2014″, informa. (Correio News 24/07/2015)

 

Açúcar: Pressão do dólar

Uma nova rodada de forte alta do dólar sobre a moeda brasileira pressionou as cotações do açúcar bruto na última sexta-feira.

Os contratos para entrega em março encerraram o pregão cotados a 12,57 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, retração de 26 pontos.

Com a valorização do dólar, as vendas do açúcar brasileiro, principal produtor global da commodity, são estimuladas, uma vez que aumenta a rentabilidade das exportações.

Com mais oferta do produto no mercado, as cotações tendem a cair.

Do lados dos fundamentos, o tempo firme nos últimos dias também colabora para o avanço da colheita de cana no Brasil.

Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 47,61 por saca, baixa de 0,17%. No acumulado de julho, há valorização de 0,57%. (Valor Econômico 27/07/2015)

 

Açúcar recua na Bolsa de Nova York

Produção acima da demanda pelo sexto ano na Índia fez o preço do primeiro contrato recuar 2,35% na Bolsa de commodities de Nova York.

O país deverá produzir 28 milhões de toneladas de açúcar. (Folha de São Paulo 25/07/2015)

 

Etanol em alta

Embora a oferta de álcool hidratado esteja crescendo, os preços, incentivados pela demanda crescente, também sobem nos postos de São Paulo.

Dados desta semana das usinas da região centro-sul, divulgados pela Unica, apontam produção 12% maior nesta safra.

Pesquisa da Folha indica que o preço médio do etanol hidratado subiu pela segunda semana nos postos de São Paulo.

Nesta semana, o litro do hidratado foi a R$ 1,985, em média, com alta de 0,10%. A pesquisa, que inclui 50 postos da capital paulista, registrou estabilidade no preço da gasolina. (Folha de São Paulo 25/07/2015)

 

Dedini estuda aderir a plano que reduz jornada e salários

A metalúrgica Dedini S/A de Piracicaba (SP) estuda aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), anunciado pelo governo federal. O plano reduz a jornada de trabalho e corta salários de funcionários de empresas em dificuldades financeiras. Em nota oficial, o presidente da companhia, Sérgio Leme dos Santos, afirmou que avalia "as condições para participação". Segundo a União, a iniciativa foi criada com o objetivo de frear as demissões no país.

“Avaliamos como uma iniciativa importante do Governo que deverá ser seguida de outras ações para preservar a indústria nacional de bens de capital”, disse Santos em nota enviada na quinta-feira (23). O presidente da Dedini ainda estava em dúvida se empresas de qualquer ramo poderiam aderir ao PPE, mas a assessoria do Ministério do Trabalho afirmou por telefone ao G1 que o plano é para companhias de qualquer seguimento.

Para participar, as empresas terão que comprovar ‘índice’ de geração de empregos e precisarão esgotar primeiro a utilização do banco de horas e períodos de férias, inclusive coletivas. Os interessados em aderir podem se inscrever até o dia 31 de dezembro. O período máximo de adesão é de um ano e, durante esse tempo, a empresa não vai poder demitir, sem justa causa, nenhum funcionário.

Os funcionários da Dedini de Piracicaba e Sertãozinho (SP) entraram em greve na segunda-feira (20), após protestos para reivindicar o salário atrasado de junho e pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e férias. A manifestação contou com trabalhadores das quatro áreas da empresa (administrativo, mecânica, fundição e caldeiraria).

Os funcionários de Sertãozinho voltaram ao trabalho na terça-feira (21), após promessas de que os salários atrasados nos últimos meses serão pagos em cinco parcelas até a segunda quinzena de agosto. Em Piracicaba a greve continua pelo menos até a próxima segunda-feira (27).

Sobre a possível adesão da empresa ao PPE, o diretor do sindicato dos metalúrgicos, João Carlos Ribeiro, disse que precisa analisar melhor o assunto. “Qualquer alternativa que vier, o sindicato está pronto para o diálogo. O que não dá é para trabalhar sem receber”, disse.

Reunião na Prefeitura

Na quarta-feira (23), foi realizada uma reunião na Prefeitura e estiveram presentes sindicato, a comissão de trabalhadores, acionistas e o departamento jurídico da Dedini S/A. “Protocolamos algumas propostas que precisam ser solucionadas de imediato. Eles ficaram com o documento e vão estudar sobre o caso”, disse Ribeiro.

Dívidas

Segundo o sindicato, a empresa, que é líder na fabricação de usinas, enfrenta problemas com dívidas desde dezembro de 2013, quando cerca de 2 mil trabalhadores cruzaram os braços por 24h diante do atraso nos salários. Em setembro, os funcionários também entraram em greve pela falta de pagamento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Por conta da crise, a Dedini colocou em leilão dois barracões, com valor estimado em R$ 24,65 milhões e R$ 178,5 milhões. Em duas tentativas, não houve lances para os prédios. O dinheiro das vendas serviria para quitar dívidas da empresa com a Fazenda Nacional, segundo a instituição. (G1 24/07/2015)

 

MPF/MG denuncia usina por queimadas na Serra da Canastra

Empresa ignorou proibição e botou fogo em mais de 160 hectares em canaviais.

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) denunciou a empresa Itaiquara Alimentos S/A, denominação da atual da Usina Itaiquara de Açúcar e Álcool, por “crime ambiental consistente”, devido à queima de canaviais em quatro fazendas situadas em municípios da região centro-oeste de Minas Gerais. A fazenda Pantanal/São Joaquim e Furnal está localizada em São João Batista do Glória. As fazendas Boca da Mata e Santa Rita ficam em Delfinópolis.

De acordo com a denúncia do MPF, a queima da cana-de-açúcar causou graves danos ambientais, diretos e indiretos, ao Parque Nacional da Serra da Canastra e à sua zona de amortecimento, “já que todas as fazendas estão dentro ou nos limites do parque”.

Os procuradores lembram que a deliberação normativa nº 133/2009, do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), proíbe a queima controlada da cana-de-açúcar na zona de amortecimento de unidades de conservação e por não poderia ser, “como de fato não foi, autorizada pelo órgão ambiental”.

Eles lembram que a primeira queimada, em outubro de 2009, atingiu área de 98,90 hectares da Fazenda Pantanal/São Joaquim. Dois anos depois, em julho de 2011, a empresa voltou a cometer o mesmo crime em outras de suas propriedades, também situadas na zona de amortecimento do Parque da Canastra. Os danos atingiram seis áreas, divididas por três fazendas (Furnal, Santa Rita e Boca da Mata I e II), com área total de 71,26 hectares.

Na denúncia, o MPF afirma que a empresa foi notificada pelo ICMBio em agosto de 2009, portanto, antes das primeiras queimadas, para adequar-se à deliberação normativa do Copam, especialmente quanto à proibição da queima de canavial.

Os procuradores argumentam que apesar da advertência de que seria autuada em caso de infração, “a Itaiquara Alimentos ignorou a legislação e praticou as atividades proibidas em seu próprio e exclusivo benefício econômico”. Se condenada, a empresa terá de pagar multa, ficando sujeita ainda a penas restritivas de direitos e prestação de serviços à comunidade a serem definidas na sentença.

O MPF também pediu que a Itaiquara Alimentos seja condenada ao pagamento de uma quantia que compense os danos causados por sua conduta. A denúncia, já recebida pelo juízo federal de Passos (MG), foi oferecida exclusivamente contra a pessoa jurídica. A responsabilidade dos sócios e prepostos está sendo investigada em outro inquérito policial.

Além da ação criminal, a empresa é ré numa ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal em virtude dos mesmos fatos, que pedem a condenação por dano moral coletivo sofrido pelas populações vizinhas às fazendas onde houve queimadas, em razão da propagação do fogo e de seus efeitos, com a redução da qualidade do ar causada por gases tóxicos e fuligem. (Globo Rural 24/07/2015)

 

Lula da sinais de estar perto de jogar a toalha

Foi um Lula esgotado, aborrecido, impaciente, sem imaginação que se apresentou ontem à noite para cerca de 200 pessoas reunidas na sede do Sindicato dos Bancários do ABC, na grande São Paulo.

Sacou velharias do fundo da memória. Do tipo: “Estou de saco cheio e cansado das mentiras e safadezas”. Ou do tipo: “Estou cansado de agressões à primeira mulher a governar o país”.

Como se Dilma, pelo fato de ser mulher, estar sendo agredida. Ou como se Dilma, pelo fato de ser mulher, não poder ser criticada. “Não tem pessoa com caráter mais forte nesse país do que ela”.

Há pouco mais de um mês, em conversa com religiosos no Instituto Lula, o ex-presidente bateu em Dilma por ela fazer “um governo de surdos”. Disse que ela estava “no volume morto”.

Quando um político não sabe o que dizer, costuma se referir à perseguição movida pelos nazistas na Alemanha aos judeus antes e durante a 2ª. Guerra Mundial. Foi o que Lula fez:

O que a gente vê na televisão parece os nazistas criminalizando o povo judeu, os romanos criminalizando o povo cristão, os fascistas criminalizando os italianos. Sei que é difícil para parte da elite brasileira aceitar certas coisas.

O que nazistas, judeus, romanos, cristãos, fascistas e italianos têm a ver com as crises ora enfrentadas pelo Brasil – a política, a econômica e a ética? Lula não explicou.

Seu abatimento, segundo confidência de amigos, decorria das notícias que haviam lhe chegado a respeito da reportagem de capa da revista VEJA deste fim de semana.

Segundo a VEJA, o empresário Léo Pinheiro, ex-operador da construtora OAS em Brasília, começou a negociar com a Justiça a delação premiada.

Ninguém mais do que Léo sabe como Lula enriqueceu depois de chegar à presidência da República. Foi ele que reformou de graça o apartamento de Lula no Guarujá e seu sítio em Atibaia, São Paulo.

Se, de fato, Léo abrir o bico, Lula correrá o risco de ser engolido pela lama provocada pela Operação Lava Jato.

Em certo momento do seu discurso, Lula cometeu uma frase sem sentido: “Não é porque uma criança está com febre que a gente vai enterrar. Mas foi em frente. Tocou de raspão na crise econômica:

Temos que dizer para todas as pessoas que acham que o mundo vai acabar, que não há momento na história desse país que o Brasil não tenha passado por uma crise.

Sim, e daí?

Para finalmente arrematar:

Quem vem apostando no fracasso deste País vai quebrar a cara.

Lula não é mais aquele. O que é que se faz com ele?. Por Ricardo Noblat

 

Índia terá excedente de açúcar pelo 6º ano seguido, diz indústria

A Índia, o segundo produtor de açúcar do mundo depois do Brasil, provavelmente terá um excedente do adoçante pelo sexto ano consecutivo, apesar de chuvas irregulares em importantes áreas de produção, afirmou uma associação da indústria nesta sexta-feira.
O país asiático deve produzir 28 milhões de toneladas no ano 2015/16, que começa em 1º de outubro, em comparação com uma demanda de cerca de 25 milhões de toneladas, segundo previsão preliminar da associação de usinas da Índia.

Na atual temporada, o país deve produzir 28,3 milhões de toneladas de açúcar, afirmou a entidade.

A produção excedente poderia deprimir os preços locais e aumentar as perdas de usinas de açúcar, que lidam com endividamento, o que levou o país a manter as exportações para reduzir estoques.

A produção no Estado de Maharashtra poderia cair 7,6 por cento, para 9,7 milhões de toneladas, devido às chuvas escassas em áreas de cultivo de cana.

Na segunda maior região produtora de açúcar, o Estado do norte de Uttar Pradesh, a produção poderia aumentar 3,5 por cento, para 7,35 milhões toneladas. É provável que o país comece a nova temporada com um estoque de 10,2 milhões de toneladas. (Reuters 24/07/2015)

 

Por que o carro não é mais um investimento

Comprar um automóvel no Brasil significa investir grande quantia de dinheiro num bem que fica 90% do tempo parado, desvaloriza a cada dia, tem altas taxas de propriedade, cobra caro pela manutenção e utilização, oferece risco no uso e ainda polui o ambiente.

Como temos abordado aqui, as vendas da indústria automobilística vão muito mal este ano. Entretanto, por mais que as vendas caiam, os preços não param de subir. Curiosamente, certas regras do capitalismo parecem não se aplicar ao Brasil. Os carros não caem de preço por dois motivos: 1) as pessoas pagam o que os fabricantes cobram; 2) o brasileiro ainda tem a ilusão de que automóvel é investimento. Quanto à primeira razão, trata-se de uma simples "guerra de nervos" entre fabricantes e consumidores. As montadoras já identificaram que a venda média diária subiu em abril e que também houve maior procura pelos carros usados.

É uma questão de tempo para que os consumidores voltem às lojas, sem necessidade de reduzir as margens de lucro. Quanto à segunda razão, trata-se de uma herança dos terríveis anos 1980, quando a inflação chegou a níveis escandalosos, a produção de automóveis era relativamente escassa e possuir alguns bens (como carro e até telefone) significava uma certa segurança financeira. Por mais que mantenham suas margens de lucro, entretanto, os fabricantes de automóveis precisam de menos gangorra no setor. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, os recentes investimentos em novas fábricas foram feitos de olho no mercado do longínquo ano de 2034, quando o Brasil terá um mercado interno de 7 milhões de veículos leves, mas haja paciência para aguentar tanto.

Afinal, os executivos que buscam sucesso em suas carreiras e bônus de produtividade não podem esperar tanto. Para que o Brasil consiga dobrar o tamanho de seu mercado de automóveis e comerciais leves, é preciso uma profunda mudança de visão – primeiro do governo, depois dos bancos e finalmente do consumidor. Do governo espera-se que pare de cobrar impostos pela posse do veículo (o famigerado IPVA) e passe a taxar "apenas" a circulação do mesmo, como ocorre em vários países. Dos bancos espera-se que sejam menos gananciosos ao conceder financiamentos e passem a oferecer leasing sem a absurda entrada de 20% e com taxas mais camaradas. Do consumidor, espera-se que pare de ser burro e desapegue do mito de ser dono de um automóvel a qualquer custo.

A solução, para os três casos, é o leasing sem entrada e com baixas prestações, exatamente como ocorre nos Estados Unidos. Segundo a Tabela Fipe, o comprador de um Fiat Palio Fire zero km adquirido por R$ 27.340 terá seu bem depreciado para R$ 24.104 tão logo o tire da concessionária. Ainda de acordo com a Fipe, o dono de um Volkswagen Gol Special, adquirido por R$ 30.930, não conseguirá mais que R$ 25.768 ao tirá-lo da loja. Agora me digam: onde está o "investimento" desse negócio? Além de perder R$ 3.236 no valor de seu carro zero, o dono do Palio fictício vai gastar mais R$ 1.094 de IPVA e uns R$ 1.300 de seguro. Não é nada, não é nada, o tal carro que agora vale R$ 24.104 já está custando R$ 29.734 para seu proprietário.

Sem contar o alto custo dos combustíveis (gasolina a R$ 3,343 e etanol a R$ 2,522, em média, no Nordeste), alguns pedágios extorsivos (R$ 14,20 para rodar em pista simples de Londrina a Jataizinho, no Paraná) e o inacreditável preço de estacionamento em grandes cidades (R$ 20 para estacionar em qualquer restaurante da Vila Madalena, em São Paulo). Os politicamente corretos ainda podem contabilizar os altos índices de acidentes de trânsito e os níveis de poluição dos motores a combustão. Segundo uma interessante reportagem de Daniel Picolli no site Notícias Automotivas, nos Estados Unidos os contratos de leasing são de 100% e o valor é diretamente associado à depreciação pelo prazo do contrato, ou seja, de utilização durante o tempo combinado (12, 24 ou 36 meses).

Além disso, o consumidor e o banco combinam antes quantos quilômetros serão rodados a cada ano e, caso haja quilometragem excedida, esse valor será pago no final. A grande diferença é que o utilizador de um carro pagará somente pelo tempo de seu uso e não baseado no valor total do veículo, como é no Brasil. Isso sim seria um grande alento para que as montadoras passassem a produzir muito mais, para que os consumidores pagassem prestações justas por seus carros e para que a frota de veículos leves do País fosse rapidamente renovada. Mas, como ninguém dá o primeiro passo, as montadoras continuarão chorando e os brasileiros continuarão gastando horrores para fazer o pior negócio do mundo. (Brasil Econômico 27/07/2015)

 

Consumo de gasolina cai 5,5% e de etanol sobe 58,9% em MS

Segundo ANP, consumo de etanol no 1º semestre chegou a 114,9 mi de litros.

Biosul atribui aumento de consumo a competitividade do etanol.

O consumo de gasolina caiu 5,54% em Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2015 frente o de 2014, recuando de 340,508 milhões de litros para 321,652 milhões de litros. Em contrapartida, as vendas de etanol aumentaram 58,94%, na mesma comparação, passando de 72,329 milhões de litros para 114,964 milhões de litros.

Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que aponta ainda que entre abril, quando as usinas do estado iniciaram a moagem da safra 2015/2016, e junho, o preço médio do etanol no estado recuou 4,45%, enquanto que o da gasolina, no mesmo intervalo de tempo retrocedeu 4,58% nos postos sul-mato-grossenses.

A Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), atribui o aumento das vendas de etanol no estado principalmente ao ganho de competitividade do biocombustível frente a gasolina.

Em razão da diferença de poder calorífico dos combustíveis, o uso de biocombustível é vantajoso nos motores flex somente se o preço do seu litro estiver abaixo de 70% do valor do litro do combustível fóssil.

Conforme a entidade, o etanol tem se mantido competitivo frente a gasolina no estado já há 17 semanas consecutivas. Nesta semana, por exemplo, entre domingo (19) e este sábado (25), o preço médio do litro do etanol nos postos, R$ 2,202 representava somente 68,92% do valor da gasolina, que era na média estadual de R$ 3,195.

“O consumidor é atento, pesquisa e opta pelo combustível que será mais vantajoso economicamente na hora de abastecer. Ao escolher o etanol ele não só economiza como contribui para a geração de empregos e a preservação do meio ambiente”, apontou o presidente da Biosul, Roberto Hollanda. (G1 25/07/2015

 

MS: Vendas de máquinas agrícolas caem 32,14%

Foram vendidas 334 unidades a menos; liberação de crédito apresentou leve aumento de 1,5%.

As vendas de máquinas agrícolas em Mato Grosso do Sul, no primeiro semestre, recuaram 32,14% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o responsável pelo setor na seccional estadual da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Roberto Mosena, foram comercializados 705 tratores até junho deste ano, ao passo que, em 2014, foram vendidos 1.039 até o mesmo mês. A projeção da entidade é de que o ano seja fechado com queda de até 15% , em comparação com o ano anterior.

O decréscimo nas vendas do Estado supera a variação nacional, conforme dados da Fenabrave. Até junho deste ano, foram comercializadas 23.785 máquinas agrícolas em todo o Brasil, ao passo que, até o mesmo mês de 2014, 31.080 unidades saíram das revendedoras, queda de 23,4% no montante negociado.

Outro número que comprova a retração nas vendas de máquinas agrícolas no Estado é o montante do valor financiado pelo Banco do Brasil. Este possui uma série de linhas de crédito destinadas a facilitar a compra de máquinas, equipamentos e projetos para desenvolvimento da atividade agropecuária, como o Finame Rural, do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas novos, fabricados no País e credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), incluídos tratores, colheitadeiras e implementos rurais. Entre janeiro e junho deste ano, o banco financiou R$ 166 milhões em Mato Grosso do Sul, crescimento de apenas 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 164,5 milhões. Na comparação entre os primeiros semestres de 2013 e 2014, o aumento foi de 46,5%, visto que, há dois anos, foram financiados R$ 118 milhões. (Correio do Estado 26/07/2015)

 

Com R$ 100 milhões e foco nos motores flex, Hyundai começa construção de centro de pesquisa

A montadora sul-coreana Hyundai pretende desenvolver motores com tecnologia flex em seu novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com sede em Piracicaba (SP). O anúncio foi feito pela empresa na sexta-feira (24), durante o lançamento da pedra fundamental do empreendimento, que contou com a presença do ministro do Trabalho, Manoel Dias. O projeto terá investimento de R$ 100 milhões e deve entrar em funcionamento até o 2º semestre de 2016.

De acordo com a fabricante, o novo Centro de Pesquisa vai priorizar tecnologias voltadas ao mercado brasileiro, amplamente dominada pelo motor flex. O objetivo inicial será o desenvolvimento dos motores flex (bicombustível). Atualmente, os veículos brasileiros da marca já contam com o motor que pode ser usado com etanol e gasolina, mas é importado. A Hyundai fabrica o motor flex na Coreia do Sul e importa para o Brasil. Com o empreendimento, a ideia é que ele seja produzido no país.

O investimento também está em linha com as cobranças por maior eficiência dos motores impostas pelo governo a todas as montadoras no regime automotivo, conhecido como Inovar-Auto.

O Centro de P&D será o primeiro da montadora na Améria Latina e o quinto no mundo, somando-se a Coreia do Sul, sede do grupo, Estados Unidos, Japão e Alemanha. A instituição de pesquisa será composta por 50 engenheiros e terá laboratórios para teste de desempenho e durabilidade de motores, redução de emissões e melhoria da eficiência energética e da partida de motores em baixas temperaturas, crítico para combustíveis como o etanol.

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento tem o apoio do com o governo federal e com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). "Essas parcerias são fundamentais para o crescimento da Hyundai no Brasil", disse o presidente da unidade em Piracicaba, Willian Lee. (Agência Estado 25/7/2015)

 

Conselho da Petrobras avalia preço internacional da gasolina e descarta reajuste

O conselho de administração da Petrobras descartou, neste momento, elevar os preços da gasolina e do diesel.

Após avaliar um informe sobre os preços, os conselheiros concluíram, em reunião realizada nesta sexta-feira (24), que ainda não há base técnica para um aumento, porque o diesel continua acima da paridade internacional, e a gasolina, apenas um pouco abaixo.

IPO BR Distribuidora

Segundo a Folha apurou, foi apresentado na reunião um cronograma detalhado da abertura de capital da BR Distribuidora. A expectativa da diretoria da estatal é realizar oferta das ações da empresa na Bolsa de Valores entre novembro e dezembro.

Venda de ativos

Ao contrário da expectativa do mercado, não houve uma análise completa do plano de venda de ativos durante o encontro.

Chegou a ser debatida a eventual venda da participação da Petrobras na petroquímica Braskem, mas a conclusão é que o valor de mercado da empresa hoje está muito abaixo do real.

Para se tornar mais atrativa para potenciais compradores, a Braskem precisaria concluir sua unidade no México e conseguir um contrato de longo prazo de fornecimento de nafta com a própria Petrobras.

O conselho também aprovou a reestruturação da Transportadora Associada de Gás (TAG), que opera a malha brasileira de gasodutos. O processo faz parte da preparação para a venda da subsidiária.

A tendência é que a TAG seja dividida em duas: uma com os gasodutos das regiões Norte e Nordeste e outra com a malha de Sul e Sudeste.

Greve

Durante a sexta-feira, os petroleiros protestaram em 11 Estados contra a venda de ativos e a redução de investimentos previstos no novo plano de negócios da Petrobras.

A mobilização atingiu 25 plataformas de produção, refinarias e terminais de armazenamento de petróleo e combustíveis. Segundo a Petrobras, não houve prejuízos. (Folha de São Paulo 25/07/2015)

 

Produtor tem renda afetada pelo 3º ano

A rentabilidade das fazendas que atuam nos setores de grãos e de cereais teve queda pelo terceiro ano seguido.

É o que aponta relatório mundial de 2014 do Agri benchmark Cash Crop. Os números se referem a 45 países.

As informações brasileiras foram fornecidas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o Cepea é o representante do Brasil no Agri benchmark.

Mauro Osaki, pesquisa- dor do Cepea, afirma que o preço das commodities cai desde 2012, o que compromete a rentabilidade das cul- turas avaliadas (soja, milho e trigo).

"Mesmo com os custos de produção não apresentando altas significativas em dólar, o retorno dos produtores de grãos e de cereais segue pressionado pela desvalorização dos principais produtos agrícolas", explica. (Folha de São Paulo 25/07/2015)

 

Cenário macro pressiona mais o açúcar em NY

Por Arnaldo Luiz Corrêa

O mercado de açúcar em NY caiu até 17 dólares por tonelada nos meses que refletem a safra 2015/2016 do Centro-Sul e pouco menos de 16 dólares por tonelada na safra seguinte. O cenário macro mundial, com o fortalecimento do dólar, derruba todas as commodities. Apenas no acumulado deste mês de julho, até o fechamento de sexta-feira, o petróleo caiu quase 20%, o trigo despencou mais de 16%, o açúcar encolheu 10%, o óleo de soja 9%, o etanol em Chicago 8.5% e o café 8%. Não está fácil para ninguém.

O mercado de petróleo WTI negociado em NY, por exemplo, atingiu o preço mais baixo dos últimos doze meses trabalhando na quarta-feira passada na mínima de 47.96 dólares por barril. O preço médio de gasolina no mercado internacional, baseado nos valores apurados na segunda-feira passada, era de R$ 3.6092 por litro. O preço médio negociado no Centro-Sul era de R$ 3.2400, portanto existe uma defasagem de 10.23% em relação ao preço negociado lá fora. Um aumento da gasolina seria bem-vindo para os produtores de etanol que veriam seu produto se valorizar. No entanto, o dilema que a Petrobrás enfrenta agora é que o aumento no preço vai prejudicar ainda mais o consumo de combustíveis que está declinando de maneira acelerada.

No mês de junho/2015, o consumo de combustíveis no Brasil atingiu 4.83 bilhões de litros, um acréscimo de 9.6% em relação a junho do ano passado. No entanto, o consumo de gasolina A caiu 5.9% no mesmo período. Embora no acumulado do ano comparativamente ao mesmo período anterior, o consumo total de combustíveis tenha subido 5.59%, nos seis primeiros meses desse ano nota-se uma desaceleração que deve baixar esse crescimento para 1% em bases anuais no final deste ano. A pior expectativa de crescimento no consumo nos faz estimar um decréscimo de um bilhão de litros de etanol anidro e hidratado.

A queda livre do real em relação à moeda americana também ajudou o açúcar em NY a seguir sua longa e aparentemente interminável caminhada para níveis cada vez mais baixos. O real atingiu 3.3470 a cotação mais baixa dos últimos doze anos enquanto o contrato futuro de açúcar em NY, o primeiro mês de negociação outubro/2015, chegou a 11.35 centavos de dólar por libra-peso a mais baixa os 11.12 centavos de dólar por libra-peso negociados no mês passado. No entanto, o valor negociado em NY convertido em reais por tonelada equivalente FOB está acima da mínima dos últimos dois anos. Baseando-se no fechamento desta sexta-feira, com NY encerrando o pregão a 11.24 centavos de dólar por libra-peso e o dólar a 3.3470 reais, o valor em reais por tonelada é de 863. A média de 2015 e de R$ 899 por tonelada, a média de 2014 foi de R$ 879 enquanto o preço mais baixo foi de R$ 724 por tonelada em setembro/2014.

Alguma coisa pode segurar esse mercado? Difícil afirmar. O número de moagem na quinzena foi decepcionante: menos de 29 milhões de toneladas numa semana que teve como média 41.3 milhões de toneladas nas ultimas cinco safras. Normalmente, o acumulado desta semana representou nas últimas cinco safras 41,6% do total moído no respectivo ano-safra, ou seja, se extrapolássemos esse número a safra 2015/2016 chegaria a um máximo de 550 milhões de toneladas. Muito cedo para falar disso, mas é impressionante para quem visita o interior de São Paulo e vê o canavial com muitas flores no topo da cana. Um fenômeno que se chama isoporização que desidrata os colmos, gerando perda de peso, aumento do teor de fibra e diminuição da extração de açúcar pelas moendas. Depois que esse processo ocorre, não há nada que possa ser feito. Alguns produtores dizem que o florescimento atinge até 10% de algumas regiões.

Alguns outros argumentos que podem colocar um chão nesse mercado (lembrando novamente que estamos longe das mínimas em reais por tonelada): os fundos estão vendidos a descoberto em aproximadamente 60.000 lotes. Ficar vendido nesse volume a 15-16 centavos de dólar por libra-peso é uma coisa, mas a 11.50 centavos de dólar por libra-peso é muito mais vulnerável.

A BM&F Bovespa lançou recentemente um contrato futuro de açúcar cristal (máximo de 150 de cor ICUMSA), cotado em reais por saca de 50 quilos, em lotes de 25.4 toneladas (equivalentes à metade do contrato de NY), com vencimentos (liquidação financeira) coincidentes com a bolsa de NY. A BM&F Bovespa promete que formadores de mercado (market makers) entrarão firmes no terceiro trimestre deste ano para trazer liquidez para esse contrato e também para o contrato de etanol hidratado nas duas últimas horas diárias do pregão. Muito embora ambos os contratos não contemplem entrega física, que sempre foi uma questão controversa por parte da BM&F Bovespa, o fato é que podemos ver nascer um importante instrumento para se aproveitar arbitragens e mesmo compensar operações de wash-out que podem surgir no mercado físico de ambos os produtos. Vamos aguardar e torcer para que funcione.

Para aqueles que apostavam quem iria cair primeiro abaixo de 10, se o percentual de avaliação positiva do governo do PT de Dilma ou se o mercado de açúcar em NY em centavos de dólar por libra-peso, o “poste” criado por Lula venceu. Com 7.7% de aprovação ótimo e bom, provavelmente dado por gente que vive numa galáxia distante, Dilma deu um “banho” no mercado de açúcar e chega aos píncaros da mediocridade como a pior presidente da história desse país. Que belo legado. Mas vai piorar muito ainda nos 1.256 dias que ainda faltam para nos vermos livres dessa seita de incompetentes.

Não perca o II Curso Avançado de Opções Agrícolas que vai ocorrer dos dias 17 a 20 de agosto, em São Paulo, das 19 às 23 horas. Indispensável para aqueles que querem conhecer de maneira mais aprofundada o mercado de opções e as oportunidades que ele oferece. Para mais informações contate-nos no e-mail priscilla@archerconsulting.com.br (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)

 

O Itamaraty e as múlti brasileiras – Por Marcos Sawaya Jank

Todos os grandes governos defendem o interesse de suas empresas no exterior com a faca nos dentes.

Além de cuidar da política exter- na e de representar o Brasil, um dos papéis mais importantes do Itamaraty é a promoção comercial e a facilitação de investimentos no exterior.

Durante muito tempo, o papel do Itamaraty se limitava à promoção comercial "strictu sensu", apoiando a solução de proble- mas enfrentados por exportadores, viagens de empresários, missões, feiras etc.

Nas duas últimas décadas, no entanto, a presença física das empresas brasileiras se intensificou, com a abertura de plantas industriais e estruturas de armazena- gem e distribuição de produtos no exterior. Cresceram também os investimentos internacionais das empresas brasileiras do se- tor de serviços –bancos, tecnolo- gia de informação, construtoras e outros.

Cerca de 50 multinacionais brasileiras atuam hoje no exterior, a maioria oriunda de setores em que o Brasil acumulou notórias vantagens competitivas, globais ou ao menos regionais. Contudo, o movimento ainda é incipiente e tímido, seja pelo reduzido número de empresas, seja pela pequena presença de produtos diferenciados e marcas globais.

É obvio que a maior parte do esforço de internacionalização das empresas brasileiras deve vir das próprias empresas. No entanto, o êxito do processo também depende de uma intensa coordenação do setor privado com o governo brasileiro, em particular com o Itamaraty e os ministérios que cuidam das áreas envolvidas.

Todos os grandes governos do mundo defendem o interesse de suas empresas no exterior com a faca nos dentes. As representações diplomáticas brasileiras têm realizado esse trabalho com eficiência e admirável esforço, apesar das dificuldades. Vivendo hoje em Cingapura, sou testemunha da carência de recursos humanos e materiais que esses postos têm na Ásia.

Um bom exemplo é o agronegócio, um dos únicos setores em que o Brasil tem presença global. Os Estados Unidos são o nosso maior concorrente na China. O Departamento de Agricultura (Usda) conta com 5 escritórios no país, 8 adidos agrícolas e 23 técnicos locais de suporte. As entidades que representam os principais produtos exportados pelos Estados Unidos também estão presentes na China, inclusive com programas custeados pelo governo norte-americano.

A Nova Zelândia tem cinco adidos, a Austrália e o Canadá, quatro adidos cada um, a Europa tem mais de dez, se considerarmos a comunidade e os países-membros. Enquanto isso, o Brasil tem um adido agrícola no país mais populoso do mundo, nosso maior parceiro comercial.

Achei importante escrever sobre esse tema num momento em que se questiona o papel do governo e da diplomacia no apoio à internacionalização das empresas brasileiras, tema tratado com precisão por Marcos Troyjo em artigo publicado neste jornal no dia 22.

Nos países em desenvolvimento, é muito difícil as empresas crescerem sem um trabalho coordenado entre o setor privado e o governo. Essa parceria deve ser sólida, transparente e horizontal, sem privilégios a setores ou empresas. As representações brasileiras no exterior têm atuado com competência e poucos recursos. O esforço precisa ser ampliado, e não reduzido (Marcos Sawaya Jank é especialista em questões globais do agronegócio. Atualmente trabalha em Cingapura. Folha de São Paulo 25/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão do dólar: Uma nova rodada de forte alta do dólar sobre a moeda brasileira pressionou as cotações do açúcar bruto na última sexta-feira. Os contratos para entrega em março encerraram o pregão cotados a 12,57 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, retração de 26 pontos. Com a valorização do dólar, as vendas do açúcar brasileiro, principal produtor global da commodity, são estimuladas, uma vez que aumenta a rentabilidade das exportações. Com mais oferta do produto no mercado, as cotações tendem a cair. Do lados dos fundamentos, o tempo firme nos últimos dias também colabora para o avanço da colheita de cana no Brasil. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 47,61 por saca, baixa de 0,17%. No acumulado de julho, há valorização de 0,57%.

Cacau: Tombo na Ásia: Dados negativos sobre a processamento de cacau na Ásia determinaram a queda das cotações da amêndoa na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os lotes com entrega para dezembro fecharam a US$ 3.184 por tonelada, desvalorização de US$ 57. A moagem de cacau na Ásia caiu 12% no segundo trimestre de 2015, na comparação com o mesmo período do ano passado, informou na sexta-feira a associação que representa a indústria processadora da cacau da Ásia. Trata-se da quarta queda seguida da moagem de cacau na região. Além disso, analistas também avaliam que o desaquecimento da economia na China ajuda a reduzir a demanda por cacau. No Brasil, o preço médio da amêndoa ficou estável em Ilhéus e Itabuna, a R$ 127 por arroba, de acordo com levantamento do Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: EUA em baixa: Os temores de que o milho americano esteja menos competitivo reduziram o preço do grão na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os lotes com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,0275 por bushel, queda de 11 centavos de dólar. No mercado, há especulações de que compradores no sudeste dos Estados Unidos tenham importado de oito a dez cargas de milho do Brasil, o que sugere que, atualmente, o grão sul-americano está mais barato que o produzido no país. O clima também está mais favorável ao desenvolvimento das lavouras de milho nos EUA, o que tende a colaborar para uma nova safra abundante do grão no país em 2015/16. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 26,23 a saca de 60 quilos, alta de 0,27%. No mês, o ganho chega a 2,94%.

Trigo: Avanço da colheita: Na esteira do milho e do avanço na colheita nos EUA, os contratos futuros de trigo fecharam a semana passada em baixa nas bolsas. Em Chicago, os lotes do cereal para dezembro encerraram o dia a US$ 5,1975 por bushel, queda de 9 centavos. Na bolsa de Kansas, onde o trigo de melhor qualidade é negociado, os lotes de mesmo vencimento caíram 9,75 centavos de dólar, a US$ 5,2725 o bushel. De modo geral, as cotações do trigo acompanharam a queda do milho, concorrente na composição da ração. O clima vem favorecendo a colheita nos EUA, adicionado volumes aos estoques já abundantes do país. Além disso, a alta do dólar também exerce pressão sobre as cotações. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 644,34 por tonelada, queda de 0,29%, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq. (Valor Econômico 27/07/2015)